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4 de jun. de 2012

Rei da Espanha se reúne com Dilma para tentar ampliar relações econômicas

O rei da Espanha, Juan Carlos I, e a presidenta Dilma Rousseff durante encontro no Palácio do Planalto (Foto: Wilson Dias/ABr)

A Espanha é o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque de capital superior a US$ 85 bilhões

O rei da Espanha, Juan Carlos I, se reúne nesta segunda-feira com a presidenta Dilma Rousseff e vários ministros, no Palácio do Planalto e, depois em um almoço no Ministério das Relações Exteriores. Em discussão, a ampliação das relações econômicas entre os dois países e a tentativa de encerrar o constrangimento causado pelas dificuldades para a entrada de brasileiros na Espanha e de espanhóis no Brasil.

Agência Brasil - 04.06.12

11 de mai. de 2012

Desenvolvimento e subdesenvolvimento no mundo pós-neoliberal

Marcio Pochmann - 09.05.2012
 (*) Marcio Pochman
Na segunda metade do século XVIII, o aparecimento da primeira Revolução Industrial deu início à transição da sociedade agrária. As bases da nova sociedade urbano-industrial impuseram significativos ganhos de produtividade no trabalho, decorrentes da emergência do novo padrão de produção e do consumo associado ao uso intensivo de carbono. Com isso, a expansão da base material da economia foi tornando possível elevar o padrão de bem-estar social por meio de grandes lutas sociais e políticas, como no caso de modalidades emancipatórias na condição de trabalho pela sobrevivência. Diante da elevação da expectativa média de vida para mais de 50 anos de idade, houve importante redução da carga horária de trabalho dos segmentos sociais ativos e proteção aos riscos do trabalho penoso.

8 de mai. de 2012

QUAL DESENVOLVIMENTO? – Oportunidades e Dificuldades do Brasil Contemporâneo

(*) Marcio Pochmann

Em meio uma profunda revolução tecnológica, responsável pela reorganização do trabalho, por fantásticos ganhos de produtividade e que propiciou durante um longo período uma enorme liquidez na economia mundial, parece que algo pouco mudou nessa conjuntura: a situação do trabalhador.

20 de abr. de 2012

Lula recebe Márcio Pochmann e Edinho Silva

Lula com Márcio Pochmann (*), pré-candidato a Prefeito pelo PT em São Paulo

O encontro durou cerca de uma hora e aconteceu na sede do Instituto Lula, em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na tarde da quinta-feira (19) com o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pré-candidato do PT à prefeitura de Campinas Márcio Pochmann e com o presidente do PT de São Paulo, o deputado estadual Edinho Silva.

11 de jan. de 2012

COMO O IMPÉRIO AMERICANO VAI CAIR?



Por Marlene Senna 

Mais do que lamentar o militarismo do império gringo, o momento é de reflexão sobre como o mesmo entrará definitivamente no rolo da história.

Hoje Mino Carta publicou um texto excelente na sua revista
O texto dele é totalmente excelente: jornalístico, teórico, literário e sobretudo irônico de fio-a-pavio (do jeitinho que eu gosto).

27 de dez. de 2011

Brasil passa Reino Unido e inicia 2012 com 6º PIB e piso de R$ 622

Troca de posição é notícia na imprensa britânica. Motivo é a crise de 2008 e sua segunda fase em 2011, da qual os britânicos ainda sentem efeitos e Brasil supera. Em pronunciamento de fim de ano, Dilma disse que "no ano em que grandes potências mundiais estão tendo crescimento negativo, ou igual a zero, nós vamos ter um bom crescimento". Decreto reajusta salário mínimo para R$ 622 a partir de janeiro.

18 de dez. de 2011

A arte de fabricar dinheiro

Cansados de reclamar da opressão e da falta do vil metal, artistas criam moedas e circuitos alternativos que propõem um novo rumo ao capital

Texto: Giselle Beiguelman 

Artistas criam moedas e bancos próprios e propõem novos modelos econômicos 
 
Timenotes

Time Notes, projeto do artista argentino Gustavo Romano em que é possível recuperar o tempo perdido e solicitar empréstimos de tempo, rendeu uma exposição na sede do Banco Mundial, em Washington (Foto: cortesia do artista)

1 de ago. de 2011

Como o sistema financeiro mundial criou a dívida

Ao contrário da crença popular, o dinheiro que circula pelo mundo não é criado pelos governos, mas sim pela banca privada em forma de empréstimos, que são a origem da dívida. Este sistema privado de criação de dinheiro tornou-se tão poderoso nos últimos dois séculos que passou a dominar os governos em nível mundial. No entanto, este sistema contém em si próprio a semente da sua destruição e é o que estamos experimentando na crise atual. Dados os seus níveis colossais, trata-se de uma dívida impagável.


