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10 de set. de 2010

Lula diz que São Paulo não pode ficar na mão de tucanos a vida inteira

Foto: Portal Notícias do Brasil

Vagner Magalhães, Portal Terra

RIBEIRÃO PRETO - Em um discurso inflamado na noite desta quarta-feira (9), o presidente Luiz Inácio da Silva afirmou que São Paulo não pode ficar na mão dos tucanos a vida inteira e pediu votos para Aloizio Mercadante na disputa do governo do Estado. Lula participou de um comício na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Segundo presidente, o século XXI merece mais arrojo, o que, na visão dele, falta aos tucanos. A candidata à presidência Dilma Rousseff não compareceu sob a alegação do nascimento de seu filho Gabriel, na manhã de hoje, em Porto Alegre.

O presidente disse que a partir de agora, Mercadante terá de dizer nos debates quem é que trouxe universidades para os mais pobres. "Agora é pão, pão, queijo, queijo. Eles vão ter de parar de blasfemar contra nós. Hoje é um dia importante para que se faça uma reflexão, para a política, para São Paulo e para o Brasil. Ribeirão Preto é uma cidade de muitos médicos, doutores. É preciso dizer que o lado de lá já governou este País nos últimos 500, 50 ou 30 anos. Eles vão ter de explicar como é que um metalúrgico fez mais universidades do que os doutores", disse Lula.

O presidente afirmou que, anteriormente, gente que era "metida a sabida" ficava de quatro diante do Fundo Monetário Internacional. "Agora, são eles que nos devem US$ 14 bilhões". Exaltado, Lula lembrou que São Paulo não é um País à parte e faz parte do Brasil.

"Aqui em Ribeirão Preto, a prefeita (Dárcy Vera, DEM) é de outro partido. Mas perguntem a ela quem é foi que mandou para cá R$ 52 milhões para acabar com as enchentes? Eles (PSDB) tiveram tempo de sobra para fazer isso e não fizeram", disse.

Lula afirmou que não tem nada de pessoal contra os tucanos, mas tocou em um ponto sensível à cidade de Ribeirão Preto, o preço dos pedágios. "Com o preço que cobram aqui, podiam fazer o meio-fio das estradas de diamantes", disse ele. A única coisa que eles fizeram era vender o que não era deles", afirmou, em referência às privatizações.

Em seu discurso, Mercadante afirmou que São Paulo precisa da construção de oito hospitais regionais e que para isso há recursos, mas falta capacidade pública para que eles entrem em funcionamento. "Falta capacidade administrativa. O PSDB faz coisa boa para poucos. Temos de usar aqui, o mesmo modelo que utilizamos para o Brasil.

Rouca, a candidata ao Senado, Marta Suplicy (PT) saudou o público dizendo que hoje nasceu mais um brasileiro, um petista, se referindo a Gabriel, neto de Dilma. "Ele vai ter uma avó que deixará um legado para o Brasil", afirmou. Segundo Marta, Dilma tem tudo para conseguir uma eleição ainda no primeiro turno. "Ela vai continuar a obra deixada por Lula e será eleita sem sombra de dúvidas", disse. 


Do Blog Olhos do Sertão 
 

31 de ago. de 2010

Alckmin seguirá a mesma linha que seu chefe.

Blogueiro salva photo opportunity do Serra 

Do Viomundo - 30.08.2010

O blogueiro Márcio Amêndola soube que José Serra ia produzir um evento hoje, em São Paulo, diante do chamado impostômetro da Associação Comercial. O impostômetro pretende medir os impostos pagos pelos brasileiros. Na hora agá, o impostômetro deu pau. Apagou. Teve um problema técnico. E José Serra ficou sem a imagem com a qual pretendia, acredito, aparecer no Jornal Nacional desta noite.
Amêndola, com a ajuda do photoshop, resolveu contribuir com a campanha de Serra. E “colocou” o candidato diante de um símbolo de seu governo, o “pedagiômetro”. A nota que o Amêndola reproduziu na mensagem é da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo:

         Pedágio de SP está entre os mais caros do mundo

Em São Paulo, pedágio de caminhões chega a ser quase três vezes mais caro do que na Europa
O pedágio cobrado nas rodovias paulistas é o mais caro do Brasil e, quando comparado com as tarifas pagas nas rodovias dos Estados Unidos ou da Itália, fica evidente que está entre os mais caros do mundo também.
Na rodovia Florida’s Turnpike, nos Estados Unidos, o preço por quilômetro rodado é de R$ 0,076, enquanto a média nas rodovias paulistas é de R$ 0,111, ou 46% superior ao da rodovia americana.
Além disso, na Florida’s Turnpike há o SunPass que é um dispositivo colocado no automóvel que garante a passagem direta pelo pedágio. É como o Sem Parar que existe em São Paulo. Diferentemente do Sem Parar, o SunPass garante desconto médio de 20% para o usuário. O pedágio fica bem mais barato para quem o utiliza.
No caso das rodovias italianas (R $0,134), elas são mais baratas do que as rodovias Anchieta (R$,0159), Imigrantes (R$ 0,152) e Castello Branco (R$ 0, 145), enquanto a Bandeirantes (R$ 0,135) e a Anhanguera (R$ 0,132) têm valores próximos aos da Itália.
Mas vale ressaltar que a concessionária italiana construiu com recursos próprios a sua rede de rodovias, diferentemente do que ocorre em São Paulo. No caso paulista, paga-se duas vezes: para construir e usar a rodovia.
E paga-se também ao consumir qualquer produto transportado por essas rodovias. Comparando novamente com as estradas italianas, o pedágio que incide sobre veículos de carga em São Paulo é até 149% mais caro do que na Itália.
Caminhão paga muito mais um caminhão com seis eixos que sai de Bari e vai até Milano, percorrendo 874,5 km, paga o equivalente a R$ 286,06. Um caminhão similar, partindo de São Paulo e fazendo o percurso de ida e volta até São José do Rio Preto, o que dá 880 km, deixa R$ 710,40 nos pedágios paulistas. Conclui-se que em São Paulo se paga duas vezes e meia a mais do que na Itália.
Esse alto custo do pedágio paulista é repassado para o frete e, consequentemente, para o produto. No final, quem paga essa conta é o consumidor, ou seja, toda a população. (Da liderança do PT na Assembleia Legislativa)

 Do Blog Brasil Nova Era - 31.08.2010

29 de ago. de 2010

Dilma vence Serra em São Paulo

Pesquisa do Datafolha mostra que Dilma Rousseff (PT) ultrapassou José Serra (PSDB) no estado de SP e também na capital paulista.
A intenção de voto no estado de São Paulo aponta vantagem de 5% para a petista: 41% contra 36% de Serra. Já na capital paulista, a vantagem é ainda maior, 6 pontos a favor de Dilma: 41% contra 35% do tucano.
A vitória de Dilma na capital paulista é emblemática. Serra nasceu em São Paulo, fez carreira política toda em São Paulo, foi prefeito de São Paulo (bem... há controvérsias, já que ele mal assumiu e abandonou o cargo após 1 ano e 3 meses), e acaba de ser governador de São Paulo.
Os amigos paulistas devem ter se dado conta dos alagões, pedágios, congestionamentos, corrupção, cracolândias, PCC's, escândalos de corrupção no Metrô, na Operação Castelo de Areia, com bloqueio de contas na Suíça. 

Fonte: Blog Amigos de Mercadante - 26.08.2010


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Dilma abre vantagem e já lidera em SP, RS e PR

 
Pesquisa do Datafolha divulgada hoje mostra uma ampliação da vantagem de Dilma Rousseff e uma consolidação de cenário de uma vitória já no primeiro turno. Em relação ao levantamento do último dia 20, a candidata abriu 20 pontos percentuais de frente e passou de 47% para 49% das intenções de voto. José Serra (PSDB) caiu de 30% para 29%, e Marina Silva (PV) ficou estável em 9%.

Contando os votos válidos, Dilma tem 55% dos votos e venceria a eleição no dia 3 de outubro. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou não responderam permanecem em 8%, e os votos brancos e nulos, em 4%. Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa tem margem de erro dois 2 pontos percentuais e foi feita nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país.


Liderança em SP e RS -
Uma das grandes novidades foi a virada de Dilma em redutos eleitorais da oposição, como os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. "Em São Paulo, Estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%. Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%", diz reportagem da Folha de S. Paulo.

