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9 de jan. de 2017

Assange: Temer trocou segredos do Brasil por apoio dos Estados Unidos



Julian Assange, fundador do Wikileaks, afirmou que Michel Temer forneceu informações estratégicas sobre o Brasil à embaixada norte-americana, em troca de apoio dos Estados Unidos ao golpe parlamentar de 2016.


1 de ago. de 2011

Como o sistema financeiro mundial criou a dívida

Ao contrário da crença popular, o dinheiro que circula pelo mundo não é criado pelos governos, mas sim pela banca privada em forma de empréstimos, que são a origem da dívida. Este sistema privado de criação de dinheiro tornou-se tão poderoso nos últimos dois séculos que passou a dominar os governos em nível mundial. No entanto, este sistema contém em si próprio a semente da sua destruição e é o que estamos experimentando na crise atual. Dados os seus níveis colossais, trata-se de uma dívida impagável.


17 de mar. de 2011

O roteiro de Barack Obama – Brasil, Chile e El Salvador – é instrutivo

Imagem: american.com
Viagem  de Obama ao Brasil
16/3/2011, Greg Grandin, The Nation, Blog The Notion
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Barack Obama parte amanhã para a América Latina, levando pouco mais que um sorriso de um milhão de dólares e a esperança de que ainda reste nos corações e mentes algum vestígio do encanto dos dias em que foi eleito nos EUA, eleição que os latino-americanos festejaram com real e profundo entusiasmo.

A viagem visa a mostrar que o governo Obama não se deixou impedir, por crises, domésticas e internacionais, de engajar-se proativamente com a região. 

Mas a verdade é que, na América Latina, Obama disputará jogo de pega-pega, tentando segurar a China e impedir que continue a avançar por solos que já foram “o quintal” dos EUA; e tentará promover uma alternativa aos países chamados “da esquerda bad” (Venezuela, Nicarágua, Bolívia e às vezes o Equador e a Argentina) e reconquistar o Brasil para a “órbita” dos EUA. 

Com sua economia de 6 trilhões de dólares, o Brasil ajudou a promover o que o presidente do Equador Rafael Correa chamou recentemente de “a segunda e definitiva independência” da América Latina, opondo-se a Washington em várias questões, da mudança climática ao comércio, da Palestina a Honduras e ao Irã.

Recapitulemos. Prometer atenção renovada à América Latina é coisa que candidatos prometem, tão certo como beijarão bebês fofos. Mesmo assim, houve quem confiasse que Obama seria diferente. 

Quando Obama foi eleito, a América Latina era governada por presidentes que, cada um deles, representava uma diferente tradição progressista: a Teologia da Libertação (Lugo, do Paraguai), o sindicalismo (Lula, do Brasil), povos indígenas e o campesinato (Morales, da Bolívia), o feminismo (Bachelet, do Chile), a economia social-democrata (Correa, do Equador) e até o populismo militarista (Chavez, da Venezuela) – e esses líderes contavam com que Obama se reuniria a eles no Pantheon, vendo-o como uma culminação das lutas pelos direitos civis nos EUA.

(...) Mas, como Obama aprendeu bem depressa, os obstáculos a uma diplomacia hemisférica efetiva nunca estiveram em alguma “esquerda bad” na América Latina e sempre estiveram lá mesmo, nos EUA: no lobby anti-Castro, na agroindústria, no fundamentalismo racista anti-latinos, e, claro, também no Departamento de Estado e no Departamento de Comércio, todos lotados de remanescentes dos governos Clinton e Bush, ativos para impedir qualquer tipo de avanço progressista – nas questões dos migrantes, nas relações com Cuba, no contrabando de armas para o México, nas tarifas (a tarifa de 54 cents cobrada em cada galão do etanol importado do Brasil foi renovada – como se os EUA fossem inimigos figadais de qualquer “livre comércio”) e na resistência às políticas de inclusão e redução da miséria. 

Resultado da ação dessas forças, nos EUA, Obama sucumbiu à inércia, levou adiante uma guerra desastrada às drogas e tocou sua agenda econômica como se 2008 nos EUA (ou 2002 na Argentina, o pior colapso econômico jamais registrado na história) não tivessem acontecido.

