25 de mai. de 2011
Câmara aprova Código Florestal; PT mantém luta para garantir equilíbrio (veja abaixo a lista de todos os votos dos deputados)
8 de fev. de 2011
Mudou Lula ou mudou o FSM?
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| Imagem: Blog da Dilma |
Neste Fórum de 2011, Lula foi aclamado como ninguém, aparece como um grande líder de projeção mundial. Naquela que deveria ser a reunião correspondente à de 2001, com o Ministro Secretario Geral do governo, Gilberto Carvalho, ninguém levantou nenhum questionamento – nem sobre Belo Monte, São Francisco, OMC, Haiti ou qualquer outra questão -, ao contrário, houve enorme congraçamento, especialmente entre ONGs e governo.
Mudou Lula e o governo brasileiro ou mudou o FSM?
Ambos mudaram. Basta dizer que a abertura deste FSM teve apenas duas intervenções – a do presidente da Bolívia, Evo Morales, e a do Ministro do governo Dilma, Gilberto Carvalho. Isto é, ao contrário dos Foros anteriores, incluído o de Belém, em que a presença de 5 presidentes latino-americanos teve que encontrar um espaço paralelo à programação do Fórum, desta vez dois representantes de governo ocuparam lugar central e – tirando a corda excessivamente para o outro lado - nenhum movimento social falou na abertura do FSM.
De qualquer maneira avançou-se de uma atitude de exclusão de governos, partidos, políticos, para a incorporação de representantes de governos progressistas da América Latina no corpo mesmo do FSM. Certamente mudou a situação politica e isto representa um reconhecimento de que os governos progressistas da América Latina estão construindo o outro mundo possível.
Lula, antes objeto de grandes críticas, aparece como um grande líder dos povos de Sul do mundo, engajado na construção de um mundo multipolar, na critica dura à dominação do mundo pelas potencias tradicionais, na crítica à forma como os países do centro do capitalismo geraram a crise atual e não conseguem sair dela, por se manterem no marco das posições neoliberais.
Mas certamente também mudou o FSM. Se vê uma participação relativamente menor dos movimentos sociais e mesmo das próprias ONGs. A situação destas ficou mais explicita em intervenções na reunião com Gilberto Carvalho, onde representantes das ONGs expressaram a crise financeira que as afeta, além da visão de que nunca teriam sido anti governamentais, mas contra governos neoliberais e aceitando a proposta do governo de uma comissão permanente de intercambio entre o governo do Brasil e o Comitê Internacional do FSM.
É bom que seja assim, mas sempre que o FSM fortaleça a presença dos movimentos sociais – sua forma central de existência.
Lula tampouco é o mesmo de 2003. Seu discurso foi se desenvolvendo conforme o mundo foi mudando e, com ele, a politica externa brasileira foi se tornando mais abrangente. O diagnóstico da crise feito por Lula aponta para responsabilidades centrais das potências capitalistas e sua forma de resgatar aos bancos, mas não a economia dos seus países e a massa da população – vitimas diretas da crise.
O Brasil foi desenvolvendo uma estratégia internacional centrada nas alianças com os países do Sul do mundo – sela na América do Sul, assim com os Brics -, trabalhando na direção de um mundo economicamente multipolar. Da mesma forma que o Brasil foi incorporando temas como a questão palestina e o conflito dos EUA com o Irã, no entendimento de que outros atores deveriam intervir, não apenas para buscar evitar novos focos de guerra, mas também para desarticular focos existentes, com soluções que contemplem todas as partes envolvidas.
São todos temas caros ao próprio FSM, que não teria mesmo como não se alinhar com os governos progressistas latino-americanos que, mesmo com matizes distintos, buscam a construção de alternativas ao neoliberalismo.
Desse ponto de vista, o Fórum de Dacar foi um avanço na superação das barreiras artificiais entre forças sociais e forças politicas, entre resistência e construção de alternativas. Pela evolução do FSM e de Lula foi possível a passagem das diferenças e dos conflitos de 2003 à convergência de 2011.
