Imagem: Carlos Lattuf Trecho do vídeo que mostra truculência da PM numa manifestação de estudantes em SP |
Por Carlos Lattuf - 13.01.2011 |
19 de jan. de 2011
O preço que se paga na capital Paulista, $3,00 por ônibus quebrado, lotado e redução da frota.
8 de jun. de 2010
KASSAB ESTERELIZA AS RUAS. OS GERMES SÃO HUMANOS
Kassab intensifica repressão contra moradores de ruaKassab intensifica repressão contra moradores de rua
O prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), aprovou no início do mês a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, autorizando a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados, o que na prática significa aumentar a repressão contra os sem-teto
16 de abril de 2010
Os moradores de rua sempre foram alvos da política de repressão imposta pelos governos burgueses. Em São Paulo, por exemplo, o prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), impôs uma série de medidas para reprimir e perseguir os moradores de ruas. Para se ter idéia do absurdo, Kassab chegou inclusive a editar uma lei na qual proibia os moradores de rua de dormir nos bancos públicos espalhados pela cidade.
As denúncias de maus tratos contra os sem-teto são constantes. A truculência nas operações realizadas pelos funcionários municipais e agentes de proteção social, pessoas que teoricamente eram os responsáveis por tratar dos desabrigados, são constantemente denunciada pelos moradores, que além de ser agredidos, chegam até mesmo a ser torturados. Isso sem falar da ação da polícia e da Guarda Municipal Metropolitana, que mesmo não podendo tratar diretamente do caso dos moradores de rua, realizam abordagem tão violenta quanto a dos funcionários e agentes.
A repressão contra os moradores de rua não só é sabido pelas autoridades, como a mesma ocorre com o total aval dos governos burgueses. Para se ter idéia do acordo criminoso, mesmo sabendo das inúmeras denúncias de agressão e maus tratos cometidos por policiais e pela guarda, Kassab aprovou a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, na qual autoriza a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados. “Pelo texto, cabe à GCM contribuir para evitar a presença de pessoas em situação de risco nas vias e áreas públicas da cidade e locais impróprios para a permanência saudável das pessoas. (...) isso deve ser feito por meio da abordagem e encaminhamento das pessoas, observando orientações da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads)" (Estadão, 14/4/2010).
Na prática a medida serve como uma autorização para que a guarda atue de forma ainda mais truculenta. De acordo com a denúncia feita por entidades ligadas aos moradores de rua, na última sexta-feira (9), guardas civis metropolitanos e policiais militares lançaram bombas de efeito moral contra um grupo de sem-teto que vivem em baixo do Viaduto do Glicério, no centro da cidade. Essa é a “abordagem” da prefeitura. Segundo a denúncia: “as bombas, que soltam fumaça e fazem barulho ensurdecedor, vinham sendo jogadas rotineiramente desde o início da construção da base da PM no local” (Idem). Num cinismo que é típico da burguesia e de seus órgãos, a corporação negou que tivesse atirado bombas contra os desabrigados, mesmo esses estando de posse de uma das bombas, a que acabou não estourando. Mesmo sendo absurdo, o caso é apenas mais uma dentre as milhares de denúncias de repressão, maus tratos e tortura cometidas por policiais contra os sem-tetos.
A tendência, no entanto, é que esses casos aumentem ainda mais. A medida certamente fará com que os guardas e a polícia reprimam ainda mais, e de forma mais intensa, os sem-teto.
12 de fev. de 2010
Serra não fala sobre a falta de água para 800 mil paulistanos; mas sobre a Madonna ele fala
11 de fev. de 2010
Inundações em São Paulo: Descaso, incompetência e negligência dos Governos Serra/Kassab
Diante da agonia dos moradores da Várzea do Rio Tietê, na Zona Leste, devido às constantes inundações de suas casas por causa das cheias do rio, a tática da dobradinha Serra/Kassab tem sido proteger a administração tucana, cujo mandatário disputará a eleição presidencial. Nesse jogo, o prefeito assume os desgastes e fica responsável pelo serviço sujo de remover as famílias do local. Mas a verdade vai aos poucos sendo revelada, mostrando de quem realmente é a culpa, como se verá logo abaixo.