O roteiro de Obama – Brasil, Chile e El Salvador – é instrutivo. Se Washington ainda sonha com salvar sua diplomacia para o hemisfério, depende absolutamente da ajuda do Brasil – com sua economia diversificada e gigantescas reservas de petróleo (que não param de aumentar com novas jazidas descobertas quase diariamente). E a decisão de visitar também Chile e El Salvador tem de ser interpretada como alguma espécie de aposta, para mostrar que os EUA podem trabalhar com governos ao longo de todo o espectro político... e tentativa para manter esse espectro bem limitado: no máximo, uma direita reformada (à moda do Chile de Sebastián Piñera) e uma “esquerda” desdentada, não ameaçadora, absolutamente contida (à moda de El Salvador de Mauricio Funes).

Nos próximos dias, esse blog acompanhará o tour de Obama pela América Latina. 

Bom sinal de que a viagem não passa de tour de celebridade midiática, em troca de ganhar prestígio político, seria que Obama, no Brasil, anunciasse que apoia o esforço do país para alcançar assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Seria sinal de que Washington, afinal, aceitou a existência de uma nova América Latina; e de que os EUA reconhecem que, se querem mesmo conter a hemorragia fatal que mina a influência norte-americana no continente, é indispensável que os EUA reconheçam o Brasil como parceiro – e parem de ter chiliques ‘diplomáticos’ cada vez que Brasília aponta ao mundo a fenda de proporções geológicas que separa a retórica e a ação dos EUA (por exemplo, se alguém quiser verificar as dimensões da fenda, no caso de Honduras). 

Vamos ver. Mas nada garante que Obama seja suficientemente hábil para, ou que deseje suficientemente, superar as dificuldades atuais. A última coisa que muitos em Foggy Bottom ou no Pentágono desejam ver é o Brasil com destaque ainda maior do que o que já alcançou por seus próprios meios, como força capaz de conduzir o que, antigamente, Washington conhecia como Terceiro Mundo.

Recentemente, em conferência de imprensa em Pequim – que destacou a importância do novo eixo Sul-Sul que se vai constituindo –, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, reiterou a oposição de seu país à militarização da crise da Líbia, alinhando-se, ao lado de Venezuela e África do Sul, na conclamação para que se busque solução negociada, contra qualquer tipo de “no-fly zone” a ser imposta à Líbia, solução ilegal, oposta ao que determina a Carta das Nações Unidas. Dias depois, o Brasil reafirmou essa posição, em declaração conjunta com Índia e África do Sul.

E só por um triz a viagem do Obama não foi cancelada: bastaria que os Republicanos cumprissem as ameaças que haviam feito, de “paralisar o governo”. Imaginem se, algum dia, algum Congresso pensaria em proibir Ronald Reagan de sair em passeio turístico pela América Latina, a bordo de seu Big Bird. Se tivesse acontecido, Washington poderia jogar a chave da região nas mãos da China e enfiar, de vez, a violinha no saco.

Do Rede Casthorphoto - 17.11.2011

20 de jul. de 2009

Dilma participa de reunião com empresários brasileiros e americanos nos Estados Unidos

Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participa hoje (20) e amanhã, nos Estados Unidos, de reunião com ministros, secretários de governo e empresários brasileiros e norte-americanos. O encontro será encerrado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A 4ª Reunião do Fórum de Altos Executivos de Empresas do Brasil e dos Estados Unidos ocorre em Washington e tem na pauta temas como o acordo bilateral para evitar a dupla tributação, a facilitação na concessão de vistos e as negociações da Rodada Doha. Também devem ser discutidos projetos de infraestrutura e intercâmbio tecnológico, além de promoção e proteção do investimento, eficiência energética e meio ambiente.

Dez empresários brasileiros e dez americanos estão presentes na quarta edição do fórum, que teve início em 2007, em Brasília. Do lado brasileiro participam dirigentes das seguintes empresas: Gerdau, Vale, Embraer, Coteminas, Odebrecht, Votorantim Participações, Sucocítrico Cutrale, Camargo Côrrea, Stefanini IT Solutions e Banco Safra.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge também participa do evento.

Da Agência Brasil - 20.07.09

Leia também:

Dilma se encontra com Obama nos EUA

18 de jul. de 2009

A mosca (PIG)** ( que Obama matou) tenta ressuscitar. Deixa o Raulzito em Paz !!

