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21 de out. de 2009

Gripe suína avança no hemisfério norte

Por Luiz Carlos Azenha - 20.10.09

Texto: Conceição Lemes

No final de junho, julho e agosto, boa parte da mídia corporativa brasileira aterrorizou a população com a influenza A (H1N1), a gripe suína. Um desvario. Por trás, um objetivo torpe: fazer política com notícias de notícias sobre saúde.

No afã de desacreditar o plano do Ministério da Saúde para a nova gripe e atingir o governo federal, valeu tudo. Até invocar o pequeno número de casos e ouso generalizado do Tamiflu no Reino Unido, para fazer crer que a situação aqui estava fora de controle e a conduta, equivocada.

De nada adiantavam as explicações de que, no hemisfério norte, o vírus A (H1N1) começou a se espalhar no verão, quando há menos doenças respiratórias. Logo, era natural que a incidência de gripe, comum ou suína, fosse menor nesses países. Já no hemisfério sul, incluindo Brasil, a disseminação se deu em pleno inverno e o impacto, obviamente, seria maior. Afinal, nos meses frios, no mundo inteiro, aumentam as doenças respiratórias, entre as quais as gripes.

Pois boletins divulgados nos últimos dias pelo Centro Europeu de Controle de Doenças e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram o que já era previsto. Com o aumento das temperaturas no hemisfério sul, se observa em alguns países – inclusive no Brasil – a queda na transmissão de gripe suína. Já no hemisfério norte, com a proximidade do inverno, ocorre o inverso.

Atentem para este mapa da OMS. É o retrato mais recente da tendência das doenças respiratórias no mundo.

gripe_su__na____mapa.jpg

As áreas em azulão são onde os casos de gripe suína já estão aumentando. Por exemplo, Estados Unidos, Canadá, México, Reino Unido e Espanha. Fazendo fronteira com o Brasil ao norte, a Colômbia.

Em azul um pouco mais claro estão as áreas onde a situação permanece inalterada em relação à semana anterior. Grande parte do Chile se encaixa aí. Já nas regiões em azul claro – por exemplo, Brasil, Bolívia, Peru e Venezuela –, os casos estão diminuindo.

No Brasil, especificamente, o número de casos graves causados pela nova gripe caiu 97,3%. Passou de 2.828 registros (8 de agosto) para 78 (10 de outubro), segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado nessa segunda-feira. E, do início da pandemia a 10 de outubro, 1.368 pessoas morreram; 135 eram gestantes.

Como a atualização dos dados de alguns países não está sendo feita de forma uniforme, o Ministério da Saúde teve de interromper a comparação de óbitos do Brasil em relação ao restante do mundo. Mas, supondo que todos estivessem adotando os mesmos critérios para mortalidade, teríamos, com os dados disponíveis hoje, o cenário abaixo. Lembrem-se de que a taxa de mortalidade considera o número de óbitos por 100 mil habitantes.

Gripe_Su__na____tabela.jpg

O Brasil, que ocupava o quinto país em taxa de mortalidade, subiu para quarto. No Reino Unido, o número de óbitos foi de 86 para 106. Em conseqüência, a taxa de mortalidade foi de 0,11 para 0, 17.

Mas o que mais chamam a atenção são estas duas situações:

1) Os Estados Unidos, um dos países com maior número de casos, não atualizam os dados desde 5 de setembro. Na mesma época, mudaram o critério de classificação de mortes. Em 30 de agosto, o país zerou as estatísticas. Desde então, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, o CDC de Atlanta, contabiliza os óbitos causados não apenas pelo vírus da gripe suína, mas também as mortes associadas a qualquer tipo de influenza, mais a combinação pneumonia+influenza. Pela nova definição de caso adotada pelo governo americano, de 30 de agosto a 3 de outubro, houve 240 mortes associadas a qualquer tipo de influenza mais 1.544 mortes por pneumonia e influenza. As informações estão no site do CDC

2) Curiosamente o México tem a mesma taxa de mortalidade que o Canadá. Considerando que a pandemia começou lá e o seu sistema público de saúde é precaríssimo, ao contrário do canadense, essa taxa de mortalidade é, no mínimo, estranha.

A propósito: quais seriam as manchetes da nossa mídia se um desses lances tivesse acontecido no Brasil?

4 de ago. de 2009

Gripe suína - Tamiflu causou efeitos colaterais e até pesadelos em crianças, diz estudo

Tamiflu

Grã-Bretanha deixou de usar Tamiflu para prevenção da gripe suína

Dois estudos divulgados na quinta-feira com crianças britânicas mostraram que mais da metade das que tomaram Tamiflu, o remédio indicado para prevenção e tratamento da gripe suína, sofreram de efeitos colaterais, como náusea, dores, insônia e até pesadelos.

Os estudos foram conduzidos por especialistas da Agência de Proteção de Saúde (HPA, na sigla em inglês) da Grã-Bretanha e publicadas no site da revista científica Eurosurveillance.

Em um dos estudos, os dados foram levantados em uma escola no sudoeste da Inglaterra. As crianças – de 11 e 12 anos de idade – começaram a tomar a medicação depois que alguns colegas foram diagnosticados com gripe suína.

