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18 de dez. de 2012

Mães enfrentaram toda gestão Serra e Kassab sem conseguir vagas nas creches de São Paulo

 Fotos: Márcia Brasil
Nádia Campeão (vice Prefeita) e Fernando Haddad conversam com mães trabalhadoras que sofrem na gestão Kassab numa das  regiões mais populosas e carentes de São Paulo com a falta de vagas em creche, Cidade Ademar.

Por Márcia Brasil

4 de dez. de 2012

Secretário do MEC será titular da Educação na gestão de Fernando Haddad

Undime-SP
Prefeito eleito da capital paulista confirmou hoje a escolha. Nesta quarta-feira ele deve anunciar outros dois nomes para o primeiro escalão de seu governo 
São Paulo – Nesta quarta-feira (5) o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), deve fazer um novo anúncio de nomes que vão assumir secretarias em seu governo. Entre eles está o do sociológo Cesar Callegari (PSB) na Secretaria de Educação. O nome de Callegari foi confirmado hoje pela assessoria de Haddad.

26 de nov. de 2012

No Dia Nacional da Luta contra a Violência sobre a Mulher, a falta no atendimento à educação para seus filhos é uma violência.

Hoje o número de crianças sem creche, na cidade de São Paulo, chega a 157.000.
 Falta de creche e escolas em período integral para crianças e adolescentes emperra autonomia financeira para as mulheres.

Por Márcia Brasil

No Dia Nacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado dia 25 de Novembro, pouco (ou nada) é falado sobre a falta de escolas para o atendimento de crianças e adolescentes. A mulher também sofre violência constitucional por perder o direito de progredir, quando o Estado não garante educação adequada para seus filhos, nas áreas rurais ou urbanas. A condição de estudar e obter novas formações profissionais é quase nula para esta mãe independente.

22 de nov. de 2012

Em coluna, Dilma dá detalhes sobre a construção de mais de 3 mil creches

 Na coluna Conversa com a Presidenta desta terça-feira (20), Dilma detalhou o investimento de R$ 3,4 bilhões em creches. Em resposta a Josane Maria Dias Nascimento, de 46 anos, ela falou da importância da construção de 3.019 unidades em todo o país, e 12 em Cuiabá, cidade de Josane. Até 2014, serão 6 mil unidades em parceria com os municípios.

18 de nov. de 2012

Fósforo branco: crianças palestinas são queimadas vivas por Israel em Gaza

Conflito: As Crianças de Gaza e as Bombas de Fósforo Branco

Criança palestina vítima de fósforo branco. Foto: divulgação

As crianças são as maiores vitimas do ataque com bombas de fósforo branco, na faixa de Gaza.O fósforo branco é usado regularmente para a fabricação de fogos de artifício e bombas de fumaça para camuflar movimentos de tropas, em operações militares. A sua utilização como componente de armas químicas é proibida pelas Convenções de Genebra e especialmente pela Convenção sobre Armas Químicas, reafirmando os termos do Protocolo de Genebra de 1925, que proíbe o uso de armas químicas e biológicas.

15 de jun. de 2012

Playcenter: frequentadores dizem não ao fechamento do parque


A família Cafe ainda pensa em voltar mais uma vez ao parque antes dele fechar (Foto: Mario Henrique de Oliveira)

Adolescentes reclamam da falta de opção para se divertir na cidade

Por Mario Henrique de Oliveira - SPressoSP


“Vai ser chato pra caramba, não vamos mais ter adrenalina. Não são só as crianças que têm o direito de se divertir.” A frase dita pelo jovem Esdras de Morais, de apenas 11 anos, poderia ter saído da boca de qualquer frequentador do Playcenter. A reportagem do SPressoSP esteve no parque nesta quinta, 14, e ouviu diversos depoimentos de crianças e adolescentes. Nenhum deles está feliz com o encerramento das atividades do parque para dar lugar a um espaço dedicado apenas a brinquedos infantis.

6 de jun. de 2012

Campanha alerta pais sobre importância da classificação indicativa

Divulgação
O Ministério da Justiça lançou em março a campanha Não se Engane, para alertar os pais sobre a influência que as obras audiovisuais podem ter na formação de crianças e informá-los sobre a classificação indicativa como uma forma de selecionar os programas aos quais os filhos assistem.  

25 de jan. de 2012

São José dos Campos, o que a grande imprensa não mostra.


Veja abaixo o vídeo que mostra a realidade no dia 22.01.12

Por Felipe Milanez e Maíra Kubík Mano - Carta Capital - 23.01.12

"Não deu tempo de pegar nada. Eles disseram: deixa tudo aí, depois vai voltar para buscar. Peguei o que deu", relata moradora

23 de mai. de 2011

CNJ vai regulamentar registro de filhos de brasileiros nascidos no exterior

Imagem: anti.novaordemmundial

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai editar norma, a pedido do Ministério das Relações Exteriores, para padronizar o registro da transcrição das certidões de filhos de brasileiros nascidos no exterior. A norma vai tratar também da transcrição de certidão de casamento ocorrido em outros países. Hoje cada cartório adota um procedimento diferente: alguns só fazem a transcrição mediante processo judicial, outros exigem a contratação de advogado, informa Marcelo Martins Berthe, juiz auxiliar da Presidência do CNJ.

