24 de jun. de 2012
22 de mai. de 2012
A TV é culpada pela decadência do jornalismo?
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| Do Câmara em pauta |
Sobre meninos e lobos
Matheus Pichonelli - Carta CapitalCorre na internet um vídeo produzido pela TV Bandeirantes da Bahia em que uma repórter bonita e bem humorada entrevista um jovem acusado de estupro. Chega a ser educativo – ao menos para quem achava que, a essa altura do campeonato, era impossível superar as pirotecnias de programas com o Latininho, o chupa-cabra, os testes ao vivo de DNA, a banheira do Gugu e as sessões de descarrego.
27 de jan. de 2012
Direito, Estado e terror no caso do Pinheirinho
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| Imagem: Carlos Latuff |
Pablo - Do Blog A arma da crítica
Era noite na FDUSP. O professor Marcus Orione ministrava uma de suas aulas com seus métodos e sua perspectiva destoantes do espaço. Apresentava seu ceticismo e sua crítica radical ao direito, vergastando as esperanças dos alunos mais otimistas. Um deles, indignado, exclama:
26 de jan. de 2012
25 de jan. de 2012
14 de dez. de 2011
Em noite de homenagens, CUT reforça compromisso com a liberdade e com democracia
Central resgata história de lutadores no dia em que AI-5 impunha uma das maiores vergonhas da história do Brasil
No mesmo dia em que em 1968 o governo do general Costa e Silva baixava o Ato Institucional Número 5 (AI-5), responsável por fechar o Congresso, cassar mandatos parlamentares e suspender a garantia de habeas-corpus para os cidadãos brasileiros, a maior central sindical do Brasil e da América Latina rendeu uma homenagem a representantes dos movimentos sociais que ajudaram ou ajudam a construir diariamente a democracia brasileira.
8 de mar. de 2011
Mulheres, estas bruxas revolucionárias - Sobre o 8 de março
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| Desenho de Carlos Latuff |
Dia 8 de março é dia internacional da mulher. O império inventou uma história em meados do século 20 e espalhou pela face da terra: O dia 8 de março fora escolhido por eles, por que neste dia, em 1875, centenas de mulheres “coitadinhas” teriam sido queimadas vivas por um empresário malvado que provavelmente não aplicava bem as regras do capitalismo. Pois hoje através de pesquisadores, sabemos que esta história é uma fraude. O dia 8 de março de 1875 caiu num domingo, e embora as mulheres (e homens) trabalhassem 14 horas por dia, sem as mínimas condições de segurança e saúde, inclusive nos sábados, os bons capitalistas americanos eram todos cristãos e o domingo era dia sagrado de descanso. Uma fraude pra tentar esconder a capacidade revolucionária da mulher. Mais uma. Na Idade média elas eram as bruxas que aterrorizavam os homens com suas idéias revolucionárias e eram queimadas nas fogueiras. De bruxas malvadas a coitadinhas. Não mesmo. A história verdadeira é outra. E está assim, bem resumida, na Wikipédia: Na Rússia, as mulheres foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), agreve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Do Maria da Penha Neles - 08.03.2011
1 de mar. de 2011
A ministra das trombadas
Ao comprar briga com a Igreja, militares e ruralistas, a secretária nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, dá ao cargo uma dimensão que ele jamais teve
Hugo Marques - Isto é - 01.03.20118 de fev. de 2011
Psicólogos aprovam vídeos contra homofobia nas escolas
Conselho Federal de Psicologia considera kit feito pelo MEC, adequado à faixa etária de alunos que o utilizarão.
4 de fev. de 2011
Os 100 anos de Lélia Abramo: ato reunirá amigos e familiares no Teatro de Arena
Para homenagear Lélia, amigos, artistas, militantes dos direitos humanos farão uma homenagem no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, com a leitura dramática da poesia de Maiakovski e leitura de trechos do livro "Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo", a apresentação da música "Bella Ciao" pelo Coral Martin Luther King, a exibição de um vídeo com imagens selecionadas, a apresentação de fragmento da peça "Rosa Vermelha" pelo Núcleo 184, além de breves depoimentos de amigos e familiares.