Obama mata jornalista da Folha

Por Valdir Fiorini - 17.06.09
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Eduardo Guimarães: mudam as moscas, mas ...

Por Azenha - 16.06.09

Texto: Eduardo Guimarães, em Cidadania.com

A nova propaganda da Folha de São Paulo invadiu o horário nobre das tevês enfiando em nossas casas as caras da turma toda.

Clóvis Rossi, Barbara Gância, Gilberto Dimenstein e todo o resto do principal séquito midiático do PSDB paulista.

Todos entoando versos da música do mestre Raul Seixas que aludia a perturbação de alguém por outrem.

O fracasso lhes subiu à cabeça, pelo visto. A direita é assim: mudam as moscas, mas a merda continua a mesma.

Em homenagem ao delírio dos ditabrandos de Serra, aí vai a íntegra da composição de um homem que deve estar dando voltas no túmulo a esta hora:

Mosca Na Sopa

Raul Seixas

Composição: Raul Seixas
Eu sou a mosca
Que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca
Que pintou prá lhe abusar...(3x)

Eu sou a mosca
Que perturba o seu sono
Eu sou a mosca
No seu quarto a zumbizar...(2x)

E não adianta
Vir me detetizar
Pois nem o DDT
Pode assim me exterminar
Porque você mata uma
E vem outra em meu lugar...

Eu sou a mosca
Que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca
Que pintou prá lhe abusar...(2x)

-"Atenção, eu sou a mosca
A grande mosca
A mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto
A zum-zum-zumbizar
Observando e abusando
Olha do outro lado agora
Eu tô sempre junto de você
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Quem, quem é?
A mosca, meu irmão!"

Eu sou a mosca
Que posou em sua sopa
Eu sou a mosca
Que pintou prá lhe abusar...(2x)

E não adianta
Vir me detetizar
Pois nem o DDT
Pode assim me exterminar
Porque você mata uma
E vem outra em meu lugar...

Eu sou a mosca
Que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca
Que pintou prá lhe abusar...(2x)

Eu sou a mosca
Que perturba o seu sono
Eu sou a mosca
No seu quarto a zumbizar...(2x)

Mas eu sou a mosca
Que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca
Que pintou prá lhe abusar...

PARA QUEM TIVER ESTÔMAGO, O VIDEO ESTÁ AQUI, NO CIDADANDIA.COM

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Miss Piggy goes crazy

Por Valdir Fiorini - 13.07.09

Trecho de brilhante texto de meu fã (ou seria ídolo?) Miguel do Rosário. Na mesma postagem ele esculhamba Clóvis Rossi, mas esse nem crítica merece. Um homem de mais de 70 anos imitando mosca na TV, faça-me o favor...


A Miriam Leitão voltou a ficar louca, se é que algum dia deixou de sê-lo. Diante da possibilidade do governo iniciar um programa inédito de redução da carga tributária sobre a folha salarial, o que é, a meu ver, um problema real no Brasil, ela agora é contra. Diz que o governo já reduziu imposto demais e não tem como ampliar os cortes. Depois de anos pregando contra a carga tributária, Leitão se torna, de súbito, defensora dos impostos altos.

Na realidade, ela está totalmente destrambelhada. Suas previsões catastróficas não se realizam e ela começa (assim espero) a desconfiar que vem se tornando motivo de chacota pública. A reação, todavia, ao invés de vir na forma de uma revisão de atitudes, manifesta-se por uma intensificação de histeria e demonstração de desequilíbrio emocional.

Entretanto, há um ponto que começo a gostar na Miriam. Na falta de um apoio mais firme para criticar o governo, ela vem ensaiando tornar-se uma ecoxiita, uma ambientalista radical. Acho ótimo. É uma tremenda evolução, e o governo precisa mesmo ser fortemente criticado nessa área. Não porque esteja fazendo feio nessa área (provavelmente está), mas porque sempre se pode fazer melhor. Além disso, prefiro mil vezes uma Miriam ecoxiita do que a profetiza de calamidades sociais e econômicas que ela vem sendo nos últimos anos.