Segundo ele, o CNJ vai discutir o assunto com os registradores, identificar as melhores práticas, para fazer a regulamentação e dar segurança aos consulados brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os consulados estão com dificuldade de atender os brasileiros devido à falta de parâmetros legais claros.

Pela legislação, o filho de brasileiro nascido no exterior deve ser registrado no cartório local e depois no consulado do Brasil – medida necessária para provar que a criança é filha de brasileiro. Ao completar 18 anos, faz a opção de nacionalidade. Mas os documentos emitidos em outros países só têm valor depois de transcritos no livro E do cartório de registro civil.

Há diversos pontos, segundo ele, que precisam ser esclarecidos, considerando que cada país adota critérios próprios para o registro civil. Há países, por exemplo, que só colocam na certidão o nome da mãe. No Brasil, normalmente a certidão tem o nome da mãe, do pai e do declarante (pessoa que presta as informações ao cartório). De acordo com Berthe, o espaço reservado ao nome do declarante tem efeitos indesejáveis: se o espaço fica em branco, é porque a criança foi adotada ou os responsáveis estão no programa de proteção às testemunhas.

Já nas certidões de casamento o principal problema é o regime de bens: não há correspondente entre as possibilidades existentes no Brasil e as de outros países.

Daniel Pearl - Blog da Dilma -18.05.2011

Fonte: Gilson Euzébio

Agência CNJ de Notícias

24 de fev. de 2011

Livro infantil com audiodescrição chega ao mercado

Será lançado no próximo dia 23 (quarta-feira), o livro infantil com audiodescrição. "Simplesmente Diferente", de Mônica Picavêa. A obra vem acompanhada de um CD com a narrativa dos textos e descrições detalhadas de personagens e ilustrações. O lançamento acontecerá na Saraiva Mega Store Higienópolis, no Shopping Pátio Higienópolis, às 18h30, em São Paulo (SP).

Simplesmente diferente é uma coletânea de sete historinhas rimadas, que mostram formas interessantes de ver o mundo de algumas pessoas com deficiência e ensinam a enxergar a diversidade com mais naturalidade.


A audiodescrição consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, mudanças de tempo e espaço, entre outras. 
A autora explica que a obra traz histórias reais, baseadas em experiências de pessoas com deficiência. O objetivo é mostrar as potencialidades dessas pessoas e combater o preconceito que enfrentam, mostrando para as crianças que as pessoas com deficiências têm o seu espaço.
Parte da renda obtida com as vendas do livro será revertida para projetos sociais da Fundação Stickel.

Lançamento do livro "Simplesmente Diferente", de Monica Picavea
Data: 23 de fevereiro de 2011 (quarta-feira)
Local: Saraiva Mega Store Higienópolis - 
Shopping Pátio Higienópolis
Endereço: Avenida Higienópolis, 618, São Paulo (SP)
Horário: 18h30

Fonte: Nilton Sergio/ ADS Comunicação Corporativa

Da Revista on-lien Sentido

10 de dez. de 2010

Prímulas neles: tensão pré-menstrual, doenças benignas no seio, regulação do nível de colesterol sanguíneo, agregação plaquetária, regulação da pressão sanguínea, obesidade, doença atópica, esclerose múltipla, artrite, reumatismo, alcoolismo, desordens mentais e hiperatividade infantil.

O que é Prímula?
Prímula é o nome da planta da espécie Oenothera biennis. Nativa da América do Norte, que atinge em torno de 1 metro de altura e produz flores amarelas. O óleo de prímula é obtido das sementes dessa planta e muito rico em um tipo de ácido graxo essencial da família do Ômega-6 denomidado ácido gama-linoleico, reconhecidamente benéfico para a saúde.
 

Prímula - Uma flor para afastar a TPM
O óleo de prímula vem sendo estudado para tratar de diversos problemas de saúde, entre eles destaca-se seu uso para aliviar os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) nas mulheres. Outras indicações para seu uso (via oral) incluem casos de eczema e outras irritações da pele, sendo que diversos estudos comprovam a eficiência do óleo de prímula nessas situações.
O óleo das sementes da Oenothera biennis, uma flor conhecida popularmente como prímula ou estrela-da-tarde, está sendo apontado como um excelente remédio para acabar com os transtornos que algumas mulheres experimentam no período que antecede a menstruação – a chamada tensão pré-menstrual (TPM).
A Oenothera biennis não deve ser confundida com a ornamental Primula obconica, também conhecida popularmente como prímula. A planta, originária da América do Norte, já era utilizada pelos índios americanos para evitar infecções nos ferimentos e, agora, está sendo considerada um dos melhores recursos da fitoterapia para combater a tensão pré-menstrual, responsável pelas súbitas mudanças de humor e dores no corpo relacionadas a este transtorno que atinge cerca de 35% da porção feminina do planeta.
A eficiência da planta foi confirmada na última Conferência Anual da Associação Americana de Farmácia. Um estudo do Centro de Medicina Integrada Cedars-Sinai, da Califórnia, avaliou o uso do fitoterápico em 68 mulheres que se queixam do distúrbio. No fim de três meses, 61% delas tiveram desaparecimento total dos sintomas e em 23% dos casos houve melhora parcial. Apenas em 16% das pacientes nenhum afeito foi percebido.

