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8 de jun. de 2010

KASSAB ESTERELIZA AS RUAS. OS GERMES SÃO HUMANOS

Kassab intensifica repressão contra moradores de rua

Kassab intensifica repressão contra moradores de rua

O prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), aprovou no início do mês a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, autorizando a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados, o que na prática significa aumentar a repressão contra os sem-teto


16 de abril de 2010

Os moradores de rua sempre foram alvos da política de repressão imposta pelos governos burgueses. Em São Paulo, por exemplo, o prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), impôs uma série de medidas para reprimir e perseguir os moradores de ruas. Para se ter idéia do absurdo, Kassab chegou inclusive a editar uma lei na qual proibia os moradores de rua de dormir nos bancos públicos espalhados pela cidade.

As denúncias de maus tratos contra os sem-teto são constantes. A truculência nas operações realizadas pelos funcionários municipais e agentes de proteção social, pessoas que teoricamente eram os responsáveis por tratar dos desabrigados, são constantemente denunciada pelos moradores, que além de ser agredidos, chegam até mesmo a ser torturados. Isso sem falar da ação da polícia e da Guarda Municipal Metropolitana, que mesmo não podendo tratar diretamente do caso dos moradores de rua, realizam abordagem tão violenta quanto a dos funcionários e agentes.

A repressão contra os moradores de rua não só é sabido pelas autoridades, como a mesma ocorre com o total aval dos governos burgueses. Para se ter idéia do acordo criminoso, mesmo sabendo das inúmeras denúncias de agressão e maus tratos cometidos por policiais e pela guarda, Kassab aprovou a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, na qual autoriza a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados. “Pelo texto, cabe à GCM contribuir para evitar a presença de pessoas em situação de risco nas vias e áreas públicas da cidade e locais impróprios para a permanência saudável das pessoas. (...) isso deve ser feito por meio da abordagem e encaminhamento das pessoas, observando orientações da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads)" (Estadão, 14/4/2010).

Na prática a medida serve como uma autorização para que a guarda atue de forma ainda mais truculenta. De acordo com a denúncia feita por entidades ligadas aos moradores de rua, na última sexta-feira (9), guardas civis metropolitanos e policiais militares lançaram bombas de efeito moral contra um grupo de sem-teto que vivem em baixo do Viaduto do Glicério, no centro da cidade. Essa é a “abordagem” da prefeitura. Segundo a denúncia: “as bombas, que soltam fumaça e fazem barulho ensurdecedor, vinham sendo jogadas rotineiramente desde o início da construção da base da PM no local” (Idem). Num cinismo que é típico da burguesia e de seus órgãos, a corporação negou que tivesse atirado bombas contra os desabrigados, mesmo esses estando de posse de uma das bombas, a que acabou não estourando. Mesmo sendo absurdo, o caso é apenas mais uma dentre as milhares de denúncias de repressão, maus tratos e tortura cometidas por policiais contra os sem-tetos.

A tendência, no entanto, é que esses casos aumentem ainda mais. A medida certamente fará com que os guardas e a polícia reprimam ainda mais, e de forma mais intensa, os sem-teto.

12 de fev. de 2010

Serra não fala sobre a falta de água para 800 mil paulistanos; mas sobre a Madonna ele fala

Por Luiz Carlos Azenha - Vi o mundo - 10.02.2010

Quando indagado sobre a persistente falta de água para quase 800 mil paulistanos, o governador paulista José Serra faz que não é com ele. Empurra para a Sabesp, como se a empresa não tivesse nada a ver com seu governo, nem com o estado que ele diz governar. E ataca a emissora da repórter que fez a pergunta.

Mas, e quando é para falar sobre o encontro com a Madonna?

Aí, sim:

"A Madonna pediu para me visitar e eu aceitei bastante satisfeito. Tenho grande curiosidade em conhecê-la pessoalmente. É uma grande artista....é uma mulher de fibra que faz um trabalho social em relação à infância muito importante. Eu estou tão curioso para conhecê-la pessoalmente quanto você que está me vendo (ele aponta para a tela e sorri)....só a conheço por filmes....já assisti vários clipes..nunca vi pessoalmente...eu acho que vai ser bom. Eu morei nos Estados Unidos alguns anos quando estava exilado, morei quatro anos lá...ela é descendente de italianos e eu também...de maneira que vai ser interessante".

Já sobre a falta de água para 800 mil paulistanos, ele falou:

"A Sabesp está fazendo o possível para arrumar isso. Espero que a TV Brasil tenha o mesmo interesse com cada estado, cada município".

Oitocentos mil paulistanos? Bobagem se preocupar com esses caras.

