6 de fev. de 2013
Juca Ferreira apresenta propostas para gestão da Cultura em São Paulo
23 de out. de 2012
4 de set. de 2012
O ITINERÁRIO DE UM DESASTRE - 45 escândalos da era FHC
45 MOTIVOS PARA NÃO VOTAR EM TUCANOS E BANDIDOS SEMELHANTES COMO OS DO PFL
Analisem - Você tem boa memória?
Se você já esqueceu, lembramos aqui 45 fatos, sendo que todos eles envolvendo casos de corrupção, que aconteceram no país nos oito anos de FHC.
O BRASIL NÃO ESQUECERÁ
15 de jun. de 2012
Comissão da Verdade municipal é lançada com nome de Vladimir Herzog
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| A viúva de Vlado ao lado da escultura que ficará na Praça da Divina Providência e que passará a levar o nome de Vladmir Herzog (Foto: Mario Henrique de Oliveira) |
Por Mario Henrique de Oliveira - SpressoSP
Twitaço marca 1 ano do assassinato do blogueiro #EdinaldoFilgueira
13 de jun. de 2012
A ameaça das “cruzadas morais” nas eleições de São Paulo
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| Movimento LGBT rechaça influência das igrejas na agenda política das próximas eleições de São Paulo |
27 de jan. de 2012
Direito, Estado e terror no caso do Pinheirinho
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| Imagem: Carlos Latuff |
Pablo - Do Blog A arma da crítica
Era noite na FDUSP. O professor Marcus Orione ministrava uma de suas aulas com seus métodos e sua perspectiva destoantes do espaço. Apresentava seu ceticismo e sua crítica radical ao direito, vergastando as esperanças dos alunos mais otimistas. Um deles, indignado, exclama:
13 de jan. de 2012
SP: cessar a “operação sufoco”
Operação realizada pela PM de São Paulo, na região da Luz conhecida como “Cracolândia”, indigna e mobiliza movimentos, parlamentares e ativistas pelos direitos humanos, que exigem sua suspensão imediata. Prefeitura e Governo do estado dizem desconhecer a ordem de serviço.
12 de jan. de 2012
No sábado, o novo “churrascão da gente diferenciada” acontece na Cracolândia
Por Sâmia Gabriela Teixeira - SPressoSP - 10.01.12
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| Em maio do ano passado o "churrascão da gente diferenciada", realizado em Higienópolis, reuniu cerca de 4 mil pessoas (Foto: Lino Ito Bochini) |
Um grupo de internautas criou o evento que promete ser tão crítico e irônico quanto a primeira edição do “churrascão da gente diferenciada”, realizada no ano passado, no bairro de Higienópolis. O ato agora pretende discutir a situação das pessoas em situação de rua que consomem crack e a violência policial que têm sofrido e se agravado após o início da Operação Nova Luz. O churrascão mais uma vez foi organizado no Facebook e, até o final desta tarde, já havia a confirmação de mais de 830 pessoas. Quem está à frente da organização do evento é o Coletivo Dar (Desentorpecendo a Razão), grupo que tem como mote a defesa pela legalização das drogas, não com apologia ao uso, mas que defende a não proibição como uma maneira eficaz de evitar os problemas sociais que as drogas causam.
Continue lendo aqui
11 de jan. de 2012
MP instaura inquérito civil para apurar operação na “Cracolândia”
22 de set. de 2011
A presidenta Dilma Rousseff foi a primeira mulher a abrir o Debate Geral da 66ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.
14 de mar. de 2011
Drogas: O que falar com os filhos
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| Image: gonemovie.com/ Actor Ewan Mcgregor - Film Trainspotting |
8 de mar. de 2011
Mulheres, estas bruxas revolucionárias - Sobre o 8 de março
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| Desenho de Carlos Latuff |
Dia 8 de março é dia internacional da mulher. O império inventou uma história em meados do século 20 e espalhou pela face da terra: O dia 8 de março fora escolhido por eles, por que neste dia, em 1875, centenas de mulheres “coitadinhas” teriam sido queimadas vivas por um empresário malvado que provavelmente não aplicava bem as regras do capitalismo. Pois hoje através de pesquisadores, sabemos que esta história é uma fraude. O dia 8 de março de 1875 caiu num domingo, e embora as mulheres (e homens) trabalhassem 14 horas por dia, sem as mínimas condições de segurança e saúde, inclusive nos sábados, os bons capitalistas americanos eram todos cristãos e o domingo era dia sagrado de descanso. Uma fraude pra tentar esconder a capacidade revolucionária da mulher. Mais uma. Na Idade média elas eram as bruxas que aterrorizavam os homens com suas idéias revolucionárias e eram queimadas nas fogueiras. De bruxas malvadas a coitadinhas. Não mesmo. A história verdadeira é outra. E está assim, bem resumida, na Wikipédia: Na Rússia, as mulheres foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), agreve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Do Maria da Penha Neles - 08.03.2011
18 de fev. de 2011
Vereadores são agredidos; acorrentados deixam a prefeitura de São Paulo
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| Vereadores Donato e Zé Américo são agredidos em frente à prefeitura (Foto: Nelson Antoine / Fotoarena/Folhapress) |
Acorrentados
Na reunião com a prefeitura
Crítica
"Não há, portanto, razões que justifiquem os atos extremados da manifestação em frente à Prefeitura de São Paulo, que se mantém aberta ao diálogo e espera que isso aconteça em um clima de mais civilidade", disse o prefeito.