O próximo – que, ao que tudo indica, será realizado em Porto Alegre – pode permitir uma formatação distinta, talvez colocando no centro mesmo do FSM a relação desses governos com os movimentos sociais, especialmente nos temas em que existem diferenças e tensões – como as questões do meio ambiente, da reforma agrária, da exploração dos recursos naturais, da democratização dos meios de comunicação, entre outros. Assim o FSM assumiria um formato adequado às condições atuais de luta pela superação do neoliberalismo, que representam uma vitória das teses defendidas desde sua origem pelo Fórum e que, por isso mesmo, demandam a atualização de suas formas de existência, para estar à altura dos desafios atuais da construção do outro mundo possível.
30 de jul. de 2009
A Monsanto não quer que o olho do consumidor veja tudo
“Repassando…
A multinacional de sementes transgênicas Monsanto obteve uma liminar de mandado de segurança para impedir a distribuição da cartilha “O Olho do Consumidor” produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretendia padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor na sua escolha de alimentos realmente orgânicos.
O link do Ministério está “vazio” tendo sido retirado o arquivo do site.
Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força legal, estamos distribuindo eletronicamente a cartilha.
Se você concorda com a distribuição envie para os amigos e conhecidos.
Se você não concorda, simplesmente delete este e-mail.”
O link citado no email - este aqui, está funcionando. A informação já está correndo por aí – no INESC, nos comentários sugerindo pauta no
Conversa Afiada, no Transgênicos Não!, no Fórum de Economia Solidária – “Uma rede que está bombando na internet.”
Enquanto isso, a Monsanto diz que “não procedem os boatos” e “desconhece a origem dessa informação”, mas ao mesmo tempo diz que “se orgulha de ser líder em biotecnologia agrícola e acredita profundamente nos benefícios das culturas geneticamente modificadas [...]” (Parece que eles fazem um bom treinamento lá dentro, hein?)
De todo modo, tanto a discussão dos ôrgânicos quanto a discussão dos transgênicos procede (não vou confrontar estes com aqueles pois há mais possibilidades entre). E conhecimento vivo é o conhecimento compartilhado!
Por Trezentos - 30.07.09
26 de jul. de 2009
CARTILHA DO ZIRALDO
Reserva Rio das Furnas
Renato Rizzaro - Gabriela Giovanka
São Leonardo AW Santa Catarina Brasil 88450-000
cell +55 48 9968 0190
Entre no site ou no blog
Por Sugestão de Cida - 26.07.09
21 de jul. de 2009
Presidente Lula abre feira de orgânicos nessa quinta, 23.07, em São Paulo
A partir dessa quinta (23), São Paulo vai se tornar a capital nacional da alimentação orgânica. Durante quatro dias (23 a 26 de julho), a cidade abriga a quinta edição da Bio Brazil Fair – Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia.
Vitrine nacional de tendências, lançamentos e termômetro do segmento, a feira acontece num momento de grande perspectiva em torno desse mercado, que no Brasil cresce de 20 a 30% ao ano.
Endossando as potencialidades do setor e a importância da popularização dos orgânicos, três ministérios participam desta edição com estandes coletivos: Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Ministério da Ciência e Tecnologia, além de SEBRAE, SUFRAMA e ITAIPU BINACIONAL.
Com um amplo mix de produtos in natura e processados, a feira ainda conta com a vasta programação de palestras do Fórum Brasileiro de Agricultura Orgânica e Sustentável e com oficinas de gastronomia orgânica e natural de hora em hora.
Paralelamente à Bio Brazil Fair acontece a Natural Tech – Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde, evento especialmente desenvolvido para lançar e promover lançamentos em alimentação natural, terapias e vida saudável.
(Meio Filtrante)
Fonte: E-Campo - 20.07.09

