Mostrando postagens com marcador (des)governando São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador (des)governando São Paulo. Mostrar todas as postagens

23 de out. de 2012

TRACKING DO PT MOSTRA HADDAD COM 61% DOS VOTOS VÁLIDOS E SERRA,39%

Imagem: sintonia fina
Por Ricardo Kotscho
A cinco dias da eleição do segundo turno em São Paulo, o comando da campanha de Fernando Haddad, do PT, decidiu não mudar a estratégia nesta reta final da campanha: vai continuar jogando na defesa para garantir o resultado apontado pelas pesquisas, investindo na apresentação de propostas para um governo de mudança contra a continuidade.

São Paulo vai se livrar de Serra e Kassab!

15 de jun. de 2012

Playcenter: frequentadores dizem não ao fechamento do parque


A família Cafe ainda pensa em voltar mais uma vez ao parque antes dele fechar (Foto: Mario Henrique de Oliveira)

Adolescentes reclamam da falta de opção para se divertir na cidade

Por Mario Henrique de Oliveira - SPressoSP


“Vai ser chato pra caramba, não vamos mais ter adrenalina. Não são só as crianças que têm o direito de se divertir.” A frase dita pelo jovem Esdras de Morais, de apenas 11 anos, poderia ter saído da boca de qualquer frequentador do Playcenter. A reportagem do SPressoSP esteve no parque nesta quinta, 14, e ouviu diversos depoimentos de crianças e adolescentes. Nenhum deles está feliz com o encerramento das atividades do parque para dar lugar a um espaço dedicado apenas a brinquedos infantis.

7 de ago. de 2011

Sampa merece Haddad?


Ministro da Educação Fernando Haddad


O ineditismo da jovem democracia brasileira é curioso: Lula foi o primeiro presidente que impôs três derrotas consecutivas a um dos maiores oligopólios de comunicação do mundo. Foi o primeiro operário a chegar à presidência, alcançou índices estratosféricos de aprovação e ainda elegeu a primeira mulher como sucessora.

Emilio Lopez: A raiz da violência na escola pública paulista



por Emilio Carlos Rodriguez Lopez
O jornal Estado de S. Paulo do dia 1º de agosto trouxe a informação que 62% da rede estadual enfrenta problemas de violência dentro do ambiente escolar, de acordo com relatos dos próprios diretores. São roubos, depredações, pichações, violência contra professores, alunos, e funcionários e até brigas entre estudantes. Hoje a rede tem aproximadamente 5271 escolas, ou seja, 3268 escolas tiveram cenas de violência, que como a matéria mostra se tornou algo do cotidiano escolar.

24 de fev. de 2011

Medo de apagões dos desgovernos tucanos faz empresas produzirem a própria energia em SP


O símbolo do programa do SerrAlckmin "Apaga São Paulo"

Graças ao programa do Serra “Apaga São Paulo”, grandes consumidores de energia elétrica na Grande SP estão abandonando a rede e montando um parque de minitermelétricas para suprir o próprio consumo, informa a reportagem de Agnaldo Brito e Rogério Pagnan publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Esses grandes consumidores podem fazer isso: construir termelétricas altamente poluidoras para resolver problemas gerados pelos desgovernos tucanos.
E o povão?
Os tucanos acreditam que quanto mais apagão, mais insatisfação do povão, motivando-os a sair de São Paulo, deixando esse magnifico estado (será mesmo?) para os seus donos: os paulistas quatrocentões…
É o programa “São Paulo para os paulistas” em ação. 

Por Augusto Fonseca - Festival de Besteiras da Imprensa - 23.02.2011

18 de fev. de 2011

Vereadores são agredidos; acorrentados deixam a prefeitura de São Paulo

Vereadores Donato e Zé Américo são agredidos em frente à prefeitura (Foto: Nelson Antoine / Fotoarena/Folhapress)    
























































































































Prefeitura de São Paulo descartou negociação da tarifa de ônibus com ativistas; PM dispersou ato com gás de pimenta e balas de borracha

Por: Jessica Santos Souza, da Rede Brasil Atual

São Paulo – Após um dia de protestos e muita confusão, terminou por volta das 23h30 desta quinta-feira (17) a manifestação em que seis jovens estudantes, militantes do movimento que luta contra o aumento da tarifa de ônibus urbano,  ficaram acorrentados a catracas no interior da prefeitura de São Paulo. Eles só saíram do prédio após negociação de vereadores, em um clima tenso. Ativistas e populares pedem a revisão do aumento da tarifa. Esta foi a sexta semana consecutiva de manifestações contra o aumento de 11,11% nas passagens da capital paulista, de R$ 2,70 para R$ 3,00.
"Ficamos lá dentro o tempo todo até eles saírem bem. Eles (policiais e representantes da prefeitura) estavam tensionando, queriam que os estudantes fizessem algo de errado. Por isso, o tempo todo, quebravam o acordo que tinham feito no momento anterior”, disse a vereadora Juliana Cardoso (PT), que foi agredida do lado de fora, à tarde.

Acorrentados

O protesto começou ao meio-dia, depois de sucessivas tentativas de reuniões frustradas com a Prefeitura e de um encontro informal em que o secretário adjunto de Transportes, Pedro Luiz de Brito Machado, afirmou que a decisão de aumentar a tarifa é política e não técnica. O prédio foi fechado ao público pela Guarda Civil Metropolitana.
No final da tarde, houve confronto entre a PM e os cerca de 500 manifestantes que estavam do lado de fora da sede da administração municipal. A manifestação tomou conta do Viaduto do Chá e da Praça do Patriarca, no centro.
A Polícia Militar (PM) passou a usar a força e jogou bomba de gás lacrimogêneo nos ativistas. O vereador Antonio Donato (PT) disse, via Twitter, que ele e seus companheiros José Américo e Juliana (ambos do PT) foram agredidos "por policiais sem identificação". Ele prometeu mover representação contra o comandante da tropa de choque, Amarildo Garcia.
A vereadora Juliana passou mal após uma bomba de gás lacrimogêneo ter estourado próximo a ela. "Tive que ser carregada. É um absurdo, foi uma agressão gratuita, a manifestação estava pacífica", relatou.
O vereador José Américo acusou o governo estadual pela ação truculenta da PM. "Eu duvido que a PM tenha agido desta forma sem um aval do governador (de São Paulo, Geraldo Alckmin)", acusou.
De acordo com CartaCapital, um estudante foi preso. "Vinícius Figueira foi algemado e sangrava muito quando foi levado pelos policiais", relatou o Twitter da revista. "Quando os tiros de borracha começaram, o vereador José Américo entrou no fogo cruzado para tentar negociar uma trégua, mas foi contido por borrifadas de sprays de pimenta", diz CartaCapital.
Segundo amigos do estudante, ele quebrou o nariz e será operado pela manhã. O jovem também apresenta escoreações em todo o corpo e passa por exames para verificar possíveis fraturas na coluna. Outros feridos estariam se reunindo para prestar queixa da violência.