Já estão confirmadas as presenças de Ana de Hollanda, ministra da Cultura, Sérgio Mamberti, Tadeu di Pietro, Roberto Ascar, Zé Renato , Chico de Assis, Alessandro Azevedo, Silvana Abramo, Pedro Tierra, Antonio Grassi, entre outros.
Roteiro/programa da atividade cultural
1º Bloco
Abertura, por Tadeu di Pietro
Vídeo de imagens selecionadas de Lélia
Música
Poesia de Maiakovski
Trecho do livro Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo
Fala de convidados
2º Bloco
Poesia de Maiakovsk
Trecho do livro Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo
Fala de convidados
3º Bloco
Poesia de Maiakovski
Trecho do livro Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo
Fala de convidados
4º Bloco
Cena “Rosa Vermelha", pelo Núcleo 184
Fala da Ministra Ana de Hollanda - MinC
Música com o Coro Luther King - Peça "Bella Ciao"
Serviço:
Centenário Lélia Abramo
8 de fevereiro de 2011 – terça, a partir das 19:00h
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – República
Telefone: (11) 3256-9463
Mais informações sobre a homenagem: contatar Fábio Abramo (fone 11-7504 4861) ou Tadeu di Pietro (11-9943.7713 /11-8278.5577).
Homenagem: Lélia Abramo, por Tadeu Di Pietro (publicado na revista Teoria e Debate nº 58 - mai/jun 2004)
Prefácio do livro "Vida e arte", por Antonio Candido
Resenha "Uma obstinada", por Alberto Guzik , sobre o livro "Vida e Arte" (publicado na revista Teoria e Debate nº 36 - out/nov/dez 1997)
Ser e representar: uma palavra para Lélia Abramo, por Pedro Tierra
21 de nov. de 2010
Jovens, covardes e homofóbicos
Quem são os acusados de espancar quatro rapazes na capital paulista só porque achavam que eles fossem gays
Betonio foi agredido por jovens de classe média. Câmeras
de segurança gravaram o ataque (acima). Soraia
(abaixo), mãe de um deles, reclamou de uma das vítimas por ter feito BO
Os cinco companheiros de farra compartilham gostos e problemas. Todos são filhos de pais separados e apreciam lutas. Mas a violência protagonizada por eles é apenas uma pequena amostra do que ocorre País afora. Na semana passada, o estudante Douglas Igor Rodrigues, 19 anos, levou um tiro na barriga. O disparo foi feito por um militar do Exército no Rio de Janeiro (quadro ao lado). Segundo um levantamento do Grupo Gay da Bahia, pelo menos 3.371 gays, travestis e lésbicas foram assassinados no Brasil desde 1980. “Esses espancamento
Marques (acima) foi baleado por um militar do Exército no Rio de Janeiro
11 de set. de 2010
O bélico mundo de Bush pós 11 de setembro
O mundo ficou extremamente perigoso a partir do dia 11 de setembro de 2001, a xenofobia explodiu nos EUA e na Europa, qualquer cidadão árabe ou qualquer pessoa com sobrenome árabe passou a ser olhado com desconfiança. O ataque terrorista aos EUA, culminando com a queda das torres gêmeas e os sérios danos causados ao Pentágono, iniciou um período violento de combate ao terror por parte do governo de George W. Bush mundo afora.
Lembro-me estar na rua nesse dia e ouvir os comentários desencontrados das pessoas. Um senhor de uma banca de jornal me respondeu dizendo que os EUA haviam sido atacados. Não era crível, fui para casa acompanhar o desenrolar pela TV, a História acontecendo aos olhos do mundo inteiro, ao vivo.
O fato é que o terror atingiu em cheio o orgulho da nação mais poderosa do mundo.
George W. Bush, eleito cerca de um ano antes em eleições suspeitas de fraudes, um político visto com desconfiança pelos americanos e pelo mundo, soube usar o fato estapafúrdio para se consolidar como liderança política nacional. O discurso do medo e da necessidade do uso da força, com "ataques preventivos cirúrgicos" contra nações suspeitas de abrigarem o terrorismo, tomaram conta da agenda política e social daquele país, logo exportada para a Europa, via Tony Blair, maior aliado de Bush no velho continente.