11 de fev. de 2010

Inundações em São Paulo: Descaso, incompetência e negligência dos Governos Serra/Kassab

 SÃO PAULO ABANDONADA

Diante da agonia dos moradores da Várzea do Rio Tietê, na Zona Leste, devido às constantes inundações de suas casas por causa das cheias do rio, a tática da dobradinha Serra/Kassab tem sido proteger a administração tucana, cujo mandatário disputará a eleição presidencial. Nesse jogo, o prefeito assume os desgastes e fica responsável pelo serviço sujo de remover as famílias do local. Mas a verdade vai aos poucos sendo revelada, mostrando de quem realmente é a culpa, como se verá logo abaixo.
 
Desde o dia 8 de dezembro, quando durante a madruga uma forte chuva alagou vários bairros de São Paulo e novamente inundou as margens do Rio Tietê, o deputado estadual Simão Pedro tem atuando incessantemente junto com lideranças locais e outros parlamentares para apurar as responsabilidades das autoridades e buscar respostas sobre a permanência da inundação na Vila Itaim e Jardim Romano. Simão Pedro tem participado de atos públicos e protestos junto com a população e suas lideranças e pretende apresentar ao Governo Estadual uma série de propostas para corrigir os problemas.

Recursos Orçamentários não foram utilizados

Já em outubro de 2009, a Bancada do PT na Assembleia Legislativa, em entrevista coletiva sobre o balanço da execução orçamentária de 2009, denunciou o congelamento pelo Governo Serra dos recursos previstos para ações e obras na Bacia do Alto Tietê. Dos R$ 188 milhões que seriam destinados para trabalhos como o desassoreamento do rio, o governo havia gasto apenas R$ 74 milhões.
 
Além disso, a Bancada do PT denunciou que, na proposta de Orçamento para 2010, o Governo Serra propunha cortes maiores nas ações de combate às enchentes: apenas R$ 200 milhões, 20% a menos no comparativo com 2009. No DAEE, órgão responsável pela manutenção da Calha do Rio Tietê, o Governo Serra propôs cortes de R$ 20,3 milhões. 

Calha do Rio Tietê: desassoreamento não foi feito em 2006, 2007 e 2008

No dia seguinte à inundação das marginais do Rio Tietê, uma série de explicações foram dadas à imprensa pelo prefeito Kassab e pelo governador Serra. Entre as justificativas estava a de que bombas quebraram e não puderam devolver a água para o rio. A notícia foi desmentida em 17 de dezembro após uma vistoria que revelou que as 26 bombas do sistema não apresentaram problema algum. O Portal UOL publicou reportagem sobre o desdobramento.
 
A verdade veio à tona com a reportagem da jornalista Conceição Leme, publicada no dia 27 de dezembro no site do Azenha (http://www.viomundo.com.br/denuncias), que trouxe a denúncia de que o governo estadual não realizou os trabalhos de drenagem e desassoreamento da Calha do Rio Tietê, em 2006, 2007 e 2008. Somente em 2009 o trabalho foi retomado. Isso significa que o trabalho de aprofundamento e alargamento do rio, iniciado em 2002 e concluído em 2005 na gestão do governador Alckmin, que consumiu R$ 1,7 bilhão dos cofres públicos, foi completamente perdido e explica porque o Tietê está transbordando facilmente.

Na entrega da obra, em março de 2006, o governo Alckmin informou que da Barragem da Penha (Zona Leste) até o Cebolão (Zona Oeste), trecho principal do Rio Tietê e que mais alaga, o rebaixamento foi de 2,5 metros, gerando a retirada de 9 milhões de metros cúbicos de lixo e terra. Segundo a publicidade oficial da época, a probabilidade de inundação caíra de 50% para 1%. 

Segundo especialistas, o Rio Tietê recebe aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de resíduos por ano. Na inauguração da obra, o governo anunciou que uma PPP (Parceria Público-Privada) seria constituída para fazer a manutenção da calha do Rio, ou seja, para remover esse volume de detritos anualmente. Ocorre que a PPP não ocorreu e o serviço deixou de ser executado durante 3 anos. Ou seja, cerca de 3,6 milhão de metros cúbicos de terra e lixo deixaram de ser retirados do rio naquele trecho.
 
Na reportagem publicada no site do Azenha, a jornalista informa que o governo estadual, através do DAEE, realizou licitação, em 2008, para serviço de retirada de 380 mil metros cúbicos de lixo e terra por ano, o que passou a ser realizado a partir de 2009. Uma das conclusões a que chega a reportagem é que “o nível do Tietê voltou ao que era antes das obras da calha: R$ 1,7 bilhão praticamente jogado no lixo”.

Desassoreamento nunca foi feito entre a Penha e o Itaim Paulista

Outro dado que explica os alagamentos constantes na região do Jardim Pantanal foi revelado em reportagem da jornalista Juliana Uchinaka, publicada no Portal UOL em 17 de dezembro. O texto mostra que o trabalho de desassoreamento da parte de cima do Tietê não é feito desde o governo Quércia (1987/91). Esta informação foi dada à jornalista pelo funcionário do DAEE, engenheiro João Sérgio, responsável pela Barragem da Penha. “Não precisa ser especialista para ver que o rio está assoreado”, declarou o engenheiro.