Os pesquisadores investigaram dados de 248 crianças que tomaram o remédio apenas para prevenção da doença.

'Comportamento estranho'

"Cinquenta e um por cento tiveram sintomas como náusea (31,2%), dor de cabeça (24,3%) e dor de barriga (21,1%). Apesar de algumas crianças estarem doentes com algum tipo de sintoma parecido com os da gripe, nenhuma estava infectada com o vírus A (H1N1)", diz o estudo.

Segundo a pesquisa, 77% das crianças fizeram o tratamento completo com Tamiflu e 91% usaram o remédio por pelo menos sete dias seguidos.

Os cientistas disseram que os efeitos pesquisados são comuns e que "o desconforto dos efeitos colaterais precisa ser considerado" pelos pais que dão o Tamiflu para seus filhos como forma de prevenção.

Outro estudo do HPA em três escolas de Londres, também publicado no Eurosurveillance, com 103 crianças mostrou que 85 delas tomaram a medicação para se prevenir, depois que um colega de aula foi diagnosticado com a gripe. Uma das escolas chegou a ficar fechada por dez dias.

Dos 85, 45 sofreram pelo menos um dos efeitos colaterais. Os mais comuns foram náusea (29%), dores estomacais ou cãibras (20%) e problemas de sono (12%), como insônia e pesadelos.

Dezoito por cento sofreram efeitos neuropsiquiátricos, como falta de concentração, sensação de confusão, pesadelos e "comportamentos estranhos".

O estudo foi conduzido em abril e maio, antes de o governo britânico parar de indicar o Tamiflu para prevenção. Atualmente o remédio é usado apenas para tratamento de pessoas já infectadas ou com suspeita.

Fonte: BBC Brasil

Postado em 31.07.09 - Atualizado em 04.08.09

Gripe Suína - Influenza - H1N1 - O medo é arma nas mãos "deles"

A mentira da gripe suína

Recomendo vivamente que você assista a este vídeo e o repasse a seus amigos e familiares.

Não deixemos que o medo imposto pela elite nos domine. Assista e reflita.

Temos que agradecer ao Brivaldo, de Recife*, leitor do blog Cidadania.com, que descobriu esse importante documento. Bendita seja a internet.

Vá para o site do Planeta Ígnis e assista ao vídeo

Postado por RLocatelli Digital - 03.08.09

H1N1 - Gripe Suína/ Outros vírus - Influenza - PARA MINISTRO, É UM "DISPARATE" ADIAR AULAS

Temporão (Saúde) afirma que a recomendação para prevenir a gripe suína é manter em casa só crianças e funcionários com sintomas da doença

5 Estados prorrogaram férias escolares para tentar conter pandemia; próprio ministério havia transferido aos Estados decisão de adiar ou não aulas

Foto: Caio Guatelli

Guilherme Germano, que teve as aulas suspensas, usa o computador para atividades on-line

DA SUCURSAL DO RIO
DA REPORTAGEM LOCAL
DA AGÊNCIA FOLHA 04/08/09

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem considerar um "disparate" alunos sadios terem o início das aulas adiado por conta da gripe suína. Segundo ele, a recomendação do ministério é que devem ficar em casa apenas as crianças e funcionários com sintomas como febre e tosse.
"Quem não tem sintoma não tem que ficar em casa. Seria um disparate total", disse ontem em evento no Rio. Os governos de São Paulo, Rio, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas prorrogaram as férias escolares.
A decisão foi tomada após o próprio ministério divulgar nota, na semana passada, em que transferia aos Estados a decisão de adiar ou não o início das aulas como estratégia para conter a disseminação do vírus.
Em vários Estados, as aulas foram adiadas para o dia 17. O secretário da Saúde de SP, Luiz Roberto Barradas Barata, argumentou que, a partir desta data, a temperatura estará mais
amena e já terá passado o prazo que costuma durar uma epidemia de gripe (cerca de oito semanas). Ele não comentou a declaração do ministro.
O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirmou que as aulas foram adiadas com base na opinião de um comitê de especialistas. Já o governador Aécio Neves (Minas) diz que "foi uma medida preventiva" e que o Estado está "atento, mas não alarmado".

Exagero
Além da rede pública, várias escolas particulares e universidades também prorrogaram as férias. Eitan Berezin, presidente do departamento científico de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, acha que houve um certo exagero. "Até os adolescentes do ensino médio poderiam ter aulas", diz.
Berezin, porém, diz que a recomendação em relação às crianças é válida. "É uma medida importante para creches e escolas com crianças menores, porque elas se beijam e abraçam mais, têm mais contato."
O infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, participou da reunião em SP que definiu pelo adiamento das aulas. Segundo ele, a decisão foi acertada, já que dados recentes mostram que a transmissão do vírus por crianças é o dobro da por adultos.
Esper Kallas, infectologista da USP, diz que o efeito da medida será pequeno, já que existem outras formas de aglomeração, como cinema e shopping, que não são evitadas.
Mas, em São Paulo, algumas das escolas que decidiram não suspender as aulas enfrentaram a resistência de pais.
Na Agostiniano Mendel (zona leste de SP), pais foram à diretoria pedir a suspensão das atividades, que recomeçaram ontem. Os alunos foram informados que, nesta semana, haverá revisão de conteúdo, com presença obrigatória. Procurada, a escola não se manifestou.
No Liceu Pasteur (zona sul), os alunos afirmam que metade dos estudantes faltou, já que a presença não é obrigatória. "Liguei para a escola para saber se vão se responsabilizar se algum aluno ficar doente", diz a acupunturista Leila de Castro, 39, mãe de Giovanna, 15.
Temporão criticou previsões de expansão da doença. "Existem os futurólogos do caos que escrevem um monte de besteira. Saiu na imprensa que nós teríamos milhões de casos, [projeção] em cima do modelo matemático feito para um vírus diferente de uma doença que não existiu. Chega a ser patético."