Leia MAIS

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Nassif e as manchetes da Folha (*). Apesar de o Lula ser presidente, a Folha (*) o tratra como se não fosse

Por Paulo Henrique Amorim - 03.07.09

Apesar de ser sampaulino, a Folha garante que o Lula é corinthiano

Apesar de ser sampaulino, a Folha garante que o Lula é corinthiano

Extraído do Blog do Nassif -

Das manchetes da Folha
Da Folha Online
Mesmo com a crise no Senado, Lula abre espaço em sua agenda para receber o Corinthians

Concurso de sugestões:
1. Apesar dos acidentes seguidos com Airbus, Lula recebe o Corinthians.

2. Apesar da crise no Senado, Lula não deixou de almoçar e planeja jantar no final da noite.

3. Apesar da vitória do Corinthians, continua a crise no Senado.

4. Assim como o Inter, Sarney empata o jogo mas não leva a taça.

5. Apesar do Arthur Virgilio, Corinhians leva a taça, mas Sarney empata o jogo.

6. Apesar do Imperador Gilmar, perdão é rei, perdão, errei.

André Almeida
Mesmo com lua minguante, Lula recebe time do Corínthians.

Alessandro
Apesar da idade, Lula força Sarney a continuar em campo.

Luís Abeid
Embora não tenha voltado pra apoiar as vítimas do Airbus, Lula retorna pra cumprimentar Corinthians,

Alessandro
Calendário curto impede venda de senadores e Lula prejudica Inter.

Kiko

Apesar da população de cegonhas no mundo diminuir, o nascimento de seres humanos continua crescendo.

André Oliveira
Apesar da crise no Senado, Presidente tem uma noite de sono normal.

Marcos P.B.

Apesar da cratera do metrô em São Paulo, Lula recusa novamente o 3º mandato;

DKRC
Apesar de crise no Senado, Lula assistiu a jogo do coringão ontem de noite.

lizi
Apesar de Lula, Coríntians é campeão.

Silvana
Apesar de José Serra ser palmeirense, Lula recebe o Corinthians.

(*) Folha – Apesar de dizer que é a mosca que caiu na sopa do Lula, a Folha é aquele pseudo-jornal que publicou a ficha policial falsa da Dilma, disse que o Aécio ia ser candidato a vice do Zé Pedágio, dá tratamento especial a Zé Pedágio na seção “Painel”, leva o Fernando Henrique a sério, disse que o Fidel tinha câncer, e, nos anos militares, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

(*) Folha é aquele jornal da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

PHA

14 de jul. de 2009

Barack Obama diz a Africa: «yes, you can»

Barack Obama, pediu este sábado a Africa que assuma o controle de seu destino, lutando contra as práticas antidemocráticas, as guerras e as doenças, além de assegurar o apoio americano ao continente. Em sua primeira visita como presidente à África negra, Obama adaptou seu slogan de campanha, «yes, you can», para pedir aos africanos que não voltem a invocar o colonialismo para explicar as guerras, a doença, o subdesenvolvimento, as práticas antidemocráticas e a corrupção no continente repleto de «promessas».

«Vocês podem vencer a doença, acabar com os conflitos, mudar fundamentalmente as coisas. Vocês podem fazer isto. Sim, vocês podem (yes you can)», afirmou para os aplausos dos deputados de Gana no Parlamento de Acra. «Mas isto só é possível se vocês, todos, assumirem a responsabilidade de vosso futuro. Não será fácil. Levará tempo e esforços. Existirão testes e contrariedades. Mas posso prometer isto: os Estados Unidos estarão ao lado de vocês, em cada etapa, como sócio, como amigo».

A visita de Obama levantou o fervor popular. Centenas de pessoas o esperavam desde o amanhecer nos arredores do palácio presidencial, onde foi recebido pelo presidente John Atta Mills antes de seguir para o Parlamento. Muitos ganenses tinham a esperança de ver Obama por alguns segundos. Alguns exibiam cartazes com a frase: «Obama é o verdadeiro filho da África que queremos».

Entre a multidão, Ama Agyeman, uma mulher de 80 anos, em cadeira de rodas, ajudada pelo neto de 10 anos afirmou que desejava ver o primeiro presidente negro dos Estados Unidos antes de morrer. Obama, filho de um queniano que emigrou para os Estados Unidos para estudar antes de voltar ao país, recordou no Parlamento que o sangue da África corre em suas veias e que sabe o dano provocado pelo colonialismo no continente.

