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3 de set. de 2010

Mesmo com golpes Dilma mantém diferença de 26 pontos


Do Portal iG – Eleições:

Tracking Vox/Band/iG: Dilma segue com 51%, Serra 25%

No segundo dia de medição, instituto aponta estabilidade no desempenho dos presidenciáveis
Matheus Pichonelli, iG São Paulo | 02/09/2010 17:59
A segunda medição do tracking Vox Populi/Band/iG  sobre a eleição presidencial deste ano mostra estabilidade da disputa para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assim como nos dados divulgados ontem, a presidenciável petista Dilma Rousseff aparece com 51% das intenções de voto, contra 25% de seu principal adversário, o tucano José Serra.
A senadora Marina Silva (PV), terceira colocada, aparece em seguida com 9%. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em 11%.
Nas regiões, no entanto, houve oscilações que se aproximam da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. No Nordeste, por exemplo, a pesquisa apontou crescimento de Serra, que passou de 14% a 17% em apenas um dia. Já Dilma, que tem na região a maior distância para o adversário tucano, oscilou de 68% das intenções de voto para 67%.
A petista, em compensação, cresceu na região Sul, onde atinge agora 51% das preferências dos eleitores – no levantamento anterior, ela aparecia com 48%. Serra oscilou na região de 30% para 28%. O Sul é o local onde o instituto apurou maior número de eleitores indecisos: 14%, mesmo índice do dia anterior.
Segundo o presidente do instituto, João Francisco Meira, a tendência de queda ou crescimento dos candidatos, mesmo nas regiões, só será observada após uma sequencia de três dias do tracking Vox/Band/iG.
“Daqui para frente a regra é olhar para a reta”, explica. O ponto ideal para se medir a tendência, afirma Meira, será no domingo. Até lá, corre-se o risco de o candidato crescer alguns pontos num dia e perder em seguida, o que descaracteriza uma tendência.
Ainda de acordo com o presidente do Vox Populi, o resultado deste segundo tracking demonstra que não é possível medir ainda se as suspeitas de envolvimento da equipe de Dilma no caso das violações de sigilo da Receita de pessoas ligadas ao tucano José Serra tiveram impacto na avaliação dos eleitores.
A pesquisa, que passa a ser publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 casos.

Do Blog Brasil Nova Era - 02.09.2010

29 de ago. de 2010

Dilma vence Serra em São Paulo

Pesquisa do Datafolha mostra que Dilma Rousseff (PT) ultrapassou José Serra (PSDB) no estado de SP e também na capital paulista.
A intenção de voto no estado de São Paulo aponta vantagem de 5% para a petista: 41% contra 36% de Serra. Já na capital paulista, a vantagem é ainda maior, 6 pontos a favor de Dilma: 41% contra 35% do tucano.
A vitória de Dilma na capital paulista é emblemática. Serra nasceu em São Paulo, fez carreira política toda em São Paulo, foi prefeito de São Paulo (bem... há controvérsias, já que ele mal assumiu e abandonou o cargo após 1 ano e 3 meses), e acaba de ser governador de São Paulo.
Os amigos paulistas devem ter se dado conta dos alagões, pedágios, congestionamentos, corrupção, cracolândias, PCC's, escândalos de corrupção no Metrô, na Operação Castelo de Areia, com bloqueio de contas na Suíça. 

Fonte: Blog Amigos de Mercadante - 26.08.2010


Leia mais

Dilma abre vantagem e já lidera em SP, RS e PR

 
Pesquisa do Datafolha divulgada hoje mostra uma ampliação da vantagem de Dilma Rousseff e uma consolidação de cenário de uma vitória já no primeiro turno. Em relação ao levantamento do último dia 20, a candidata abriu 20 pontos percentuais de frente e passou de 47% para 49% das intenções de voto. José Serra (PSDB) caiu de 30% para 29%, e Marina Silva (PV) ficou estável em 9%.

Contando os votos válidos, Dilma tem 55% dos votos e venceria a eleição no dia 3 de outubro. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou não responderam permanecem em 8%, e os votos brancos e nulos, em 4%. Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa tem margem de erro dois 2 pontos percentuais e foi feita nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país.


Liderança em SP e RS -
Uma das grandes novidades foi a virada de Dilma em redutos eleitorais da oposição, como os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. "Em São Paulo, Estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%. Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%", diz reportagem da Folha de S. Paulo.

As constantes visitas aos gaúchos também renderam bons resultados a Dilma. Enquanto ela subiu de 35% para 43% no Rio Grande do Sul, o tucano José Serra caiu de 43% para 39%. "Quando se observam regiões do país, a candidata do
PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano", afirma a Folha de S. Paulo.

Rejeição aos tucanos

O cenário para um eventual segundo turno é de uma vantagem cada vez mais folgada de Dilma, de 19 pontos percentuais. Segundo o Datafolha, a candidata passou de 53% para 55%. Na contramão, Serra baixou de 39% para 36%.

Também positivo é o resultado na pesquisa espontânea. "Quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra. No levantamento anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente", afirma a Folha de S. Paulo.


Outro dado que mostra a consolidação da tendência favorável a Dilma é a taxa de rejeição do candidato do PSDB. Se a candidata é rejeitada por 19% dos eleitores, Serra tem 29%, acima dos 27% medidos na semana passada.


A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.


Fonte: Agência Brasil e Uol - 26.08.2010

22 de ago. de 2010

Os blogueiros e a liberdade de expressão


Do Blog do Miro - 22.08.2010

Reproduzo matéria de Anselmo Massad e Ricardo Negrão, publicada na Rede Brasil Atual:

A defesa da liberdade de expressão precisa ser defendida também após as eleições deste ano, na visão de jornalistas e autores de blogs reunidos na capital paulista neste sábado (21).

Durante o 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, no auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, os debates foram voltados ao cenário eleitoral e as questões que devem surgir após o pleito.

O encontro reúne 330 inscritos de 19 estados entre blogueiros independentes e ativistas de movimentos sociais e sindicais. Iniciado na sexta-feita (20) e com programação até este domingo (22), o evento inclui discussões sobre financiamento para a blogosfera, além de questões jurídicas e relacionadas a direitos autorais.

Segundo o jornalista Luis Nassif, nos últimos anos setores de "ultradireita" surgiram "das profundezas do inferno" e tomaram os principais meios de comunicação do país, incluindo jornais e revistas de grande circulação.

Isso representou a possibilidade de levar denúncias sem provas ao noticiário e a uma polarização exacerbada à disputa eleitoral.

"Após essa 'guerra civilizatória', vai haver um momento de reavaliar as posições e de trazer um debate republicano, de discutir questões importantes", avalia Nassif. A análise do blogueiro é de que diversos temas que não são debatidos em detalhes durante a campanha precisarão ser mais bem avaliados depois de definidos os resultados eleitorais.

