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19 de dez. de 2012

Com apoio de movimentos sociais, Lula reage às acusações da imprensa

Imagem: O Globo / Michel Filho
Na manhã desta quarta (19), o ex-presidente Lula participou da troca de posse do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. Acompanhando o presidente, estiveram presentes no ato, diversos representantes de movimentos sociais, como os militantes da UJS e da UNE, que prestaram apoio ao ex-presidente, fortalecendo também a campanha iniciada pelos jovens socialistas “#MexeuComLulaMexeuComigo“.

28 de nov. de 2012

A virtude e o porteiro de Lula

Danuza Leão, que foi esposa de Samuel Wainer, criador do Última Hora - o principal veículo de resistência ao cerco udenista contra Vargas nos anos 50, lamenta a ascensão do consumo de massa no Brasil. Não por ter restrições ao consumo. Mas porque ficou difícil 'ser especial' nesses tempos em que 'todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais', explica na coluna que assina na Folha.

27 de nov. de 2012

Entre 150 países: Brasil usa crescimento e inclui mais em 5 anos



O Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico alcançado nos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população. Se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, os ganhos sociais obtidos no período são equivalentes aos de um país que tivesse registrado expansão anual de 13% da economia.

13 de jan. de 2011

O que está em causa

* Boaventura de Sousa Santos


Depois de décadas de “ajuda ao desenvolvimento” por parte do Banco Mundial e do FMI, um sexto da população mundial vive com menos de 77 centavos por dia. O que vai acontecer a Portugal (no seguimento do que aconteceu à Grécia e à Irlanda e irá acontecer à Espanha, e talvez não fique por aí) aconteceu já a muitos países em desenvolvimento. A intervenção do FMI teve sempre o mesmo objetivo: canalizar o máximo possível do rendimento do país para o pagamento da dívida. A “solução da crise” pode bem ser a eclosão da mais grave crise social dos últimos oitenta anos. O artigo é de Boaventura de Sousa Santos.

Portugal é um pequeno barco num mar agitado. Exigem-se bons timoneiros mas se o mar for excessivamente agitado não há barco que resista, mesmo num país que séculos atrás andou à descoberta do mundo em cascas de noz. A diferença entre então e agora é que o Adamastor era um capricho da natureza, depois da borrasca era certa a bonança e só isso tornava “realista” o grito de confiança nacionalista, do “Aqui ao leme sou
mais que eu…”.

Hoje, o Adamastor é um sistema financeiro global, controlado por um punhado de grandes investidores institucionais e instituições satélites (Banco Mundial, FMI, agências de avaliação de risco) que têm o poder de distribuir as borrascas e as bonanças a seu bel-prazer, ou seja, borrascas para a grande maioria da população do mundo, bonanças para eles próprios. Só isso explica que os 500 indivíduos mais ricos do mundo tenham uma riqueza igual à da dos 40 países mais pobres do mundo, com uma população de 416 milhões de habitantes. Depois de décadas de “ajuda ao desenvolvimento” por parte do BM e do FMI, um sexto da população mundial vive com menos de 77 cêntimos por dia.

O que vai acontecer a Portugal (no seguimento do que aconteceu à Grécia e à Irlanda e irá acontecer à Espanha, e talvez não fique por aí) aconteceu já a muitos países em desenvolvimento. Alguns resistiram às “ajudas” devido à força de líderes políticos nacionalistas (caso da Índia), outros rebelaram-se pressionados pelos protestos sociais (Argentina) e forçaram a reestruturação da dívida. Sendo diversas as causas dos problemas enfrentados pelos diferentes países, a intervenção do FMI teve sempre o mesmo objetivo: canalizar o máximo possível do rendimento do país para o pagamento da dívida. No nosso contexto, o que chamamos “nervosismo dos mercados” é um conjunto de especuladores financeiros, alguns com fortes ligações a bancos europeus, dominados pela vertigem de ganhar rios de dinheiro apostando na bancarrota do nosso país e ganhando tanto mais quanto mais provável for esse desfecho.