3 de ago. de 2009

A(s) Gripe(s) e as escolas - As versões de cientistas (fato), da imprensa e dos governos de São Paulo

Gripe suína: um balanço


Por Azenha - 02.08.09

Texto: Conceição Lemes

O Ministério da Saúde (MS) reúne nesta segunda-feira, em Brasília, especialistas de todo o país e do exterior para debater a influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína.

O objetivo é fazer um balanço das medidas já adotadas e definir os próximos passos diante do quadro da nova gripe no país e no mundo. Consequentemente traçar recomendações para prevenção, atendimento, diagnóstico, assistência, produção e distribuição de medicamentos e vacinas.

INFLUENZA A VERSUS GRIPE COMUM


No Brasil, entre 25 de abril e 25 de julho, foram notificados 10.623 de casos com suspeita de gripe. Do total, 1.958 (18,4%) tiveram diagnóstico confirmado de influenza A e 669 (6,3%) de gripe sazonal, a gripe comum. As mulheres (56,9%) são mais afetadas pela gripe suína do que os homens (43,1%).

O detalhamento dos dados reforça uma evidência já revelada em boletins anteriores do Ministério da Saúde:

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Menina de 15 anos morre de parada cardíaca e TV Globo associa à Gripe Suína
Por Carlinhos de Medeiros - 02.08.09

Morte durante o voo
Jaqueline Ruas,
15 anos, morreu na madrugada deste domingo (2) de parada cardíaca durante um voo procedente de Orlando, Estados Unidos, com destino a Guarulhos, São Paulo, e a TV Globo tenta associar o fato a uma possível contaminação por vírus H1N1.

A adolescente foi atendida por dois médicos que estavam à bordo da aeronave, mas infelizmente ao aterrisar
no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), já chegou sem vida [...]


Segundo a TV Globo, a assessoria responsável pelo passeio turístico à Disney informou que e garota havia passado mal assim que chegou aos EUA, com sintomas da gripe suína, “como náuseas”, mas ao ser encaminhado ao Celebration Hospital para exames verificou-se que ela não estava cotaminada com a gripe.

Isso é que é jornalismo científico. Vamos aos fatos: A menina passou mal ao chegar a Orlando, sentindo náuseas, que segundo a TV Globo são sintomas da gripe suína. Não tenho conhecimentos médicos, mas a meu ver, é muito mais provável que náuseas tenha a ver com problemas cardiácos do que com gripe, seja ela suina ou não.

E tem mais, ao ser examinada constatou-se que ela não estava com a gripe, será? Não seria melhor fazer uma autopsia para verificar se realmente ela não foi fulminada por uma parada cardiorespiratória em decorrência de uma gripe suína? É uma hipótese bem ao estilo de Kamel...

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Esta é a mensagem do site da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo do Sr. Kassab



Retorno às aulas é adiado para 17 de agosto

Creches entram em recesso a partir do dia 3

A Prefeitura Municipal de São Paulo informa que, acatando a recomendação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, divulgada nesta terça-feira (28), o retorno às aulas fica adiado para o próximo dia 17 de agosto nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) e Educação de Jovens e Adultos (EJA e CIEJA).

Os Centros de Educação Infantil (CEIs), que não têm recesso em julho, também terão suas atividades suspensas até o dia 17, mas ficarão abertos até sexta-feira, dia 31, para atender e orientar os pais. Os funcionários administrativos das escolas e professores de toda a rede também entram em recesso.

As atividades externas dos CEUS serão mantidas, ficando fechadas apenas as salas de aula e os teatros.

As medidas foram tomadas após a Secretaria de Estado da Saúde analisar as recomendações e avaliações da Organização Mundial da Saúde (OMS) a respeito da propagação da gripe A/H1N1 e dos recorrentes relatos sobre o aumento do número de crianças e adolescentes atendidas nos pronto-socorros paulistas devido a problemas respiratórios. Veja a portaria
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Atualizado 19:30
Leia mais no site do Paulo Henrique Amorim:

Jornal transforma morte de brasileira numa crise suína mundial

Gripe Suína: made in TV Globo

27 de jul. de 2009

H1N1 - Gripe suína: mãe da menina de 11 anos, de Osasco, acusa governo de São Paulo

Em abril, o secretário disse que São Paulo estava preparada para enfrentar a doença, mas o que quiseram fazer assim que houve a primeira vítima foi se eximir das responsabilidades, minimizar, e dar a entender que se tratava de uma fatalidade. Para eles, os pacientes que estão morrendo tinham outros problemas de saúde. A minha filha, eu posso afirmar que não.