Mas, apesar de ter reconhecido a responsabilidade do colonialismo, completou: «É fácil acusar os outros, mas o Ocidente não é responsável pela destruição da economia zimbabuana na última década ou pelas guerras que alistam crianças entre os combatentes». Obama, que escolheu o Gana por ser um raro exemplo na África de transições democráticas e êxitos econômicos, pediu aos africanos que adotem regras de boa governança e acabem com as mudanças brutais de regime porque «a África não precisa de homens fortes, precisa de instituições fortes».

Ele completou que o apoio americano ao desenvolvimento dependeria da adesão às regras democráticas. Insistiu ainda no papel da parceria. Obama também prometeu a manutenção da ajuda dos Estados Unidos à luta contra as doenças na África, com o objetivo de erradicar a malária, a tuberculose e a pólio. «Ainda morrem muitas pessoas por doenças que não deveriam ser fatais», afirmou, antes de destacar que a luta passa por um reforço dos sistemas de saúde africanos.

Ao comentar o genocídio em Darfur e o aumento do terrorismo na Somália, ele defendeu uma resposta internacional, mas também se mostrou favorável a uma visão de «arquitetura regional de segurança que seja forte e possa produzir uma força transnacional eficaz quando necessário». «Então, os Estados Unidos darão seu apoio diplomático, técnico, logístico e respaldarão os esforços para que os criminosos de guerra sejam julgados», disse.

Antes de retornar aos Estados Unidos, Obama visitará um hospital de Acra especializado na luta contra a malária e, ao lado da esposa, Michelle, que é descendente de escravos, pretende conhecer Cape Coast, local importante da tragédia do tráfico de escravos da África.

Por Raiz.online - 12.07
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Atualizado em 14.07.09
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Por Azenha

Obama:
visita ao "Golfo do Petróleo" Africano


Texto:
Emira Woods - The Nation

2 de jul. de 2009

Deposição de Zelaya é ilegal, diz Obama

“Líder americano afirma que presidente de Honduras deve retomar o poder e condena? interferência externa? no país Gustavo Chacra e Patrícia Campos Mello, O estado de São Paulo Numa dura reação contra o golpe militar desfechado no domingo em Honduras, o presidente americano, Barack Obama, qualificou ontem de "ilegal" a situação no país e exortou os hondurenhos à retomada da estabilidade e da democracia, com o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya.Em comunicado, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que o "golpe foi ilegal" e acredita que Zelaya continua sendo presidente de Honduras. Ele acrescentou que "está preocupado" com as notícias sobre a "detenção e expulsão" de Zelaya. "Peço a todos os atores sociais e políticos em Honduras que respeitem as normas democráticas. Qualquer tensão ou disputa deve ser resolvida pacificamente por meio de um diálogo livre de interferência externa", disse Obama. "Não queremos retornar ao passado obscuro. O presidente Zelaya foi eleito democraticamente e não havia terminado ainda seu mandato. Para nós, ele segue como presidente de Honduras."A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, afirmou, em entrevista coletiva, não ter dúvida de que a situação evoluiu para um golpe, apesar de o governo de facto recém-instalado insistir na legalidade da destituição de Zelaya."O presidente, como vocês sabem, foi expulso. Outra pessoa o está substituindo. Consideramos esta uma situação que requer atenção constante e estamos trabalhando com nossos parceiros e utilizando a OEA (Organização dos Estados Americanos) como nosso veículo multilateral", diz Hillary.”
Matéria Completa,

::Aqui:: http://nogueirajr.blogspot.com/

Por Daniel Pearl - 01.07.09

30 de jun. de 2009

O eixo do caos

Por Emir Sader -28.06

A exportação dos seus problemas é uma das características da estratégia imperial dos EUA. É o complemento indispensável da “missão civilizadora” que se atribui como potência pelo mundo afora. Não houvesse um mundo selvagem fora, não se poderia justificar a ação “civilizatória” que os EUA reivindicam.

Em janeiro de 2002, George W. Bush, então presidente dos EUA, anunciou a existência de um “eixo do mal”, que promoveria o terrorismo, os ajudaria a obter armas de destruição em massa, etc., etc. Três países seriam os membros mais importantes desse eixo: Irã, Iraque e Coréia do Norte. As duas “guerras infinitas” a que se meteu os EUA se fundavam nesse enfoque: invasões do Afeganistão e do Iraque.

