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16 de jun. de 2012

Cúpula dos Povos começa como contraponto à Rio+20



Mobilização e manifestação: evento da sociedade civil discute problemas ambientais, econômicos, sociais, religiosos e raciais 

A Cúpula dos Povos foi aberta nesta sexta-feira (15) no Rio como um contraponto às discussões oficiais da Rio+20.

Rio + 20, veja os locais da Conferência

BARRA DA TIJUCA

 Riocentro

O Riocentro será, durante a Rio+20, perímetro das Nações Unidas. No local, serão realizadas as sessões plenárias e negociações oficiais da Conferência. Ademais, lá serão realizados os “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, série de debates em que a sociedade civil discutirá temas prioritários da agenda internacional para o desenvolvimento sustentável. Haverá ainda espaços para eventos paralelos da sociedade civil durante o período de negociações oficiais. O acesso ao local depende de credenciamento junto à ONU, responsável pela coordenação dos eventos oficiais da Conferência.

Avenida Salvador Allende, 6555. Barra da Tijuca.

4 de jun. de 2012

A ausência de uma nova narrativa na Rio+20

Especialmente a economia verde opera o grande assalto ao último reduto da natureza: transformar em mercadoria e colocar preço àquilo que é comum, natural, vital e insubstituível para a vida

Por Leonardo Boff - Revista Fórum - 31.05.2012
 
O vazio básico do documento da ONU para a Rio+20 reside numa completa ausência de uma nova narrativa ou de uma nova cosmologia que poderia garantir a esperança de um "futuro que queremos” lema do grande encontro. Assim como está, nega qualquer futuro promissor.

Para seus formuladores, o futuro depende da economia, pouco importa o adjetivo que se lhe agregue: sustentável ou verde. Especialmente a economia verde opera o grande assalto ao último reduto da natureza: transformar em mercadoria e colocar preço àquilo que é comum, natural, vital e insubstituível para a vida como a água, solos, fertilidade, florestas, genes etc. O que pertence à vida é sagrado e não pode ir para o mercado dos negócios. Mas está indo, sob o imperativo categórico: apropria-te de tudo, faça comércio com tudo , especialmente com a natureza e com seus bens e serviços.

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18 de mai. de 2012

Cúpula dos Povos na Rio + 20

Divulgação
 Essa cúpula surgiu a partir de uma proposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), em 2007
A Cúpula Rio+20, que será realizada em junho de 2012, no Rio de Janeiro, reunirá em um megaevento chefes de Estado e empresários de todo o mundo para construir “alternativas” para os problemas climáticos que a humanidade vem sofrendo por conta do modelo de desenvolvimento capitalista. 

20 de nov. de 2011

Chevron assume culpa. Ela escondeu o vazamento

Este senhor, Charles Buck, sabe há dez dias porque o petróleo vazou

A nossa grande imprensa “papou mosca”, de novo. E de novo em um assunto de imensa gravidade.

O presidente da Chevron no Brasil, Charles Buck, disse ontem à noite que a empresa foi culpada pelo vazamento, por não aplicar técnicas adequadas de cimentação do revestimento da coluna de perfuração .

25 de mai. de 2011

Câmara aprova Código Florestal; PT mantém luta para garantir equilíbrio (veja abaixo a lista de todos os votos dos deputados)


Depois de um dia intenso de movimentações na Câmara, com a presença de ambientalistas, pequenos agricultores e ruralistas, o plenário aprovou na noite desta terça-feira (24) a proposta do novo Código Florestal (PL 1876/99). A bancada do PT, por unanimidade, acompanhou o governo na votação do novo Código Florestal e apoiou a aprovação do texto do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB), com restrições.

De acordo com o líder da bancada do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), essa votação não significa o fim da questão ambiental, que é dinâmica e precisará de novas leis. "Esse código que está sendo votado hoje é apenas normatização de legislação já existente.
Agora a matéria vai ao Senado e reafirmamos o compromisso da bancada do PT de continuar defendendo no Congresso o equilíbrio entre agricultura e meio ambiente", ressaltou.

Paulo Teixeira apontou avanços que considera importantes e que foram conquistados no texto aprovado como resultado dos debates promovidos pelo PT e pelo governo com o relator. "O PT ajudou a construir esse processo de debate e a tese de que o Brasil não devia ter reserva legal foi derrotada", ressaltou.

O líder petista destacou que o texto aprovado, diferente da primeira versão, prevê, entre outros itens, reserva legal nas propriedades até quatro módulos; e considera topo de morro como Área de Proteção Permanente (APP), o que tira da ilegalidade culturas como a uva, maça, fumo e arroz, entre outras.

A bancada do PT votou em bloco contra a emenda dos ruralistas que prevê anistia para quem desmatou e transfere para os estados a possibilidade de legislarem sobre limites de áreas de preservação e que também não tem apoio do governo. "A presidenta Dilma considera essa emenda uma vergonha para o Brasil", disse o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP). O líder do PT endossou a avaliação feita pelo líder do governo.

Vaccarezza reafirmou que o governo não vai admitir a transferência para os estados da competência de legislar, a anistia aos desmatadores e a consolidação do que já foi desmatado, o que desobrigaria a recomposição florestal.