19 de jan. de 2011
O preço que se paga na capital Paulista, $3,00 por ônibus quebrado, lotado e redução da frota.
Imagem: Carlos Lattuf Trecho do vídeo que mostra truculência da PM numa manifestação de estudantes em SP |
Por Carlos Lattuf - 13.01.2011 |
21 de nov. de 2010
Jovens, covardes e homofóbicos
Quem são os acusados de espancar quatro rapazes na capital paulista só porque achavam que eles fossem gays
Betonio foi agredido por jovens de classe média. Câmeras
de segurança gravaram o ataque (acima). Soraia
(abaixo), mãe de um deles, reclamou de uma das vítimas por ter feito BO
Os cinco companheiros de farra compartilham gostos e problemas. Todos são filhos de pais separados e apreciam lutas. Mas a violência protagonizada por eles é apenas uma pequena amostra do que ocorre País afora. Na semana passada, o estudante Douglas Igor Rodrigues, 19 anos, levou um tiro na barriga. O disparo foi feito por um militar do Exército no Rio de Janeiro (quadro ao lado). Segundo um levantamento do Grupo Gay da Bahia, pelo menos 3.371 gays, travestis e lésbicas foram assassinados no Brasil desde 1980. “Esses espancamento
Marques (acima) foi baleado por um militar do Exército no Rio de Janeiro
18 de ago. de 2010
Uma homenagem a todos os professores
Imagem da manifestação dos professores em São Paulo, agredidos pela Polícia de José Serra.
Recebi por e-mail e posto para homanegear os sofridos professores paulistas, tão desrespeitados por governantes truculentos como José Serra e seus secretários de educação.
Somos todos seres pensantes, muito embora burocrátas e pseudo intelectuais como o atual secretário de educação de São Paulo não percam a oportunidade de nos responsabilizar pelo fracasso da educação pública paulista.
Somo seres pensantes e sensíveis ao descaso e desrespeito a que são submetidos os alunos paulistas há 16 anos, pelo PSDB.
Quantas gerações foram perdidas nestes 16 anos, quantos talentos foram desperdiçados por não terem uma educação de qualidade e seriedade nos investimentos da educação?
É um apelo sofrido de educadores que, mesmo levando a fama de incompetentes, de despreparados são os únicos e verdadeiros responsáveis por a educação de São Paulo sobreviver, mesmo que esteja agonizante.
Deixo também um apelo sincero ao todos os professores, alunos, pais e sociedade em geral.
Lutemos para que nosso estado de São Paulo se liberte do estado catártico em que se encontra e expulse da política paulista os únicos e verdadeiros responsáveis pelo sucateamento da educação pública.
Não nos deixemos enganar, mais uma vez, pela fala macia e promessas vazias do candidato que já esteve no poder em São Paulo por 10 anos e tratou a educaçao pública com o mesmo descaso que seu antecessor e seu sucessor.
Vamos dar um basta ao PSDB em São Paulo.
SOU UM PROFESSOR QUE PENSA... enviado por e-mail pela professora Ana Maria Kuper.
Pensa em sair correndo toda vez que é convocado para uma reunião, que
certamente o responsabilizará mais uma vez, pelo insucesso do aluno.
SOU UM PROFESSOR QUE LUTA...
Luta dentro da sala de aula, com os alunos, para que eles não matem uns aos outros.
Que luta contra seus próprios princípios de educação, ética e moral.
SOU UM PROFESSOR QUE COMPREENDE...
Compreende que não vale a pena lutar contra as regras do sistema, ele é sempre o lado mais forte.
SOU UM PROFESSOR QUE CRITICA...
Critica a si mesmo por estar fazendo o papel de vários outros profissionais como: psicólogo, médico, assistente social, mas não consegue fazer o próprio papel que é o de ensinar.
SOU UM PROFESSOR que tem esperança,
E espera que a qualquer momento chegue um "estranho" que nunca entrou em uma sala de aula, impondo o modo de ensinar e avaliar.
SOU UM PROFESSOR QUE SONHA...