As constantes visitas aos gaúchos também renderam bons resultados a Dilma. Enquanto ela subiu de 35% para 43% no Rio Grande do Sul, o tucano José Serra caiu de 43% para 39%. "Quando se observam regiões do país, a candidata do
PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano", afirma a Folha de S. Paulo.

Rejeição aos tucanos

O cenário para um eventual segundo turno é de uma vantagem cada vez mais folgada de Dilma, de 19 pontos percentuais. Segundo o Datafolha, a candidata passou de 53% para 55%. Na contramão, Serra baixou de 39% para 36%.

Também positivo é o resultado na pesquisa espontânea. "Quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra. No levantamento anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente", afirma a Folha de S. Paulo.


Outro dado que mostra a consolidação da tendência favorável a Dilma é a taxa de rejeição do candidato do PSDB. Se a candidata é rejeitada por 19% dos eleitores, Serra tem 29%, acima dos 27% medidos na semana passada.


A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.


Fonte: Agência Brasil e Uol - 26.08.2010

14 de ago. de 2010

MERCADANTE GANHOU O DEBATE DA BAND



Mercadante expôs com clareza e verdade as razões de sua candidatura e os motivos porque o povo Paulista não quer mais a Tucanagem no Estado.
O Senador retornará esse grande Estado aos trilhos do crescimento e do empreendedorismo que é a vocação Bandeirante de São Paulo. Todavia, fez questão de explicar que a base para esse retorno est na Educação, completamente sucateada em 16 anos de PSDB.
O PCC TOMOU CONTA 
DA SEGURANÇA PUBLICA


Mercadante se mostrou sensivel aos problemas de Segurança que se agigantaram em São Paulo, principalmente, desde quando o Governador Chuchu perdeu o Setor para o PCC que atualmente coordena de dentro dos Presidios toda sorte de crimes.
 E o mais grave de todos é o Crack que atualmente está dentro das escolas viciando crianças e matando o futuro do Estado.
Mercadante vai promover juntamente com Dilma uma parceria forte para atacar essa questão de frente. É uma promessa que pode ser cobrada.


Contudo, o Senador adverte; Não é possivel retomar a Segurança do Estado sem valorizar o Policial e todos agentes de Segurança. Não pode um Delegado ganhar apenas 4 mil reais em inicio de Carreira. 
Chega de descaso com a Policia. O Policial tem de ter direito de trabalhar sua jornada e ir para casa descansar e não fazer bico como porteiro de Boate a noite inteira. Isso é mais uma irresponsabilidade do PSDB que paga entre os Piores Salarios do País para essa Categoria.

O ESTADO DE SÃO PAULO É PASSAGEIRO NO TREM DO DESENVOLVIMENTO


Mercadante abordou o papel do Estado no desempenho da economia Paulista, que atualmente foi reduzido a mero espectador devido ao desmantelamento de toda estrutura de Fomento com a venda do Banespa e da Nossa Caixa no bojo da Polica Neoliberal da Privataria. Ele criara uma Agencia especifica para tomar nas mãos do Estado a direção economica estimuando o desenvolvimento a partir das potencialidades de cada região.

ENQUANTO ISSO... NA PEDAGIOLÂNDIA...

O candidato mente mais que ele próprio na cerca.

Pac em São Paulo

Depois de paralisar o  Estado e aproveitando-se dos Bons resultados economicos gerados pelo sucesso de Lula no Governo Federal e capitalizando os investimentos do PAC, o Chuchu tentou se apoderar de tais realizações para sair por cima. Entre elas citou o Metrô e o Rodoanel, todos empreendimentos encaminhados com dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal.

A SAÚDE TUCANA É DO TAMANHO
DO SALÁRIO DOS MÉDICOS
OUTRA CATEGORIA QUE RECEBE
UM DOS PSDB
(PSDB - Piores Salários Do Brasil)


O momento mais hilario foi quando o Chuchu quis corrigir a informação de Celso Russomano de que os Médicos Paulistas, mal pagos, ganham apenas um misero Salario de Quatrocentos Reais. O Candidato "Sem Noção" atalhou dizendo que eram Seisssentos Reais como se o novo valor fizesse alguma diferença no descaso com que o governo do PSDB cuida da Saude em São Paulo, a plateia caiu na gargalhada.  Russomano apresentou o Hollerit do médico e provou que novamente o Chuchu mentira ao telespectador com sua Cara de Peroba insonsa de sempre.

SOBRE ESTRADAS E PEDÁGIOS


As estradas Paulistas continuam entre as melhores do País com uma diferença dolorosa no Bolso do Povo. Dez entre as Dez melhores estradas do Brasil estão em São Paulo, exatamente como era antes dos Dezesseis anos de PSDB, só aumentaram os Pedágios.

O  CHUCHU GABOU-SE DA REDUÇÃO DO VALOR DO PEDAGIO DA CARAVALHO PINTO QUE TEVE SUA LICITAÇÃO REFEITA EM FUNÇÃO DOS VALORES OBTIDOS PELO GOVERNO FEDERAL. NA LICITAÇÃO DAS FEDERAIS, AS PROPOSTAS BAIXAVAM EM MAIS DE DEZ VEZES O PREÇO MÉDIO COBRADO EM SÃO PAULO, OU SEJA, A DIMINUIÇÃO DO PREÇO DO PEDAGIO EM SÃO PAULO É OUTRA OBRA DO GOVERNO LULA.

ZÉ PEDÁGIO VAI MAL 
EM SÃO PAULO, TAMBÉM

A novidade no Debate foi que em nenhum momento o Candidato Tucano citou o nome do ex-governador sinalizando que a Candidatura de Zé Pedágio pode estar derretendo também em São Paulo. É Chuchu mas, não é Louco.
Por outro lado, nenhuma surpresa. Como já era esperado, o Chuchu esqueceu completamente da Ancora Tucana FHC, conforme aconteceu com todos os candidatos do PSDB Brasil afora.

Fonte: Forum Zona Norte - 13.08.2010

13 de ago. de 2010

45 pontos da má gestão Geraldo Alckmin no Estado de São Paulo (2003-2006)

1.Em 1995 quando o PSDB e Geraldo Alckmin assumiram o governo do estado de São Paulo a participação paulista no PIB nacional era de 37%, segundo a Fundação SEADE. Em 2004 esta participação caiu para 32,6%, demonstrando portanto, que graças a Alckmin o estado de São Paulo perdeu 12% de toda a riqueza nacional. Isto significa menos crescimento econômico, menos geração de renda, menos salários e menos empregos a população paulista.

2. Em virtude desta queda de desempenho da economia de São Paulo e a inexistência de políticas públicas de geração de trabalho e renda a taxa de desemprego chegou a 17,5% e ao longo do desgoverno tucano de Alckmin cresceu 33,6% (1995-2005), segundo o IBGE. A taxa de desemprego em São Paulo é ainda maior que a taxa média nacional, que é de10,9%.Vale ressaltar que durante 8 anos tivemos a dobradinha nefasta entre PSDB no Estado de SP e no Governo Federal para produzir tais taxas. Se não bastasse isso, para agravar ainda mais a taxa de desemprego, Alckmin reduziu em R$ 9 milhões o orçamento da frente de trabalho.

3. Governador Alckmin, à época presidente PED, foi o condutor de todo o processo de privatização, arrecadando entre 1995-2000 em valores correntes R$ 32,9 bilhões, destes, cerca de 72% (R$ 23,9 bilhões) obtidos pela venda do setor energético de São Paulo. Contudo, apesar desta enorme soma arrecadada, o Balanço Geral do Estado mostra que, a dívida consolidada do Estado cresceu de R$ 34 bilhões em 1994 para R$ 138 bilhões em 2004, um crescimento real de 33,5%, utilizando-se o indexador IGP-DI. Portanto, Alckmin vendeu 2/3 das empresas estatais do estado e mesmo assim a dívida consolidada cresceu ao longo de seu mandato. O absurdo: Geraldo ainda mente ao dizer que houve saneamento das finanças e se auto-intitula um “grande gerente”.

4. No exercício financeiro de 2003 o Estado de São Paulo, desgovernado pelo PSDB de Geraldo Alckmin, atingiu um déficit (receita menos despesa) em suas contas de mais de 572 milhões de Reais.

5. Com o desgoverno tucano São Paulo perdeu R$ 5 bilhões na venda do Banespa. Considerando o valor pago pelo Santander e o montante total da dívida do Banespa com a União e que foi paga às pressas por Alckmin para que o Santander comprasse um Banco sem dívida, houve um prejuízo de mais de R$ 5 bi que deveriam ser investidos na área social mas que Geraldo preferiu doar a uma empresa multinacional da Espanha.

