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25 de nov. de 2012

Mercado formal cria 67 mil vagas, menor número para outubro desde 2008

O setor de comércio, com 49.597 vagas, foi um dos que evitaram um pior desempenho (Foto: Alf Ribeiro/Folhapress)

São Paulo – O mercado formal de trabalho no Brasil criou 66.988 empregos em outubro, menor saldo para o mês desde 2008 (61.401), primeiro ano da crise financeira internacional. No ano, o total de vagas com carteira assinada chega a 1.688.845, crescimento de 4,46% no estoque. Os resultados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados hoje (23) à tarde pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi a terceira vez, nos últimos dez anos, que o saldo fica abaixo de 100 mil – além de 2008 e deste ano, em outubro de 2003 foram abertos 70.870 postos de trabalho.

23 de nov. de 2012

Gol anuncia fim da WebJet e corte de 850 empregos

Foto: Panorama Rio
A companhia aérea Gol encerrará as atividades da controlada WebJet, decisão que resultará na demissão de cerca de 850 empregados e num aumento pontual de custos no quarto trimestre.

22 de nov. de 2012

Câmara aprova, em primeiro turno, PEC que amplia direitos de domésticos

Deputados comemoram aprovação da PEC (José Cruz/ABr)
São Paulo – O plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje (21), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478, de 2010, que estende a trabalhadores domésticos 16 direitos assegurados aos contratados pela CLT. Foram 359 votos a favor da chamada PEC das domésticas e apenas dois contrários. Ainda é necessária uma segunda votação antes de a emenda seguir para o Senado, onde terá de cumprir o mesmo trâmite.

14 de dez. de 2011

Em noite de homenagens, CUT reforça compromisso com a liberdade e com democracia

Central resgata história de lutadores no dia em que AI-5 impunha uma das maiores vergonhas da história do Brasil

Wagner Tiso abre o prêmio CUT
Wagner Tiso abre o prêmio CUT
A data, o lugar e os convidados. Nada foi por acaso na celebração do 1.º Prêmio CUT Democracia e Liberdade Sempre que a Central Única dos Trabalhadores promoveu na noite dessa terça-feira (13), no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA).

No mesmo dia em que em 1968 o governo do general Costa e Silva baixava o Ato Institucional Número 5 (AI-5), responsável por fechar o Congresso, cassar mandatos parlamentares e suspender a garantia de habeas-corpus para os cidadãos brasileiros, a maior central sindical do Brasil e da América Latina rendeu uma homenagem a representantes dos movimentos sociais que ajudaram ou ajudam a construir diariamente a democracia brasileira.


3 de ago. de 2010

Governo paulista atrasa vale-coxinha dos professores

São Paulo atrasa vale-alimentação de professores da rede estadual

FÁBIO TAKAHASHI

PSDB pode mais, mas faz menos
Professores da rede estadual de São Paulo não recebem desde fevereiro o auxílio alimentação, utilizado para gastos em supermercados. Segundo o governo Goldman (PSDB), houve problema no sistema que fornece informações para o pagamento, que será solucionado nos próximos dias.

Os valores atrasados serão pagos, afirma a Secretaria de Gestão. A pasta não soube informar quantos dos cerca de 200 mil docentes estão sem receber o benefício.

A Apeoesp (sindicato dos professores) afirma que já recebeu dezenas de consultas de educadores, que reclamam da falta de pagamento ou de valores abaixo do correto. O benefício varia de acordo com a carga horária do professor. A quantia máxima é de R$ 80 mensais.

“Com o nosso salário, cada centavo faz falta. Estou pedindo dinheiro para o meu pai para comprar comida ou pedindo para comprar fiado no mercado”, diz um professor de português da região de Campinas (interior de São Paulo). O docente tem carga horária semanal de 30 horas e recebe R$ 1.500 de salário bruto. “Além de atrasar, o vale não é reajustado há dez anos”, completa o docente.

Do Esquerdopata

Blog convoca funcionários da Gol a fazer paralisação no dia 13 de agosto

Funcionários da companhia aérea podem cruzar os braços por 24 horas

Do R7

Por meio de um suposto
blog de pilotos, funcionários da Gol convocam empregados da companhia aérea para uma paralisação de 24 horas no próximo dia 13 de agosto. Eles reivindicam aumento de 25% no salário, plano de saúde pago pela empresa, plano de previdência privada, plano de carreira para todos os funcionários e escalas mais humanas.

Nesta segunda-feira (2), atrasos em voos da companhia aérea provocaram um verdadeiro caos nos aeroportos brasileiros. Até as 22h, mais de 600 voos já haviam sido atrasados e ao menos 135 foram cancelados. A Gol respondia por 70% destas decolagens.

A companhia afirma que vários de seus tripulantes "atingiram o limite de horas de jornada de trabalho previsto na regulamentação da profissão e foram impossibilitadas de seguir viagem". Questionada, a assessoria de imprensa informou que não há previsão de normalização dos voos para a terça-feira (3).

Em entrevista ao R7, o presidente do SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), Gelson Dagmar Fochesato, afirmou que, exceto a Gol, todas as outras companhias aéreas descumprem o teto da jornada de trabalho dos tripulantes de aviões. Para ele, os atrasos se deram porque a empresa tentou se adequar as regras neste final de semana.

12 de jul. de 2010

Estadão confirma acusação das Centrais Sindicais. Serra não criou o FAT, como ele diz.

Há duas semanas foi ao ar o programa nacional do PSDB. José Serra, candidato à Presidência da República, ocupou metade da apresentação, onde foi dito que ele criou o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e o seguro-desemprego.

O site de Serra insiste: Emenda de Serra criou o FAT e tirou o seguro-desemprego do papel.