24 de mai. de 2011

Com tarifa menor, brasileiro viaja mais de avião

Aumento da renda também contribui para o maior acesso ao transporte aéreo/ Foto: Marcelo Barabani - Revista Brasilis
 
Por Secom - 23.05.2011

Entre 2002 e 2010, valor das passagens aéreas diminuiu em média 64%
A demanda por voos no mercado aéreo doméstico aumentou 31,45% em abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em relação à oferta, o aumento foi de 15,44%. Com isso, a taxa de ocupação chegou a 73,37%, após ter sido 64,43% em abril de 2010.

Dois fatores levam o brasileiro a viajar mais de avião, especialmente em percursos interestaduais: a renda média dos assalariados está em alta e o preço das passagens, em baixa. Essa relação aparece ao se comparar os dados da Anac e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reajustados pela inflação (IPCA). 

Em dezembro de 2002, a renda média do trabalho nas regiões metropolitanas era de R$ 1.395,94 e o preço médio da passagem aérea era de R$ 616,58 (valor atualizado). Em dezembro passado, o salário médio passou a ser de R$ 1.548,32, enquanto a tarifa aérea caiu para 299,87. A tarifa média anual caiu de R$ 460,82 em 2002 para 259,93 em 2010 (veja tabela). “Desde abril de 2010 não há mais qualquer regulação de preços sobre passagens aéreas no Brasil, permitindo a ampla concorrência e total liberdade para as empresas realizarem promoções”, diz o Superintendente de Regulação Econômica da Anac, Carlos Eduardo Pereira Duarte.

Segundo Duarte, a queda nos preços é resultado do aumento da competição no setor, gerada pela participação crescente das companhias aéreas de menor porte no mercado brasileiro. 

As duas maiores empresas do setor controlavam 93,60% do mercado em abril de 2008. No mesmo mês deste ano essa participação caiu para 80,99%. 

Ele conta que o regime de liberdade tarifária foi iniciada em agosto de 2001 e ratificada pela lei 11.182 em 2005, nos voos domésticos. Nos voos internacionais, o processo começou em abril de 2009.

Internacional – Segundo a Anac, a demanda nos vôos internacionais operados por empresas brasileiras cresceu 34,88% em relação a abril do ano passado. No mesmo período, a oferta de assentos aumentou 18,59%. A taxa de ocupação atingiu a marca de 81,13%.
A oferta é representada pelo conceito de assento-quilômetro oferecido, o qual representa a quantidade de quilômetros percorridos por cada assento oferecido. Já a demanda é representada pelo passageiro-quilômetro transportado, o qual representa a quantidade de quilômetros voados por cada passageiro.

Avião versus ônibus – Com a tarifa mais barata, o brasileiro pode optar pelo avião, que oferece mais conforto e menos horas de poltrona para o mesmo percurso. O ônibus, porém, continua sendo o principal meio de transporte. Nos 720.983 voos interestaduais dentro do território brasileiro em 2010, foram transportados 66,7 milhões de pessoas; e nas 2.562 linhas, as viações levaram 132,8 milhões de passageiros.

Famílias investem mais em viagens
O crescimento do mercado de viagens neste período aparece também na Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE. Apesar da redução dos custos na parte aérea, o brasileiro passou a consumir mais do orçamento familiar com todos os gastos relacionados com viagens: transporte, alimentação, hospedagem e passeios. A proporção passou de 1,65% em 2002 para 1,8% em 2010.

11 de abr. de 2011

Fugindo da crise, portugueses engrossam onda migratória para o Brasil 'aquecido'

Porto Digital do Recife, pólo que busca mão-de-obra qualificada

 Jair Rattner  De Lisboa para a BBC Brasil

A crise econômica que afeta Portugal desde 2008 está levando portugueses a emigrar em busca de melhores condições de vida. Um dos principais destinos desta nova onda é o Brasil, por causa do crescimento da economia brasileira.
Ao contrário do que acontecia no século passado, quando portugueses com destino ao Brasil não tinham formação acadêmica – muitos eram semianalfabetos ou analfabetos –, a maior parte dos lusitanos que formam a onda atual tem curso superior.
"São pessoas cada vez mais especializadas. Constitui uma de fuga de cérebros, mas desta vez o destino é o Brasil. Não é uma migração dos países menos desenvolvidos para os países ricos, como se dizia nos anos 60", afirma o cônsul do Brasil em Lisboa, Renan Paes Barreto.
Segundo o serviço consular da representação, o número de pessoas que têm o Brasil como destino vem aumentando.
"No ano passado foram cerca de 1,5 mil vistos de trabalho, praticamente o mesmo número de 2009. Este ano, nos primeiros três meses foram 500", conta o funcionário do consulado responsável pela seção de vistos, José Luiz Neves.
Segundo Neves, o número do consulado não é o definitivo. Além da representação de Lisboa, há também a do Porto. E há outras formas de obter o visto de trabalho, através de casamento, por exemplo.
"As pessoas normalmente não começam o processo aqui. Aqui é concluído. Começa no Ministério do Trabalho e do Emprego, com o pedido por parte da empresa."