6. O descontrole das finanças públicas paulista reflete a gerência desastrosa de Alckmin, que aplica uma Lei Orçamentária irreal. De 1998 a 2004 o Orçamento estadual apresentou uma estimativas falsas de “excesso de arrecadação” na magnitude de R$ 20 bilhões que são vinculados a rubricas sobretudo publicitárias e portanto financiando campanha eleitoral às custas do contribuinte paulista enquanto Alckmin veta orçamento maior para a Educação.

7. Geraldo não cobra devedores de São Paulo. De 1998 a 2004 houve queda na arrecadação junto aos devedores de tributos em cerca de 52%, representando uma perda de aproximadamente R$ 1 bilhão que poderiam ser investidos na área social.

8. Caem os investimentos no desgoverno de Geraldo Alckmin. A participação percentual dos investimentos nos gastos totais caiu em 2003 e 2004 de 3,75%, o que é bem inferior por exemplo ao de 1998, quando atingiu 5,39% do gasto total. É o Estado se afastando da sociedade e resultando em precarização de serviços públicos.

9. Geraldo Alckmin arrocha salários dos servidores públicos de São Paulo: Em 1998, o gasto com ativos e inativos representava 42,51% das despesas totais do Estado. Em 2004, este gasto caiu para 40,95%, resultado da política de arrocho salarial e redução das contratações via concurso público, porém com aumento dos cargos por nomeação do governador.

10. Alckmin não tem projeto de desenvolvimento para as regiões do Estado de São Paulo: Das 40 Agências de Desenvolvimento Regional previstas pelo governo tucano em 2003, nenhuma foi criada.

11. Alckmin corta brutalmente os gastos na área social: Apesar do excesso de arrecadação de R$ 12 bilhões, durante o período 2001-2004, o governo deixou de gastar os recursos previstos. No ano de 2004, a área de desenvolvimento social perdeu R$ 123 milhões, já com desenvolvimento regional não foram gastos R$ 5,8 bilhões.

12. Alckmin ofereceu regime tributário especial, por meio da Secretaria Estadual da Fazenda, que dá vazão a fragilidade fiscalizatória para a empresa Daslu, que recentemente teve sua proprietária presa pela Polícia Federal por crimes de sonegação fiscal e evasão
de divisas. Vale mencionar que Alckmin esteve presente na abertura desta loja e chegou até a cortar a fita inaugural.

13. Ao longo do desgoverno tucano de Geraldo Alckmin houve redução de 50% no orçamento de pesquisa do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). O instituto, que existe há 106 anos, financia pesquisas para o desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento da indústria paulista. Em julho deste ano já foram demitidos do IPT 10% de seus funcionários e até janeiro de 2006 serão mais 5%. Este foi mais um dos fatores da redução da participação do PIB de SP no total do Brasil.

14. Alckmin extinguiu cursinho pré-vestibular gratuito (Pró-Universitário), deixando de investir R$ 3 milhões e impediu a matrícula de 5.000 alunos que agora estão muito mais longe da formação superior graças ao PSDB.

15. Alckmin vetou dotação orçamentária de R$ 470 milhões para a Educação de SP. A “canetada” do des-governador anulou a votação dos parlamentares do Estado principalmente para o ensino superior e técnico. Geraldo mente deslavadamente ao afirmar que investe 33% em Educação quando na verdade só investe o mínimo determinado pela constituição Estadual, que é de 30% do orçamento.

16. Dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) demonstram que a qualidade do ensino paulista é pior que a média do Brasil. Segundo esta fonte oficial a porcentagem de alunos que se encontram nos estágios crítico e muito crítico representam 41,8% do total de alunos do estado. Ao passo que em nível nacional os alunos que se situam nestes mesmos estágios representam 5,6% do total. Portanto, levando-se em consideração este indicador relevante e oficial o desempenho da educação gerenciada por Alckmin é 86,6% pior que a do Brasil.

17. O programa de transferência de renda de Alckmin atende a 60 mil pessoas com um benefício médio de R$ 60, ao passo que o mesmo programa que foi levado a cabo na capital paulista pela prefeita Marta Suplicy atende a 176 mil famílias com um complemento de renda de R$ 120. Portanto o que foi pago só pela cidade de SP, durante a gestão anterior, a cada família é o dobro do que é pago pelo PSDB e o mesmo modelo de programa atinge 14 vezes mais famílias. Desta forma o programa de Alckmin é em menor quantidade e menor qualidade.

18. Após mais de 10 anos de PSDB em São Paulo, escolas estaduais continuam sem distribuição gratuita de uniformes, material escolar e sem transporte, ao contrário do que ocorreu quando a prefeita Marta Suplicy governou a capital.

19. Geraldo Alckmin, que na mídia se diz contra aumento de impostos, aumentou a taxa de licenciamento veicular em mais de 200% (em valores reais) ao longo de seu desgoverno.

20. Comissão de fiscalização e controle da Assembléia legislativa paulista rejeitou as contas do governador de 2004. Entre outros, os principais motivos encontrados estão um saldo acumulado de R$ 209 mi dos recursos do FUNDEF que jamais foram investidos na educação e cujo destino se desconhece. Também foi verificado que o custo das internações aumentou ao mesmo tempo em houve diminuição do tempo das internações. Este é o modelo de gerência de Geraldo.

21. Governador Alckmin veta projeto de lei que institui normas para a garantia efetiva e democrática da participação popular em audiências públicas e elaboração do Orçamento do estado. Esta medida de Geraldo é, portanto totalitária, anti-democrática, anti-participativa e contrária à liberdade do contribuinte que é impedido de decidir quanto ao orçamento de seu próprio Estado.

22. O investimento em saúde no desgoverno de Geraldo não atinge sequer 12% da receita de impostos, desrespeitando assim o mínimo que foi determinado em lei a ser investido no setor. Este escândalo a tucanagem sorrateiramente maquia, retirando dessas receitas estaduais os R$ 1,8 bilhão que o governo estadual recebe pela lei Kandir. Desta forma a saúde paulista deixa de receber R$ 1,8 bilhão graças a péssima gerência de Geraldo Alckmin.

23. Mais grave ainda, desafiando a lei e o próprio Tribunal de Contas do Estado, Geraldo Alckmin contabilizou nas contas da saúde programas que não guardam nenhuma relação com este setor, tal como serviços públicos a detentos em penitenciárias e portanto, mais uma vez maquiando o orçamento para reduzir investimentos na saúde.

24. As grandes conseqüências da inexistência de políticas públicas na saúde e seu sub-financiamento é a flagrante precarização dos serviços. Basta verificar que há leitos desativados e desocupados (por falta de pessoal e material): só no Hospital Emílio Ribas, menos de 50% dos leitos estão ocupados e maioria deles estão desativados.

25. Devido à incompetência de Alckmin, o Hospital Sapopemba tem aproximadamente 90% de seus leitos desocupados e quase todos desativados.

26. A média salarial paga aos servidores estaduais da saúde chega a ser 47% mais baixo que o pago pela rede municipal durante a gestão da prefeita Marta Suplicy. Os salários aviltados e humilhantes pagos pelo desgoverno de Alckmin aos servidores motivaram uma longa greve do pessoal da saúde e os postos de atendimento abandonados (como na Várzea do Carmo), aumento de filas e dificuldades para marcar consultas.

27. Mais um descalabro do desgoverno de Geraldo é o esqueleto de alvenaria armado na Av. Dr. Arnaldo na capital paulista. O tão prometido Hospital da Mulher está há 10 anos apenas no papel e Alckmin ainda tem a desfaçatez de estender uma faixa no esqueleto do prédio propagandeando sua nunca alcançada inauguração. Mas o tucano promessinha está dando uma outra utilidade ao esqueleto que está sendo usado como reduto para usuários de drogas e ladrões para aumentar ainda mais a criminalidade.

28. A tucanagem alardeia em suas peças publicitárias eleitoreiras a construção de unidades do Acessa SP. Há mais de 10 anos no poder em São Paulo o saldo da tucanagem é de 1 Acessa SP para cada 158.102 habitantes. Em 4 anos de gestão na prefeitura da capital paulista esta proporção é de 1 Telecentro para cada 83.333 habitantes. Portanto, proporcionalmente a cidade de SP ao longo da gestão Marta Suplicy obteve um desempenho 90% melhor que Geraldo Alckmin. E isso sem contar que nos do município há em média 20 computadores em cada unidade e nos de Geraldo Alckmin há apenas 15.

