Cúrzio
Malaparte escreveu, em 1931, seu livro político mais importante, Técnica del
colpo di Stato: envenenamento da opinião pública, organização de quadros, atos
de provocação, terrorismo e intimidação, e, por fim, a conquista do
poder. Malaparte escreveu sua obra quando os Estados Unidos ainda não haviam
aprimorado os seus serviços especiais, como o FBI - fundado sete anos antes -
nem criado a CIA, em 1947. De lá para cá, as coisas mudaram, e muito. Já
há, no Brasil, elementos para a redação de um atualizado Manual do Golpe.
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13 de dez. de 2012
O MANUAL DO GOLPE DE ESTADO
Cúrzio
Malaparte escreveu, em 1931, seu livro político mais importante, Técnica del
colpo di Stato: envenenamento da opinião pública, organização de quadros, atos
de provocação, terrorismo e intimidação, e, por fim, a conquista do
poder. Malaparte escreveu sua obra quando os Estados Unidos ainda não haviam
aprimorado os seus serviços especiais, como o FBI - fundado sete anos antes -
nem criado a CIA, em 1947. De lá para cá, as coisas mudaram, e muito. Já
há, no Brasil, elementos para a redação de um atualizado Manual do Golpe.30 de nov. de 2012
Abong promove 1º Fórum Brasileiro de Redes, Organizações e Ativistas de Defesa de Direitos
Entre 6 e 8 de dezembro, a cidade de São Paulo receberá a 4ª edição
da Feira ONG Brasil, evento sem fins lucrativos composto por exposições
em estandes e um congresso internacional. A Abong participará com a
realização de diferentes atividades, dentre elas o 1º Fórum Brasileiro
de Redes, Organizações e Ativistas de Defesa de Direitos, em 7/12. Na
ocasião, serão debatidos temas relacionados à democratização do Estado e
da sociedade no Brasil, cooperação internacional e desafios para a
construção de alternativas ao atual modelo desenvolvimento.
4 de set. de 2012
O ITINERÁRIO DE UM DESASTRE - 45 escândalos da era FHC
45 MOTIVOS PARA NÃO VOTAR EM TUCANOS E BANDIDOS SEMELHANTES COMO OS DO PFL
Analisem - Você tem boa memória?
Se você já esqueceu, lembramos aqui 45 fatos, sendo que todos eles envolvendo casos de corrupção, que aconteceram no país nos oito anos de FHC.
O BRASIL NÃO ESQUECERÁ
10 de mar. de 2012
14 de dez. de 2011
Em noite de homenagens, CUT reforça compromisso com a liberdade e com democracia
Central resgata história de lutadores no dia em que AI-5 impunha uma das maiores vergonhas da história do Brasil
Wagner Tiso abre o prêmio CUT
A data, o lugar e os convidados. Nada foi por acaso na celebração do 1.º Prêmio CUT Democracia e Liberdade Sempre que a Central Única dos Trabalhadores promoveu na noite dessa terça-feira (13), no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA).
No mesmo dia em que em 1968 o governo do general Costa e Silva baixava o Ato Institucional Número 5 (AI-5), responsável por fechar o Congresso, cassar mandatos parlamentares e suspender a garantia de habeas-corpus para os cidadãos brasileiros, a maior central sindical do Brasil e da América Latina rendeu uma homenagem a representantes dos movimentos sociais que ajudaram ou ajudam a construir diariamente a democracia brasileira.
No mesmo dia em que em 1968 o governo do general Costa e Silva baixava o Ato Institucional Número 5 (AI-5), responsável por fechar o Congresso, cassar mandatos parlamentares e suspender a garantia de habeas-corpus para os cidadãos brasileiros, a maior central sindical do Brasil e da América Latina rendeu uma homenagem a representantes dos movimentos sociais que ajudaram ou ajudam a construir diariamente a democracia brasileira.
3 de dez. de 2011
Por que democratizar as verbas publicitárias e ter um marco regulatório
Renato Rovai fala sobre democratização dos meios de comunicação
Não costumo divulgar vídeos com entrevistas minhas aqui no blog. Mas esta realizada pela equipe do PT no seminário da sexta-feira passada vale a pena porque, entre outras coisas, trato da distribuição das verbas publicitárias e aponto motivos que exigem a discussão de um novo marco regulatório da comunicação.
2 de abr. de 2011
Bolsonaro diz que tem imunidade para roubar
Brizola Neto
Estou preparando uma nova representação contra o Deputado Jair Bolsonaro.
Ele perdeu as condições de ser respeitado como parlamentar.
Se não bastassem as declarações racistas e homofóbicas, hoje, ao atacar o programa antidiscriminação desenvolvido pelo Ministério da Educação – um projeto que recebeu, inclusive, elogios da Unesco – Bolsonaro foi acima e além do que pode ser aceito pelo decoro parlamentar.
12 de fev. de 2011
11 de Fevereiro, a antítese perfeita do 11 de Setembro
Obrigado Egito! Parabéns Egito! Pode comemorar...
