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3 de fev. de 2012

Pinheirinho, São José dos Campos. Para Paulistanos não esquecerem nas eleições.

Os princípios do PSDB, Jose Serra e Geraldo Alckmin, desprezar as pessoas,os animais e o meio ambiente.

Pablo, 4 anos: “Mataram o meu cachorro…Foi a polícia”


Desde 22 de janeiro, um dolorido lamento  ecoa por todos os abrigos onde estão as quase 2 mil famílias  expulsas violentamente do Pinheirinho por policiais da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM): “mataram o meu cachorro” .

19 de jul. de 2010

A violência contra as mulheres é consequência da sociedade machista, capitalista e individualista

Por Brasil de Fato

A sociedade brasileira está perplexa diante de dois assassinatos brutais, bárbaros. As vítimas são duas jovens, com menos de 30 anos: a modelo Eliza Samudio e a advogada Mércia Nakashima. Os casos estão tendo ampla repercussão na grande imprensa e na sociedade, pela perversidade dos planos macabros, pela condição social das vítimas e pelos atores envolvidos na tragédia. E por terem também ocorrido, nos maiores centros do país: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

Milhares de outros casos não recebem tamanha atenção da imprensa, pois não venderiam tanta audiência... e seguem no anonimato. Mas esperamos que pelo menos os lamentáveis episódios sirvam para reflexão de toda a sociedade sobre a violência que as mulheres vêm sofrendo sistematicamente.

Dados de entidades de direitos humanos revelam que, nos últimos dez anos, foram assassinadas nada menos do que 41 mil mulheres brasileiras. Na maioria dos casos, as vítimas conheciam ou conviviam com o agressor. Uma média de 4.100 mulheres por ano, uma verdadeira tragédia, um genocídio! Pior, um genocídio desconhecido e aceito passivamente pelos familiares, pela comunidade e omitido pela imprensa burguesa.

A ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Nilcéa Freire, participou em meados de julho de uma conferência internacional sobre a violência da mulher e demonstrou revolta diante da insegurança na qual se encontram as mulheres. Segundo ela, elas recebem agressões cotidianas, dos mais diferentes níveis, sem direito a proteção e sofrendo também com a impunidade , pois seus agressores não são devidamente penalizados.

A instalação das delegacias de polícia para cuidar dos casos de violações dos direitos das mulheres e a criação de um Ministério de políticas públicas para as mulheres são insuficientes diante da gravidade do problema.

A sociedade brasileira padece de desvios históricos, não só de machismo e prepotência contra as mulheres, mas enfrenta os problemas cotidianos de uma sociedade extremamente desigual, injusta e exploradora dos mais pobres e humildes.

Todos os dias temos estatísticas divulgadas das diferenças salariais entre homens e mulheres. Diariamente temos exemplos de em quantas áreas profissionais as mulheres ainda são discriminadas ou impedidas de participar, ou ainda são minoria.

A maior categoria de brasileiros são os 16 milhões de trabalhadores rurais. Nessa categoria, a imensa maioria das mulheres camponesas sequer possui alguma renda. Daí o sucesso que fez o programa Bolsa Família, quando destinou a responsabilidade pelo recebimento para as mulheres.

A segunda maior categoria de trabalhadores é a de empregados domésticos, da qual 90% são mulheres. Procurem observar e refletir sobre o tratamento que os trabalhadores domésticos recebem nas residências ou escritórios de seus patrões. Imaginem porque apenas 26% dos empregados domésticos possuem carteira assinada e, portanto, direito a INSS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, férias e 13º salário, ainda que haja uma lei determinando que todo trabalhador de serviços domésticos tem direito a carteira assinada, garantindo os direitos sociais. Mas a maioria da classe média e rica não cumpre.

A ministra tem toda a razão. A violência contra as mulheres é cotidiana, e não se resume a casos bárbaros de assassinatos, mas vitimiza milhões de trabalhadoras todos os dias.