Pedro Ribeiro (Foto: Jair Rattner/ BBC Brasil)

Ribeiro diz que salários na sua área são melhores no Brasil que na Europa
Sobre o perfil do português que busca o visto para trabalhar no Brasil, Neves relata que "são predominantemente engenheiros e técnicos de plataformas de petróleo. Mas há outras profissões, como arquitetos".
Emigrantes
O oficial de náutica Bruno Pereira, de 26 anos, é um dos que fizeram fila no consulado para receber o visto de trabalho. Ele trabalha em navios que fornecem a logística para plataformas de petróleo.
"Lá (no Brasil) o negócio do petróleo está muito forte. Em Portugal, não teria chance de conseguir trabalho nessa área", conta.
Pereira, que trabalha para uma empresa alemã, afirma que os salários estão aquecidos no Brasil.
"Eu recebo salário europeu. Nas empresas brasileiras, os oficiais de náutica recebem perto de R$ 10 mil por mês, mais previdência privada e seguro de saúde. Nas empresas europeias recebemos um pouco menos do que isso e sem seguro de saúde nem previdência privada".
Para o arquiteto Pedro Ribeiro, de 40 anos, o Brasil vai ser o caminho para fugir da crise.
Especializado em remodelação de interiores, com mais de 15 anos de profissão, ele escolheu o Recife como destino por conta dos contatos profissionais que tem na cidade, muitos dos quais trabalharam em Portugal.

3 de fev. de 2011

O FSM 10 anos depois


Por Emir Sader - Blog do Emir - 27.01.2011

Dez anos depois da sua primeira edição, o FSM volta à Africa, em um cenário mundial muito diferente daquele de 2001. Naquele momento a hegemonia do modelo neoliberal ainda era grande, a economia mundial não havia entrado em crise e, principalmente, a América Latina ainda era dominada por governos neoliberais – naquele momento com a exceção dos da Venezuela e de Cuba.
Passada uma década, o mundo mudou. A crise econômica, nascida no centro do capitalismo, levou as maiores potencias à estagnação, da qual ainda não conseguem sair, enquanto os países do Sul do mundo, que privilegiam a integração regional e não os TLCs com os EUA, já a superaram e voltaram a crescer. O modelo neoliberal perdeu legitimidade, embora siga dominante, mesmo se com afirmações em contrario e com adequações.
Apesar disso tudo, por fraqueza de alternativas à esquerda, o mundo se tornou mais conservador ainda do que há uma década. Mesmo a vitória de Obama e o fim desprestigiado de Bush, não alteraram essa tendência. A Europa de Merkel, Berlusconi, Sarkozy, Cameron, das agudas crises com os respectivos pacotes de FMI em Portugal, Grécia, Irlanda, Portugal, virou ainda mais à direita.
A grande exceção é a América Latina, não por acaso o continente da sede original do FSM. Nesses dez anos, concomitante à realização dos FSMs, o continente foi elegendo, um atrás do outro, presidentes com compromissos de construção de modelos alternativos ao neoliberalismo que derrotavam nas urnas. Nunca o continente teve tantos governos afinados entre si e na linha posneoliberal de prioridade dos processos de integração regional no lugar dos TLCs com os EUA e prioridade das politicas sociais no lugar dos ajustes fiscais.
No FSM anterior, em Belém, a presença mais significativa foi de 5 presidentes, todos latino-americanos, afirmando seu compromisso com a construção de um outro possível. Todos marginais da política tradicional: um arcebispo ligado ao movimento camponês paraguaio, um dirigente indígena boliviano, um intelectual do pensamento critico equatoriano, um líder militar nacionalista venezuelano, um líder sindical brasileiro
Os 5 representam um movimento mais amplo – que inclui também a Argentina, o Uruguai, El Salvador – que constrói os únicos processos de integração – Mercosul, Unasul, Conselho Sulamericano de Defesa, Banco do Sul, Alba, União dos Povos Latinoamericanos – que fez com que esses países tenham avançado significativa na sua recuperação econômica, na diminuição das desigualdades sociais, na extensão dos direitos sociais a toda sua população, na afirmação de politica externas soberanas. A América Latina tornou-se a única região do mundo em que governos se identificam com o FSM e avançam na superação do neoliberalismo.
Propostas do FSM conquistaram espaços nesta década, entre as quais talvez nenhuma como o software livre, como instrumento do direito universal à comunicação. Alguns governos adotaram modalidades de regulação sobre a livre circulação do capital financeiro. A recuperação dos recursos naturais privatizados – entre eles a água – foi realizada por governos latino-americanos. A ideia de que o essencial não tem preço, generalizando direitos a todos, tem ido igualmente praticada por governos posneoliberais na América Latina.
Mas, infelizmente, a crise econômica geral não foi capitalizada por alternativas progressistas em outras regiões – especialmente na Europa. Outros temas do FSM tampouco conseguiram avanços, por falta de forças politicas, com arraigo popular e capacidade de liderança, que pudessem transformá-las em políticas concretas.
Onde isso foi possível, onde se deram avanços reais na construção do outro mundo possível, foi quando a força social – de massas – e ideológica – de propostas – conseguiu se transformar em força política concreta, disputar o poder do Estado e, a partir daí, colocar em prática governos de superação do neoliberalismo. Em distintos graus, isso se está dando na Bolívia, no Brasil, na Argentina, na Venezuela, no Uruguai, no Equador. Porque medidas que superem o neoliberalismo, como a recuperação da capacidade do Estado para induzir o crescimento econômico, para garantir e estender direitos sociais, para defender a soberania nacional, para regular a circulação do capital financeiro, entre outras medidas.
Por isso o outro mundo possível, que tem necessariamente que transcender da esfera social para a politica, encontra nos governos posneoliberais da América Latina seus pontos mais avançados. Enquanto que forças que permanecem auto-recluídas na resistência social, se enfraqueceram, perderam transcendência ou até mesmo desapareceram, sem conseguir colocar em prática concretamente formas de superação do neoliberalismo.
O FSM do Senegal se dá nesse marco politico geral. No anterior, há dois anos, predominou uma certa euforia ingênua e espontaneísta, de que o neoliberalismo – e até mesmo o capitalismo – estariam chegando ao seu final. Estes dois anos reforçaram o argumento de que, sem construção de forças politicas capazes de dirigir processos concretos, que passam pelos Estados – os existentes ou os refundados -, não haverá avanços ou pode até mesmo acontecer retrocessos.
O outro mundo possível está sendo construído concretamente na América Latina, mediante diferentes modalidades de governos posneoliberais , que devem consistir na referência mais rica – nas suas realizações, no seu potencial e também nos seus impasses – para avançar nos ideais que o FSM representou há 10 anos. Mas que, se não superar ele mesmo os limites que se autoimpôs, ameaça seguir girando em falso, dissociado dos processos realmente existentes de construção do outro mundo possível.