Obrigado Egípcios. A festa é enorme, gente do mundo todo saúda e comemora mas só vocês, os protagonistas e donos da festa é que podem sentir nesse momento o sabor da vitória, da libertação.Vocês merecem, caras.
Vocês sentiram o peso dessa ditadura sustentada pelo capitalismo Ocidental bem como o peso dos comunistas e reis e tantos outros que vocês carregaram em suas costas. Vocês sentiram o peso das pedras das pirâmide e de 7 mil anos carregando tantas outras pedras para faraós, para os helênicos, para romanos, para os califas, para franceses, para os ingleses, para os soviéticos, para os americanos. Vocês que construíram ao longo da história tanta coisa grande e bela para outrém, mereciam sentir enfim esse gosto, que deve ser delicioso, que é o gosto da Liberdade.
Eu acredito em vocês. Você não vão deixar nem militares nem clérigos dizerem pra onde vai a História.
E ao fazer história, vocês mostraram ao mundo o que os governos querem esconder. Você nos deram imagens lindas de fraternidade e coragem. Começo esse tópico com a comemoração da vitória de vocês, pessoas do egito, comemorando nesse 11 de fevereiro. Penso ser essa a antítese perfeita às imagens do 11 de setembro de 2001. Até hoje, eles repetem aquilo à exaustão. O 11 de meio que ditava como seria o século.
Governos Ocidentais adoram aquelas imagens, pois assim estavam justificando as suas atrocidades e imposições fundamentalistas e mentirosas cometidas mundo a fora. O que dizem agora???
As imagens do 11 de fevereiro (e também as que as antecederam desde o dia #25Jan)são imagens de vida, de explosão de alegria, de pessoas vencendo governos (e não de governos derrotando pessoas). Que seja essa a cara do novo milênio, uma cara risonha de quem a certeza de que o povo ESTÁ no poder e não simplesmente "aparenta" estar no poder.
Por Leandro Cruz - Viagem no Tempo - 11.02.2011
Do Teia Livre
11 de fev. de 2011
A mais importante tarefa de cada militante
O que estava em jogo na última eleição presidencial era a possibilidade de avançarmos o debate político-ideológico, aproveitando a decadência das políticas neoliberais no mundo, mas que ainda resistem no Brasil num setor do centro-direita e com amplo apoio da imprensa local. Enquanto o mundo se desloca das alternativas de Estado mínimo, a agenda da direita brasileira a é a mesma pré-setembro de 2008.
Pela primeira vez os projetos alternativos voltam ao palco no Brasil e no mundo depois de 19 anos de massacre e pensamento único; a direita tinha seu projeto e era incontestável, hoje ela não tem projeto, apenas administra (mal e porcamente) a crise gigantesca, mas ainda não achou um novo cabedal político e ideológico para ancorar.
Foi trazida de contrabando ao palco eleitoral uma inflexão da candidatura de centro-direita, representada por Serra, à direita mais raivosa, com algumas nuances neofascistas. O debate foi empobrecido por temas de costumes (aborto, religião) e não políticos totalizantes como a questão do Estado, da economia, perspectiva da relação do Brasil com o G20 e a agenda para entrarmos noutro patamar de país que emerge do ambiente pós-crise de setembro de 2008.
Rebaixado o debate político, talvez pela leitura de que seria impossível derrotar a candidatura governista nos marcos de um debate programático mais elevado, mais ainda pela total falta de projeto alternativo ou que pudesse efetivamente se diferenciar, a opção foi reduzir e insuflar uma campanha que beirou o ódio nos temas relacionados a costumes.
Novo governo, velhas polêmicas
Cenário atual
Direita americana mais radical é a religiosa, trata Obama como bolchevique, pode acreditar, está cada dia mais xenófobo e alguns estados aprovam leis mais restritivas aos imigrantes. Na França, Sarkozy, que já estigmatizara os mulçumanos, agora quer deportar em massa os ciganos. Espanha, mesmo governada pelo PSOE, restringe os direitos dos estrangeiros, pois há desemprego em massa.
A revolução egípcia que varreu Mubarak do poder depois de 30 anos com amplas massas nas ruas é a prova concreta de que a boa e velha luta de classes está mais viva do que nunca, não importam avanços tecnológicos e científicos: quando desemprego, corrupção e ditadura estão juntos têm-se as melhores condições de derrubada de regime.
Esta nova onda de lutas de massas em países africanos e árabes é o resultado geral do aprofundamento da crise econômica aberta em setembro de 2008; os países centrais exigem cada vez mais pagamento dos empréstimos fáceis anteriores à crise, os governos locais, para cumprir as novas demandas, aprofundam políticas mais restritivas, piorando o desemprego e a miséria em geral. Estas massas sublevadas aparentemente não possuem uma direção política clara, podendo inclusive ser capturada nos ideários dos regimes à la Irã dos aiatolás.
