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29 de dez. de 2012

O medo da "Ley de Medios" no Brasil


Por Valéria Nader e Gabriel Brito, no Correio da Cidadania

Após cinco anos de sua idealização, a Argentina conseguiu concretizar a vigência de uma nova Lei de Mídia, redigida a fim de regulamentar a arena das comunicações e reordenar a ocupação do espectro eletromagnético, quebrando os monopólios da mídia comercial. Neste contexto, vários anos se passaram com os mesmos grupos empresariais dominantes bombardeando o governo de Cristina Kirchner, que estaria a “atentar contra a liberdade de expressão”.

15 de dez. de 2012

Relator da ONU defende a democratização da comunicação brasileira

O relator da ONU Fank La Rue. Foto: Violaine Martin_CC
Para Frank La Rue, o problema é que os grandes conglomerados esquecem que as mídias comunitárias também são imprensa e que as telecomunicações não podem ser vistas somente pelas óticas do mercado

Do Brasil de Fato 

O relator especial para Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank La Rue, defendeu que o governo brasileiro regule a distribuição das concessões de rádio e TV, com o objetivo de evitar que conglomerados dominem os meios de comunicação. Nesta quinta-feira (13), La Rue participou de dois encontros sobre liberdade de expressão e concentração de mídia no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) e na Câmara Municipal de São Paulo.

8 de ago. de 2012

Empresas de telefonia cobram tarifas abusivas e precarizam o atendimento em todo país (nas imagens).

Blog do Ceará
Blog do Paraná
Blog do Piaui



Blog da Paraíba


Uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) que será proposta na Câmara pretende fazer uma devassa nas contas das operadoras de telefonia móvel no Brasil.

Um dos argumentos que respaldam a investigação é o fato de as quatro maiores empresas em atividade no País (Vivo, Tim, Claro e Oi) dominarem 99% do mercado e cobrarem as tarifas mais caras do mundo.

4 de jun. de 2012

FHC foge da Ley de Medios

Imagem: Blog do Sem Mídia
Saiu no Estadão e no Globo, onde o PIG gorjeia como em nenhum outro lugar, artigo de Fernando Henrique Cardoso sobre “Política e meios de comunicação – não basta mudar o espaço na mídia, é preciso haver vozes de oposição”.
 
Por Paulo Henrique Amorim - do blog Conversa Afiada:

20 de nov. de 2011

Novo marco regulatório para as Comunicações



Por um Novo Marco Regulatório para as Comunicações: O PT convida ao debate

Programação

Local: Hotel Braston, salão Topázio, Piso C
Rua Martins Fontes, 330, Centro de São Paulo

Dia 25 de novembro de 2011

8 de fev. de 2011

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, é o convidado do Sindicato dos Bancários São Paulo, Osasco e região e da Rede Brasil Atual para debater o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e outros desafios da comunicação. O evento será realizado no próximo dia 15, terça-feira, das 19h às 21h, no auditório amarelo do sindicato (Rua São Bento, 413, próximo à estação São Bento do metrô). Haverá transmissão ao vivo pelos sites e via twitcam. O ministro Paulo Bernardo Silva é paulistano e foi dirigente sindical bancário. Três vezes deputado federal pelo PT do Paraná, atuou também como secretário da Fazenda em Mato Grosso do Sul e em Londrina. Em 2005 foi nomeado ministro do Planejamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cargo em que permaneceu até ser nomeado ministro da Comunicações pela presidenta Dilma Rousseff. Banda larga O PNBL, lançado em maio de 2010, tem como objetivo universalizar a internet rápida no país, ampliando o acesso e reduzindo o custo. Outros desafios de Paulo Bernardo à frente do Ministério das Comunicações estão na reformulação dos Correios e os projetos de regulamentação da mídia e democratização do acesso à informação. Obs.:As inscrições para o evento já estão encerradas.Ministro Paulo Bernardo debate Plano Nacional de Banda Larga no Sindicato dos Bancários, em São Paulo

Evento acontece no dia 15/02 e terá transmissão ao vivo pela web

Escrito por: Rede Brasil Atual


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, é o convidado do Sindicato dos Bancários São Paulo, Osasco e região e da Rede Brasil Atual para debater o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e outros desafios da comunicação.
 