Emir Sader é sociólogo e professor

13 de jan. de 2011

O que está em causa

* Boaventura de Sousa Santos


Depois de décadas de “ajuda ao desenvolvimento” por parte do Banco Mundial e do FMI, um sexto da população mundial vive com menos de 77 centavos por dia. O que vai acontecer a Portugal (no seguimento do que aconteceu à Grécia e à Irlanda e irá acontecer à Espanha, e talvez não fique por aí) aconteceu já a muitos países em desenvolvimento. A intervenção do FMI teve sempre o mesmo objetivo: canalizar o máximo possível do rendimento do país para o pagamento da dívida. A “solução da crise” pode bem ser a eclosão da mais grave crise social dos últimos oitenta anos. O artigo é de Boaventura de Sousa Santos.

Portugal é um pequeno barco num mar agitado. Exigem-se bons timoneiros mas se o mar for excessivamente agitado não há barco que resista, mesmo num país que séculos atrás andou à descoberta do mundo em cascas de noz. A diferença entre então e agora é que o Adamastor era um capricho da natureza, depois da borrasca era certa a bonança e só isso tornava “realista” o grito de confiança nacionalista, do “Aqui ao leme sou
mais que eu…”.

Hoje, o Adamastor é um sistema financeiro global, controlado por um punhado de grandes investidores institucionais e instituições satélites (Banco Mundial, FMI, agências de avaliação de risco) que têm o poder de distribuir as borrascas e as bonanças a seu bel-prazer, ou seja, borrascas para a grande maioria da população do mundo, bonanças para eles próprios. Só isso explica que os 500 indivíduos mais ricos do mundo tenham uma riqueza igual à da dos 40 países mais pobres do mundo, com uma população de 416 milhões de habitantes. Depois de décadas de “ajuda ao desenvolvimento” por parte do BM e do FMI, um sexto da população mundial vive com menos de 77 cêntimos por dia.