A sociedade brasileira, que há duas décadas vem sendo hegemonizada pelas ideias burguesas neoliberais, que exaltam apenas o individualismo, o sucesso pessoal, o consumismo e o egoísmo, cria um clima propenso permanente de exclusão, discriminação e humilhação dos diferentes, dos mais pobres e das mulheres.

Por isso, de certa forma, esses casos de bárbaros assassinatos por pessoas "bem formadas" são consequência desse ambiente perverso criado pela ideologia burguesa, que transforma as pessoas em mercadorias e transforma os detentores de dinheiro em "todo-poderosos", como se pudessem ser proprietários de tudo.

Inclusive da vida das pessoas. E mais: como tem dinheiro e podem contratar bons advogados, consideram-se impunes. Perguntem-se quantos dias de prisão teve o editor do Estadão, que há alguns anos assassinou estupidamente sua colega de trabalho e ex-namorada apenas por ciúmes? Nenhum. Está solto, gozando das brechas que a lei permite aos endinheirados. Imaginem quando a violência é cometida contra mulheres ainda mais pobres.

É mais do que urgente debater esses problemas em todos os espaços, a fim de ir gerando uma nova mentalidade sobre a necessidade ds urgência de mudanças sociais, não apenas na garantia de direitos, mas sobretudo no contexto socioeconomico que está gerando todas essas injustiças.

Por Professor Mazuchelli - 18.07.2010

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Mulheres que ajudaram a mudar o mundo-6- Maria da Penha

Nilcéa Freire faz balanço da Lei Maria da Penha

Leis vão garantir mais direitos para as brasileiras

Para Nilcéia Freire, violência contra mulher é cotidiana

6 de jul. de 2010

FHC manda Serra pendurar FHC no pescoço











Do Conversa Afiada

Tomara que o Serra pendure ele no pescoço

Naquele estilo engordurado, que instala colesterol só de ler, o Farol de Alexandria dá severo recado ao Serra, na página 2 do Estadão:

“Está na hora de cada candidato, com a alma aberta e a cara lavada, dizer ao País o que pensa.”

Não há de ser a Dilma que precise dizer ao País o que pensa.

Se houvesse alguma dúvida, bastava consultar o IBGE, a primeira página da Folhaaquela tabelinha de hoje (“Investimentos federais batem recorde com Lula”), ou que compara o Governo Lula ao do FHC.

Todo mundo sabe o que a Dilma pensa: seguir a obra do Governo Lula, que deu de 10 a 0 no do Farol.

Logo, o FHC está desesperado, porque o candidato dele não veste a camisa do Governo FHC.

Aliás, nenhum candidato do PSDB vestiu a camisa do Governo do FHC.

Em 2002, o Serra fugiu do Governo FHC – de que foi Ministro do Planejamento e da Saúde – como o Galvão foge do twitter.

Em 2006, o Alckmin vestiu a camisa da Petrobrás e do Banco do Brasil para jurar que é contra as privatizações.

(Por falar nisso vem aí o livro “Nos Porões da Privataria”, de Amauri Ribeiro Jr, o tal livro que aloprou o Serra. Amaury trata da sociedade em Miami – em Miami ! – da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.)

Esse é que é o problema do Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade e foi destruído num terremoto (eleitoral).

A herança dele é letal.

O que sobrou foi a arrogância udenista, o paulistismo.

Clique aqui para ler sobre o fim do paulistismo na política brasileira.

E aqui para ver por que o PSDB perdeu a hegemonia e teve que se ajoelhar aos pés da família Maia, no Rio.

Já que estamos na época de tocar um tango argentino, como fez a Globo para humilhar o Maradona, o melhor que faz o FHC é cantar um tango argentino.

E celebrar os 30% do Datafalha (Clique aqui e leia “Por que a Folha prefere se desmoralizar com o Datafalha”) e do Globope, de onde o candidato dele não sai desde 2002.

O PiG (*) de hoje celebra o “empate técnico” do Serra.

Como diria o Galvão, depois que a Holanda empatou: “já esteve melhor para o Serra”.

Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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3 de jul. de 2010

Perdemos no campeonato mundial de Futebol, mas ganharemos na democracia do Brasil.