 Na reunião com a prefeitura

Durante a tarde, antes de se instalar o conflito, os manifestantes, acompanhados dos vereadores Juliana e Donato, foram recebidos pelo secretário de Relações Governamentais, Antonio Carlos Maluf, na sede da prefeitura, mas teriam ouvido dele que não haverá negociação. "Surgiu a possibilidade de uma mesa de negociação, mas o secretário se retirou da reunião e, ao voltar, disse que o diálogo está fechado", informou Donato.
Com a negativa do Executivo, o parlamentar teme que a situação fuja do controle. "É preciso manter a cabeça fria", alertou. Donato critica a postura do poder público: "A prefeitura não ajuda a ter um processo tranquilo de diálogo".
Segundo Nina Cappello, ativista do MPL, os quatro homens e duas mulheres permaneceriam acorrentados no interior da prefeitura até que o órgão decida negociar.

Crítica

Em nota,  o prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse não entender e não aceitar a violência usada pelos manifestantes que protestam contra a tarifa do transporte público, uma vez que a prefeitura sempre manteve os canais abertos de diálogo com a sociedade.

"Não há, portanto, razões que justifiquem os atos extremados da manifestação em frente à Prefeitura de São Paulo, que se mantém aberta ao diálogo e espera que isso aconteça em um clima de mais civilidade", disse o prefeito.

Colaboraram Suzana Vier e Ricardo Negrão

11 de fev. de 2011

Prefeitura SP admite usar “jagunço” para remover favela Prefeitura SP admite usar “jagunço” para remover favela


A truculência da administração Kassab tem nome e sobrenome: Francisco Evandro Ferreira Figueiredo é o nome completo do funcionário terceirizado que a Secretaria Municipal de Habitação utiliza para a função de amedrontar moradores, com revólver em punho, e derrubar barracos.
“Evandro foi contratado para derrubar as casas, para tirar as pessoas da favela”, admitiu a superintendente de Habitação Social da Secretaria Municipal de Habitação, Elizabete Fr ança, em reunião realizada nesta quinta-feira (10), na sede da secretaria. O relato da declaração da superintendente, que também é secretária adjunta da pasta, foi feito pelo deputado estadual Carlos Neder, que participou da reunião. 
“Ela falou isso na frente de dezenas de testemunhas. É um absurdo que a municipalidade use a violência, a intimidação e a truculência como uma praxe administrativa. Quantos outros ‘Evandros’ existem por aí?”, questionou Neder, durante a reunião. Ele disse que a Assembléia tem de apurar esse caso. E lembrou que a Câmara Municipal também tem essa obrigação, aproveitando-se da presença do presidente do Legislativo paulistano, José Police Neto.

Segundo informação levantada pelo mandato de Neder,  Evandro é funcionário terceirizado da empresa BST Transportadora, que presta serviços à Secretaria de Habitação. Entretanto, segundo moradores, é ele quem coordena as ações dos funcionários municipais incumbidos de derrubar os barracos.
Foi Evandro, afirmam os moradores, que coordenou a ação truculenta desta quinta-feira na Favela do Sapo, localizada na zona oeste, entre as pontes do Limão e da Freguesia do Ó. Foram derrubados 17 barracos da favela, sem que houvesse preocupação em verificar se estavam ocupados ou não. Moradores que reclamaram e tiraram fotos foram intimidados por  Evandro, que se identifica como policial militar e estava armado.
Geladeiras, colchões, fogões e outros pertences de moradores foram jogados pelos funcionários da prefeitura no córrego Água Branca, que passa no meio da favela, durante a tentativa de desapropriação. As famílias só não foram totalmente retiradas do local graças à ação organizada da sociedade civil com o apoio do mandato Carlos Neder.  A expectativa dos moradores e das ONGs que atuam pela defesa dos direitos de moradia, é de que a Prefeitura tente retomar a remoção dos barracos nesta sexta-feira (11/2).
 Por Carlos Neder - 11.02.2011

29 de jan. de 2011

PROTESTO REÚNE 4 MIL ESTUDANTES. E JÁ ATRAI POLÍTICOS

Nº de manifestantes contra aumento do ônibus dobra em relação à última passeata e faz movimento chamar mais a atenção de partidos

Paulo Saldaña e Renato Machado - O Estado de S.Paulo

Pela terceira semana consecutiva, manifestantes contrários ao reajuste da tarifa de ônibus de R$ 2,70 para R$ 3, válido desde o dia 5, tomaram as ruas de São Paulo. Na tarde de ontem, cerca de 4 mil manifestantes – o dobro do protesto da semana anterior, segundo a Polícia Militar – marcharam do Teatro Municipal até a Câmara dos Vereadores, no centro. Não houve confrontos.
 
