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1 de ago. de 2011

O analfabeto político



Bertold Brecht

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
...Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

23 de fev. de 2011

SESSENTA MINUTOS PARA O FIM NO TEATRO PAULO EIRÓ

Imagem: Diego Bianchi - 3FM    


Além de apresentar a peça no Festival de Curitiba, o grupo teatral Garagem 21 fará uma minitemporada de Sessenta Minutos Para o Fim no Teatro Paulo Eiró, em São Paulo. A bagaça rola de 4/3 a 3/4, às sextas e aos sábados 21h e aos domingos 19h. Vai custar R$ 10, metade para estudantes, classe teatral, aposentados e professores. Mas os camaradas que também quiserem pagar R$ 5, é só deixar mensagem aqui no blog ou mandar email para mim. Abaixo segue um trechinho do texto da peça e um vídeo com os 15 minutos iniciais.

VELHO ATOR
(com tesão) Você é tão linda. Esses teus joelhos rosas...
(imitando a mulher do presidente) Você também. Um galã de Hollywood. Cheio de estrelas no céu da boca, de luas nas nádegas, de gafanhotos nas obturações. (aos poucos, ficando excitado, Velho Ator começa a representar a sedução entre ele e a mulher do presidente de Saturno, abraçando a si mesmo, beijando a si mesmo) Um torso tão delineado. Eu nem ligaria se você me pegasse à força no meio de uma estrada escura. Nem ligaria se você me desse um beijo de língua na vulva pálida e cantasse o hino nacional enquanto bate na minha cabeça com um taco de bilhar. Bola 8. Bola 9. (Homem, vendo a cena, vira-se de costas para o público e começa a se masturbar. Velho Ator fica cada vez mais empolgado em sua representação) Um membro tão grande. Tão ereto. Maior que a muralha da China. Eu via de Saturno as noites em que você ficava excitado. As televisões transmitiam suas ereções para o planeta inteiro. Uma novela acompanhada pela população. As mais afoitas morriam de êxtase. Os homens se jogavam dos precipícios. As crianças martelavam os próprios crânios azuis... 


SESSENTA MINUTOS PARA O FIM nspirada na obra de Fernando Arrabal e Samuel Beckett, a peça utiliza a linguagem de desenhos animados e quadrinhos para contar a história de dois atores condenados por um coelho a realizar uma apresentação teatral para um público que nunca aparece.

Direção, texto, iluminação e trilha sonora: Cesar Ribeiro
Preparação corporal: Bira Honorato

Elenco
Ulisses Sakurai (Velho Ator – às sextas)
Sergio Silva Coelho (Velho Ator – aos sábados e domingos)
Paulo Campos (Homem)
Bira Honorato (Coelho)
Keli Viacelli (Coelho)
Serviço:

O quê:     Sessenta Minutos para o Fim
Quando:  04/03 a 03/04 - Sextas e sábaods 21h/  Domingos 19h
Onde:      Teatro Paulo Eiró
                 Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro - SP
                 Tels.: 11-5546-0449 ou 5686-8440


Mais informações:
Boteco do Ribeiro - tequilas culturais e outras azambujas

19 de fev. de 2011

Teatro: SESSENTA MINUTOS PARA O FIM


Imagem: Diego Bianchi - 3FM 
Serviço:


O quê: Sessenta Minutos para o Fim

Quando: de 04/03 a 03/04 - Sextas e sábaods 21h/  Domingos 19h

Onde: Teatro Paulo Eiró 
            Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro - SP
            Tels.: 11-5546-0449 ou 5686-8440


Mais informações: Boteco do Ribeiro - tequilas culturais e outras azambujas

4 de fev. de 2011

Os 100 anos de Lélia Abramo: ato reunirá amigos e familiares no Teatro de Arena

Por Redação FPA -03.02.2011
A Funarte, com apoio da Fundação Perseu Abramo, promove ato de comemoração pelo centenário de Lélia Abramo. Dia 8 de fevereiro, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, centro de São Paulo. Veja programação abaixo.

 
No dia 6 de fevereiro Lélia Abramo completaria 100 anos.  Militante ativa dos direitos humanos, Lélia guarda em sua trajetória passagens por momentos históricos nacionais e internacionais. Atriz teatral de sucesso, deixou registrado no livro autobiográfico "Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo", publicado pela Editora Fundação Perseu Abramo, suas memórias e fragmentos da história recente.