E se Portugal não puder pagar? Bem, isso é um problema de médio prazo (pode ser semanas ou meses). Depois se verá, mas uma coisa é certa: “as justas expectativas dos credores não podem ser defraudadas”. Longe de poder ser acalmado, este “nervosismo” é alimentado pelas agências de notação: baixam a nota do país para forçar o Governo a tomar certas medidas restritivas (sempre contra o bem-estar das populações); as medidas são tomadas, mas como tornam mais difícil a recuperação econômica do país (que permitiria pagar a dívida), a nota volta a baixar. E assim sucessivamente até a “solução da crise”, que pode bem ser a eclosão da mais grave crise social dos últimos oitenta anos.

Qualquer cidadão com as naturais luzes da vida, perguntará, como é
possível tanta irracionalidade? Viveremos em democracia? As várias
declarações da ONU sobre os direitos humanos são letra morta? Teremos
cometidos erros tão graves que a expiação não se contenta com os anéis e
exige os dedos, se não mesmo as mãos? Ninguém tem uma resposta clara
para estas questões mas um reputado economista (Prêmio Nobel da
Economia em 2001), que conhece bem o anunciado visitante, FMI,
escreveu a respeito deste o seguinte:

“as medidas impostas pelo FMI falharam mais vezes do que as em que tiveram êxito…Depois da crise asiática de 1997, as políticas do FMI agravaram as crises na Indonésia e na Tailândia. Em muitos países, levaram à fome e à confrontação social; e mesmo quando os resultados não foram tão sombrios e conseguiram promover algum crescimento depois de algum tempo, frequentemente os benefícios foram desproporcionadamente para os de cima, deixando os de baixo mais pobres que antes. O que me espantou foi que estas políticas não fossem questionadas por quem tomava as decisões…Subjacente aos problemas do FMI e de outras instituições económicas internacionais é o problema de governação: quem decide o que fazem?”
(Joseph Stiglitz, Globalization and its Discontents, 2002)

Haverá alternativa? Deixo este tema para a próxima crônica.

(*) Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

5 de set. de 2010

A Serra o que é de Serra: nada


Por Flávio Aguiar, Carta Maior - de Berlim

Na mídia européia aumentou o número de referências a que Dilma Roussef pode ganhar no primeiro turno. De Portugal à Alemanha, do Reino Unido à França, comenta-se a possibilidade.

Às vezes isso desagrada. Para comentaristas conservadores, Dilma é uma “estatista” convicta, mais do que Lula. Isso é uma dor de cabeça. O governo Lula tirou o Brasil da crise financeira rapidamente e com pouco dano porque está fazendo o contrário do que os economistas e governos conservadores – sejam social-democratas ou democrata-cristãos – estão pregando e fazendo.

Para montar o fundo de reserva para proteger o euro – e antes, ainda, para impedir que a bancarrota da Grécia arrastasse consigo os bancos alemães e franceses credores, o que faria a Europa inteira virar um Titanic e bater no iceberg de suas insolvências nacionais – tiveram de recorrer ao FMI. Mais: às receitas do FMI. A Europa virou uma gigantesca Argentina do século passado.

E passaram a foice nos direitos de trabalhadores, pensionistas, aposentados, usuários de programas sociais, etc., com danos que serão sentidos nas próximas gerações. Por exemplo: a Itália acabou com um programa chamado “professores de rua”, que colocava educadores nas ruas, no sul do país, para convencer jovens a sair da tentaçào da máfia e do narcotráfico e voltar para a escola. O dano vai ser enorme.

A Alemanha cortou a renda que o governo dava às mães solteiras. O dano também vai ser enorme.

E ainda caíram de martelo em cima dos salários, partcularmente do setor público. O dano também vai ser enorme.

Mas saudando números, economistas e comentaristas conservadores deliram porque a Alemanha “dá mostras de recuperação e puxa a economia européia para cima”. Claro, graças a exportações bilionárias para a China. O poder aquisitivo interno está evaporado. Aposta-se em que as exportações farão cair o nível de desemprego. Quosque tandem? Até quando? Aí cai-se na reza para que a China continue crescendo, e apostando também no seu mercado interno.