29. Desgoverno de Geraldo Alckmin é o responsável pelo maior déficit habitacional do Brasil em comparação com todos os demais estados da federação, segundo a ONU. São mais de 1,2 milhão moradias que faltam ao povo paulista. Dados revelam um fato escandaloso: desde o ano de 2000 o governo de SP não cumpre lei do parlamento estadual que determina no mínimo 1% do orçamento em investimentos na área de habitação. Os recursos não aplicados por Geraldo já chega a R$ 548 milhões, o que explica este déficit e também o fato de que 82% das unidades prometidas por Alckmin não foram construídas.

30. Incompetência de Geraldo Alckmin fez com que o Estado de São Paulo caísse uma posição no Ranking do IDH estadual. A queda vertiginosa foi de segundo para terceiro maior IDH estadual do Brasil. Isso significa que a evolução da saúde, educação e renda do atual segundo colocado superou e muito a de São Paulo ao longo do desgoverno do PSDB. Enquanto o Estado de Santa Catarina saltou de quinto para segundo no período 1991 e 2000, o desempenho de SP foi medíocre. Seguindo o ranking de IDH mais alto do país, vem Santa Catarina em segundo lugar, com índice de 0,832; São Paulo em terceiro, com 0,82; Rio Grande do Sul em quarto, com 0,814; Rio de Janeiro em quinto, com 0,807. Este é o resultado da gerência tucana: Regressão social brutal.

31. Tucanos têm o pior desempenho na construção do Metrô: Desde a construção do primeiro trecho do Metrô, em 14 de setembro de 1974, São Paulo já passou pela administração de oito governadores. Nestes 30 anos de operação comercial o governo do PSDB foi o que apresentou pior desempenho na construção de quilômetros de linhas do Metropolitano. Desde que estão no poder público estadual, há quase 10 anos, tucanos fizeram 1,4 km de linhas/ano, abaixo da média de 1,9 km/ano da companhia. Logo, o PSDB construiu 36% menos quilômetros que a média de todas as demais gestões.

32. Reajustado por Alckmin, metrô de São Paulo é um dos mais caros do mundo: o reajuste das tarifas de metrô, trens metropolitanos e ônibus intermunicipais em São Paulo ficaram em até 55% superiores ao aumento da inflação registrado em igual período, ou seja, nos últimos 24 meses que antecederam a data do reajuste, segundo o indexador IPCA. Com o aumento, o metrô de São Paulo passa a ser o mais caro do Brasil, ultrapassando a rede subterrânea de transporte do Rio de Janeiro, que cobra R$ 2 por bilhete. Já em Belo Horizonte e Porto Alegre, viajar de metrô custa bem menos: respectivamente R$ 1,20 e R$ 1,10. Entre as principais metrópoles mundiais, São Paulo também possui o metrô proporcionalmente mais caro. Ao deixar o metrô paulistano entre os mais caros do planeta, através de sucessivos reajustes, o governo de São Paulo deixou claro seu total descompromisso com o acesso ao transporte público.

33. O governo de Geraldo Alckmin continua a aprovar seu pacote de ataques à educação. Após vetar o aumento em 1%, passando por cima do aprovado na Assembléia Legislativa de LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e de reduzir a verba da educação estadual por ao seu menor índice em quatro anos, Alckmin fez manobra orçamentária de contabilizar desconto de tarifa como sendo investimento na educação e dessa forma reduzindo o montante que de fato deveria estar sendo destinado a esta pasta. Este fraude contábil resulta em transferência de orçamento do setor de transportes para e educação, o que significa um corte brutal na magnitude de R$ 32 milhões. Para se ter um parâmetro da redução de gastos o montante é de cerca de 10% dos gastos do governo nas instalações de todas as escolas estaduais no ano de 2004. Este é, portanto mais um ataque de Alckmin a educação paulista.

34. Fita envolve governador Geraldo Alckmin em compra de voto: Diálogo telefônico entre os deputados estaduais Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP) e Paschoal Thomeu (PTB-SP) evidencia flagrante esquema de compra de votos na Assembléia Legislativa de São Paulo, envolvendo diretamente o governador Geraldo Alckmin (PSDB). O diálogo, gravado, ocorreu às vésperas da eleição do novo presidente da Assembléia Legislativa do Estado, vencida por Rodrigo Garcia (PFL) em 15 de março deste ano. A gravação foi divulgada em 06/07/05 em matéria da repórter Laura Capriglione no jornal Folha de S.Paulo.

35. Durante 12 anos de PSDB, foram demitidos 60 mil professores O valor da hora aula no Estado é uma vergonha, e não passa de R$ 5,30! Somando isso Alckmin tem inaugurado Fatecs de “fachada”, que não têm condições de “fachada”, que não têm condições mínimas de funcionamento.

36. No governo de Covas/Alckmin mais famílias foram expulsas do campo do que assentadas. Da promessa de assentar 8 mil famílias apenas 557 foram assentadas, sem convênio com o Incra. Outro descaso acontece na habitação: os tucanos prometeram construir 250 mil casas mas, desde 1999, só foram feitas 37.665 unidades.

37. Alckmin promove a maior operação abafa de CPI`s deste país, em meio ao mar de lama da corrupção de seu governo: Já são 58 as Comissões Parlamentares de Inquérito paradas na Assembléia Legislativa de São Paulo. Investigações relevantes – como a denúncia de irregularidade na Febem, nas obras de rebaixamento da calha do rio Tietê, na CDHU e no trecho oeste do Rodoanel – estão engavetadas. Somente no caso da obra de rebaixamento da calha do rio Tietê, foram registrados aditivos contratuais que ultrapassam o limite legal de 25%. O valor do contrato para a obra era inicialmente de R$ 700 milhões e seu custo efetivo ultrapassou R$ 1 bilhão. Além disso, o valor inicial do contrato de gerenciamento da obra saltou de R$ 18,6 para R$ 59,3 milhões – mais de 200% de aumento. O conselheiro do TCE Eduardo Bittencourt, em documento divulgado à imprensa, declara que os autos ferem os princípios da administração pública.

38. Corrupção tucana na CDHU: O TCU (Tribunal de Contas da União) também detectou irregularidades em 120 contratos da CDHU, que recebe 1% do ICMS arrecadado pelo Estado, ou seja, cerca de R$ 400 milhões. Mais uma evidência de atos ilícitos cometidos pelo PSDB paulista de Geraldo Alckmin.

39. Desgoverno de Geraldo Alckmin comete mais um ilícito, desta vez na Eletropaulo: irregularidades no empréstimo conferido à Eletropaulo pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Privatizada em 1998, a empresa acumulou dívida superior a R$ 5,5 bilhões, incluindo mais de R$ 1 bilhão com o banco. Em 2001, a Eletropaulo lucrou US$ 273 milhões, enquanto em 2002 houve prejuízo de US$ 3,5 bilhões. E a empresa enviou US$ 318 milhões ao exterior, de 1998 a 2001.

40. Alckmin favorece Ecovias em R$ 2,6 mihões: A Ecovias, empresa que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, deverá ter uma arrecadação adicional de R$ 2,6 milhões por ano com o “arredondamento para cima” feito pelo governador Geraldo Alckmin no reajuste do pedágio. Como a tarifa anterior era de R$ 13,40, a aplicação de 9,075% do IGP-M elevaria o valor para R$ 14,61. Na hora de estabelecer o preço final, o governador arredondou em R$ 0,19 para cima, o que fere o Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Assim, em uma hora serão arrecadados mais R$ 309,70. Em um dia, R$ 7.432, que multiplicados por 30 resultarão em R$ 222.984 ao mês. Após 12 meses, serão mais R$ 2.675.808,00. Mas o dado irrefutável é que a empresa irá arrecadar uma quantia significativa. E o mais absurdo é que o governador, ao invés de defender os interesses da população, adota uma postura que beneficia um grupo empresarial em detrimento ao usuário da rodovia.

41. Alckmin veta estacionamento gratuito nos shoppings de SP: Os motoristas de São Paulo não terão estacionamento gratuito nos shoppings da cidade. O governador Geraldo Alckmin vetou o projeto de lei que garantia a liberação das vagas nos shoppings e hipermercados.

42. Tucano Alckmin usa Tropa de Choque e Cavalaria contra estudantes em São Paulo: As imediações da Assembléia Legislativa de São Paulo se transformaram numa praça de guerra depois que o governo do Estado resolveu usar a Tropa de Choque e a Cavalaria para reprimir uma manifestação de aproximadamente 500 estudantes, funcionários e professores de universidades paulistas. Os estudantes e representantes do movimento intitulado Fórum das Seis foram à Assembléia para acompanhar as discussões em torno da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Eles querem que os deputados derrubem o veto do governador Geraldo Alckmin ao item que aumenta os recursos para o ensino superior estadual.