O evento será realizado no próximo dia 15, terça-feira, das 19h às 21h, no auditório amarelo do sindicato (Rua São Bento, 413, próximo à estação São Bento do metrô). Haverá transmissão ao vivo pelos sites e via twitcam.
 
O ministro
Paulo Bernardo Silva é paulistano e foi dirigente sindical bancário. Três vezes deputado federal pelo PT do Paraná, atuou também como secretário da Fazenda em Mato Grosso do Sul e em Londrina. Em 2005 foi nomeado ministro do Planejamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cargo em que permaneceu até ser nomeado ministro da Comunicações pela presidenta Dilma Rousseff.
 
Banda larga
O PNBL, lançado em maio de 2010, tem como objetivo universalizar a internet rápida no país, ampliando o acesso e reduzindo o custo. Outros desafios de Paulo Bernardo à frente do Ministério das Comunicações estão na reformulação dos Correios e os projetos de regulamentação da mídia e democratização do acesso à informação.
 
Obs.:As inscrições para o evento já estão encerradas.

Fonte: CUT - 08.02.2011

19 de jan. de 2011

Campus Party 2011 premiará estudantes e profissionais


Dois desafios tecnológicos serão lançados aos campuseiros na edição 2011 do Campus Party.  Um deles é o desenvolvimento de plataforma de educação financeira para TV Digital com base em software livre e outro premiará as três melhores reportagens jornalísticas para  a  Revista  Digital BB Campus Party. O encontro começou no dia 18 de janeiro e vai  até  o dia 23  de  janeiro no Centro de  Exposições Imigrantes  em  São  Paulo  (SP). 
O prêmio para a solução em educação financeira é um pacote com acompanhante para assistir aos jogos finais do Campeonato Mundial de Vôlei de Praia, que ocorrerá em Roma, Itália, de 24 a 26 de junho deste ano.  Já os autores das três melhores reportagens ganharão um pacote para acompanhar uma etapa do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia. O resultado será divulgado no sábado (22), no estande do Banco do Brasil, no Campus Party Brasil 2011.
O Campus Party é o maior encontro nacional de tecnologia, cultura  digital  e  entretenimento  em  rede,  que   reúne  durante  uma  semana  estudantes,  jornalistas, empresários,  cientistas,   pesquisadores,   programadores   e   internautas  de vários países. O evento foi criado na Espanha. A primeira edição foi em 2002 e passou a ser realizado no Brasil desde 2007.

Por Secom - 18.01.2011 

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Acompanhe

6 de jan. de 2011

Plano de banda larga terá R$ 589 milhões para levar internet rápida a 1.173 cidades

*Ministro Paulo Bernardo - Imagem: Conversa Afiada
Por Bruna Rosa - DilmanaRede - 05.01.2011 

A Telebras terá R$ 589 milhões para implantar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e conectar 1.173 cidades à grande rede, a um custo previsto de R$ 35 para o cidadão. Os recursos correspondem aos R$ 316 bilhões em créditos extraordinários do Poder Executivo, previstos para 2010 e empenhados no final de dezembro, somados aos R$ 273 milhões em aporte de capital previsto para 2011.

A previsão era que, em 2010, seriam liberados R$ 600 milhões, e em 2011 mais R$ 400 milhões. A diminuição dos recursos, no entanto, não tiraram o otimismo do presidente e diretor de Relações com Investidores da Telebras, Rogério Santanna.