O que vai acontecer a Portugal (no seguimento do que aconteceu à Grécia e à Irlanda e irá acontecer à Espanha, e talvez não fique por aí) aconteceu já a muitos países em desenvolvimento. Alguns resistiram às “ajudas” devido à força de líderes políticos nacionalistas (caso da Índia), outros rebelaram-se pressionados pelos protestos sociais (Argentina) e forçaram a reestruturação da dívida. Sendo diversas as causas dos problemas enfrentados pelos diferentes países, a intervenção do FMI teve sempre o mesmo objetivo: canalizar o máximo possível do rendimento do país para o pagamento da dívida. No nosso contexto, o que chamamos “nervosismo dos mercados” é um conjunto de especuladores financeiros, alguns com fortes ligações a bancos europeus, dominados pela vertigem de ganhar rios de dinheiro apostando na bancarrota do nosso país e ganhando tanto mais quanto mais provável for esse desfecho.

E se Portugal não puder pagar? Bem, isso é um problema de médio prazo (pode ser semanas ou meses). Depois se verá, mas uma coisa é certa: “as justas expectativas dos credores não podem ser defraudadas”. Longe de poder ser acalmado, este “nervosismo” é alimentado pelas agências de notação: baixam a nota do país para forçar o Governo a tomar certas medidas restritivas (sempre contra o bem-estar das populações); as medidas são tomadas, mas como tornam mais difícil a recuperação econômica do país (que permitiria pagar a dívida), a nota volta a baixar. E assim sucessivamente até a “solução da crise”, que pode bem ser a eclosão da mais grave crise social dos últimos oitenta anos.

Qualquer cidadão com as naturais luzes da vida, perguntará, como é
possível tanta irracionalidade? Viveremos em democracia? As várias
declarações da ONU sobre os direitos humanos são letra morta? Teremos
cometidos erros tão graves que a expiação não se contenta com os anéis e
exige os dedos, se não mesmo as mãos? Ninguém tem uma resposta clara
para estas questões mas um reputado economista (Prêmio Nobel da
Economia em 2001), que conhece bem o anunciado visitante, FMI,
escreveu a respeito deste o seguinte:

“as medidas impostas pelo FMI falharam mais vezes do que as em que tiveram êxito…Depois da crise asiática de 1997, as políticas do FMI agravaram as crises na Indonésia e na Tailândia. Em muitos países, levaram à fome e à confrontação social; e mesmo quando os resultados não foram tão sombrios e conseguiram promover algum crescimento depois de algum tempo, frequentemente os benefícios foram desproporcionadamente para os de cima, deixando os de baixo mais pobres que antes. O que me espantou foi que estas políticas não fossem questionadas por quem tomava as decisões…Subjacente aos problemas do FMI e de outras instituições económicas internacionais é o problema de governação: quem decide o que fazem?”
(Joseph Stiglitz, Globalization and its Discontents, 2002)

Haverá alternativa? Deixo este tema para a próxima crônica.

(*) Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

16 de dez. de 2010

Parabéns ao camarada Oscar Niemeyer por seus 103 anos!

5 de dezembro de 2010
Traços de Oscar Niemeyer em homenagem às lutas e conquistas do MST
O MST sente orgulho de ser amigo e ter como amigo e defensor persistente da Reforma Agrária o querido companheiro de todas as lutas, Oscar Niemeyer.
Oscar Niemeyer, que completou 103 anos nesta quarta-feira, dia 15 de dezembro, é um exemplo de honestidade, dedicação ao trabalho e coerência política.
Em mais de 100 anos, Niemeyer esteve ao lado dos trabalhadores, sem perder a perspectiva da construção de um Brasil com justiça social e soberania popular nem cair no sectarismo irresponsável.
Por isso, está entre as grandes figuras povo brasileiro em toda a nossa história.
Longa vida ao camarada comunista Niemeyer!

Direção Nacional do MST
Abaixo, veja uma parte do filme Oscar Niemeyer – A vida é um sopro, que procura se pautar na clareza das linhas e na poética das formas do arquiteto, para (re)construir a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. Uma história indissociavelmente ligada às transformações do país neste último século. 



Do MST.ORG - 15.12.2010

14 de dez. de 2010

Parabéns Dilma!


Dilma Rousseff, eleita a Primeira Mulher Presidente do Brasil, comemora hoje, 14 de dezembro, 63 anos.
São 63 anos de luta, de uma vida inteira dedicada a servir o Brasil.ersário cheio de Saúde, sucesso, sabedoria e muito amor !! Ela mostrou sua força, sua integridade, superou a dor, a doença e os desafios que a vida colocou em seu caminho e mostrou que é possível ser vencedora e merecedora de todo o nosso apoio.Por este e por muitos outros motivos que nós do MVPT, desejamos a nossa Querida Presidente um aniversário cheio de Alegria, Sucesso, Saúde e muita sabedoria!!
Aproveitamos e convidamos você a deixar uma mensagem em nosso blog de Felicitações para nossa Dilma!!