Para homenagear Lélia, amigos, artistas, militantes dos direitos humanos farão uma homenagem no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, com a leitura dramática da poesia de Maiakovski e leitura de trechos do livro "Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo", a apresentação da música "Bella Ciao" pelo Coral Martin Luther King, a exibição de um vídeo com imagens selecionadas, a apresentação de fragmento da peça "Rosa Vermelha"  pelo Núcleo 184, além de breves depoimentos de amigos e familiares.

Já estão confirmadas as presenças de Ana de Hollanda, ministra da Cultura, Sérgio Mamberti, Tadeu di Pietro, Roberto Ascar, Zé Renato , Chico de Assis, Alessandro Azevedo, Silvana Abramo, Pedro Tierra, Antonio Grassi,  entre outros.

Roteiro/programa da atividade cultural

1º Bloco
Abertura, por Tadeu di Pietro
Vídeo de imagens selecionadas de Lélia
Música
Poesia de Maiakovski
Trecho do livro Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo
Fala de convidados

2º Bloco
Poesia de Maiakovsk
Trecho do livro Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo
Fala de convidados

3º Bloco
Poesia de Maiakovski
Trecho do livro Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo
Fala de convidados

4º Bloco
Cena “Rosa Vermelha", pelo Núcleo 184
Fala da Ministra Ana de Hollanda - MinC
Música com o Coro Luther King - Peça "Bella Ciao"

Serviço:
Centenário Lélia Abramo
8 de fevereiro de 2011 – terça, a partir das 19:00h
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – República
Telefone: (11) 3256-9463
Mais informações sobre a homenagem: contatar Fábio Abramo (fone 11-7504 4861) ou Tadeu di Pietro (11-9943.7713 /11-8278.5577).

Sobre Lélia Abramo, leia também:
Entrevista "A arte, a coragem, a beleza, a revolução" com Lélia Abramo, realizada por  Alipio Freire e Eugênio Bucci (publicada na revista Teoria e Debate nº  05 - jan/fev/mar 1989)
Homenagem: Lélia Abramo
, por Tadeu Di Pietro (publicado na revista Teoria e Debate nº 58 - mai/jun 2004)
Prefácio do livro "Vida e arte"
, por Antonio Candido
Resenha "Uma obstinada"
, por Alberto Guzik , sobre o livro "Vida e Arte" (publicado na revista Teoria e Debate nº 36 - out/nov/dez 1997)
Ser e representar: uma palavra para Lélia Abramo
, por Pedro Tierra

8 de jul. de 2009

Relembrar - Boal comenta sobre a TELEVISÃO

em dia com a cidadania
Homenageado pela Unesco, o diretor e dramaturgo Augusto Boal afirma que a televisão pratica “crime estético”

Foi no Théâtre de Ville, em Paris, que Augusto Boal celebrou, 27.03.09, o Dia Mundial do Teatro. Homenageado pela Unesco, o diretor, dramaturgo e ensaísta brasileiro de 78 anos via o trabalho que realiza desde os anos 1960 ser mundialmente aplaudido.

O Teatro do Oprimido, o método que Boal desenvolve desde os anos 1960, é tão conhecido quanto impalpável. Muita gente já ouviu falar dele. Mas o que é, de fato, esse teatro que se propõe a ser, a um só tempo, arte, ação social e movimento político? Boal, ex-integrante do Teatro de Arena e escritor incansável, diz, na entrevista a seguir, que se trata de uma ação capaz de transformar a sociedade e de fazer frente à estética dominante.

CartaCapital: Em poucas palavras, como o senhor definiria o Teatro do Oprimido?

Augusto Boal: Defendemos que todos nós podemos fazer teatro, que todos podemos ser personagens, de fato, de nossas próprias vidas. Por que temos de seguir a estética determinada pela classe dominante? O Teatro do Oprimido traz consigo a estética do oprimido. Ou seja, queremos que as pessoas retomem suas próprias palavras, imagens e sons.

CC: Na prática, isso significa o quê?

AB: Significa compreender que, hoje, todas as formas de expressão e comunicação estão nas mãos dos opressores. O que a televisão oferece é um crime estético. E ainda acham estranho que alguém saia matando quinze pessoas de uma só vez. O cérebro das pessoas está impregnado dessas imagens. As rádios também repetem o mesmo som o tempo todo. Sem falar no tecno, que desregula até marcapasso, e é pior que ouvir gente quebrando tijolo em construção. O que a gente quer, no Teatro do Oprimido, é lutar nestes três campos: palavra, imagem e som.

CC: Dê um exemplo desse trabalho. Como ele é feito, que resultados proporciona?