Do Estadão

”Governo quis justificar negligência”

Nilce Paula Laguna: mãe da menina de 11 anos, primeira a morrer de gripe suína no Estado; Dona de casa diz que filha não tinha problemas de saúde e acusa secretário de Estado de mentir sobre o caso para encobrir erros

Luísa Alcalde, JORNAL DA TARDE

Nilce Paula Laguna, mãe da menina de 11 anos - a primeira a morrer em decorrência da gripe suína no Estado -, diz que a filha era saudável, nunca teve qualquer deficiência imunológica e nem contraiu hantavírus, como o governo estadual informou na ocasião. No início do mês, em menos de cinco horas, a garota morreu por septicemia (infecção generalizada), causada pela bactéria pneumococo, em Osasco.

A dona de casa também contesta declarações do Secretário Estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas, de que a criança não tinha apresentado inicialmente sintomas da nova gripe quando foi internada.

A assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde informou que Barradas não havia relacionado a morte ao hantavírus e sim havia dito que “estava havendo uma investigação sobre essa hipótese e que se acreditava que ela poderia ter tido essa doença na infância”. Ainda segundo o governo, o secretário deu as informações com base no prontuário médico da menina.

A sua filha tinha a saúde debilitada por ter contraído o hantavírus quatro anos antes?

Ela era sadia. Nunca teve hantavírus. Tenho o exame do (instituto) Adolfo Lutz para comprovar. Não sei de onde o governo tirou isso. O secretário disse que essa deficiência no sistema imunológico justificaria a morte da minha filha, o que é um absurdo. Fiquei profundamente irritada quando ouvi isso porque sabia que era mentira. Mas naquele momento não podia reagir porque a minha família estava hospitalizada. O governo quis criar um problema para justificar a falta de preparo dos médicos em diagnosticar a doença e do próprio Estado. Em abril, o secretário disse que São Paulo estava preparada para enfrentar a doença, mas o que quiseram fazer assim que houve a primeira vítima foi se eximir das responsabilidades, minimizar, e dar a entender que se tratava de uma fatalidade. Para eles, os pacientes que estão morrendo tinham outros problemas de saúde. A minha filha, eu posso afirmar que não.

A senhora pretende tomar providências legais?

Eu ainda estou estudando essas possibilidades. Mas o secretário me ofendeu e falou mentiras sobre o estado de saúde dela. Atropelou a ética médica. Agora, o que quero é esclarecer que ela era sadia. Amiguinhas dela ainda me procuram perguntando que doença ela tinha que fez com que morresse.

Que sintomas ela tinha ao chegar ao hospital?

Também não é verdade o que o secretário disse sobre ela chegar ao hospital sem sintomas de gripe. No prontuário está escrito que ela apresentava dores no corpo, vômito. Eu, que sou leiga, não tinha obrigação de suspeitar dessa gripe, embora já tivesse ouvido falar. Mas os médicos, sim. E em nenhum momento eles cogitaram essa possibilidade. Sequer nos perguntaram se tínhamos viajado para fora do País ou se tínhamos tido contato com estrangeiros. É um direito meu desconfiar de negligência.

Por Nassif - 27.06.09

26 de jul. de 2009

Que vergonha, "proféssor"

Por Azenha - 26.07.09

Caro "proféssor":

Acho que até você já se deu conta de que a Folha perdeu o rumo, né não?

Alguns leitores te subestimam.

Gostei da sua sugestão no caso da ficha falsa da Dilma, que a Folha publicou sem checar:

"No caso Memogate, que citei domingo passado, a rede de TV CBS constituiu comissão independente para apurar o que houve. Seu relatório foi divulgado publicamente e dele resultaram ampla revisão de procedimentos internos da Redação, a demissão de uma produtora e um pedido de desculpas da emissora à audiência. Sugiro à Folha fazer algo similar."

Se a Folha tivesse seguido a sugestão, quem seria demitido?

Acho que não dá para demitir o Otavinho, concorda?

Essa de titular a crítica à reportagem alarmista sobre a gripe suína de "No limite da irresponsabilidade", então, foi ótima.

Pelo que está dito no título e pelo que pode ser inferido a partir dele. Quem foi o tucano que agiu no "limite da irresponsabilidade"?

Pois é, o Otavinho levou o jornal para a zona do perigo e pelo jeito quer que o mundo se exploda.

A pior de todas, sem dúvida, foi a chamada de capa, acima da dobra, para as acusações sem provas do Daniel Dantas, não acha?

Como notou um leitor do Paulo Henrique Amorim, a primeira pergunta que o repórter da Folha fez ao Daniel Dantas foi abjeta...

Ele simplesmente deu uma levantada de bola espetacular para o banqueiro.

Compreendo que a Folha tem de pagar as contas, mas assim?

Que vergonha, proféssor.

abs

do Azenha

Temporão, a gripe suína e a mídia (irresponsável)

Por Azenha - 26.07.09

"se começar a embarcar na onda terrorista da mídia corporativa ... Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade."