Do Site MVPT -  14.12.2010

13 de dez. de 2010

Novas notas de R$ 50 e R$ 100 entram em circulação


Por SeCom - 10.12.2010

Começam a ser utilizadas as novas notas da segunda geração da família de cédulas do real. Em 2011, começam a circular as notas de R$ 10 e de R$ 20 e, por último, a partir de 2012, serão substituídas as notas de R$ 2 e de R$ 5.
A criação da nova família de dinheiro de papel foi necessária para dar mais segurança às notas. As mudanças são tecnológicas e de design, mas todos os animais representados nas notas atuais continuarão a figurar nas novas versões.
As cédulas entrarão em circulação por meio dos bancos comerciais. As cédulas atuais continuarão valendo e serão retiradas de circulação somente por decorrência do desgaste natural. Não há necessidade de trocar as notas antigas por novas na rede bancária, pois as duas famílias conviverão em circulação por prazo indeterminado.
A manipulação das notas por deficientes visuais será facilitada pela diferença de tamanho das notas e as marcas táteis, que são barras em alto-relevo localizadas no canto direito inferior das notas.
Além disso, a adoção de tamanhos diferenciados inibe a tentativa de falsificação por lavagem química, técnica que consiste em apagar a impressão de uma nota de menor valor e imprimir no papel moeda lavado a estampa de uma nota de maior valor.
Outra novidade nas notas de R$50 e R$100 é a faixa holográfica, composta por desenhos descontínuos que, ao serem movimentados, apresentam efeitos de alternância de cores e formas. Os demais elementos de segurança também são de fácil visualização: marca d’água, que apresenta o valor da nota e a imagem do animal, e o número escondido, que aparece quando a nota é colocada na posição horizontal, na altura dos olhos.
As novas notas serão lançadas na segunda-feira (13), às 13, pelo Banco Central (BC), em solenidade no Edifício-Sede, em Brasília, com transmissão ao vivo na página eletrônica da instituição (www.bcb.gov.br) e nos auditórios das regionais do BC.

5 de dez. de 2010

Presidente Lula: "Deixo um Brasil que em breve será a 5ª maior economia do mundo"


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que em 1º de janeiro de 2011 entregará a sua sucessora, Dilma Rousseff, um Brasil preparado para se transformar na quinta maior economia do mundo.
"O Brasil que entregaremos a Dilma (Rousseff) tem a perspectiva de se transformar nos próximos seis anos na quinta maior economia mundial", afirmou Lula em entrevista coletiva que concedeu hoje a correspondentes estrangeiros e na qual fez um balanço de seus oito anos de Governo.
"A 28 dias do final do meu mandato posso dizer que estou satisfeito com o conseguido. Não resolvemos todos os problemas do Brasil, mas demos passos importantes para solucionar coisas que pareciam insolúveis", acrescentou Lula, que deixa o cargo com uma popularidade recorde e após ter garantido a eleição de Dilma, candidata que era desconhecida e que escolheu a dedo para sucedê-lo.
Em um tom bastante eufórico, Lula repassou suas conquistas sociais, como os 15 milhões de empregos formais gerados em oito anos e os 30 milhões de brasileiros que ascenderam da classe baixa para a média, para poder enfatizar as condições que fazem do Brasil uma potência econômica.
"Vivemos um momento mágico que não é passageiro. Na minha opinião vai ter uma duração de médio a longo prazo", afirmou o presidente ao se referir ao atual crescimento da economia brasileira, que pode chegar a 7,5% em 2010 e manter o impulso nos próximos anos.
Lula afirmou que três das maiores hidroelétricas em construção atualmente no mundo estão em obras no Brasil e poderão acrescentar ao país um potencial de geração adicional de 18 mil megawatts.
Disse igualmente que três das maiores ferrovias em construção no mundo também estão em obras no Brasil, assim como quatro das maiores refinarias de petróleo do planeta.
"O maior investimento na indústria petrolífera hoje no mundo é a feita pelo Brasil. São US$ 224 bilhões em investimentos até 2014", disse.
"São dados que garantem que Dilma vai assumir o Brasil andando a 120 km/h. Não estará com o carro parado no estacionamento e com a bateria arriada", disse.
"Ela pode acelerar um pouco e chegar até 140 km/h ou pode manter a atual velocidade. O que não pode acontecer é sair da rota", acrescentou.
Ele assegurou que, além da economia, até as bem-sucedidas operações realizadas na semana passada para expulsar os traficantes de drogas que controlavam várias favelas do Rio de Janeiro ajudaram a melhorar a imagem do país.
"Antes apenas se falava do Brasil quando havia uma Copa do Mundo ou quando chegava o Carnaval. Agora se fala sempre do Brasil, de sua economia e de seu papel no mundo", disse.
"Não fizemos tudo o que queríamos, mas fizemos mais que em qualquer momento no país. Não existe comparação com outros governantes e quero que Dilma faça mais", assegurou.
Lula disse que sua maior decepção foi não ter conseguido aprovar alguns marcos reguladores necessários para permitir que o Brasil, que tem uma "poderosa máquina de fiscalização", também possa contar com uma "poderosa máquina de execução".
Ele admitiu que enviou duas propostas de reforma tributária ao Congresso após havê-las discutido e pactuado com os governadores regionais, os empresários e os trabalhadores, mas que um "inimigo oculto" impediu sua aprovação no Congresso.
Disse igualmente que apresentou uma proposta de reforma política que foi arquivada no Congresso pelas divergências entre os partidos mas que pretende, quando deixar a Presidência, se esforçar como militante político para que o Parlamento aprove uma necessária reforma nos sistemas político e eleitoral do país.
O presidente afirmou que deixa o Governo satisfeito porque conseguiu provar que qualquer brasileiro, inclusive um trabalhador de origem pobre e sem educação superior, pode governar o Brasil.
"Tinha que provar que um operário saído de uma fábrica pode governar porque caso contrário nenhum trabalhador voltaria a ser presidente do Brasil", assinalou.
Lula acrescentou que, por enquanto, não tem planos para o futuro e que apenas pensa em "desencarnar" da Presidência para poder ser "o Lula de antes" e "voltar a fazer política sem falar como se ainda estivesse na Presidência".