Com o mote da segurança nacional, o governo americano soube catalizar (e estimular) o desejo de vingança da maioria de seu povo. Bush conseguiu aprovar, sustentado pela opinião pública, todas as ações belicistas que propôs sob o pretexto de caçar Bin Laden e a AL Qaeda. Invadiu o Afeganistão em 2001, sem o aval da ONU, derrubando o governo daquele país, invadiu o Iraque, sob o falso pretexto de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, aprovou no congresso bilionários orçamentos de guerra, construiu sólida maioria parlamentar, se reelegeu em 2004. Conseguiu todas essas vitórias explorando o fato tenebroso de 11 de setembro, amedrontando o povo de seu país, para justificar a necessidade de pôr em prática todas as políticas de combate ao terror que propôs, levando a reboque muitas outras questões bélicas, como o bizarro projeto da construção de um escudo antimísseis na "porta" da Rússia, que depois acabou não prosperando.
O discurso do medo sustentou seus dois governos, mas nunca lhe deu popularidade maciça, exceto em um próximo período no pós 11 de setembro. O seu segundo mandato aprofundou os gastos militares, destruiu a economia americana e seu governo foi diluído pela maior crise econômica desde 1929, devido a inépcia de sua equipe e a incapacidade em lidar com questões reais da economia e sociedade americanas.
O 11 de setembro vai muito além da queda das torres gêmeas do World Trade Center, o enfrentamento proposto pelos Republicanos de Bush visavam o controle do mundo livre, via ações bélicas, justificadas como necessárias para manter o mundo em paz: nunca a indústria da guerra faturou tanto em tão curto espaço de tempo.
O cheque em branco e o saldo final
O "cheque em branco" que o povo americano deu ao presidente Bush, permitiu-lhe enfrentar a opinião pública mundial e provocar ações sangrentas no Afeganistão e Iraque.
Estima-se que que nestes países centenas de milhares de civis tenham sido vítimas fatais, além de cerca de 1 milhão de pessoas vivem hoje o drama da fome no Afeganistão devido ao esfacelamento do Estado e de sua economia provocados pela guerra de ocupação e pelas insurgências não controladas pelas tropas de paz. No Iraque o cenário não é diferente e os dramas se repetem. O custo de toda a política de "segurança nacional" e de relações exteriores dos EUA foram demasiadamente altos para os resultados hoje alcançados.
O 11 de setembro é um marco da história recente da humanidade, mas visto apenas pela imagem da queda dos prédios do WTC, não representa, em sua plenitude, o que representou para o mundo e suas instituições, além da dor de um povo que viu pessoas inocentes serem mortas pelos insanos ataques terroristas, também presenciou, por alguns momentos, Bush vislumbrar-se liderança maior de um planeta de uma única superpotência, os riscos foram grandes.
Do Blog Palavras Diversas
29 de jul. de 2010
TAPA DE AMOR TAMBÉ DÓI
Por Paulo Sérgio Pinheiro
Faz séculos que as crianças mundo afora sofrem com o castigo corporal ou físico, aquele que recorre à força e inflige certo grau de dor, mesmo leve. Na maioria dos casos, trata-se de bater nas crianças (palmadas, bofetadas, surras) com a mão ou com objetos como chicote, vara, cinturão, sapato e colher de madeira. Mas pode consistir também em dar pontapés, empurrões, arranhá-las, mordê-las, obrigá-las a ficar em posturas incômodas, produzir queimaduras, obrigar a ingerir água fervendo, alimentos picantes ou a lavar a boca com sabão. Além desses há outros castigos que não são físicos, mas igualmente cruéis e degradantes, castigos em que se menospreza, se humilha, se denigre, se ameaça, se assusta ou se ridiculariza a criança.
Agora que a escala e a dimensão dessas práticas de violência aqui descritas se tornaram mais visíveis, e conhecidas suas consequências sociais, emocionais e cognitivas devastadoras para o desenvolvimento da criança e para seu comportamento como adulto, como acelerar o processo de sua eliminação? Políticos e organizações da sociedade civil e religiosas precisam rejeitar claramente a violência contra a criança. Governos devem revelar através de pesquisas o verdadeiro nível de violência contra a criança e combatê-la.