Na Convenção Nacional do PTB, em 12 de junho, o próprio Serra alardeou em seu discurso:

Fui também o autor da emenda à Constituição brasileira que instituiu o que veio a ser o Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT. O Fundo, hoje, é o maior do Brasil e é patrimônio dos trabalhadores brasileiros, e financia o BNDES, a expansão das empresas, as grandes obras, os cursos de qualificação profissional, o salário dos pescadores na época do defeso. Tudo isso vem do FAT. E tenho orgulho de ter iniciado esse processo.

Graças ao FAT, também, tiramos o seguro-desemprego do papel e demos a ele a amplitude que tem hoje. O seguro-desemprego dormia há mais de 40 anos nas gavetas. Existia na lei, mas pouco na prática. Conseguimos viabilizá-lo e ele já pagou mais de 50 milhões de benefícios na hora mais difícil de qualquer família e de qualquer trabalhador.


As Centrais sindicais acusaram Serra e o PSDB de faltar com a verdade.
Hoje, Agência Estado confirma o que as Centrais Sindicais dizeram e mostra que José Serra e o PSDB enganam os eleitores com as afirmações reproduzidas acima.

Segundo o site do jornal O Estado de S. Paulo,

HISTÓRICO. O FAT é composto pelas contribuições do PIS e do PASEP e custeia o Programa do Seguro-Desemprego, o de Abono Salarial e o financiamento de Programas de Desenvolvimento Econômico (geridos pelo BNDES). Ele foi instituído e regulamentado pela lei 7.998 de 1990, após projeto encaminhado pelo deputado Jorge Uequed, do PMDB-RS, em 1988.

Antes disso, em 1986, o então presidente José Sarney aprovou decreto que instituía o seguro-desemprego” (Ver aqui).

Serra é o PSDB foram pegues em flagrante inverdade para com os eleitores.

Blog Luis Favre

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Leia mais

Centrais sindicais dizem que Serra é mentiroso


19 de jun. de 2010

Valor da aposentadoria chega a 2 mil dólares


Veja abaixo a diferença do salário mínimo do FHC (PSDB) e do presidente Lula nos últimos 10 anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o reajuste de 7,72% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo. A decisão foi tamada após uma reunião longa com a equipe econômica do governo. O reajuste é retroativo a janeiro deste ano e representa quase 50% (6X7,72%) do valor da época.

Líderes de partidos aliados e de oposição elogiaram a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de sancionar o reajuste de 7,72% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo. A pouco mais de três meses para a eleição presidencial, os líderes oposicionistas evitaram criticar a decisão do presidente Lula.

Quem recebia R$ 1 mil em janeiro deverá receber o valor acumulado em agosto mais de R$ 1.660,00, e R$ 1.077,20 por mês a partir de setembro.

Mesmo com todas as alterações do orçamento que a medida irá provocar no orçamento da União, Lula é uma pessoa que antes de ser e decidir sua posição de presidente da nação tem a sensibilidade de perceber a necessidade de todos, e procurou recompensar as perdas das aposentadorias durante o governo de FHC.

Antes da medida aprovada por Lula a aposentadoria variava com base no salário mínimo de R$ 510,00 até R$ 3.416,54 (valor máximo corrigido anualmente) dependendo do tempo e valor da contribuição.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, ao sair da reunião, que o presidente Lula orientou a equipe econômica a fazer os cortes necessários em outras despesas para compensar os gastos com o reajuste.

Ele voltou a afirmar que não haverá redução em investimentos, mas em custeio e em emendas parlamentares. Segundo ele, os cortes “vão doer”, mas serão necessários para equilibrar as contas públicas.

“Vamos reduzir emendas parlamentares e custeio. Não faremos cortes em investimentos, porque já cortamos R$ 10 bilhões, mas será importante para cumprir as metas de equilíbrio fiscal e cortaremos R$ 1,6 bilhão para não alterar o Orçamento”, afirmou o ministro.

Salário mínimo pago no Brasil nos últimos 10 anos:

1999 - R$ 136 (FHC) (78 US)
2000 - R$ 151 (FHC)
2001 - R$ 180 (FHC)
2002 - R$ 200 (FHC)
2003 - R$ 240 (Lula)
2004 - R$ 260 (Lula)
2005 - R$ 300 (Lula)
2006 - R$ 350 (Lula)
2007 - R$ 380 (Lula)
2008 - R$ 415 (Lula)
2009 - R$ 465 (Lula)
2010 - R$ 510 (Lula) (290 US)

Fonte: Blogue do Celso Jardim - 18.06.2010

31 de mai. de 2010

TRABALHADORES DE ZOONOSES de São Paulo não aceitam demissões



Reunidos no Sindsep* no dia 28 de maio, os trabalhadores de Zoonoses – admitidos em 2001, 2007 e efetivos – fizeram uma avaliação das últimas atividades realizadas. Especialmente a audiência pública ocorrida na Câmara Municipal, onde o Secretário Adjunto de SMS*, Sr. José Maria, afirmou que serão demitidos no próximo dia 5 de junho, o pessoal de 2007 e, que ao final de 3 meses, também o pessoal de 2001, de acordo com o prazo dado pela Câmara. De outra forma, isso também foi afirmado pelo líder do governo, Netinho.

Essa postura do governo (SMS) é inaceitável, ainda mais, porquê demitir 1.000 trabalhadores sendo que os novos não tem o mínimo treinamento para enfrentar uma possível epidemia de dengue na cidade. Em São Paulo seriam necessários 4.400 agentes de combate a dengue e hoje contamos com 2.500. Com essa demissão inconcebível restariam 1.500. Mesmo que fossem chamados todos concursados, ainda seriam necessários mais agentes. Por isso, o Sindsep, defende a manutenção do emprego de todos os agentes de 2001 e 2007.

