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15 de jun. de 2012

Paulistano paga a tarifa de transporte público mais cara do Brasil

Metrô de São Paulo é o mais caro do país e registra 1 falha grave a cada cinco dias (Foto: fore/Flickr)
Pesquisa comparou os preços das capitais e apontou que em São Paulo o preço da tarifa é o dobro do cobrado em Brasília

SPressoSP

Levantamento realizado pela empresa Ticket Transporte, especializada em gestão de benefícios-transporte (como o bilhete único), apontou que o paulistano paga a tarifa média de transporte público mais cara do país, sem considerar a integração. A pesquisa identificou que o morador de Brasília paga a menor tarifa, em média R$ 1,50. A capital federal é seguida por Belém, Boa Vista e Fortaleza, onde os usuários pagam a tarifa média de R$ 2,00.

20 de mai. de 2012

Finalmente mídia reconhece caos nos transportes

 

Nas últimas décadas, a mídia tratou de forma tolerante os problemas do tucanato com os transportes. Diante da repetição dos acidentes, não dá mais para esconder o caos.

O caos vai tomando conta dos transportes em São Paulo e é prova inconteste do mais absoluto fracasso de 20 anos do tucanato no governo do Estado. Não bastasse o choque de dois trens da Linha 3-Vermelha do Metrô paulistano, um feito inédito e histórico nos 36 anos de existência do sistema, que apavorou quem estava no interior dos trens acidentados e traz preocupação a todos os usuários, ontem (18) outro trem da mesma linha apresentou defeito em pleno horário de pico na Estação da Sé. Uma das portas não fechava e o vagão teve que ser evacuado.

17 de fev. de 2011

Cidadãos apanham da polícia quando protestavam contra o aumento abusivo do transporte público na capital de São Paulo

Petistas  e estudantes apanham da polícia do Serra/Alckmin


Contra o aumento abusivo da passagem de ônibus R$ 3,00, em São Paulo, polícia ataca cidadãos, em frente a sede da Prefeitura de São Paulo, centro, Viaduto do Chá, sede do prefeito Gilberto Kassab.


Por Helena Sthepanovitz - Os amigos do Lula - 17.02.2011

Policiais agridem os vereadores José Américo (ao fundo) e Antonio Donato, ambos do PT, durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus no centro de São Paulo

29 de jan. de 2011

PROTESTO REÚNE 4 MIL ESTUDANTES. E JÁ ATRAI POLÍTICOS

Nº de manifestantes contra aumento do ônibus dobra em relação à última passeata e faz movimento chamar mais a atenção de partidos

Paulo Saldaña e Renato Machado - O Estado de S.Paulo

Pela terceira semana consecutiva, manifestantes contrários ao reajuste da tarifa de ônibus de R$ 2,70 para R$ 3, válido desde o dia 5, tomaram as ruas de São Paulo. Na tarde de ontem, cerca de 4 mil manifestantes – o dobro do protesto da semana anterior, segundo a Polícia Militar – marcharam do Teatro Municipal até a Câmara dos Vereadores, no centro. Não houve confrontos.
 
Imagem: Paulo Pinto/AE

Manifestação. 
No terceiro protesto em três semanas, não houve confronto com a polícia
O presidente da Câmara, José Police Neto (PSDB), recebeu os manifestantes na calçada, na frente do Palácio Anchieta. Netinho, como é conhecido, comprometeu-se com o grupo a marcar audiência pública sobre o valor da passagem e convocar, como pedem os manifestantes, o secretário dos Transpores, Marcelo Cardinale Branco. “O que posso garantir é a audiência e o diálogo com a Casa. A presença do secretário é outra coisa”, disse. A data será definida na quarta-feira.
Ontem, a passeata recebeu mais gente e também novas bandeiras de entidades partidárias e estudantis. Até então distantes da organização das passeatas, PSTU, PSOL, PT, PC do B e União Nacional dos Estudantes (UNE) estavam presentes.
Segundo a integrante do MPL Nina Capelo Marcondes, de 21 anos, o movimento é “livre” e apartidário, embora não imponha restrição de participação. “Teria sido melhor que todos estivessem desde o começo, antes do aumento, mas que bom que eles apareceram agora”, comentou ela, estudante da USP.
Os manifestantes caminharam pacificamente pelas ruas do centro, com gritos de ordem e faixas de protesto. Próximo da Avenida Ipiranga, eles queimaram um boneco do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Encabeçados pelo Movimento Passe Livre (MPL), composto em sua maioria por estudantes, os protestos vêm ganhando corpo a cada semana. No dia 13, manifestação com cerca de 500 pessoas, também no centro, acabou com 26 detidos depois de violento confronto entre estudantes e a polícia. A segunda passeata, no dia 20, levou cerca de 2 mil pessoas para a Avenida Paulista.
Mobilização. A luta contra os aumentos na tarifa de ônibus é um ponto de convergência nas manifestações dos estudantes, em uma época em que a categoria não sai às ruas contra, por exemplo, a má qualidade do ensino. “O tema qualidade do ensino é muito vago. Hoje se fala mais em dificuldades no acesso ao ensino e isso envolve o transporte”, diz o cientista político Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que destaca a importância das redes sociais na organização dos protestos.
O Movimento Passe Livre foi criado há cinco anos, na tentativa de obter passagens gratuitas para estudantes. Suas maiores ações, no entanto, acontecem após o anúncio de reajuste das tarifas de ônibus em diversos municípios brasileiros (veja destaque acima). Na capital paulista, os primeiros protestos aconteceram após o reajuste de janeiro de 2010. Como o valor estava congelado desde 2006, a participação foi pequena e teve pouca visibilidade.
Enquanto isso, o movimento ganhou fama em várias capitais. Como os protestos terminavam muitas vezes em confrontos, muitas prefeituras preferiam anunciar os reajustes em janeiro, durante as férias escolares, na tentativa de minimizar a repercussão.
LÁ TEM…

Confrontos

O Movimento Passe Livre tem unidades em diversas cidades, como Aracaju, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Salvador. Os anúncios de reajuste das tarifas costumam ser automaticamente seguidos por protestos desses grupos e terminam em confrontos. Em Florianópolis, em maio, a polícia usou balas de borracha e os estudantes (cerca de 2 mil) depredaram orelhões.

Por Luis Favre - Blog do Favre - 28.01.2011

Sugestão de Enéas