O líder do governo enfatizou que a presidenta Dilma Rousseff não hesitará em usar as suas prerrogativas constitucionais para proteger o meio ambiente. "O governo não apoiará nenhuma proposta que favoreça, incentive ou permita o desmatamento", disse Vaccarezza.

Ainda de acordo com ele, a ideia do governo é apresentar no Senado duas mudanças no texto aprovado hoje. A primeira alteração institui uma punição adicional para quem reincidir em agressões ao meio ambiente. A segunda, de acordo com o líder, prevê uma alternativa aos pequenos produtores (propriedades com até quatro módulos rurais) na conservação das áreas de preservação permanente (APPs) nas margens de rios.

Gizele Benitz - PT na Câmara - 25.05.2011 -  0h24

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28 de jan. de 2011

A Profissão do Futuro


Por Cristian Adolfo - Teia Livre -26.01.2011

Neste final de semana, acordei e li no jornal Zero Hora o seguinte: “Paralisação de garis atrasa coleta de lixo em Porto Alegre”. Atrasou. E um dia só. Mas era sair na rua que qualquer pessoa, sem nem saber ler, já sabia que o caminhão do lixo não havia passado na noite anterior. Todo lixo atrasado estava lá, intacto. Os trabalhadores, que reivindicavam melhorias nas condições de trabalho, acabaram voltando ao serviço no mesmo dia da manchete. Vai ver foram atendidos, pensei.
Passado o descanso, chega a segunda-feira e vejo na internet outra notícia: “Catadores receberão cursos gratuitos para poderem seguir vidas melhores”. Resumindo, a empresa responsável pela coleta havia ficado sem graça com as exigências dos empregados, resolveu dar um dinheirinho a mais e pagar um curso pra eles poderem seguir novas carreiras. Ou seja, praticamente disseram que se quiserem boas condições de trabalho, terão que arranjar outra coisa para fazer. Depois, contratam outros garis, pois candidatos não faltam. Desavisados, pois não sabem o que lhes aguardam.
Agora, você já parou pra pensar que aquela quantidade de lixo que juntamos com nossos vizinhos e que foi facilmente notada em vários bairros de Porto Alegre no final de semana se repete ao final de todo santo dia? Imagine então o lixo da sua cidade inteira, que a cada dia se renova e tem que ser recolhido novamente. Parece uma tarefa importante para o bom funcionamento de uma cidade, não? E de fato é. Sem isto, nossas ruas seriam um lixão a céu aberto. Muito provavelmente só fomos dar valor a ela após a terrível peste negra, que assolou um terço da população mundial da época da Idade Média, segundo os livros de história. Criou-se a coleta do lixo, que deposita os dejetos hoje em aterros sanitários, e, desde então, estamos livres destas desgraças. Graças aos catadores.
Em qualquer tipo de negócio, incentivar a evasão de trabalhadores insatisfeitos ao invés de tratar pela melhoria das condições de trabalho deles é, no mínimo, uma atitude irresponsável. Vinda de uma empresa cujo serviço é ícone de responsabilidade ambiental então, é algo inadmissível. E isso não acontece apenas no Rio Grande do Sul. Tanto é que um dos documentários brasileiros mais badalados, Lixo Extraordinário, recentemente indicado ao Oscar, se passa no ambiente deste assunto. Ainda não tive o prazer de assistir, mas, apesar de não ser seu foco, o longa retrata as condições a que são submetidos estes trabalhadores tão essenciais para o equilíbrio do nosso país.
O descaso com este tipo de emprego (isso se for considerado tal), nada mais é do que a reflexão do jeito brasileiro de ser: atento a coisas mundanas e pessoais, e alheio ao que realmente importa. Dar atenção ao atrasado e mal administrado processo de coleta de lixo tem que estar dentro dos planos de qualquer cidade do mundo. Muitas vezes mais importantes do que nossos próprios empregos, os catadores tem a obrigação de trabalharem em um ambiente sujo, expostos a restos contaminados e capazes de transmitir doenças. Além disso, ganham pouco. E o lixo, do qual seus empregos dependem, não dá muitos sinais de estar reduzindo de volume nem mesmo de ser separado corretamente pela população.
Felizmente, casos raros de bondade ecológica também tem acontecido. Depois de um processo a ritmo muito lento, Belo Horizonte está finalmente anunciando para o final de fevereiro a extinção das sacolas plásticas nos comércios da cidade. Em breve, capitais como Fortaleza e São Paulo também vão iniciar este projeto em grandes lojas de varejo. Ao que tudo indica, a terrível carga de trabalho dos garis e catadores parece estar melhorando. Senão, pelo menos começando a ser notada. Afinal, após quinhentos anos do fim da Idade Média, é de se esperar que haja a tão merecida valorização dessas funções em nossa sociedade. O que um dia de cheiro ruim não faz, né?