“Ainda não fiz o ajuste fino [para avaliar se será possível implantar o PNBL com R$ 589 milhões, em vez dos R$ 1 bilhão previsto]. Mas acredito isso nos dará liberdade para fazer os contratos, já que os editais acabaram resultando em preços menores do que o que esperávamos. Por isso, é sim, possível”, disse Santanna, após reunir-se com o novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Segundo ele, a reunião foi destinada à apresentação de uma "radiografia" da estatal. “Ele [Paulo Bernardo] enfatizou a importância do PNBL e disse que essa será uma questão central para o governo, conforme já afirmou em outras oportunidades”, disse Santanna.

Segundo o presidente da estatal, todas as pendências jurídicas que suspendiam os editais já foram resolvidas. Com isso, o cronograma do governo, que já havia adiado para abril o início da implantação do PNBL nas 100 primeiras cidades, está mantido.

Fonte: Agência Brasil

* Paulo Bernardo foi Ministro do Planejamento, orçamento e gestão no governo Lula, assumiu a partir de 01.01.2011 a pasta do Ministério das Comunicações com Dilma.

5 de mai. de 2010

BANDA LARGA - Yes, they can. E nós, nada....


Do blog TIJOLAÇO, do Brizola Neto.

Enquanto o governo brasileiro continua sofrendo pressões da empresas privadas, o Ministro das Telecomunicações permanece a serviço das mesmas, a ANATEL segue imóvel e o plano nacional de banda larga não sai do papel, a FCC (Federal Communications Comission), espécie de ANATEL americana (com a diferença que funciona), elabora um minucioso projeto chamado “Connecting America: The National Broadband Plan” (Conectando a América: O Plano Nacional de Banda Larga), com metas específicas e rígidas para que os EUA não tenha um cidadão sem acesso à banda larga. O documento possui 376 páginas, mas o colaborador que me enviou o link do documento já me deu o resumo das seis metas centrais.

Elas são as seguintes:

Meta 1: Ao menos 100 milhões de residências devem ter acesso, a preços compatíveis, a uma velocidade de download real e constante de pelo menos 4 megabytes por segundo. (Aqui, como se sabe, a velocidade real obrigatória – e que frequentemente não é alcançada, é de 10% do valor nominal, o que, comparando, significaria conexões de 40 megabytes por segundo) Isso, em até cinco anos. Depois, a meta é 100 mbps ;

Meta 2: Os EUA devem liderar o mundo em inovações móveis, com uma rede sem fio mais rápida e mais extensa do qualquer outra nação;

Meta 3: Todo americano deve ter acesso, a preço compatível, a um serviço de banda larga estável e à capacidade de poder se conectar caso deseje;

Meta 4: Toda comunidade deve ter acesso, a preços competitivos, a banda larga de pelo menos 1 gigabit por segundo e serviços para ancorar instituições como escolas, hospitais e prédios governamentais;

Meta 5: Para garantir a segurança de cada americano, todo o pessoal envolvido em atendimento de emergências médicas deve ter acesso a uma rede de banda larga sem fio nacional não interrompível;

Meta 6: Para garantir que a América seja líder em economia com energia limpa, todo americano deve poder usar a banda larga para monitorar e gerenciar seu consumo de energia em tempo real.

O plano é feito pelo Estado, com recursos do Fundo Connect America, e vai consumir , em princípio, US$ 4,6 bilhões por ano (cerca de R$ 8 bilhões) , durante 10 anos. E aqui, nós vamos continuar na mão da Vivo, Claro, Tim, Telefonica… E alguém acha que elas vão botar uma grana dessas para o Brasil ser o que os EUA, que não são bobos, querem ser em matéria de banda-larga?

Do Blog de
um Sem-Mídia - 04.05.2010

16 de out. de 2009

A mentira sobre os valores na internet - Qual o interesse do Serra com a telefônica; o que significa(ou) a privatização da Telebrás com o FHC

Ele mente, nós desmacaramos

A telefonica, privatizada por Fernando Henrique Cardoso, se aliou ao governador José Serra, e ambos estão mentindo. José Serra anunciou hoje que, pacotes de banda larga popular serão lançados em parceria com a telefonica na tarde desta quinta-feira (15) em São Paulo custarão até R$ 29,80 e em troca, as empresas pagarão menos impostos . O preço normal é de R$ 49,00. Se você está em S.Paulo, ligue 10315 e exija pagar menos.