Imagem: Paulo Pinto/AE

Manifestação. 
No terceiro protesto em três semanas, não houve confronto com a polícia
O presidente da Câmara, José Police Neto (PSDB), recebeu os manifestantes na calçada, na frente do Palácio Anchieta. Netinho, como é conhecido, comprometeu-se com o grupo a marcar audiência pública sobre o valor da passagem e convocar, como pedem os manifestantes, o secretário dos Transpores, Marcelo Cardinale Branco. “O que posso garantir é a audiência e o diálogo com a Casa. A presença do secretário é outra coisa”, disse. A data será definida na quarta-feira.
Ontem, a passeata recebeu mais gente e também novas bandeiras de entidades partidárias e estudantis. Até então distantes da organização das passeatas, PSTU, PSOL, PT, PC do B e União Nacional dos Estudantes (UNE) estavam presentes.
Segundo a integrante do MPL Nina Capelo Marcondes, de 21 anos, o movimento é “livre” e apartidário, embora não imponha restrição de participação. “Teria sido melhor que todos estivessem desde o começo, antes do aumento, mas que bom que eles apareceram agora”, comentou ela, estudante da USP.
Os manifestantes caminharam pacificamente pelas ruas do centro, com gritos de ordem e faixas de protesto. Próximo da Avenida Ipiranga, eles queimaram um boneco do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Encabeçados pelo Movimento Passe Livre (MPL), composto em sua maioria por estudantes, os protestos vêm ganhando corpo a cada semana. No dia 13, manifestação com cerca de 500 pessoas, também no centro, acabou com 26 detidos depois de violento confronto entre estudantes e a polícia. A segunda passeata, no dia 20, levou cerca de 2 mil pessoas para a Avenida Paulista.
Mobilização. A luta contra os aumentos na tarifa de ônibus é um ponto de convergência nas manifestações dos estudantes, em uma época em que a categoria não sai às ruas contra, por exemplo, a má qualidade do ensino. “O tema qualidade do ensino é muito vago. Hoje se fala mais em dificuldades no acesso ao ensino e isso envolve o transporte”, diz o cientista político Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que destaca a importância das redes sociais na organização dos protestos.
O Movimento Passe Livre foi criado há cinco anos, na tentativa de obter passagens gratuitas para estudantes. Suas maiores ações, no entanto, acontecem após o anúncio de reajuste das tarifas de ônibus em diversos municípios brasileiros (veja destaque acima). Na capital paulista, os primeiros protestos aconteceram após o reajuste de janeiro de 2010. Como o valor estava congelado desde 2006, a participação foi pequena e teve pouca visibilidade.
Enquanto isso, o movimento ganhou fama em várias capitais. Como os protestos terminavam muitas vezes em confrontos, muitas prefeituras preferiam anunciar os reajustes em janeiro, durante as férias escolares, na tentativa de minimizar a repercussão.
LÁ TEM…

Confrontos

O Movimento Passe Livre tem unidades em diversas cidades, como Aracaju, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Salvador. Os anúncios de reajuste das tarifas costumam ser automaticamente seguidos por protestos desses grupos e terminam em confrontos. Em Florianópolis, em maio, a polícia usou balas de borracha e os estudantes (cerca de 2 mil) depredaram orelhões.

Por Luis Favre - Blog do Favre - 28.01.2011

Sugestão de Enéas

27 de jan. de 2011

Protesto em São Paulo contra o aumento abusivo do ônibus. Hoje (27) , a partir das 17h


VENHA PARTICIPAR DESTE PROTESTO 

CAMINHADA COM INÍCIO NA PRAÇA RAMOS DE AZEVEDO - SÃO PAULO CAPITAL - EM FRENTE AO TEATRO MUNICIPAL. 

Como chegar: 
Carro: vias principais - Av. 9 de Julho, Av. 23 de maio, Rua da Consolação;
Ônibus: Terminal Bandeira, e as vias citadas anteriormente;
Metrô: Estações São Bento (linha azul), República e Anhangabaú (linha vermelha)

22 de jan. de 2011

METRÔ DA PAULISTA LOTA MAIS QUE TREM

 
Total de passageiros por metro quadrado cresce de 4,7 para 5,9 e se aproxima do índice de desconforto extremo

Aperto em linha nobre do metrô de SP já chega a ser pior do que o registrado em 3 das 6 linhas de trens da CPTM 

ALENCAR IZIDORO
DE SÃO PAULO 

Engravatados da av. Paulista estão mais apertados dentro do metrô do que moradores de Carapicuíba, Itapevi ou Itaquaquecetuba, na Grande SP, que usam trens para ir ao centro da capital.
O efeito "lata de sardinha", com que a periferia convive há anos, atingiu a linha 2-verde a ponto de a lotação encostar no limite do que é considerado aceitável.
Ela saiu de um patamar de 4,7 passageiros por m2, em 2009, para 5,9 por m2, em 2010, nos horários mais críticos do dia. O nível máximo de desconforto projetado é de seis usuários por m2.
A piora de 25% no aperto dentro dos vagões, conforme dados obtidos pela Folha, foi a mais elevada no metrô.
A lotação na linha 3-vermelha ainda é a mais grave do sistema -a demanda seria suficiente para espremer 10,9 pessoas por m2.
Mas na ligação da Paulista a mudança é mais perceptível porque há pouco tempo ela tinha um nível de conforto em que os usuários nem encostavam uns nos outros.
Aliada ao fato de passar por áreas nobres, isso sempre atraiu a classe média.
A lotação da linha 2 do metrô nos picos passou a ser pior que a de três das seis linhas de trens que atendem a periferia.
Na linha 8-diamante, que passa por Itapevi e chega ao centro de São Paulo, os picos foram de 5,8 por m2. Na 12-safira, que atende a zona leste e Itaquaquecetuba, 5,5 por m2. Na 9-esmeralda, que sai de Osasco, 4 por m2.

DEMANDA MAIOR
O desconforto da linha verde do metrô é resultado do aumento da demanda que beirou 13% no ano, incentivado pela abertura de novas estações, mas agravado pelos atrasos em melhorias tecnológicas que deveriam diminuir os intervalos entre os trens na plataforma.
A nova sinalização deve permitir menor distância entre os trens, reduzindo os intervalos. Era prevista para 2010. Mas só deve estar pronta no ano que vem.
Dentro de dois meses, as estações Vila Prudente e Tamanduateí, inauguradas no segundo semestre do ano passado, deverão funcionar em horário normal -das 4h40 até depois da 0h. Hoje só operam das 8h30 às 17h.
A mudança, num primeiro momento, deve agravar a lotação da linha 2-verde, porque vai atrair mais gente nos picos, além de facilitar a integração com a linha 10-turquesa de trens da CPTM.
Mas a expectativa do Metrô é que, em seguida, a situação melhore, porque, com novas conexões, os passageiros devem ser redistribuídos entre as estações.
Pesquisa da Associação Nacional de Transportes Públicos apontou que a linha 2 foi a única do metrô com queda na satisfação do usuário em 2010: de 88% para 84%.
Na prática, deixou seu status de "a mais aprovada", ficou num patamar semelhante ao da linha 1-azul (85%) e atrás da linha 5-lilás (90%).
Passageiros como Eduardo Maiorino, 31, supervisor na área de informática, reconhecem: "ela era tranquila, agora está cheia". Mas ressalva: "Ainda dá para usar. No caso da linha 3, eu prefiro ir de ônibus", afirma ele, morador da Vila Prudente e que cobra a abertura da estação nos picos.
 