Desde o dia 8 de dezembro, quando durante a madruga uma forte chuva alagou vários bairros de São Paulo e novamente inundou as margens do Rio Tietê, o deputado estadual Simão Pedro tem atuando incessantemente junto com lideranças locais e outros parlamentares para apurar as responsabilidades das autoridades e buscar respostas sobre a permanência da inundação na Vila Itaim e Jardim Romano. Simão Pedro tem participado de atos públicos e protestos junto com a população e suas lideranças e pretende apresentar ao Governo Estadual uma série de propostas para corrigir os problemas.
Além disso, a Bancada do PT denunciou que, na proposta de Orçamento para 2010, o Governo Serra propunha cortes maiores nas ações de combate às enchentes: apenas R$ 200 milhões, 20% a menos no comparativo com 2009. No DAEE, órgão responsável pela manutenção da Calha do Rio Tietê, o Governo Serra propôs cortes de R$ 20,3 milhões.
A verdade veio à tona com a reportagem da jornalista Conceição Leme, publicada no dia 27 de dezembro no site do Azenha (http://www.viomundo.com.br/denuncias), que trouxe a denúncia de que o governo estadual não realizou os trabalhos de drenagem e desassoreamento da Calha do Rio Tietê, em 2006, 2007 e 2008. Somente em 2009 o trabalho foi retomado. Isso significa que o trabalho de aprofundamento e alargamento do rio, iniciado em 2002 e concluído em 2005 na gestão do governador Alckmin, que consumiu R$ 1,7 bilhão dos cofres públicos, foi completamente perdido e explica porque o Tietê está transbordando facilmente.
Na reportagem publicada no site do Azenha, a jornalista informa que o governo estadual, através do DAEE, realizou licitação, em 2008, para serviço de retirada de 380 mil metros cúbicos de lixo e terra por ano, o que passou a ser realizado a partir de 2009. Uma das conclusões a que chega a reportagem é que “o nível do Tietê voltou ao que era antes das obras da calha: R$ 1,7 bilhão praticamente jogado no lixo”.
Segundo os registros da barragem, no dia 8 a água ficou acima do nível das comportas por um período entre 5 e 6 horas. O engenheiro Sérgio explicou que a queda do Rio Tietê é de apenas 4% e por isso a vazão demora 72 horas desde a barragem de Mogi das Cruzes até o centro da cidade – isso sem chuva. Assim, uma hora de comportas fechadas, pode fazer um estrago muito grande nos bairros como o do Jardim Pantanal.
No dia 8 de dezembro, as Marginais do Rio Tietê ficaram completamente alagadas. Especulou-se que as obras da “Nova Marginal”, construção de novas pistas nas marginais, por retirar mais de 600 árvores e impermeabilizar mais ainda a várzea do Tietê tivessem contribuído para o alagamento que ocorreu em setembro e no dia 8 de dezembro. Como se vê, contribuiu sim.
Já o secretário de Política Urbana de Suzano, cidade situada na Grande São Paulo, às margens do Rio Tietê, Miguel Reis Afonso, disse que nenhum município tem capacidade jurídica para aprovação de projetos em áreas de proteção ambiental. “Ao atribuir às prefeituras a liberação de obras que impermeabilizam a várzea do Tietê, o governador foge de suas responsabilidades, como faz ao dizer que a ampliação da Marginal Tietê terá impacto zero nas enchentes”, analisa.
Maricato e Afonso colocaram o dedo na ferida: em termos de planejamento de políticas públicas na Região Metropolitana, que é uma atribuição do Estado determinada pela Constituição, a gestão tucana que está há 15 anos no poder, é um fracasso. Os problemas de transporte, abastecimento e saneamento, segurança pública, habitação deixam a desejar. O que existe, em termos de consórcios municipais, são iniciativas dos próprios prefeitos.
Em relação a construção do parque e da avenida na região da várzea, o deputado Simão Pedro e a maioria das lideranças populares da região já se manifestaram favoráveis, desde que um plano habitacional concreto e completo seja apresentado e aprovado pela população antes do início das obras e que as famílias remanejadas possam residir nas imediações e usufruir das benfeitorias que serão feitas.