Além disso a prefeitura se nega a aplicar a emenda 51 e 63, que foram aprovadas e, que dariam estabilidade para os admitidos em 2001 criando o cargo de Agentes de Endemias, com piso salarial da categoria.

O vereador Zelão, da Comissão de Saúde da Câmara, informou que no dia 1º de junho haverá uma reunião da Comissão com o Secretário de Saúde onde serão tratados vários assuntos, inclusive Zoonoses

Em clima de mobilização a assembleia decidiu que não vamos jogar a toalha. Vamos continuar a luta pela manutenção dos contratados e pelo piso salarial.


DIA 01/06 - 11 HORAS – ATO NA SMS*
Rua General Jardim, 36

DIA 02/06 – 14 HORAS – ATO NA SMG*
Rua Líbero Badaró, 425


Por Sérgio Antiqueira - Blog SiNDSEP - 28.05.2010


*SMS - Secretaria Municipal de Saúde

*SMG - Secretaria Municipal de Gestão

*SINDSEP - Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquia do Município de São Paulo


2 de mai. de 2010

Lula chora ao falar da vida pós-Planalto em festa de 1º de Maio

Vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou para a política e das empresas em que fiz as greves mais maravilhosas do País', diz

Agência Estado

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva controlou a fala para não desobedecer a lei eleitoral em seu terceiro e penúltimo discurso em evento sindical do Dia do Trabalho. À vontade na comemoração de 1º de Maio da entidade sindical em que iniciou a carreira política, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lula foi interrompido várias vezes ao longo do discurso de 30 minutos por um coro de "Dilma, Dilma", em apoio à pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. A petista passou o Dia do Trabalho ao lado de Lula. "A legislação não me permite falar em candidatos", disse Lula em discurso, sendo interrompido pelo coro. E lamentou: "Eu não posso falar."

Diante de um público de pelo menos 10 mil pessoas, na capital paulista, Lula emocionou-se ao imaginar a vida depois de sair do Palácio do Planalto. "Quando eu deixar a Presidência, vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou para a política e das empresas em que fiz as greves mais maravilhosas do País", disse, com a voz embargada.

O presidente não conteve o choro ao dizer: "O que mais vai me dar orgulho é que eu vou poder dizer, ao encontrar qualquer trabalhador, ''bom dia, companheiro''. Porque eu fui leal ao que nós dissemos que íamos fazer."

Por Terror do Nordeste - Blog da Dilma - 01.05.2010
Lula pediu aos dirigentes sindicais que o convidem para os festejos de 1º de Maio do ano que vem. "Se for alguém ruim, a gente vem aqui e mete o pau. Se for alguém bom, a gente vem aqui ajudar e aplaudir."

Ainda hoje, Lula e Dilma devem discursar em evento da CUT, em São Bernardo do Campo. O presidente e a ex-ministra Dilma receberam das mãos do presidente da CUT, Artur Henrique, o documento "Plataforma para as eleições 2010."

Segundo o dirigente sindical, o caderno traz 200 propostas dos trabalhadores para o "trabalho decente e a inclusão social". "As propostas consolidam as conquistas do governo Lula", disse o sindicalista.

A Ditadura de Serra contra os professores


A mídia caiu de pau na greve dos Professores Estaduais. Alegaram que a greve era política. A nossa imprensa é muito criativa, pois ao bolar essa acusação criou um outro tipo de greve, a "greve não política”. Alguém aí já participou ou ouviu falar de uma? Cuidado com a campanha pela despolitização! Querem que você creia que política é coisa do Demo. Me refiro ao coisa ruim. Não, não falo do partido! Demonizaram a política para que você não se interesse nada por ela. Para que você pense que não faz diferença votar, participar da reunião de condomínio, do conselho da escola, ou da assembleia do sindicato. Fato: quanto mais você se distancia, mas as cadeiras ficam livres, inclusive para os oportunistas. Aí, não adianta chorar!
Professores rebatem Ditador José Serra: Apeoesp "não é partido político"
Em nota oficial intitulada "Em defesa da democracia", a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) rebateu as acusações de que o movimento grevista deflagrado em março pela categoria seja "político" - informa oPortal Vermelho.
A nota é uma resposta ao procurador-geral da república Roberto Gurgel e ao ex-governador José Serra (PSDB-SP), que procuram desqualificar as motivações salariais da entidade.
Na quinta-feira (22), de forma surpreendente, Gurgel encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer em que acusa a Apeoesp e sua presidente, Maria Izabel Noronha, a Bebel, de voltar o foco "à depreciação do candidato ao cargo majoritário do governo federal pelo PSDB".
No dia seguinte, Serra entrou na onda: “Também creio isso — que foi propaganda eleitoral antecipada, foi ação político-eleitoral a pretexto de ato sindical”.
Na nota assinada em que desqualifica as acusações, Bebel registra que a Apeoesp “não é partido político e não tem candidatos. Eu tampouco sou candidata. Quem realizou a partidarização do movimento foi o governo estadual, ao não dar resposta às reivindicações salariais e profissionais formuladas pela categoria e inserir a questão eleitoral no episódio."
Bebel apresenta como principal justificativa para a greve as perdas salariais dos professores durante o governo Serra. São Paulo, o estado mais rico da Federação, aparece apenas em 14º lugar no ranking dos salários pagos aos professores pelos estados brasileiros.
A presidenta ainda reafirma que a gestão Serra não foi boa para a educação. Segundo ela, a declaração do pré-candidato tucano é inaceitável. “Trata-se de uma intolerável perseguição política contra a minha pessoa, por eu não pertencer ao mesmo partido político do candidato Serra. A democracia não comporta este tipo de ação política. Por que o José Serra pode ser filiado ao PSDB, e eu não posso ser filiada ao PT?"
Até o jornalista Jânio de Freitas considerou que
ação do PSDB contra a Apeoesp lembra a ditadura.
Os Amigos do Presidente Lula: Professores rebatem Ditador José Serra: Apeoesp "não é partido político"

Do Blog Sindsep Forte - 28.04.2010

18 de mar. de 2010

Serra é inimigo da classe trabalhadora,em especial dos professores.