No Brasil, a esquerda brasileira (PT) ocupou um espectro mais amplo, tomou o centro do PSDB; sobrou apenas a direita mais raivosa, fundamentalista. Este deslocamento de forças e projetos ainda não se deu por completo no imaginário popular. O PT ainda é identificado como esquerda raivosa, muitos “absorveram” Lula, mas é fato que ainda temem o PT. Isto é reforçado por um discurso extremamente preconceituoso de Serra, que afaga a direita.
A mobilidade do PT rumo ao centro independe de Lula, foi a realidade que o empurrou ao centro — para ter maior interlocução com outras forças que fazem o jogo político no Brasil, tirando do PSDB a hegemonia na sociedade.
Entender o que estava em jogo é a mais importante das tarefas de cada militante. Há que explicar pacientemente a cada um as questões subjacentes aos grandes debates, que novas e velhas demandas aparecem ou reaparecem com força, mas não podemos nos agarrar a este debate menor e esquecer a luta principal.
Dilma no governo
É preciso reconhecer o grande gênio político de Lula, que conseguiu trazer ao centro político uma mulher como herdeira, que fez a síntese de um governo com grandes acertos históricos, apoio popular e identidade nacional. Governos que recuperam a autoestima, o sentido de brasilidade.
Se com Lula tivemos um operário, sem curso superior, de origem extremamente humilde chegando ao maior cargo do Brasil, com Dilma teremos o ineditismo de uma mulher na presidência, descontada a bobagem da Miriam Leitão de falar em princesa Isabel: claro está que efetivamente, pela via popular e democrática, as mulheres efetivamente chegaram ao centro do poder nessa eleição.
Agora Dilma fará seu próprio governo que, a meu ver, será mais técnico, mais voltado para questões da reorganização do Estado. Em seu discurso da vitória ela já apontou as principais diretrizes políticas e econômicas para o novo período.
A carga simbólica desta verdadeira revolução de termos Dilma presidenta é comparável à de Obama, um negro, chegar â Casa Branca, fruto de um momento ímpar da história mundial. O Brasil tem a chance de ingressar de vez no Primeiro Mundo, mas entrar pela porta da frente, sem modismos, ocupando seu lugar com força e liderança.
O Brasil e a grande crise que ainda não acabou
Aos primeiros sinais da crise Lula, falou que ela seria uma “marolinha”, quase foi massacrado pela mídia e seus acólitos no parlamento. Porém ele jogou todo seu patrimônio político no combate à crise. Enfrentou-a de peito aberto, com o significativo pronunciamento do Natal de 2008.
Lula jogou todas as forças e recursos do Estado para que o Brasil fosse pouco atingido pelos efeitos da crise. Importante lembrar os coveiros (Miriam Leitão, Sardenberg, PSDB e DEM), que torciam, entusiasmados com a possibilidade de derrotar o governo. Todo dia comemoravam um número ruim que saía. Em abril chegaram a dizer que o desemprego explodiria em 2009, que a geração de novos empregos seria nula. No parlamento a ‘“marolinha” era motivo de chacota, os programas eleitorais do DEM/PSDB/PPS repetiam as piadas sobre a crise.
Logo em junho a situação se inverteu, o pior passara, o crescimento seria ZERO, mas no mundo todo seria em média de -4%, ou seja, estávamos no lucro. A previsão de geração de emprego foi de 1 milhão.
Apesar do excelente ano de 2010 para economia brasileira, persiste no mundo um quadro de baixa recuperação da economia combinado um processo acelerado de inflação de alimentos que atinge diretamente as camadas mais pobres. Diante deste cenário as medidas tomadas pela equipe econômica de Dilma apontam para o caminho da restrição ao consumo, diminuição das compras estatais, não contratação de novos servidores. O grande capital perdeu eleição com seu candidato principal, mas mesmo assim abocanha os maiores ganhos com a manutenção do esforço fiscal e pagar os juros e o aumento da Selic.
Desolador é ver que setores da esquerda debatendo o Ministério da Cultura e a verdadeira luta de classes se perpetua nas medidas econômicas. Focar a nossa luta e a disputa político-ideológica é a maior tarefa militante, discutir as questões secundárias é o caminho de perder as oportunidades do debate mais central e decisivo.
Por Arnobio Rocha - 11.02.2011
2 de fev. de 2011
Quem faz revolução é gente. Não coisifiquem a revolução!
O debate começou entre @caribe, o ciberativista fusion João Carlos Caribé (o blog dele, Entropia, lembra meus primórdios na internet: em 1993, quando cheguei à rede pelas mãos do Sérgio Charlab, lá no velho JB, ela era puro texto; quando apareceu a web gráfica, pouco depois, um dos primeiros sites com imagens foi um tal Entropy, impressionante, chocante, que me sinto incapaz de linkar agora porque a net é hoje uma loucura entrópica). Pois bem, @caribe discutia com @ALuizCosta, o escritor e humanista Antonio Luiz Costa, colunista da CartaCapital, sobre o peso da internet nos protestos em curso no Egito. Duas pessoas de esquerda.