Jan/2011

13 de ago. de 2010

Serra prega construção de 400 quilômetros de metrô no país e diz ter entregue 26 estações durante o mandato Dados oficiais indicam apenas quatro


Daniela Almeida - CB - 13/08/2010 
 
São Paulo — Depois da controvérsia causada por dados citados pelo candidato José Serra (PSDB) e rebatidos pelo governo em relação à Saúde, informações divergentes em relação ao metrô no estado de São Paulo foram mencionadas pelo tucano, ontem, na capital paulista. Segundo o ex-governador, foram entregues 26 estações no programa Expansão São Paulo, mas dados oficiais da Secretaria dos Transportes Metropolitanos dão conta de que foram entregues quatro estações nos últimos três anos.

“Aqui já foram 26 estações se você considerar as novas e as que foram totalmente refeitas na CPTM (a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Isso é um recorde na história”, disse Serra, logo após passeio em um dos trens da CPTM para a gravação de cenas de seu programa eleitoral. Informações da secretaria apontam a entrega de quatro estações e 4,7 quilômetros de linhas no programa Expansão SP, programa que tem como objetivo a ampliação das linhas de transporte metropolitano por meio da integração do metrô e de trens, o chamado metrô de superfície.


Serra embarcou numa viagem de metrô pela capital para gravar cenas para o horário eleitoral.
Questionado sobre o atraso no programa, o ex-prefeito da capital paulista e ex-governador do estado minimizou a polêmica. “Estão sendo feitos quilômetros e mais quilômetros. Atrasos são ajustes naturais. Teremos 20 quilômetros a mais de metrô até o fim do ano em São Paulo”, afirmou. Segundo o candidato, são investidos R$ 20 bilhões por ano em São Paulo para a reforma e construção de novas estações.

Extensão
Serra prometeu ainda que, caso eleito, fará um programa para construir 400 quilômetros de metrô no Brasil para atender cidades com mais de 500 mil habitantes, onde os gastos com desapropriações são menores, o que reduziria o custo das obras. Segundo o candidato, seriam necessários cerca de R$ 45 bilhões. Os recursos viriam, segundo ele, do Tesouro Nacional, dos estados, municípios, da iniciativa privada e de financiamentos nacionais e estrangeiros.

“Dá perfeitamente para fazer isso no Brasil nos próximos anos. Em quatro anos você começa e, em alguns casos, você termina porque se trata de prolongar, de concluir obras.” Serra citou empreendimentos deste porte que estão parados, como os casos de Salvador e Fortaleza, e afirmou que falta empenho federal no assunto. Entre as grandes cidades que enfrentam problemas com o metrô, o candidato elencou Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e Goiânia (GO). “Praticamente no Brasil os metrôs foram paralisados.”

Pedidos
Serra enfrentou também muitas cobranças de melhorias e críticas. A doméstica Raquel Azevedo pediu que o candidato fizesse o mesmo percurso às 18h para ver o “sufoco” que ela passava naquele horário. A enfermeira Maria Aparecida Donizete aproveitou a aparição de Serra para pedir melhorias na Saúde. “A Zona Sul está descoberta ainda. Falta principalmente médico.” Após o compromisso, o governador deixou o local de carro.

12 de fev. de 2010

Cria de Serra, Kassab afunda São Paulo.


 Texto: Altamiro Borges

O prefeito demo da capital paulista, Gilberto Kassab, está se afogando no lamaçal das enchentes de São Paulo. A sua popularidade tem despencado, como constatou recente pesquisa do Ibope; os protestos populares contra a sua gestão se intensificam, como nas vaias dos alagados do Jardim Pantanal; e até a mídia demo-tucana passou a isolá-lo, temendo que o seu desgaste atrapalhe os planos do seu criador, José Serra, o presidenciável da oposição da liberal-conservadora. Algumas manchetes dos jornalões e comentários de âncoras da TV sinalizam que Kassab já foi rifado!
É bom lembrar que José Serra traiu descaradamente o PSDB, apunhalando o candidato oficial do partido, Geraldo Alckmin, para apoiar seu capacho demo. Em recente entrevista, Gilberto Kassab brincou que “durmo de paletó e gravata” para atender aos telefonemas do governador, conhecido por ser notívago. O declínio do prefeito deve tirar ainda mais o sono do governador, que gostaria de vê-lo como seu substituto cordato no Palácio dos Bandeirantes. A queda da sua popularidade fortalece a postulação do arqui-rival Alckmin, que até hoje não engoliu a traição de José Serra.



Insensibilidade social dos demos-tucanos
A pesquisa do Ibope, instituto atrelado aos demos-tucanos, foi a gota d’água– termo que apavora Serra e Kassab nestes dias de chuva. Ela registrou que a aprovação da gestão de Gilberto Kassab despencou de 46%, em novembro de 2008, para 28%. O Ibope até tentou relativizar a queda. Diz que ela se deve as enchentes e ao aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). “Há que se levar em conta que a pesquisa anterior foi feita após as eleições. O clima era outro. Agora estamos vivendo as enchentes”, afirma Márcia Cavallari, diretora executiva do instituto.
Mas não são apenas as inundações e o aumento do IPTU que causaram a queda de popularidade do demo. É o conjunto da obra desta prefeitura inepta e sem compromissos sociais. Como aponta excelente reportagem da Revista do Brasil, escrita por Antonio Biondi e Marcel Gomes, a capital paulista regrediu violentamente nas duas últimas gestões de José Serra e de sua cria, Kassab. Os investimentos nas áreas sociais despencaram, apesar do aumento da arrecadação da prefeitura. A insensibilidade social dos demos-tucanos é realmente crônica e patológica! 