Esse problema é visível para qualquer pessoa que passa pela Rodovia dos Trabalhadores, na altura do Parque Ecológico do Tietê. Na parte de cima da Barragem da Penha, a área que poderia servir como um piscinão está toda assoreada, assim como vários trechos do rio até a região do Jardim Romano, onde a população sofre com a inundação que se tornou permanente. O desassoreamento desta parte do Tietê daria mais velocidade ao escoamento da água e aumentaria a área de reserva de água perto da Barragem, o que impediria o transbordamento para os bairros adjacentes.

Comportas da barragem foram fechadas para protegem obras da Marginal

A jornalista que construiu a reportagem citada acima acompanhou uma Comissão Especial de Deputados da Assembleia Legislativa em visita à Barragem da Penha em 16 de dezembro. A Comissão era formada pelos deputados Simão Pedro, Adriano Diogo (ambos do PT) e Raul Marcelo (PSOL). Os deputados confirmaram aquilo que a população dos bairros alagados já desconfiava: as seis comportas da barragem da Penha foram fechadas às 2h55 de 8 de dezembro, dia em que a cidade enfrentou fortes temporais que alagaram vários pontos, como há muito tempo não se via. 

Elas só foram reabertas completamente no dia 10, às 17h20. Os dados, fornecidos aos deputados e jornalistas pelo engenheiro João Sérgio, do DAEE, indicam claramente que o Governo Serra optou claramente em alagar os bairros pobres da Zona Leste para evitar uma cheia maior nas Marginais do Tietê e Pinheiros. “Se eu não tivesse fechado aqui teria alagado as marginais e toda São Paulo”, justificou o engenheiro, explicando que recebe ordens da EMAE, responsável por administrar e produzir energia na Usina de Traição, no Rio Pinheiros, e pelo complexo do Cebolão.
 
Segundo os registros da barragem, no dia 8 a água ficou acima do nível das comportas por um período entre 5 e 6 horas. O engenheiro Sérgio explicou que a queda do Rio Tietê é de apenas 4% e por isso a vazão demora 72 horas desde a barragem de Mogi das Cruzes até o centro da cidade – isso sem chuva. Assim, uma hora de comportas fechadas, pode fazer um estrago muito grande nos bairros como o do Jardim Pantanal.
 
No dia 8 de dezembro, as Marginais do Rio Tietê ficaram completamente alagadas. Especulou-se que as obras da “Nova Marginal”, construção de novas pistas nas marginais, por retirar mais de 600 árvores e impermeabilizar mais ainda a várzea do Tietê tivessem contribuído para o alagamento que ocorreu em setembro e no dia 8 de dezembro. Como se vê, contribuiu sim.

Ocupação das várzeas não foi feita só pela população pobre

Outra forma de desviar a atenção da opinião pública sobre as enchentes em São Paulo que vem sendo utilizada pelos governos Serra/Kassab é a de jogar a culpa do problema na população pobre que ocupou e mora na região da várzea do Rio Tietê. Além de desviar a atenção de suas responsabilidades pelo agravamento da situação, os governantes de São Paulo querem retirar cerca de 10 mil famílias de vários bairros na Zona Leste para construir, em 2010, uma obra de compensação pelos danos causados ao meio ambiente pelas obras da Nova Marginal: o Parque Linear do Rio Tietê e a Via Parque, ambas de alto impacto eleitoral.

Todos sabem que a opção de ocupar as áreas de várzea do Tietê e do Rio Pinheiros foi tomada pelos governos, com a construção das avenidas marginais. Esta opção continuou, por exemplo, com a construção da USP e a autorização para instalação de empresas ao longo do rio. Evidentemente que, com a falta de políticas de moradia popular, uma população cada vez mais crescente também foi ocupando a região com construção de casas. É o que ocorreu entre São Miguel Paulista e Itaquaquecetuba e no entorno de Guarulhos. 

Também ocuparam a área de várzea empreendimentos habitacionais e equipamentos públicos executados de forma direta pelo Estado. O maior exemplo é aquele que passa todos os dias nas reportagens sobre as inundações no Jardim Romano: o CEU Três Pontes e o Condomínio da CEF/Cohab, construído sobre aterro a poucos metros do leito do rio.

O deputado federal Paulo Teixeira, também preocupado em buscar respostas e soluções para o problema das enchentes na várzea do Tietê, percorreu nas últimas semanas trechos do rio dentro de um barco e fez até um sobrevôo sobre o local. A investigação levantou algumas hipóteses adicionais sobre as causas: a instalação da Bauducco, com obra sem licenciamento ambiental, um aterro que contribui para assorear o rio na altura de São Miguel e o pilar de sustentação de uma ponte no complexo viário Jacu-Pêssego.