Agora, sem que se tenha fechado esse período, os ideólogos da doutrinas das “guerras preventivas” apontam para um novo eixo: o "eixo do caos". É o que anuncia Niall Ferguson, intelectual orgânico da estratégia norte-americana, na edição espanhola do Foreign Policy. Esse novo eixo contaria com “pelo menos nove membros e talvez mais”. Estariam unidos “pela perversidade de suas intenções assim como por sua instabilidade, que a crise financeira só faz piorar a cada dia”.

Segundo Ferguson, a “turbulência brutal” que caracterizaria o mundo atual teria três causas primárias: a desintegração étnica, a volatilidade econômica e o declínio dos impérios. No Oriente Médio os três fatores estaria fortemente concentrados, justificando, segundo ele, sua situação explosiva.

A revista seleciona três casos dessa lista “caótica”: Somália (“a anarquia interminável”), Rússia (“o novo estilo agressivo) e México (“as misérias causadas pela guerra do narcotráfico"). São três casos de uma lista de nove membros do suposto eixo do caos.

Gaza, a partir da frustrada ofensiva militar de Israel, viu piorar suas condições econômicas e sociais, ao mesmo tempo que fortaleceu o Hamas e enfraqueceu as forças consideradas moderadas – como o Fatah e o Egito, ao mesmo tempo que favoreciam a eleição de um governo de direita radical em Israel, dificultando mais ainda qualquer nova iniciativa de paz na região.

Claro que o Irã faz parte também desta lista, porque apoiaria às forças desestabilizadoras na região – Hezbolah no Libano, Hamas na Palestina -, possuindo armamento nuclear, enquanto sofre os efeitos da crise econômica internacional e da baixa do preço do petróleo.

O Afeganistão, evidentemente, seria outro pivô do eixo do caos, agora fazendo um casal inseparável com Paquistão. Os governos dos dois países estariam “entre os mais fracos que existem”, envolvidos entre taliban e armamento nuclear.

Outros membros do eixo seriam a Indonésia, a Turquia e a Tailândia, onde a crise exacerba os conflitos internos. Mas usar estes critérios permite estender a lista muito mais, então se fala da pirataria na Somália, na guerra na República Democrática do Congo, na violência em Darfur e em Zimbabwe. E se ameaça: “Não é arriscado dizer que a lista vai aumentar ainda este ano.” O diagnóstico remeteria a três fatores, que se articulariam entre si: “a volatilidade econômica, mais a desintegração étnica, mais um império em declive: a combinação mais letal que existe em geopolítica.” O que apontaria para o inicio de uma “era do caos”.

Os casos escolhidos servem como exemplos. A Somália seria “o lugar mais perigoso do mundo”, um “Estado governado pela anarquia, um cemitério de fracassos em política exterior que só conheceu seis meses de paz nos últimos vinte anos”, onde “o caos interminável do país ameaça devorar toda uma região.”

Na Rússia, “Putin baseou seu apoio popular em um Estado autoritário que fez crescer as rendas mais altas e devolveu à Rússia o orgulho de grande potência. Mas a crise está ameaçando tudo. E o que se avizinha pode ser pior.” Já o México estaria em um “estado de guerra”, em que os narcotraficantes “se converteram em uma autêntica insurgência. Só no ano passado a violência cobrou mais vidas do que estadunidenses mortos no Iraque. E o fim parece próximo.”

Da mesma forma que ocorria quando se anunciou “o eixo do mal”, nenhum diagnóstico global para definir o que tem a ver a globalização, a dominação imperial estadunidense, os modelos econômicos neoliberais tem a ver com isso. Se naturaliza o caos. Ele não seria uma das conseqüências da “ordem global”, da “ordem imperial”, da “ordem estadunidense” no mundo.

O terror se combatia com “guerras infinitas”. E esse suposto “caos”, quando os centros do sistema, eles mesmos, geram caos, insegurança, instabilidade, miséria, concentração ainda maior de pode e riqueza, industrias bélicas em crescente expansão? Somente outra ordem, outro mundo, pode diagnosticar e superar o caos – tanto nas periferias, quanto nos centros agonizantes do sistema financeiro global.