Com informações da agência EFE 

Do Aldeia Gaulesa - 02.12.2010

5 de set. de 2010

A Serra o que é de Serra: nada


Por Flávio Aguiar, Carta Maior - de Berlim

Na mídia européia aumentou o número de referências a que Dilma Roussef pode ganhar no primeiro turno. De Portugal à Alemanha, do Reino Unido à França, comenta-se a possibilidade.

Às vezes isso desagrada. Para comentaristas conservadores, Dilma é uma “estatista” convicta, mais do que Lula. Isso é uma dor de cabeça. O governo Lula tirou o Brasil da crise financeira rapidamente e com pouco dano porque está fazendo o contrário do que os economistas e governos conservadores – sejam social-democratas ou democrata-cristãos – estão pregando e fazendo.

Para montar o fundo de reserva para proteger o euro – e antes, ainda, para impedir que a bancarrota da Grécia arrastasse consigo os bancos alemães e franceses credores, o que faria a Europa inteira virar um Titanic e bater no iceberg de suas insolvências nacionais – tiveram de recorrer ao FMI. Mais: às receitas do FMI. A Europa virou uma gigantesca Argentina do século passado.

E passaram a foice nos direitos de trabalhadores, pensionistas, aposentados, usuários de programas sociais, etc., com danos que serão sentidos nas próximas gerações. Por exemplo: a Itália acabou com um programa chamado “professores de rua”, que colocava educadores nas ruas, no sul do país, para convencer jovens a sair da tentaçào da máfia e do narcotráfico e voltar para a escola. O dano vai ser enorme.

A Alemanha cortou a renda que o governo dava às mães solteiras. O dano também vai ser enorme.

E ainda caíram de martelo em cima dos salários, partcularmente do setor público. O dano também vai ser enorme.

Mas saudando números, economistas e comentaristas conservadores deliram porque a Alemanha “dá mostras de recuperação e puxa a economia européia para cima”. Claro, graças a exportações bilionárias para a China. O poder aquisitivo interno está evaporado. Aposta-se em que as exportações farão cair o nível de desemprego. Quosque tandem? Até quando? Aí cai-se na reza para que a China continue crescendo, e apostando também no seu mercado interno.

Mas acontece que no meio do caminho tem o Brasil, tem o Brasil no meio do caminho. Adotando uma saída do tipo da Malásia, que no século passado, quando da crise da dívida externa no Sudeste Asiático fez tudo o contrário do que o FMI queria, e saiu-se bem, ao contrário da Indonésia, da Tailândia, até da Coréia do Sul, o Brasil “investiu em investimentos”, continuou melhorando salários, subsidiou a linha branca, etc., vocês aí devem conhecer as soluções melhor do que eu, aqui de longe, apesar da internet. O que fazer com o Brasil? Essa é uma pergunta alarmante no cenário internacional para as ortodoxias econômicas.

A esperança era José Serra. Uma virada que reintegrasse o Brasil na ortodoxia mais roxa que pano de quaresma e meia de cardeal. Não está dando certo. Por quê?

Porque Serra nada tem a oferecer. Os comentários da mídia a que aludi acima são expressivos. Porque aí vem a emenda, que para o arraial serrista é pior do que o soneto. A mesma mídia que cautelosamente aponta a possibilidade da vitória de Dilma, assinala que só um fato novo poderia virar o quadro, nem que flosse para jogar tudo para o segundo turno. Mas diz – como no caso da The Economist - esse fato novo só pode ser algo como uma denúncia que vire a mesa. Ou seja, de Serra, na verdade, nada se espera. Como dizia o Barão de Itararé: ali donde nada se espera, é que não sai nada mesmo. O The Guardian chegou a dizer que o programa de TV de Dilma arrasa com o de Serra.