Texto: Conceição Lemes

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, concedeu ontem uma longa entrevista sobre influenza A,ou gripe A, popularmente conhecida como gripe suína, à EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Foi durante o programa Bom Dia, Ministro.

"Esse é um momento, onde a imprensa, a TV e os jornais tem grande responsabilidade de informar, educar, orientar a população", alertou Temporão. "É para que gente não crie um clima de insegurança ou de medo, que não são bons conselheiros."

Durante 59m e 42s, Temporão respondeu as dúvidas de âncoras de emissoras de rádio do Brasil inteiro.

Eis alguns trechos:

Comportamento da doença: Embora seja uma nova doença, que traz dúvidas, interrogações e insegurança, o seu comportamento na prática tem semelhanças muito grandes com da gripe comum. Seja do ponto de vista dos sinais, dos sintomas da letalidade, do tratamento e das medidas de prevenção.


Grupos de risco: São em geral crianças muito pequenas, idosos, mulheres grávidas, pessoas que tem principalmente doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, bronquite, enfisema, asma. Também pessoas que se tratam de doenças que reduzem a imunidade do organismo, como câncer, pessoas que fazem quimioterapia ou que fizeram transplantes de órgãos, e por isso estão tomando medicamentos para evitar a rejeição.

Medicamentos: Só a partir do dia 8 de julho é que nós declaramos que o vírus circulava livremente no Brasil. Até então nós tínhamos um número pequeno de casos e um número muito pequeno de óbitos. Esse começo é o que eu chamo de fase um. Foi a fase de contenção de impedir que o vírus circulasse no Brasil. E nós obtivemos grande sucesso, afinal de contas durante 80 dias impedimos a circulação do vírus. Agora, nós estamos distribuindo 50 mil tratamentos. Em nenhum momento faltou medicamentos. E não faltará, porque nós temos nove milhões de tratamentos estocados na Fundação Oswaldo Cruz, prontos para serem distribuídos.

Estados do Sul: A grande preocupação nesse momento é evidentemente com a situação dos estados do Sul, onde as baixas temperaturas durante essa época do ano facilitam muito a propagação das doenças respiratórias, entre elas essa nova virose. Essa preocupação também se estende a São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais. A situação nos estados da região Centro-Oeste, Nordeste e Norte é bastante distinta, até pelas especificidades climáticas que ajudam um pouco. Isso não quer dizer que a doença não possa contaminar um grupo de pessoas dessas regiões.

Medicamento na farmácia: Em nenhum momento houve uma solicitação formal ou uma determinação do Ministério da Saúde de que o laboratório retirasse o produto das farmácias. Isso não aconteceu. Entretanto, do ponto de vista prático, imagino que há uma gigantesca demanda mundial por esse medicamento e o laboratório está tentando atender todos os pedidos. Assim, o medicamento não é encontrado hoje nas farmácias.

Outro aspecto. O fato do medicamento não estar disponível nas farmácias é extremamente positivo, e vou te explicar por quê. Numa situação como essa, mesmo que exigíssemos que o medicamento fosse prescrito por um médico, ou seja, houvesse exigência de receita médica para a venda, a cultura da automedicação é muito forte no Brasil. O que levaria a uma corrida das pessoas às farmácias na falsa ilusão de que comprando o remédio estariam se protegendo de alguma forma. Nós teríamos pessoas tomando medicamento sem indicação, automedicando-se, e ficando gravemente doentes por efeitos colaterais do remédio. O remédio não é isento de efeitos colaterais. E o mais grave é que quanto mais você coloca o vírus em contato com o medicamento maior a probabilidade de que esse vírus sofra uma mutação e apresente resistência ao remédio. E, aí, tem uma questão muito grave que é a seguinte: nesse momento em que não temos ainda uma vacina, a única arma contra essa doença é apenas esse remédio. Se o vírus desenvolve resistência a esse medicamento, nós ficaríamos numa situação dramática, crítica.

Prevenção: Existem medidas de prevenção que ajudam a nos proteger. O vírus está dentro das pessoas. Então, quando a pessoa tosse ou espirra, ela projeta microgotículas no ambiente, e dentro destas microgotículas está o vírus. Se você estiver perto, bem perto desta pessoa, você pode inspirar essas microgotículas. Mas elas podem também se depositar sobre superfícies. Existem estudos mostrando que o vírus sobrevive nessas situações entre 24 a 72 horas. Ora, é muito comum, muito provável que você toque algumas dessas superfícies. Então, a medida mais importante é lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia. A segunda, para as pessoas que estão resfriadas ou gripadas, é o uso do lenço descartável ao tossir e espirrar, cobrindo o nariz e a boca. A terceira medida é não compartilhar alimentos, copos, talheres, pratos, objetos de uso comum. E, uma quarta medida, tentar estar em ambientes arejados.


