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19 de abr. de 2011

População que reivindica melhores condições de moradia solicita reunião com Alckmin

Do Blog LimpinhoCheiroso


Será que a população vai ter que pagar alguma coisa para ter audiência com o Governador Alckmin, ou levará bala de borracha, spray de pimenta no rosto, vão apanhar da polícia, como tem apanhado professores, alunos, pessoas que protestaram contra o aumento abusivo do transporte público, entre outras ?

Márcia Brasil - 19.04.2011

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Ativistas marcham ao Palácio dos Bandeirantes por moradia em SP
Por: Jéssica Santos de Souza, Rede Brasil Atual- 18/04/2011

São Paulo – Nesta terça-feira (19), a União dos Movimentos de Moradia (UMM) vai marchar até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, para solicitar uma reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). A concentração ocorre a partir das 9h na ponte Cidade Jardim, em frente ao Parque do Povo.

Vários movimentos de moradia das três regiões metropolitanas – São Paulo, Campinas e Baixada Santista – reivindicam melhores condições e mais investimento na área. Uma carta com todas as reivindicações foi enviada para o governador e o secretário estadual da Habitação, Silvio Torres.

Reivindicações:
  • Retomada do Programa de Mutirão com Autogestão;
  • Posse imediata do Conselho Estadual das Cidades;
  • Funcionamento do Conselho e recursos para o Fundo Estadual de Habitação com participação popular;
  • Programa de cortiços e áreas centrais com os movimentos sociais;
  • Urbanização de favelas;
  • Recursos estaduais para projetos do Minha Casa Minha Vida Entidades;
  • Criação de Banco de Terras para habitação;
  • Participação popular no Plano Estadual de Habitação;
  • Contra os despejos da Ecovias em Diadema e do Rodoanel.

22 de jun. de 2010

Sem saída, José?



A sabedoria do senso comum já aprendeu que a pior imoralidade é condenar o povo, depois de séculos, a continuar a ser explorado, a não ter onde morar, o que comer, a viver em um estado de miséria e ignorância.

Por Gilson Caroni Filho (*)

Para enfrentar a batalha por espaço político a partir das eleições de outubro, quando serão escolhidos, além do presidente, novos governadores, senadores e deputados, a direita brasileira, sem projetos ou discursos, ensaia a repetição de arrazoados desmentidos pela história recente. Não sabendo como fazer oposição a um governo que completa seu oitavo ano cercado por popularidade recorde, e sem idéia de como restabelecer o prestígio de seus mais ilustres quadros, ao tucanato restou os factóides na imprensa e a esperança no ativismo judiciário.

Insistindo em ignorar que um novo paradigma econômico reclama um novo paradigma político, com um Estado forte, dotado de poder econômico e capacidade, para fazer cumprir as leis e regulamentações que estimulem o crescimento econômico com justiça social, sobra a José Serra a defesa de um “Estado musculoso que não se pareça com um lutador de sumô”. A direita, convenhamos, já foi bem mais feliz em metáforas.

O que o leitor lerá, até outubro, nas colunas da imprensa corporativa é tão previsível quanto a sucessão de dias e noites. O desequilíbrio do setor público será apresentado como resultante do modelo de intervenção do Estado na economia. O único problema é que, ao contrário da gestão neoliberal, não há qualquer evidência de exaustão macroeconômica. Na linha inversa do que afirma o credo conservador, o Estado não perdeu força como agente de desenvolvimento em uma economia complexa. Quem se mostrou um estorvo ao progresso, em razão de uma interferência caótica na vida das pessoas e das empresas, gerando privilégios para setores improdutivos, foi o mito do mercado como mecanismo capaz de regular-se a si mesmo.

Como repete incansavelmente o presidente Lula, a mudança na orientação da política econômica salvou o capitalismo brasileiro dele mesmo, democratizando seu funcionamento, a fim de sair de uma crise que parecia interminável. Manter as linhas mestras do atual governo corresponde a seguir o desafio a que se propôs Keynes, e ao qual devemos dar continuidade agora devido ao caráter cíclico das crises capitalistas.

Serra sabe que é herdeiro de um legado assustador. O governo ao qual se opõe foi capaz de ultrapassar o modelo supostamente modernizante e concentrador de rendas, herdado do consórcio liderado pelo PSDB, para uma etapa caracterizada pelo trinômio “crescimento-distribuição-participação”. Os critérios de escolha, em outubro, estão dados pelos êxitos obtidos pelo campo democrático-popular: retomada do desenvolvimento econômico e tomada de medidas voltadas para a redistribuição de renda e riqueza entre classes e regiões. Tudo isso realizado por atores políticos capazes de hierarquizar adequadamente as prioridades e de tratá-las dentro de um arcabouço de legalidade. Será de pouca valia argumentações que desconsiderem situações políticas novas e completamente distintas das que existiam em 2002.