Culpa pelas mortes nas enchentes
No caso das enchentes, que já causaram dezenas de mortes e aterrorizam a cidade, não dá para culpar exclusivamente Deus e o povo – como alardeia a mídia demo-tucana. Kassab tem culpa no cartório e até poderia ser processado na Justiça. De 2006 a 2009, a prefeitura cortou R$ 353 milhões em ações de combate a enchentes. Ela usou menos de 8% dos R$ 18,4 milhões previstos no Orçamento de 2009 para construir piscinões, indispensáveis para amenizar as tragédias. “Para 2010, o prefeito destinou apenas R$ 25 milhões para obras e gerenciamento das áreas de risco.
O mesmo descaso criminoso se dá em outras áreas essenciais, principalmente para as populações mais carentes da capital. A saúde pública está abandonada, terceirizada e privatizada. Em 2009, Kassab anunciou com grande estardalhaço a utilização de R$ 90 milhões na construção de três hospitais: Brasilândia, Vila Matilde e Parelheiros. Apenas R$ 43 mil foram gastos (na sondagem do terreno da Brasilândia). Enquanto isto, a saúde é repassada para fajutas Organizações Sociais (OSs), que priorizam a “redução de custos” e precarizam o atendimento médico e hospitalar.


A crueldade dos albergues fechados
A assistência social é outra área que sofreu brutal regressão. Em 2003, a população de moradores rua era formada por 10.400 pessoas. Atualmente, já são mais 20 mil pessoas vagando pelas ruas. Neste cenário, o fechamento dos albergues foi uma crueldade. Uma assistente social entrevistada pela Revista do Brasil relata: “Ninguém conhece a realidade dessas pessoas, a mídia não mostra. Os moradores reclamam do fechamento de albergues e dizem que são levados de um lado a outro pelas peruas do ‘São Paulo Protege’. Não há política de inclusão, mas eles não têm como reagir”.
A prefeitura simplesmente fechou a estação coletora de lixo reciclável da Boracéia, reconhecida por sua ação reintegradora da população de rua. “Ali, os catadores tinham abrigo até para os seus cachorros. O projeto e 15 outras estações foram encerrados. Faz parte da linha higienista imposta à região central. Assim como a evacuação dos prédios São Vito, Prestes Maia e Mercúrio, que simbolizavam a resistência e a chance das classes mais pobres viverem no centro – mediante um projeto de recuperação dos imóveis para posterior inclusão na política habitacional”.
Ainda no quesito moradia, a gestão Kassab é uma desgraça. A construção em mutirões, apontada por especialistas como uma das formas mais baratas para enfrentar o déficit habitacional, sofreu redução de 75% entre 2004 (R$ 22,4 milhões) e o orçamento da prefeitura (R$ 5,8 milhões) para 2010. Cerca de 1,3 milhão de pessoas vivem em 1.600 favelas e essa população cresce a taxas de quase 4% ao ano. O demo Kassab parece não se incomodar com as suas condições precárias de habitação, que tornam estas famílias mais vulneráveis aos desmoronamentos e alagamentos.


Transporte individual e caos urbano
Já no transporte urbano, o quadro é de caos. Os corredores de ônibus, que foram ampliados na gestão de Marta Suplicy, estão quase paralisados. As verbas para a expansão neste ano sofreram corte de R$ 280 milhões. Já nas obras viárias, que priorizam a circulação de veículos privados, o prefeito promete investir cerca de R$ 4,4 bilhões. O recurso daria para cerca de 20 quilômetros de metro. “Não é à toa que a velocidade média do tráfego nas horas de pico, que já foi de 27 km/h em 1980, hoje está em 17 km/h”, apontam os jornalistas Antonio Biondi e Marcel Gomes.
Em 2008, na véspera das eleições municipais, a mídia deu uma forçinha para o candidato demo, exibindo a exaustão as imagens do governador José Serra entregando cheques gigantes a Kassab. Eles “simbolizavam” parte do R$ 1 bilhão que a prefeitura investiria na expansão do metrô. Foi puro teatro eleitoreiro da dupla Serra-Kassab. Naquele ano, a verba investida na Linha 5 (Santo Amaro) não alcançou nem a metade do prometido. Em 2009, a prefeitura destinou apenas R$ 50 milhões dos R$ 218 milhões previstos. Já para 2010, estão previstos somente R$ 5 milhões.


Regressão do CEU e dos programas sociais
Outras duas iniciativas inovadoras da prefeita Marta Suplicy, tão estigmatizada pela mídia demo-tucana, também estão sendo devastadas. Na área da educação, o projeto do Centro Educacional Unificado (CEU), que visava garantir educação de qualidade aos estudantes da periferia, teve seu objetivo desvirtuado. “A grande preocupação do CEU kassabiano é a polícia, não os instrutores, a linha política, a visão de cultura. Em termos de educação e cultura, não há diferença entre escolas de lata e CEUs”, relata um dos especialistas entrevistados pela Revista do Brasil.
Já a experiência bem sucedida encabeçada pelo economista Marcio Pochmann, que foi secretário do Trabalho, Desenvolvimento e Solidariedade na gestão Marta Suplicy e hoje preside o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi esvaziada. Em 2004, último ano da prefeita petista, foram investidos R$ 190 milhões em políticas de geração de emprego e renda nas regiões mais carentes da capital – o que resultou em sensível redução nos indicadores de violência. Até o final do ano passado, o demo Kassab havia aplicado apenas R$ 28 milhões nesta secretaria estratégica.


“Taxab” e o recorde em publicidade
Estes e outros estragos é que explicam a vertiginosa queda de popularidade do prefeito Gilberto Kassab, que acaba respigando nos planos presidenciais do seu criador, José Serra. E não dá para argumentar que houve diminuição dos impostos, exigência dos empresários e da “classe mérdia” que o apoiaram na eleição municipal. Muito pelo contrário. O recente aumento do IPTU deverá injetar mais R$ 564 milhões nos cofres da capital. Tanto que o demo já foi apelidado de Taxab. Na verdade, o dinheiro que falta na área social está sendo desviado para outras prioridades. Para este ano, estão previstos R$ 126 milhões em publicidade – novo recorde na história da cidade. 
Por Jurandi Bezerra - Blog Brasil, um país de todos - 10.02.10

Serra não fala sobre a falta de água para 800 mil paulistanos; mas sobre a Madonna ele fala

Por Luiz Carlos Azenha - Vi o mundo - 10.02.2010

Quando indagado sobre a persistente falta de água para quase 800 mil paulistanos, o governador paulista José Serra faz que não é com ele. Empurra para a Sabesp, como se a empresa não tivesse nada a ver com seu governo, nem com o estado que ele diz governar. E ataca a emissora da repórter que fez a pergunta.