Felizmente, a luta contra as formas mais severas (e criminosas), como violência sexual, tráfico de crianças e prostituição infantil já conta com um consenso que as condena. Mas a violência sistemática nos lares , nas escolas, nas instituições continua velada e disfarçada. Mesmo que as coisas sem dúvida comecem a mudar, como demonstra o projeto de lei apresentado pelo governo brasileiro proibindo o castigo corporal, continua a haver uma atitude ambígua em relação à violência contra as crianças em todos os países.
Pelas reações iradas em entrevistas e blogs na última semana, vários pais dizendo que iriam continuar a bater em seus filhos mesmo com a lei, especialistas palpiteiros proferindo que uma “palmadinha em bebês é útil”, dei-me conta de que a proibição a toda espécie de castigo corporal das crianças causa ainda enorme controvérsia. No entanto , as crianças têm exatamente o mesmo direito de ver respeitadas sua dignidade humana e sua integridade física como os adultos, e esse respeito precisa estar traduzido em lei. Não pode haver desculpa para a “palmada” ou a “palmadinha” (termos doces para que os adultos se sintam mais confortáveis). Frequentemente políticos e profissionais trivializam essa questão. Mas assim fazendo eles insultam as crianças e dão carta branca para os adultos as agredirem e torturarem. As mulheres, na sua gloriosa luta pela igualdade, fizeram do enfrentamento da violência doméstica nas suas casas um componente vital de seu combate. Hoje em dia nenhum marido ou macho ousaria defender “tapas” nas suas mulheres ou companheiras.
Claro que somente a lei não vai terminar com a violência contra a criança. É um passo necessário, mas insuficiente. A reforma legal precisa ser precedida e acompanhada por intensa promoção de práticas de relações positivas com as crianças. Para tanto, já há um enorme conjunto de orientações e práticas de “disciplina positiva” que tenta entender o que as crianças pensam e sentem, definindo objetivos no longo prazo da educação e buscando resolver problemas nas relações entre pais e crianças. Aprender a ser tolerante e não autoritário: por mais irritante que seja, crianças tendem a repetir comportamentos que foram proibidos. Isso é normal e não deve ser tomado como “lesa majestade” ao pátrio poder. Não adianta sair proferindo castigos idiotas como imobilizar crianças num quarto escuro. Melhor se esforçar por estabelecer limites. Mas não adianta berrar contra as crianças, o que fará com que concentrem sua atenção mais na raiva que nos limites. Mas sobretudo não bater nas crianças. No final os pais estarão ensinando aos filhos que baixar o cacete resolve um conflito.
Mas pais e mães não podem ser totalmente culpados por desconhecerem essas alternativas. Há enorme responsabilidade dos governos em criar estruturas de formação dos pais, ajudando-os a superar a violência contra seus filhos. As raízes da violência nas crianças e nos futuros adultos está na violência sistemática dos adultos contra eles. Logo, é do maior interesse dos governos e de toda a sociedade que essa violência contra as crianças autorizada por lei seja eliminada. A combinação de investimento em prevenção, como educação dos pais e professores, mecanismos para ouvir as vítimas e as crianças e legislação é a forma mais efetiva para reduzir e eliminar a violência contra a criança. Nenhuma violência contra a criança pode continuar a ser justificada e disfarçada como amor, educação, disciplina.
PAULO SÉRGIO PINHEIRO É COMISSIONADO E RELATOR DA CRIANÇA DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS DA OEA (28.07/2010)
ESP
19 de jul. de 2010
A violência contra as mulheres é consequência da sociedade machista, capitalista e individualista
Milhares de outros casos não recebem tamanha atenção da imprensa, pois não venderiam tanta audiência... e seguem no anonimato. Mas esperamos que pelo menos os lamentáveis episódios sirvam para reflexão de toda a sociedade sobre a violência que as mulheres vêm sofrendo sistematicamente.