5 de nov. de 2010

O Brasil e a questão ambiental


Delúbio Soares (*)

Num dos debates da campanha presidencial, Dilma Rousseff, então candidata petista, foi extremamente feliz ao dizer que existem duas grandes preocupações nos dias de hoje: o meio-ambiente e a paz mundial. E a questão ambiental, não por acaso, tomou lugar de importância no cenário político e na discussão dos grandes temas nacionais.
O balanço do governo Lula na área ambiental é sabidamente positivo: houve uma queda contínua e consistente do desmatamento na Amazônia, a maior queda nos últimos 20 anos, e foram criadas novas e grandes áreas de Unidades de Conservação, fazendo com que o Brasil se tornasse referência mundial na conservação e proteção ambiental.
Nenhum outro governante antes de Lula teve tanta sensibilidade para com a questão ambiental, tratando-a com respeito, competência e sincera devoção. O próprio presidente, homem antenado nas questões fundamentais do país e da humanidade, chamou a si a condução das políticas da área e comandou a luta por importantes conquistas para o Brasil e os brasileiros.
Durante o Governo Lula houve o fortalecimento e investimentos nos órgãos ambientais, dotando-os das condições necessárias para o desempenho de suas missões, o que possibilitou uma maior fiscalização bem como proteção das Unidades de Conservação e o permanente combate ao desmatamento.
Depois de importantes avanços na área ambiental, coroados pela participação singular do Brasil na Conferência de Copenhague, onde nossa delegação – chefiada pela então ministra Dilma Rousseff – apresentou as melhores e mais inovadoras propostas para a preservação do meio-ambiente e a luta contra o aquecimento global, existem pontos fundamentais a serem debatidos e políticas a serem implementadas na área.
Creio, por exemplo, ser fundamental ampliar os recursos materiais e aumentar as dotações orçamentárias a fim de propiciar as condições necessárias para a fiscalização de nossos parques e áreas prioritárias à conservação; investir em pesquisa de ponta para dominarmos o pleno conhecimento da nossa riquíssima biodiversidade e assim poder preservá-la da maneira mais correta e sustentável. Nossos biomas são de importância extraordinária, autênticas riquezas da humanidade.
Há uma jóia em nosso país, herança de iniciativa visionária de Dom João VI, que é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Como estudioso do assunto e entusiasta da área, considero-o um dos melhores do gênero em todo o mundo e precisamos dotá-lo de mais recursos para que o mesmo possa realizar pesquisas, continuar suas atividades de preservação de diversas espécies de nossa flora nativa e persistir em sua missão na Cidade Maravilhosa.
É absolutamente necessária a manutenção doatual Código Florestal. A proposta de redução das APP’s (matas ciliares e morros) não tem o nosso apoio e será responsável por diminuir em grande parte os corredores de biodiversidade formada por estas áreas que dão abrigo e alimento à fauna e servem como banco genético para a flora. Não podemos permitir que esse crime contra o meio-ambiente, mas, principalmente, contra o futuro do planeta, seja perpetrado.
Defendemos, também a criação de lei de proteção ao meio-ambiente através de incentivos financeiros aos produtores rurais e ampliação de investimentos de pesquisa na EMBRAPA e outros órgãos de fomento para o aumento da produção rural, com novas tecnologias, melhoramento genético de sementes e criação de variedades mais adaptáveis às condições climáticas de cada região do Brasil. Desta forma aumentaremos a produtividade nas propriedades rurais sem que seja preciso desmatar áreas de proteção da fauna e flora, alavancando assim a produtividade e garantindo maior retorno financeiro aos produtores rurais. É possível, pode ser feito e a preservação ecológica não importa de forma alguma em qualquer tipo de sanção ou cerceamento à nossa pujante agroindústria.
Incentivar a agricultura familiar através da conversão da agricultura tradicional para a orgânica é uma maneira segura de aumentar a renda dos agricultores e diminuir a poluição dos rios, a contaminação do solo e a degradação ambiental. Além de diminuir o consumo de agrotóxicos pela população e gerar imensa economia na área da saúde, com a diminuição de doenças causadas pelo excessivo consumo destes através dos alimentos.
A instituição do “IPI Verde” para as empresas ecologicamente responsáveis será uma grande inovação na vida nacional. As empresas que investirem em novas tecnologias “limpas” e na preservação ambiental, terão redução progressiva das alíquotas do imposto, possibilitando assim que os empresários tenham melhores condições de competição ao assumirem, também, a agenda ambiental em seu sistema de produção. Os ganhos para o país serão evidentes: diminuição dos gastos da saúde pública em decorrência dos menores índices de poluição e conseqüente diminuição de doenças respiratórias, além de uma indústria responsável e competitiva.
O tema é palpitante e nosso interesse por ele é imenso. Os avanços do governo Lula serão certamente consolidados pela administração da presidenta Dilma e sua equipe. Ela já demonstrou sua sensibilidade para a questão do meio-ambiente e sua decisão de fazer mais e melhor.
O que está em jogo é, apenas e tão somente, o futuro do Brasil, do planeta terra, das gerações futuras.
(*) Delúbio Soares é professor
www.twitter.com/delubiosoares

Por Jussara Seixas - 05.11.2010

11 de set. de 2009

"Serra ... $$$ do Estado de São Paulo sendo jogado no ralo". Para urbanistas, Nova Marginal amplia chance de alagamentos.