Poucas ações para remover ou mesmo impedir a ocupação foram realizadas pelas diversas gestões que passaram pela cidade e pelo Estado. É por isso que, com muita justiça, as lideranças e entidades que organizam a população da região manifestam indignação e exigem respeito quando são criminalizadas em algumas reportagens e falas de algumas autoridades.

Gestão Metropolitana não existe

Outra forma do Governo Serra “tirar o corpo fora” do problema é acusar os municípios pelos problemas da poluição e das enchentes do rio Tietê.

“O governador precisa conhecer melhor o Estado que governa e saber que o combate às enchentes é de sua competência e não dos municípios”. Esta foi a forma como a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Ermínia Maricato, reagiu à fala de José Serra, que responsabilizou os municípios da Grande São Paulo por estarem impermeabilizando as várzeas do rio Tietê. Ela, que já foi secretária executiva do Ministério das Cidades e faz parte do grupo de urbanistas que assinou manifesto contra as obras realizadas pelo Governo do Estado nas marginais do Tietê, disse que em vez de responsabilizar os municípios pelas enchentes, o governador deveria retirar a Emplasa do ostracismo. A empresa é responsável pela elaboração do planejamento urbano da Grande São Paulo programando, coordenando e executando os serviços na Região Metropolitana.
 
Já o secretário de Política Urbana de Suzano, cidade situada na Grande São Paulo, às margens do Rio Tietê, Miguel Reis Afonso, disse que nenhum município tem capacidade jurídica para aprovação de projetos em áreas de proteção ambiental. “Ao atribuir às prefeituras a liberação de obras que impermeabilizam a várzea do Tietê, o governador foge de suas responsabilidades, como faz ao dizer que a ampliação da Marginal Tietê terá impacto zero nas enchentes”, analisa.
 
Maricato e Afonso colocaram o dedo na ferida: em termos de planejamento de políticas públicas na Região Metropolitana, que é uma atribuição do Estado determinada pela Constituição, a gestão tucana que está há 15 anos no poder, é um fracasso. Os problemas de transporte, abastecimento e saneamento, segurança pública, habitação deixam a desejar. O que existe, em termos de consórcios municipais, são iniciativas dos próprios prefeitos.

Insensíveis, Kassab e Serra aproveitam para apressar remoção de famílias

Escamoteando a verdade para o povo, os governos de Serra e Kassab, alheios ao sofrimento da população mais pobre, resolveram aproveitar-se da situação para apressar a retirada das famílias com vistas a implantar a obra da “Via Parque” e do “Parque Linear”. Antes das inundações, as famílias ofereceram resistência à remoção, sem a apresentação de um plano habitacional completo para elas, o que os governos ainda não têm. 

Cerca de 10 dias depois do início das inundações, a prefeitura e a CDHU iniciaram a transferência de 80 famílias para um conjunto da companhia estatal em Itaquaquecetuba, concomitantemente à demolição de suas casas. Para outras, empurra uma ajuda-aluguel de R$ 300. Com isso, reforçam a idéia de que o problema das inundações é a ocupação da região pelas moradias, desviando a atenção dos outros temas. Aproveitam-se da debilidade da população com suas casas alagadas para dar início ao plano de remover as 4 mil famílias para implantar o parque e a avenida. Embora tardiamente, o prefeito tenta também com isso aparecer para a imprensa e para a população como alguém que está agindo diante do problema.

Atenta, uma parte importante das famílias resolveu protestar e, através de suas lideranças, organizaram celebrações e atos públicos. Em 18 de dezembro, dois atos simultâneos ocorreram na região. Um deles aconteceu na Chácara Três Meninas, quando o padre Ticão lançou o grito de ordem “uma casa por outra casa”, ou seja, só se remove uma família de uma casa, oferecendo-lhe outra casa. O outro ato ocorreu no Jardim Romano, numa das ruas que ficaram inundadas por vários dias. O Senador Suplicy e o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, ao lado de parlamentares como Paulo Teixeira, Adriano Diogo e Simão Pedro participaram. A maior mobilização ocorreu no dia 16 de janeiro, quando cerca de 300 pessoas, lideradas pelo padre Luciano, da Paróquia do Jardim Romano, percorreu várias ruas do bairro, parando em frente ao Hospital Estadual do Itaim, onde os manifestantes protestaram contra a morte, antes do Natal, do menino Isaac, de 6 anos, por suspeita de leptospirose - o laudo do hospital declarou “morte natural”.

Paralelamente, as lideranças procuraram apoio jurídico da Defensoria Pública que ajuizou uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura e o Estado, solicitando a paralização das remoções, até que sejam apresentadas informações sobre o plano de habitação para as famílias. A Defensoria também solicitou à Justiça que determine que a Sabesp forneça informações sobre as ações da empresa na região.