Dados de entidades de direitos humanos revelam que, nos últimos dez anos, foram assassinadas nada menos do que 41 mil mulheres brasileiras. Na maioria dos casos, as vítimas conheciam ou conviviam com o agressor. Uma média de 4.100 mulheres por ano, uma verdadeira tragédia, um genocídio! Pior, um genocídio desconhecido e aceito passivamente pelos familiares, pela comunidade e omitido pela imprensa burguesa.
A ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Nilcéa Freire, participou em meados de julho de uma conferência internacional sobre a violência da mulher e demonstrou revolta diante da insegurança na qual se encontram as mulheres. Segundo ela, elas recebem agressões cotidianas, dos mais diferentes níveis, sem direito a proteção e sofrendo também com a impunidade , pois seus agressores não são devidamente penalizados.
A instalação das delegacias de polícia para cuidar dos casos de violações dos direitos das mulheres e a criação de um Ministério de políticas públicas para as mulheres são insuficientes diante da gravidade do problema.
A sociedade brasileira padece de desvios históricos, não só de machismo e prepotência contra as mulheres, mas enfrenta os problemas cotidianos de uma sociedade extremamente desigual, injusta e exploradora dos mais pobres e humildes.
Todos os dias temos estatísticas divulgadas das diferenças salariais entre homens e mulheres. Diariamente temos exemplos de em quantas áreas profissionais as mulheres ainda são discriminadas ou impedidas de participar, ou ainda são minoria.
A maior categoria de brasileiros são os 16 milhões de trabalhadores rurais. Nessa categoria, a imensa maioria das mulheres camponesas sequer possui alguma renda. Daí o sucesso que fez o programa Bolsa Família, quando destinou a responsabilidade pelo recebimento para as mulheres.
A segunda maior categoria de trabalhadores é a de empregados domésticos, da qual 90% são mulheres. Procurem observar e refletir sobre o tratamento que os trabalhadores domésticos recebem nas residências ou escritórios de seus patrões. Imaginem porque apenas 26% dos empregados domésticos possuem carteira assinada e, portanto, direito a INSS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, férias e 13º salário, ainda que haja uma lei determinando que todo trabalhador de serviços domésticos tem direito a carteira assinada, garantindo os direitos sociais. Mas a maioria da classe média e rica não cumpre.
A ministra tem toda a razão. A violência contra as mulheres é cotidiana, e não se resume a casos bárbaros de assassinatos, mas vitimiza milhões de trabalhadoras todos os dias.
A sociedade brasileira, que há duas décadas vem sendo hegemonizada pelas ideias burguesas neoliberais, que exaltam apenas o individualismo, o sucesso pessoal, o consumismo e o egoísmo, cria um clima propenso permanente de exclusão, discriminação e humilhação dos diferentes, dos mais pobres e das mulheres.
Por isso, de certa forma, esses casos de bárbaros assassinatos por pessoas "bem formadas" são consequência desse ambiente perverso criado pela ideologia burguesa, que transforma as pessoas em mercadorias e transforma os detentores de dinheiro em "todo-poderosos", como se pudessem ser proprietários de tudo.
Inclusive da vida das pessoas. E mais: como tem dinheiro e podem contratar bons advogados, consideram-se impunes. Perguntem-se quantos dias de prisão teve o editor do Estadão, que há alguns anos assassinou estupidamente sua colega de trabalho e ex-namorada apenas por ciúmes? Nenhum. Está solto, gozando das brechas que a lei permite aos endinheirados. Imaginem quando a violência é cometida contra mulheres ainda mais pobres.
Por Professor Mazuchelli - 18.07.2010
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Para Nilcéia Freire, violência contra mulher é cotidiana
8 de jun. de 2010
KASSAB ESTERELIZA AS RUAS. OS GERMES SÃO HUMANOS
Kassab intensifica repressão contra moradores de ruaKassab intensifica repressão contra moradores de rua
O prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), aprovou no início do mês a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, autorizando a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados, o que na prática significa aumentar a repressão contra os sem-teto
16 de abril de 2010
Os moradores de rua sempre foram alvos da política de repressão imposta pelos governos burgueses. Em São Paulo, por exemplo, o prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), impôs uma série de medidas para reprimir e perseguir os moradores de ruas. Para se ter idéia do absurdo, Kassab chegou inclusive a editar uma lei na qual proibia os moradores de rua de dormir nos bancos públicos espalhados pela cidade.