Professores fazem grande manifestação na avenida paulista e a imprensa tucana não mostra nenhuma foto para blindar o Serra, bem como, nenhuma televisão deu destaque.





Por Jurandir Bezerra - Blog: Brasil, um país de todos - 17.03.2010

José Serra leva ovo e ouve gritos dos estudantes: "Brasil urgente, Dilma presidente"


Definitivamente, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) não teve um bom dia hoje. Caiu três pontos na pesquisa divulgado hoje e ainda viu a ministra Dilma, disparar 13 pontos.

A tarde, o governador tucano foi fazer o que sabe de melhor; Campanha política pago com dinheiro público. Mas, se deu mal. José Serra (PSDB) enfrentou grande tumulto na saída da inauguração de uma Etec no município de Francisco Morato, na Grande SP.

Manifestantes, sendo que alguns deles professores, jogaram ovos no governador, chegando atingir o veículo onde ele estava. Muitos usavam as palavras de ordem "Serra a culpa é sua, professor está na rua" e xingavam a comitiva.

Pouco antes disso, ao terminar seu discurso dentro da Etec, Serra foi provocado por um grupo de estudantes, que gritou "Brasil urgente, Dilma presidente"O prefeito da cidade, José Aparecido Bressane, que é do PT, estava no local, ficou sem graça, sem saber o que fazer.
 
Por Helena - Blog os Amigos do Lula - 17.03.2010

17 de out. de 2009

Lula: Nenhuma obra do rio São Francisco ficará incompleta

Por Gilvan Freitas - Teror do Nordeste - 16.10.09

Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada - 16.10.09

O Conversa Afiada reproduz, a pedido do amigo navegante Arcelino, o discurso do Presidente Lula na visita às obras do rio São Francisco:

Arcelino em 15/outubro/2009 as 21:36

Acabo de ver na NBR o discurso mais impressionante que já ví, do Lula. Falando aos operários das obras de integração de bacias do São Francisco. Estava falando para vizinhos, amigos, parentes dele. Acredito que nenhum político no Nordeste jamais discursou dessa maneira. Para mim, este discurso vai ficar na História.

Ouça aqui a íntegra do discurso de Lula



14 de out. de 2009

Trabalho morto: Marx e Lênin mereceriam Nobel de Economia

Marx previu a miséria crescente dos trabalhadores e Lênin previu a subordinação da produção de bens à acumulação de lucros do capital financeiro com a compra e venda de instrumentos de papel. As suas previsões são de longe superiores aos "modelos de risco" aos quais tem sido atribuído o Prêmio Nobel e estão mais próximos da moeda do que as previsões do presidente do Federal Reserve, de secretários do Tesouro dos EUA e de economistas nobelizados tais como Paul Krugman, o qual acredita que mais crédito e mais dívida são a solução para a crise econômica. A análise é de Paul Craig Roberts. "O capital é trabalho morto, o qual, como um vampiro, vive apenas para sugar o trabalho vivo, e quanto mais sobreviver, mais trabalho sugará". (Karl Marx)

Se Karl Marx e V. I. Lênin hoje estivessem vivos, seriam os principais candidatos ao Prêmio Nobel de Ciência Econômica.

Marx previu a miséria crescente dos trabalhadores e Lênin previu a subordinação da produção de bens à acumulação de lucros do capital financeiro com a compra e venda de instrumentos de papel. As suas previsões são de longe superiores aos "modelos de risco" aos quais tem sido atribuído o Prêmio Nobel e estão mais próximos da moeda do que as previsões do presidente do Federal Reserve, de secretários do Tesouro dos EUA e de economistas nobelizados tais como Paul Krugman, o qual acredita que mais crédito e mais dívida são a solução para a crise econômica.

Na primeira década do século XXI não houve qualquer aumento no rendimento real dos trabalhadores americanos. Houve sim um declínio agudo na sua riqueza. No século XXI os americanos sofreram dois grandes crashes no mercado de acções e a destruição da sua riqueza imobiliária.

Alguns estudos concluíram que os rendimentos reais dos americanos, excepto para a oligarquia financeira dos super ricos, são menores hoje do que na década de 1980 e mesmo da de 1970. Não examinei estes estudos de rendimento familiar para determinar se eles foram enviesados pelo aumento nos divórcios e pela percentagem de famílias monoparentais. Contudo, durante a última década é claro que o salário líquido real declinou.

A causa principal deste declínio é a deslocalização (offshoring) de empregos americanos de alto valor acrescentado. Tanto empregos na manufatura como em serviços profissionais, tais como engenharia de software e trabalho com tecnologia de informação, foram relocalizados em países com forças de trabalho grandes e baratas.

A aniquilação de empregos classe média foi disfarçada pelo crescimento na dívida do consumidor. Quando os rendimentos dos norteamericanos cessaram de crescer, a dívida do consumidor expandiu-se para substituir o crescimento do rendimento e manter a procura do consumir em ascensão. Ao contrário de aumentos nos rendimentos do consumidor devidos ao crescimento da produtividade, há um limite para a expansão do endividamento. Quando aquele limite é atingido, a economia cessa de crescer.