@ALuizCosta dizia frases assim:
* A internet é útil, mas não está só a seu/nosso favor. É um instrumento de espionagem e controle de empresas e governos, também
* A internet foi bloqueada e não fez diferença alguma para os protestos. Mubarak iludiu-se, como vocês
* Não foi preciso internet para derrubar a Bastilha, lembra?
* Da demissão de Necker (11 de julho) à queda da Bastilha (14 de julho) foram três dias. Nada mau
* Página 1/26 de panfleto egípcio "Como protestar de maneira inteligente", via @yurikropotkin
* Página 26/26 do panfleto egípcio "Como protestar de maneira inteligente", via @yurikropotkin
* Parece que Mubarak comprou o mito de que há "revoluções por Twitter", tanto que derrubou a web. Mas só prejudica a economia
* A rede está fora do ar há dias e os protestos são cada vez maiores. E a maioria dos egípcios nem tem acesso à internet@caribe dizia frases assim:
* Ja falaram, com a Internet toda revolução é mais rápida, democrática e eficiente
* E não entendo esta dificuldade de alguns de entender a Internet como a maior ferramenta de democracia de todos os tempos
* E digo mais, é impossivel hoje em dia qualquer mobilização daquele porte sem uma comunicação em rede
* Por fim acreditar naqueles papeis chega a ser inocente, ainda mais pensar que eles não serão interceptados
Aqui no Brasil mesmo, paramos o AI5digital usando Twitter, Orkut, Blogs e email.
* É a sindrome de Gladwell/Keen - Alias o povo ainda enxerga a rede e as ruas como duas coisas estanques.E recomendou textos e mais textos e mais textos e mais textos interessantíssimos para que "entendamos" o poder da rede. E quem não entende esse poder não passa de um conservador inconformado com essas óbvias mutações. Ele diz, por exemplo, isso:
Ou seja, a internet é deus (como todo bom nerd ele usa até maiúscula na inicial de internet; aposto que não usa para jornal, televisão, rádio, cassete, máquina fotográfica... sou iconoclasta em matéria de caixa alta, como boa filha do velho JB, que mantinha saudável desrespeito a tudo e todos -- do presidente ao papa, é caixa baixa, exceto em nome próprio). A internet é quase que meio e fim, a razão pura, o 42 do Mochileiro das Galáxias.
Difícil concordar inteiramente; não sou adoradora da internet não, eu uso a internet, e pra caramba! Já o @ALuizCosta, tuiteiro "contumaz", de repente estava minimizando ao máximo o papel das redes, até exagerando, como não raro nos acontece sob pressão. Olhem só este tweet:
Claro que panfletos podem ser interceptados, assim como a internet pode ser derrubada (no Egito, bastaram alguns telefonemas de Mubarak e sua quadrilha, encastelada no poder há 30 anos e disposta a mantê-lo). Mas graças à internet posso ver a Jazeera em inglês, acompanhar os acontecimentos pelo Twitter, assinar uma petição de apoio, ler os textos sensacionais do Robert Fisk e do Pepe Escobar. O mundo pode dar seu apoio aos manifestantes e Mubarak não pode mais esconder seus segredos, como tenta pateticamente sua patética TV Nile.
Só que o buraco é mais embaixo. @ALuizCosta indicou apenas um texto -- The Twitter Revolution Must Die --, um desses textos que caem na nossa cabeça pela força da gravidade e fazem diferença em nossas vidas. Ulises Mejias, o autor, professor-adjunto da Suny Oswego (State University of New York at Oswego), considera que ambos os lados deste eterno debate (a internet como o Olimpo de Zeus ou o Submundo de Hades) sofram do que chama de "determinismo tecnológico". Para ele, a resposta está no meio, porque tecnologia e sociedade mutuamente e continuamente influenciam uma à outra, ufa!, e esse discurso sobre a alegada revolução das redes sociais é apenas outra forma de despolitizar nossa compreensão dos conflitos, de encobrir o papel do capitalismo na supressão da democracia. Ufa! Ufa! "Que poderosa afirmação de nós mesmos acreditar que as pessoas envolvidas numa luta desesperada pela dignidade humana estejam usando os mesmos produtos da web 2.0 que nós usamos!" Ufa! Ufa! Ufa! E por aí vai (TRADUZIDO AQUI). Mas o melhor estava no princípio: "Você já ouviu falar da revolução da Leica? Não?" Ele fala da Revolução Mexicana, a primeira obsessivamente fotografada, e prossegue:
"(...) Meu sarcasmo é, naturalmente, mal velada tentativa de apontar o absurdo que é, na referência aos eventos no Irã, na Tunísia, no Egito e em outros lugares, como a Revolução do Twitter, a Revolução do Facebook e assim por diante. O jeito com que chamamos as coisas, os nomes que usamos para identificá-las tem um poder simbólico incrível e eu, por exemplo, recuso-me a associar marcas corporativas às lutas pela dignidade humana. Concordo com Jillian York, quando ela diz:
"(...) Estou contente que os tunisianos tenham sido capazes de usar as mídias sociais para chamar a atenção para sua situação. Mas não vou desonrar a memória de Mohamed Bouazizi [que se incendiou nos protestos] ou a dos outros 65 que morreram
por suas causas nas ruas, por isso, nada de dublagem, não chamarei isto de outra coisa a não ser de revolução humana."