As denúncias de maus tratos contra os sem-teto são constantes. A truculência nas operações realizadas pelos funcionários municipais e agentes de proteção social, pessoas que teoricamente eram os responsáveis por tratar dos desabrigados, são constantemente denunciada pelos moradores, que além de ser agredidos, chegam até mesmo a ser torturados. Isso sem falar da ação da polícia e da Guarda Municipal Metropolitana, que mesmo não podendo tratar diretamente do caso dos moradores de rua, realizam abordagem tão violenta quanto a dos funcionários e agentes.
A repressão contra os moradores de rua não só é sabido pelas autoridades, como a mesma ocorre com o total aval dos governos burgueses. Para se ter idéia do acordo criminoso, mesmo sabendo das inúmeras denúncias de agressão e maus tratos cometidos por policiais e pela guarda, Kassab aprovou a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, na qual autoriza a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados. “Pelo texto, cabe à GCM contribuir para evitar a presença de pessoas em situação de risco nas vias e áreas públicas da cidade e locais impróprios para a permanência saudável das pessoas. (...) isso deve ser feito por meio da abordagem e encaminhamento das pessoas, observando orientações da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads)" (Estadão, 14/4/2010).
Na prática a medida serve como uma autorização para que a guarda atue de forma ainda mais truculenta. De acordo com a denúncia feita por entidades ligadas aos moradores de rua, na última sexta-feira (9), guardas civis metropolitanos e policiais militares lançaram bombas de efeito moral contra um grupo de sem-teto que vivem em baixo do Viaduto do Glicério, no centro da cidade. Essa é a “abordagem” da prefeitura. Segundo a denúncia: “as bombas, que soltam fumaça e fazem barulho ensurdecedor, vinham sendo jogadas rotineiramente desde o início da construção da base da PM no local” (Idem). Num cinismo que é típico da burguesia e de seus órgãos, a corporação negou que tivesse atirado bombas contra os desabrigados, mesmo esses estando de posse de uma das bombas, a que acabou não estourando. Mesmo sendo absurdo, o caso é apenas mais uma dentre as milhares de denúncias de repressão, maus tratos e tortura cometidas por policiais contra os sem-tetos.
A tendência, no entanto, é que esses casos aumentem ainda mais. A medida certamente fará com que os guardas e a polícia reprimam ainda mais, e de forma mais intensa, os sem-teto.
2 de jun. de 2010
Professora aposentada dos tucanos desabafa: regime é de opressão
Por Sérgio Antiqueira - Brasil Nova Era - 02.06.2010
Flagrante de uma sessão de diálogo de Serra com os professores
O Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail: Aposentadoria na Educação, término de uma Carreira, início de um Descaso!!!
Sou Professora do Estado de São Paulo, aposentada, lecionei 38 anos ingressando na carreira no final da década de 40 no ensino fundamental e como não poderia deixar de ser já naquela época eram muitas as dificuldades para o exercício da profissão em condições muito precárias mas minha missão era alfabetizar, formar cidadãos, ajudar a construir um País melhor. Pois bem, aqui em São Paulo vivemos há mais de uma década sob a administração do Partido do PSDB, partido este que até mesmo pelo histórico de seus integrantes e lideres, é de luta social e como não poderia deixar de ser a Educação deveria ser uma de suas prioridades, mas infelizmente não é o que esta acontecendo o que me causa uma grande frustração, com uma política de total opressão, indigna, chegando aos limites da crueldade, situação esta nem mesmo sendo vista nos auges tempos da Ditadura Militar, foi tirado do professor sua Política Salarial. Hoje um professor recebe Bônus, ao invés de reajuste salarial, e com isso os aposentados ficam excluídos não recebendo nenhum tipo de reajuste há pelo menos 12 anos. E pior, o Governo ainda se vangloria desta situação. Mas ao contrário do que o Estado deseja, aposentadoria não é sinônimo de morte e como qualquer outro trabalhador da ativa precisamos viver, consumimos água, energia, alimentos, remédios, moradia e etc… E estes produtos são reajustados também para o aposentado da Educação. É esta a política do PSDB para a Educação e seus profissionais que tanto se dedicaram para formar cidadãos??? É esta a política do PSDB para o aposentado? A Política da exclusão social e desumana através do achatamento salarial? Ao recorrermos á Justiça que reconhece nossos direitos, inquestionável, vira precatório e nada muda. A carreira do magistério que antes era uma profissão reconhecida e respeitada passa a ser um trabalho temporário, “um bico”, pois afinal qual profissional capacitado que investe na sua formação e se preocupa com seu futuro, irá ingressar em uma carreira que oferece um final tão triste?