43. Desgoverno de Alckmin gasta R$5,5 milhões com obra em aeroporto "fantasma": O governo Alckmin (PSDB) gastou R$ 5,5 milhões para concluir a reforma em dezembro do ano passado do aeroporto estadual Antônio Ribeiro Nogueira Júnior em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. A estrutura que tem capacidade para receber até um Boeing 737, com cem passageiros a bordo, recebeu apenas cinco pessoas, em média, a cada dia, entre janeiro e julho deste ano. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, há dias em que não há nenhum pouso ou decolagem em Itanhaém. Entediados, funcionários fazem palavras cruzadas e alguns até cochilam nas dependências do aeroporto no horário de serviço.

44. Alckmin faz redução generalizada de investimentos públicos: apesar do excedente de arrecadação de 2001 a 2004 ter chegado a aproximadamente R$ 13 bilhões, o Estado deixou de gastar cerca de R$ 1,5 bi na Saúde; R$ 4 bi na Educação; R$ 705 milhões na Habitação; R$ 1,8 bilhão na Segurança Pública; R$ 163 milhões na área de Emprego e Trabalho.

45. Agricultura deixou de investir R$ 51 milhões, em 2004: A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, do desgoverno de Geraldo Alckmin, deixou de aplicar em 2004 cerca de R$ 51 milhões disponibilizados em seu orçamento, correspondendo a 9,51 % de sua dotação inicial. Programas de grande expressão social como os da área de Alimentação e Nutrição, devolveram dinheiro no final do ano, não cumprindo suas metas físicas. Esses recursos não aplicados poderiam ter sido convertidos em mais 53.346 cestas básicas, 780.981 refeições e 670.730 litros de leite por mês.

9 de jul. de 2010

Cidadão, Cala a Boca, você pode ser demitido !


Por Luis Nassif - 08.07.2010

Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aluizio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.


Veja o vídeo pelo qual o jornalista Heródoto Barbeiro foi punido

10 de jun. de 2010

A Globo dá um sono…


Nem o Zeca Camargo aguenta mais a Globo...

Seguindo a dica por e-mail do amigo leitor Fernando, o Conversa Afiada reproduz o vídeo do sono que o Fantástico e a Globo anda dando em seu apresentador Zeca Camargo.

Imagina nos telespectadores.

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Do Conversa Afiada - 07.06.2010

27 de abr. de 2010

4 mil militantes e Dilma confirmam pré-candidatura de Mercadante e Marta


Mais de 4 mil militantes lotaram a quadra do sindicato dos Bancários de São Paulo neste sábado, 24, onde o PT confirmou as pré-candidaturas de Aloizio Mercadante para o governo de SP e de Marta Suplicy para o Senado.

As pincipais lideranças políticas paulistas de nove partidos estavam lá, e contou com a presença também de Dilma Rousseff.

Mercadante lembrou suas origens, nascido em Santos, e como filho de militar, teve que morar em muitos estados do Brasil, devido as transferências. Mas não só nasceu como escolheu sempre viver em São Paulo, desde os 15 anos, quando veio em definitivo, e nunca mais quis sair de São Paulo.
Terra rica em migrantes precisa de um governo para todos

A gente aprende que São Paulo tem gente de toda parte. Pra cá vieram imigrantes, os portugueses, espanhóis, italianos, alemães, franceses, japoneses, e aqui construíram suas famílias e ajudaram a trazer um pedaço das suas culturas pra construir a nossa identidade, que é própria, é nossa, que são as nossas tradições, já tão consolidadas como povo paulista.

Nós recebemos migrantes de toda parte. Dos mais de 30 milhões de migrantes que saíram do Nordeste para o Sul e para o Sudeste, São Paulo foi o estado que mais os acolheu. Nós recebemos gente do Norte, do Centro-Oeste, do Sul. São Paulo, portanto, é uma cultura de muitos povos, de muitas tradições, e por isso mesmo muito rica na sua diversidade. Esse sentimento de fazer parte desse estado tão importante historicamente traz pra mim um misto de orgulho e de responsabilidade.
São Paulo precisa aproveitar melhor o bom momento que vive o Brasil

"... aqueles que apostaram na crise, olhando para o que ainda acontece nos Estados Unidos, no Japão, na Europa, perderam o discurso e credibilidade, porque o Brasil está crescendo neste primeiro trimestre mais de 7% ao ano, batendo recorde de empregos, com 657 mil novos empregos gerados. Deixa um Brasil que, pela primeira vez, a gente cresce distribuindo e distribui pra crescer. Porque o social foi o eixo econômico, com o Bolsa Família, com o salário mínimo, com a distribuição de renda e com o combate à pobreza."
Interior paulista precisa de políticas além de Pedágios e Presídios

Para aproveitar essa oportunidade, Mercadante diagnosticou que um dos primeiros desafios a serem vencidos em São Paulo é desenvolver um crescimento no nosso estado mais harmônico, com menos desigualdade e assimetria, inclusive regional. 

"... a macrorregião de Campinas, Baixada Santista e São Paulo representam hoje 63% da economia. E as periferias vão crescendo de forma desorganizada. E o interior, em mais de 200 cidades tivemos redução demográfica, as pessoas estão saindo especialmente do Oeste paulista, porque a única política que tiveram foi pedágio e presídio...

... E digo que um dos primeiros atos do meu governo será criar um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, como o presidente Lula fez para dialogar com todos os setores e nós vamos regionalizar esse Conselho pra criar governabilidade em cada região administrativa do estado de São Paulo. São Paulo vai se interiorizar, vai olhar o interior com mais respeito e com mais atenção. "
Engarrafamentos e lerdeza demo-tucana na construção do metrô

"... São Paulo, no governo do PSDB, criou 1,2 quilômetro de metrô por ano. Pra gente chegar onde está a Cidade do México, que começou a construir junto com São Paulo a construir o metrô, nós vamos precisar mais de 100 anos no ritmo que eles impuseram. Nós vamos acelerar o metrô, recuperar a CPTM, fazer o Ferroanel, pra ter trem, metrô e corredores de ônibus pra ter transporte de qualidade, porque o povo não pode ser tratado com essa indignidade que é o transporte de São Paulo hoje".
Educação de qualidade e respeito ao professor

"A escola é a prioridade das prioridades. E mesmo que o eleitor às vezes não veja isso, eu vou lutar nessa campanha pra colocar a educação em primeiro lugar entre as políticas públicas desse estado.

Minha companheira Dilma, Marta, uma mãe chegou pra mim e falou que o filho está com medo na escola. Eu falei: mas o que que é ? É o tráfico, as brigas?  Porque estão acontecendo, o tráfico está na porta das escolas. Ela falou que não, que o medo dele é quase um pavor, ela disse pra mim que o medo dele é que o professor o chame na frente da sala e ele tenha que ler um texto. Porque ele está na 4ª série e não consegue ler, não consegue escrever....

... Os exames de avaliação do ensino em São Paulo, como o Pisa, que é um exame internacional, mostram que São Paulo está abaixo da média nacional. Como é que o estado mais rico da federação não consegue criar uma educação de qualidade, que impulsione o Brasil e mostre o caminho do futuro?

... Nós tivemos uma greve dos professores... Nós construímos a democracia para que qualquer um se manifeste como quiser, qualquer categoria, em qualquer momento. Quantas greves o governo Lula enfrentou? Buscando o diálogo, a negociação, a valorização do funcionalismo, hoje nós temos muito menos conflitos do que tínhamos. Se tiver uma mesa permanente de diálogo com o funcionalismo, o conflito diminui.

Agora, o que é que está por trás dessa greve: cinco anos que uma parcela da categoria dos professores, que tem o 14º salário do Brasil, em cinco anos recebeu 5% de reajuste. Eu não sou contra que a gente possa ter uma política de abono por desempenho. Mas não é possível impor uma prova, só 20% pode ter direito ao abono, e depois que recebem ficam quatro anos sem receber. E principalmente: uma categoria de professoras e professores cujo principal instrumento de trabalho é um pedaço de giz não pode ser tratado com borrachada e cassetete como aconteceu em São Paulo.