Serra perdeu a voz, a vez, está mal no santinho, na paróquia, etc. Só não perdeu o grito. Dilma disse muito bem que eleição se ganha no voto, não em pesquisa. Mas há quem queira ganhar no grito, já que não tem outro recurso. E com ajuda da gritalhada da mídia conservadora brasileira, claro.

Acontece que, no caso das quebras de sigilo, o tribunal eleitoral não aceitou a denúncia contra Dilma, por falta de provas. Mais cedo ou mais tarde, isso vai prevalecer sobre a gritaria, as conjeturas, as hipóteses, as contra-hipóteses, as teses abstrusas, esse mar de lama em que se tenta sufocar a eleição brasileira e o debate das propostas. Porque um lado – o de Serra – não tem propostas que possa apresentar, só as que não pode apresentar, que envolvem a demolição dos direitos conquistados e exercidos pelo povo brasileiro nos últimos anos.

Querem nos transformar numa nova Grécia.

Esconjuro. A Serra o que é de Serra: nada.

Flávio Aguiar é correspondente internacional da agência Carta Maior em Berlim. 


Do Blog O terror do Nordeste - 05.09.2010

3 de set. de 2010

A República do Galeão serrista

 O comportamento de José Serra e o dos seus áulicos, titulares de importantes – cada vez menos, felizmente – colunas e blogs na grande imprensa, em tudo recorda o comportamento dos segmentos golpistas incrustados na Aeronáutica nos episódios que, em 1954, levaram à morte do Presidente Getúlio Vargas.
Ali, como agora, exigem apuração em rito sumário, fora do devido processo legal e, como então, não admitem em nenhuma hipótese que qualquer ato criminoso não seja – como não era – responsabilidade pessoal e direta do então Presidente da República. Antes de investigar, julgam. Antes de julgar, condenam.
Agem babujando seu ódio, dizendo-se moralmente indignados, encapuzando-se com a bandeira da democracia quando, na verdade, é só o poder – e o poder contra o povo – o que lhes interessa. Aqueles “democratas” do Galeão, depois de levarem à morte Getúlio, tentaram em dois golpes – Jacareacanga e Aragarças – derrubar o presidente Juscelino Kubistchek, legítima e caudalosamente eleito pelo povo.
As vestais do Galeão tentariam de novo em 61, mas a ditadura militar que pretendiam implantar foi esmagada pela união do povo com militares que honravam suas fardas e seus compromissos constitucionais.
Triunfaram, é verdade, em 64. E deram ao país uma noite de horror, violência, tortura e morte que levou gente honrada e corajosa como Dilma Rousseff a enfrentá-la ao risco de suas próprias vidas.
É irônico que 46 anos depois daquele arreganho autoritário estes propósitos golpistas se encarnem numa figura que, naquela época, ainda não tinha sido tomada pelo mal e pela ambição.
José Serra é uma alma penada do golpismo antitrabalhista de 64. Vagará, com seus gemidos e gritos, cada vez mais só e desesperado. Agora há luz. E com a luz, essas fantasmagorias se esvanecem, se dissolvem, desaparecem.
Se o golpismo policialesco do tucanato se assemelha àquela República do Galeão, há porém, uma circunstância muito diferente. Já não existe o mundo da Guerra Fria; já não existe o medo do comunismo “ateu e apátrida” para engambelar pessoas inocentes. Já não existem o Chateaubriand, o Marinho, o monopólio que restringia a informação a uma pequena camada da população e Serra é uma versão revista e piorada do Lacerda que saiu da esquerda para ser o corvo da direita.
E há agora, sobretudo, um líder popular na plenitude de suas energias, reconhecido pelo povo como Getúlio foi, a quem esbanja forças para enfrentar o golpe e a quem não resta apenas o gesto heróico que sobrou como última arma para Vargas.
Há, sobretudo, um povo esclarecido e que já tomou posição. A força do povo já se tornou um escudo intransponível para defender a democracia brasileira.
A esta gente, mais do que a vergonha e o estigma que cobriu os golpistas do passado, restará apenas o destino que a história reserva aos que se opõe à sua inexorável marcha.
O povo brasileiro é mais forte que qualquer manobra, que qualquer golpismo, que qualquer indignidade. Porque este povo, esta gente, que tem, mesmo inconscientemente as lições de sua história pulsando nas veias,  não mais, por Deus, não mais será escravo de ninguém.

Tijolaço - 02.09.2010