UAU! Já tinha me metido no papo das duas feras um pouco do lado do @ALuizCosta pra defender o poder "das ruas", que no passado deve ter sido declanchado até a partir de sinais de fumaça, um pouco do lado do @caribe, porque a internet, de fato, facilita as coisas. Só que estava na minha cabeça, a partir de uma tuitada alheia de dias atrás que não arquivei, a teoria da revolução de Marx, esse gênio que enquanto errava feio na Alemanha profetizava tudo o que estamos vendo no mundo há uns 160 anos. E achei um ensaio, A Comuna de Paris e a teoria da revolução em Marx: Do balanço na "Guerra civil em França" às conclusões de Engels no "Testamento" de 1895, de Valério Arcary, que é doutor em História Social (e do PSTU...), cujo último parágrafo é o seguinte:
"Assim como a crise econômica incide sobre as lutas de classes, porque abre e precipita a crise social, as lutas de classes, a maior insegurança ou maior determinação de cada classe social na defesa de seus interesses, também incide sobre o processo econômico, aprofundando as tendências à crise ou favorecendo a recuperação."Aí estão as palavrinhas mágicas. Luta de classes. Todos sabem como sou fanática pela rede, como festejo esse poder imenso (quase o mesmo da CIA, hahaha!), mas revolução pela internet? Sou conservadora por achar que nossa humanidade seja a força que move essa doideira de mundo? E que a luta de classes é que bombeie as transformações? Então, sou. A humanidade nas ruas, resistindo, é a força que (ok, vou ser antiga!) hardware, o que você chuta, ou software, o que você xinga, algum pode substituir. Ajuda nos combates, demais. Mas a luta de classes empurra e a gente faz.
E viva a revolução!
Por Marinilda - Zumbaia Zumbi - 02.02.2011
Do Teia Livre
6 de jan. de 2011
Valeu Lula - Militantes das Redes Sociais na Posse da Dilma
Homenagem aos Militantes das Redes Sociais que se fizeram presentes na Posse da Dilma Presidente.
Por HelenLima13 - Via YouTube- 04.01.2011
31 de dez. de 2010
16 de dez. de 2010
Parabéns ao camarada Oscar Niemeyer por seus 103 anos!
5 de dezembro de 2010
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O MST sente orgulho de ser amigo e ter como amigo e defensor persistente da Reforma Agrária o querido companheiro de todas as lutas, Oscar Niemeyer.
Oscar Niemeyer, que completou 103 anos nesta quarta-feira, dia 15 de dezembro, é um exemplo de honestidade, dedicação ao trabalho e coerência política.
Em mais de 100 anos, Niemeyer esteve ao lado dos trabalhadores, sem perder a perspectiva da construção de um Brasil com justiça social e soberania popular nem cair no sectarismo irresponsável.
Por isso, está entre as grandes figuras povo brasileiro em toda a nossa história.
Longa vida ao camarada comunista Niemeyer!
Direção Nacional do MST
Abaixo, veja uma parte do filme Oscar Niemeyer – A vida é um sopro, que procura se pautar na clareza das linhas e na poética das formas do arquiteto, para (re)construir a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. Uma história indissociavelmente ligada às transformações do país neste último século.
1 de nov. de 2010
Dilma eleita: Sim, a mulher pode,
Transmissão encerrada. Abaixo, a transcrição:
Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,
É imensa a minha alegria de estar aqui.
Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida.
Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.
A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!
Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:
Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.
Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.
Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões.
O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família.
É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.
Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.
Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte.
A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.
O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro.
Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.
Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.
No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.
Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.
Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.
É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.
Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.
Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos.
Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.
Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.
Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público.
Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo.
Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.
As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.
Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.
Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.
Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.
O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.
Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas.
Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde.
Me comprometi também com a melhoria da segurança pública.
Me comprometi também com a melhoria da segurança pública.
Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.
Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos.
Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.
A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade.
É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.
Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa.
Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.
Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.
Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.
Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.
A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.
Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.
Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.
Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.
Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.
Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho.
Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.
Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.
Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.
Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.
Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós.
Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta.
Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado.
Saberei consolidar e avançar sua obra.
Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo.
Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.
Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união.
União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.
Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.
Muito obrigada.
Blog do Tijolaço - 31.10.2010
31 de out. de 2010
Hoje pode circular com bandeiras, votar com adesivos na roupa e com camisetas da Dilma feita pelo eleitor
Hoje, dia das eleições, a expressão individual do voto é permitida. Só não pode panfletar, nem fazer concentração de pessoas, nem discursos, nem assediar pessoas estranhas para pedir votos.
Pode botar a bandeira no carro, andar com ela na rua.
Pode botar a bandeira no carro, andar com ela na rua.
Pode usar camisetas e bonés feitos pelo próprio eleitor.
Pode usar adesivos da Dilma-13 colados à roupa, à bonés e bolsas.
É permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência do cidadão por partido político, coligação ou candidato, incluída a que se contenha no próprio vestuário ou que se expresse no porte de bandeira ou de flâmula ou pela utilização de adesivos em veículos ou objetos de que tenha posse (Art. 49 da Resolução TSE nº 23.191/2009).
- Assim, pode o eleitor entrar na seção para votar com bandeira, flâmula, banner, adesivos autocolantes (praguinhas, melequinhas, etc), broches, em suas vestes, desde que esteja sozinho e de forma silenciosa.
- Também pode ir vestido com camisa do PT ou outra camisa com inscritos contendo o nome e número da candidata Dilma, desde que produzida de forma artesanal e personalizada pelo próprio eleitor.
- Importante que o eleitor mantenha-se em silêncio quanto à sua preferência sem gritar ou falar palavras de ordem que demonstrem que está pedindo votos para a Dilma ou atacando o candidato adversário.
- Da mesma forma, vale destacar que essa manifestação silenciosa deve ser individual, pois se o eleitor entra em grupo em uma seção eleitoral, todos com camisas semelhantes, na cor vermelha ou até mesmo do partido, ai poderá ser enquadrado pela Justiça Eleitoral como crime de boca de urna.
Denuncie compra de votos, transporte irregular, coação à eleitores, etc.
Se ver ou tiver conhecimento de qualquer crime eleitoral, denuncie.
Aqui tem os telefones do Plantão da campanha da Dilma para as eleições.
O disque-eleitor do TSE, tem a lista de telefones por estados no endereço:
http://www.tse.gov.br/dia_eleicao/disqueEleitor.html
Por Zé Augusto - Os amigos do Presidente Lula
20 de set. de 2010
Grande mídia planeja a "Venezuelização" do Brasil
Alguns dos principais jornais do país estão, há algumas semanas, trabalhando diariamente para imputar ao Presidente Lula a pecha de “ditador” e qualificar a eventual vitoria de Dilma como uma ameaça à democracia. Foi o próprio Serra quem retomou o termo “República Sindicalista”, em reunião com militares no Rio de Janeiro. Agora, o remake de uma antiga propaganda de um periódico de São Paulo insinua comparações entre Lula e Hitler (sic), numa ignóbil peça publicitária que insulta a inteligência dos brasileiros. Cabe lembrar que, no sombrio despertar das ditaduras latino-americanas, golpistas jamais aplicam "golpes". Na pior das hipóteses adotam "medidas extremas para salvar a democracia". O artigo é de Vinicus Wu.
Vinicius Wu
“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos“
Trecho do Editorial de “O Globo” de 1 de abril de 1964.
No sombrio despertar das ditaduras latino-americanas, ditadores jamais se apresentaram enquanto tal. Golpistas jamais aplicam “golpes”. Na pior das hipóteses adotam “medidas extremas” para salvaguardar a democracia, a liberdade e, em casos mais graves, o “sagrado” direito à propriedade. Esta foi uma das “inovações” mais bizarras das ditaduras que emergiram no contexto da guerra-fria. Não é por acaso que até hoje, nos círculos saudosistas do regime militar, o golpe que depôs o Presidente eleito João Goulart seja saudado como “Revolução Redentora”.
De acordo com esta narrativa, as prisões, as torturas, o silêncio imposto à livre manifestação do pensamento e a perseguição política não foram mais do que gestos em defesa da “liberdade”. Até aí nada de novo. Porém, deve causar inquietação entre as forças democráticas no Brasil de hoje o ressurgimento desta retórica com uma força perturbadora ao longo das ultimas semanas.
Alguns dos principais jornais do país estão, há algumas semanas, trabalhando diariamente para imputar ao Presidente Lula a pecha de “ditador” e qualificar a eventual vitoria de Dilma como uma ameaça à democracia.
Foi o próprio Serra quem retomou o termo “República Sindicalista”, em reunião com militares no Rio de Janeiro. Agora, o remake de uma antiga propaganda de um periódico de São Paulo insinua comparações entre Lula e Hitler (sic), numa ignóbil peça publicitária que insulta a inteligência dos brasileiros.
Justiça seja feita a um dos mais erráticos colunistas do jornal O Globo, que há alguns dias foi quem lançou a moda de comparar o presidente mais popular da história do país, eleito e reeleito pelo voto direto, ao líder nazista. O mesmo colunista andou reproduzindo um artigo denominado “A solução final” (sic), no qual era apresentada uma tosca análise de um recente pronunciamento do Presidente Lula.
É sim preocupante o movimento, pois, embora não tenha força social e condições políticas de se transformar em um novo golpe, contribui para a emergência de um clima de recrudescimento da luta política no país, que pode ter graves conseqüências para a democracia e um desfecho imprevisível nos próximos anos.
Na verdade, o que buscam é a “venezuelização” do país. Ou seja, trabalham abertamente para a criação de um ambiente político de instabilidade permanente, fragilização das instituições democráticas e deslegitimação do voto popular.
O que está em jogo é o cenário em que se dará a luta política no país no próximo período.