Soluções técnicas são possíveis com vontade política

A remoção de 4 mil famílias de dentro da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Tietê que a prefeitura e o governo do Estado querem fazer, não vai resolver por si só o problema das inundações. Como se viu acima, sem a manutenção do aprofundamento da calha do rio da Penha até o Cebolão e sem o desassoreamento da parte de cima da barragem até Itaquaquecetuba, as enchentes continuarão.

Em relação às inundações nos jardins Pantanal e Romano, o governo precisa realizar os estudos de batimetria para localizar os obstáculos que impedem a drenagem da água para o rio. No caso da Rua Capaxós, que dá acesso ao CEU Três Pontes, e que vive constantemente inundada, técnicos como Carlos Jesus de Campos, que elaborou uma “nota técnica”, constataram que a rua é uma “bacia”, ou seja, é alta nas duas pontas e baixa no meio. Assim, sugerem medidas urgentes de drenagem para esgotamento da água com construção de canais e galerias ou por meio de um sistema de bombas.
 
Em relação a construção do parque e da avenida na região da várzea, o deputado Simão Pedro e a maioria das lideranças populares da região já se manifestaram favoráveis, desde que um plano habitacional concreto e completo seja apresentado e aprovado pela população antes do início das obras e que as famílias remanejadas possam residir nas imediações e usufruir das benfeitorias que serão feitas. 

Aliás, em 2004, dialogando com as lideranças sobre os problemas locais, o deputado apresentou um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa, propondo a alteração da APA da Várzea do Rio Tietê com a criação das Zonas de Uso Controlado para regularizar as moradias que já estão dentro da APA e a remoção dos casos mais drásticos para novas moradias. As áreas ainda não ocupadas se transformariam em parques.

Do site Deputado Simão Pedro - 19.01.10

29 de dez. de 2009

São Paulo (cidade e estado) enfrenta sérios problemas com os governos Serra, Alckmin e Kassab - Contribuinte foi enganado...

Paulo Henrique Amorim - 28.12.09
Conceição Lemes:
Falta de limpeza do Tietê compromete obra bilionária que prometia acabar com enchentes
28.12.09

por Conceição Lemes
Experimente pesquisar as matérias sobre as enchentes de 8 de dezembro em São Paulo. Invariavelmente aparece este trecho do comunicado da Secretaria Estadual de Saneamento e Energia (SSE) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee):
O Daee executa periodicamente o desassoreamento e a limpeza dos rios Tietê, Cabuçu de Cima, Tamanduateí e dos piscinões do ABC e Pirajuçara e que só neste ano já foram retirados 380 mil metros cúbicos de sedimentos.
Reportagem de O Estado de S. Paulo afirma:
Anualmente, o Estado gasta cerca de R$ 27,2 milhões para retirar 400 mil m³ de sedimentos somente do Tietê, num trecho de 40 km. São quatro contratos que determinam retirada de 32 mil m³ por mês, para evitar enchentes.
A secretária de Energia e Saneamento de São Paulo, Dilma Pena, é uma das entrevistadas. Assim como na reportagem do Agora, de 11 de dezembro :
Em 2009, segundo Dilma [Pena] foram retirados 380 mil m³ de detritos. Segundo especialistas em drenagem urbana, o ideal seria retirar 1 milhão de m³ .
Na reportagem Enchentes em São Paulo refletem falta de governo, publicada pelo Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto aponta a falta do desassoreamento como uma das principais causas das inundações de 8 de setembro e 8 de dezembro na capital:
Na cidade de São Paulo, entre a barragem da Penha [Zona Leste] e o Cebolão [interligação entre as marginais Tietê e Pinheiros, Zona Oeste], o Tietê recebe aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de resíduos por ano. Se você deixar isso no fundo do rio, a capacidade dele diminui. E o que o Departamento de Águas e Energia Elétrica, o Daee do governo do Estado de São Paulo, tem feito? O Daee faz a limpeza, mas tira apenas 400 mil metros cúbicos por ano.
TEM CERTEZA DE QUE O DAEE LIMPA O TIETÊ ANUALMENTE?
O desassoreamento anual de 380 mil ou 400 mil metros cúbicos de resíduos (lixo, dejetos, erosão, material de terraplenagem) da barragem da Penha ao Cebolão tornou-se versão oficial. A informação não foi desmentida pela SSE nem pelo Daee. Os próprios especialistas acabaram acreditando nela. Entre eles, o professor Júlio Cerqueira César Neto, que foi professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP.
Mas será que realmente pelo menos os 380 mil ou 400 mil metros cúbicos de resíduos foram removidos em 2006, 2007 e 2008 ?



E o dinheiro da limpeza do Rio ? O gato comeu… (PHA)



Denúncia do Azenha: Alckmin e Serra não limpam o rio. E o rio alaga
O Conversa Afiada segue sugestão do amigo navegante Paulo e dá curso à grave denúncia do Azenha, no site Viomundo:

Denúncias

27 de ago. de 2009

Governo de São Paulo, Serra (habitação, dignidade etc ) despeja e oferece vagas em albergues para despejados

Sensibilidade social: para governo Serra, albergue é solução de política habitacional.

