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12 de jan. de 2012

No sábado, o novo “churrascão da gente diferenciada” acontece na Cracolândia

Ato deve colocar em pauta o abuso de autoridade, a questão dos direitos humanos e a intolerância da polícia


Por Sâmia Gabriela Teixeira - SPressoSP - 10.01.12
Em maio do ano passado o "churrascão da gente diferenciada", realizado em Higienópolis, reuniu cerca de 4 mil pessoas (Foto: Lino Ito Bochini)


Um grupo de internautas criou o evento que promete ser tão crítico e irônico quanto a primeira edição do “churrascão da gente diferenciada”, realizada no ano passado, no bairro de Higienópolis. O ato agora pretende discutir a situação das pessoas em situação de rua que consomem crack e a violência policial que têm sofrido e se agravado após o início da Operação Nova Luz. O churrascão mais uma vez foi organizado no Facebook e, até o final desta tarde, já havia a confirmação de mais de 830 pessoas. Quem está à frente da organização do evento é o Coletivo Dar (Desentorpecendo a Razão), grupo que tem como mote a defesa pela legalização das drogas, não com apologia ao uso, mas que defende a não proibição como uma maneira eficaz de evitar os problemas sociais que as drogas causam.


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29 de nov. de 2011

Conheça o ciclista que “tomou um dedo” na capa da Folha e veja foto inédita da cena

O músico, produtor e artista circense Guilherme, 32 anos, nasceu e foi criado na Mooca. E, diferentemente do que a Folha disse, não é estudante da USP, mas acha a discussão importante e por isso foi lá

A cena é forte. Uma senhora mostra o dedo médio para um rapaz de bicicleta, sem camisa, que parece lhe pedir calma. Foto de capa da Folha de S.Paulo da última sexta-feira (25/11), a imagem era da passeata dos estudantes na USP na avenida Paulista que havia acontecido no dia anterior. Mais de 5 mil pessoas tomaram a via para pedir, entre outras reivindicações, a saída da PM do Campus e o afastamento do reitor João Grandino Rodas. A imagem espalhou-se pela internet rapidamente e retrata, de certa forma, o racha na cidade em torno dessa discussão que mistura estudantes da USP, invasão da reitoria, liberdade, polícia e preconceito. A fAlha achou Guilherme Folco, protagonista da foto. Recebemos também outra foto, de autoria desconhecida, que revela o outro lado da cena. É exatamente o mesmo momento da foto de capa da Folha, mas de outro ângulo. O músico, produtor e artista circense Guilherme, 32 anos, nasceu e foi criado na Mooca. E, diferentemente do que a Folha disse, não é estudante da USP, mas acha a discussão importante e por isso foi lá. Guilherme também trabalha, ao contrário do que afirmam centenas de comentários na internet –apesar de que, na opinião deste blog, o fato de a pessoa trabalhar ou não nada tem a ver com seu direito de protestar. A seguir, os melhores momentos da conversa com o homem:


Leia aqui  a matéria na íntegra

Site SPressoSP - 29.11.11

Fonte original: Lino Bochinni -  Desculpe a Nossa fAlha

17 de mai. de 2011

BARÃO DE ITARARÉ: UM JANTAR DE GENTE DIFERENCIADA, SUJINHA E MAL CHEIROSA

Fotos: Douglas NP do Forum da Zona Norte

UM ANO DE LUTA, CONTRA FALSIDADE E A MENTIRA
CONTRA O PiG










Enio (Ptrem das 13) Altamiro (Blog do Miro)










 Nilva Sadr, Marcia Brasil, Renato Rovai (Blog do Rovai)  e Casthor (Rede Casthor Photo)

Douglas (Forum da Zona Norte), Enio, Adolfo e Marcia

Marcia, Rodrigo, Flavio, Enio, Nilva e Adolfo
Rodrigo (Midia caricata) e Márcia (Brasil que eu quero)
Enio, Marcia e Douglas
Rodrigo, Marcia e Nilva

15 de mai. de 2011

Churrascão no Higienópolis, pelo metro quadrado ocupado teriam umas 5.000 pessoas, e não 600 como anunciaram.




"Churrasco de gente diferenciada" reúne centenas de pessoas em SP

Protesto contra mudança de estação de metrô tem pagode e refrigerante popular em frente a shopping de bairro nobre

Do Ig - 14.05.2011

Cerca de 600 pessoas protestaram neste sábado em frente ao shopping do bairro de Higienópolis, em São Paulo, com um "churrascão". Com ironia, eles criticaram a oposição de um grupo de moradores à construção de uma estação de metrô na avenida Angélica, que corta a região, umas das mais valorizadas da capital paulista, e protestaram contra o governo de São Paulo, que anunciou a mudança do local da estação alegando motivos técnicos (ficaria próxima demais de uma estação e longe demais de outra, da mesma linha).