Diante do fato de que a eleição de Dilma parece ter-se tornado um acontecimento praticamente irreversível, a questão passa a ser a definição do cenário em que se dará a luta política ao longo de um eventual governo Dilma. Pretendem inaugurar um ambiente de “crise permanente”, de confronto político aberto entre posições irredutíveis.
A comparação com a Venezuela é inevitável. Afinal, muito se fala por aqui dos erros de Hugo Chávez (em grande medida reais). No entanto, pouco é dito a respeito do comportamento golpista, desrespeitoso e grotesco dos grandes conglomerados de comunicação venezuelanos, que frequentemente chamam o presidente do país de “macaquito”.
Em seu renitente cinismo, os grandes monopólios da comunicação brasileiros alertavam para o “risco” da importação do chavismo por Lula. Agora passam, de fato, a incentivar a “Venezuelização” do Brasil, importando um comportamento golpista e irresponsável, característico da grande mídia venezuelana.
Já que não conseguem derrotar Lula trabalham para criar um ambiente de enfraquecimento da autoridade e da legitimidade social e política daquela que deve ser a próxima presidente do país.
A vitória do amplo diálogo social inaugurado por Lula – um dos elementos chave do sucesso de seu governo – conta com a aversão de determinados setores da grande mídia, que perceberam a centralidade de combater o novo “pacto” social - inaugurado por Lula - em sua estratégia de derrotar o PT a qualquer custo.
À época de Goulart a deslegitimação da democracia fundava-se no argumento de que a fraqueza da democracia estava permitindo a “bolchevização” do país, através da supostas concessões que o governo Goulart fazia ao PCB.
Na época atual, os esforços em favor da mesma deslegitimação visam atingir diretamente a figura do Presidente, identificando-o com o autoritarismo, o paternalismo e o clientelismo. Um grau de irresponsabilidade só compreensível face à enormidade do preconceito que lhes move.
Uma imprensa capaz de comparar um presidente democrata e com enorme popularidade ao criador de uma das maiores tragédias do século XX só pode mesmo estar disposta a tudo para fazer prevalecer sua visão de “democracia”. Estejamos atentos
Fonte: Carta Maior
Trecho do Editorial de “O Globo” de 1 de abril de 1964.
No sombrio despertar das ditaduras latino-americanas, ditadores jamais se apresentaram enquanto tal. Golpistas jamais aplicam “golpes”. Na pior das hipóteses adotam “medidas extremas” para salvaguardar a democracia, a liberdade e, em casos mais graves, o “sagrado” direito à propriedade. Esta foi uma das “inovações” mais bizarras das ditaduras que emergiram no contexto da guerra-fria. Não é por acaso que até hoje, nos círculos saudosistas do regime militar, o golpe que depôs o Presidente eleito João Goulart seja saudado como “Revolução Redentora”.
De acordo com esta narrativa, as prisões, as torturas, o silêncio imposto à livre manifestação do pensamento e a perseguição política não foram mais do que gestos em defesa da “liberdade”. Até aí nada de novo. Porém, deve causar inquietação entre as forças democráticas no Brasil de hoje o ressurgimento desta retórica com uma força perturbadora ao longo das ultimas semanas.
Alguns dos principais jornais do país estão, há algumas semanas, trabalhando diariamente para imputar ao Presidente Lula a pecha de “ditador” e qualificar a eventual vitoria de Dilma como uma ameaça à democracia.
Foi o próprio Serra quem retomou o termo “República Sindicalista”, em reunião com militares no Rio de Janeiro. Agora, o remake de uma antiga propaganda de um periódico de São Paulo insinua comparações entre Lula e Hitler (sic), numa ignóbil peça publicitária que insulta a inteligência dos brasileiros.
Justiça seja feita a um dos mais erráticos colunistas do jornal O Globo, que há alguns dias foi quem lançou a moda de comparar o presidente mais popular da história do país, eleito e reeleito pelo voto direto, ao líder nazista. O mesmo colunista andou reproduzindo um artigo denominado “A solução final” (sic), no qual era apresentada uma tosca análise de um recente pronunciamento do Presidente Lula.
É sim preocupante o movimento, pois, embora não tenha força social e condições políticas de se transformar em um novo golpe, contribui para a emergência de um clima de recrudescimento da luta política no país, que pode ter graves conseqüências para a democracia e um desfecho imprevisível nos próximos anos.
Na verdade, o que buscam é a “venezuelização” do país. Ou seja, trabalham abertamente para a criação de um ambiente político de instabilidade permanente, fragilização das instituições democráticas e deslegitimação do voto popular.
O que está em jogo é o cenário em que se dará a luta política no país no próximo período.
Diante do fato de que a eleição de Dilma parece ter-se tornado um acontecimento praticamente irreversível, a questão passa a ser a definição do cenário em que se dará a luta política ao longo de um eventual governo Dilma. Pretendem inaugurar um ambiente de “crise permanente”, de confronto político aberto entre posições irredutíveis.