Não prometo atender todas as reivindicações. Mas prometo que farei de tudo pra dar dignidade, dar autoridade, formar os professores, motivar os professores, a começar por um diálogo permanente que nós vamos ter com eles e com as outras categorias do funcionalismo do Estado, que precisa ter mais respeito e melhor tratamento."
Habitação: governos demo-tucanos deixaram a desejar

"Se a gente olhar pra situação da habitação em São Paulo, nós temos tido uma média de 20 mil casas por ano ao longo desses últimos anos do governo do PSDB. Nós temos, só na Grande São Paulo e na macrorregião de Campinas, 11% de casas que precisam ser totalmente refeitas ou removidas. A maioria em situação de favela ou cortiço. Nesse ritmo, nós vamos precisar de 42 anos pra resolver. Ou seja, em São Paulo a CDHU mostrou que precisa de parceria com o governo federal. O programa Minha Casa, Minha Vida já tem 72 mil casas sendo construídas em São Paulo. Imagina se o governo do estado ajudar a financiar o terreno, ampliar esse programa e fazer uma verdadeira parceria...  Nós vamos ser parceiros naquilo que é habitação popular.

... Nós vamos olhar moradia popular com os movimentos populares, construindo um programa muito mais ousado.

Porque o presidente Lula me disse uma coisa: o grande sucesso do meu governo é que eu estou fazendo o básico pro povo, é ter emprego, é ter salário, é botar o filho na escola, é a renda mínima, é poder ter uma casa, esse é o segredo pra gente construir uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais solidária."
Segurança pública

"Se nós quisermos olhar pro futuro, nós vamos ter que repensar a política de segurança pública em São Paulo. Não dá pra população e pro governo achar que só se lembra da polícia quando disca o 190. Aí todo mundo lembra da polícia. E nós, que temos uma tradição de luta, precisamos repactuar a relação com a polícia militar e civil em São Paulo, porque precisa de mais policiamento ostensivo, a melhor polícia é aquela que previne o crime. E quando ele ocorre as delegacias têm que ser reestruturadas pra poder responder à população.

E pra isso nós vamos ter que enfrentar a crise do sistema prisional... Porque, se nós não sairmos, tivermos passividade, falta de firmeza, de competência, nós já vimos aonde vai dar: o crime organizando, atacando a sociedade, matando policiais, assustando e impulsionando o tráfico de crack, de droga, como a gente vê hoje.

Nós temos que separar os presos por grau de periculosidade. Para os que são primários, os que são reincidentes, não perigosos, trabalho e educação para progressão no sistema prisional. Nós temos, para aqueles que não precisam ser presos, monitoramento eletrônico e pena alternativa, é muito mais inteligente ele trabalhar aqui fora pelo crime que cometeu que não ameace a vida e a sociedade, do que ficar preso nesse sistema, que ele sempre sai pior do que entrou, no sistema prisional. Nós temos que reestruturar as prisões e criar uma polícia comunitária, reaproximando São Paulo e valorizando a polícia. Nós fizemos isso com a Polícia Federal, nós fizemos a força nacional, que são exemplos de competência e atitude séria na segurança do Brasil."
Alagões

"Nós temos que reorientar a Sabesp, não apenas na relação com os municípios e com seus clientes, mas na proteção dos mananciais, da águas, das matas ciliares, o governo do estado tem que ter uma proteção mais pró-ativa na proteção do que resta de mata atlântica, no combate às emissões.

Demos passos concretos para reduzir a emissão de gás carbônico e reduzir o efeito estufa. Estão em toda parte, os tufões, tsunamis, os terremotos, as enchentes. Eu percorri a maioria das cidades que foram atingidas e o governo federal está liberando recursos, dando apoio, ajudando esses municípios a enfrentar – 79 mortos, mais de 20 mil pessoas desabrigadas. Onde esteve o governo do estado em um momento tão delicado como esse".
Chegou a hora de São Paulo destucanar

"Presidenta Dilma: você sabe que a disputa aqui não é fácil. Nunca foi. Nesses 27 anos que o mesmo grupo se alterna ao poder e 16 anos do PSDB no governo mostra que nós teremos uma disputa dura. Mas eu sinto que todo esse tempo vai acomodando as pessoas. Falta criatividade, falta energia, falta motivação. E nós já estamos hoje, ontem, no ato que fizemos, estavam aqui os companheiros do PT do B, do PRP, do PTN, do PPL, do PRB, do PR, do PC do B, do PDT, do PT. Nós já temos nove partidos e podemos ir além disso. Pela primeira vez na história de São Paulo nós conseguimos apoio das centrais sindicais e um amplo movimento pela mudança e pela transformação.

E isso, esse salto que nós estamos dando, qual é a novidade? É que a mesma São Paulo que nunca deu oportunidade ao Lula de vencer uma eleição, hoje aplaude e reconhece a qualidade do governo Lula."

A íntegra do discurso pode ser lida aqui.

Vídeos:
Por Zé Augusuto - Os amigos do Lula - 26.04.2010

24 de mar. de 2010

Serra desmonta os serviços públicos e sai candidato

Quem destrói a educação não pode ser Presidente
Quem destrói a educação não pode ser Presidente
Quem paga os PSDB, os Piores Salários Do Brasil ?
O Zé Alagão, Zé Pedágio, Presidente eleito, que se lançou candidato  no programa do Datena.
Os funcionários da Saúde farão showmício para mostrar como se vive com um vale refeição de R$ 4, o “vale-coxinha”.
R$ 4 de vale refeição, amigo navegante.
E vão entrar em greve (Valor, página A14 )
O vale refeição mensal do professor de São Paulo, mensal, é de cinquenta reais.
Pode ?
O Secretário da Administração tem uma reposta imperdível: “Preferimos investir em obras que poderão ser usadas por toda a sociedade.”
Claro, policial, professor e funcionário da saúde não tem serventia para a “sociedade” tucana de São Paulo.

Paulo Henrique Amorim

17 de fev. de 2010

Alckmin e o desmonte do Estado

Altamiro Borges - NovaE - 26.10.05

Confirmado o segundo turno, é bom refrescar a memória para conhecer as três principais marcas do candidato Geraldo Alckmin: desmonte do Estado, insensibilidade social e autoritarismo exacerbado.
O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, chega ao segundo turno da sucessão presidencial com o ostensivo apoio de banqueiros, dos barões do agronegócios e das elites empresariais. Segundo reportagem recente do jornal Financial Times, “ele é o preferido dos círculos financeiros de Wall Street”. A revista da poderosa Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) publicou uma edição só para bajular o candidato tucano. Já os ruralistas espalharam adesivos no país inteiro com o slogan “Lula, a praga da agricultura”.

Mas, afinal, o que representa o ex-governador? Como um administrador aparentemente tão anódino – um “picolé de chuchu”, segundo a famosa e corrosiva ironia do jornalista José Simão – adquiriu tanta força política e prestígio entre as classes dominantes? Um breve relato da política aplicada em São Paulo ajuda a entender esta opção nitidamente de classe da nata burguesa. Confirma que o segundo turno das eleições presidenciais será altamente polarizado, com uma explícita demarcação de campos.

Locomotiva parada


No século passado, São Paulo ficou conhecida como locomotiva do Brasil. Por distintas razões históricas, o Estado adquiriu forte dinamismo econômico e deu impulso ao desenvolvimento nacional. Hoje, com 37 milhões de habitantes, ele ainda é responsável por 32,6% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de um terço de tudo o que se produz no país, por 32% das exportações e por 45% das importações. A sua receita, provinda de tributos diretos e indiretos de seus cidadãos, é de R$ 62,2 bilhões. O Estado concentra 51,6% dos salários industriais do país e aloja sete dos 10 maiores bancos e oito das 10 maiores seguradoras.

Toda essa pujança econômica, porém, foi emperrada pelo medíocre e prolongado reinado tucano. O peso de São Paulo no PIB nacional, que atingiu 39,5% em 1970, no auge da sua expansão industrial, teve uma queda abrupta. Hoje, o Estado não tem projeto estratégico de desenvolvimento e a locomotiva está parada. Sem crescimento sustentado, o território que já seduziu brasileiros de todos os cantos se tornou um centro dos desempregados. O outrora pólo mais dinâmico da economia virou um cemitério das indústrias. Sob o pretexto da crise financeira, o tucanato promoveu o desmanche do Estado para saciar os banqueiros.