Mas, e quando é para falar sobre o encontro com a Madonna?

Aí, sim:

"A Madonna pediu para me visitar e eu aceitei bastante satisfeito. Tenho grande curiosidade em conhecê-la pessoalmente. É uma grande artista....é uma mulher de fibra que faz um trabalho social em relação à infância muito importante. Eu estou tão curioso para conhecê-la pessoalmente quanto você que está me vendo (ele aponta para a tela e sorri)....só a conheço por filmes....já assisti vários clipes..nunca vi pessoalmente...eu acho que vai ser bom. Eu morei nos Estados Unidos alguns anos quando estava exilado, morei quatro anos lá...ela é descendente de italianos e eu também...de maneira que vai ser interessante".

Já sobre a falta de água para 800 mil paulistanos, ele falou:

"A Sabesp está fazendo o possível para arrumar isso. Espero que a TV Brasil tenha o mesmo interesse com cada estado, cada município".

Oitocentos mil paulistanos? Bobagem se preocupar com esses caras.

O risco tucano. - Passo atrás jamais!

  Como em todas eleições presidenciais existe sempre um risco do resultado mudar o rumo de qualquer nação. Nas próximas eleições, aqui no Brasil o risco é extremo!

Podemos trocar o crescimento, a geração de empregos, a boa situação economica com blindagem contra crises externas e a posição de liderança geopolitica por algo bem menos interessante.
O PT não chegou ao poder por acaso, foi o povo que cansou de ouvir as velhas elites vampiras que por décadas dominaram o Brasil. Votou PT, votou Lula.
Muito menos foi por acaso que Lula foi reeleito. A reeleição de Lula foi o carimbo popular aprovando a nova administração.
Agora que comprovamos que um novo Brasil é viável e tem condições de reinvidicar sua posição de direito no mundo globalizado existe alguma razão para um passo atrás?
Como acreditar em pessoas que quando a Brasil começou a "dar certo" de olhos esbugalhados alegaram que Lula estava copiando as políticas neoliberais, agora em abistinência de poder gritam que está tudo errado!
Afinal Lula copiou as politicas "deles" ou as politicas "deles" são "tudo errado"?
O Brasil endividado, estagnado e aberto aos predadores internacionais é o que podemos esperar de administrações tucanas. Pode ser que eles conheçam políticas, procedimentos administrativos e técnicas muito corretas para uma boa administração, mas decididamente não sabem aplicá-las!
O povo brasileiro não merece nada a menos do já conquistado, passo atrás jamais!
Do Blog ZePovo - 08.02.2010

11 de fev. de 2010

Inundações em São Paulo: Descaso, incompetência e negligência dos Governos Serra/Kassab

 SÃO PAULO ABANDONADA

Diante da agonia dos moradores da Várzea do Rio Tietê, na Zona Leste, devido às constantes inundações de suas casas por causa das cheias do rio, a tática da dobradinha Serra/Kassab tem sido proteger a administração tucana, cujo mandatário disputará a eleição presidencial. Nesse jogo, o prefeito assume os desgastes e fica responsável pelo serviço sujo de remover as famílias do local. Mas a verdade vai aos poucos sendo revelada, mostrando de quem realmente é a culpa, como se verá logo abaixo.
 
Desde o dia 8 de dezembro, quando durante a madruga uma forte chuva alagou vários bairros de São Paulo e novamente inundou as margens do Rio Tietê, o deputado estadual Simão Pedro tem atuando incessantemente junto com lideranças locais e outros parlamentares para apurar as responsabilidades das autoridades e buscar respostas sobre a permanência da inundação na Vila Itaim e Jardim Romano. Simão Pedro tem participado de atos públicos e protestos junto com a população e suas lideranças e pretende apresentar ao Governo Estadual uma série de propostas para corrigir os problemas.

Recursos Orçamentários não foram utilizados

Já em outubro de 2009, a Bancada do PT na Assembleia Legislativa, em entrevista coletiva sobre o balanço da execução orçamentária de 2009, denunciou o congelamento pelo Governo Serra dos recursos previstos para ações e obras na Bacia do Alto Tietê. Dos R$ 188 milhões que seriam destinados para trabalhos como o desassoreamento do rio, o governo havia gasto apenas R$ 74 milhões.
 
Além disso, a Bancada do PT denunciou que, na proposta de Orçamento para 2010, o Governo Serra propunha cortes maiores nas ações de combate às enchentes: apenas R$ 200 milhões, 20% a menos no comparativo com 2009. No DAEE, órgão responsável pela manutenção da Calha do Rio Tietê, o Governo Serra propôs cortes de R$ 20,3 milhões. 

Calha do Rio Tietê: desassoreamento não foi feito em 2006, 2007 e 2008

No dia seguinte à inundação das marginais do Rio Tietê, uma série de explicações foram dadas à imprensa pelo prefeito Kassab e pelo governador Serra. Entre as justificativas estava a de que bombas quebraram e não puderam devolver a água para o rio. A notícia foi desmentida em 17 de dezembro após uma vistoria que revelou que as 26 bombas do sistema não apresentaram problema algum. O Portal UOL publicou reportagem sobre o desdobramento.
 
A verdade veio à tona com a reportagem da jornalista Conceição Leme, publicada no dia 27 de dezembro no site do Azenha (http://www.viomundo.com.br/denuncias), que trouxe a denúncia de que o governo estadual não realizou os trabalhos de drenagem e desassoreamento da Calha do Rio Tietê, em 2006, 2007 e 2008. Somente em 2009 o trabalho foi retomado. Isso significa que o trabalho de aprofundamento e alargamento do rio, iniciado em 2002 e concluído em 2005 na gestão do governador Alckmin, que consumiu R$ 1,7 bilhão dos cofres públicos, foi completamente perdido e explica porque o Tietê está transbordando facilmente.

Na entrega da obra, em março de 2006, o governo Alckmin informou que da Barragem da Penha (Zona Leste) até o Cebolão (Zona Oeste), trecho principal do Rio Tietê e que mais alaga, o rebaixamento foi de 2,5 metros, gerando a retirada de 9 milhões de metros cúbicos de lixo e terra. Segundo a publicidade oficial da época, a probabilidade de inundação caíra de 50% para 1%. 