A situação piora quando José Serra chama o Mercosul de farsa e ataca a ações diplomáticas levadas a cabo no atual governo. Fica claro que seu projeto de política externa seria guiado pela subalternidade aos desígnios estadunidenses e não pela realização mais plena da convivência internacional soberana. Só mesmo uma miopia conservadora, colonizada, de caráter quase religioso, pode justificar esse posicionamento.

Se a direita acredita ter alguma chance no terreno da moralidade abstrata, incorre em outro um equívoco colossal. Há algum tempo, com a inclusão crescente de amplos setores da população na esfera do consumo, o brasileiro compreendeu que toda a campanha contra o governo petista envolveu apenas um moralismo de fachada.

Sob o espetáculo midiático, a defesa de valores abstratos é feita por pessoas que sempre foram coniventes com a injustiça social. A pedagogia do cotidiano removeu argumentos que não passavam de cortina de fumaça para encobrir outros interesses. A sabedoria do senso comum já aprendeu que a pior imoralidade é condenar o povo, depois de séculos, a continuar a ser explorado, a não ter onde morar, o que comer, a viver em um estado de miséria e ignorância. E agora, José? Qual o próximo dossiê a ser apresentado como substituto a um projeto de país?

*Gilson Caroni Filho é sociólogo e mestre em ciências políticas. Mora no Rio de Janeiro, onde é professor titular de sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha). É colunista da Carta Maior, colaborador do Jornal do Brasil e do blog "Quem tem medo do Lula?".

Do Quem tem medo do Lula - 21.06.2010

8 de jun. de 2010

KASSAB ESTERELIZA AS RUAS. OS GERMES SÃO HUMANOS

Kassab intensifica repressão contra moradores de rua

Kassab intensifica repressão contra moradores de rua

O prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), aprovou no início do mês a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, autorizando a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados, o que na prática significa aumentar a repressão contra os sem-teto


16 de abril de 2010

Os moradores de rua sempre foram alvos da política de repressão imposta pelos governos burgueses. Em São Paulo, por exemplo, o prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), impôs uma série de medidas para reprimir e perseguir os moradores de ruas. Para se ter idéia do absurdo, Kassab chegou inclusive a editar uma lei na qual proibia os moradores de rua de dormir nos bancos públicos espalhados pela cidade.

As denúncias de maus tratos contra os sem-teto são constantes. A truculência nas operações realizadas pelos funcionários municipais e agentes de proteção social, pessoas que teoricamente eram os responsáveis por tratar dos desabrigados, são constantemente denunciada pelos moradores, que além de ser agredidos, chegam até mesmo a ser torturados. Isso sem falar da ação da polícia e da Guarda Municipal Metropolitana, que mesmo não podendo tratar diretamente do caso dos moradores de rua, realizam abordagem tão violenta quanto a dos funcionários e agentes.

A repressão contra os moradores de rua não só é sabido pelas autoridades, como a mesma ocorre com o total aval dos governos burgueses. Para se ter idéia do acordo criminoso, mesmo sabendo das inúmeras denúncias de agressão e maus tratos cometidos por policiais e pela guarda, Kassab aprovou a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, na qual autoriza a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados. “Pelo texto, cabe à GCM contribuir para evitar a presença de pessoas em situação de risco nas vias e áreas públicas da cidade e locais impróprios para a permanência saudável das pessoas. (...) isso deve ser feito por meio da abordagem e encaminhamento das pessoas, observando orientações da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads)" (Estadão, 14/4/2010).

Na prática a medida serve como uma autorização para que a guarda atue de forma ainda mais truculenta. De acordo com a denúncia feita por entidades ligadas aos moradores de rua, na última sexta-feira (9), guardas civis metropolitanos e policiais militares lançaram bombas de efeito moral contra um grupo de sem-teto que vivem em baixo do Viaduto do Glicério, no centro da cidade. Essa é a “abordagem” da prefeitura. Segundo a denúncia: “as bombas, que soltam fumaça e fazem barulho ensurdecedor, vinham sendo jogadas rotineiramente desde o início da construção da base da PM no local” (Idem). Num cinismo que é típico da burguesia e de seus órgãos, a corporação negou que tivesse atirado bombas contra os desabrigados, mesmo esses estando de posse de uma das bombas, a que acabou não estourando. Mesmo sendo absurdo, o caso é apenas mais uma dentre as milhares de denúncias de repressão, maus tratos e tortura cometidas por policiais contra os sem-tetos.

A tendência, no entanto, é que esses casos aumentem ainda mais. A medida certamente fará com que os guardas e a polícia reprimam ainda mais, e de forma mais intensa, os sem-teto.