28 de jan. de 2010
29 de dez. de 2009
São Paulo (cidade e estado) enfrenta sérios problemas com os governos Serra, Alckmin e Kassab - Contribuinte foi enganado...
Paulo Henrique Amorim - 28.12.0928.12.09
Mas será que realmente pelo menos os 380 mil ou 400 mil metros cúbicos de resíduos foram removidos em 2006, 2007 e 2008 ?
27 de ago. de 2009
Governo de São Paulo, Serra (habitação, dignidade etc ) despeja e oferece vagas em albergues para despejados
Sensibilidade social: para governo Serra, albergue é solução de política habitacional.
Por Aline Scarso - 27.08.09 - Revista Fórum
Cerca de 570 famílias despejadas continuam acampadas em frente ao terreno onde era organizado o acampamento Olga Benário, destruído pela Polícia Militar (PM) nesta segunda-feira (24), no Parque do Engenho, zona sul da cidade de São Paulo.
A alternativa habitacional foi anunciada pelo assessor da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Antonio Lajarin. O representante do governo também ofereceu cestas básicas e colchonetes - doados pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. O coordenador da Frente de Luta por Moradia, Osmar Borges, criticou a ação. “Não dá para o Estado tratar essa situação como se fosse população em situação de rua. Albergue não dá para ser tratado como política habitacional. Nós não aceitamos porque já havia, inclusive, um acordo com a CDHU e a prefeitura de tentar uma verba de emergência para atender as famílias até que tivesse uma saída.”
Em solidariedade, a Organização Não-Governamental, Anistia Internacional, pediu em comunicado, nesta quinta-feira (27), para que a população proteste em favor das famílias. A ONG chamou atenção para a violência utilizada pela PM no despejo. Durante a reintegração, todas as casas e barracos foram destruídos e a maioria dos pertences das famílias foram perdidos.
Denúncia - Mais uma omissão da mídia golpista, não revelam o assassino do sem terra !!
Caros,
O assassinato foi com tiro pelas costas, como mostra a foto.
Mas o Jornal Nacional nada disse sobre isso.
Ao contrário, os engomadinhos William Boner e Fátima Bernardes, que fazem
caras e bocas para tudo, interpretando "notícias" (leia-se distorções e manipulações), aparentaram seriedade e reprovação ao dizer que "os sem-terra atacaram policiais com foices e enxadas" Como são "violentos" os sem-terra segundo o casalzinho global.
Ser assassinado pelas costas, para eles, deve ser um ato de ternura.
Veja a foto publicada na revista Carta Maior sobre mais este crime inominável contra o povo e contra os que lutam pela reforma agrária.
Foto do companheiro Elton, a marca da bala nas costas
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21.08.09 - Carta Maior
Sem terra é executado com tiro nas costas pela polícia gaúcha
O agricultor sem terra Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, foi morto na manhã desta sexta-feira, com um tiro de espingarda calibre 12 nas costas, disparado por um homem da Brigada Militar, durante ação de despejo na fazenda Southal que deixou dezenas de feridos. Primeira explicação da Brigada disse que Elton tinha sofrido um "mal subito". No final da tarde, MST divulgou fotos do corpo do sem terra, comprovando que ele foi atingido pelas costas. Em nota oficial, movimento responsabilizou o governo Yeda Crusius, o Ministério Público gaúcho e o Judiciário pelo assassinato.
Clarissa Pont
PORTO ALEGRE - O sem terra Elton Brum da Silva foi morto na manhã desta sexta-feira (21) em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, com um tiro pelas costas, desferido por uma espingarda calibre 12 durante desocupação, pela Brigada Militar (a Polícia Militar gaúcha), da Fazenda Southall. O assassinato ocorreu por volta das 8 horas da manhã. Elton deu entrada no hospital quase duas horas depois. O MST, em nota oficial, lamentou com pesar o ocorrido e responsabilizou o governo Yeda Crusius (PSDB), o Ministério Público do RS e a Justiça. Não é a primeira vez que a Brigada Militar usa de truculência durante reintegrações de posse, aliás, a violência contra os movimentos sociais instaurada desde o início do Governo Yeda denota opção
clara por tratar as questões sociais, como a Reforma Agrária, como caso de polícia.