Mas acontece que no meio do caminho tem o Brasil, tem o Brasil no meio do caminho. Adotando uma saída do tipo da Malásia, que no século passado, quando da crise da dívida externa no Sudeste Asiático fez tudo o contrário do que o FMI queria, e saiu-se bem, ao contrário da Indonésia, da Tailândia, até da Coréia do Sul, o Brasil “investiu em investimentos”, continuou melhorando salários, subsidiou a linha branca, etc., vocês aí devem conhecer as soluções melhor do que eu, aqui de longe, apesar da internet. O que fazer com o Brasil? Essa é uma pergunta alarmante no cenário internacional para as ortodoxias econômicas.

A esperança era José Serra. Uma virada que reintegrasse o Brasil na ortodoxia mais roxa que pano de quaresma e meia de cardeal. Não está dando certo. Por quê?

Porque Serra nada tem a oferecer. Os comentários da mídia a que aludi acima são expressivos. Porque aí vem a emenda, que para o arraial serrista é pior do que o soneto. A mesma mídia que cautelosamente aponta a possibilidade da vitória de Dilma, assinala que só um fato novo poderia virar o quadro, nem que flosse para jogar tudo para o segundo turno. Mas diz – como no caso da The Economist - esse fato novo só pode ser algo como uma denúncia que vire a mesa. Ou seja, de Serra, na verdade, nada se espera. Como dizia o Barão de Itararé: ali donde nada se espera, é que não sai nada mesmo. O The Guardian chegou a dizer que o programa de TV de Dilma arrasa com o de Serra.

Serra perdeu a voz, a vez, está mal no santinho, na paróquia, etc. Só não perdeu o grito. Dilma disse muito bem que eleição se ganha no voto, não em pesquisa. Mas há quem queira ganhar no grito, já que não tem outro recurso. E com ajuda da gritalhada da mídia conservadora brasileira, claro.

Acontece que, no caso das quebras de sigilo, o tribunal eleitoral não aceitou a denúncia contra Dilma, por falta de provas. Mais cedo ou mais tarde, isso vai prevalecer sobre a gritaria, as conjeturas, as hipóteses, as contra-hipóteses, as teses abstrusas, esse mar de lama em que se tenta sufocar a eleição brasileira e o debate das propostas. Porque um lado – o de Serra – não tem propostas que possa apresentar, só as que não pode apresentar, que envolvem a demolição dos direitos conquistados e exercidos pelo povo brasileiro nos últimos anos.

Querem nos transformar numa nova Grécia.

Esconjuro. A Serra o que é de Serra: nada.

Flávio Aguiar é correspondente internacional da agência Carta Maior em Berlim. 


Do Blog O terror do Nordeste - 05.09.2010

6 de jul. de 2010

FHC manda Serra pendurar FHC no pescoço











Do Conversa Afiada

Tomara que o Serra pendure ele no pescoço

Naquele estilo engordurado, que instala colesterol só de ler, o Farol de Alexandria dá severo recado ao Serra, na página 2 do Estadão:

“Está na hora de cada candidato, com a alma aberta e a cara lavada, dizer ao País o que pensa.”

Não há de ser a Dilma que precise dizer ao País o que pensa.

Se houvesse alguma dúvida, bastava consultar o IBGE, a primeira página da Folhaaquela tabelinha de hoje (“Investimentos federais batem recorde com Lula”), ou que compara o Governo Lula ao do FHC.

Todo mundo sabe o que a Dilma pensa: seguir a obra do Governo Lula, que deu de 10 a 0 no do Farol.

Logo, o FHC está desesperado, porque o candidato dele não veste a camisa do Governo FHC.

Aliás, nenhum candidato do PSDB vestiu a camisa do Governo do FHC.