Fiquei triste como a maioria da população brasileira pela derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo.
A vida continua e precisamos agora pensar no futuro do Brasil.
Sou brasileira e é isso que importa.
Temos as eleições para este ano, neste momento precisamos fazer o melhor pelo nosso país: filtrar as informações da mídia, conhecer os espaços públicos, entender os problemas sociais, e, principalmente, o trabalho de quem faz pelo povo.

Acompanhem as informações da blogosfera, e cuidado com as notícias distorcidas, tendenciosas e mentirosas da grande mídia ou mesmo na internet, comparem os fatos com as publicações.

A seleção brasileira atuou e suou a camisa, agora é o nosso dever agindo em favor da democracia (pela continuidade do progresso do Brasil), na comunicação.

Precisamos nos preocupar com o nosso país, somos (os jogadores) agentes de transformação nas cidades, estados (na internet, nas ruas, em reuniões e eventos). Assim, e
vitaremos o retrocesso, o passado do FHC-PSDB (Serra) não deve voltar.

Valeu Dunga e seleção brasileira.

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Do blog 007BomdeBlog - 02.07.2010

BRASIL PERDE PARA A HOLANDA - DUNGA DÁ ADEUS AO CARGO DE TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Na entrevista coletiva que ocorre após as partidas da Copa, um técnico abatido mas controlado, era a imagem que Dunga deixou para todos os que assistiram as suas considerações sobre a derrota.

Dunga elogiou seu grupo e avisou que não é mais o técnico da seleção brasileira.

Em agosto próximo, a seleção de futebol do Brasil, seguindo o calendário da FIFA realiza um amistoso, e aí, já sob a direção de um novo treinador.

27 de jun. de 2010

NAUFRAGA A CHAPA IMBATÍVEL DE CAPILARIDADE NACIONAL


Vote num careca e leve dois - II, a missão?

Sei que o tio Rei e seus sagazes comentaristas são muito divertidos, mas o meu blog de humor reaça preferido tem mesmo de ser o do fascistoide catarinense propagandista do “Sul é o meu país”. Sabe, aquele um que chama índios e negros de botocudos e escreve, explicitamente, que esses seres são produtos inferiores da evolução. E que ficou revoltadinho com o avião da TAM que iria levar a seleção canarinho pra África do Sul por ele ter um logotipo... vermelho (o logo do seu blog também é dessa cor, mas ele não notou). Bom, antes de entrar nas maisnovas piadas do sujeito, um pequeno resumo da ópera para quem está concentrado demais na Copa (o que é compreensível; a Copa é ótima, e agora vem os jogos eliminatórios).
Ontem o Roberto Jefferson (PTB), aquele paradigma da moralidade que foi um dos principais líderes do Collor e quem denunciou o mensalão, e que está nas trincheiras do Serra faz tempo, divulgou no seu Twitter que o senador paranaente Álvaro Dias (PSDB) era o novo vice do Serra. Opa, não sei porque escrevi “novo”, já que Serra não tinha um vice, e vários nomes haviam recusado seu convite (Aécio Neves, Katia Abreu etc; outro "nome forte", o ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda, do DEM, foi preso). Mas então. Não me sinto na posição de falar mal de vice tucano nenhum porque o PMDB fez o PT engolir o Temer, que obviamente não é nenhuma flor que se cheire. Mas o Álvaro tá ali, pau a pau em matéria de qualidade.
Bom, essa divulgação rendeu um enorme fuzuê. Primeiro porque mostrou, mais uma vez, como Serra é um desagregador, um líder incapaz de trabalhar em equipe. Ele não foi capaz de conversar com sua principal aliança, o DEM, que queria compor a chapa de vice, como fez nos dois governos FHC.Ronaldo Caiado (DEM), outro collorido (lembro dele como presidente da UDR, dos ruralistas mais autoritários), deu um show no seu twitter. Tá aqui pra quem quiser acompanhar. Copio algumas pérolas:
- “Álvaro Dias é um senador que não tem voto e é odiado pelos professores”.
- “O PSDB precisa jogar como um time. Declaramos apoio a Serra, cumprimos com o nosso papel e agora é hora do PSDB fazer o mesmo”.
- “É isso que dá ter medo de lançar candidatura própria”.
- “O Democratas soube da possível escolha de Álvaro Dias pela imprensa. Não tiveram coragem de nos comunicar”.
- “Se na campanha nos tratam assim, imaginem se o PSDB ganhar a campanha?”
- “Com um aliado desse, o Democratas não precisa de inimigo. Vou defender dentro da executiva o fim da aliança com o PSDB”.
- “O poder do Serra de desorganizar as coisas é fora do comum. Álvaro Dias não acrescenta nada e desagrega muito”. - “Eu não ganho votos apoiando o Serra. Eu transfiro votos pra ele”.