Almeida Rocha/Folha Imagem
O arquiteto José Fábio Calazans conta ter ficado surpreso com a tempestade de terça-feira (8), não com o alagamento da marginal Tietê. Estudioso do rio há 32 anos, ele diz: "Eu sabia que mais hora menos hora ia alagar. É como alguém que mora ao lado de um vulcão...". A pista alagou, segundo ele, porque a marginal não deveria existir. "A marginal é um erro. Ampliá-la é ampliar um erro."

Ele propõe a construção de um parque linear de 90 km ao lado do rio, de Mogi das Cruzes a Itapevi, com lagos para abrigar a água de dias excepcionais, como anteontem. A marginal atual seria substituída por pistas paralelas distantes 1,5 km das que existem hoje. O projeto, que deve consumir 15 anos, visa integrar o rio à cidade.

O diagnóstico de Calazans pode parecer radical, mas não é de uma voz isolada --três especialistas em urbanismo e drenagem ouvidos pela Folha concordam que a ampliação da marginal é um equívoco.

"É um erro histórico", diz o arquiteto Vasco de Mello, que integra um grupo que questiona a obra do governador José Serra, orçada em R$ 1,3 bilhão. "As pistas vão ficar congestionadas em seis meses. Estão jogando dinheiro no ralo."

O problema principal da obra não é tanto a impermeabilização do solo, na visão dos engenheiros Julio Cerqueira César Neto e Aluísio Canholi. A Nova Marginal deve aumentar em 19 hectares --ou cerca de 30 campos de futebol-- a impermeabilização do solo, de acordo com a Dersa.

Segundo Canholi, essa área é desprezível quando comparada à impermeabilização da Grande SP, de 150 mil hectares. "Do ponto de vista da hidrologia, a Nova Marginal é pouco significativa", diz.

A marginal alagou, segundo Canholi, porque a chuva foi excepcional. Medição feita pela equipe dele na ponte da Casa Verde constatou que a vazão do rio estava em 735 m3 por segundo às 16h de anteontem. Em setembro, o rio costuma correr à razão de 30 m3 por segundo, afirma.

O problema da Nova Marginal é acentuar uma divisão que já existe entre o rio Tietê e a cidade, na visão do arquiteto Fernando Mello Franco, premiado na Bienal de Arquitetura de Roterdã com um projeto sobre piscinões e urbanismo.

"A cidade precisa rever a sua relação com o rio. Pensar a partir do trânsito é uma forma antiga de pensar a cidade. Você isola o rio, isola os problemas, em vez de articulá-los. A Nova Marginal pegou a contramão da história." Segundo Mello Franco, o Tietê deveria ser um eixo metropolitano e para isso a cidade tem de chegar até o rio, como acontece com Londres, Paris, Viena e Lisboa. Para esse plano funcionar, segundo ele, é fundamental reduzir o fluxo de carros nas marginais.

"Sou radicalmente contra a Nova Marginal porque ela vai contra um projeto do próprio governo, o Rodoanel. Os investimentos no Rodoanel eram para tirar carros da marginal."

Outro problema da Nova Marginal, diz Mello Franco, é que não há um plano urbano que articule as novas pistas com o resto da cidade. "São Paulo sempre foi construída pensando na produção, não como valor de morada, como aconteceu com o Rio. A ampliação da marginal repete esse erro histórico", afirma.

O engenheiro Cerqueira César Neto, que presidiu a agência da bacia do Alto Tietê entre 2002 e 2006 e é professor aposentado da Politécnica da USP, diz que o principal equívoco é a falta de articulação entre os 39 municípios da Grande SP. "Falta um plano global para o Tietê. Cada município faz o que quer. Essa obra [a Nova Marginal] é uma gambiarra."

Outro lado

A Dersa diz que as novas pistas da marginal Tietê vão suportar a demanda de trânsito "por um longo período". Segundo nota da assessoria, "não podemos analisar a marginal isoladamente. É preciso levar em consideração que a conclusão das obras vai coincidir com o término do trecho sul do Rodoanel e da duplicação da avenida Jacu-Pêssego". A empresa cita ainda o término do trecho norte do Rodoanel, previsto para 2014.

Para a Dersa, não faz sentido a crítica segundo a qual a Nova Marginal seria uma obra sem articulação com o resto da cidade. "A Nova Marginal não é uma obra isolada. Faz parte de uma série de investimentos em transporte do governo estadual." Para a assessoria, ela foi submetida a audiências públicas, das quais participaram arquitetos e urbanistas.

MARIO CESAR CARVALHO - Folha de S.Paulo- 10.09.09

Veja abaixo vídeo que comprova esta análise do Urbanista

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Leia mais: um plano ideal para as marginais de São Paulo .