Desmonte do Estado


Com Geraldo Alckmin, antes na presidência do Programa de Desestatização e hoje como governador, São Paulo foi privatizada – perdeu o Banespa como banco de fomento, a Fepasa (ferrovias), o Ceagesp (centro de abastecimento), a Eletropaulo (geradora da energia), a Comgás e a Companhia Paulista de Força e Luz. Já a companhia de saneamento (Sabesp), o banco Nossa Caixa e outras instituições foram fragilizadas com a venda irresponsável de ações, e a extensa malha rodoviária foi entregue a preço de banana para empresas que multiplicam pedágios e assaltam os usuários nas tarifas – sem qualquer controle público.

Apesar do violento desmonte, rotulado pelos tucanos de “reengenharia”, a crise financeira só se agravou. Os recursos obtidos com as privatizações, R$ 32,9 bilhões, sumiram no ralo dessa suspeita gestão. Em janeiro de 1995, no início do primeiro governo tucano, a dívida pública era de R$ 34 bilhões; no início de 2006, era de R$ 123 bilhões, quase duas vezes sua receita liquida. O Estado está mais pobre e debilitado, sem capacidade de investimentos, e vive aprisionado a uma dívida que consome mais de R$ 5 bilhões ao ano e que sugará seus recursos pelos próximos 30 anos. Sua decadência regional será ainda mais intensa!

Rombo nos cofres públicos

Diante deste descalabro, Cláudio Lembro, sucessor de Alckmin, chegou a enviar ofício aos secretários proibindo novos investimentos e determinando “redobrada atenção do governo” e “rigorosa austeridade nos gastos públicos”. Segundo balanço oficial, em setembro passado o rombo nas contas do estado atingiu R$ 1,2 bilhão. Como ironiza o deputado petista Devanir Ribeiro, “se ele deixou este rombo em São Paulo, imagine o que ele faria com o Brasil. Se a média fosse de R$ 1 bilhão por estado, encerraria seu mandato com um rombo de aproximadamente R$ 27 bilhões. Se ele raspou o caixa e entregou o governo para o seu sucessor com um rombo difícil de ser saldado, o que ele faria com o Brasil?”.

Segundo recente estudo do economista Marcio Pochmann, mantida a atual política de corte neoliberal, o PIB per capita de São Paulo cairá da terceira posição no ranking nacional para 11º lugar até 2012, com efeitos dramáticos sobre o emprego e a renda dos paulistas. Já uma minoria parasitária, que vive dos juros dos títulos da dívida pública, terá maiores privilégios. O número de famílias ricas em São Paulo saltou de 191 mil para 674 mil nas duas últimas décadas – pulou de 37,8% para 58% do total de famílias abastadas no Brasil. “Grande parte da elite paulista encontra-se submersa no pacto neoliberal, enquanto beneficiária da financeirização. A riqueza não é mais distribuída entre os vários elos da cadeia de produção. Ela fica concentrada nas famílias de banqueiros e nas pessoas que as rodeiam”, garante o renomado economista.

Expoente ultraliberal


Esta breve e deprimente história revela as duas marcas principais da orientação econômica do governador Geraldo Alckmin, agora candidato à presidência da República. Por um lado, o brutal arrocho fiscal, com a redução dos investimentos estatais visando explicitamente saciar a gula dos credores da dívida. Por outro, a criminosa política de privatização do patrimônio público também com a obsessão de transferir renda aos círculos financeiros. Não é para menos que logo no anúncio da sua candidatura, ele fez questão de afirmar que um dos motes da sua campanha será o da tal “eficiência econômica”, com a diminuição do papel do Estado e o estimulo ao mercado. Em síntese, ele representará o ultraliberalismo na batalha sucessória!

No caso de São Paulo, essa orientação econômica teve efeitos trágicos. O Estado virou um inferno para os trabalhadores e um paraíso para as corporações financeiras. A burguesia paulista é hoje a expressão maior do rentismo e do parasitismo. Não tem qualquer projeto de desenvolvimento nacional; ela vive de renda e esbanja opulência. Isto explica porque ela ficou tão animada com o segundo turno da eleição presidencial. “Só recebo elogios da administração Alckmin”, exaltou Armando Monteiro, presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). “Se o programa de governo de São Paulo for ampliado para o Brasil será muito positivo”, festejou o camaleão Paulo Skaf, presidente da poderosa Fiesp.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “Encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi).

24 de nov. de 2009

Alckmin: arrocho e privatização

Altamiro Borges - La Insignia - Março de 2006

Após três meses de encarniçada disputa interna, o núcleo orgânico do pensamento neoliberal no Brasil, o PSDB, finalmente escolheu o seu candidato à sucessão presidencial: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Notícias de bastidores revelam que a decisão deixou profundas cicatrizes. O outro postulante, o prefeito José Serra, nem sequer foi ao lançamento oficial da candidatura do seu agressivo adversário. A "santíssima trindade" do PSDB, que tentou impor um nome de consenso, também fez cara feia para o resultado das negociações, atropeladas pelo arredio governador. E o boletim eletrônico Primeira Leitura, órgão oficioso do tucanato, não esconde que será difícil colar os cacos da oposição liberal-conservadora.

Mas, afinal, o que representa o atual governador? Como ele conseguiu impor sua candidatura humilhando um tucano histórico e bem melhor posicionado nas pesquisas? Como um administrador aparentemente tão anódino - um "picolé de chuchu", segundo a famosa ironia do jornalista José Simão - adquiriu tanta força política e prestígio entre as classes dominantes? Afinal, a revista da poderosa federação das indústrias de São Paulo já havia antecipado o seu apoio a Alckmin e, segundo artigo recente do jornal Financial Times, "ele é o preferido dos círculos financeiros de Wall Street". Um breve relato da política aplicada em São Paulo ajuda a entender o resultado da briga interna no PSDB e a opção explícita das elites dominantes.

Locomotiva parada

No século passado, São Paulo ficou conhecida como locomotiva do Brasil. Por distintas razões históricas, o Estado adquiriu forte dinamismo econômico e deu impulso ao desenvolvimento nacional. Hoje, com 37 milhões de habitantes, ele ainda é responsável por 32,6% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de um terço de tudo o que se produz no país, por 32% das exportações e por 45% das importações. A sua receita, provinda de tributos diretos e indiretos de seus cidadãos, é de R$ 62,2 bilhões. O Estado concentra 51,6% dos salários industriais do país e aloja sete dos 10 maiores bancos e oito das 10 maiores seguradoras.

Toda essa pujança econômica, porém, foi emperrada pelo medíocre e prolongado reinado tucano. O peso de São Paulo no PIB nacional, que atingiu 39,5% em 1970, no auge da sua expansão industrial, teve uma queda abrupta. Hoje, o Estado não tem projeto estratégico de desenvolvimento e a locomotiva está parada. Sem crescimento sustentado, o território que já seduziu brasileiros de todos os cantos se tornou um centro de desempregados. O outrora pólo mais dinâmico da economia virou um cemitério das indústrias. Sob o pretexto da crise financeira, o tucanato promoveu o desmanche do Estado para saciar os banqueiros.

Com Geraldo Alckmin, antes na presidência do Programa de Desestatização e hoje como governador, São Paulo foi privatizada - perdeu o Banespa como banco de fomento, a Fepasa (ferrovias), o Ceagesp (centro de abastecimento), a Eletropaulo (geradora da energia), a Comgás e a Companhia Paulista de Força e Luz. Já a companhia de saneamento (Sabesp), o banco Nossa Caixa e outras instituições foram fragilizadas com a venda irresponsável de ações e a extensa malha rodoviária foi entregue a preço de banana para empresas que multiplicam pedágios e assaltam os usuários nas tarifas - sem qualquer controle público.

Apesar do violento desmonte, rotulado pelos tucanos de "reengenharia", a crise financeira só se agravou. Os recursos obtidos com as privatizações, R$ 32,9 bilhões, sumiram no ralo dessa suspeita gestão. Em janeiro de 1995, no início do primeiro governo tucano, a dívida pública era de R$ 34 bilhões; hoje, ela é de R$ 123 bilhões, quase duas vezes a sua receita liquida. O Estado está mais pobre e debilitado, sem capacidade de investimentos, e vive aprisionado a uma dívida que consome mais de R$ 5 bilhões ao ano e que sugará os seus recursos pelos próximos 30 anos. A sua decadência regional será ainda mais intensa.