SONHA COM UM ALUNO INTERESSADO,
SONHA COM PAIS RESPONSÁVEIS,
SONHA COM UM SALÁRIO MELHOR, UM MUNDO MELHOR.
ENFIM, SOU UM PROFESSOR QUE REPRESENTA...
Representa a classe mais desprestigiada e discriminada, e que é incentivada a trabalhar só pelo amor à profissão.
Representa um palhaço para os alunos.
Representa o fantoche nas mãos do sistema concordando com as falsas
metodologias de ensino.
E esse professor, que não sou eu mesmo, mas é uma outra pessoa, representa tão bem, que só não trabalha como ator, porque já é PROFESSOR e não dá para conciliar as duas coisas.
Discurso do Mercadante
Vídeo 1
Vídeo 2
Vídeo 3
Vídeo 4
Vídeo 5
29 de jul. de 2010
TAPA DE AMOR TAMBÉ DÓI
Por Paulo Sérgio Pinheiro
Faz séculos que as crianças mundo afora sofrem com o castigo corporal ou físico, aquele que recorre à força e inflige certo grau de dor, mesmo leve. Na maioria dos casos, trata-se de bater nas crianças (palmadas, bofetadas, surras) com a mão ou com objetos como chicote, vara, cinturão, sapato e colher de madeira. Mas pode consistir também em dar pontapés, empurrões, arranhá-las, mordê-las, obrigá-las a ficar em posturas incômodas, produzir queimaduras, obrigar a ingerir água fervendo, alimentos picantes ou a lavar a boca com sabão. Além desses há outros castigos que não são físicos, mas igualmente cruéis e degradantes, castigos em que se menospreza, se humilha, se denigre, se ameaça, se assusta ou se ridiculariza a criança.
Agora que a escala e a dimensão dessas práticas de violência aqui descritas se tornaram mais visíveis, e conhecidas suas consequências sociais, emocionais e cognitivas devastadoras para o desenvolvimento da criança e para seu comportamento como adulto, como acelerar o processo de sua eliminação? Políticos e organizações da sociedade civil e religiosas precisam rejeitar claramente a violência contra a criança. Governos devem revelar através de pesquisas o verdadeiro nível de violência contra a criança e combatê-la.
Felizmente, a luta contra as formas mais severas (e criminosas), como violência sexual, tráfico de crianças e prostituição infantil já conta com um consenso que as condena. Mas a violência sistemática nos lares , nas escolas, nas instituições continua velada e disfarçada. Mesmo que as coisas sem dúvida comecem a mudar, como demonstra o projeto de lei apresentado pelo governo brasileiro proibindo o castigo corporal, continua a haver uma atitude ambígua em relação à violência contra as crianças em todos os países.
Pelas reações iradas em entrevistas e blogs na última semana, vários pais dizendo que iriam continuar a bater em seus filhos mesmo com a lei, especialistas palpiteiros proferindo que uma “palmadinha em bebês é útil”, dei-me conta de que a proibição a toda espécie de castigo corporal das crianças causa ainda enorme controvérsia. No entanto , as crianças têm exatamente o mesmo direito de ver respeitadas sua dignidade humana e sua integridade física como os adultos, e esse respeito precisa estar traduzido em lei. Não pode haver desculpa para a “palmada” ou a “palmadinha” (termos doces para que os adultos se sintam mais confortáveis). Frequentemente políticos e profissionais trivializam essa questão. Mas assim fazendo eles insultam as crianças e dão carta branca para os adultos as agredirem e torturarem. As mulheres, na sua gloriosa luta pela igualdade, fizeram do enfrentamento da violência doméstica nas suas casas um componente vital de seu combate. Hoje em dia nenhum marido ou macho ousaria defender “tapas” nas suas mulheres ou companheiras.
Claro que somente a lei não vai terminar com a violência contra a criança. É um passo necessário, mas insuficiente. A reforma legal precisa ser precedida e acompanhada por intensa promoção de práticas de relações positivas com as crianças. Para tanto, já há um enorme conjunto de orientações e práticas de “disciplina positiva” que tenta entender o que as crianças pensam e sentem, definindo objetivos no longo prazo da educação e buscando resolver problemas nas relações entre pais e crianças. Aprender a ser tolerante e não autoritário: por mais irritante que seja, crianças tendem a repetir comportamentos que foram proibidos. Isso é normal e não deve ser tomado como “lesa majestade” ao pátrio poder. Não adianta sair proferindo castigos idiotas como imobilizar crianças num quarto escuro. Melhor se esforçar por estabelecer limites. Mas não adianta berrar contra as crianças, o que fará com que concentrem sua atenção mais na raiva que nos limites. Mas sobretudo não bater nas crianças. No final os pais estarão ensinando aos filhos que baixar o cacete resolve um conflito.