30 de jul. de 2009

Prefeitura infla dado positivo sobre trânsito com restrição a fretado

A gestão Gilberto Kassab (DEM) divulgou dados errados que inflaram os ganhos no trânsito após a restrição aos ônibus fretados implantada nesta semana em São Paulo. No balanço oficial, a Secretaria Municipal dos Transportes divulgou ter havido uma redução de 70%
na média de congestionamentos das 7h às 8h30 de terça-feira (28), informa reportagem de Evandro Spinelli e Alencar Izidoro publicada na edição desta quinta da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Sérgio Malbergier: Eu quero o meu busão!
Técnicos admitem que Prefeitura não mapeou rota de fretados
Prefeitura de SP libera tráfego de fretados na av. Berrini

A versão oficial divulgada à imprensa dizia que a lentidão caiu de 40 km para 12 km, quando, na verdade, a queda foi de 30% --de 16,4 km para 11,5 km. A Folha identificou a comparação superdimensionada por ter acesso a alguns números oficiais mais completos das medições do trânsito pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). A pasta dos Transportes se nega a divulgar os dados oficialmente, mas admitiu ontem a falha após ser questionada pela reportagem.

Especialistas consideram que a avaliação do impacto da restrição dos fretados no trânsito só é possível de ser feita após semanas ou até meses de medição dos congestionamentos, devido às interferências que podem elevar ou reduzir a lentidão em dias isolados.

A prefeitura também inflou outros dados positivos da restrição aos fretados --neste caso, com estatísticas corretas, mas mudando a metodologia. O balanço oficial considerou, para efeito de cálculo do impacto das medidas no período da manhã, um intervalo de apenas uma hora e meia (das 7h às 8h30), enquanto a CET sempre usou a variação das 7h às 10h como a hora de pico da manhã. Os índices de lentidão começam a subir justamente a partir das 8h30.

Do Folha Online - 30.07.09

28 de jul. de 2009

Enquanto as aulas não começam ... depois das férias, HELP !! - Usuários de fretados em SP dizem que vão voltar a usar carro

Começou a valer nesta segunda-feira (27) a medida que restringe a circulação de ônibus fretados em uma área de 70 quilômetros quadrados dentro da cidade de São Paulo. O que foi adotado para tentar melhorar o trânsito da capital paulista pode mesmo é piorar. Após o primeiro dia, muitos usuários já pensam na possibilidade de tirar o carro da garagem. Reportagem de Daniela Paixão.

Fretados Vão a justiça contra restrições em SP; protestos fecham marginal

UOL notícias/fotos - 27.07.09
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo de São Paulo e região (Transfretur) informou nesta segunda-feira (27) que a categoria entrou na Justiça contra as restrições ao transporte fretado na capital paulista, que começaram a vigorar hoje.
O sindicato afirma não ter conseguido diálogo com a Prefeitura de São Paulo. De acordo com Regina Rocha, assessora jurídica do sindicato, "diante dos acontecimentos dos últimos dias e a publicação da Portaria 058/09, outro caminho não nos restou senão propor uma ação judicial para questionar a medida e assegurar aos nossos associados o direito de cumprir seus contratos".
Por volta das 18h, manifestantes bloquearam a marginal Pinheiros, no sentido Castello Branco, altura da estação Berrini (Leia mais na Folha Online). Há manifestantes também na avenida dos Bandeirantes e na Ricardo Jafet.

O Transfretur divulgou ainda que representa o pleito dos demais sindicatos da categoria -Sinfrecar, Sinfret, Setfret, Sinfresan, Sinfrepass, Sinfrevale. "Na ação, todos os sindicatos figuraram como autores, para provar que os reflexos da medida restritiva atingem as empresas e contratos de todo o Estado de São Paulo e não apenas da capital. Os resultados da demanda serão estendidos a todo Estado", diz em nota.

Ainda segundo o sindicato, a decisão deve ser da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que concedeu 72 horas para que a prefeitura se pronuncie sobre o pedido.

Veja no infográfico como utilizar o transporte com as novas regras:
Ainda segundo o sindicato, a decisão deve ser da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que concedeu 72 horas para que a prefeitura se pronuncie sobre o pedido.

27 de jul. de 2009

7 anos de Bicicletada - São Paulo

Arte: Haase

Arte: Haase

Julho chegou e nos trouxe mais uma Bicicletada.
Um Bicicletada especial comemorando 7 anos de aniversário !!
A Massa Crítica Paulistana convida as pessoas a ocuparem o espaço público de maneira inteligente.

Sempre com muita alegria, pessoas em seus veículos não-motorizados irão comemorar de uma maneira nada tradicional a “Mobilidade” todos cidadãos da cidade.
“Você aí parado, comemorar conosco, é o melhor lado!”
Aqui todo mundo é bem vindo, não importa o valor do seu carro ou a grife da sua cueca.

Venha como puder…..

A Bicicletada Paulistana (Critical Mass) acontece sempre na última sexta feira do mês há mais de 6 anos, e em mais de 400 cidades do mundo, simultaneamente. Para participar, a única obrigatoriedade é comparecer ao ponto de encontro com um meio de transporte não motorizado. Pode ser Bicicleta, Patins, Skate ou até mesmo com seus próprios pés.
Não tem bicicleta ou não sabe pedalar ?… sem problemas. Apareça o quanto antes na praça do ciclista e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada, ou faça uma horinha conosco por lá.

A concentração é a partir das 18:00 do dia 31/07.

As 20:00 começa o pedal lúdico-educativo, retornando à praça para a continuação da comemoração em plena Avenida Paulista.