Exames laboratoriais: Em num primeiro momento, o Brasil se preparou para impedir que o vírus entrasse e circulasse. Nós conseguimos isso durante 80 dias. Nessa etapa, era muito importante que em todos os casos suspeitos fosse feito exame laboratorial, porque havia necessidade da certeza de que aquele caso era ou não causado pela nova gripe. Era um trabalho obsessivo de rastreamento de todos os contatos. Mas quando nós percebemos que em um caso de São Paulo não foi possível estabelecer um vínculo entre o caso confirmado e alguém que tinha vindo de fora, deixou de fazer sentido o exame diagnóstico de certeza em todos os casos. A própria Organização Mundial de Saúde orienta os países dessa forma. Na atual fase, o teste deve ser feito apenas em duas situações. Primeira: o Brasil tem uma rede de 68 centros de referência, que colhe material das pessoas com síndrome gripal. Para que isso? Para que a gente possa estar monitorando se o vírus está circulando e aonde ele está circulando. Segunda: todos os casos graves e todos os casos que forem a óbito terão material colhido e o exame de certeza ser realizado. Por quê? Porque nós temos que monitorar as características do vírus, se ele está ficando mais grave ou se em alguns casos estão aparecendo de maneira diferente.

Exame versus tratamento: Não há nenhuma relação entre o exame de confirmação -- se a pessoa tem o vírus da gripe sazonal ou o da nova gripe -- do ponto de vista de diagnóstico, clínico ou de tratamento. Ou seja, eu não preciso ter a certeza de diagnóstico para atender a pessoa, fazer o diagnóstico clínico -- que é por sinais e sintomas -- e tratar adequadamente, porque o mesmo remédio que eu uso para tratar a gripe sazonal, eu uso para tratar a nova gripe. Então, eu chego a um médico com um quadro de gripe hoje. Para ele não tem mais importância se é uma gripe comum ou se é uma nova gripe. É uma gripe. Ele vai avaliar e vai ver se você está dentro do critério de grupo de risco, vai ver se você está com uma gripe branda que vai se resolver sozinha, vai te orientar a ficar em casa, repousando, não ir trabalhar, não ir à escola, porque você estaria passando a gripe comum ou a outra para outras pessoas. Se a pessoa está num quadro um pouco mais grave ou se enquadra no grupo de risco, vai tomar um medicamento específico. Então, é por esse motivo que nesse momento em nenhum país do mundo se faz mais o exame laboratorial para todos os casos.

Comportamento do vírus: A própria Organização Mundial de Saúde recentemente declarou que não há nenhuma percepção de que há mudança de comportamento de vírus ou da sua estrutura. Ou seja, o vírus se mantém estável; ele não sofreu nenhuma mutação e tem uma letalidade bastante semelhante à da gripe comum.

Sintomas e orientações: O principal deles é febre acima de 38 graus. O segundo é tosse, que pode vir acompanhado também de dor de garganta, dores musculares, dores nas articulações e dificuldade respiratória ou cansaço pra respirar. Então, se você tem qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar um serviço de saúde, não procurar um hospital. A rede de hospitais -- nós temos cerca de 900 leitos equipados pra atender os casos mais graves -- deve atender os casos que necessitam de internação, os casos mais graves. Se a pessoa tem os sintomas, ela deve procurar, o seu médico do plano de saúde. Se ela usa o Sistema Único de Saúde, o serviço que ela usa normalmente. Procure a equipe de Saúde da Família, o centro de saúde, o posto de saúde, o ambulatório, a policlínica ou a unidade de pronto-atendimento 24 horas.

Vacina: Algumas pessoas que perguntam 'cadê a vacina? ' O problema é o seguinte: neste momento, ainda não existe uma vacina. O processo de produção de uma vacina contra a gripe demora entre quatro a seis meses, pelo menos. Ela tem que ser testada em pessoas. Porque podem surgir efeitos colaterais inesperados. Ela pode não proteger adequadamente. Então, nós temos que ter segurança total de que a nova vacina vai proteger e não causar mais complicações. Qual é a expectativa? Entre outubro e novembro, é provável que já existam algumas vacinas que estariam sendo utilizadas pelos países do Hemisfério Norte, porque lá vai está começando o inverno. O Brasil está fazendo o quê? Estamos em contato com todos os laboratórios que estão trabalhando para ter uma vacina, já estamos perguntando o preço e ofertas de doses. E o Instituto Butantan, em São Paulo, tem capacidade industrial e tecnologia pata fazer a vacina e, com certeza, será um dos laboratórios que vai fazer. O Brasil terá essa vacina para proteger a população no ano que vem.

Se quiser ouvir a entrevista do Ministério Temporão na íntegra, o áudio está aqui.

A todos, recomendamos este vídeo.

Se começar a embarcar na onda terrorista da mídia corporativa, leia ou releia 'Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade.'

Se ainda tiver alguma dúvida sobre a nova gripe, deixa-a em comentários. Um técnico do Ministério da Saúde irá respondê-las.

23 de jul. de 2009

'Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade’

Por Azenha - 22.06.09

Texto: Conceição Lemes

Domingo, 19 de julho, capa da Folha de S. Paulo:
Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses

Domingo, 19 de julho, caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo:

SC_26.jpg

Difícil o cidadão comum ler essas manchetes, e não se apavorar. Quem ainda tem na memória a epidemia midiática de febre amarela de 2008, é impossível não se indignar. Um verdadeiro crime contra a saúde pública foi cometido pela mídia corporativa. O pânico desencadeado pela combinação de má-fe e incompetência de grande parte da imprensa levou milhões de pessoas a se vacinar inutilmente e a correr riscos desnecessários devido aos efeitos colaterais. Duas morreram estupidamente.