A pauperização dos trabalhadores não resultou do agravamento de crises de super-produção de bens e serviços mas sim do poder do capital financeiro para forçar a relocalização da produção para mercados internos em terras estrangeiras. As pressões da Wall Street, incluindo pressões de tomadas de controle (takeovers), forçaram firmas manufatureiras americanas a "aumentar os rendimentos dos acionistas". Isto foi feito pela substituição de trabalho americano por trabalho barato estrangeiro.

Corporações deslocalizadas ou que passam a encomendar fora a sua produção manufactureira, divorciando portanto os rendimentos dos americanos da produção dos bens que eles consomem. O passo seguinte no processo aproveitou-se da alta velocidade da Internet para mover empregos em serviços profissionais, tais como engenharia, para fora. O terceiro passo foi substituir o resto da força de trabalho interna por estrangeiros trazidos para cá a um terço do salário com o H-1B [1] , L-1 [2] e outros vistos de trabalho.

Este processo pelo qual o capital financeiro destruiu as perspectivas de emprego de norteamericanos foi endossado pelo economistas do "livre mercado", os quais receberam privilégios pela deslocalização de firmas em troca da propaganda de que os americanos beneficiar-se-ia com uma "Nova Economia" baseada em serviços financeiros, e pelos seus sócios no negócio da educação, os quais justificavam vistos de trabalho para estrangeiros com base na mentira de que a América produz poucos engenheiros e cientistas.

Nos dias de Marx, a religião era o ópio das massas. Hoje são os media. Basta ver a informação dos media que facilita a capacidade da oligarquia financeira de iludir o povo.

A oligarquia financeira está a anunciar uma recuperação enquanto o desemprego nos EUA e os arrestos de lares estão em aumento. Este anúncio deve a sua credibilidade às altas posições de onde vêem, aos problemas de informação sobre folhas de pagamento que exageram o emprego e à eliminação para dentro do buraco da memória de qualquer americano desempregado durante mais de um ano.

Em 2 de Outubro o estatístico John William do www.shadowstats.com informou que o Bureau of Labor Statistics havia anunciado uma revisão da sua estimativa preliminar do indicador anual do emprego em 2009. O BLS descobriu que o emprego em 2009 fora super-declarado em cerca de um 1 milhão de postos de trabalho. John Williams acredita que a diferença foi realmente de dois milhões de postos de trabalho. Ele informa que "o modelo nascimento-morte actualmente acrescenta [um ilusório] ganho líquido de cerca de 900 mil empregos por ano à informação sobre emprego".

O número de empregos nas folhas de pagamentos não agrícolas é sempre a manchete da informação. Contudo, Williams acredita que o inquérito às famílias de desempregados é estatisticamente mais correcto do que o inquérito às folhas de pagamento. O BLS nunca foi capaz de reconciliar a diferença nos números nos dois inquéritos ao emprego. Na sexta-feira passada, o número de empregos perdidos apresentado nas manchetes era de 263 mil para o mês de Setembro. Contudo, o número no inquérito às famílias era de 785 mil empregos perdidos no mês de Setembro.

A manchete da taxa de desemprego de 9,8% é uma medida reduzida ao essencial que em grande medida subdeclara o desemprego. As agências de informação do governo sabem disto e relatam outro número de desempregados, conhecido como U-6. Esta medida do desemprego nos EUA fixava-se nos 17% em Setembro de 2009.

Quando os trabalhadores desencorajados pelo desemprego a longo prazo são acrescentados outra vez ao total dos desempregados, a taxa de desemprego em Setembro de 2009 eleva-se a 21,4%.

O desemprego de cidadãos americanos poderia realmente ser ainda mais alto. Quando a Microsoft ou alguma outra firma substitui milhares de trabalhadores americanos por estrangeiros com vistos H-1B, a Microsoft não relata um declínio de empregados na folha de pagamento. No entanto, vários milhares de americanos ficam então sem empregos. Multiplique isto pelo número de firmas dos EUA que estão apoiar-se em companhias estrangeiras fornecedoras de mão-de-obra para tecnologia de informação ("body shops") para substituir a sua força de trabalho americana com trabalho barato estrangeiro ano após ano e o resultado são centenas de milhares de desempregados americanos não relatados.

Obviamente, com mais de um quinto da força de trabalho americana desempregada e os remanescentes enterrados em hipotecas e dívidas de cartões de crédito, a recuperação económica não está no quadro.

O que está acontecendo é que as centenas de milhares de milhões de dólares de dinheiro do TARP dado aos grandes bancos e os milhões de milhões (trillions) de dólares que foram acrescentados ao balanço da Reserva Federal foram despejados no mercado de acções, produzindo uma outra bolha, e na aquisição de bancos mais pequenos por bancos "demasiado grandes para falir". O resultado é mais concentração financeira.

A expansão da dívida subjacente a esta bolha corroeu novamente a credibilidade do dólar como divisa de reserva. Quando o dólar começar a ir, tomadores de decisão em pânico elevarão as taxas de juros a fim de proteger a capacidade de contração de empréstimos do Tesouro. Quando as taxas de juros ascendem, o que resta da economia dos EUA afundará.

Se o governo não pode contrair empréstimos, ele imprimirá dinheiro para pagar as suas contas. A hiper-inflação atingirá a população norteamericana. O desemprego maciço e a inflação maciça infligirão ao povo norteamericano uma miséria que nem mesmo Marx e Lênin poderiam conceber.

Enquanto isso, economistas da América continuam fingindo que estão lidando com uma recessão normal do pós-guerra que requer meramente uma expansão da moeda e do crédito a fim de restaurar o crescimento econômico. 07/Outubro/2009

[1] H-1B: categoria de visto para não imigrantes que permite ao patronato dos EUA procurar ajuda temporária de estrangeiros qualificados que tenham bacharelado.