“Eu não tava próximo tão próximo no momento dos tiros porque a gente se dividiu em dois grupos. Quando Elton foi atingido, ele estava na frente da trincheira e a cavalaria da Brigada entrou por trás, eram cerca de 80 deles, com espadas. A ação foi muito violenta, tem companheiro nosso com a perna cortada por espada. Quando eu ouvi os disparos, a gente tentou ver o que tinha acontecido, mas foi formado um cordão ao redor pelo batalhão. Nós não
podíamos nem abrir os olhos, todos no chão, e eles continuavam batendo. Isso durou uns vinte minutos. Bombas de gás foram jogadas nas crianças, que estavam em grupo que tentávamos proteger. Depois que tudo acalmou, deixaram que nós entrássemos de 10 em 10 pessoas para recolher colchões e coisas do gênero. Foi aí que vimos que, onde aconteceram os tiros, havia uma lona preta, com muito sangue embaixo”.
O relato é de Rodrigo Escobar, militante do MST, que esteve na ação em São Gabriel. Na conversa por telefone com Carta Maior, Escobar contou que muitas crianças foram levadas ao hospital e que os números de feridos divulgados pela imprensa durante o dia não são nem uma pequena amostra do que aconteceu na Fazenda Southall. Além disso, relatou que o comando da ação movida pela Brigada era confuso, e que nem os próprios oficiais presentes se entendiam.
“Enquanto uns mandavam ir pra cima, outros diziam para recuar”, disse. Quase duas horas depois, Brum chegou sem vida ao Hospital Santa Casa de Caridade, por volta das 9h40min da manhã. Uma mulher e uma criança também ficaram feridas no confronto, provavelmente com estilhaços do disparo que atingiu o militante.
Nas primeiras horas da manhã, as informações repassadas à imprensa pela Brigada Militar atribuíam a morte de Brum a um mal súbito. O assassinato só foi confirmado na metade da manhã. O ex-ouvidor agrário do Governo Yeda e também ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, disse que o sem-terra Brum foi morto pela Brigada Militar. Paiani relatou que foi procurado, na condição de ex-ouvidor da segurança pública, por um oficial da BM que
assistiu à desocupação da fazenda. Esse oficial teria relatado que o manifestante foi morto durante discussão com um oficial da BM que atua na região da Fronteira. Brum teria dito alguns palavrões para o oficial, que revidou com um tiro de espingarda. O próprio oficial e alguns soldados teriam providenciado a remoção de Brum, ainda vivo, para o hospital de São
Gabriel, numa viatura da BM. Ele não portava arma de fogo.
"Extremamente profissional" Lisiane Vilagrande, promotora de São Gabriel, acompanhou a ação da Brigada durante a desocupação desde as 5h da manhã desta sexta-feira. Segundo ela, a
ação “foi extremamente profissional. Em momento nenhum eu senti alguma tensão ou nervosismo por parte dos policias militares que executavam a ação. Foi tudo muito rápido”. No entanto, a promotora não soube precisar a que distância acompanhou a ação. “Fiquei a uma distância razoável, em um ponto mais alto. Nós tínhamos uma visão, mas relativamente limitada. E, além
disso, acho que para minha própria segurança, o coronel me manteve a uma distância adequada. Eu estava mais próxima do que a imprensa, mas eu estava bem distante do acampamento em si”. A promotora apenas admitiu ter escutado tiros, e também testemunhou o uso de bombas de efeito moral, de som e de gás lacrimogêneo.
O ouvidor agrário do Ministério Desenvolvimento Agrário (MDA), Gercino Silva, saiu de Brasília no início da tarde rumo ao Rio Grande do Sul. Gercino esteve diversas vezes no Rio Grande do Sul, inclusive na época em que era discutida a desapropriação da Fazenda Southall. A avaliação dele
ainda é aguardada. Para o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH), da Assembléia Legislativa do RS, deputado Dionilso Marcon (PT) “é de conhecimento público a truculência usada pela Brigada Militar nas ações de despejo. Mesmo assim, os poderes públicos optam por tratar as questões sociais, como a reforma agrária, como caso de polícia. Dias atrás a
Brigada Militar já usou métodos de tortura física para inibir manifestações dos trabalhadores rurais no município de São Gabriel”.