Fazer política com notícias de saúde pode matar. E a julgar pela matéria de domingo passado sobre influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, parece que a lição não foi devidamente aprendida.

Ao descer os olhos pela reportagem descobre-se que:

Leia mais

20 de jul. de 2009

Debate: A Mídia e a Gripe Suína - Acompanhe as notícias pelo site do Ministério da Saúde

Do Site do Ministério da Saúde - Temporão afirmou que a rede pública já está estruturada para atender a população e serão reforçadas as ações de comunicação.
Confira o pronunciamento do Ministro

Influenza A (H1N1)

disque saúde 0800 61 1997
Ministério da Saúde - Esplanada dos MinistériosBloco G - Brasilia / DF
CEP: 70058-900 - Fone: 3315-2425 - contato@saude.gov.br

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Da TV Brasil - 20.07.09

Ministro da Saúde fala sobre Gripe Suína no Observatório da Imprensa

O programa Observatório da Imprensa desta terça-feira (21), às 22h40, vai debater a cobertura da mídia em relação à gripe suina. O vírus foi identificado inicialmente no México, provocando mortes. Depois disso, atingiu outros países, levando autoridades governamentais a tomarem medidas preventivas e se posicionarem em estado de alerta. No Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde, o Brasil tem, até o momento, 1.175 casos confirmados.

A imprensa tem noticiado bastante o fato, principalmente depois da descoberta da causa da doença e da possibilidade de cura. Mas será que a situação está sob controle? A mídia tem feito a sua parte? E agora, com o surgimento de pessoas contaminadas sem ter tido contato com pessoas infectadas em outros países, o que o Ministério da Saúde acha disso?

A resposta será dada pelo próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que estará ao vivo no estúdio da TV Brasil, em Brasília, para falar sobre a situação. Outras entrevistas estão sendo realizadas com correspondentes fora do país, como Caio Blinder, de Nova York, e Ariel Palacius, de Buenos Aires. Eles vão contar como está sendo feita a cobertura da gripe suína em seus países. No caso da Argentina, a preocupação é também com a contaminação dos porcos, que está deixando o país em polvorosa.

O programa vai conversar ainda com jornalistas da área de saúde, que vão discutir como a imprensa deve fazer a cobertura da doença, sem causar pânico na população.

O programa é apresentado pelo jornalista Alberto Dines e vai ao ar na terça, 21, às 22h40.

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Veja também (importante)

Entrevista com o infectologista David Uip

11 de jul. de 2009

Gripe Suína em Osasco - SP - H1N1

Data: 11/07/2009
NOTA DE ESCLARECIMENTO

Com relação ao óbito decorrente da gripe A (H1N1) ocorrida em nossa cidade, a Prefeitura de Osasco lamenta profundamente o caso e se solidariza com a família da vítima.

Nesse momento, também é importante ressaltar que se trata de um caso isolado e que não há qualquer motivo de alarde no município. Por meio da Coordenação de Vigilância Epidemiológica, a Secretaria Municipal de Saúde está tomando todas as providências necessárias para manter a doença sob controle na cidade.

Os familiares da vítima, também infectados pela doença, estão sendo constantemente monitorados, conforme protocolo do Ministério da Saúde.

Também estamos trabalhando na investigação sobre a forma como a vítima fatal e seus familiares contraíram a doença, fazendo uma busca ativa na escola e outros locais freqüentados por eles.

É importante ressaltar ainda que não existem casos confirmados, e nem suspeitos, da gripe A no bairro onde a família mora e também onde fica localizada a escola freqüentada pelas crianças.

Paralelamente, todo o sistema de saúde de Osasco está preparado para atender casos da gripe A em qualquer ponto da cidade.

A orientação para vizinhos e moradores do bairro onde reside a família é a mesma para a população em geral. Quem apresentar sintomas graves da gripe, principalmente febre alta, que não cede sob uso de antitérmicos, deve procurar qualquer unidade de saúde, onde receberá toda a orientação necessária.

Reafirmamos que não há motivos para alarde e que a rede de saúde municipal está totalmente preparada para atender esses casos.

Departamento de Comunicação Social

Telefones: (11) 3652-9456 / 3652-9520

Diretora: Emilia Cordeiro

e-mail: imprensa@osasco.sp.gov.br

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Recomendação para evitar a Gripe suína


AGINDO.
É sempre bom se prevenir...
Pedido de um amigo de pesquisas no tempo do nosso saudoso e querido Corsini, do qual fui amigo (nos anos 70) e discípulo no começo dos anos 80 em Imunologia e Genética (Unicamp), vou repassar a todos a maneira mais correta e saudável de enfrentar essa Influenza A (erroneamente chamada de gripe suína).