Por Aline Scarso - 27.08.09 - Revista Fórum

Cerca de 570 famílias despejadas continuam acampadas em frente ao terreno onde era organizado o acampamento Olga Benário, destruído pela Polícia Militar (PM) nesta segunda-feira (24), no Parque do Engenho, zona sul da cidade de São Paulo.

A alternativa habitacional foi anunciada pelo assessor da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Antonio Lajarin. O representante do governo também ofereceu cestas básicas e colchonetes - doados pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. O coordenador da Frente de Luta por Moradia, Osmar Borges, criticou a ação.

“Não dá para o Estado tratar essa situação como se fosse população em situação de rua. Albergue não dá para ser tratado como política habitacional. Nós não aceitamos porque já havia, inclusive, um acordo com a CDHU e a prefeitura de tentar uma verba de emergência para atender as famílias até que tivesse uma saída.”

Em solidariedade, a Organização Não-Governamental, Anistia Internacional, pediu em comunicado, nesta quinta-feira (27), para que a população proteste em favor das famílias. A ONG chamou atenção para a violência utilizada pela PM no despejo. Durante a reintegração, todas as casas e barracos foram destruídos e a maioria dos pertences das famílias foram perdidos.

Publicado originalmente na Radioagência Notícias do Planalto.

Denúncia - Mais uma omissão da mídia golpista, não revelam o assassino do sem terra !!

Por Antônio - 27.08.09

Caros,

O assassinato foi com tiro pelas costas, como mostra a foto.

Mas o Jornal Nacional nada disse sobre isso.

Ao contrário, os engomadinhos William Boner e Fátima Bernardes, que fazem
caras e bocas para tudo, interpretando "notícias" (leia-se distorções e manipulações), aparentaram seriedade e reprovação ao dizer que "os sem-terra atacaram policiais com foices e enxadas" Como são "violentos" os sem-terra segundo o casalzinho global.

Ser assassinado pelas costas, para eles, deve ser um ato de ternura.

Veja a foto publicada na revista Carta Maior sobre mais este crime inominável contra o povo e contra os que lutam pela reforma agrária.
Foto do companheiro Elton, a marca da bala nas costas
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21.08.09 - Carta Maior

Sem terra é executado com tiro nas costas pela polícia gaúcha


O agricultor sem terra Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, foi morto na manhã desta sexta-feira, com um tiro de espingarda calibre 12 nas costas, disparado por um homem da Brigada Militar, durante ação de despejo na fazenda Southal que deixou dezenas de feridos. Primeira explicação da Brigada disse que Elton tinha sofrido um "mal subito". No final da tarde, MST divulgou fotos do corpo do sem terra, comprovando que ele foi atingido pelas costas. Em nota oficial, movimento responsabilizou o governo Yeda Crusius, o Ministério Público gaúcho e o Judiciário pelo assassinato.

Clarissa Pont

PORTO ALEGRE - O sem terra Elton Brum da Silva foi morto na manhã desta sexta-feira (21) em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, com um tiro pelas costas, desferido por uma espingarda calibre 12 durante desocupação, pela Brigada Militar (a Polícia Militar gaúcha), da Fazenda Southall. O assassinato ocorreu por volta das 8 horas da manhã. Elton deu entrada no hospital quase duas horas depois. O MST, em nota oficial, lamentou com pesar o ocorrido e responsabilizou o governo Yeda Crusius (PSDB), o Ministério Público do RS e a Justiça. Não é a primeira vez que a Brigada Militar usa de truculência durante reintegrações de posse, aliás, a violência contra os movimentos sociais instaurada desde o início do Governo Yeda denota opção
clara por tratar as questões sociais, como a Reforma Agrária, como caso de polícia.

“Eu não tava próximo tão próximo no momento dos tiros porque a gente se dividiu em dois grupos. Quando Elton foi atingido, ele estava na frente da trincheira e a cavalaria da Brigada entrou por trás, eram cerca de 80 deles, com espadas. A ação foi muito violenta, tem companheiro nosso com a perna cortada por espada. Quando eu ouvi os disparos, a gente tentou ver o que tinha acontecido, mas foi formado um cordão ao redor pelo batalhão. Nós não
podíamos nem abrir os olhos, todos no chão, e eles continuavam batendo. Isso durou uns vinte minutos. Bombas de gás foram jogadas nas crianças, que estavam em grupo que tentávamos proteger. Depois que tudo acalmou, deixaram que nós entrássemos de 10 em 10 pessoas para recolher colchões e coisas do gênero. Foi aí que vimos que, onde aconteceram os tiros, havia uma lona preta, com muito sangue embaixo”.