Em 2002, o Serra fugiu do Governo FHC – de que foi Ministro do Planejamento e da Saúde – como o Galvão foge do twitter.

Em 2006, o Alckmin vestiu a camisa da Petrobrás e do Banco do Brasil para jurar que é contra as privatizações.

(Por falar nisso vem aí o livro “Nos Porões da Privataria”, de Amauri Ribeiro Jr, o tal livro que aloprou o Serra. Amaury trata da sociedade em Miami – em Miami ! – da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.)

Esse é que é o problema do Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade e foi destruído num terremoto (eleitoral).

A herança dele é letal.

O que sobrou foi a arrogância udenista, o paulistismo.

Clique aqui para ler sobre o fim do paulistismo na política brasileira.

E aqui para ver por que o PSDB perdeu a hegemonia e teve que se ajoelhar aos pés da família Maia, no Rio.

Já que estamos na época de tocar um tango argentino, como fez a Globo para humilhar o Maradona, o melhor que faz o FHC é cantar um tango argentino.

E celebrar os 30% do Datafalha (Clique aqui e leia “Por que a Folha prefere se desmoralizar com o Datafalha”) e do Globope, de onde o candidato dele não sai desde 2002.

O PiG (*) de hoje celebra o “empate técnico” do Serra.

Como diria o Galvão, depois que a Holanda empatou: “já esteve melhor para o Serra”.

Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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5 de ago. de 2009

Lula da Silva: "Hoy somos nosotros los que decimos al FMI lo que hay que hacer"


"Los tiempos en que dependíamos del FMI acabaron "Brasil arremete contra el FMI por sus advertenciasLula da Silva"

El presidente de Brasil defiende su independencia frente a la institución, que ha pasado de prestar dinero a la economía brasileña a recibir un préstamo de 10.000 millones

El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, ha afirmado hoy que ahora es Brasil el que le dice al Fondo lo que tiene qué hacer y no lo contrario. "Ahora pasamos a ser escuchados. Hoy somos nosotros los que estamos diciendo lo que el Fondo Monetario Internacional (FMI) tiene que hacer y no lo contrario, como siempre ocurría", afirmó el jefe de Estado de Brasil en una columna en la que responde cartas de lectores de diarios brasileños.

Lula: "Brasil no sólo no pide apoyo financiero sino que presta 10.000 millones de dólares a la institución" .

Lula, que ya expresó su deseo de independencia respecto a esta institución en una entrevista a EL PAÍS en octubre , se ha reafirmado en estas posturas después de que fuese su país, y no al revés como ha ocurrido hasta ahora, el que hiciese un préstamo al FMI. El gobernante brasileño se refiere al préstamo por 10.000 millones de dólares que Brasil le hizo este año al Fondo Monetario Internacional (FMI) al responder a la carta de un economista sobre la conveniencia del país de estar prestándole dinero al organismo.

"Mientras que los otros países aún se debaten con la crisis, nosotros estamos saliendo de ella fortalecidos, en condiciones ventajosas, con mayor poder de negociación en las relaciones diplomáticas y comerciales", afirma Lula en la columna El presidente responde.

Según el gobernante, que reconoció que como líder de la oposición siempre fue crítico con la presencia del FMI en Brasil, durante mucho tiempo Brasil fue deudor del Fondo y siempre obedeció, "como un niño bien comportado", las órdenes de los técnicos del organismo. "Ahora, por primera vez desde la Segunda Guerra Mundial y en medio de una grave crisis económica, Brasil no sólo no pide apoyo financiero sino que presta 10.000 millones de dólares a la institución", afirmó. Siempre dijimos que fuimos el último país en sufrir la crisis y que seríamos el primero en superarla. Hoy incluso los que preveían lo peor están reconociendo que teníamos razón", ha afirmado triunfalmente.

Brasil, que ya arremetió através de la ministra Dilma Rousseff contra el FMI cuando publicó su informe sobre Brasil, forma parte del BRIC, el grupo de los principales países emergentes junto con Rusia, India y China.

ELPAÍS.com / EFE 04/08/2009