A comparação com a Venezuela é inevitável. Afinal, muito se fala por aqui dos erros de Hugo Chávez (em grande medida reais). No entanto, pouco é dito a respeito do comportamento golpista, desrespeitoso e grotesco dos grandes conglomerados de comunicação venezuelanos, que frequentemente chamam o presidente do país de “macaquito”.
Em seu renitente cinismo, os grandes monopólios da comunicação brasileiros alertavam para o “risco” da importação do chavismo por Lula. Agora passam, de fato, a incentivar a “Venezuelização” do Brasil, importando um comportamento golpista e irresponsável, característico da grande mídia venezuelana.
Já que não conseguem derrotar Lula trabalham para criar um ambiente de enfraquecimento da autoridade e da legitimidade social e política daquela que deve ser a próxima presidente do país.
A vitória do amplo diálogo social inaugurado por Lula – um dos elementos chave do sucesso de seu governo – conta com a aversão de determinados setores da grande mídia, que perceberam a centralidade de combater o novo “pacto” social - inaugurado por Lula - em sua estratégia de derrotar o PT a qualquer custo.
À época de Goulart a deslegitimação da democracia fundava-se no argumento de que a fraqueza da democracia estava permitindo a “bolchevização” do país, através da supostas concessões que o governo Goulart fazia ao PCB.
Na época atual, os esforços em favor da mesma deslegitimação visam atingir diretamente a figura do Presidente, identificando-o com o autoritarismo, o paternalismo e o clientelismo. Um grau de irresponsabilidade só compreensível face à enormidade do preconceito que lhes move.
Uma imprensa capaz de comparar um presidente democrata e com enorme popularidade ao criador de uma das maiores tragédias do século XX só pode mesmo estar disposta a tudo para fazer prevalecer sua visão de “democracia”. Estejamos atentos
Fonte: Carta Maior
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3 de set. de 2010
A República do Galeão serrista
O comportamento de José Serra e o dos seus áulicos, titulares de importantes – cada vez menos, felizmente – colunas e blogs na grande imprensa, em tudo recorda o comportamento dos segmentos golpistas incrustados na Aeronáutica nos episódios que, em 1954, levaram à morte do Presidente Getúlio Vargas.
Ali, como agora, exigem apuração em rito sumário, fora do devido processo legal e, como então, não admitem em nenhuma hipótese que qualquer ato criminoso não seja – como não era – responsabilidade pessoal e direta do então Presidente da República. Antes de investigar, julgam. Antes de julgar, condenam.
Agem babujando seu ódio, dizendo-se moralmente indignados, encapuzando-se com a bandeira da democracia quando, na verdade, é só o poder – e o poder contra o povo – o que lhes interessa. Aqueles “democratas” do Galeão, depois de levarem à morte Getúlio, tentaram em dois golpes – Jacareacanga e Aragarças – derrubar o presidente Juscelino Kubistchek, legítima e caudalosamente eleito pelo povo.
As vestais do Galeão tentariam de novo em 61, mas a ditadura militar que pretendiam implantar foi esmagada pela união do povo com militares que honravam suas fardas e seus compromissos constitucionais.
Triunfaram, é verdade, em 64. E deram ao país uma noite de horror, violência, tortura e morte que levou gente honrada e corajosa como Dilma Rousseff a enfrentá-la ao risco de suas próprias vidas.
É irônico que 46 anos depois daquele arreganho autoritário estes propósitos golpistas se encarnem numa figura que, naquela época, ainda não tinha sido tomada pelo mal e pela ambição.
José Serra é uma alma penada do golpismo antitrabalhista de 64. Vagará, com seus gemidos e gritos, cada vez mais só e desesperado. Agora há luz. E com a luz, essas fantasmagorias se esvanecem, se dissolvem, desaparecem.
Se o golpismo policialesco do tucanato se assemelha àquela República do Galeão, há porém, uma circunstância muito diferente. Já não existe o mundo da Guerra Fria; já não existe o medo do comunismo “ateu e apátrida” para engambelar pessoas inocentes. Já não existem o Chateaubriand, o Marinho, o monopólio que restringia a informação a uma pequena camada da população e Serra é uma versão revista e piorada do Lacerda que saiu da esquerda para ser o corvo da direita.
E há agora, sobretudo, um líder popular na plenitude de suas energias, reconhecido pelo povo como Getúlio foi, a quem esbanja forças para enfrentar o golpe e a quem não resta apenas o gesto heróico que sobrou como última arma para Vargas.
Há, sobretudo, um povo esclarecido e que já tomou posição. A força do povo já se tornou um escudo intransponível para defender a democracia brasileira.
A esta gente, mais do que a vergonha e o estigma que cobriu os golpistas do passado, restará apenas o destino que a história reserva aos que se opõe à sua inexorável marcha.
O povo brasileiro é mais forte que qualquer manobra, que qualquer golpismo, que qualquer indignidade. Porque este povo, esta gente, que tem, mesmo inconscientemente as lições de sua história pulsando nas veias, não mais, por Deus, não mais será escravo de ninguém.
Tijolaço - 02.09.2010
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