Equilíbrio Hormonal
O segredo do óleo da prímula está nos ácidos graxos poliinsaturados, presentes na sua composição, que não são produzidos naturalmente pelo organismo e precisam ser obtidos na dieta. Deles o mais importante é o chamado ácido gamalinolênico (GLA). Além de fazer parte da estrutura das membranas celulares, o GLA origina a prostaglandina E1, uma substância que ajuda a equilibrar os hormônios femininos, diminuindo os impactos da TPM, afirmam os pesquisadores.
Nas refeições, esses ácidos graxos essenciais podem ser obtidos de certos óleos, como o de soja e o de girassol, ou extraídos da sardinha, do salmão e dos peixes em geral.
A carência de ácidos graxos essenciais pode acarretar, além da síndrome pré-menstrual, distúrbios como eczema atópico, envelhecimento precoce, esclerose múltipla, hiperatividade infantil e hipertensão arterial.
Os precursores de prostaglandinas, principalmente o ácido gamalinolêico, influenciam na regulação de hormônios sexuais femininos, mantém a elasticidade da pele, controlam a oleosidade e influenciam na liberação de neurotransmissores cerebrais.

Benefícios do Óleo de Prímula para a saúde
Atribui-se ao óleo de prímula diversos benefícios à saúde, com aplicações para: artrite reumatóide, dor no peito, eczema, diabetes, alívio dos sintomas da tensão pré-menstrual, etc. Um pequeno estudo indicou que suplementação com óleo de prímula reduziu a quantidade de LDL, o colesterol ruim.
- Ajuda na regulação da inflamação, agregação plaquetária e tônus vascular.
- Inibe a síntese do colesterol, controla a pressão sangüínea e ativa os Linfócitos.
- Atenua os sintomas da tensão pré-menstrual.
- Mantém a pele saudável e hidratada, evitando o envelhecimento ou ressecamento da pele.
- Atua na regulação da temperatura corporal, no gasto de energia do organismo e outras atividades. A deficiência destes ácidos causa diversos distúrbios orgânicos, entre eles baixa imunidade, transtornos sexuais e de crescimento.
- Poucos alimentos são fornecedores dessas substâncias em quantidade suficiente.
- O óleo de prímula é um agente ideal como fornecedor de GLA e LA.
Através de seu princípio ativo, o ácido gama-linolênico, o óleo de prímula é empregado no tratamento de toda e qualquer condição para as quais as prostaglandinas (PGE1) seriam benéficas. Entre essas estão a tensão pré-menstrual, doenças benignas no seio, regulação do nível de colesterol sanguíneo, agregação plaquetária, regulação da pressão sanguínea, obesidade, doença atópica, esclerose múltipla, artrite, reumatismo, alcoolismo, desordens mentais e hiperatividade infantil.

Um aporte regular do óleo de prímula oferece ao organismo elementos construtivos essenciais para o mecanismo de auto-regulação hormonal, e contribui para o seu bom funcionamento e bem estar, especialmente na velhice, ou no envelhecimento prematuro provocado por certas enfermidades. Até para combater a anorexia o consumo do óleo de prímula vem sendo estimulado.

Alguns estudos envolvendo as propriedades anti-inflamatórias do óleo de prímula, com algumas pessoas sofrendo de artrite reumática resultaram em benefício significativo. Outras indicações para o uso de óleo de prímula incluem casos de cirrose descompensada, neuropatias diabéticas, tensão pré-menstrual (
TPM) e esquizofrenia (coadjuvante).


Conheça a planta
Nome científico: Oenothera biennis.
Nomes populares: prímula, onográcea e estrela-da-tarde ou ‘evening primrose’ (nome originado do fato de suas flores abrirem-se ao entardecer). Na França é conhecida como onagre.
Origem: América do Norte.
Detalhes: Da América do Norte a planta foi levada para a Inglaterra em 1619, onde ficou conhecida como "King’s Cure-all". Seu cultivo expandiu-se pela Europa e Ásia, mas não há cultivo no Brasil. É uma planta herbácea anual ou bianual, de caule robusto, folhas largas e longas, flores grandes e amarelas. O fruto é uma cápsula que contém numerosas sementes.
Composição química: Ácido gamalinolênico (GLA), fitosterol, onoterina, taninos, compostos flavônicos, mucilagens, ácido palmítico, ácido esteárico, ácido oléico, beta-sistosterol e citrstadieno.


Fonte: Saúde On-line 

29 de jul. de 2010

TAPA DE AMOR TAMBÉ DÓI

Como os adultos, as crianças têm o direito de ver respeitadas sua dignidade e integridade física e esse respeito precisa estar traduzido em lei. Não há desculpa para a ‘palmada’ ou a ‘palmadinha’


Por Paulo Sérgio Pinheiro


Faz séculos que as crianças mundo afora sofrem com o castigo corporal ou físico, aquele que recorre à força e inflige certo grau de dor, mesmo leve. Na maioria dos casos, trata-se de bater nas crianças (palmadas, bofetadas, surras) com a mão ou com objetos como chicote, vara, cinturão, sapato e colher de madeira. Mas pode consistir também em dar pontapés, empurrões, arranhá-las, mordê-las, obrigá-las a ficar em posturas incômodas, produzir queimaduras, obrigar a ingerir água fervendo, alimentos picantes ou a lavar a boca com sabão. Além desses há outros castigos que não são físicos, mas igualmente cruéis e degradantes, castigos em que se menospreza, se humilha, se denigre, se ameaça, se assusta ou se ridiculariza a criança.