Segundo recente estudo do economista Marcio Pochmann, mantida a atual política de corte neoliberal, o PIB per capita de São Paulo cairá da terceira posição no ranking nacional para 11º lugar até 2012, com efeitos dramáticos sobre o emprego e a renda dos paulistas. Já uma minoria parasitária, que vive dos juros dos títulos da dívida pública, terá maiores privilégios. O número de famílias ricas em São Paulo saltou de 191 mil para 674 mil nas duas últimas décadas - pulou de 37,8% para 58% do total de famílias abastadas no Brasil. "Grande parte da elite paulista encontra-se submersa no pacto neoliberal, enquanto beneficiária da financeirização. A riqueza não é mais distribuída entre os vários elos da cadeia de produção. Ela fica concentrada nas famílias de banqueiros e nas pessoas que as rodeiam", garante o renomado economista.

Expoente ultraliberal

Esta breve e deprimente história revela as duas marcas principais da orientação econômica do governador Geraldo Alckmin, agora candidato à presidência da República. Por um lado, o brutal arrocho fiscal, com a redução dos investimentos estatais visando explicitamente saciar a gula dos credores da dívida. Por outro, a criminosa política de privatização do patrimônio público também com a obsessão de transferir renda aos círculos financeiros. Não é para menos que logo no anúncio da sua candidatura, ele fez questão de afirmar que um dos motes da sua campanha será o da tal "eficiência econômica", com a diminuição do papel do Estado e o estimulo ao mercado. Em síntese, ele representará o ultraliberalismo na batalha sucessória.

No caso de São Paulo, essa orientação econômica teve efeitos trágicos. O Estado virou um inferno para os trabalhadores e um paraíso para as corporações financeiras. A burguesia paulista é hoje a expressão maior do rentismo e do parasitismo. Não tem qualquer projeto de desenvolvimento nacional; ela vive de renda e esbanja opulência. Isto explica porque ela ficou tão animada com a decisão tucana. "Só recebo elogios da administração Alckmin", exaltou Armando Monteiro, presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). "Se o programa de governo de São Paulo for ampliado para o Brasil será muito positivo", festejou o camaleão Paulo Skaf, presidente da poderosa Fiesp. Ou seja: os campos já estão demarcados.

Receituário neoliberal

O receituário neoliberal implantado pelo PSDB em São Paulo, que já dura quase 12 anos, resultou numa regressão social sem precedentes na história da mais importante unidade federativa do Brasil. O violento ajuste fiscal e o criminoso processo de privatização do patrimônio publico entravaram o desenvolvimento do Estado, causando a elevação das taxas de desemprego, a drástica redução de gastos nas áreas sociais, o aumento da miséria e da violência. Na disputa presidencial de outubro, o bloco liberal-conservador tentará uma vingança histórica, retomando e radicalizando seu projeto em escala nacional. A vitória do direitista Geraldo Alckmin na briga interna do PSDB evidencia essa disposição de endurecer na lógica ultraliberal.

Conforme constata o economista Marcio Pochmann, em decorrência desta lógica, "São Paulo se tornou o maior Estado em número de pobres do país. Esta situação encontra-se diretamente ligada à perda dos bons empregos, que são industriais. Em 1968, ele chegou a ter 51% da ocupação industrial do Brasil. Em 2003, já representava apenas 28,5%". O estímulo ao capital financeiro, em detrimento da produção, cobrou alto preço dos paulistas. Em 1980, por exemplo, 44,5% da renda do Estado provinha do trabalho; em 2003, o índice despencou para 30%. São Paulo passou a ostentar taxas alarmantes de desemprego e informalidade. De Estado que atraia imigrantes para o trabalho, tornou-se cemitério de empregos. A miséria se espraiou!

Rolo compressor

Diante da acelerada degradação social, o governador Geraldo Alckmin se mostrou totalmente insensível aos dramas da população. O apelido de "picolé de chuchu" cabe bem para expressar seu desdém frente às demandas sociais. Ele sempre pautou seu governo por defender abertamente os interesses das corporações empresariais, do agronegócios e dos círculos financeiros - daí o entusiasmo desta elite parasitária com o anúncio de sua candidatura. Para gerar receitas em favor dos rentistas, Alckmin efetuou drásticos cortes nos gastos públicos e arrochou os salários dos servidores - a maioria congelada há mais de dez anos. A degradação dos serviços sociais básicos e a regressão do trabalho são marcas fortes do governo tucano.

Na área da educação, ele extinguiu os Centros de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (Cefams); desprezou as escolas técnicas e as universidades estaduais; destruiu o ensino fundamental e repassou para os municípios, sobrecarregando as prefeituras; reduziu o quadro de professores; e rebaixou brutalmente o nível do ensino - alunos são aprovados sem qualquer critério, salas de aula vivem abarrotadas e as escolas estão sucateadas. Segundo Maria Izabel Noronha, dirigente do sindicato dos professores (Apeoesp), esta orientação foi imposta "de forma absolutamente prepotente e autoritária, sem qualquer tipo de diálogo ou consulta ao magistério e aos demais segmentos da comunidade escolar".
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa acabou descobrindo os motivos obscuros desta prática gerencial de rolo compressor. Segundo apurou, o governo do PSDB desviou cerca de R$ 5 bilhões das verbas destinadas à educação, desrespeitando a Lei de Diretrizes da Educação. "Entre as 14 irregularidades apontadas pela CPI estão o desvio de R$ 340 milhões para o pagamento de despesas do Jardim Zoológico e para outras atividades de turismo, aplicação diária de R$ 300 milhões no mercado financeiro e o desvio de R$ 2 bilhões para o sistema previdenciário", denuncia Maria Izabel. De 1995 a 2000, o governo demitiu 47 mil professores e reduziu em um milhão o número de alunos matriculados.

Já na saúde, houve contingenciamento de verbas; diversas cidades ficaram sem o apoio do Estado para a implantação do SUS; é crônica a falta de medicamentos e profissionais especializados; os equipamentos estão destruídos e houve o desmonte de vários hospitais - como no escândalo do Hospital das Clínicas. O médico e deputado Jamil Murad (PCdoB) não vacila em acusar "o pouco compromisso do PSDB com a saúde como responsável por epidemias de sarampo, dengue, hantavírus e leishmaniose. A tuberculose está estacionada em índices altíssimos e há incidência de hanseníase. São doenças que já poderiam estar controladas ou até mesmo erradicadas, mas que continuam afligindo a população. A política do PSDB para o setor preocupa-se muito mais com o marketing do que com as necessidades do povo".

Violência alarmante

Na segurança pública, o cenário é alarmante, com a crescente terceirização das penitenciárias, o aumento da criminalidade e o terror da Febem. Segundo a própria Secretaria de Segurança, ocorrem 45 seqüestros relâmpagos por mês e em 2003 foram registradas 200 rebeliões na horripilante Febem. Para o deputado Vanderlei Siraque (PT), o governo tucano rejeita as políticas preventivas de segurança e abusa do recurso da violência. Em 2003, por exemplo, a Polícia Militar assassinou 868 pessoas. "Apesar dos altos recursos do setor, a violência é crescente. Fica claro que a política de segurança baseada na repressão é ineficaz", afirma. Na São Paulo do PSDB aumenta o número de presídios para pobres e das fortalezas para as elites. "Só a capital compromete R$ 8 bilhões em segurança privada e pública. São mais de 550 mil empregados em segurança e vigilância", comenta o economista Marcio Pochmann.

No setor de habitação, o governo Alckmin sequer cumpre a lei 9142 que destina 10% do orçamento para mutirões e cooperativas e nem investiu os R$ 600 milhões disponíveis para moradias populares. No ano passado, 20 mil casas deixaram de ser construídas. Quanto à infra-estrutura para o desenvolvimento do Estado, os dados oficiais das secretarias confirmam o futuro sombrio: quase nada para ampliação da rede ferroviária, privatização das novas linhas do Metrô e quase zero na geração de energia elétrica. Não é para menos que os dois piores apagões da história brasileira (março de 1999 e janeiro de 2002) começaram em São Paulo, gerando prejuízos de R$ 6 bilhões à economia paulista e milhares de demissões.

Por fim, na área de saneamento o governo tucano sequer reinveste os dividendos obtidos no setor. Só em 2003, a Sabesp repassou para o tesouro R$ 504 milhões, sem obter qualquer contrapartida. Desde o início do reinado do PSDB até junho do ano passado, esses repasses surrupiaram do saneamento R$ 4,7 bilhões em valores atualizados. O resultado é a pior crise de abastecimento de água da região metropolitana em toda história da Sabesp e a crise crônica do sistema de meio ambiente - obrigado a se auto-sustentar e a se desvirtuar das suas finalidades básicas. Segundo o deputado Nivaldo Santana (PCdoB), ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente (Sintaema), "os tucanos renegaram a área do saneamento ambiental, causando ainda maiores sofrimentos para a população".