O relato é de Rodrigo Escobar, militante do MST, que esteve na ação em São Gabriel. Na conversa por telefone com Carta Maior, Escobar contou que muitas crianças foram levadas ao hospital e que os números de feridos divulgados pela imprensa durante o dia não são nem uma pequena amostra do que aconteceu na Fazenda Southall. Além disso, relatou que o comando da ação movida pela Brigada era confuso, e que nem os próprios oficiais presentes se entendiam.
“Enquanto uns mandavam ir pra cima, outros diziam para recuar”, disse. Quase duas horas depois, Brum chegou sem vida ao Hospital Santa Casa de Caridade, por volta das 9h40min da manhã. Uma mulher e uma criança também ficaram feridas no confronto, provavelmente com estilhaços do disparo que atingiu o militante.

Nas primeiras horas da manhã, as informações repassadas à imprensa pela Brigada Militar atribuíam a morte de Brum a um mal súbito. O assassinato só foi confirmado na metade da manhã. O ex-ouvidor agrário do Governo Yeda e também ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, disse que o sem-terra Brum foi morto pela Brigada Militar. Paiani relatou que foi procurado, na condição de ex-ouvidor da segurança pública, por um oficial da BM que
assistiu à desocupação da fazenda. Esse oficial teria relatado que o manifestante foi morto durante discussão com um oficial da BM que atua na região da Fronteira. Brum teria dito alguns palavrões para o oficial, que revidou com um tiro de espingarda. O próprio oficial e alguns soldados teriam providenciado a remoção de Brum, ainda vivo, para o hospital de São
Gabriel, numa viatura da BM. Ele não portava arma de fogo.

"Extremamente profissional" Lisiane Vilagrande, promotora de São Gabriel, acompanhou a ação da Brigada durante a desocupação desde as 5h da manhã desta sexta-feira. Segundo ela, a
ação “foi extremamente profissional. Em momento nenhum eu senti alguma tensão ou nervosismo por parte dos policias militares que executavam a ação. Foi tudo muito rápido”. No entanto, a promotora não soube precisar a que distância acompanhou a ação. “Fiquei a uma distância razoável, em um ponto mais alto. Nós tínhamos uma visão, mas relativamente limitada. E, além
disso, acho que para minha própria segurança, o coronel me manteve a uma distância adequada. Eu estava mais próxima do que a imprensa, mas eu estava bem distante do acampamento em si”. A promotora apenas admitiu ter escutado tiros, e também testemunhou o uso de bombas de efeito moral, de som e de gás lacrimogêneo.

O ouvidor agrário do Ministério Desenvolvimento Agrário (MDA), Gercino Silva, saiu de Brasília no início da tarde rumo ao Rio Grande do Sul. Gercino esteve diversas vezes no Rio Grande do Sul, inclusive na época em que era discutida a desapropriação da Fazenda Southall. A avaliação dele
ainda é aguardada. Para o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH), da Assembléia Legislativa do RS, deputado Dionilso Marcon (PT) “é de conhecimento público a truculência usada pela Brigada Militar nas ações de despejo. Mesmo assim, os poderes públicos optam por tratar as questões sociais, como a reforma agrária, como caso de polícia. Dias atrás a
Brigada Militar já usou métodos de tortura física para inibir manifestações dos trabalhadores rurais no município de São Gabriel”.

No final da tarde, o MST divulgou duas fotos do corpo de Elton Brum com perfurações nas costas, comprovando que foi baleado por trás, com uma espingarda calibre 12.

Cachorros da polícia ajudam a aterrorizar trabalhadores.
Foto: Fernando Ramos

Injustiça contra o ser humano na cidade de São Paulo. Vamos lembrar disso na eleição (2010) senhores Democratas e PSDB

Morador vê sua casa ser derrubada pela televisão

Léo Arcoverde - Agora - 25/08/2009

O auxiliar de cozinha Manoel Canuto, 35 anos, estava no Itaim Bibi (zona oeste de SP), onde trabalha, quando soube, por volta das 8h30, da reintegração de posse, com incêndio, confronto e casas derrubadas, pela televisão. "Saí às 5h de casa. Tinha ouvido falar do despejo, mas não sabia que os policiais viriam hoje. E como minha mulher também estava no trabalho, ninguém me avisou nada. Agora, eles poderiam ter esperado eu tirar minhas coisinhas do barraco. Perdi geladeira, fogão, televisão, sapato... Fiquei só com a roupa do corpo", reclama.

Potiguar e pai de dois filhos --um de 10 anos e outro de 9--, Canuto conta que vai para a casa de um irmã, que mora no Parque do Engenho, bem próximo à favela Olga Benário. "Não gosto de ficar incomodando na casa alheia, mas não tenho o que fazer. Cheguei aqui faz dois anos, porque não tinha como pagar o aluguel de uma casa lá em Taboão da Serra [Grande SP]."