Agora que a escala e a dimensão dessas práticas de violência aqui descritas se tornaram mais visíveis, e conhecidas suas consequências sociais, emocionais e cognitivas devastadoras para o desenvolvimento da criança e para seu comportamento como adulto, como acelerar o processo de sua eliminação? Políticos e organizações da sociedade civil e religiosas precisam rejeitar claramente a violência contra a criança. Governos devem revelar através de pesquisas o verdadeiro nível de violência contra a criança e combatê-la.

Felizmente, a luta contra as formas mais severas (e criminosas), como violência sexual, tráfico de crianças e prostituição infantil já conta com um consenso que as condena. Mas a violência sistemática nos lares , nas escolas, nas instituições continua velada e disfarçada. Mesmo que as coisas sem dúvida comecem a mudar, como demonstra o projeto de lei apresentado pelo governo brasileiro proibindo o castigo corporal, continua a haver uma atitude ambígua em relação à violência contra as crianças em todos os países.

Pelas reações iradas em entrevistas e blogs na última semana, vários pais dizendo que iriam continuar a bater em seus filhos mesmo com a lei, especialistas palpiteiros proferindo que uma “palmadinha em bebês é útil”, dei-me conta de que a proibição a toda espécie de castigo corporal das crianças causa ainda enorme controvérsia. No entanto , as crianças têm exatamente o mesmo direito de ver respeitadas sua dignidade humana e sua integridade física como os adultos, e esse respeito precisa estar traduzido em lei. Não pode haver desculpa para a “palmada” ou a “palmadinha” (termos doces para que os adultos se sintam mais confortáveis). Frequentemente políticos e profissionais trivializam essa questão. Mas assim fazendo eles insultam as crianças e dão carta branca para os adultos as agredirem e torturarem. As mulheres, na sua gloriosa luta pela igualdade, fizeram do enfrentamento da violência doméstica nas suas casas um componente vital de seu combate. Hoje em dia nenhum marido ou macho ousaria defender “tapas” nas suas mulheres ou companheiras.

Claro que somente a lei não vai terminar com a violência contra a criança. É um passo necessário, mas insuficiente. A reforma legal precisa ser precedida e acompanhada por intensa promoção de práticas de relações positivas com as crianças. Para tanto, já há um enorme conjunto de orientações e práticas de “disciplina positiva” que tenta entender o que as crianças pensam e sentem, definindo objetivos no longo prazo da educação e buscando resolver problemas nas relações entre pais e crianças. Aprender a ser tolerante e não autoritário: por mais irritante que seja, crianças tendem a repetir comportamentos que foram proibidos. Isso é normal e não deve ser tomado como “lesa majestade” ao pátrio poder. Não adianta sair proferindo castigos idiotas como imobilizar crianças num quarto escuro. Melhor se esforçar por estabelecer limites. Mas não adianta berrar contra as crianças, o que fará com que concentrem sua atenção mais na raiva que nos limites. Mas sobretudo não bater nas crianças. No final os pais estarão ensinando aos filhos que baixar o cacete resolve um conflito.

Mas pais e mães não podem ser totalmente culpados por desconhecerem essas alternativas. Há enorme responsabilidade dos governos em criar estruturas de formação dos pais, ajudando-os a superar a violência contra seus filhos. As raízes da violência nas crianças e nos futuros adultos está na violência sistemática dos adultos contra eles. Logo, é do maior interesse dos governos e de toda a sociedade que essa violência contra as crianças autorizada por lei seja eliminada. A combinação de investimento em prevenção, como educação dos pais e professores, mecanismos para ouvir as vítimas e as crianças e legislação é a forma mais efetiva para reduzir e eliminar a violência contra a criança. Nenhuma violência contra a criança pode continuar a ser justificada e disfarçada como amor, educação, disciplina.

PAULO SÉRGIO PINHEIRO É COMISSIONADO E RELATOR DA CRIANÇA DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS DA OEA (28.07/2010)

ESP

20 de jun. de 2010

1º Encontro de Colecionadores de Miniaturas de Veículos

Data: 26 e 27 de junho de 2010

Horário: das 10h às 16h

Local: Cidade da Criança

Endereço: Rua Tasman, 301 - Acesso pelo km 18 da Rodovia Anchieta - Jardim do Mar - São Bernardo do Campo - SP

Entrada: Gratuita

Informações: (11) 4348-1051 ou eventos.sdet@saobernardo.sp.gov.br

12 de jun. de 2010

A importância da educação infantil

"A primeira escola não existe para substituir a babá, para apenas tomar conta dele enquanto você trabalha ou para preparar a melhor Festa Junina da sua vida. A escola de educação infantil vai muito além.

Ei, você aí: passou do tempo de pensar que criança de 0 a 5 anos não aprende, de fato, na escola, pois “só” brinca.

Também não dá mais para achar que é cedo para entender linha pedagógica, diferenciar construtivismo de escola tradicional, saber quem foi Maria Montessori, Jean Piaget ou Rudolf Steiner.Além de descobrir se está perto de casa, quanto custa, como cuida da limpeza, que tipo de alimentação oferece e se trata seu filho com carinho, é hora de identificar como essa escola vai educá-lo.

Pois ele aprende desde que nasce que a escola é o ambiente social mais importante depois da família.

Educação infantil pode ser mais importante do que o curso superior? SimÉ quando a criança experimenta o prazer pelo aprender e começa a gostar dela (ou não). A escola aguça a curiosidade da criança e diz a ela “olha que interessante é a vida!”.

Está se achando neurótico por já imaginar vestibular, faculdade e carreira profissional? Não se martirize. O futuro começa agora e por isso é hora de decidir se vai priorizar uma formação humanista em que se preza a criação de um ser crítico e capaz de tomar decisões ou optar por um perfil mais pragmático, em que o foco é o conteúdo, voltado para o vestibular e o êxito profissional. Ou tudo isso junto se for possível. Ou equilibrar.

Escolinha?! Por essas e outras, chamar de “escolinha” soa pejorativo. O termo não existe à toa. A sociedade demorou a entender que infância é um período importante e as crianças são diferentes em determinadas idades.

Para ter uma idéia, faz somente dez anos que o Ministério da Educação — com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases — reconheceu a educação infantil como parte da educação básica de qualquer brasileiro. Isso reflete no que é oferecido às famílias, pois, entre outras coisas, indica ser fundamental a especialização do educador. Significa que educação infantil tem de ir muito além da “tia”, das recreações, do Dia das Mães ou das canções de Natal.

O seu filho precisa estar em um local com profissionais especializados que promovam rotinas baseadas em propostas pedagógicas muito bem fundamentadas.“Escola infantil não vive de improviso e não é um parque de diversões”, diz o educador Marcelo Bueno, coordenador pedagógico da escola Estilo de Aprender. Renata Americano vai além: “É o pedaço mais precioso da vida, porque é quando está se formando a identidade da criança!”.O período se resume em estar com os outros. “Aprendem a ser e a conviver.

É a fase do ‘como’: como eu escovo os dentes, como eu lavo as mãos, como eu seguro o lápis, como eu brinco,como eu corro,como eu pulo. Ou seja: ‘como sou’, ‘como devo ser’ e ‘como faço para ser’”, diz Karina Rizek Lopes, coordenadora da Área de Educação Infantil da Secretaria de Educação Básica do MEC.

“Além do desenvolvimento físico da criança, também acontece o psíquico e o do caráter”, afirma Quézia Bombonatto, vice-presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. "

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Este texto é para muitos gestores que não conseguem enxergar e acreditar na importância da Educação Infantil no desenvolvimento das crianças, que relutam em admitir que os profissionais que nela atuam precisam ter conhecimentos e formação específica e diferenciada.

Do Site Professores de Educação Infantil - 11.06.2010

22 de set. de 2009

Governos de São Paulo mentem sobre dinheiro (guardado no banco) e reduzem: alimento de crianças em escolas, médicos e remédio

Fecharam Hospital Público Maternidade.

Willian Cardoso / Léo Arcoverde - Agora - 20.09.09

Além do fechamento da maternidade do Hospital Municipal do Tatuapé, a redução de gastos na área da saúde tem gerado problemas como falta de remédios e médicos na capital.

Na UBS Sítio da Casa Pintada, na Vila Jacuí (zona leste de SP), segundo moradores da região, não há anti-inflamatório nem curativo para os pacientes. Pior para o cabeleireiro Waldomiro Gomes da Rocha, 48 anos. Após ser atendido, por conta de um dedo inflamado, ele soube, na farmácia da unidade, que voltaria para casa sem a medicação receitada. “Entrou um pedaço de cabelo de um cliente na terça-feira. Pensei que iria melhorar, mas não consegui dormir de tanta dor. O médico receitou remédio e curativo. Só que não tem.

Na UBS Jardim das Oliveiras, também na zona leste, uma funcionária contou que uma paciente precisou obter prescrição de insulina com uma médica da AMA que fica ao lado, pois a UBS ficou sem médico por três horas.

No Hospital do M’Boi Mirim (zona sul de SP), pacientes contavam com dois clínicos no pronto-atendimento no fim da tarde de ontem. Um pediatra era responsável pela UTI, pela internação infantil e por eventuais emergências no pronto-socorro.

Resposta
A Secretaria Municipal da Saúde disse que atende toda a demanda tanto nas situações de urgência quanto nas consultas agendadas. A pasta também negou falta de profissionais na rede. Em relação à UBS Jardim das Oliveiras, a pasta explicou que os casos de urgência, em eventual falta de profissionais médicos, são encaminhados para a AMA.

A Saúde nega a falta de curativo e de medicamento na unidade. Procurada ontem à noite novamente, a pasta informou que não teria como responder sobre o hospital do M’Boi Mirim.

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Kassab fecha maternidade do hospital Tatuapé

Bruno Ribeiro e Léo Arcoverde do Agora

Depois de se comprometer, por escrito, a manter a maternidade do hospital do Tatuapé (zona leste de SP) aberta, a gestão Gilberto Kassab (DEM) decidiu que fechará a unidade definitivamente. A maternidade contava com equipamentos complexos, como tomógrafo e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para adultos, usada por mães que corressem risco de morte.

A medida ocorre em um momento em que a Secretaria Municipal da Saúde passa por um congelamento de R$ 644 milhões nas verbas da saúde. Cerca de 17% do total de recursos já empenhados (reservados para serem gastos) neste ano ainda não foram utilizados. A prefeitura nega relação entre o fechamento da maternidade e a economia de dinheiro.