Foto: AE
 
Paulistanos protestam contra grupo de moradores que se opõe à construção de metrô na avenida Angélica, no bairro de Higienópolis
O evento começou pontualmente às 14h, com cerca de 50 pessoas e ao som de baterias, que entoavam gritos de ordem como "Ahá! Uhu! O metrô é nosso!", "Ei! Kassab! Vá pegar metrô", em referência ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e "Mamãe eu quero metrô". Várias pessoas carregavam caixas de isopor com cervejas e refrigerantes de marcas populares. Outras traziam comidas acomodadas em marmitas e palitos com carne. Aos poucos, todos começaram a cantar pagodes, especialmente dos anos 1990. A manifestação se transformou num carnaval de rua.

“
Morei 14 anos na Noruega e lá ninguém usa carro, tanto a população de bairros nobres quanto pessoas menos favorecidas. Poderíamos aprender um pouco com eles. Quando tratamos de transporte público, todos têm de ser beneficiados”, diz moradora do bairro
Ao longo da tarde, o protesto foi crescendo, bloqueou a entrada do shopping, tomou completamente o trecho da avenida que passa em frente ao complexo de lojas e, por volta das 16h20, chegou à a avenida Angélica, no lugar onde seria a estação, impedindo a passagem de carros. Por volta das 18h30, quando o protesto se dispersou, a circulação de veículos voltou ao normal.
Alguns manifestantes, porém, permaneceram em frente ao supermercado Pão de Açúcar (onde deveria ser a parada do metrô) depois do protesto. Eles passaram o começo da noite em frente ao supermercado, fazendo uma festa improvisada com batucada, varal, vinho chileno e bandeja de queijo. Alguns entoavam cantos como "não quero metrô em Higienópolis, quero morar em Higienópolis" e "Kassab / mas que vergonha / o teu busão está mais caro que a maconha".
Não houve registro de conflitos durante a manifestação. Alguns poucos moradores do bairro protestaram contra os "churrasqueiros", sem ocorrências graves. A maior parte dos entrevistados pela reportagem, entre os moradores do bairro, é a favor do metrô na região - e até mesmo dos protestos. Alguns moradores do bairro e manifestantes chegaram a repartir o mesmo palito de churrasco.


Foto: AE

"Churrasco de gente diferenciada" em SP: marchinhas, pagode e protesto contra mudança de estação do metrô
Aliás, a grande comunidade judaica que mora em Higienópolis, que foi alvo de preconceito ao longo da semana, também compareceu ao churrasco pró-metrô, ao lado dos manifestantes.
"Morei 14 anos na Noruega e lá ninguém usa carro, tanto a população de bairros nobres quanto pessoas menos favorecidas. Poderíamos aprender um pouco com eles. Quando tratamos de transporte público, todos têm de ser beneficiados. O povo tem o direito de ir e vir", diz a artista plástica Fátima Pederen, moradora de Higienópolis. "Não uso metrô, mas não vai me atrapalhar em nada ter uma estação aqui do lado de casa, pelo contrário. Em todos os lugares em que morei fora do País, em que havia estações de metrô perto de casa, eu tinha a opção de me locomover do jeito que eu quisesse. O metrô é uma opção a mais. A grande preocupação dessa meia dúzia de pessoas que são contra a construção aqui é a mistura de pobres com ricos. E isso é preconceito", conclui ela.



Foto: AE
Participantes "saboreiam" churrasco durante protesto em Higienópolis
Para outra moradora do bairro, Myrna Kouyomdjian, empresária do setor imobiliário, existe uma pressão muito forte da associação local para evitar novas obras no bairro. Segundo ela, o mesmo tipo de protesto que acontece contra o metrô atingiu o shopping do bairro - onde hoje acontece o protesto. "Desde quando me conheço por gente, o pessoal ligado à associação é contra novas construções aqui", diz ela. "Eles querem, na realidade, deixar o bairro isolado e não atrair mais pessoas para cá. Quando houve o projeto para a construção do shopping, eles também reclamaram, alegando que o bairro não precisava de um centro comercial e que ele já era autosuficiente", critica ela, que é a favor do metrô.


Foto: AE Ampliar
Varal montado durante o protesto em Higienópolis
O caso
Alguns moradores se colocaram contra a obra porque ela atrairia, segundo uma moradora entrevistada pelo jornal Folha de S.Paulo, “drogados, mendigos, uma gente diferenciada..." Foi o bastante para que a expressão “gente diferenciada" ganhasse a internet e batizasse o "churrasco" de hoje. O governo paulista nega que a mudança tenha sido provocada pelos protestos dos moradores.
Com a repercussão na internet, o churrasco chegou a ser cancelado pelo organizador do evento, que disse temer pela segurança dos participantes. Era tarde demais: 50 mil pessoas já haviam dito no Facebook que tinham a intenção de participar e o que era ironia, realmente, virou protesto.
(com reportagem de Márcio Apolinário, iG São Paulo)

Veja abaixo as fotos publicadas na internet por algumas das pessoas que estão no protesto:


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Por favor, higienopolitanos, adiram ao Churrascão