Serra nem se manifestou. Já Roberto Jefferson decidiu rebater com “O DEM é uma m***a” (sem os asteriscos). E Álvaro Dias, que é chamado pelos adversários de “Senador de botox e peruca”, disse que retira a convocação se for pelo bem da aliança e da nação.
O blogueiro do Sul é meu país não tratou desse fogo amigo. O que ele falou é bem diferente, e mais divertido: “Se Álvaro Dias for o vice de Serra está aí uma chapa de qualidade. Imbatível!”.
Cabe lembrar que o fascista ainda acredita que Serra vai ganhar as eleições. E de lavada, no primeiro turno (a direita já está se preparando pro que dizer caso essa profecia não se concretize: as urnas eletrônicas foram fraudadas, assim como as pesquisas!). Ele continua: “Álvaro Dias é um dos senadores mais atuantes não só como líder da oposição, mas em termos nacionais. Diria que é incansável na sua faina diária e seu nome tem alcance nacional. [...] um nome forte. O único candidato a vice que tem incontestável destaque no cenário político brasileiro”.
Ha ha, a gente morre e não vê tudo... O Dias é tão forte e imbatível como o Temer, e como qualquer um que o DEM ou o PSDB possam indicar (e eu adorei o faina também. A príncipio lifauna).
Mas o blogueiro teve que voltar atrás nas suas comemorações precoces e dizer que a democracia está acima de tudo e que há “vários nomes que podem muito bem compor uma profícua dobradinha com José Serra”. Muito profícua!
O que me fez gargalhar em voz alta mesmo (e decidir escrever este post, enquanto podia estar corrigindo provas das minhas alunas de literatura ou assistindo Uruguai x Coreia do Sul. Uruguai! Uruguai!) foi este parágrafo: “No meio da tarde desta sexta-feira, depois que o presidente do PTB, Roberto Jefferson revelou o nome de Alvaro Dias numa rápida tuítada em seu perfil no Twitter, surgiu um verdadeiro alvoroço nos meios políticos, mostrando que o nome do Senador paranaense tem capilaridade nacional”.
Capilaridade! No momento em que todos os olhos que não estão virados pra Copa prestam atenção na peruca do Álvaro, o blogueiro nos brinda com um sinônimo desses pra fluidez! Gente, eles são muito sem noção!

Do Escreva Lola, Escreva - 27.06.2010

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22 de jun. de 2010

Sem saída, José?



A sabedoria do senso comum já aprendeu que a pior imoralidade é condenar o povo, depois de séculos, a continuar a ser explorado, a não ter onde morar, o que comer, a viver em um estado de miséria e ignorância.

Por Gilson Caroni Filho (*)

Para enfrentar a batalha por espaço político a partir das eleições de outubro, quando serão escolhidos, além do presidente, novos governadores, senadores e deputados, a direita brasileira, sem projetos ou discursos, ensaia a repetição de arrazoados desmentidos pela história recente. Não sabendo como fazer oposição a um governo que completa seu oitavo ano cercado por popularidade recorde, e sem idéia de como restabelecer o prestígio de seus mais ilustres quadros, ao tucanato restou os factóides na imprensa e a esperança no ativismo judiciário.