Segundo especialistas, o Rio Tietê recebe aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de resíduos por ano. Na inauguração da obra, o governo anunciou que uma PPP (Parceria Público-Privada) seria constituída para fazer a manutenção da calha do Rio, ou seja, para remover esse volume de detritos anualmente. Ocorre que a PPP não ocorreu e o serviço deixou de ser executado durante 3 anos. Ou seja, cerca de 3,6 milhão de metros cúbicos de terra e lixo deixaram de ser retirados do rio naquele trecho.
 
Na reportagem publicada no site do Azenha, a jornalista informa que o governo estadual, através do DAEE, realizou licitação, em 2008, para serviço de retirada de 380 mil metros cúbicos de lixo e terra por ano, o que passou a ser realizado a partir de 2009. Uma das conclusões a que chega a reportagem é que “o nível do Tietê voltou ao que era antes das obras da calha: R$ 1,7 bilhão praticamente jogado no lixo”.

Desassoreamento nunca foi feito entre a Penha e o Itaim Paulista

Outro dado que explica os alagamentos constantes na região do Jardim Pantanal foi revelado em reportagem da jornalista Juliana Uchinaka, publicada no Portal UOL em 17 de dezembro. O texto mostra que o trabalho de desassoreamento da parte de cima do Tietê não é feito desde o governo Quércia (1987/91). Esta informação foi dada à jornalista pelo funcionário do DAEE, engenheiro João Sérgio, responsável pela Barragem da Penha. “Não precisa ser especialista para ver que o rio está assoreado”, declarou o engenheiro.

Esse problema é visível para qualquer pessoa que passa pela Rodovia dos Trabalhadores, na altura do Parque Ecológico do Tietê. Na parte de cima da Barragem da Penha, a área que poderia servir como um piscinão está toda assoreada, assim como vários trechos do rio até a região do Jardim Romano, onde a população sofre com a inundação que se tornou permanente. O desassoreamento desta parte do Tietê daria mais velocidade ao escoamento da água e aumentaria a área de reserva de água perto da Barragem, o que impediria o transbordamento para os bairros adjacentes.

Comportas da barragem foram fechadas para protegem obras da Marginal

A jornalista que construiu a reportagem citada acima acompanhou uma Comissão Especial de Deputados da Assembleia Legislativa em visita à Barragem da Penha em 16 de dezembro. A Comissão era formada pelos deputados Simão Pedro, Adriano Diogo (ambos do PT) e Raul Marcelo (PSOL). Os deputados confirmaram aquilo que a população dos bairros alagados já desconfiava: as seis comportas da barragem da Penha foram fechadas às 2h55 de 8 de dezembro, dia em que a cidade enfrentou fortes temporais que alagaram vários pontos, como há muito tempo não se via. 

Elas só foram reabertas completamente no dia 10, às 17h20. Os dados, fornecidos aos deputados e jornalistas pelo engenheiro João Sérgio, do DAEE, indicam claramente que o Governo Serra optou claramente em alagar os bairros pobres da Zona Leste para evitar uma cheia maior nas Marginais do Tietê e Pinheiros. “Se eu não tivesse fechado aqui teria alagado as marginais e toda São Paulo”, justificou o engenheiro, explicando que recebe ordens da EMAE, responsável por administrar e produzir energia na Usina de Traição, no Rio Pinheiros, e pelo complexo do Cebolão.
 
Segundo os registros da barragem, no dia 8 a água ficou acima do nível das comportas por um período entre 5 e 6 horas. O engenheiro Sérgio explicou que a queda do Rio Tietê é de apenas 4% e por isso a vazão demora 72 horas desde a barragem de Mogi das Cruzes até o centro da cidade – isso sem chuva. Assim, uma hora de comportas fechadas, pode fazer um estrago muito grande nos bairros como o do Jardim Pantanal.
 
No dia 8 de dezembro, as Marginais do Rio Tietê ficaram completamente alagadas. Especulou-se que as obras da “Nova Marginal”, construção de novas pistas nas marginais, por retirar mais de 600 árvores e impermeabilizar mais ainda a várzea do Tietê tivessem contribuído para o alagamento que ocorreu em setembro e no dia 8 de dezembro. Como se vê, contribuiu sim.

Ocupação das várzeas não foi feita só pela população pobre

Outra forma de desviar a atenção da opinião pública sobre as enchentes em São Paulo que vem sendo utilizada pelos governos Serra/Kassab é a de jogar a culpa do problema na população pobre que ocupou e mora na região da várzea do Rio Tietê. Além de desviar a atenção de suas responsabilidades pelo agravamento da situação, os governantes de São Paulo querem retirar cerca de 10 mil famílias de vários bairros na Zona Leste para construir, em 2010, uma obra de compensação pelos danos causados ao meio ambiente pelas obras da Nova Marginal: o Parque Linear do Rio Tietê e a Via Parque, ambas de alto impacto eleitoral.

Todos sabem que a opção de ocupar as áreas de várzea do Tietê e do Rio Pinheiros foi tomada pelos governos, com a construção das avenidas marginais. Esta opção continuou, por exemplo, com a construção da USP e a autorização para instalação de empresas ao longo do rio. Evidentemente que, com a falta de políticas de moradia popular, uma população cada vez mais crescente também foi ocupando a região com construção de casas. É o que ocorreu entre São Miguel Paulista e Itaquaquecetuba e no entorno de Guarulhos. 

Também ocuparam a área de várzea empreendimentos habitacionais e equipamentos públicos executados de forma direta pelo Estado. O maior exemplo é aquele que passa todos os dias nas reportagens sobre as inundações no Jardim Romano: o CEU Três Pontes e o Condomínio da CEF/Cohab, construído sobre aterro a poucos metros do leito do rio.

O deputado federal Paulo Teixeira, também preocupado em buscar respostas e soluções para o problema das enchentes na várzea do Tietê, percorreu nas últimas semanas trechos do rio dentro de um barco e fez até um sobrevôo sobre o local. A investigação levantou algumas hipóteses adicionais sobre as causas: a instalação da Bauducco, com obra sem licenciamento ambiental, um aterro que contribui para assorear o rio na altura de São Miguel e o pilar de sustentação de uma ponte no complexo viário Jacu-Pêssego.

Poucas ações para remover ou mesmo impedir a ocupação foram realizadas pelas diversas gestões que passaram pela cidade e pelo Estado. É por isso que, com muita justiça, as lideranças e entidades que organizam a população da região manifestam indignação e exigem respeito quando são criminalizadas em algumas reportagens e falas de algumas autoridades.

