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9 de jan. de 2013

Ausência de cobertura local da imprensa debilita a democracia

A imprensa brasileira tem se preocupado ultimamente em patrulhar políticos, mas isso tem sido feito com uma forte influência de interesses corporativos ou eleitorais

Com a crise no modelo de negócios das empresas jornalísticas, um dos primeiros setores a sentir os efeitos dos cortes foi o do noticiário local — gerando uma lacuna que impede o monitoramento de vereadores, deputados e senadores pelos seus eleitores.

8 de jun. de 2011

Para ativistas, Casa Civil terá perfil de conciliação com uma mulher no cargo

A nova-ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman oferecerá perfil conciliador à pasta, dizem ativistas (Foto: Renato Araújo/Abr)

São Paulo - No segundo cargo mais importante do Executivo federal, Gleisi Hoffman, que assumiu nesta quarta-feira (8) a chefia da Casa Civil, deve garantir um perfil conciliatório ao ministério. Para ativistas de movimentos feministas, por ser mulher, ela tem ainda mais aguçada essa característica de articulação, de ouvir e de combinar interesses, qualidades indispensáveis em um ministro de Estado.

Rachel Moreno, do Observatório da Mulher, destaca o poder de articulação e sabedoria que a Casa Civil demanda de quem a comanda. "Ela (Gleisi) tem um início parecido com o de Dilma em termos de perfil técnico, de uma boa administração. É o segundo cargo mais importante do governo, então além de tomar conhecimento e ter controle de todos os programas do governo que estão sendo executados, ela terá que, eventualmente, fazer um trabalho de costura entre políticos e lideranças. E aí entra o perfil feminino", pontua Moreno.

Para Jacira de Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, Gleisi Hoffmann tem uma trajetória que alia conhecimento e experiência em gestão, que forma, com Dilma, a dupla mais importante do governo. "Vale ressaltar a visão política e a sensibilidade da nova ministra com relação aos direitos das mulheres", destacou Jacira.

A senadora  Marta Suplicy escreveu em seu Twitter que lamenta a saída de Antonio Palocci, mas, ao mesmo tempo, comemora que sua substituta seja uma senadora "competente e amiga" como Gleisi.

A ministra-chefe da Casa Civil torna-se a décima mulher a ocupar uma cadeira na Esplanada dos Ministérios. Ela estará entre 26 ministros homens, entre os quais seu marido Paulo Bernardo, titular  das Comunicações.

Da Rede Brasil Atual - 08.06.2011

4 de fev. de 2011

Os 100 anos de Lélia Abramo: ato reunirá amigos e familiares no Teatro de Arena

Por Redação FPA -03.02.2011
A Funarte, com apoio da Fundação Perseu Abramo, promove ato de comemoração pelo centenário de Lélia Abramo. Dia 8 de fevereiro, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, centro de São Paulo. Veja programação abaixo.

 
No dia 6 de fevereiro Lélia Abramo completaria 100 anos.  Militante ativa dos direitos humanos, Lélia guarda em sua trajetória passagens por momentos históricos nacionais e internacionais. Atriz teatral de sucesso, deixou registrado no livro autobiográfico "Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo", publicado pela Editora Fundação Perseu Abramo, suas memórias e fragmentos da história recente.

Para homenagear Lélia, amigos, artistas, militantes dos direitos humanos farão uma homenagem no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, com a leitura dramática da poesia de Maiakovski e leitura de trechos do livro "Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo", a apresentação da música "Bella Ciao" pelo Coral Martin Luther King, a exibição de um vídeo com imagens selecionadas, a apresentação de fragmento da peça "Rosa Vermelha"  pelo Núcleo 184, além de breves depoimentos de amigos e familiares.

Já estão confirmadas as presenças de Ana de Hollanda, ministra da Cultura, Sérgio Mamberti, Tadeu di Pietro, Roberto Ascar, Zé Renato , Chico de Assis, Alessandro Azevedo, Silvana Abramo, Pedro Tierra, Antonio Grassi,  entre outros.