Insistindo em ignorar que um novo paradigma econômico reclama um novo paradigma político, com um Estado forte, dotado de poder econômico e capacidade, para fazer cumprir as leis e regulamentações que estimulem o crescimento econômico com justiça social, sobra a José Serra a defesa de um “Estado musculoso que não se pareça com um lutador de sumô”. A direita, convenhamos, já foi bem mais feliz em metáforas.

O que o leitor lerá, até outubro, nas colunas da imprensa corporativa é tão previsível quanto a sucessão de dias e noites. O desequilíbrio do setor público será apresentado como resultante do modelo de intervenção do Estado na economia. O único problema é que, ao contrário da gestão neoliberal, não há qualquer evidência de exaustão macroeconômica. Na linha inversa do que afirma o credo conservador, o Estado não perdeu força como agente de desenvolvimento em uma economia complexa. Quem se mostrou um estorvo ao progresso, em razão de uma interferência caótica na vida das pessoas e das empresas, gerando privilégios para setores improdutivos, foi o mito do mercado como mecanismo capaz de regular-se a si mesmo.

Como repete incansavelmente o presidente Lula, a mudança na orientação da política econômica salvou o capitalismo brasileiro dele mesmo, democratizando seu funcionamento, a fim de sair de uma crise que parecia interminável. Manter as linhas mestras do atual governo corresponde a seguir o desafio a que se propôs Keynes, e ao qual devemos dar continuidade agora devido ao caráter cíclico das crises capitalistas.

Serra sabe que é herdeiro de um legado assustador. O governo ao qual se opõe foi capaz de ultrapassar o modelo supostamente modernizante e concentrador de rendas, herdado do consórcio liderado pelo PSDB, para uma etapa caracterizada pelo trinômio “crescimento-distribuição-participação”. Os critérios de escolha, em outubro, estão dados pelos êxitos obtidos pelo campo democrático-popular: retomada do desenvolvimento econômico e tomada de medidas voltadas para a redistribuição de renda e riqueza entre classes e regiões. Tudo isso realizado por atores políticos capazes de hierarquizar adequadamente as prioridades e de tratá-las dentro de um arcabouço de legalidade. Será de pouca valia argumentações que desconsiderem situações políticas novas e completamente distintas das que existiam em 2002.

A situação piora quando José Serra chama o Mercosul de farsa e ataca a ações diplomáticas levadas a cabo no atual governo. Fica claro que seu projeto de política externa seria guiado pela subalternidade aos desígnios estadunidenses e não pela realização mais plena da convivência internacional soberana. Só mesmo uma miopia conservadora, colonizada, de caráter quase religioso, pode justificar esse posicionamento.

Se a direita acredita ter alguma chance no terreno da moralidade abstrata, incorre em outro um equívoco colossal. Há algum tempo, com a inclusão crescente de amplos setores da população na esfera do consumo, o brasileiro compreendeu que toda a campanha contra o governo petista envolveu apenas um moralismo de fachada.

Sob o espetáculo midiático, a defesa de valores abstratos é feita por pessoas que sempre foram coniventes com a injustiça social. A pedagogia do cotidiano removeu argumentos que não passavam de cortina de fumaça para encobrir outros interesses. A sabedoria do senso comum já aprendeu que a pior imoralidade é condenar o povo, depois de séculos, a continuar a ser explorado, a não ter onde morar, o que comer, a viver em um estado de miséria e ignorância. E agora, José? Qual o próximo dossiê a ser apresentado como substituto a um projeto de país?

*Gilson Caroni Filho é sociólogo e mestre em ciências políticas. Mora no Rio de Janeiro, onde é professor titular de sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha). É colunista da Carta Maior, colaborador do Jornal do Brasil e do blog "Quem tem medo do Lula?".

Do Quem tem medo do Lula - 21.06.2010

Governo Serra cortou 1/3 do orçamento proposto para o judiciário, diz presidente do TJ.