A maternidade fazia 90 partos por mês, cerca de 1% do total mensal da cidade, e está fechada desde junho do ano passado. Mas era para ser um fechamento temporário. Segundo a prefeitura, como a UTI adulta passaria por reformas e o setor da maternidade era a única parte do prédio que poderia abrigar a estrutura da UTI, que não poderia deixar de funcionar, a maternidade foi desativada e a UTI ocupou o local.

Antes mesmo do fechamento, funcionários já diziam que o plano da prefeitura era fechar a maternidade para sempre, o que foi negado. O secretário-adjunto na época chegou a assinar um termo de compromisso, em nome do secretário Januário Montone, e o entregou à Câmara Municipal. O texto dizia que a reforma terminaria em 90 dias e a maternidade reabriria (veja quadro ao lado).

Passados mais de 450 dias, na última semana do mês passado, o conselho gestor do hospital foi avisado que o fechamento era definitivo.

O coordenador do conselho gestor, médico Marcelo Sidney Gonçalves, disse que não há falta de leitos de maternidade na cidade. Mas que o hospital do Tatuapé é “um caso à parte”, dada a estrutura para os partos de risco. “No final de julho, uma mãe de 19 anos que teve parto no [hospital estadual] Leonor Mendes de Barros [referência para partos na zona leste] e faleceu no transporte. Teve complicação, não tinha estrutura para dar suporte à mãe, botaram na ambulância para chegar até o hospital Sapopemba [zona leste] e chegou morta. No Tatuapé, há todo esse suporte.

Ontem, a enfermeira Maura Rezende Correia de Lima, 23 anos, grávida de sete meses e hipertensa, foi com o marido até a porta do hospital e não conseguiu atendimento. “A minha médica, que é residente aqui, me encaminhou do Hospital João 23 [na Mooca] para essa unidade, para que eu desse continuidade ao meu pré-natal. Tive 16 por 10 de pressão ontem à noite, e, mesmo assim, não me atendem”, reclamou a paciente.

A enfermeira disse que sua gravidez é de alto risco e que esperava ser melhor atendida. “Pensei que pudesse ter meu filho aqui. É um absurdo isso que o prefeito está fazendo.”

Demanda diminuiu, diz pasta

Bruno Ribeiro
do Agora

A Secretaria Municipal da Saúde disse, em nota, que vai fechar a maternidade do hospital municipal do Tatuapé porque a demanda na região vem diminuindo.

“Há cinco anos, faziam-se 350 partos por mês. No último ano, o máximo a que se chegou foi a 90 partos por mês. Outra razão é a localização do hospital, na mesma avenida onde fica a Maternidade Leonor Mendes de Barros, que também vem perdendo demanda –hoje com 40% de ociosidade”, informou a nota.

O texto diz que o hospital nunca foi referência de partos de risco. “A referência da região é a Leonor Mendes de Barros”, que, segundo a nota, possui leitos de berçário e de UTI.

Segundo o texto, as pacientes do Tatuapé irão para o Leonor e para o Hospital Municipal Doutor Ignácio Proença de Gouveia, que recebeu 16 novos leitos (mesma quantidade que tinha o Tatuapé).

Sobre a alegação de que a maternidade era cara, a nota diz que “a intenção da Secretaria Municipal da Saúde não é fazer economia, e sim priorizar as necessidades da população que atende”

Serra sanciona terceirização em hospitais de SP

Folha de S.Paulo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sancionou o projeto de lei que permite que todos os hospitais públicos da rede estadual sejam dirigidos por OSs (organizações sociais), mas vetou o artigo que possibilitaria que esses hospitais atendessem, mediante cobrança, a pacientes particulares e com plano de saúde. A decisão está na edição de hoje do “Diário Oficial” do Estado.

O projeto de lei original, de autoria do governador, só previa a permissão para a terceirização. A reserva de até 25% dos atendimentos a pacientes particulares e com plano de saúde foi acrescentada durante a tramitação na Assembleia, por uma emenda da deputada Maria Lúcia Amary (PSDB).

Entidades de defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), contrárias aos termos do projeto de lei, apostavam que no final a cobrança nos hospitais públicos seria vetada. Segundo elas, o governo apoiou essa emenda com o objetivo de provocar uma grande polêmica em torno da cobrança e, assim, aprovar sem questionamentos a terceirização da gestão dos hospitais.

De acordo com o governador, a emenda da deputada tucana foi vetada porque uma lei federal e outra estadual obrigam a operadora de plano de saúde, quando seu cliente é atendido num hospital público, a fazer o pagamento ao SUS. As leis não falam em paciente particular.

A reportagem procurou a deputada Maria Lúcia Amary ontem, mas não conseguiu contato. Questionada antes do veto sobre não ser especialista em saúde –uma das críticas de entidades de saúde–, ela respondeu: “Eu não conheço todos os assuntos, mas procurei me inteirar. [Se fossem necessários conhecimentos específicos,] Lula não seria presidente. Ele não tem nem curso superior e discute qualquer assunto, inclusive os que ele não conhece”.

As OSs são entidades privadas sem fins lucrativos habilitadas para gerir hospitais, laboratórios e postos de saúde públicos. Elas recebem do dinheiro enviado pelos cofres públicos. O governo continua sendo o dono dos hospitais e exige que as entidades cumpram metas em sua gestão. Esse modelo começou a ser utilizado em São Paulo em 1998. Hoje o Estado já conta com 25 hospitais geridos pelas OSs.