Nassif acredita que os conglomerados de comunicação devem seguir perdendo poder de influência, embora alguns grupos mantenham-se economicamente operantes por algum tempo, mesmo em um contexto em que a internet ganha terreno.

"Após a derrota fragorosa de (José) Serra (PSDB), teremos uma batalha em defesa da liberdade de expressão", decreta Paulo Henrique Amorim. O jornalista e autor do Conversa Afiada acredita que a declaração do candidato oposicionista que aponta a existência de "blogs sujos" a serviço da campanha de Dilma Rousseff é apenas mais uma ação no sentido da criminalização dos blogs.

Na manhã deste sábado, a Folha de S.Paulo divulgou pesquisa de intenção de voto à Presidência da República do Instituto Datafolha que aponta Dilma Rousseff (PT) com 17 pontos percentuais à frente de Serra. Com 47% contra 30% do principal candidato oposicionista, o cenário é de definição no primeiro turno.

Para o professor da Fundação Casper Líbero e coordenador de campanha em redes sociais do PT, Sérgio Amadeu, o evento é um marco. "É o primeiro encontro presencial de blogueiros que combatem a mídia reacionária", comemora. "A blogosfera está ligada no tempo da sociedade civil", avalia.

Durante a tarde deste sábado, outros dois painéis discutiram questões relacionadas à legislação e a formas de financiamento de blogs indepententes. Uma oficina sobre narrativas na internet encerra as atividades do dia. Neste domingo, os trabalhos serão retomados a partir das 9h

21 de ago. de 2010

Dilma abre 17 pontos sobre Serra e venceria no 1º turno, segundo Data Folha de hoje.



Petista vai a 47%, e tucano tem 30% após horário eleitoral, aponta Datafolha
Marina oscilou de 10% para 9%; candidata do PT tem 54% dos votos válidos; 34% dizem ter assistido propaganda

Fernando - FSP - Brasilia

Na primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) dobrou sua vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje.
Segundo pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país, com 2.727 entrevistas, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano.
A diferença de 8 pontos subiu para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.
Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4% e os indecisos, 8%.
Nos votos válidos (em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos), Dilma vai a 54%. Ou seja, teria acima de 50% e ganharia a disputa em 3 de outubro.
Os que viram o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira, são 34%. Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%.
Nos primeiros programas, Dilma apostou na associação com Lula, que tem 77% de aprovação, segundo o último Datafolha (leia texto sobre propaganda na pág. A6).
A petista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos, exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos).
Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Mas sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.
MULHERES E SUL
Já entre as mulheres, Dilma lidera pela primeira vez. Na semana anterior, havia empate entre ela e Serra, em 35%. Agora, a petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra.
Marina tinha 11% e está com 10% entre as mulheres. A verde continua estável desde março no Datafolha. Tem mostrado alguma reação só entre os mais ricos, faixa em que tinha 14% há um mês, foi a 17% e agora atingiu 20%.
A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52% contra 30% de Serra. A candidata do PV tem 8%.
Outro número bom para Dilma é o empate técnico no Sul. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, ele vencia por 45% a 32%.
Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.
No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.
Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.
Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%.

Fonte: Blog do Favre 


Por Enéas - 21.08.2010

17 de ago. de 2010

Panfleto serrista da rede Globo aposta na velha tática do medo

Depois que o DataFraude jogou a toalha e mostrou Dilma 8 pontos à frente do candidato da direita reacionária, bateu o desespero no QJ de José Serra! A ordem foi dada: AGORA É O TUDO OU NADA!

Obediente, Ali Kamel, o Torquemada da rede Golpe e principal lacaio de José Serra no PiG (Partido da imprensa Golpista), soltou seus instintos mais baixos e deu capa para a tática do medo, pintando Dilma de "terrorista" para tentar provocar o pânico na classe média alienada.

Pois é. Justo a Globo, que não apenas apoiou o golpe militar, como foi imprensa oficiosa da Ditadura durante 21 anos. Imagino o nível de constrangimento que devem estar os (poucos) jornalistas sérios que ainda trabalham para esse panfletinho sem vergonha...

A página com a mátéria grotesca no site do panfleto serrista já pipoca com comentários de repúdio a mais essa tentativa da decadante "vênus platinada" de interferir no pleito eleitoral. Entre muitos, um comentário chamou a minha atenção e reproduzo abaixo:

Lucia Cava RJ / Rio de Janeiro 14/08/2010 16:36

Guerrilheira Dilma
Seria muito interessante que publicassem as fichas dos também guerrilheiros ou terroristas Fernando Gabeira , José Aníbal, Aloysio Nunes Ferreira e outros apoiadores do Serra. O Gabeira sequestrou o embaixador americano, razão pela qual está proibido de entrar nos EEUU; o deputado federal tucano José Anibal era colega da Dilma na mesma organização; o candidato tucano ao Senado por SP Aloysio Nunes Ferreira que foi chefe da casa civil de FHC e de Serra assaltou bancos e trens. Se a Anistia vale para tucanos e seus apoiadores, porque não vale para a Dilma? Será só porque ela é petista ou será preconceito machista contra a primeira mulher a ser Presidente do Brasil? Ou será inveja de muitos incapazes? Ou será simplesmente porque a Imprensa é quase toda vendida? Meus comentários não violam direitos constitucionais por isto espero que publiquem.

13 de ago. de 2010

Datafolha abre o jogo e casal 45 é obrigado a anunciar virada de Dilma


William "Me Perdoa" Bonner e Fátima Bernardes
tiveram que anunciar a virada
de
Dilma sobre Serra, no JN.


O Datafolha não pode mais segurar:

Dilma 41%
Serra 33%
.

O casal 45 muito terá que
anunciar brevemente a vitória de Dilma já no primeiro turno.
Do Blog do Saraiva - 13.08.2010

10 de jun. de 2010

Pega, ladrão!



Sidnei Liberal *

Dilma cresce 5 pontos e Serra cai 3 entre abril e maio, diz Ibope

Esta tem sido a forma como nossa mídia divulga os resultados das pesquisas nos últimos tempos. Ela dá ao eleitor/leitor certa medida da tendência do momento entre os candidatos. Uma chamada como“Dilma empata com Serra”, poderia ser a alternativa à idéia de movimento. No entanto, os principais jornais do país coincidentemente preferiram algo como “Continua o empate entre Serra e Dilma”. Essa forma passa a ideia que nada mudou e que, consequentemente, os resultados dos esforços de campanha dos dois candidatos são absolutamente iguais. No caso de Serra, facilitado pelos 75% usados na propaganda partidária do DEM(o) veiculada em rede nacional, no período.

A troca, que forneceu “argumentos” aos “especialistas/analistas”, da Folha, Estadão, O Globo e Veja, partiu de equivocada comparação dos dados do Ibope com os resultados de recente pesquisa do Datafolha. Equivocada em dois sentidos. Primeiro, porque aproxima no tempo uma e outra pesquisa, o que tende a mostrar resultados próximos. Segundo, porque cada instituto de pesquisas utiliza critérios técnicos de amostragem e de consolidação próprios, o que muitas vezes mostra resultados diferentes. Mas, as distorções provocadas pela forma de divulgação das pesquisas não param por aí.

Sobre a tendência dos candidatos nas diversas regiões do País, os jornalões preferem mostrar, estaticamente, a situação dos candidatos. Assim, Serra está à frente da petista no Sudeste e no Sul, enquanto Dilma supera o tucano nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Essa forma, não mostra que a candidatura Dilma cresceu, em relação à ultima pesquisa Ibope, nas cinco regiões brasileiras. Nem diz que Serra caiu em todas elas. Tentativas de manipulação? Coincidência? No entanto, os últimos resultados do Vox Populi, desta segunda-feira (07), desmoralizam a tese do congelamento. O instituto mostra a candidata governista ultrapassando o patamar de 40 pontos. Serra cai a 35. A informação é do Radar-On-line¹, da revista Veja

Deputado tucano monta fábrica de dossiê contra PMDB

Esta manchete poderia perfeitamente substituir aquela que nossos zelosos jornalões unanimemente divulgaram neste fim de semana. Pensando em favorecer Serra, puxaram a ponta de um pavio que pode até detonar a candidatura tucana. É que o grupo do deputado tucano, delegado licenciado, Marcelo Itagiba, do PSDB-RJ, conforme divulgado no Correio Braziliense², montou em 2002 uma usina de arapongagem a serviço do então ministro José Serra. Dinheiro grosso (R$ 1,8 milhão) do Ministério da Saúde. Este mesmo grupo, depois de bisbilhotar Aécio, Dilma e Ciro Gomes, segundo o jornalista Amaury Ribeiro Júnior³, está, hoje, levantando dossiês contra eminências do PMDB, partido que vai indicar o vice na chapa de Dilma Rousseff.

A entrevista que Amaury deu à Folha de São Paulo4, desta segunda-feira, mostra outra má notícia para a campanha de oposição: não passa de um irresponsável factóide a denúncia tucana de que o comando da campanha de Dilma encomendou um dossiê contra Serra. A senha do factóide foi o desencontro das declarações do ex-delegado Onésimo de Sousa e do ex-sargento Idalberto Matias de Araújo à revista Veja e ao jornal O Estado de S. Paulo. Antigo participante da usina de dossiês de Itagiba, Onésimo se ofereceu a Luiz Lanzetta para bisbilhotar o trabalho do ex-companheiro Itagiba contra o PMDB. Lanzetta é dono da empresa que contrata mão-de-obra para a campanha de Dilma.

O ansioso bate-cabeça dos jornais levou o candidato tucano a responsabilizar Dilma por “produzir um novo dossiê anti-tucano”. Interpelado judicialmente pela direção do PT sobre a irresponsável acusação, Serra já adiantou (Folha de São Paulo desta terça-feira) sua resposta: “quem tem que dar explicação é a candidata”. Simples, não? Razões ao jornalista Luiz Carlos Azenha: “Serra bate a carteira e grita: pega ladrão!”


Portal Vermelho

Por Gilvan Freitas - 09.06.2010

28 de fev. de 2010

PARA ENTENDER O DESESPERO DA FOLHA

Por Beatrice - 28.02.2010 

Nova pesquisa do Datafolha sobre a eleição presidencial revela: Serra 32%, Dilma, 28%.

Em dezembro, Serra tinha 37% e Dilma, 23%. Ou seja, Serra caiu 5 pontos, Dilma subiu 5. 
 
A diferença entre os dois candidatos, que era de 14% (em dezembro), diminuiu para 4% (fevereiro).

A pesquisa, a ser publicada na edição deste domingo, ocorreu nos dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas em todo o Brasil. A margem de erro é de 2 pontos para cima e 2,  para baixo. 
Fonte: Luiz Carlos Azenha - Vi o mundo - 27.02.2010  

20 de dez. de 2009

Pesquisa Datafolha: Dilma sobe. Serra cai

Pesquisa Datafolha a ser publicada na edição de domingo no jornal Folha de São Paulo, traz uma péssima notícia para o governador de S.Paulo, José Serra(PSDB): "Cai diferença entre Serra e Dilma" Segundo a pesquisa, Dilma está com 23%, José Serra, caiu mais um pouco e agora tem 37%.


A diferença entre Serra e Dilma está agora em 14 pontos. Não se esqueçam que essa diferença já foi de 25 pontos até bem pouco tempo...

Na mostra anterior do Datafolha, realizada em agosto, a diferença a favor de Serra oscilava entre 19 a 25 pontos. Ou seja; Dilma sobe seis pontos e diferença para Serra cai de 19 para 14 pontos percentuais

A pesquisa entrevistou 11.429 pessoas entre os dias 14 e 18 últimos. A pesquisa diz ainda que, Serra é conhecido por 93% dos pesquisados, Ciro por 89%, Dilma 80% e Marina 51%.

O Datafolha vai publicar ainda um recorde na aprovação do Presidente Lula.De acordo com pesquisa realizada entre os dias 14 e 18 da semana passada, 72% dos brasileiros consideram o governo Lula bom ou ótimo, o maior patamar já alcançado pelo Presidente de acordo com o instituto. É também a maior aprovação de um presidente desde que o Datafolha começou a realizar esse tipo de pesquisa, em 1990.

Ainda de acordo com a pesquisa, 21% dos eleitores acham o governo regular, enquanto 6% consideram-no ruim ou péssimo. A popularidade de Lula é maior no Nordeste, onde tem 81% de aprovação, e mais baixo no Sul, onde aparece com 62%.

Na pesquisa anterior, 67% consideravam o governo do presidente ótimo ou bom, enquanto 25% o achavam regular e 8%, ruim.Em resumo, o datafolha, da Folha de S.Paulo, partido aliado do PSDB, desmente a Revista IstoÉ, também edição deste sabado.

Fonte: Blog Os amigos do presidente Lula


15 de out. de 2009

A batalha da mídia, hoje, é a mãe de todas as batalhas.

Batalha da Mídia: as diferenças entre Argentina e Brasil

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador - 14.10.09

Vou escrever aqui sobre a Lei de Comunicações que acaba de ser aprovada na Argentina; e também sobre a nova pesquisa “DataFolha” que aponta grande aprovação à TV Brasil. São dois fatos importantíssimos, são parte da batalha da mídia na América Latina.

Mas, antes de entrar no tema, peço licença para abrir parêntesis e falar um pouco sobre nossa história. No enfrentamento com a mídia mais conservadora, há uma diferença clara de estilos entre o governo Lula e outros governos progressistas do Continente. De forma despretensiosa, faço a seguir algumas reflexões sobre o tema: essas diferenças teriam a ver com nossas raizes históricas?

É comum ouvir por aí que na História do Brasil não há espaço para revoluções, enfrentamentos, derramamento de sangue. Nosso povo teria uma “índole pacífica” – diziam os livros de Educação Moral e Cívica no fim dos anos 70 e início dos anos 80, quando eu tomei contato com o assunto nos bancos da escola.

Trata-se de grossa mentira. Índole pacífica? Trezentos anos de Escravidão foram resultado de “índole pacífica”. O massacre de Canudos revela também nossa índole pacífica? E o Quilombo de Palmares? E tantas outras rebeliões ou revoluções populares – com a dos Alfaiates na Bahia, ou a de Pernambuco em 1817?

Parece-me evidente que a tese do “povo pacífico”, ou da “história sem revoluções”, cumpre um papel puramente ideológico: esconder os conflitos, jogar pra debaixo do tapete a energia reformista ou revolucionária de nosso povo.

Os conflitos existiram, e seguem existindo no Brasil. Isso é uma coisa. Outra coisa é reconhecer que a forma brasileira de enfrentar os conflitos é – quase sempre – dissimulada. Mais um exemplo: há um sujeito por aí que quer convencer os brasileiros de que “Não Somos Racistas”; ele acha que assim vai evitar debates sobre nossa triste herança escravista. Coitado...

De onde vem essa tradição de esconder o conflito? Imagino que de nossa colonização portuguesa. E, nesse caso é bom frisar: de nossa colonização “portuguesa”, e não ibérica. Portugueses e espanhóis, nesse ponto, são muito diferentes.

Portugal, um Estado pequeno, sempre às voltas com o risco de virar mais uma província espanhola, passou séculos tratando os conflitos com habilidade e dissimulação. O professor Fernando Novais, numa obra clássica – “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial”-, dedica um capítulo inteiro a mostrar como a Coroa portuguesa jogava com interesses diversos para conseguir sobreviver como Estado independente: aproximava-se dos franceses para enfrentar espanhóis, depois aproximava-se dos ingleses para enfrentar franceses. E chegou ao cúmulo de mudar a sede do Império para o Brasil, em 1808, pra evitar o confronto com as tropas de Napoleão.

Os orgulhosos (e poderosos) espanhóis prefeririam morrer todos em combate do que fugir assim. Mas Portugal não podia se dar ao luxo do enfrentamento. Não tinha forças pra isso.

Esse é só um exemplo.

Essa tradição portuguesa, de alguma forma, se incorporou ao Estado brasileiro independente. Nossas elites preferem - sempre - levar os conflitos em banho-maria. É apenas uma tática. Não quer dizer que os conflitos sejam menos violentos. Quando necessário, usam a violência de forma aberta.

Falo de tudo isso porque acabo de ler que mais um país vizinho, a Argentina, comprou briga com a mídia conservadora. Os argentinos aprovaram a nova Lei de Comunicações. Ela restringe o poder das grandes corporações de imprensa.

O jornalista Altamiro Borges tem um livro muito interessante em que mostra como – na América Latina – a mídia se transformou num partido político que formula e repercute as teses mais conservadoras. Altamiro retoma Antonio Gramsci (o notável pensador marxista italiano), que costumava dizer: quando os partidos conservadores entram em crise, a imprensa assume esse papel de partido político da burguesia.

É o tal PIG (Partido da Imprensa Golpista), que o Paulo Henrique Amorim popularizou.

Na América Latina isso é evidente: na Venezuela o confronto é permanente (TVs e jornais participaram do golpe contra Chavez em 2002), na Bolívia, os jornais conservadores tratam Evo Morales com desprezo e, em alguns casos, com indisfarçado racismo; no Equador, Rafael Correa enfrenta dilemas semelhantes.

Equador, Bolívia e Venezuela decidiram enfrentar o problema de frente. Na melhor tradição espanhola. Agora, os Kirchner fazem o mesmo na Argentina.

É pau a pau. Conflito aberto. Batalha campal.

Pois bem. E no Brasil?

No Brasil o conflito é tão (ou mais) grave. Até porque aqui o capitalismo é mais sofisticado. Aqui a batalha não se resume a jornais e TVs conservadores de um lado contra governo progressista de outro. Há as teles (que podem se aliar a governo contra a mídia tradicional). Há um Estado com força pra investir (Lula anuncia a disposição de botar estrutura estatal pra levar banda larga até os rincões mais pobres do país).

No Brasil, o jogo é mais sofisticado, mais sutil, mais dissimulado.

Lula come pelas beiradas. Pulverizou verba de publicidade, fortalecendo a mídia regional. Isso irritou a imprensa tradicional. Um articulista de jornal paulista passou recibo, e escreveu um texto revelador.

Tudo isso está em jogo. Mas vejam agora que grande ironia: Lula (depois dos ataques sofridos durante a campanha de 2006) percebeu que precisava investir numa forte TV estatal. Criou a TV Brasil.

A imprensa conservadora detesta a TV Brasil. A “Folha” chegou a escrever editorial pedindo o fechamento da TV.

O que fez Lula? Foi pro confronto? Não. Mandou a TV Brasil encomendar à própria “Folha” uma pesquisa sobre a TV estatal.

É a típica saída brasileira. E qual a suprema ironia: o “DataFolha” acabou por atestar que a TV Brasil é querida pelo público, aprovada por 80% dos que assistem sua programação.

A TV Brasil tem muitas falhas. Problemas sérios de transmissão. Em São Paulo, é quase impossível captar a emissora, a não ser por TV a cabo... Mas trata-se de um projeto que precisa ser melhorado, e não destruído como quer o PIG.

Chávez, Correia, Evo e Cristina vão para o confronto. No melhor estilo espanhol. Lula é herdeiro da tradição luso-brasileira: come pelas beiradas, dissimula, e ataca sem dizer que está atacando.

São diferenças de estilo. Mas, lá como cá, a direção é a mesma: o consórcio conservador que dominou as comunicações no continente está sob ataque.

A batalha da mídia, hoje, é a mãe de todas as batalhas.

9 de jul. de 2009

A disputa de 2010 e a juventude

ImageA discussão sobre os reflexos da crise econômica sobre os jovens antecipa o debate sobre quais projetos estão postos em 2010 para a juventude e qual papel estratégico ela possui para o futuro da sociedade brasileira.

O Brasil dos anos FHC não permitiu qualquer lugar à juventude num projeto de nação. Pelo contrário, além de não desenvolver nenhuma política para a juventude (PPJ) digna do conceito, propôs e aprovou a primeira Lei do Aprendiz que, na prática, legalizou a exploração do trabalho infanto-juvenil pelas empresas públicas e privadas. Além disso, sucateou o sistema público de ensino fundamental e médio e proibiu a expansão federal dos Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) com a lei nº 9.649/98 - que ampliou o abismo qualitativo entre escola pública e particular no que se refere à preparação para o vestibular e impediu o surgimento de uma alternativa profissional aos jovens de baixa renda.

A política macroeconômica de corte de investimentos, sucateamento dos serviços públicos e privatizações, somada à derrota política sofrida pela juventude do PSDB (no início do primeiro mandato de FHC) que tinha a apresentar uma agenda pública voltada ao tema, produziram respostas insuficientes, dispersas e perdidas pelos ministérios sem qualquer sinal de foco, integração e planejamento.

Apesar de derrotados em 2002, os demos, tucanos e o setor conservador que influenciam em outras correntes políticas seguem aplicando sua receita neoliberal para os jovens, mesmo sob o custo da desmoralização de suas juventudes organizadas que, por exemplo, estão engajadas no Pacto pela Juventude.

Ao contrário do que fazem os governos estaduais petistas como o da governadora Ana Júlia que, em resposta aos efeitos da crise no Pará, injetou R$ 81 milhões no Bolsa-Trabalho, as administrações tucanas de José Serra e Aécio Neves - São Paulo e Minas - recusaram e negligenciaram verbas federais para expandir e melhorar o ensino técnico no montante de R$ 1 bilhão que já foi, em parte, distribuído entre 19 estados.

Na capital paulista que tem 2,5 milhões de jovens, as “oportunidades” apresentadas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM-PSDB) restringem-se a duas mil vagas em cursos diversos e por meio de parcerias privadas (com a Votorantim, por exemplo) de custo zero para a prefeitura na áreas de barman, jardinagem, motorista de caminhão, marketing pessoal e em áreas de orientação vocacional.

O prefeito demo (mas que governa em parceria com o PSDB) sequer pautou com seu secretariado os relatórios da etapa municipal da Conferência de PPJ encaminhados ao seu gabinete pela Coordenadoria de Juventude. E ao invés de facilitar um canal de comunicação entre juventude e poder público local e de subsidiarem ações da prefeitura - Lei 13.735-04 da então vereadora Tita Dias (PT) que criou a função de “auxiliar de juventude”, nas 31 subprefeituras de São Paulo - os nomes que só podem ser encontrados no site da Coordenadoria de Juventude, estão com dados cadastrais incorretos e defasados.

Contracenando com o Pacto pela Juventude que compromete gestores dos três poderes com políticas públicas específicas, ainda no Estado de São Paulo, cinco cidades - Fernandópolis, Bauru, Ilha Solteira, Itapura e Mirassol - estabeleceram toque de recolher para a juventude. Em Patos de Minas (MG), já inventaram até carteira de identificação para que adolescentes de 16 a 18 anos não possam circular após o horário estipulado.

No Congresso Nacional retomam a anacrônica agenda da redução da maioridade penal, com o senador ACM Jr à frente, chegando este a comparar “primeiro crime” com primeiro voto, justamente quando são anunciados o ProJovem Prisional, a construção dos presídios específicos para a juventude encarcerada e a convocação por parte do Ministério da Justiça para que a juventude se integre, por meio das Conferências Livres, no Plano Nacional de Segurança Pública, objetivo da Conferência Nacional com o mesmo tema organizada pelo Governo Federal.

Quando todas as pesquisas comprovam o melhor desempenho dos cotistas em relação aos “meritocráticos”, a Juventude do PSDB envia carta à redação da revista Veja parabenizando a reportagem contra as cotas, reafirmando a intenção implícita do partido em perpetuar a universidade como um espaço de jovens oriundos das elites brancas, que ocupam os cursos de ponta dos profissões liberais, e fazem predominar a visão da elite no desenvolvimento da pesquisa e da extensão.

O projeto que defenderemos em 2010

Em contraponto, o presidente Lula e seu governo discutiram o lugar dos jovens no projeto de desenvolvimento nacional. Impulsionaram Secretaria, Conselho, Plano, Pacto, Estatuto e Conferência Nacional de Juventude, além do movimento para incluir o termos “jovem” na Constituição Federal, base para consolidar esse novo papel e entendimento da juventude no país em questão de Estado.

Lula terminará 2010 com 350 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs) concluídos, tendo recebido apenas 140 de FHC, oferecendo 500 mil matrículas à juventude brasileira e 3.433 funcionários e professores admitidos. Seu governo abriu mais vagas na universidade pública com o ReUni e, na privada com o ProUni, com os quais democratizou o acesso ao ensino superior com o estímulo à reserva de vagas sócio-raciais e, em disputa no Senado, com a lei de cotas.

Além disso, inaugurou novos campi no interior dos Estados; levantou novas IES; e implantou o Pronaf Jovem, o Minha Primeira Terra, que financiam a pequena propriedade/propriedade familiar do jovem camponês, evitando que ele continue a ter como único projeto de vida o êxodo rural. E também investiu na aceleração da escolaridade com qualificação profissional para jovens com precário ensino fundamental, combinando medidas estruturantes com respostas aqui e já.

Esse conjunto de medidas é o combustível que explica a nossa juventude estar no topo do ranking de otimismo em relação ao futuro - segundo a pesquisa “Juventudes Sul-americanas: diálogo para a construção da democracia regional “ (2009), e pelo estudo da Gallup Internacional (2008). Também vai de encontro aos sonhos da juventude brasileira (como indica pesquisa do Instituto Datafolha do ano passado) que são se formar, ter emprego decente, casar, ter carro e casa. Não é à toa que no último Feirão de Imóveis da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro, por exemplo, 33% dos compradores eram jovens de até 29 anos que, agora, compõem uma geração que começa a vida com casa própria.

Seja como oportunidade em tempos de crescimento ou para sair da crise, dialogando com nosso forte mercado interno - revigorado pelo Bolsa-Família, o aumento real do mínimo e implantação do PAC - a juventude agora é “oficialmente” solução. Esses exemplos mostram quais opções a juventude brasileira terá diante de si em 2010.

A opção demo-tucana é o fim deste processo. Por isso, a tarefa das juventudes de centro-esquerda e politizadas é preparar o programa da reeleição deste projeto para a juventude brasileira, deixando bem claras as diferenças entre tucanos e petistas. O nosso projeto se expressa na pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff.

Fonte: Leopoldo Vieira é autor do blog Juventude em Pauta! e articulista na seção Juventude deste site.

Por Zé Dirceu - 07.07.09

5 de jun. de 2009

Um terceiro mandato, pelamordedeus!

Do Blog Brasília eu vi - Por Leandro Fortes - 01.06
A imprensa brasileira não vai descansar enquanto não arrancar do presidente Lula, ou de algum ministro de Estado, uma declaração favorável ao terceiro mandato. A insistência com que a mídia tem tratado do tema, em ondas ciclotímicas cada vez mais curtas, revela aquele tipo de interesse que nada tem a ver com os fatos ou, no limite, com demandas jornalísticas. Trata-se de uma campanha infernal para colar na imagem de Lula a pecha de “ditador chavista” às vésperas de um ano eleitoral, como se fosse possível, a essa altura do campeonato, estabelecer semelhanças ideológicas e de ação governamental entre o presidente brasileiro e seu colega, Hugo Chávez, da Venezuela. Há mais de dois anos, escrevi uma matéria na CartaCapital (“Eterno factóide”) a respeito do assunto, quando a onda do terceiro mandato tinha como objetivo contaminar as bases eleitorais do governo, com vistas às eleições municipais de 2008, quando ainda rescendiam brasas sobre os escombros do chamado “mensalão”. Lá, pelas tantas, escrevi:

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de ter sido beneficiado com a manobra da reeleição, colocada em prática via mudança da Constituição, foi um dos avalistas internacionais do terceiro mandato de Alberto Fujimori, do Peru. Tanto, e de tal forma, que Fujimori, atualmente às vésperas de ser julgado por crime de corrupção, tráfico de armas e genocídio pela Justiça peruana, arrolou FHC como testemunha”.

Incrível, né? Fernando Henrique Cardoso alterou a Constituição Federal, à custa de um escândalo de compra de votos no Congresso Nacional, para emendar um segundo mandato, com apoio irrestrito da mídia nacional. Em outro front, dava apoio político e diplomático a Fujimori, conhecido bandoleiro internacional, dado a censurar jornalistas e assassinar opositores, para que “El Chino” conseguisse um terceiro mandato no Peru. Sobre o que estamos falando mesmo? Ah, sobre o terceiro mandato, idéia rejeitada, sistematicamente, pelo supostamente (vocábulo adorado dos jornais, nos últimos tempos) principal interessado, a saber, o presidente Lula.

A insistência sobre o tema, ainda tocado em clima de factóide, é tão óbvia que chega a ser cansativo dissertar sobre ela. Estancado em níveis de popularidade jamais alcançados por outros presidentes na história deste país, Lula vive em franca liberdade de movimento para emplacar seu sucessor, no caso, sucessora, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Feliz, gordo e corado, Luiz Inácio conseguiu estabelecer com o eleitorado uma ponte de comunicação praticamente imune aos ruídos da mídia, de qualquer mídia. A este povo sem mídia, e sobre o qual a mídia nada entende ou atinge, Lula fala a língua da distribuição de renda, da segurança alimentar e da identidade nacional. De certa forma, conseguiu converter em ganho eleitoral todos os males a ele atribuídos pela zelosa elite intelectual e econômica brasileira, da falta de educação formal à aparência física.

Quisesse mesmo se empenhar na luta pelo terceiro mandato, Lula teria todas as condições, dentro e fora do Congresso, para conseguir sucesso no intento, sem a necessidade de comprar votos, pelo menos no sentido literal do expediente utilizado na Era FHC. Foi-se o tempo, no entanto, em que o presidente se cercava de assessores que o incitavam a atitudes insanas, como a de querer expulsar o correspondente do New York Times do país, por quem foi acusado de ser cachaceiro militante. Agora, a cada investida da mídia, Lula desmancha-se em desencanto: é contra, diz, o terceiro mandato. Ainda assim, como quem oferece crack a um viciado, o Datafolha gastou tempo e dinheiro na tentação de divulgar uma pesquisa na qual mostra um “país dividido”, 47% a favor, 49% contra o terceiro mandato.

A mensagem é clara: então, porque não arriscar, presidente? A resposta também: porque Lula não é bobo.

Para uma oposição perdida e enterrada num pré-sal de indefinições, nada seria mais providencial do que o surgimento de um Lula ditatorial, finalmente revelado em toda a sua essência autoritária e aparelhadora, um Chávez tropicalizado e, melhor ainda, a tempo de ser trabalhado em infinitas edições de domingo. Viriam especialistas, cientistas políticos, blogueiros de repetição, colunistas, deputados e senadores a denunciar a quebra das regras democráticas, a incutir pânico na classe média, a convocar as senhoras de Santana a marchar sobre a Paulista, o horror, o horror!

De qualquer maneira, não custa deixar essa pauta na gaveta. Quem sabe ela não emplaca no ano que vem?

Os jovens não renunciaram às lutas sociais - entrevista Paulo Carrano

Postado por Jessica no blog Sapientia 04.06 - Entrevista do Site unisinos IHU - 29.09.08

“Qualquer tentativa de estabelecimento de perfis unitários para os jovens ou qualquer outro grupo etário tende a resvalar em simplificações”, afirma o pesquisador da juventude.

Confira a entrevista.

Para Paulo Carrano, “as contradições geradoras das ‘demandas radicais’ persistem e deveria ser tarefa de toda a população, e não apenas ‘da juventude’, articular as saídas ‘socialmente transformadoras’”. Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, ele retoma o assunto da Revista IHU On-Line, que trata sobre o tema dos jovens hoje. Assim, Carrano analisa o perfil da juventude deste novo século e alguns contextos sociais e econômicos que influenciam essa geração. “Não tenho dúvidas que cada escândalo de corrupção envolvendo políticos joga mais água no moinho do desinteresse e descrédito dos jovens na política tradicional”, disse.

Paulo Carrano é mestre e doutor em Educação, pela Universidade Federal Fluminense, onde atualmente é professor e pesquisador. É autor de e Os jovens e a cidade. Identidades e práticas culturais em Angra de tantos reis e rainhas (Rio de Janeiro: Relume Dumará/FAPERJ, 2002) e Juventudes e cidades educadoras (Petrópolis, RJ: Vozes, 2003).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – É possível traçar um perfil único de jovem do século XXI? Em que medida as diferenças de classe (A, B, C e D) criam universos juvenis diferentes?

Paulo Carrano – Não. Qualquer tentativa de estabelecimento de perfis unitários para os jovens ou qualquer outro grupo etário tende a resvalar em simplificações. A resposta para isso poderia ser uma outra indagação: é possível traçar um único perfil para a humanidade em qualquer século? A maioria das pessoas, cientistas sociais ou não, tenderá a dizer que a humanidade é composta de sujeitos e contextos múltiplos e que não seria possível estabelecer um padrão universal. Sendo assim, por que a recorrente tendência em considerar os jovens como uma unidade social de perfil único?

Sem dúvida, o pertencimento à determinada classe social gera condições objetivas para a constituição de universos juvenis diferenciados. Porém, somente em contextos muito específicos podemos falar em “unidades de geração”. Fazer parte de uma classe ou de uma geração não é questão de escolha. Entretanto, no interior de uma mesma classe social, há uma multiplicidade de corpos jovens (homens, mulheres, brancos e não brancos etc.) que experimentam trajetórias biográficas únicas, são capazes de realizar escolhas alternativas, de elaborar projetos de vida e reagem diferentemente às adversidades e possibilidades que a vida lhes oferece. E isso é algo que faz com que dentro de uma mesma classe social existam diferentes modos de experimentar a condição juvenil. Desta forma, é possível dizer que a origem de classe faz diferença, mas que também simplificador tentar comparar os jovens apenas pelas suas origens de classe.

IHU On-Line – Segundo pesquisa da FGV, o salário da juventude aumentou 10,5% por ano entre 2004 e 2008. A elevação da renda mensal entre os jovens pode apontar um conformismo social e político entre a juventude? Chegamos ao fim da era das demandas radicais e socialmente transformadoras?

Paulo Carrano – Não existe correlação imediata entre renda e comportamento político. O aumento da renda salarial para determinadas pessoas pode significar, ao contrário, a percepção de direitos que antes não haviam sido vislumbrados. Ainda que possa ter acontecido elevação salarial para os jovens integrados ao mercado de trabalho, o dado mais significativo no que se refere à relação jovens e trabalho está relacionado com as altas taxas de desemprego juvenil (cerca de três vezes superior ao conjunto da população). Também está ligado à precarização crescente dos postos de trabalho disponíveis (trabalho informal, superexploração da mão-de-obra e ausência de proteção previdenciária), à expansão da escolarização fundamental pública sem qualidade e aos baixos níveis de escolarização média e superior entre os jovens brasileiros. Num país como o Brasil, com gritantes níveis de desigualdade social e elevadíssimas taxas de concentração de renda, não me parece possível falar em fim de demandas radicais e socialmente transformadoras. As contradições geradoras das “demandas radicais” persistem e deveria ser tarefa de toda a população, e não apenas “da juventude”, articular as saídas “socialmente transformadoras”.

IHU On-Line – Outra pesquisa da Fundação Getúlio Vargas aponta os jovens brasileiros como os mais esperançosos do mundo. A “estabilidade econômica” brasileira tem contribuído para elevar o sentimento de esperança entre a juventude? A que o senhor atribui esse resultado?

Paulo Carrano – É possível pensar, sem dúvida, que determinado grau de estabilidade ou instabilidade econômica influencie as expectativas das pessoas em relação ao futuro. Seria interessante buscar saber se há diferenciações significativas de “otimismos” entre as diferentes classes sociais, os níveis de escolarização, sexos e locais de moradia, por exemplo. No caso da comparação entre os jovens de diferentes países, seria interessante tentar perceber até que ponto haveria um “fator cultural” do otimismo nacional exercendo influência sobre o resultado da pesquisa.

IHU On-Line – Entre os principais sonhos da juventude, destacou-se, na pesquisa realizada pelo Datafolha, a busca por necessidades básicas como emprego, estudo e casa própria. Esses dados indicam que no lugar do jovem contestador, rebelde, engajado, surge um jovem preocupado com o consumo e sua realização pessoal?

Paulo Carrano – Não vejo por que deveríamos associar esta pauta por direitos (emprego, estudo e casa própria), que expressa a busca pela satisfação de necessidades sociais básicas ao consumismo ou individualismo. É possível aprender com a história que não são excludentes as perspectivas de realização pessoal e participação política. Rousseau [1] afirmou que a base da democracia deveria ser encontrada na combinação entre o cuidado de si e a consideração pelo outro. Concordo, com isso, que a busca deste equilíbrio é algo positivo para pessoas e coletividades.

IHU On-Line – As opiniões sobre a atuação da juventude na sociedade são divergentes. Alguns apontam para uma juventude sem ideais, individualistas; outros dizem que eles são engajados, e buscam novas formas de sociabilidade e atuação social e política. Estará a juventude perdida, sem bandeiras?

Paulo Carrano – Volto a afirmar que não existe esta juventude genérica, seja ela “apática”, seja ela “revolucionária”. As pesquisas têm demonstrado que há uma diminuição real do envolvimento dos cidadãos de todas as idades no envolvimento coletivo pela resolução dos problemas públicos. Os problemas contemporâneos se caracterizam pela incerteza, a insegurança e a falta de garantias. Concordo com o pensador Zygmunt Bauman [2] quando este comenta que a própria natureza desses problemas constitui um poderoso impedimento aos remédios coletivos: “Pessoas que se sentem inseguras, preocupadas com o que lhes reserva o futuro e temendo pela própria incolumidade, não podem realmente assumir os riscos que a ação coletiva exige”. Os mais jovens também vivem esta situação e também o tempo histórico onde as grandes “narrativas” de transformação social se dissiparam ou perderam força social articuladora. As instituições consideradas eminentemente políticas perderam sua força de envolvimento, especialmente, pela ação de adultos que tornaram o “ofício da política profissional” algo pouco confiável.

Não tenho dúvidas que cada escândalo de corrupção envolvendo políticos joga mais água no moinho do desinteresse e descrédito dos jovens na política tradicional. Uma pesquisa da qual participamos (Juventude e Democracia no Brasil. Rio de Janeiro: Ibase/Polis, 2005) apontou que é comum que os jovens desconfiem dos espaços de política tradicional, por não conhecerem as regras que pautam a organização das instituições políticas e por perceberem que os acessos aos postos de comando são pouco democratizados. Em linhas gerais, contudo, os jovens não têm se ausentado da esfera pública, mas buscado, sim, novos espaços, formas e conteúdos de participação. As ações de jovens pela via da cultura e as novas mídias, com destaque para a internet, são exemplos disso. É possível afirmar, de acordo com diferentes pesquisas nacionais e internacionais, que o envolvimento dos jovens tem ocorrido mais em torno de causas e em espaços de maior autonomia de atuação do que em instituições, principalmente aquelas nas quais a escuta e a liberdade de ação para os jovens são limitadas.

IHU On-Line – Parece que o consumo virou a palavra de ordem da sociedade, e os jovens são participantes ativos dessa nova realidade. Esse novo contexto é reflexo da atitude dos jovens ou dos seus educadores? O jovem deixou de ser contestador e passou a ser um mero consumidor? Em que momento isso aconteceu?

Paulo Carrano – A sociedade de consumo é um “dado” do padrão capitalista de produção, consumo e acumulação da maioria das sociedades contemporâneas nas quais todos estão imersos. Os jovens são participantes desta realidade e também são objetos privilegiados de mercados consumidores. A realidade é, contudo, mais complexa e estudos têm demonstrado que mesmo no interior dos mercados é possível se instituir um padrão cidadão e contestador de comportamento. Sobre isso, eu recomendo a leitura do livro Consumidores e cidadãos, de Nestor Garcia Canclini [3]. Não acredito em relações de causa e efeito quando se trata de relacionamentos humanos. Desta forma, tanto jovens como educadores podem assumir atitudes críticas no trato com as mercadorias e os mercados consumidores. A escola pode e em algumas situações já está sendo espaço público importante para desmistificar as mensagens alienadoras de determinados mercadorias culturais e objetos de consumo.

IHU On-Line – Cristovam Buarque disse que, com o apartheid social que caracteriza o Brasil de hoje, a classe média sabe que seu padrão de vida e de consumo sairá perdendo. Partindo dessa teoria, pode-se dizer que o jovem brasileiro de classe média está acomodado e cada vez mais individualista?

Paulo Carrano – Não entendo assim. Se a consciência da perda é real para as classes médias, isso poderia, pelo contrário, desenvolver atitudes de contestação. Aliás, esta é tese da socióloga Marialice Foracchi [4], ao analisar a atitude contestadora dos estudantes das classes médias das décadas de 1960 e 1970, que teriam percebido que as promessas de realização de desenvolvimento não se realizaram.

IHU On-Line – O senhor disse certa vez que “os jovens, que vivem angústias pessoais seríssimas na vida familiar e na vida profissional que se inicia, carregam o peso de dar respostas para muitas questões que toda a sociedade ainda não resolveu”. Partindo dessa teoria, podemos dizer que o sentimento de rebeldia da juventude se inverteu, no sentido de que por serem tão cobrados com o discurso de “o futuro está no jovem”, eles optaram por não participar das lutas sociais?

Paulo Carrano – A afirmação que fiz foi no sentido de criticar a tendência comum de se atribuir aos jovens às responsabilidades de resolução dos problemas sociais que, em grande medida, são frutos do passivo de realizações das gerações adultas. Não vejo correlação entre a afirmação e uma possível renúncia dos jovens em relação às lutas sociais. Aliás, é preciso dizer que os jovens não renunciaram às lutas sociais. Para perceber isso, basta olhar com cuidado para a composição dos movimentos sociais de diferentes conotações e interesses para perceber que a juventude ainda pulsa.

IHU On-Line – Nas campanhas eleitorais, muitos jovens se candidatam com o discurso da “renovação política”. O senhor acredita nesse potencial? Que jovem é esse que está engajado com os partidos políticos?

Paulo Carrano – Não acredito num potencial “natural” do jovem para a renovação política. Muitos jovens, por exemplo, são “herdeiros perfeitos” de antigas práticas de clientelismo e autoritarismo de famílias e clãs político-partidários. No plano eleitoral, a melhor avaliação ainda é feita a partir da análise de trajetórias pessoais, envolvimentos concretos com a coisa pública e a explicitação de programas de governo ou compromissos públicos com a futura ação legislativa, no caso de candidatos aos cargos executivos e legislativos, respectivamente.

IHU On-Line – A atuação política da juventude ainda é pequena, se comparada com a das décadas de 1960 e 1980? Podemos dizer que o jovem hoje busca novas formas de lutar por um mundo melhor, através do trabalho comunitário, voluntário, por exemplo?

Paulo Carrano – Temos poucos estudos comparativos que nos permitam afirmar com alguma precisão que os “jovens de hoje” participam mais ou menos que os jovens dessas décadas anteriores. O que há, sem dúvida, é um senso comum de que houve maior e melhor participação no passado por conta da ação de minorias mobilizadas – estudantes, por exemplo – que participaram e deixaram importantes legados para as novas gerações. De qualquer forma, sempre será um anacronismo comparar minorias mobilizadas do passado com as maiorias de hoje. O caminho da compreensão da ação coletiva dos jovens no presente passa pela atenção sobre as formas realmente existentes de participação e não pela comparação entre gerações.

Ainda que o trabalho comunitário e o voluntariado não sejam “invenções” contemporâneas, é possível perceber que eles são reais e responsáveis pelo envolvimento de muitos jovens. A citada pesquisa Ibase/Polis constatou que, além do impulso de solidariedade, os jovens encontram no trabalho voluntário, por um lado, uma perspectiva de se envolver em redes sociais capazes de lhes proporcionar aprendizagens e contatos para uma futura inserção profissional, e, por outro, não vêem essa atuação como uma substituição do trabalho de governos. Jovens envolvidos em ações de voluntariado esperam que o Estado faça a sua parte, ainda que não se furtem a contribuir com mudanças ao mesmo tempo em que perseguem oportunidades pessoais.

Notas:

[1] Jean-Jacques Rousseau é um filósofo suíço, escritor, teórico político e um compositor musical autodidata. As idéias políticas de Rousseau tiveram grande influência nas inspirações ideológicas da Revolução Francesa, onde as concepções liberais se difundiram e guiaram ideologicamente a Revolução. Segundo Rousseau, todos os homens nascem livres, e a liberdade faz parte da natureza do homem. Entretanto, se o homem nasceu livre, ao longo do processo histórico, a liberdade não se constitui mais o cerne desse processo, mas outra liberdade vem substituir a liberdade individual, ou seja, a liberdade civil. Sendo assim, segundo Rousseau, a única instituição que ainda se constitui natural é a da família, ou seja, os vínculos ,que se formam na família, se perpetuam enquanto há uma relação de dependência, cujas necessidades básicas, tais como a proteção,a alimentação, devam ser satisfeitas para a própria preservação do grupo humano.

[2] Zygmunt Bauman é um sociólogo polonês que iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968 foi afastado. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da universidade de Leeds, cargo que ocupou por vinte anos. Atualmente, é professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia.

[3] Nestor Garcia Canclini é um professor de letras argentino que se doutorou em 1975 pela Universidade Nacional de Paris. Foi professor da Universidade de La Plata, na Argentina e na Universidade de Buenos Aires. Desde 1990, é professor e pesquisador da Universidade Nacional Autônoma do México onde coordena o Programa de Estudos sobre Cultura.

[4] Marialice Foracchi é uma importante socióloga da juventude.

Para ler mais:

Juventude. O idêntico e o diferente