Se preferir, venha de bonde: http://www.bicicletada.org/bondes (caravanas )

Em caso de chuva o evento está automaticamente CONFIRMADO, já que não existe nada que impeça nossa mobilidade pela cidade de São Paulo.

Contaremos com a presença especial da nossa amiga Fernanda Bucci, portadora de um paralisia cerebral, e de todos mais na Bicicletada.

memória da bicicletada sp

Por Pedalante - 27.06.09

26 de jul. de 2009

CARTILHA DO ZIRALDO

A cartilha "O Olho do Consumidor" produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor. Infelizmente, a multinacional de sementes transgênicas Monsanto obteve uma liminar de mandado de segurança que impediu sua distribuição. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério (o link está "vazio"). Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força, estamos distribuindo eletrônicamente a cartilha. Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição para seus amigos e conhecidos.

Reserva Rio das Furnas
Renato Rizzaro - Gabriela Giovanka
São Leonardo AW Santa Catarina Brasil 88450-000
cell +55 48 9968 0190

Entre no site ou no blog


Por Sugestão de Cida - 26.07.09

As belezas de São Paulo

Por Valdir Fiorini - 26.07.09

Zé Pedágio 2010

24 de jul. de 2009

A ampliação da Marginal Tietê NÃO vai melhorar o trânsito

É incrível como ainda tem bastante gente que acredita, de verdade, que essa ampliação da Marginal Tietê vai mesmo melhorar o trânsito. Pode haver uma melhora imediata em pontos próximos à Marginal, por haver mais espaço para acomodar os carros parados ou a 20 km/h. Mas rapidamente esse espaço será retomado pelo aumento no número de veículos nessa via, seja pelo crescimento contínuo e acelerado da frota paulistana, seja pela opção que os motoristas farão pelo uso das novas pistas em vez de circular por vias adjacentes - como aconteceu com a Ponte Estaiada logo no primeiro dia útil após a inauguração.

carros demais circulando e a cada dia somam-se a eles cerca de mil novos veículos. Pra melhorar o trânsito, só com menos carros nas ruas. E para que isso seja possível, só investindo em formas alternativas de locomoção: trens, metrô, bicicletas, ônibus de linha e ônibus fretados.

Ampliar as avenidas, fazer novas pontes e túneis e aumentar o espaço destinado aos carros de forma geral só incentiva seu uso. O efeito é contrário ao esperado e os congestionamentos aumentam em progressão geométrica. Basta ver os jornais alardeando a cada pouco que houve novo recorde de congestionamento: há dois anos, 220 km era o “recorde do ano”; recentemente, chegamos quase aos 300.

Isso tem acontecido há décadas mas pouca gente percebe, por dois motivos principais. Primeiramente, por ser um crescimento exponencial, os congestionamentos foram aparecendo devagar e as obras para abrir mais espaço foram conseguindo manter um nível aceitável por muito tempo. Mas o crescimento agora é tão rápido e o espaço tão exíguo, que não há mais como adiar o problema criando mais vias.

O segundo e mais preocupante motivo é porque o uso carro está enraizado em nossa cultura. Nascemos em famílias que aspiravam ter um carro ou, se o tinham, sempre quiseram trocá-lo por outro melhor, algumas chegando ao absurdo de trocar de carro todo ano. O carro passou a fazer parte da vida e das aspirações das pessoas, que tiveram seus sonhos construídos por marketing e ambiente familiar ao longo da infância, de modo que o ritual de passagem para a vida adulta passou a ser a conquista da carteira de habilitação.

É por isso que, quando alguém diz precisamos quebrar a dependência do automóvel com formas de transporte alternativos, ocorrem tantas reações viscerais. À maioria das pessoas pode parecer realmente um absurdo, mas é preciso reflexão.

E nem é preciso estudar a fundo o assunto. Basta fazer um exercício de imaginação para pensar em como será a cidade daqui dez anos, se continuarmos no mesmo caminho, valorizando o direito de cada um de ter um carro e a circular com ele quando bem entender, todos saindo com eles nas ruas ao mesmo tempo e nos mesmos horários, com o limite de espaço físico que a cidade tem. E não precisa nem levar em conta o crescimento populacional, nem pensar na qualidade do ar, nos acidentes de trânsito, na perda de espaços públicos de convivência como os parques para avenidas e viadutos: pense apenas nos congestionamentos.

Sugestão de Pedalante

Por Willyam Cruz - Vá de Byke - 23.07.09

Meios de transportes são responsáveis por 90% da poluição em SP

Recém-nascidos menores e mais magros. Aceleração do processo de estreitamento das artérias - estágio inicial de muitas doenças cardíacas. Doenças respiratórias. Todos esses são problemas aos quais a população da região metropolitana de São Paulo está sujeita diante da poluição do ar que respira.

Mesmo com todas essas conseqüências, hoje, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a cidade de São Paulo (SP) ganha de presente 800 carros novos, segundo a média de emplacamentos verificada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). No último dia 21 de fevereiro, a capital paulista atingiu a marca de seis milhões de veículos nas ruas. Se a média foi mantida, hoje, a cidade alcança cerca de 6.084.000 automóveis.