Mas pais e mães não podem ser totalmente culpados por desconhecerem essas alternativas. Há enorme responsabilidade dos governos em criar estruturas de formação dos pais, ajudando-os a superar a violência contra seus filhos. As raízes da violência nas crianças e nos futuros adultos está na violência sistemática dos adultos contra eles. Logo, é do maior interesse dos governos e de toda a sociedade que essa violência contra as crianças autorizada por lei seja eliminada. A combinação de investimento em prevenção, como educação dos pais e professores, mecanismos para ouvir as vítimas e as crianças e legislação é a forma mais efetiva para reduzir e eliminar a violência contra a criança. Nenhuma violência contra a criança pode continuar a ser justificada e disfarçada como amor, educação, disciplina.
PAULO SÉRGIO PINHEIRO É COMISSIONADO E RELATOR DA CRIANÇA DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS DA OEA (28.07/2010)
ESP
19 de jul. de 2010
A violência contra as mulheres é consequência da sociedade machista, capitalista e individualista
Milhares de outros casos não recebem tamanha atenção da imprensa, pois não venderiam tanta audiência... e seguem no anonimato. Mas esperamos que pelo menos os lamentáveis episódios sirvam para reflexão de toda a sociedade sobre a violência que as mulheres vêm sofrendo sistematicamente.
Dados de entidades de direitos humanos revelam que, nos últimos dez anos, foram assassinadas nada menos do que 41 mil mulheres brasileiras. Na maioria dos casos, as vítimas conheciam ou conviviam com o agressor. Uma média de 4.100 mulheres por ano, uma verdadeira tragédia, um genocídio! Pior, um genocídio desconhecido e aceito passivamente pelos familiares, pela comunidade e omitido pela imprensa burguesa.
A ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Nilcéa Freire, participou em meados de julho de uma conferência internacional sobre a violência da mulher e demonstrou revolta diante da insegurança na qual se encontram as mulheres. Segundo ela, elas recebem agressões cotidianas, dos mais diferentes níveis, sem direito a proteção e sofrendo também com a impunidade , pois seus agressores não são devidamente penalizados.
A instalação das delegacias de polícia para cuidar dos casos de violações dos direitos das mulheres e a criação de um Ministério de políticas públicas para as mulheres são insuficientes diante da gravidade do problema.
A sociedade brasileira padece de desvios históricos, não só de machismo e prepotência contra as mulheres, mas enfrenta os problemas cotidianos de uma sociedade extremamente desigual, injusta e exploradora dos mais pobres e humildes.
Todos os dias temos estatísticas divulgadas das diferenças salariais entre homens e mulheres. Diariamente temos exemplos de em quantas áreas profissionais as mulheres ainda são discriminadas ou impedidas de participar, ou ainda são minoria.
A maior categoria de brasileiros são os 16 milhões de trabalhadores rurais. Nessa categoria, a imensa maioria das mulheres camponesas sequer possui alguma renda. Daí o sucesso que fez o programa Bolsa Família, quando destinou a responsabilidade pelo recebimento para as mulheres.
A segunda maior categoria de trabalhadores é a de empregados domésticos, da qual 90% são mulheres. Procurem observar e refletir sobre o tratamento que os trabalhadores domésticos recebem nas residências ou escritórios de seus patrões. Imaginem porque apenas 26% dos empregados domésticos possuem carteira assinada e, portanto, direito a INSS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, férias e 13º salário, ainda que haja uma lei determinando que todo trabalhador de serviços domésticos tem direito a carteira assinada, garantindo os direitos sociais. Mas a maioria da classe média e rica não cumpre.
A ministra tem toda a razão. A violência contra as mulheres é cotidiana, e não se resume a casos bárbaros de assassinatos, mas vitimiza milhões de trabalhadoras todos os dias.
A sociedade brasileira, que há duas décadas vem sendo hegemonizada pelas ideias burguesas neoliberais, que exaltam apenas o individualismo, o sucesso pessoal, o consumismo e o egoísmo, cria um clima propenso permanente de exclusão, discriminação e humilhação dos diferentes, dos mais pobres e das mulheres.
Por isso, de certa forma, esses casos de bárbaros assassinatos por pessoas "bem formadas" são consequência desse ambiente perverso criado pela ideologia burguesa, que transforma as pessoas em mercadorias e transforma os detentores de dinheiro em "todo-poderosos", como se pudessem ser proprietários de tudo.
Inclusive da vida das pessoas. E mais: como tem dinheiro e podem contratar bons advogados, consideram-se impunes. Perguntem-se quantos dias de prisão teve o editor do Estadão, que há alguns anos assassinou estupidamente sua colega de trabalho e ex-namorada apenas por ciúmes? Nenhum. Está solto, gozando das brechas que a lei permite aos endinheirados. Imaginem quando a violência é cometida contra mulheres ainda mais pobres.
Por Professor Mazuchelli - 18.07.2010
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