No final da tarde, o MST divulgou duas fotos do corpo de Elton Brum com perfurações nas costas, comprovando que foi baleado por trás, com uma espingarda calibre 12.
Cachorros da polícia ajudam a aterrorizar trabalhadores.
Foto: Fernando Ramos
Injustiça contra o ser humano na cidade de São Paulo. Vamos lembrar disso na eleição (2010) senhores Democratas e PSDB
Morador vê sua casa ser derrubada pela televisão
Léo Arcoverde - Agora - 25/08/2009
O auxiliar de cozinha Manoel Canuto, 35 anos, estava no Itaim Bibi (zona oeste de SP), onde trabalha, quando soube, por volta das 8h30, da reintegração de posse, com incêndio, confronto e casas derrubadas, pela televisão. "Saí às 5h de casa. Tinha ouvido falar do despejo, mas não sabia que os policiais viriam hoje. E como minha mulher também estava no trabalho, ninguém me avisou nada. Agora, eles poderiam ter esperado eu tirar minhas coisinhas do barraco. Perdi geladeira, fogão, televisão, sapato... Fiquei só com a roupa do corpo", reclama.
Potiguar e pai de dois filhos --um de 10 anos e outro de 9--, Canuto conta que vai para a casa de um irmã, que mora no Parque do Engenho, bem próximo à favela Olga Benário. "Não gosto de ficar incomodando na casa alheia, mas não tenho o que fazer. Cheguei aqui faz dois anos, porque não tinha como pagar o aluguel de uma casa lá em Taboão da Serra [Grande SP]."
Baiano de Vitória da Conquista, o sorveteiro Jailson Martins Macedo, 32 anos, que morava sozinho na favela Olga Benário, diz que, apesar de contar com a opção de voltar para a casa dos pais, no Morro do Piolho, também no Capão Redondo, não sabe o que vai fazer. "Quem sabe, vou dormir na casa de um amigo. Para a casa dos 'velhos' é que não dá. Sou independente, não quero ninguém pegando no meu pé."
--------------------------------------------------------------Moradores dormem na rua em área desocupada
Flávia Martins y Miguel - Agora 26.08.09
Um dia após a desocupação feita pela PM na favela Olga Benário, no Capão Redondo (zona sul de SP), dezenas de pessoas permaneciam acampadas na área da viação Campo Limpo, dormindo com colchões no chão e dividindo cerca de 15 barracos improvisados de papelão. Segundo a prefeitura, 80 pessoas continuavam acampadas no local. Os moradores falavam em centenas. Na ação de reintegração de posse, foram derrubados 800 barracos. As pessoas que ficaram no local recusaram vagas nos Centros de Acolhida da prefeitura.
Segundo a Secretaria Municipal da Habitação, foram oferecidas passagens à cidade de origem e 800 cestas básicas e os acampados só aceitaram os mantimentos. Em uma reunião com a presença do assessor da CDHU, Antônio Lajadin, e lideranças da comunidade, a proposta foi refeita e recusada. Dormindo debaixo de papelão, a doméstica Rosineide Bispo, 28, grávida de sete meses, perdeu a maioria dos móveis. "O que eu quero é saber para onde eu vou", afirmou.
Vejam as fotos do povo que perdeu suas casas no Capão Redondo
Por Ferrez - Capão Redondo - 24 e 25 de agosto de 2009
No dia 25 foi assim, ainda tinha gente pensando pra onde iria...
dia 24 - isso aqui é uma guerra
A propaganda, do governo de São Paulo, contradiz o sofrimento do povo do Capão Redondo
Por Centro de Mídia Independente - 25/08/2009
Em resposta ao anúncio de 1 página publicado pelo governo do estado de SP
Segue a imagem do anúncio e a resposta!
Anúncio publicado pelo governo do Estado de São Paulo