[2] L-1: documento de visto para entrar nos EUA como não imigrante e válido por períodos de tempo de até três anos. São geralmente concedidos para empregados de companhias internacionais com escritórios nos EUA.

[*] Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan, co-autor de The Tyranny of Good Intentions. (PaulCraigRoberts@yahoo.com)

O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/roberts10072009.html

Este artigo (em português) encontra-se em http://resistir.info/.

Carta Maior - 13.10.09

6 de out. de 2009

Câmara aprova tratado que assegura direito de greve no serviço público

Convenção da OIT - Site ùltima Instância - 05.10.09

A Câmara dos Deputados aprovou na última quinta-feira (1º/10), o Projeto de Decreto Legislativo 795/08, que garante aos servidores públicos, entre outras coisas, o direito à greve. A proposta ratifica a Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), de 1978, e estende ao funcionalismo os mesmos direitos assegurados aos trabalhadores da iniciativa privada. A proposta segue agora para votação no Senado.

Na prática, os empregados da administração pública passam a ter direito à liberdade sindical e ao estabelecimento de normas para negociação coletiva. Além do direito de greve, a ratificação também consolida o reconhecimento da mediação, da conciliação e da arbitragem como instrumentos válidos para a solução de conflitos trabalhistas.

Se for aprovada no Senado, a convenção pode pôr fim a um vácuo jurídico existente desde a Constituição de 1988. Em outubro de 2007, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a aplicação do regime de paralisação do setor privado aos servidores públicos, em virtude da falta de lei complementar.

O relator da proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania) foi o deputado José Genoino (PT-SP), cujo parecer, favorável à aprovação do tratado, foi vencedor na Comissão. “A convenção é boa porque adequa o tratamento do servidor público a uma visão de cidadania, que é o direito de manifestação, o direito de greve”, diz Genoíno.

Segundo Genoino, o Brasil tem se destacado no cenário internacional por ser o primeiro país no mundo a sancionar a maioria das convenções estabelecidas pela OIT.

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Leia matéria do dia 25.11.07

STF determina aplicação da Lei de Greve para servidores públicos

O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou nesta quinta-feira (25/10) que a Lei 7.783/89 (Lei de Greve), que regulamenta as greves da iniciativa privada, também pode ser aplicada para os servidores públicos.

A decisão, unânime, foi tomada no julgamento dos Mandados de Injunção 670, 708 e 712. As ações foram ajuizadas pelo Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Estado do Espírito Santo, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do município de João Pessoa e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Pará, respectivamente.

Os sindicatos buscavam assegurar o direito de greve para seus filiados e reclamavam da demora do Congresso Nacional em regulamentar a matéria, conforme determina o artigo 37 da Constituição Federal.

Os ministros do STF decidiram declarar a omissão legislativa quanto ao dever constitucional em editar lei que regulamente o exercício do direito de greve no setor público e, por maioria, aplicar ao setor a lei de greve vigente no setor privado (Lei nº 7.783/89).

Divergiram parcialmente os ministros Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Marco Aurélio, que estabeleciam condições para a utilização da lei de greve, considerando a especificidade do setor público, já que a norma foi feita visando o setor privado, e limitavam a decisão às categorias representadas pelos sindicatos requerentes.

Ao resumir o tema, o ministro Celso de Mello salientou que "não mais se pode tolerar, sob pena de fraudar-se a vontade da Constituição, esse estado de continuada, inaceitável, irrazoável e abusiva inércia do Congresso Nacional, cuja omissão, além de lesiva ao direito dos servidores públicos civis - a quem se vem negando, arbitrariamente, o exercício do direito de greve, já assegurado pelo texto constitucional -, traduz um incompreensível sentimento de desapreço pela autoridade, pelo valor e pelo alto significado de que se reveste a Constituição da República".

2 de out. de 2009

Sebastião Salgado, Chomsky e Wallerstein declaram apoio ao MST

O Manifesto em Defesa da Democracia e do MST atingiu a marca das 2 mil assinaturas e foi endossado por três personalidades reconhecidas mundialmente: o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e os ativistas estadunidenses Noam Chomsky e Immanuel Wallerstein.

Sebastião Salgado, um dos mais respeitados fotógrafos de nosso tempo, prestou em 1997 sua maior homenagem ao MST, quando publicou Terra - livro de fotografias sobre a realidade dos acampados e assentados. “O MST é um movimento de ocupação desse espaço vazio, para dar vida e sentido a essa terra. Eu o vejo como um elemento necessário tanto para a ecologia como para o lado social, da redistribuição de renda”, afirmou, à época.

“O MST é o mais importante movimento de massa do mundo e tem registros de importantes conquistas. Pode ajudar o Brasil a alcançar o brilhante futuro que o povo do ‘colosso do Sul’ merece”, declarou o linguista Chomsky. O acadêmico, que leciona no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), é autor de trabalhos que revolucionaram os estudos atuais no campo da lingüística.

O sociólogo Immanuel Wallerstein, pesquisador sênior na Universidade Yale, dos Estados Unidos, e autor da obra “O sistema mundial moderno” (1990), também aderiu ao manifesto. "O MST poderia ser um bom exemplo para a esquerda estadunidense, se tivéssemos qualquer coisa comparável em termos de movimento social", acredita.

O Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), a Cáritas Brasileira e a deputada nicaragüense Mônica Baltodano, entre outras entidades, artistas, intelectuais, parlamentares e entidades, nacionais e internacionais, também assinaram o Manifesto, que pode ser subscrito em www.petitiononline.com/manifmst/petition.html .