“Há dois anos estamos sem nenhuma reposição salarial”

A seguir, artigo da Folha -com seus títulos- com a entrevista do presidente do Tribunal de Justiça do estado, Antonio Carlos Viana Santos. Os títulos acima são os que eu escolhi. LF

***

Grevistas desejam ter um mártir, diz presidente do TJ

Antonio Carlos Viana Santos alega não ter verba para pagar um aumento

Desembargador diz que Judiciário é um Poder fraco, pois não controla seu orçamento nem tem como fazer barganhas

FREDERICO VASCONCELOS DE SÃO PAULO

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Viana Santos, prevê confrontos entre grevistas e a PM: “Eles estão loucos para ter heróis e mártires”. Ele rebateu as críticas ao fechamento do fórum: “Se não fecho, ponho em risco a segurança dos servidores”.

Folha – Em que medida o TJ é responsável pela greve?
Antonio Carlos Viana Santos – O tribunal não é responsável pela greve. O Executivo estadual cortou 1/3 do orçamento proposto, abrangendo a verba de pessoal. Não tenho verba para gratificações ou reposições salariais.

Vários juízes entendem que as reivindicações são justas…
Há dois anos estamos sem nenhuma reposição salarial.

Há a imagem de que os juízes recebem abonos, auxílio-voto, e há servidores sem reajustes, sem receber indenizações por férias não gozadas.
Eles querem que se pague aos funcionários o mesmo tanto que se paga ao juiz… O subsídio do juiz é fixado [em relação] ao subsídio do STF. É nacional. Em média, um salário de um juiz é equivalente a um salário de seis servidores. São 1.900 juízes. Há 44 mil funcionários em atividade e 16 mil aposentados. Como eu posso fazer o equilíbrio que eles querem?

Há servidores sem indenizações por férias não gozadas?
O governo anterior cortou 1/3 do orçamento que era justamente para pagamento dessas férias, de licença prêmio e do Fator de Atualização Monetária. Há uma verba pequena, estamos pagando férias, licença-prêmio e FAN. Há uma fila: 33 mil funcionários receberam um desses benefícios no ano passado.

Alguns juízes entendem que o tribunal deveria se empenhar mais para obter mais verbas, mais autonomia. Por que não questionar no STF os cortes feitos pelo Executivo?
Não vejo saída jurídica. A autonomia financeira do Judiciário, prevista na Constituição de 1988, é mera retórica. É autonomia de papel. O Judiciário é um poder pobre, não tem nada para barganhar com o Executivo. A Assembleia Legislativa tem: aprova ou não os projetos.

Como superar o impasse?
Até agora não houve confronto entre Polícia Militar e grevistas. Eles estão loucos para ter heróis e mártires, estão provocando verbalmente e, na segunda-feira passada, de forma física. Invadiram o Tribunal de Justiça, invadiram o Fórum João Mendes, fizeram corredor polonês, bateram em funcionários…

Qual é o alcance da greve?
Greve com piquete e com violência física não é greve. Se todos tivessem aderido, não haveria necessidade de piquete. O Tribunal de Justiça, nesta greve, não parou um instante. Os julgamentos estão sendo realizados normalmente. Não há um servidor em greve no tribunal.

Como recuperar os atrasos?
Os prazos no Fórum João Mendes e no Fórum Hely Lopes Meirelles, fechados, serão devolvidos [voltarão a correr]. Onde não há greve ou onde ela é parcial, os prazos serão devolvidos pontualmente pelo juiz da Vara.

Do Brasil Nova Era

Fonte: Luis Favre - 21.06.2010

14 de jun. de 2010

O atraso tem nome: Marina Silva

Depois de sair do PT em uma jogada que mais parecia novela da Rede Globo, Marina Silva encontrou seu lugar no PV, partido nanico ligado a oligarquias regionais e massa de manobra do DemoTucanato em São Paulo e outros estados.

Marina, fazendo-se de vítima, conseguiu apoio em diversos setores - incluindo o setor das elites do baixo-Leblon, amigadas ao discurso de Gabeira e cia -, e por muito tempo conseguiu enganar muita gente com seu discurso EcoCapitalista travestido de progressista. Mas aos poucos a máscara cai.