A situação mostra-se mais grave ainda pois, segundo dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), os meios de transportes são responsáveis por 90% da poluição de São Paulo.

Segundo o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Nelson Gouveia, que há quinze anos estuda os efeitos dos gases poluentes nas populações que vivem em grandes cidades, a situação da saúde da população só piora diante dos seguidos índices recordes de congestionamento. Eles contribuem para aumentar as emissões, já que, quanto maior a lentidão dos veículos, mais gases poluentes os veículos lançam na atmosfera.

“A situação é complicada. A cidade não tem um planejamento adequado. Tanto a população, quanto o poder público são responsáveis pela atual situação”, diz. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), nos últimos 10 anos, o número de veículos cresceu 25%, enquanto a infra-estrutura urbana aumentou apenas 6%.

Problema de saúde pública

Segundo o pesquisador, os mais atingidos pela baixa qualidade do ar em São Paulo são as crianças e os idosos. As pessoas nessas faixas etárias têm um sistema imunológico frágil e são mais vulneráveis a certas doenças cardíacas e respiratórias. “Porém, como os habitantes da cidade estão expostos diariamente aos altos índices de poluição, todos são afetados de uma forma ou de outra”, afirma Gouveia.

Uma das pesquisas realizadas por Gouveia verificou que as gestantes paulistanas que ficaram expostas a taxas maiores de poluição durante o primeiro trimestre de gravidez tiveram bebês com peso menor que as outras gestantes.

Para cada parte por milhão (ppm) de monóxido de carbono (CO) a que as mães ficaram expostas, houve redução de 23 gramas no peso do recém-nascido.

A pesquisa envolveu 179 mil recém-nascidos. Foram excluídos da análise os bebês prematuros - de gestação com menos de 37 semanas -, os gêmeos e as crianças com peso menor de 1 kg ou maior de 5 kg.

Outro estudo, do pneumologista Ubiratan de Paula Santos, acompanhou durante dois anos a saúde de 50 funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da capital paulista. Todos eles trabalhavam nas marginais Tietê e Pinheiros, duas das mais importantes vias da cidade. Eles não fumavam e nem eram asmáticos. Foi constatado que todos apresentavam elevação da pressão arterial e variação da freqüência cardíaca nos dias de maior poluição atmosférica. Deles, 33% apresentaram condições típicas de fumantes - redução da capacidade pulmonar e inflamação freqüente dos brônquios.

Outra pesquisa identificou que a poluição do ar pode ativar e acelerar o estreitamento das artérias do coração. Pesquisadores da University of Southern California, em Los Angeles (EUA), descobriram que a poluição atmosférica pode contribuir para os problemas cardiovasculares em um estágio inicial da doença, similar ao fumo.

Os grandes vilões

“Estamos em uma região muito grande e com uma frota veicular bastante densa”, comenta a gerente da divisão de tecnologia de avaliação da qualidade do ar da Cetesb, Maria Helena Martins.

Além da emissão dos carros, é preciso observar a questão meteriológica. “Nos dias de inverno cresce a concentração de poluentes, pois há pouco vento. Nos dias mais quentes, ensolarados e secos isso também é notável”, afirma.

Para Maria Helena, engana-se quem acredita que a ascensão do álcool contribuirá para a diminuição da emissão de gases poluentes. “Os veículos flex apresentam emissões de escapamento similares aos veículos comuns, independentemente do uso do álcool ou gasolina, já que o limite estabelecido é o mesmo, tanto para carros movidos a gasolina, quanto para os flex e os a gás (GNV). Os veículos movidos a álcool emitem praticamente os mesmo níveis de gás carbônico que os a gasolina”, explica.

Maria Helena diz que a grande vantagem do álcool é que ele é renovável. Diferentemente da extração do petróleo que retira o CO2 confinado no subsolo e o joga na atmosfera, o cultivo da cana de açúcar para extração de combustível líquido utiliza o ciclo natural do carbono. “A utilização do álcool é sempre benéfica pelo balanço positivo do CO2”, revela.

Mesmo diante de uma situação grave, o controle da poluição vem sendo fortalecido, o que contribuiu até para a sua diminuição. Na década de 1970, por exemplo, não havia o cuidado com as emissões na atmosfera paulistana. Já na década de 80, iniciou-se um controle desde a fábrica. “Hoje, existem catalisadores que diminuem a energia de ativação, facilitando a transformação de reagentes em produtos, conseqüentemente fazendo com que os escapamentos emitam menos gases pela queima de combustível. Os veículos, nacionais ou importados, não saem de fábrica se não forem inspecionados pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve)”, diz Maria Helena.

Como saídas, Maria Helena diz que o cidadão pode e deve contribuir para as reduções de emissões de gases nocivos à saúde. Para ela, além de colaborar com o rodízio de veículos, pode-se diminuir o uso dos carros, optar por programas de carona, evitar horários de pico, manter o veículo devidamente regulado, usar transporte público, abastecer com combustível de boa qualidade e desligar o motor quando parado.