Luis Favre - 20.09.09

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Veja mais textos e vídeos (importante).

Criança de dois anos tem refeições apenas na escola

"Kassab, prefeito de São Paulo, acha que crianças comem demais e que precisa fazer dieta"

Os governos de São Paulo, sem planejamento e sem projetos. Exclusivamente preocupada com marketing e propaganda. Kassab é Serra!

A publicidade, único setor preservado por Kassab , recebeu incremento de R$ 46 milhões a mais.

Kassab congela 12% da verba da Saúde para 2009

Prefeito Kassab congela 4 bilhões de 20 secretarias

20 de set. de 2009

Criança de dois anos tem refeições apenas na escola

Bruno Ribeiro - Agora - 18.09.09

Com uma renda mensal de R$ 420, aluguel de R$ 200 e uma dívida no banco de R$ 300, decorrente do tempo em que o marido estava desempregado, a dona de casa Rosemeire Gomes dos Santos, 25 anos, passou os últimos três dias aflita com a ideia de que caberia a ela decidir qual refeição seu filho de dois anos deixaria de fazer. "Dói demais ter de escolher entre tirar o café da manhã ou o jantar da boca do meu filho", disse.

Ela havia sido informada, na última terça-feira, que teria de fazer essa opção. Sabia que, qualquer que fosse a escolha, abriria mão de uma refeição para o filho. "Me senti a pior das piores." Saiu da creche do filho sem preencher o papel com a pergunta.

Rosemeire vive com o marido, um faxineiro de 27 anos, o filho de dois anos e um outro bebê, de três meses. Ontem, disse que teria de pedir arroz na casa de alguns vizinhos para poder fazer o jantar. "Não tenho dinheiro para fazer compras. Comprar fralda e papinha [para o caçula]. Eu contava com a comida da escola [para o filho mais velho]", afirma.

"Durante a semana dividimos o pouco que a gente tem. Eu e meu marido já comemos menos para deixar para meu filho", disse Rosemeire, que vive no Parque Novo Mundo (zona norte de SP). No fim do dia, ao saber da decisão da prefeitura, ela estava indignada. "Qual foi o motivo para tudo isso?", questionou.

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Luis Favre - 18.09.09




18 de set. de 2009

Lula, o amigo das crianças

Trabalho infantil cai quase 20% em um ano

O trabalho infantil está em queda no Brasil. O número de crianças e adolescentes na faixa etária entre 5 e 13 anos com ocupação caiu acentuadamente: 19,2%, de 1,2 milhão em 2007 para 993 mil em 2008 (ou seja, menos de 1 milhão), segundo levantamento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) divulgado nesta sexta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O nível de ocupação de pessoas entre 5 e 13 anos de idade é o menor da década, com 3,2%.

Para Denise Cesario, gerente de programas e projetos da Fundação Abrinq, organização sem fins lucrativos que atua na proteção dos direitos das crianças, a queda foi significativa. "O enfrentamento das políticas feitas no Brasil contra o trabalho infantil tem dado resultado. Os números caíram pelo enfrentamento do governo, da sociedade. O Ministério Público do Trabalho também tem feito um bom enfrentamento do problema e a Polícia Federal faz um bom trabalho de pesquisa nas regiões mais distantes", diz.


Cerca de 4,5 milhões de pessoas com idade entre 5 e 17 anos trabalham no Brasil, aponta o IBGE. Em 2007, 4,8 milhões de crianças e jovens trabalhavam. Ou seja, houve uma queda de 7,6% nesta faixa etária mais ampla. Entre as crianças com idade entre 5 e 9 anos, o trabalho infantil caiu 10,7%, pois em 2008 havia 141 mil trabalhadores mirins, contra 158 mil em 2007. Na faixa de idade entre 10 e 13 anos a redução foi de 20,4%, pois o número de pessoas com esta idade que estavam ocupadas caiu de 1,07 milhão no ano passado para 852 mil em 2007.

Os 4,5 milhões de jovens e crianças entre 5 e 17 anos ocupadas em 2008 equivalem a 10,2% das pessoas com essa faixa etária e é apenas 0,7 ponto percentual menor do que no ano anterior.

A maioria dos jovens trabalhadores é empregado doméstico (51,6%). Outros 35,5% trabalhavam em área agrícola. Nenhum tipo de trabalho é permitido para menores de 14 anos, de acordo com a legislação brasileira.


A pesquisa mostra ainda que as crianças e adolescentes que trabalham recebem pouco ou até mesmo nada. Esses trabalhadores ganhavam, em média, menos que o salário mínimo, atualmente em R$ 465. A média salarial foi de R$ 269 mensais em 2008, contra R$ 262 por mês em 2007. Além disso, 32,3% das pessoas ocupadas entre 5 e 17 anos não são remuneradas, segundo o IBGE.

O ministério do Trabalho informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que mais de 90% dos casos de trabalho infantil não são remunerados. Segundo a pasta, os casos de exploração de crianças são encaminhados ao Ministério do Desenvolvimento Social.

Dentre as pessoas ocupadas entre 5 e 17 anos, a taxa de escolarização aumentou 1,9%, alcançando 81,9% dos trabalhadores mirins, segundo o IBGE. Para José Pastore, professor de Relações do Trabalho da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (USP), apesar desse aumento, a situação poderia ser melhor: "A escolaridade dessas pessoas deveria melhorar mais, mas, tendo em vista as situações em que elas vivem, é o que dá para fazer". Todas as regiões do país apresentam aumento da taxa de escolaridade das pessoas com idade de 5 a 17 anos ocupadas, exceto a região Sul. Lá, o índice de escolaridade caiu 1,6% entre 2007 e 2008.

Sobre o fato de a maior parte dos jovens trabalhadores ser empregado doméstico, Pastore afirma que as crianças parecem se adaptar melhor a essa função. "Os próprios pais acham que, se as crianças conseguem ajudar na própria casa, elas dão conta de fazer a mesma coisa na casa dos outros", diz. Já Denise Cesario diz que o trabalho doméstico é mais difícil de identificar. "O trabalho doméstico é mais oculto, porque os domicílios são privados. É mais fácil identificar o trabalho infantil quando ele está numa cadeia formal, numa empresa", disse.

Apenas 9,7% dos empregados domésticos de 14 a 17 anos tem carteira de trabalho assinada.

Trabalho infanto-juvenil no Brasil


Faixa etária Número de pessoas ocupadas em 2007 Número de pessoas ocupadas em 2008 Diminuição


5 a 17 anos 4,8 milhões 4,4 mihões 7,6%
5 a 13 anos 1,2 milhão 993 mil 19,2%
5 a 9 anos 158 mil 141 mil 10,7%
10 a 13 anos 1 milhão 852 mil 20,4%

De acordo com Pastore, o grande número de crianças trabalhando na agricultura - 3,5% delas - está relacionado ao fato de que a atividade ainda é exercida, em grande parte, de forma familiar no Brasil.

José Roberto Novaes, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que é difícil acabar com o trabalho infantil no campo. "Enquanto o ganho da agicultura for por produção, vamos ter crianças trabalhando. As questões estruturais não foram modificadas no campo. Existem programas sociais, mas eles não solucionaram isso", disse.

Mas os jovens brasileiros não trabalham apenas fora de casa. O IBGE constatou que 57,1% das pessoas entre 5 e 17 anos ocupadas também exercem afazeres domésticos, ou seja, realizam dupla jornada. Isso acontece principalmente entre as mulheres (83,3%)

Os próprios pais acham que se as crianças conseguem ajudar na própria casa, elas dão conta de fazer a mesma coisa na casa dos outros

A baixa renda familiar é uma das causas do trabalho infanto-juvenil. Segundo o IBGE, 865 mil pessoas ocupadas de 5 a 17 anos residem em domicílios cujo rendimento mensal domiciliar per capita é menor do que um quarto do salário mínimo ou, simplesmente, não tinham rendimentos.

O rendimento médio mensal domiciliar per capita das pessoas de 5 a 9 anos que trabalham atinge R$ 186,00, ao passo que das pessoas entre 16 e 17 anos é de R$ 394,00.

Na semana passada, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou relatório que também apontava a existência do problema do trabalho infantil no Brasil, assim como em outros países. Segundo o documento americano, a exploração existia em 11 setores da economia brasileira (como o de calçados, algodão e tabaco), sendo que em dois deles (gado e carvão) os jovens atuavam de maneira forçada.

Na opinião do professor Pastore, no quadro mundial, o Brasil não está numa posição tão ruim no que se refere a trabalho infantil. Para ele, o país tem posição melhor quando comparado a alguns vizinhos. "De 1990 para cá, saímos de 8 milhões de crianças e jovens trabalhando para 4,5 milhões. O número aqui é menor do que na Bolívia, no Paraguai e no Equador, por exemplo".

Fonte: Uol - 18.09.09

Por Gilvan Freitas - O Terror do Nordeste - 18.09.09

27 de ago. de 2009

Governo de São Paulo, Serra (habitação, dignidade etc ) despeja e oferece vagas em albergues para despejados

Sensibilidade social: para governo Serra, albergue é solução de política habitacional.

Por Aline Scarso - 27.08.09 - Revista Fórum

Cerca de 570 famílias despejadas continuam acampadas em frente ao terreno onde era organizado o acampamento Olga Benário, destruído pela Polícia Militar (PM) nesta segunda-feira (24), no Parque do Engenho, zona sul da cidade de São Paulo.

A alternativa habitacional foi anunciada pelo assessor da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Antonio Lajarin. O representante do governo também ofereceu cestas básicas e colchonetes - doados pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. O coordenador da Frente de Luta por Moradia, Osmar Borges, criticou a ação.

“Não dá para o Estado tratar essa situação como se fosse população em situação de rua. Albergue não dá para ser tratado como política habitacional. Nós não aceitamos porque já havia, inclusive, um acordo com a CDHU e a prefeitura de tentar uma verba de emergência para atender as famílias até que tivesse uma saída.”

Em solidariedade, a Organização Não-Governamental, Anistia Internacional, pediu em comunicado, nesta quinta-feira (27), para que a população proteste em favor das famílias. A ONG chamou atenção para a violência utilizada pela PM no despejo. Durante a reintegração, todas as casas e barracos foram destruídos e a maioria dos pertences das famílias foram perdidos.

Publicado originalmente na Radioagência Notícias do Planalto.