AB: O Teatro do Oprimido é seguido, por exemplo, pelo MST. Há uns dez anos, eles fundaram um grupo e quase 30 camponeses vieram conhecer o nosso trabalho. Passamos para eles tudo o que podíamos. Eles não vieram para consumir uma técnica, mas para receber instrumentos que pudessem usar em suas terras. Esta é também a ideia do Teatro do Oprimido ponto a ponto, que difunde o trabalho pelo Brasil. Temos multiplicadores do que fazemos aqui no Rio de Janeiro. Estamos em dezesseis estados.

CC: O que significa, para uma organização como o MST, ter grupos de teatro?

AB: Significa ter o direito de tratar de certos assuntos a partir da visão deles, expor uma visão dos acontecimentos que não é aquela dos jornais, que coloca o MST como um bando de brutamontes. O teatro permite que o pensamento que está por trás do movimento seja exposto, retrabalhado.

CC: Em linhas gerais, qual a sua avaliação do teatro brasileiro hoje?

AB: Existe um mundo de teatros no Brasil. Nunca vi um espetáculo no Amazonas ou no Pará, então não posso avaliar. O que posso dizer é que a Lei Rouanet assassinou a criatividade do teatro. Ao transferir do governo, que representa o povo, para as empresas a decisão de onde investir, a lei substitui o pensamento criativo pelo publicitário. Essa lei tem de acabar.

CC: Muitos produtores dizem exatamente o oposto: se acabar a lei, acaba o teatro.

AB: Não é a verdade. Há muitos grupos produzindo por aí. Esse dinheiro da lei deveria ser transferido para um fundo. A verba do fundo seria distribuída de acordo com a avaliação de comissões constituídas pela sociedade. A lei não incentiva companhias como a minha, ou as de Zé Celso (Martinez Corrêa), Antunes Filho, Aderbal (Freire Filho) ou grupos como o Tapa. Ela só funciona para projetos isolados, individualistas. Se eu depender do apoio de uma empresa de macarrão, como vou produzir uma peça como Ralé, de Gorki, que fala sobre a fome?

CC: Qual a sua avaliação do Ministério da Cultura?

AB: Desde que o Gilberto Gil assumiu, temos, pela primeira vez, um Ministério da Cultura. Antes, até houve pessoas interessantes na pasta, mas nunca um ministério de fato. Também acho que, pela primeira vez, deixou-se de pensar em cultura apenas como erudição, no sentido dos grandes clássicos literários, dos grandes pintores. O governo indicou que o Brasil deveria se apropriar do que já existia, daquilo que o povo faz. A cultura não é apenas o que o povo consome, é também o que o povo produz. Os pontos de cultura são isso, eles apoiam o que já existia.

CC: O Teatro do Oprimido também foi beneficiado, não?

AB: Sim, e o Gil disse até que servimos de inspiração para os pontos de cultura. Mas também trabalhamos com outros ministérios, como Educação e Saúde. Fizemos um trabalho em escolas de cinco cidades, nas proximidades do Rio, e vimos o poder de transformação que o teatro exerceu sobre os alunos.

CC: Exemplifique essa transformação proporcionada pelo teatro.

AB: No caso dos hospitais psiquiátricos, há uma diminuição absurda no consumo de medicamentos. Trabalhamos com a saúde e não com a doença mental. Procuramos ativar a parte saudável do cérebro doente, estimulá-lo no que tem de vivo e criativo. Com isso, o teatro é capaz de devolver ao convívio social alguém que tinha se isolado. Nas comunidades carentes acontece o mesmo. Os programas populares da televisão são um massacre, impedem que as pessoas percebam o que está dentro delas. Elas apenas consomem o que lhes é imposto. O Teatro do Oprimido procura ajudá-las a encontrar seus próprios meios de expressão.

CC: Que episódios, nessas andanças, mostraram ao senhor o sentido do seu trabalho?

AB: Vários. Lembro de um presídio, no interior de São Paulo, que funcionava como um leprosário. A população da cidade queria o isolamento total daqueles presos. Resolvemos fazer uma peça de teatro, com os presos, no meio de uma praça pública, e um morador era chamado para entrar em cena. Isso amenizou aquela relação conflituosa e violenta. Também lembro de um preso que era engraçado e, numa cena, fez uma menina de 10 anos rir. A menina foi elogiá-lo. Ele se vira para mim e diz: “É a primeira vez na minha vida que alguém me diz que eu sirvo para alguma coisa”.

CC: Na semana passada, o senhor estava na França, recebendo uma homenagem da Unesco. Aqui no Brasil o senhor se considera reconhecido?

AB: Sou reconhecido no meu trabalho, mas pela mídia, não. A imprensa só se interessaria pelo nosso grupo se formássemos três bailarinos que fossem dançar no Bolshoi. A mídia gosta de campeões. Campeão de Fórmula 1, filme campeão de bilheteria, qualquer coisa que chegue na frente, que represente a vitória. Mas o ser humano não é cavalo de corrida.

CC: Nos anos 1950, o senhor fez parte do Teatro de Arena, que teve grande projeção e, ao seguir o caminho do Teatro do Oprimido, mudou o rumo da sua carreira. Foi consciente essa escolha?

AB: Totalmente. A escolha individualista nunca esteve no meu horizonte. Quando era pequeno e trabalhava na padaria do meu pai, via aqueles operários que passavam o dia com um pão com manteiga e uma média e pensava: “Isso não pode continuar assim”. Eu acredito na solidariedade. Estou com 78 anos. Isso é muito tempo. Foi outro dia que nasci e não deu tempo de fazer nem metade do que eu queria. Mas, mesmo com todas as dificuldades, o Teatro do Oprimido me realizou. Cidadão não é aquele que vive em sociedade, cidadão é aquele que transforma. E acredito que o Teatro do Oprimido tenha deixado alguma coisa para o mundo.

por Ana Paula Sousa - 28.03.09 - Carta na Escola

19 de jun. de 2009

Ex-militante marxista, sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras, o escritor Mia Couto...

Isto É
... ganhou o 5º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, com a obra O outro pé da sereia (em cartaz no Sesc Paulista - até 28.06), pelo melhor romance publicado em língua portuguesa nos últimos dois anos.

Um dos maiores autores da língua portuguesa, o moçambicano Mia Couto critica a uniformização do português e, ex-militante marxista, diz que não sabe mais o que é ser de esquerda
Sócio-correspondente da Academia Brasileira de Letras, o moçambicano Mia Couto é um dos maiores escritores contemporâneos africanos e da literatura de língua portuguesa. É o autor de seu país mais traduzido no mundo e, só em Portugal, seus livros somam quase meio milhão de exemplares vendidos. No final de agosto, ele veio ao Brasil para a 12ª Jornada Nacional de Literatura, em Passo Fundo (RS). Sua mais recente obra, O outro pé da sereia, ganhou o 5º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, pelo melhor romance publicado em língua portuguesa nos últimos dois anos. A vitória valeu um prêmio de R$ 100 mil. Couto também é biólogo e dirige uma empresa de estudos de impacto ambiental em Moçambique, um dos 20 países mais pobres do mundo, onde metade da população é analfabeta.
Filho de portugueses, Couto era militante da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) e lutou pela independência do país contra Portugal (1964-74). Foi um dos compositores do hino nacional de sua pátria e trabalhou para o governo durante a guerra civil (1976-92). Embora um pouco desapontado com os rumos tomados pela Frelimo, que abandonou o marxismo em 1990, ele ainda se diz simpático ao agora partido político, que continua no poder em Moçambique. Couto é um escritor acostumado aos prêmios. Neste ano, tornou-se o primeiro africano a vencer o União Latina das Literaturas Românticas, entregue em Roma, e seu primeiro romance, Terra sonâmbula, foi eleito um dos 12 melhores livros de toda a África no século XX. Fã dos escritores brasileiros, ele é, assim como Guimarães Rosa, um inventor de palavras – que, quando vêm à cabeça, anota em papéis e guarda no bolso para não esquecer.
Isto É - Set.2007
Por Jorge Furtado

O OUTRO PÉ DA SEREIA

Peça baseada no romance homônimo do Escritor Moçambicano Mia Couto, conta a história de uma mulher que, após anos de isolamento, retorna à sua cidade natal, levando a imagem de uma santa, e encontra um lugar transformado pela guerra e pelo tempo. (Fonte Sesc)

Com a Cia. de Teatro Fábrica São Paulo.
Direção: Roberto Rosa
Texto: Mia Couto

Atores: Ed Moraes, Fernando Bezerra, Lina Agifu e outros

Sesc Avenida Paulista Espaço 12º andar
Av. Paulista, 119 - Bela Vista - Centro.
Telefone: 3179-3700.
Ingresso: R$ 5 a R$ 20.
Duração: 80 minutos

Quando:
Até dia 28.06
Sexta a domingo: 21h

Classificação: 14 anos

Mais informação
Não tem área para fumantes. Não aceita cheques.
Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente.
70 lugares. Estac. (R$ 7 p/ 4 h mais h adicional,
na r. Leôncio de Carvalho, 98 - convênio).