O melhor que vc pode fazer é reforçar o seu sistema imunológico através de uma alimentação correta e saudável, no sentido de manipular sua imunidade, preparando suas células brancas do sangue (neutrófilos) e os linfócitos (células T) as células B e células matadoras naturais. Essas células B produzem anticorpos importantes que correm para destruir os invasores estranhos, como vírus, bactérias e células de tumores. As células T controlam inúmeras atividades imunólogicas e produzem duas substâncias químicas chamadas Interferon e Interleucina, essenciais ao combate de infecções e de tumores.

Bem vamos ao que interessa, ou seja quais alimentos são importantes (estimulam a ação do sistema imunológico e potencializam seu funcionamento).

Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas vias aéreas úmidas desestimulam os vírus. Não a tome gelada, sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade. Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.

Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico. Coloque bastante cebola na sua alimentação. Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico. Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e semente de abóbora).

Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas). Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha, excelentes para o seu sistema imunológico. O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.

Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados. Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos vegetais poli-insaturados.

Importante: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental para limpar os dentes, antes da escovação.

Com esses cuidados acima e essa alimentação... os vírus nem chegarão perto de vc.

Abraços
Prof. Dr. Odair Alfredo Gomes
Faculdade de Medicina - Unaerp


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Do blog Encalhe - 11.07.09

Secretaria de Saúde de SP avisou a imprensa, antes de comunicar aos pais sobre o contágio da menina de Osaco!!

Taí algo muito esquisito.
Que a gripe suína não é mortal por si só, acho que já sabemos. As autoridades de saúde paulistas estão fazendo os esclarecimentos adequados à população. OK?
A imprensa, por sua vez, parece estar agindo corretamente, informando devidamente e desfazendo as dúvidas que porventura surjam.
PERAÍ! Que é que eu estou escrevendo? Esqueçam tudo!
Ontem nós fomos invadidos pela notícia de que a gripe suína havia feito uma vítima, a menina de Osasco, Michelle, de 11 anos. Com algum trabalho, conseguimos desencavar, debaixo de toda a tralha, que a menina morreu “COM” a gripe, e não “DE” gripe suína. Isso faz muita diferença. Principalmente, se considerarmos a torcida uniformizada do imprensalão, ávida por uma epidemia mortal e incontrolável, pois assim teriam algo para usar contra o governo do Lula.
Esse texto está ficando meio paranóico. Deixa prá lá, e vou direto ao assunto: hoje, no JT, saiu o seguinte: “Família soube de contágio pela imprensa“.
O parágrafo inicial do texto diz:
“A família de Marcelle Camila Laguna, de 11 anos, foi surpreendida pelo anúncio feito pela Secretaria Estadual de Saúde de que a morte da menina tinha relação com a gripe suína. Até a noite de ontem [ OBS: dia 10 ], os parentes não tinham sido comunicados oficialmente da causa do óbito da menina. Eles afirmam que foram negligenciados pelas autoridades estaduais ( … )”.
Aqui há duas coisas a se ponderar: parece que a Secretaria preferiu – antes de qualquer coisa, com fanfarra e tudo – alimentar a imprensa para esta, por sua vez, alimentar a histeria e a desinformação. Segundo: na parte em vermelho a informação que se dá é que os parentes não haviam sido comunicados oficialmente da causa do óbito. Aqui o jornal troca a informação pela emoção: a “negligência” alegada, as autoridades que não informaram a família. Mas há um truque, ou um desleixo: [ as autoridades ] não informaram a causa do óbito. E qual foi a causa? Não percam o rumo, levados pela emoção e revolta: não foi a gripe suína. Infelizmente, o jornal não deixa isso claro e nem pareceu fazer questão disso.
O que não muda o fato de que a Secretaria preferiu correr, primeiro, à imprensa, para finalmente informar – também – aos pais da menina. E informou errado. E a informação foi transmitida, também errada, pela imprensa.

5 de jul. de 2009

Nível de sobrevivência à gripe suína, no Brasil, está em 99,86%%

Atendendo à nossa crítica sobre a abordagem à gripe suína, o Ministério da Saúde, que já enviou dois comentários a este blog, tem divulgado os números de casos suspeitos e constatados, avisando ao final "Segundo o Ministério da Saúde, quase todos os pacientes já receberam alta ou estão em processo de recuperação".

Ou seja, a progressão do vírus está ocorrendo, temos que manter os cuidados tomados até agora, mas nada de pânico porque é altíssimo o Nível de Sobrevivência - indicador criado por este blog, para se contrapor à abordagem terrorista da imprensa, que tratou essa doença como se fosse a nova gripe espanhola, que dizimaria parcela da humanidade.

O relatório de ontem, do Ministério da Saúde, mostrava que o número de infectados, comprovados, atingiu o número de 737. Como só foi registrado 1 óbito, chega-se ao Nível de Sobrevivência no Brasil de 99,86%, como anunciado no título deste post.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, até o momento, foram registrados 77.201 casos da doença, em 120 países, com 332 mortos.

O que dá um Nível de Sobrevivência Mundial de 99,57%.

Clique aqui e leia tudo o que já publicamos sobre a Influenza A (H1N1), vulgo Gripe Suína.

Por Augusto da Fonseca - 03.07.09