Sua chegada ao PV fez cair a máscara do partido e a sua própria. Anunciando sair do partido que apoiava os Sarney, Marina foi para o partido do Sarney Filho. Junto com ela levou outros conservadores anti-aborto e anti-direito dos homossexuais como o Deputado Luis Bassuma. O PV enfim saiu do armário e assumiu-se como partido conservador, retrógrado e atrasado, assim como sua candidata que, por suas credenciais religiosas, não deixa espaço para dúvidas. O estatuto do PV diz "A", mas a prática - e a Marina" dizem e fazem "B". E ela quer ser presidente!

Este post, aliás, poderia ser facilmente um "Fobia Neopentecostal" parte 3.

Marina é contra Aborto, Casamento Gay, Legalização das Drogas, Pesquisa com Célula Tronco. Ela também é contra a idéia de que a Terra é redonda? Só falta.

Questionada pela revista Época sobre as questões alencadas no parágrafo acima, disse ser contra tudo, mas, boazinha que só ela, propõe plebiscito.

Dois pontos devem ser observados. Primeiro, questões básicas de Direitos Humanos, como o direito das mulheres sobre seus corpos, ou o direito das minorias e à diversidade, ou questões relacionadas à saúde pública (aborto, drogas, células tronco) não podem ou devem ser questionadas nem são "matérias plebiscitário".

Segundo, Marina SABE que o Brasil é um país conservador, com pensamento retrógrado muitas vezes parecido com o seu próprio e a idéia de plebiscito é perfeita para denunciar sua hipocrisia.

Ela é contra, mas, boazinha, deixará que o povo "decida" quando ela já sabe a resposta final. E ela sabe, também, que os meios de comunicação, ainda mais conservadores, irão fazer pesada campanha defendendo os mesmos pontos de vista medievais da candidata evangélica.

Colocar tais questões como simples "matérias plebiscitárias" é o cúmulo da hipocrisia e da má fé. E tem gente que cai. Cai esquecendo que, por mais boazinha que ela tente ser, ela é CONTRA.

Porque liberar o aborto? Só porque 1 em cada 7 mulheres já fizeram aborto no país - ILEGALMENTE - e que esta é a terceira causa de mortes de mulheres no país porque as pobres só tem como ir a clínicas (sic) sem qualquer tipo de higiene e controle para morrer? A classe média paga clínicas de primeiro mundo, as faveladas morrem como indigentes. Porque então liberar, não é?

Falemos das drogas então, já que o aborto é algo tão sensível. Porque legalizar? Será que é porque todos sabem mas fingem desconhecer que Fernandinho Beira Mar, Marcinho VP e cia da vida são só "faz-tudo" dos verdadeiros responsáveis e financiadores do tráfico, estes todos com assentos garantidos em câmaras federais, estaduais ou municipais?

Falar de células-tronco então, difícil! Porque permitir que milhões de vidas sejam salvas com pesquisas de simples células quando, sabemos, o importante é agradar ao fundamentalismo religioso de alguns retrógrados que acham que alí existe vida humana ou algo do tipo - difícil sequer entender qual a reclamação destes doentes mentais. Pra que curar doenças? Deixem que deus cure os doentes enquanto sentamos e esperamos!

E, finalmente, o casamento entre pessoas do mesmo sexo! Claro que a Marina é contra. Claro que os fundamentalistas são contra. Afinal, estamos em um Estado Laico em que religião não interessa. Respeitamos a diversidade e o direito dos seres humanos serem responsáveis pelas suas vidas e escolhas! Impensável proibir que alguém se case só porque está na bíblia que não podem!

Pois bem, esta é Marina Silva. E nem precisei entrar no mérito de seu EcoCapitalismo cuja concepção, por si só, é risível. Teremos plebiscito, com Marina presidente, sobre sobre a volta da palmatória nas escolas ou seremos forçados a ouvir o Silas Malafaia no lugar da Voz do Brasil? Façam suas escolhas.

Por Tsavkko - 13.06.10