Twiiter da página do MST

A partir desta semana, a página do MST na internet também está no Twitter. Somando esforços na luta pela produção e circulação de conteúdo contra-hegemônico, a proposta com a utilização dessa ferramenta é ampliar o número de leitores de nossa página (www.mst.org.br), que divulga notícias, informações, notas, imagens e textos de estudo ligados à luta por Reforma Agrária, justiça social e soberania popular.

27 de ago. de 2009

Denúncia - Mais uma omissão da mídia golpista, não revelam o assassino do sem terra !!

Por Antônio - 27.08.09

Caros,

O assassinato foi com tiro pelas costas, como mostra a foto.

Mas o Jornal Nacional nada disse sobre isso.

Ao contrário, os engomadinhos William Boner e Fátima Bernardes, que fazem
caras e bocas para tudo, interpretando "notícias" (leia-se distorções e manipulações), aparentaram seriedade e reprovação ao dizer que "os sem-terra atacaram policiais com foices e enxadas" Como são "violentos" os sem-terra segundo o casalzinho global.

Ser assassinado pelas costas, para eles, deve ser um ato de ternura.

Veja a foto publicada na revista Carta Maior sobre mais este crime inominável contra o povo e contra os que lutam pela reforma agrária.
Foto do companheiro Elton, a marca da bala nas costas
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21.08.09 - Carta Maior

Sem terra é executado com tiro nas costas pela polícia gaúcha


O agricultor sem terra Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, foi morto na manhã desta sexta-feira, com um tiro de espingarda calibre 12 nas costas, disparado por um homem da Brigada Militar, durante ação de despejo na fazenda Southal que deixou dezenas de feridos. Primeira explicação da Brigada disse que Elton tinha sofrido um "mal subito". No final da tarde, MST divulgou fotos do corpo do sem terra, comprovando que ele foi atingido pelas costas. Em nota oficial, movimento responsabilizou o governo Yeda Crusius, o Ministério Público gaúcho e o Judiciário pelo assassinato.

Clarissa Pont

PORTO ALEGRE - O sem terra Elton Brum da Silva foi morto na manhã desta sexta-feira (21) em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, com um tiro pelas costas, desferido por uma espingarda calibre 12 durante desocupação, pela Brigada Militar (a Polícia Militar gaúcha), da Fazenda Southall. O assassinato ocorreu por volta das 8 horas da manhã. Elton deu entrada no hospital quase duas horas depois. O MST, em nota oficial, lamentou com pesar o ocorrido e responsabilizou o governo Yeda Crusius (PSDB), o Ministério Público do RS e a Justiça. Não é a primeira vez que a Brigada Militar usa de truculência durante reintegrações de posse, aliás, a violência contra os movimentos sociais instaurada desde o início do Governo Yeda denota opção
clara por tratar as questões sociais, como a Reforma Agrária, como caso de polícia.

“Eu não tava próximo tão próximo no momento dos tiros porque a gente se dividiu em dois grupos. Quando Elton foi atingido, ele estava na frente da trincheira e a cavalaria da Brigada entrou por trás, eram cerca de 80 deles, com espadas. A ação foi muito violenta, tem companheiro nosso com a perna cortada por espada. Quando eu ouvi os disparos, a gente tentou ver o que tinha acontecido, mas foi formado um cordão ao redor pelo batalhão. Nós não
podíamos nem abrir os olhos, todos no chão, e eles continuavam batendo. Isso durou uns vinte minutos. Bombas de gás foram jogadas nas crianças, que estavam em grupo que tentávamos proteger. Depois que tudo acalmou, deixaram que nós entrássemos de 10 em 10 pessoas para recolher colchões e coisas do gênero. Foi aí que vimos que, onde aconteceram os tiros, havia uma lona preta, com muito sangue embaixo”.

O relato é de Rodrigo Escobar, militante do MST, que esteve na ação em São Gabriel. Na conversa por telefone com Carta Maior, Escobar contou que muitas crianças foram levadas ao hospital e que os números de feridos divulgados pela imprensa durante o dia não são nem uma pequena amostra do que aconteceu na Fazenda Southall. Além disso, relatou que o comando da ação movida pela Brigada era confuso, e que nem os próprios oficiais presentes se entendiam.
“Enquanto uns mandavam ir pra cima, outros diziam para recuar”, disse. Quase duas horas depois, Brum chegou sem vida ao Hospital Santa Casa de Caridade, por volta das 9h40min da manhã. Uma mulher e uma criança também ficaram feridas no confronto, provavelmente com estilhaços do disparo que atingiu o militante.

Nas primeiras horas da manhã, as informações repassadas à imprensa pela Brigada Militar atribuíam a morte de Brum a um mal súbito. O assassinato só foi confirmado na metade da manhã. O ex-ouvidor agrário do Governo Yeda e também ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, disse que o sem-terra Brum foi morto pela Brigada Militar. Paiani relatou que foi procurado, na condição de ex-ouvidor da segurança pública, por um oficial da BM que
assistiu à desocupação da fazenda. Esse oficial teria relatado que o manifestante foi morto durante discussão com um oficial da BM que atua na região da Fronteira. Brum teria dito alguns palavrões para o oficial, que revidou com um tiro de espingarda. O próprio oficial e alguns soldados teriam providenciado a remoção de Brum, ainda vivo, para o hospital de São
Gabriel, numa viatura da BM. Ele não portava arma de fogo.

"Extremamente profissional" Lisiane Vilagrande, promotora de São Gabriel, acompanhou a ação da Brigada durante a desocupação desde as 5h da manhã desta sexta-feira. Segundo ela, a
ação “foi extremamente profissional. Em momento nenhum eu senti alguma tensão ou nervosismo por parte dos policias militares que executavam a ação. Foi tudo muito rápido”. No entanto, a promotora não soube precisar a que distância acompanhou a ação. “Fiquei a uma distância razoável, em um ponto mais alto. Nós tínhamos uma visão, mas relativamente limitada. E, além
disso, acho que para minha própria segurança, o coronel me manteve a uma distância adequada. Eu estava mais próxima do que a imprensa, mas eu estava bem distante do acampamento em si”. A promotora apenas admitiu ter escutado tiros, e também testemunhou o uso de bombas de efeito moral, de som e de gás lacrimogêneo.