Baiano de Vitória da Conquista, o sorveteiro Jailson Martins Macedo, 32 anos, que morava sozinho na favela Olga Benário, diz que, apesar de contar com a opção de voltar para a casa dos pais, no Morro do Piolho, também no Capão Redondo, não sabe o que vai fazer. "Quem sabe, vou dormir na casa de um amigo. Para a casa dos 'velhos' é que não dá. Sou independente, não quero ninguém pegando no meu pé."

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Moradores dormem na rua em área desocupada

Flávia Martins y Miguel - Agora 26.08.09

Um dia após a desocupação feita pela PM na favela Olga Benário, no Capão Redondo (zona sul de SP), dezenas de pessoas permaneciam acampadas na área da viação Campo Limpo, dormindo com colchões no chão e dividindo cerca de 15 barracos improvisados de papelão. Segundo a prefeitura, 80 pessoas continuavam acampadas no local. Os moradores falavam em centenas. Na ação de reintegração de posse, foram derrubados 800 barracos. As pessoas que ficaram no local recusaram vagas nos Centros de Acolhida da prefeitura.

Segundo a Secretaria Municipal da Habitação, foram oferecidas passagens à cidade de origem e 800 cestas básicas e os acampados só aceitaram os mantimentos. Em uma reunião com a presença do assessor da CDHU, Antônio Lajadin, e lideranças da comunidade, a proposta foi refeita e recusada. Dormindo debaixo de papelão, a doméstica Rosineide Bispo, 28, grávida de sete meses, perdeu a maioria dos móveis. "O que eu quero é saber para onde eu vou", afirmou.

Vejam as fotos do povo que perdeu suas casas no Capão Redondo

Por Ferrez - Capão Redondo - 24 e 25 de agosto de 2009

Hoje o helicóptero voltou de madrugada, dezenas de famílias ficaram com suas coisas durante a noite, beirando o córrego amontoram as coisas e ficaram no sereno, uma mulher me perguntou se depois a mídia ou os polícia ia levar eles pra algum lugar, eu engoli seco e não consegui responder, ela entendeu, pois o silêncio também é uma resposta.
Não tiveram pra onde ir, ninguém veio buscar. entre uma conversa e outra, um vacilão falando que tinha muito oportinista na favela, muito cara que pegou casa sem precisar, pois já tinha seu barraco, logo foi calado pela multidão que beirava o córrego, com gritos um tiozinho chegou e falou que ninguém tava brincando de ter lucro ali não, que ninguém tava fingindo que precisava morar, que ele havia perdido tudo pro trator.
Num era difícil constatar isso, quem mora em torno da desapropriação tá ligado, centenas de pessoas procurando casa pra alugar, gente com imensas trouxas nas ruas, fogões, geladeiras, restos de móveis.
Eu num guentei mais, num vou mentir, fiquei malzão e sai pra pensar em outra coisa, não queria ver mais tanta lágrima.
um amigo viu minha revolta, disse que as outras pessoas em volta não se preocupam, pois não é a favela delas, eu fico pensando, será que só a nossa dor tem valor? será que a dor dos outros não conta?
uma rua abaixo e parece que não aconteceu nada, tudo suave, como se fosse com outro povo aquela treta toda. vou deixar essa foto ai no ar, as pessoas com suas coisas, tentando ir pra algum lugar.
talvez a ilha que o Sarney tem seria um bom lugar para se morar, ao contrário de tantas favelas, lá tem até energia elétrica com direito a gerador, ar condicionado e muito mais.
viva o Brasil. viva o governo do povo.

No dia 25 foi assim, ainda tinha gente pensando pra onde iria...

dia 24 - isso aqui é uma guerra








































Não foi fácil olhar aqueles rostos, lágrimas tentavam cobrir o vermelho que a fumaça trouxe.

perder tudo é falar bobagem, perderam o pouco que tinham.

800 famílias.

um terreno partícular.

a justiça em ação, nesses casos ela funciona, o terreno vai voltar para o proprietário, que por tanto tempo nunca foi lá usar.

tinha mais de 500 policiais.

Vai um grande salve pros bombeiros, que mesmo sem a água chegar, fizeram o possível para os moradores não perderem mais, muitos sairam passando mal intoxicados, também tinha uma equipe fiminina da PM que veio trazer água pra gente e leite, lição de humildade em meio ao caos.









Comunida Aldeinha


políticos O

pastores O

padres O

criminosos O

partidários O

Governador O

Senador O

Prefeito O

vereador O

deputado estadual O

Ong O

Familias 800

A propaganda, do governo de São Paulo, contradiz o sofrimento do povo do Capão Redondo


Em resposta ao anúncio de 1 página publicado pelo governo do estado de SP

Um dia depois de ter despejado de forma violenta 800 famílias em Capão Redondo. O governo de SP tem a cara de pau de publicar um anúncio de 1 página nos jornais divulgando a sua "política de habitação popular".

Segue a imagem do anúncio e a resposta!

Anúncio publicado pelo governo do Estado de São Paulo
Anúncio publicado pelo governo do Estado de São Paulo

Resposta ao anúncio: