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4 de jan. de 2013

Eduardo Guimarães: A hora e a vez de Fernando Haddad

Dilma, acompanhada do ex-presidente Lula, participa de comício da campanha de Haddad - out/12 (Foto: Daniel Teixeira)

No primeiro dia de 2013, nos quatro cantos do país milhares de prefeitos tomarão posse, mas, ao longo dos próximos quatro anos, as atenções se voltarão àquela que promete ser a gestão municipal que mais terá potencial para influir decisivamente na grande política nacional.
Por Eduardo Guimarães*

23 de out. de 2012

TRACKING DO PT MOSTRA HADDAD COM 61% DOS VOTOS VÁLIDOS E SERRA,39%

Imagem: sintonia fina
Por Ricardo Kotscho
A cinco dias da eleição do segundo turno em São Paulo, o comando da campanha de Fernando Haddad, do PT, decidiu não mudar a estratégia nesta reta final da campanha: vai continuar jogando na defesa para garantir o resultado apontado pelas pesquisas, investindo na apresentação de propostas para um governo de mudança contra a continuidade.

São Paulo vai se livrar de Serra e Kassab!

20 de mai. de 2012

Finalmente mídia reconhece caos nos transportes

 

Nas últimas décadas, a mídia tratou de forma tolerante os problemas do tucanato com os transportes. Diante da repetição dos acidentes, não dá mais para esconder o caos.

O caos vai tomando conta dos transportes em São Paulo e é prova inconteste do mais absoluto fracasso de 20 anos do tucanato no governo do Estado. Não bastasse o choque de dois trens da Linha 3-Vermelha do Metrô paulistano, um feito inédito e histórico nos 36 anos de existência do sistema, que apavorou quem estava no interior dos trens acidentados e traz preocupação a todos os usuários, ontem (18) outro trem da mesma linha apresentou defeito em pleno horário de pico na Estação da Sé. Uma das portas não fechava e o vagão teve que ser evacuado.

10 de set. de 2010

Lula diz que São Paulo não pode ficar na mão de tucanos a vida inteira

Foto: Portal Notícias do Brasil

Vagner Magalhães, Portal Terra

RIBEIRÃO PRETO - Em um discurso inflamado na noite desta quarta-feira (9), o presidente Luiz Inácio da Silva afirmou que São Paulo não pode ficar na mão dos tucanos a vida inteira e pediu votos para Aloizio Mercadante na disputa do governo do Estado. Lula participou de um comício na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Segundo presidente, o século XXI merece mais arrojo, o que, na visão dele, falta aos tucanos. A candidata à presidência Dilma Rousseff não compareceu sob a alegação do nascimento de seu filho Gabriel, na manhã de hoje, em Porto Alegre.

O presidente disse que a partir de agora, Mercadante terá de dizer nos debates quem é que trouxe universidades para os mais pobres. "Agora é pão, pão, queijo, queijo. Eles vão ter de parar de blasfemar contra nós. Hoje é um dia importante para que se faça uma reflexão, para a política, para São Paulo e para o Brasil. Ribeirão Preto é uma cidade de muitos médicos, doutores. É preciso dizer que o lado de lá já governou este País nos últimos 500, 50 ou 30 anos. Eles vão ter de explicar como é que um metalúrgico fez mais universidades do que os doutores", disse Lula.

O presidente afirmou que, anteriormente, gente que era "metida a sabida" ficava de quatro diante do Fundo Monetário Internacional. "Agora, são eles que nos devem US$ 14 bilhões". Exaltado, Lula lembrou que São Paulo não é um País à parte e faz parte do Brasil.

"Aqui em Ribeirão Preto, a prefeita (Dárcy Vera, DEM) é de outro partido. Mas perguntem a ela quem é foi que mandou para cá R$ 52 milhões para acabar com as enchentes? Eles (PSDB) tiveram tempo de sobra para fazer isso e não fizeram", disse.

Lula afirmou que não tem nada de pessoal contra os tucanos, mas tocou em um ponto sensível à cidade de Ribeirão Preto, o preço dos pedágios. "Com o preço que cobram aqui, podiam fazer o meio-fio das estradas de diamantes", disse ele. A única coisa que eles fizeram era vender o que não era deles", afirmou, em referência às privatizações.

Em seu discurso, Mercadante afirmou que São Paulo precisa da construção de oito hospitais regionais e que para isso há recursos, mas falta capacidade pública para que eles entrem em funcionamento. "Falta capacidade administrativa. O PSDB faz coisa boa para poucos. Temos de usar aqui, o mesmo modelo que utilizamos para o Brasil.

Rouca, a candidata ao Senado, Marta Suplicy (PT) saudou o público dizendo que hoje nasceu mais um brasileiro, um petista, se referindo a Gabriel, neto de Dilma. "Ele vai ter uma avó que deixará um legado para o Brasil", afirmou. Segundo Marta, Dilma tem tudo para conseguir uma eleição ainda no primeiro turno. "Ela vai continuar a obra deixada por Lula e será eleita sem sombra de dúvidas", disse. 


Do Blog Olhos do Sertão 
 

31 de ago. de 2010

Alckmin seguirá a mesma linha que seu chefe.

Blogueiro salva photo opportunity do Serra 

Do Viomundo - 30.08.2010

O blogueiro Márcio Amêndola soube que José Serra ia produzir um evento hoje, em São Paulo, diante do chamado impostômetro da Associação Comercial. O impostômetro pretende medir os impostos pagos pelos brasileiros. Na hora agá, o impostômetro deu pau. Apagou. Teve um problema técnico. E José Serra ficou sem a imagem com a qual pretendia, acredito, aparecer no Jornal Nacional desta noite.
Amêndola, com a ajuda do photoshop, resolveu contribuir com a campanha de Serra. E “colocou” o candidato diante de um símbolo de seu governo, o “pedagiômetro”. A nota que o Amêndola reproduziu na mensagem é da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo:

         Pedágio de SP está entre os mais caros do mundo

Em São Paulo, pedágio de caminhões chega a ser quase três vezes mais caro do que na Europa
O pedágio cobrado nas rodovias paulistas é o mais caro do Brasil e, quando comparado com as tarifas pagas nas rodovias dos Estados Unidos ou da Itália, fica evidente que está entre os mais caros do mundo também.
Na rodovia Florida’s Turnpike, nos Estados Unidos, o preço por quilômetro rodado é de R$ 0,076, enquanto a média nas rodovias paulistas é de R$ 0,111, ou 46% superior ao da rodovia americana.
Além disso, na Florida’s Turnpike há o SunPass que é um dispositivo colocado no automóvel que garante a passagem direta pelo pedágio. É como o Sem Parar que existe em São Paulo. Diferentemente do Sem Parar, o SunPass garante desconto médio de 20% para o usuário. O pedágio fica bem mais barato para quem o utiliza.
No caso das rodovias italianas (R $0,134), elas são mais baratas do que as rodovias Anchieta (R$,0159), Imigrantes (R$ 0,152) e Castello Branco (R$ 0, 145), enquanto a Bandeirantes (R$ 0,135) e a Anhanguera (R$ 0,132) têm valores próximos aos da Itália.
Mas vale ressaltar que a concessionária italiana construiu com recursos próprios a sua rede de rodovias, diferentemente do que ocorre em São Paulo. No caso paulista, paga-se duas vezes: para construir e usar a rodovia.
E paga-se também ao consumir qualquer produto transportado por essas rodovias. Comparando novamente com as estradas italianas, o pedágio que incide sobre veículos de carga em São Paulo é até 149% mais caro do que na Itália.
Caminhão paga muito mais um caminhão com seis eixos que sai de Bari e vai até Milano, percorrendo 874,5 km, paga o equivalente a R$ 286,06. Um caminhão similar, partindo de São Paulo e fazendo o percurso de ida e volta até São José do Rio Preto, o que dá 880 km, deixa R$ 710,40 nos pedágios paulistas. Conclui-se que em São Paulo se paga duas vezes e meia a mais do que na Itália.
Esse alto custo do pedágio paulista é repassado para o frete e, consequentemente, para o produto. No final, quem paga essa conta é o consumidor, ou seja, toda a população. (Da liderança do PT na Assembleia Legislativa)

 Do Blog Brasil Nova Era - 31.08.2010

29 de ago. de 2010

Dilma vence Serra em São Paulo

Pesquisa do Datafolha mostra que Dilma Rousseff (PT) ultrapassou José Serra (PSDB) no estado de SP e também na capital paulista.
A intenção de voto no estado de São Paulo aponta vantagem de 5% para a petista: 41% contra 36% de Serra. Já na capital paulista, a vantagem é ainda maior, 6 pontos a favor de Dilma: 41% contra 35% do tucano.
A vitória de Dilma na capital paulista é emblemática. Serra nasceu em São Paulo, fez carreira política toda em São Paulo, foi prefeito de São Paulo (bem... há controvérsias, já que ele mal assumiu e abandonou o cargo após 1 ano e 3 meses), e acaba de ser governador de São Paulo.
Os amigos paulistas devem ter se dado conta dos alagões, pedágios, congestionamentos, corrupção, cracolândias, PCC's, escândalos de corrupção no Metrô, na Operação Castelo de Areia, com bloqueio de contas na Suíça. 

Fonte: Blog Amigos de Mercadante - 26.08.2010


Leia mais

Dilma abre vantagem e já lidera em SP, RS e PR

 
Pesquisa do Datafolha divulgada hoje mostra uma ampliação da vantagem de Dilma Rousseff e uma consolidação de cenário de uma vitória já no primeiro turno. Em relação ao levantamento do último dia 20, a candidata abriu 20 pontos percentuais de frente e passou de 47% para 49% das intenções de voto. José Serra (PSDB) caiu de 30% para 29%, e Marina Silva (PV) ficou estável em 9%.

Contando os votos válidos, Dilma tem 55% dos votos e venceria a eleição no dia 3 de outubro. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou não responderam permanecem em 8%, e os votos brancos e nulos, em 4%. Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa tem margem de erro dois 2 pontos percentuais e foi feita nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país.


Liderança em SP e RS -
Uma das grandes novidades foi a virada de Dilma em redutos eleitorais da oposição, como os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. "Em São Paulo, Estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%. Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%", diz reportagem da Folha de S. Paulo.

As constantes visitas aos gaúchos também renderam bons resultados a Dilma. Enquanto ela subiu de 35% para 43% no Rio Grande do Sul, o tucano José Serra caiu de 43% para 39%. "Quando se observam regiões do país, a candidata do
PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano", afirma a Folha de S. Paulo.

Rejeição aos tucanos

O cenário para um eventual segundo turno é de uma vantagem cada vez mais folgada de Dilma, de 19 pontos percentuais. Segundo o Datafolha, a candidata passou de 53% para 55%. Na contramão, Serra baixou de 39% para 36%.

Também positivo é o resultado na pesquisa espontânea. "Quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra. No levantamento anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente", afirma a Folha de S. Paulo.


Outro dado que mostra a consolidação da tendência favorável a Dilma é a taxa de rejeição do candidato do PSDB. Se a candidata é rejeitada por 19% dos eleitores, Serra tem 29%, acima dos 27% medidos na semana passada.


A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.


Fonte: Agência Brasil e Uol - 26.08.2010

14 de ago. de 2010

MERCADANTE GANHOU O DEBATE DA BAND



Mercadante expôs com clareza e verdade as razões de sua candidatura e os motivos porque o povo Paulista não quer mais a Tucanagem no Estado.
O Senador retornará esse grande Estado aos trilhos do crescimento e do empreendedorismo que é a vocação Bandeirante de São Paulo. Todavia, fez questão de explicar que a base para esse retorno est na Educação, completamente sucateada em 16 anos de PSDB.
O PCC TOMOU CONTA 
DA SEGURANÇA PUBLICA


Mercadante se mostrou sensivel aos problemas de Segurança que se agigantaram em São Paulo, principalmente, desde quando o Governador Chuchu perdeu o Setor para o PCC que atualmente coordena de dentro dos Presidios toda sorte de crimes.
 E o mais grave de todos é o Crack que atualmente está dentro das escolas viciando crianças e matando o futuro do Estado.
Mercadante vai promover juntamente com Dilma uma parceria forte para atacar essa questão de frente. É uma promessa que pode ser cobrada.


Contudo, o Senador adverte; Não é possivel retomar a Segurança do Estado sem valorizar o Policial e todos agentes de Segurança. Não pode um Delegado ganhar apenas 4 mil reais em inicio de Carreira. 
Chega de descaso com a Policia. O Policial tem de ter direito de trabalhar sua jornada e ir para casa descansar e não fazer bico como porteiro de Boate a noite inteira. Isso é mais uma irresponsabilidade do PSDB que paga entre os Piores Salarios do País para essa Categoria.

O ESTADO DE SÃO PAULO É PASSAGEIRO NO TREM DO DESENVOLVIMENTO


Mercadante abordou o papel do Estado no desempenho da economia Paulista, que atualmente foi reduzido a mero espectador devido ao desmantelamento de toda estrutura de Fomento com a venda do Banespa e da Nossa Caixa no bojo da Polica Neoliberal da Privataria. Ele criara uma Agencia especifica para tomar nas mãos do Estado a direção economica estimuando o desenvolvimento a partir das potencialidades de cada região.

ENQUANTO ISSO... NA PEDAGIOLÂNDIA...

O candidato mente mais que ele próprio na cerca.

Pac em São Paulo

Depois de paralisar o  Estado e aproveitando-se dos Bons resultados economicos gerados pelo sucesso de Lula no Governo Federal e capitalizando os investimentos do PAC, o Chuchu tentou se apoderar de tais realizações para sair por cima. Entre elas citou o Metrô e o Rodoanel, todos empreendimentos encaminhados com dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal.

A SAÚDE TUCANA É DO TAMANHO
DO SALÁRIO DOS MÉDICOS
OUTRA CATEGORIA QUE RECEBE
UM DOS PSDB
(PSDB - Piores Salários Do Brasil)


O momento mais hilario foi quando o Chuchu quis corrigir a informação de Celso Russomano de que os Médicos Paulistas, mal pagos, ganham apenas um misero Salario de Quatrocentos Reais. O Candidato "Sem Noção" atalhou dizendo que eram Seisssentos Reais como se o novo valor fizesse alguma diferença no descaso com que o governo do PSDB cuida da Saude em São Paulo, a plateia caiu na gargalhada.  Russomano apresentou o Hollerit do médico e provou que novamente o Chuchu mentira ao telespectador com sua Cara de Peroba insonsa de sempre.

SOBRE ESTRADAS E PEDÁGIOS


As estradas Paulistas continuam entre as melhores do País com uma diferença dolorosa no Bolso do Povo. Dez entre as Dez melhores estradas do Brasil estão em São Paulo, exatamente como era antes dos Dezesseis anos de PSDB, só aumentaram os Pedágios.

O  CHUCHU GABOU-SE DA REDUÇÃO DO VALOR DO PEDAGIO DA CARAVALHO PINTO QUE TEVE SUA LICITAÇÃO REFEITA EM FUNÇÃO DOS VALORES OBTIDOS PELO GOVERNO FEDERAL. NA LICITAÇÃO DAS FEDERAIS, AS PROPOSTAS BAIXAVAM EM MAIS DE DEZ VEZES O PREÇO MÉDIO COBRADO EM SÃO PAULO, OU SEJA, A DIMINUIÇÃO DO PREÇO DO PEDAGIO EM SÃO PAULO É OUTRA OBRA DO GOVERNO LULA.

ZÉ PEDÁGIO VAI MAL 
EM SÃO PAULO, TAMBÉM

A novidade no Debate foi que em nenhum momento o Candidato Tucano citou o nome do ex-governador sinalizando que a Candidatura de Zé Pedágio pode estar derretendo também em São Paulo. É Chuchu mas, não é Louco.
Por outro lado, nenhuma surpresa. Como já era esperado, o Chuchu esqueceu completamente da Ancora Tucana FHC, conforme aconteceu com todos os candidatos do PSDB Brasil afora.

Fonte: Forum Zona Norte - 13.08.2010

11 de set. de 2009

"Serra ... $$$ do Estado de São Paulo sendo jogado no ralo". Para urbanistas, Nova Marginal amplia chance de alagamentos.

Almeida Rocha/Folha Imagem
O arquiteto José Fábio Calazans conta ter ficado surpreso com a tempestade de terça-feira (8), não com o alagamento da marginal Tietê. Estudioso do rio há 32 anos, ele diz: "Eu sabia que mais hora menos hora ia alagar. É como alguém que mora ao lado de um vulcão...". A pista alagou, segundo ele, porque a marginal não deveria existir. "A marginal é um erro. Ampliá-la é ampliar um erro."

Ele propõe a construção de um parque linear de 90 km ao lado do rio, de Mogi das Cruzes a Itapevi, com lagos para abrigar a água de dias excepcionais, como anteontem. A marginal atual seria substituída por pistas paralelas distantes 1,5 km das que existem hoje. O projeto, que deve consumir 15 anos, visa integrar o rio à cidade.

O diagnóstico de Calazans pode parecer radical, mas não é de uma voz isolada --três especialistas em urbanismo e drenagem ouvidos pela Folha concordam que a ampliação da marginal é um equívoco.

"É um erro histórico", diz o arquiteto Vasco de Mello, que integra um grupo que questiona a obra do governador José Serra, orçada em R$ 1,3 bilhão. "As pistas vão ficar congestionadas em seis meses. Estão jogando dinheiro no ralo."

O problema principal da obra não é tanto a impermeabilização do solo, na visão dos engenheiros Julio Cerqueira César Neto e Aluísio Canholi. A Nova Marginal deve aumentar em 19 hectares --ou cerca de 30 campos de futebol-- a impermeabilização do solo, de acordo com a Dersa.

Segundo Canholi, essa área é desprezível quando comparada à impermeabilização da Grande SP, de 150 mil hectares. "Do ponto de vista da hidrologia, a Nova Marginal é pouco significativa", diz.

A marginal alagou, segundo Canholi, porque a chuva foi excepcional. Medição feita pela equipe dele na ponte da Casa Verde constatou que a vazão do rio estava em 735 m3 por segundo às 16h de anteontem. Em setembro, o rio costuma correr à razão de 30 m3 por segundo, afirma.

O problema da Nova Marginal é acentuar uma divisão que já existe entre o rio Tietê e a cidade, na visão do arquiteto Fernando Mello Franco, premiado na Bienal de Arquitetura de Roterdã com um projeto sobre piscinões e urbanismo.

"A cidade precisa rever a sua relação com o rio. Pensar a partir do trânsito é uma forma antiga de pensar a cidade. Você isola o rio, isola os problemas, em vez de articulá-los. A Nova Marginal pegou a contramão da história." Segundo Mello Franco, o Tietê deveria ser um eixo metropolitano e para isso a cidade tem de chegar até o rio, como acontece com Londres, Paris, Viena e Lisboa. Para esse plano funcionar, segundo ele, é fundamental reduzir o fluxo de carros nas marginais.

"Sou radicalmente contra a Nova Marginal porque ela vai contra um projeto do próprio governo, o Rodoanel. Os investimentos no Rodoanel eram para tirar carros da marginal."

Outro problema da Nova Marginal, diz Mello Franco, é que não há um plano urbano que articule as novas pistas com o resto da cidade. "São Paulo sempre foi construída pensando na produção, não como valor de morada, como aconteceu com o Rio. A ampliação da marginal repete esse erro histórico", afirma.

O engenheiro Cerqueira César Neto, que presidiu a agência da bacia do Alto Tietê entre 2002 e 2006 e é professor aposentado da Politécnica da USP, diz que o principal equívoco é a falta de articulação entre os 39 municípios da Grande SP. "Falta um plano global para o Tietê. Cada município faz o que quer. Essa obra [a Nova Marginal] é uma gambiarra."

Outro lado

A Dersa diz que as novas pistas da marginal Tietê vão suportar a demanda de trânsito "por um longo período". Segundo nota da assessoria, "não podemos analisar a marginal isoladamente. É preciso levar em consideração que a conclusão das obras vai coincidir com o término do trecho sul do Rodoanel e da duplicação da avenida Jacu-Pêssego". A empresa cita ainda o término do trecho norte do Rodoanel, previsto para 2014.

Para a Dersa, não faz sentido a crítica segundo a qual a Nova Marginal seria uma obra sem articulação com o resto da cidade. "A Nova Marginal não é uma obra isolada. Faz parte de uma série de investimentos em transporte do governo estadual." Para a assessoria, ela foi submetida a audiências públicas, das quais participaram arquitetos e urbanistas.

MARIO CESAR CARVALHO - Folha de S.Paulo- 10.09.09

Veja abaixo vídeo que comprova esta análise do Urbanista

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Leia mais: um plano ideal para as marginais de São Paulo .

10 de set. de 2009

A EXPERIÊNCIA DAS MARGINAIS DE SEUL

RAUL JUSTE LORES - DE PEQUIM - 10.09.09

São Paulo está gastando R$ 1,3 bilhão para ampliar a marginal Tietê, ou seja, para sufocar ainda mais as margens do rio com asfalto. Como não esperar mais enchentes?

Como lembrou ontem na Folha o engenheiro Roberto Watanabe, da Unicamp, Seul está fazendo o oposto. Decidiu encolher as pistas que percorrem 40 km ao longo do rio Han pela capital sul-coreana. Em 20 anos de programa de despoluição, que localiza e multa quem lança dejetos no rio, o Han está mais limpo e agora chegou a vez de mudar o entorno.

O projeto foi lançado há dois anos, mas eles já conseguiram inaugurar três parques ao redor do rio em 2009. Planejam criar outros 30 espaços verdes até 2013, ligados por ciclovias, acessos para pedestres e terminais de ônibus.

Dezoito quilômetros de concreto ao longo do Han desaparecerão nos próximos três anos. De embarcações turísticas a restaurantes e ginásios, a prefeitura já pensa na nova vocação econômica da área recuperada.

"De uma cidade orientada para carros viramos um lugar pensado para humanos", diz Lee In-Keun, secretário de Infraestrutura. Um canal está em construção para evitar enchentes.

Em 2003, Seul ressuscitou um riacho que tinha sido canalizado e coberto por um elevado de 6 km, o dobro do Minhocão. O elevado foi demolido e o novo rio virou cartão-postal -o parque horizontal às suas margens recebe 90 mil pessoas por dia.

Seul quer ser um modelo de cidade do século 21. Com menos carros nas ruas e mais transporte público, com menos emissão de gases e ar mais limpo. Ao mesmo tempo, vira "marca" de cidade bacana, que atrai investimentos, turistas, moradores.

Kassab esteve lá em maio. Mas São Paulo não tem coragem de interromper o que não deu certo nas últimas sete décadas. Refém de empreiteiras, dinheiro não falta para viadutos e túneis que só mudam os congestionamentos de lugar, priorizando o uso do carro ao transporte público.

Cada túnel prometido como solução se revela ineficaz logo após ser inaugurado. Como o Minhocão, as marginais que asfixiam os rios são um legado do malufismo urbanístico.

A falta de uma política habitacional permitiu a ocupação e a favelização de áreas de mananciais e riachos da periferia. O escoamento natural da água das chuvas foi concretado pelo homem.

Se as marginais Tietê e Pinheiros encolherem, talvez milhares de paulistanos comecem a exigir mais transporte público em vez de novos túneis e viadutos. Para um caos que parece irreversível, será auspicioso.

4 de ago. de 2009

H1N1 - Gripe Suína/ Outros vírus - Influenza - PARA MINISTRO, É UM "DISPARATE" ADIAR AULAS

Temporão (Saúde) afirma que a recomendação para prevenir a gripe suína é manter em casa só crianças e funcionários com sintomas da doença

5 Estados prorrogaram férias escolares para tentar conter pandemia; próprio ministério havia transferido aos Estados decisão de adiar ou não aulas

Foto: Caio Guatelli

Guilherme Germano, que teve as aulas suspensas, usa o computador para atividades on-line

DA SUCURSAL DO RIO
DA REPORTAGEM LOCAL
DA AGÊNCIA FOLHA 04/08/09

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem considerar um "disparate" alunos sadios terem o início das aulas adiado por conta da gripe suína. Segundo ele, a recomendação do ministério é que devem ficar em casa apenas as crianças e funcionários com sintomas como febre e tosse.
"Quem não tem sintoma não tem que ficar em casa. Seria um disparate total", disse ontem em evento no Rio. Os governos de São Paulo, Rio, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas prorrogaram as férias escolares.
A decisão foi tomada após o próprio ministério divulgar nota, na semana passada, em que transferia aos Estados a decisão de adiar ou não o início das aulas como estratégia para conter a disseminação do vírus.
Em vários Estados, as aulas foram adiadas para o dia 17. O secretário da Saúde de SP, Luiz Roberto Barradas Barata, argumentou que, a partir desta data, a temperatura estará mais
amena e já terá passado o prazo que costuma durar uma epidemia de gripe (cerca de oito semanas). Ele não comentou a declaração do ministro.
O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirmou que as aulas foram adiadas com base na opinião de um comitê de especialistas. Já o governador Aécio Neves (Minas) diz que "foi uma medida preventiva" e que o Estado está "atento, mas não alarmado".

Exagero
Além da rede pública, várias escolas particulares e universidades também prorrogaram as férias. Eitan Berezin, presidente do departamento científico de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, acha que houve um certo exagero. "Até os adolescentes do ensino médio poderiam ter aulas", diz.
Berezin, porém, diz que a recomendação em relação às crianças é válida. "É uma medida importante para creches e escolas com crianças menores, porque elas se beijam e abraçam mais, têm mais contato."
O infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, participou da reunião em SP que definiu pelo adiamento das aulas. Segundo ele, a decisão foi acertada, já que dados recentes mostram que a transmissão do vírus por crianças é o dobro da por adultos.
Esper Kallas, infectologista da USP, diz que o efeito da medida será pequeno, já que existem outras formas de aglomeração, como cinema e shopping, que não são evitadas.
Mas, em São Paulo, algumas das escolas que decidiram não suspender as aulas enfrentaram a resistência de pais.
Na Agostiniano Mendel (zona leste de SP), pais foram à diretoria pedir a suspensão das atividades, que recomeçaram ontem. Os alunos foram informados que, nesta semana, haverá revisão de conteúdo, com presença obrigatória. Procurada, a escola não se manifestou.
No Liceu Pasteur (zona sul), os alunos afirmam que metade dos estudantes faltou, já que a presença não é obrigatória. "Liguei para a escola para saber se vão se responsabilizar se algum aluno ficar doente", diz a acupunturista Leila de Castro, 39, mãe de Giovanna, 15.
Temporão criticou previsões de expansão da doença. "Existem os futurólogos do caos que escrevem um monte de besteira. Saiu na imprensa que nós teríamos milhões de casos, [projeção] em cima do modelo matemático feito para um vírus diferente de uma doença que não existiu. Chega a ser patético."

30 de jul. de 2009

Prefeitura infla dado positivo sobre trânsito com restrição a fretado

A gestão Gilberto Kassab (DEM) divulgou dados errados que inflaram os ganhos no trânsito após a restrição aos ônibus fretados implantada nesta semana em São Paulo. No balanço oficial, a Secretaria Municipal dos Transportes divulgou ter havido uma redução de 70%
na média de congestionamentos das 7h às 8h30 de terça-feira (28), informa reportagem de Evandro Spinelli e Alencar Izidoro publicada na edição desta quinta da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Sérgio Malbergier: Eu quero o meu busão!
Técnicos admitem que Prefeitura não mapeou rota de fretados
Prefeitura de SP libera tráfego de fretados na av. Berrini

A versão oficial divulgada à imprensa dizia que a lentidão caiu de 40 km para 12 km, quando, na verdade, a queda foi de 30% --de 16,4 km para 11,5 km. A Folha identificou a comparação superdimensionada por ter acesso a alguns números oficiais mais completos das medições do trânsito pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). A pasta dos Transportes se nega a divulgar os dados oficialmente, mas admitiu ontem a falha após ser questionada pela reportagem.

Especialistas consideram que a avaliação do impacto da restrição dos fretados no trânsito só é possível de ser feita após semanas ou até meses de medição dos congestionamentos, devido às interferências que podem elevar ou reduzir a lentidão em dias isolados.

A prefeitura também inflou outros dados positivos da restrição aos fretados --neste caso, com estatísticas corretas, mas mudando a metodologia. O balanço oficial considerou, para efeito de cálculo do impacto das medidas no período da manhã, um intervalo de apenas uma hora e meia (das 7h às 8h30), enquanto a CET sempre usou a variação das 7h às 10h como a hora de pico da manhã. Os índices de lentidão começam a subir justamente a partir das 8h30.

Do Folha Online - 30.07.09

28 de jul. de 2009

Enquanto as aulas não começam ... depois das férias, HELP !! - Usuários de fretados em SP dizem que vão voltar a usar carro

Começou a valer nesta segunda-feira (27) a medida que restringe a circulação de ônibus fretados em uma área de 70 quilômetros quadrados dentro da cidade de São Paulo. O que foi adotado para tentar melhorar o trânsito da capital paulista pode mesmo é piorar. Após o primeiro dia, muitos usuários já pensam na possibilidade de tirar o carro da garagem. Reportagem de Daniela Paixão.

Fretados Vão a justiça contra restrições em SP; protestos fecham marginal

UOL notícias/fotos - 27.07.09
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo de São Paulo e região (Transfretur) informou nesta segunda-feira (27) que a categoria entrou na Justiça contra as restrições ao transporte fretado na capital paulista, que começaram a vigorar hoje.
O sindicato afirma não ter conseguido diálogo com a Prefeitura de São Paulo. De acordo com Regina Rocha, assessora jurídica do sindicato, "diante dos acontecimentos dos últimos dias e a publicação da Portaria 058/09, outro caminho não nos restou senão propor uma ação judicial para questionar a medida e assegurar aos nossos associados o direito de cumprir seus contratos".
Por volta das 18h, manifestantes bloquearam a marginal Pinheiros, no sentido Castello Branco, altura da estação Berrini (Leia mais na Folha Online). Há manifestantes também na avenida dos Bandeirantes e na Ricardo Jafet.

O Transfretur divulgou ainda que representa o pleito dos demais sindicatos da categoria -Sinfrecar, Sinfret, Setfret, Sinfresan, Sinfrepass, Sinfrevale. "Na ação, todos os sindicatos figuraram como autores, para provar que os reflexos da medida restritiva atingem as empresas e contratos de todo o Estado de São Paulo e não apenas da capital. Os resultados da demanda serão estendidos a todo Estado", diz em nota.

Ainda segundo o sindicato, a decisão deve ser da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que concedeu 72 horas para que a prefeitura se pronuncie sobre o pedido.

Veja no infográfico como utilizar o transporte com as novas regras:
Ainda segundo o sindicato, a decisão deve ser da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que concedeu 72 horas para que a prefeitura se pronuncie sobre o pedido.

27 de jul. de 2009

7 anos de Bicicletada - São Paulo

Arte: Haase

Arte: Haase

Julho chegou e nos trouxe mais uma Bicicletada.
Um Bicicletada especial comemorando 7 anos de aniversário !!
A Massa Crítica Paulistana convida as pessoas a ocuparem o espaço público de maneira inteligente.

Sempre com muita alegria, pessoas em seus veículos não-motorizados irão comemorar de uma maneira nada tradicional a “Mobilidade” todos cidadãos da cidade.
“Você aí parado, comemorar conosco, é o melhor lado!”
Aqui todo mundo é bem vindo, não importa o valor do seu carro ou a grife da sua cueca.

Venha como puder…..

A Bicicletada Paulistana (Critical Mass) acontece sempre na última sexta feira do mês há mais de 6 anos, e em mais de 400 cidades do mundo, simultaneamente. Para participar, a única obrigatoriedade é comparecer ao ponto de encontro com um meio de transporte não motorizado. Pode ser Bicicleta, Patins, Skate ou até mesmo com seus próprios pés.
Não tem bicicleta ou não sabe pedalar ?… sem problemas. Apareça o quanto antes na praça do ciclista e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada, ou faça uma horinha conosco por lá.

A concentração é a partir das 18:00 do dia 31/07.

As 20:00 começa o pedal lúdico-educativo, retornando à praça para a continuação da comemoração em plena Avenida Paulista.

Se preferir, venha de bonde: http://www.bicicletada.org/bondes (caravanas )

Em caso de chuva o evento está automaticamente CONFIRMADO, já que não existe nada que impeça nossa mobilidade pela cidade de São Paulo.

Contaremos com a presença especial da nossa amiga Fernanda Bucci, portadora de um paralisia cerebral, e de todos mais na Bicicletada.

memória da bicicletada sp

Por Pedalante - 27.06.09

24 de jul. de 2009

A ampliação da Marginal Tietê NÃO vai melhorar o trânsito

É incrível como ainda tem bastante gente que acredita, de verdade, que essa ampliação da Marginal Tietê vai mesmo melhorar o trânsito. Pode haver uma melhora imediata em pontos próximos à Marginal, por haver mais espaço para acomodar os carros parados ou a 20 km/h. Mas rapidamente esse espaço será retomado pelo aumento no número de veículos nessa via, seja pelo crescimento contínuo e acelerado da frota paulistana, seja pela opção que os motoristas farão pelo uso das novas pistas em vez de circular por vias adjacentes - como aconteceu com a Ponte Estaiada logo no primeiro dia útil após a inauguração.

carros demais circulando e a cada dia somam-se a eles cerca de mil novos veículos. Pra melhorar o trânsito, só com menos carros nas ruas. E para que isso seja possível, só investindo em formas alternativas de locomoção: trens, metrô, bicicletas, ônibus de linha e ônibus fretados.

Ampliar as avenidas, fazer novas pontes e túneis e aumentar o espaço destinado aos carros de forma geral só incentiva seu uso. O efeito é contrário ao esperado e os congestionamentos aumentam em progressão geométrica. Basta ver os jornais alardeando a cada pouco que houve novo recorde de congestionamento: há dois anos, 220 km era o “recorde do ano”; recentemente, chegamos quase aos 300.

Isso tem acontecido há décadas mas pouca gente percebe, por dois motivos principais. Primeiramente, por ser um crescimento exponencial, os congestionamentos foram aparecendo devagar e as obras para abrir mais espaço foram conseguindo manter um nível aceitável por muito tempo. Mas o crescimento agora é tão rápido e o espaço tão exíguo, que não há mais como adiar o problema criando mais vias.

O segundo e mais preocupante motivo é porque o uso carro está enraizado em nossa cultura. Nascemos em famílias que aspiravam ter um carro ou, se o tinham, sempre quiseram trocá-lo por outro melhor, algumas chegando ao absurdo de trocar de carro todo ano. O carro passou a fazer parte da vida e das aspirações das pessoas, que tiveram seus sonhos construídos por marketing e ambiente familiar ao longo da infância, de modo que o ritual de passagem para a vida adulta passou a ser a conquista da carteira de habilitação.

É por isso que, quando alguém diz precisamos quebrar a dependência do automóvel com formas de transporte alternativos, ocorrem tantas reações viscerais. À maioria das pessoas pode parecer realmente um absurdo, mas é preciso reflexão.

E nem é preciso estudar a fundo o assunto. Basta fazer um exercício de imaginação para pensar em como será a cidade daqui dez anos, se continuarmos no mesmo caminho, valorizando o direito de cada um de ter um carro e a circular com ele quando bem entender, todos saindo com eles nas ruas ao mesmo tempo e nos mesmos horários, com o limite de espaço físico que a cidade tem. E não precisa nem levar em conta o crescimento populacional, nem pensar na qualidade do ar, nos acidentes de trânsito, na perda de espaços públicos de convivência como os parques para avenidas e viadutos: pense apenas nos congestionamentos.

Sugestão de Pedalante

Por Willyam Cruz - Vá de Byke - 23.07.09

Meios de transportes são responsáveis por 90% da poluição em SP

Recém-nascidos menores e mais magros. Aceleração do processo de estreitamento das artérias - estágio inicial de muitas doenças cardíacas. Doenças respiratórias. Todos esses são problemas aos quais a população da região metropolitana de São Paulo está sujeita diante da poluição do ar que respira.

Mesmo com todas essas conseqüências, hoje, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a cidade de São Paulo (SP) ganha de presente 800 carros novos, segundo a média de emplacamentos verificada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). No último dia 21 de fevereiro, a capital paulista atingiu a marca de seis milhões de veículos nas ruas. Se a média foi mantida, hoje, a cidade alcança cerca de 6.084.000 automóveis.

A situação mostra-se mais grave ainda pois, segundo dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), os meios de transportes são responsáveis por 90% da poluição de São Paulo.

Segundo o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Nelson Gouveia, que há quinze anos estuda os efeitos dos gases poluentes nas populações que vivem em grandes cidades, a situação da saúde da população só piora diante dos seguidos índices recordes de congestionamento. Eles contribuem para aumentar as emissões, já que, quanto maior a lentidão dos veículos, mais gases poluentes os veículos lançam na atmosfera.

“A situação é complicada. A cidade não tem um planejamento adequado. Tanto a população, quanto o poder público são responsáveis pela atual situação”, diz. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), nos últimos 10 anos, o número de veículos cresceu 25%, enquanto a infra-estrutura urbana aumentou apenas 6%.

Problema de saúde pública

Segundo o pesquisador, os mais atingidos pela baixa qualidade do ar em São Paulo são as crianças e os idosos. As pessoas nessas faixas etárias têm um sistema imunológico frágil e são mais vulneráveis a certas doenças cardíacas e respiratórias. “Porém, como os habitantes da cidade estão expostos diariamente aos altos índices de poluição, todos são afetados de uma forma ou de outra”, afirma Gouveia.

Uma das pesquisas realizadas por Gouveia verificou que as gestantes paulistanas que ficaram expostas a taxas maiores de poluição durante o primeiro trimestre de gravidez tiveram bebês com peso menor que as outras gestantes.

Para cada parte por milhão (ppm) de monóxido de carbono (CO) a que as mães ficaram expostas, houve redução de 23 gramas no peso do recém-nascido.

A pesquisa envolveu 179 mil recém-nascidos. Foram excluídos da análise os bebês prematuros - de gestação com menos de 37 semanas -, os gêmeos e as crianças com peso menor de 1 kg ou maior de 5 kg.

Outro estudo, do pneumologista Ubiratan de Paula Santos, acompanhou durante dois anos a saúde de 50 funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da capital paulista. Todos eles trabalhavam nas marginais Tietê e Pinheiros, duas das mais importantes vias da cidade. Eles não fumavam e nem eram asmáticos. Foi constatado que todos apresentavam elevação da pressão arterial e variação da freqüência cardíaca nos dias de maior poluição atmosférica. Deles, 33% apresentaram condições típicas de fumantes - redução da capacidade pulmonar e inflamação freqüente dos brônquios.

Outra pesquisa identificou que a poluição do ar pode ativar e acelerar o estreitamento das artérias do coração. Pesquisadores da University of Southern California, em Los Angeles (EUA), descobriram que a poluição atmosférica pode contribuir para os problemas cardiovasculares em um estágio inicial da doença, similar ao fumo.

Os grandes vilões

“Estamos em uma região muito grande e com uma frota veicular bastante densa”, comenta a gerente da divisão de tecnologia de avaliação da qualidade do ar da Cetesb, Maria Helena Martins.

Além da emissão dos carros, é preciso observar a questão meteriológica. “Nos dias de inverno cresce a concentração de poluentes, pois há pouco vento. Nos dias mais quentes, ensolarados e secos isso também é notável”, afirma.

Para Maria Helena, engana-se quem acredita que a ascensão do álcool contribuirá para a diminuição da emissão de gases poluentes. “Os veículos flex apresentam emissões de escapamento similares aos veículos comuns, independentemente do uso do álcool ou gasolina, já que o limite estabelecido é o mesmo, tanto para carros movidos a gasolina, quanto para os flex e os a gás (GNV). Os veículos movidos a álcool emitem praticamente os mesmo níveis de gás carbônico que os a gasolina”, explica.

Maria Helena diz que a grande vantagem do álcool é que ele é renovável. Diferentemente da extração do petróleo que retira o CO2 confinado no subsolo e o joga na atmosfera, o cultivo da cana de açúcar para extração de combustível líquido utiliza o ciclo natural do carbono. “A utilização do álcool é sempre benéfica pelo balanço positivo do CO2”, revela.

Mesmo diante de uma situação grave, o controle da poluição vem sendo fortalecido, o que contribuiu até para a sua diminuição. Na década de 1970, por exemplo, não havia o cuidado com as emissões na atmosfera paulistana. Já na década de 80, iniciou-se um controle desde a fábrica. “Hoje, existem catalisadores que diminuem a energia de ativação, facilitando a transformação de reagentes em produtos, conseqüentemente fazendo com que os escapamentos emitam menos gases pela queima de combustível. Os veículos, nacionais ou importados, não saem de fábrica se não forem inspecionados pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve)”, diz Maria Helena.

Como saídas, Maria Helena diz que o cidadão pode e deve contribuir para as reduções de emissões de gases nocivos à saúde. Para ela, além de colaborar com o rodízio de veículos, pode-se diminuir o uso dos carros, optar por programas de carona, evitar horários de pico, manter o veículo devidamente regulado, usar transporte público, abastecer com combustível de boa qualidade e desligar o motor quando parado.

Por Bruna Souza - 23.07.09

25 de jun. de 2009

Terra da garoa. Você vai a São Paulo, ou conhece a cidade, então veja !!

Do blog do Pedalante a Bicicletada - 25.06
arte: tcnbaggins

arte: tcnbaggins

da Gira Me,

” Nos últimos dias, diversas pessoas indignadas com as obras de ampliação da Marginal Tietê têm feito vistorias locais e documentado em fotos, vídeos e textos o massacre de árvores gigantescas localizadas nas poucas áreas verdes que ainda restam nas margens do rio Tietê e que serão destruídas pelo asfalto.

Ontem um grupo realizou a primeira de uma série de ações para denunciar essa insanidade:”

O governo tem VERGONHA da sua Freeway? (CicloBR)

Homenagem as árvores vítimas do Ecocídio (CicloBR)

Fotos de ontem no canteiro da Marginal Tietê (Luciano Ogura)

Sobre projetos semelhantes:
A revolta das freeways – Em qual cidade você quer viver? (Apocalipse Motorizado)

Assine:
Moção de Protesto e Repúdio elaborada pelo Grupo de Patrimônio Histórico do IAB-SP sobre o projeto de Ampliação das Pistas da Via Marginal do Rio Tietê

Arte: tcnbaggins

Arte: tcnbaggins

leia tb:

Freeway do serra ainda lhe resta alguma dúvida (igual a você)

Marginal Tietê: cemitério (gira-me)

24 de jun. de 2009

Sindicato e usuários de fretados fazem manifestação em São Paulo. Eh! Kassab !!

O negócio dos ônibus municipais - De NASSIF - 24.06

Por Fábio

Nassif,

vale a pena repercutir a nova proposta da administração KASSAB em proibir a circulação de ônibus fretados de passageiros pelo centro de São Paulo, sob a alegação de poluição.

Veja que a alegação para justificar o ato é de poluição e não de melhoria do trânsito.

De qualquer forma qualquer uma das duas é absurda :

- se é por causa da poluição , existe instrumentos para exigir que os ônibus sejam vistoriados e cumpram os padrões exigidos de emissão de poluentes ;

- por causa do trânsito seria mais difícil ainda de justificar, visto que os ônibus fretados que transportam mais de 50 pessoas cada um em ida e volta de seus trabalhos todos os dias, são capazez de tirar quantos carros da rua ?

Que interesses lobbistas estarão por trás disso ? Assunto bem pouco comentado pela mídia!!!
Estimule seus leitores a comentarem e logo saberemos……….

Mais uma hipocrisia desse fulano……… divulgou o salário dos funcionários da prefeitura no site em nome da transparência, mas o mesmo não fez em relação aos contratos de licitação. Agora alega que tem que tirar os ônibus fretados, que beneficiam mais de 200 mil pessoas, em nome da poluição. E o trânsito e milhares de carros que retornarão às ruas como consequência dessas medidas, não aumentará a poluição mais ainda? Ninguém pensou nisso………

Vá lá NASSIF, acorde o pessoal para mais essa canalhice……… só você mesmo………

VEJAM A NOTÍCIA do Último Segundo (abaixo).

” No início do mês, um pacote de mudanças climáticas foi votado pela Câmara Municipal com a autorização para o Executivo editar, em portaria, regras específicas para os 5.674 ônibus fretados autorizados a circular em São Paulo.

Usados por 283 mil pessoas da Grande São Paulo e de cidades vizinhas como Jundiaí e Santos, os fretados ainda não possuem restrições de circulação. “

Do Último Segundo - 23.06

SÃO PAULO - Cerca de cem ônibus fretados circularam na avenida Paulista, na manhã desta terça-feira, em protesto contra a intenção da Secretaria Municipal de Transportes (SPTrans) de proibir a circulação dos fretados a partir de 1º de agosto na região central de São Paulo.

A manifestação, organizada por representantes de empresas e usuários de ônibus

fretados, começou no fim da manhã. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os veículos ocuparam duas faixas da via, em ambos os sentidos.

Por volta das 13h, 12 ônibus continuavam o protesto na avenida Bernardino de Campos, na altura do viaduto Santa Generosa. De acordo com a CET, eles ocupavam a faixa da direita da via, que tinha 1 quilômetro de lentidão no sentido Centro.

No início do mês, um pacote de mudanças climáticas foi votado pela Câmara Municipal com a autorização para o Executivo editar, em portaria, regras específicas para os 5.674 ônibus fretados autorizados a circular em São Paulo.

Usados por 283 mil pessoas da Grande São Paulo e de cidades vizinhas como Jundiaí e Santos, os fretados ainda não possuem restrições de circulação.