O ouvidor agrário do Ministério Desenvolvimento Agrário (MDA), Gercino Silva, saiu de Brasília no início da tarde rumo ao Rio Grande do Sul. Gercino esteve diversas vezes no Rio Grande do Sul, inclusive na época em que era discutida a desapropriação da Fazenda Southall. A avaliação dele
ainda é aguardada. Para o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH), da Assembléia Legislativa do RS, deputado Dionilso Marcon (PT) “é de conhecimento público a truculência usada pela Brigada Militar nas ações de despejo. Mesmo assim, os poderes públicos optam por tratar as questões sociais, como a reforma agrária, como caso de polícia. Dias atrás a
Brigada Militar já usou métodos de tortura física para inibir manifestações dos trabalhadores rurais no município de São Gabriel”.

No final da tarde, o MST divulgou duas fotos do corpo de Elton Brum com perfurações nas costas, comprovando que foi baleado por trás, com uma espingarda calibre 12.

Cachorros da polícia ajudam a aterrorizar trabalhadores.
Foto: Fernando Ramos

4 de ago. de 2009

O poder político das empresas de ônibus

Texto de Andre Araujo

Por Luis Nassif - 04.08.09

Os transportes coletivos urbanos no Brasil poderiam ser um ramo moderno, eficiente e lucrativo, administrado racionalmente por empresas de capital aberto, como as estradas paulistas. O setor é dos mais atrativos porque tem uma receita previsivel, à vista. Porque isso não acontece? Porque há uma parceria corrupta entre empresas mafiosas e o poder publico municipal de todo o Pais, aonde as concessionarias são as maiores financiadoras da politica municipal. Para operar dessa forma, os concessionários são empresas com contabilidade suspeita, alaranjadas, costumam não pagar impostos e previdencia, são campeões de infrações trabalhistas, os donos são empresários-bacalhau, individuos espertissimos, semi-analfabetos, ousados, o que faz do setor nacionalmente um ramo fronteiriço, faz mais parte da economia informal do que da formal.

O setor é dominado por cinco grandes grupos e uma dezena de grupos intermediarios. Um mesmo grupo tem concessões de Belem ao ABC, as práticas são iguais, a chave do negócio é a associação com a banda podre da politica municipal, que se beneficia do esquema e é porisso que não interessa mudar nada, o caos é lucrativo.

Grandes empresas bem estruturadas, sérias e modernas nem sonham em entrar nesse ramo que teria tudo para ser interessante para grupos que investem em concessões.; Porque? Porque é preciso operar no esquema da politica municipal e os grupos empresariais mais eficientes do Pais não querem entrar nesse lamaçal.

Enquanto isso, o cidadão passageiro é pèssimamente servido, não há realmente competição, o setor inteiro é um grande cartel, as linhas são acertadas em mesas de restaurantes entre bacalhoadas e vinhos verdes, não há nenhum interesse em melhorar. A mão de obra não é incentivada a evoluir, é explorada ao máximo, as pessoas juridicas no negocio são meras fachadas, os grupos ficaram tão poderosos que tambem tem as revendas que abastecem as frotas, a chave de tudo é a barganha com o poder municipal. É uma cosa nostra nacional e o Brasil das cidades grandes e médias paga um pesado preço por esse arreglo politico-empresarial, que vem de longe.

Em tempo, o transporte coletivo nas grandes cidades do mundo em geral é,estatal, como em Nova York , Paris e Londres.

Como resolver, se o Governo quiser? Montar um sistema nacional de regulação desse setor, com há no transporte interurbano de passageiros. Poderia ser no Ministério das Cidades. Montar um sistema nacional de autorização e licitação para as empresas concessionarias, exigindo capital minimo, direção profissional, identificação do controle, padrões de onibus e carrocerias. A habilitação nacional de empresas vedará o esquema de “alaranjamento”, que vai deixando pelo caminho mega dividas com a Previdencia, com os empregados e com o fisco.

Limitar a presença de grupos a um numero máximo de cidades.

Exigir a presença dos controladores nas diretorias e folha corrida desses diretores, vetando a presença de laranjas.

Não precisa diagnostico, todo mundo sabe o raio X do setor, basta a vontade politica de reforma-lo.
Um bom sistema de transportes coletivos é fundamental para a melhoria do transito e da qualidade de vida nas grandes e médias cidades brasileiras, aonde vive 80% da população do Pais.

3 de ago. de 2009

Educação - Governador José Serra promete pagar R$ 7 mil a professores daqui a 12 anos!

Mídia Independente
A matéria abaixo é manchete da Folha Online neste começo de madrugada. Parece uma ótima ação do governador de São Paulo e presidenciável tucano José Serra. Mas ao ler a matéria com atenção, o leitor vai se deparar com a informação de que "o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos". Ou seja, o pobre do professor vai levar mais de uma década para chegar os tais R$ 7 mil. Serra deve pensar que o professorado é constituído por um bando de panacas... Salário de professor pode chegar a R$ 7 mil em São Paulo

GILBERTO DIMENSTEIN
Colunista da Folha Online

O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$ 7 mil e um diretor, R$ 8 mil --os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.
Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.
Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo.
Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.
Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas --um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.800 mensais.
A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis da gestão do PSDB em São Paulo --a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente. Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.

Por Luiz Antonio Magalhães - Do Entrelinhas - 03.08.09