Este é um desabafo de um Profissional da Educação que a cada dia vem perdendo seu poder aquisitivo, mas, ainda não perdeu o poder da palavra! Que Deus nos abençoe!
Georgina Nogueira Pacheco Costa (Professora do Estado de São Paulo, Aposentada)
Serra e a educação!
Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim) -01.06.2010
30 de mai. de 2010
Serra, desagregador, quer achar inimigo externo?

Por Rodrigo Vianna
A idéia de um mercado comum do Cone Sul (reunindo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai; e depois atraindo Bolívia como membro-associado, e Venezuela como candidata a membro-pleno) surgiu ainda no governo Sarney.
Collor, Itamar, FHC e Lula mantiveram a política de agregar e fortalecer o bloco.
No governo Lula, especialmente, a política de unir os países sul-americanos ganhou novos contornos, deixando de lado "apenas" o foco econômico (que estava na base do MERCOSUL), para desembocar na UNASUL (uma união mais ampla, política, e que tem a pretensão, até, de unificar os sistemas de Defesa de todos os países da América do Sul).
Faço questão de ressaltar que, mesmo durante os governos Collor e FHC (que tinham ligações mais estreitas com os modelos fabricados no Norte), ninguém ousou dinamitar o esforço de unificação dos países sul-americanos.
Trata-se de um processo fundamental para o Brasil: uma política de Estado, não de governo. Um MERCOSUL (em primeiro lugar) e uma UNASUL mais fortes significam um Brasil com mais peso internacional.
Pois bem. Serra ameaça jogar por terra todo esse esforço. O candidato tucano, nesse início de campanha, já ousou atacar o MERCOSUL (numa desastrada fala para empresários), e agora ataca frontalmente a Bolívia - um país irmão.
Serra, como se sabe, é um desagregador. O Alkcmin e o Aécio que o digam... Mas eu não imaginava que ele iria tão longe.
Serra mostra o que seria sua politica externa: desagregação, desmanche de todo o esforço feito para construir a unidade da América do Sul.
O candidato tucano diz - de forma desrespeitosa - que a Bolívia é a responsável pela cocaína consumida no Brasil. Diz que para "proteger" os jovens brasileiros é preciso pressionar a Bolívia a combater a produção de cocaína.
Pressionar, como? Ele quer mandar tropas brasieliras para a Bolívia, como os EUA fazem com a Colômbia? Serra tem um "Plano Bolívia" no bolso?
Diante da reação boliviana, o tucano faz graça (ele, de fato, se acha engraçado) e diz que as falas dos bolivianos "não valem uma nota de três" - http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4455870-EI15315,00-Em+PE+Serra+diz+que+reacao+da+Bolivia+nao+vale+nota+de+R.html
Na verdade, trata-se de desespero puro. É a velha história: quando o sujeito se sente fraco, busca um inimigo externo. A Bolívia é uma espécie de Ilhas Malvinas de Serra!
Serra precisa gerar fatos novos. Ele cai nas pesquisas, e Dilma sobe. Os estrategistas já perceberam que insistir no caminho de elogiar Lula e evitar o choque é suicídio. Pesquisas devem ter mostrado que o eleitor considera Lula muito "bonzinho" no trato com Evo (e também com Lugo, no Paraguai).
Diante disso, Serra não hesita. Se for preciso dinamitar o MERCOSUL e a UNASUL para chegar à presidência, ele o fará.
Seria um atraso gigantesco para nosso Continente. Como já mostrou Bernardo Joffily, em texto publicado aqui.