Por Bruna Souza - 23.07.09

Poluição diminui a inteligência das crianças, diz estudo

Piora do desenvolvimento cognitivo acontece ainda no útero

A exposição à poluição reduz o coeficiente intelectual (QI) de crianças. Os prejuízos ao desenvolvimento cognitivo começam quando os bebês ainda estão no útero das mães, revela estudo da Universidade Columbia, dos EUA, publicado na revista Pediatrics.

A pesquisa acompanhou 249 crianças do Harlem e do Bronx, em Nova York, durante cinco anos. A conclusão é que os chamados carbono-hidratos aromáticos policíclicos (HAP, na sigla em inglês), expelidos pela combustão de carvão, diesel, gasolina e gás, provocam imediata ação nociva sobre crianças.

Aquelas que foram expostas a altos níveis de HAP - a partir de 2,26 nanogramas por metro cúbico - apresentaram QI 4,31 a 4,67 pontos inferior ao de crianças não expostas à substância.

"As conclusões do estudo preocupam, porque o coeficiente intelectual é um fator importante para o sucesso escolar dos alunos, e a emissão de HPA nos grandes centros urbanos é comum por causa da grande circulação de veículos", afirma Frederica Perera, diretora do Columbia Center for Children's Environmental Health, instituto responsável pela pesquisa. l

Da Redação - Destak - 23.07.09

22 de jul. de 2009

Ação judicial reivindica paralisação das obras na Marginal Tietê

Entidades afirmam que há irregularidade no licenciamento ambiental.
Governo de SP afirma que não foi notificado, mas vai responder.

Do G1, em São Paulo


O Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo e quatro organizações não-governamentais impetraram ação civil pública com pedido de liminar na 12ª Vara da Fazenda Pública para questionar o processo de licenciamento ambiental das obras de modernização da Marginal Tietê, realizadas pela Dersa e pela Prefeitura de São Paulo.

A Procuradoria Geral do Estado informou na noite de terça-feira (21) que ainda não havia sido notificada sobre o processo, mas esclareceu que o governo vai estudar a ação e dentro do prazo legal apresentar defesa com base em sólida fundamentação jurídica.

saiba mais

O principal argumento das organizações é que a Prefeitura de São Paulo não tem competência para realizar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) das obras. De acordo com elas, pela extensão do projeto, o estudo deveria ser realizado pelo governo estadual.

As entidades pedem que a Justiça declare a ilegalidade do projeto e determine a paralisação das obras. Também sugerem o total restabelecimento das condições ambientais e urbanísticas anteriores às intervenções, indenização pelos danos ambientais causados, realização de um novo estudo de impacto ambiental e de audiências públicas sobre o projeto.

A construção de mais pistas em áreas de várzea além do corte e remanejamento de árvores durante as obras de modernização da Marginal Tietê despertaram críticas e protestos de ambientalistas. O processo é movido pelas entidades Associação Agentes da Cidadania, Associação Preserva São Paulo, Instituto Árvore da Vida e Instituto Brasileiro Ecológico.

21 de jul. de 2009

Meio Ambiente - Depois de produção de documentário, Amazônia virou foco da BBC


Durante o processo de elaboração do programa científico da 61ª Reunião Anual da SBPC foi lançado o desafio de se colocar o tema "mídia e Amazônia" em discussão. E na última quarta-feira (15), durante a conferência "Da Amazônia para o mundo: bastidores e repercussão da série de documentários produzidos pela BBC", o jornalista e editor responsável pela América Latina e Caribe da BBC (British Broadcasting Corporation), Américo Pacheco Martins, falou sobre a experiência de coordenar a série de documentários sobre a Amazônia.

Martins enfatizou que, até pouco tempo, o tema ‘Amazônia' não estava nas prioridades de cobertura internacionais na BBC. No entanto, ele teve interesse pelo tema e decidiu propor aos colegas editores o desafio de fazer uma série de documentários sobre a Amazônia. A negociação durou um ano e meio. "Então, foram enviados jornalistas para a Amazônia com um leque de opções de entrevistados, entre eles especialistas, moradores da região, empresários e habitantes das aldeias indígenas. A regra era encontrar boas e reais histórias", conta. Foi o maior projeto jornalístico da BBC e envolveu 10 línguas diferentes e 33 jornalistas.

A série começou a ser vinculada em TV paga no dia 15 de meio de 2008, com transmissões ao vivo de flutuantes direto do Rio Negro. No entanto, alguns trechos podem ser acessados no site da BBC.

As conclusões do trabalho - embora não tenha sido realizada nenhuma pesquisa específica sobre isso - é que o nível de debate interno na BBC, no que se refere a Amazônia, está em outra dimensão. "As discussões estão mais aprofundadas", diz Martins que acredita também na contribuição dos documentários para desmistificar o olhar estrangeiro sobre a Amazônia (assista aqui).

A BBC é uma empresa pública que tem seu orçamento a partir de arrecadação do imposto de renda por residência com televisão. O imposto vai direto para a BBC o que garante maior independência financeira. A BBC está disponível em 33 línguas para o mundo inteiro. São 260 milhões de pessoas, por semana que acessam os veículos de rádio, televisão e internet.

Fonte: Com Ciência - SBPC - 20.07.09