Gestão Metropolitana não existe

Outra forma do Governo Serra “tirar o corpo fora” do problema é acusar os municípios pelos problemas da poluição e das enchentes do rio Tietê.

“O governador precisa conhecer melhor o Estado que governa e saber que o combate às enchentes é de sua competência e não dos municípios”. Esta foi a forma como a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Ermínia Maricato, reagiu à fala de José Serra, que responsabilizou os municípios da Grande São Paulo por estarem impermeabilizando as várzeas do rio Tietê. Ela, que já foi secretária executiva do Ministério das Cidades e faz parte do grupo de urbanistas que assinou manifesto contra as obras realizadas pelo Governo do Estado nas marginais do Tietê, disse que em vez de responsabilizar os municípios pelas enchentes, o governador deveria retirar a Emplasa do ostracismo. A empresa é responsável pela elaboração do planejamento urbano da Grande São Paulo programando, coordenando e executando os serviços na Região Metropolitana.
 
Já o secretário de Política Urbana de Suzano, cidade situada na Grande São Paulo, às margens do Rio Tietê, Miguel Reis Afonso, disse que nenhum município tem capacidade jurídica para aprovação de projetos em áreas de proteção ambiental. “Ao atribuir às prefeituras a liberação de obras que impermeabilizam a várzea do Tietê, o governador foge de suas responsabilidades, como faz ao dizer que a ampliação da Marginal Tietê terá impacto zero nas enchentes”, analisa.
 
Maricato e Afonso colocaram o dedo na ferida: em termos de planejamento de políticas públicas na Região Metropolitana, que é uma atribuição do Estado determinada pela Constituição, a gestão tucana que está há 15 anos no poder, é um fracasso. Os problemas de transporte, abastecimento e saneamento, segurança pública, habitação deixam a desejar. O que existe, em termos de consórcios municipais, são iniciativas dos próprios prefeitos.

Insensíveis, Kassab e Serra aproveitam para apressar remoção de famílias

Escamoteando a verdade para o povo, os governos de Serra e Kassab, alheios ao sofrimento da população mais pobre, resolveram aproveitar-se da situação para apressar a retirada das famílias com vistas a implantar a obra da “Via Parque” e do “Parque Linear”. Antes das inundações, as famílias ofereceram resistência à remoção, sem a apresentação de um plano habitacional completo para elas, o que os governos ainda não têm. 

Cerca de 10 dias depois do início das inundações, a prefeitura e a CDHU iniciaram a transferência de 80 famílias para um conjunto da companhia estatal em Itaquaquecetuba, concomitantemente à demolição de suas casas. Para outras, empurra uma ajuda-aluguel de R$ 300. Com isso, reforçam a idéia de que o problema das inundações é a ocupação da região pelas moradias, desviando a atenção dos outros temas. Aproveitam-se da debilidade da população com suas casas alagadas para dar início ao plano de remover as 4 mil famílias para implantar o parque e a avenida. Embora tardiamente, o prefeito tenta também com isso aparecer para a imprensa e para a população como alguém que está agindo diante do problema.

Atenta, uma parte importante das famílias resolveu protestar e, através de suas lideranças, organizaram celebrações e atos públicos. Em 18 de dezembro, dois atos simultâneos ocorreram na região. Um deles aconteceu na Chácara Três Meninas, quando o padre Ticão lançou o grito de ordem “uma casa por outra casa”, ou seja, só se remove uma família de uma casa, oferecendo-lhe outra casa. O outro ato ocorreu no Jardim Romano, numa das ruas que ficaram inundadas por vários dias. O Senador Suplicy e o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, ao lado de parlamentares como Paulo Teixeira, Adriano Diogo e Simão Pedro participaram. A maior mobilização ocorreu no dia 16 de janeiro, quando cerca de 300 pessoas, lideradas pelo padre Luciano, da Paróquia do Jardim Romano, percorreu várias ruas do bairro, parando em frente ao Hospital Estadual do Itaim, onde os manifestantes protestaram contra a morte, antes do Natal, do menino Isaac, de 6 anos, por suspeita de leptospirose - o laudo do hospital declarou “morte natural”.

Paralelamente, as lideranças procuraram apoio jurídico da Defensoria Pública que ajuizou uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura e o Estado, solicitando a paralização das remoções, até que sejam apresentadas informações sobre o plano de habitação para as famílias. A Defensoria também solicitou à Justiça que determine que a Sabesp forneça informações sobre as ações da empresa na região.

Soluções técnicas são possíveis com vontade política

A remoção de 4 mil famílias de dentro da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Tietê que a prefeitura e o governo do Estado querem fazer, não vai resolver por si só o problema das inundações. Como se viu acima, sem a manutenção do aprofundamento da calha do rio da Penha até o Cebolão e sem o desassoreamento da parte de cima da barragem até Itaquaquecetuba, as enchentes continuarão.

Em relação às inundações nos jardins Pantanal e Romano, o governo precisa realizar os estudos de batimetria para localizar os obstáculos que impedem a drenagem da água para o rio. No caso da Rua Capaxós, que dá acesso ao CEU Três Pontes, e que vive constantemente inundada, técnicos como Carlos Jesus de Campos, que elaborou uma “nota técnica”, constataram que a rua é uma “bacia”, ou seja, é alta nas duas pontas e baixa no meio. Assim, sugerem medidas urgentes de drenagem para esgotamento da água com construção de canais e galerias ou por meio de um sistema de bombas.
 
Em relação a construção do parque e da avenida na região da várzea, o deputado Simão Pedro e a maioria das lideranças populares da região já se manifestaram favoráveis, desde que um plano habitacional concreto e completo seja apresentado e aprovado pela população antes do início das obras e que as famílias remanejadas possam residir nas imediações e usufruir das benfeitorias que serão feitas. 

Aliás, em 2004, dialogando com as lideranças sobre os problemas locais, o deputado apresentou um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa, propondo a alteração da APA da Várzea do Rio Tietê com a criação das Zonas de Uso Controlado para regularizar as moradias que já estão dentro da APA e a remoção dos casos mais drásticos para novas moradias. As áreas ainda não ocupadas se transformariam em parques.

Do site Deputado Simão Pedro - 19.01.10