Roteiro/programa da atividade cultural

1º Bloco
Abertura, por Tadeu di Pietro
Vídeo de imagens selecionadas de Lélia
Música
Poesia de Maiakovski
Trecho do livro Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo
Fala de convidados

2º Bloco
Poesia de Maiakovsk
Trecho do livro Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo
Fala de convidados

3º Bloco
Poesia de Maiakovski
Trecho do livro Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo
Fala de convidados

4º Bloco
Cena “Rosa Vermelha", pelo Núcleo 184
Fala da Ministra Ana de Hollanda - MinC
Música com o Coro Luther King - Peça "Bella Ciao"

Serviço:
Centenário Lélia Abramo
8 de fevereiro de 2011 – terça, a partir das 19:00h
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – República
Telefone: (11) 3256-9463
Mais informações sobre a homenagem: contatar Fábio Abramo (fone 11-7504 4861) ou Tadeu di Pietro (11-9943.7713 /11-8278.5577).

Sobre Lélia Abramo, leia também:
Entrevista "A arte, a coragem, a beleza, a revolução" com Lélia Abramo, realizada por  Alipio Freire e Eugênio Bucci (publicada na revista Teoria e Debate nº  05 - jan/fev/mar 1989)
Homenagem: Lélia Abramo
, por Tadeu Di Pietro (publicado na revista Teoria e Debate nº 58 - mai/jun 2004)
Prefácio do livro "Vida e arte"
, por Antonio Candido
Resenha "Uma obstinada"
, por Alberto Guzik , sobre o livro "Vida e Arte" (publicado na revista Teoria e Debate nº 36 - out/nov/dez 1997)
Ser e representar: uma palavra para Lélia Abramo
, por Pedro Tierra

19 de jun. de 2009

Ex-militante marxista, sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras, o escritor Mia Couto...

Isto É
... ganhou o 5º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, com a obra O outro pé da sereia (em cartaz no Sesc Paulista - até 28.06), pelo melhor romance publicado em língua portuguesa nos últimos dois anos.

Um dos maiores autores da língua portuguesa, o moçambicano Mia Couto critica a uniformização do português e, ex-militante marxista, diz que não sabe mais o que é ser de esquerda
Sócio-correspondente da Academia Brasileira de Letras, o moçambicano Mia Couto é um dos maiores escritores contemporâneos africanos e da literatura de língua portuguesa. É o autor de seu país mais traduzido no mundo e, só em Portugal, seus livros somam quase meio milhão de exemplares vendidos. No final de agosto, ele veio ao Brasil para a 12ª Jornada Nacional de Literatura, em Passo Fundo (RS). Sua mais recente obra, O outro pé da sereia, ganhou o 5º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, pelo melhor romance publicado em língua portuguesa nos últimos dois anos. A vitória valeu um prêmio de R$ 100 mil. Couto também é biólogo e dirige uma empresa de estudos de impacto ambiental em Moçambique, um dos 20 países mais pobres do mundo, onde metade da população é analfabeta.
Filho de portugueses, Couto era militante da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) e lutou pela independência do país contra Portugal (1964-74). Foi um dos compositores do hino nacional de sua pátria e trabalhou para o governo durante a guerra civil (1976-92). Embora um pouco desapontado com os rumos tomados pela Frelimo, que abandonou o marxismo em 1990, ele ainda se diz simpático ao agora partido político, que continua no poder em Moçambique. Couto é um escritor acostumado aos prêmios. Neste ano, tornou-se o primeiro africano a vencer o União Latina das Literaturas Românticas, entregue em Roma, e seu primeiro romance, Terra sonâmbula, foi eleito um dos 12 melhores livros de toda a África no século XX. Fã dos escritores brasileiros, ele é, assim como Guimarães Rosa, um inventor de palavras – que, quando vêm à cabeça, anota em papéis e guarda no bolso para não esquecer.
Isto É - Set.2007
Por Jorge Furtado