Primeiro. A banda larga da Telefônica, nada mais é nada que o famoso Speedy, que após milhares (ou milhões) de reclamações de usuários, teve venda proibida pela Anatel.Desde o início do ano o serviço de banda larga da Telefônica sofreu (e sofre) várias falhas, que se iniciaram com um incêndio nas instalações da empresa em Barueri mas continuaram persistindo durante o ano.

A mentira

A Telefônica divulgou que o seu serviço de internet popular terá velocidade de 250 Kbps, o conhecidíssimo speedy light

Eu conversei hoje com um técnico do Speddy, que presta serviços terceirizados para a Telefônica, que me explicou, (Ele nem precisava me explicar, pois eu uso Speedy), o seguinte: Pra começar, esse serviço já existe em todo estado de S.Paulo. Portanto não foi implantado para atender o governador, como ele diz.

E, por ter baixo Kbps (baixa velocidade),o sinal não chega a residências distantes de uma central da telefonica.

Outra mentira da Telefônica, é quando ela diz que, no valor estipulado pelo governo, estão inclusos o modem, a instalação e o provedor.

O modem sempre foi gratuito. Também, já há alguns anos, passou a ser gratuito o provedor de acesso: O iTelefonica é o provedor de acesso gratuito à internet oferecido pela Telefonica. Ou seja, não há novidade nenhuma nisso

A empresa diz, também, "neste pacotede lançamento", a linha telefônica do cliente ficará livre para fazer e receber chamadas enquanto usa a internet.

Mentiu de novo. Não é "neste pacote" A a linha fica livre por não ser conexão discada, e esse serviço está longe de ser novidade, todo e qualquer assinante de banda larga, sabe que o Speedy funciona assim desde que existe banda larga.

O Serra não disse:O Speedy é a internet banda larga da Telefônica. Para assiná-lo, é preciso ter e pagar assinatura de telefone.

Para todos os planos de internet, há um custo de habilitação de R$ 299. Esse valor, é, promocionalmente, e abatido se a assinatura não for cancelada durante o período de carência de 18 meses.

A banda larga já é o principal meio de acesso domiciliar à internet, superando as ligações via linha telefônica. Mesmo nas casas das classes C, D e E que têm internet, o número das que utilizam conexões rápidas já supera o das que acessam a rede por conexão discada.

A adoção de internet de banda larga cresce em alta velocidade no país. Desde que se estabeleceu no Brasil, no começo dessa década, o número de conexões foi multiplicado 29 vezes -são cerca de 10 milhões de pontos de acesso em alta velocidade atualmente.

E as linhas velozes e ininterruptas com a rede mundial de computadores são uma realidade vivida dentro das casas --88,6% dos pontos desse tipo estão em residências.

Outras informações

O plano inicial de internet banda larga da Telefônica é de 500 Kbps e custa R$ 49 por mês.

A conexão de 1 Mbps o preço também é de R$ 49,90 nos três primeiros meses --depois, o valor da mensalidade passa a R$ 78,85.

Esse valor é maior do que o cobrado na assinatura de 2 Mbps (R$ 74,90).

Para algumas áreas, a Telefônica tem planos de 8, 16 e 30 Mbps via fibra ótica. De acordo com a empresa, esses planos têm melhores velocidades de upload de dados.O Preço é 59,90

Por Helena - Os amigos do Lula - 16.10.09
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Serra cria o Mensalão da Banda Larga

Com ciúme do Programa Internet Para Todos, do governo federal, e preocupado com a perda de receita de seus amigos espanhóis da Telefonica, que ganharam a telefonia de SP de seu amigo FHC, o Maior de Todos os Brasileiros resolveu dar um dinheirinho para cobrir o rombo da perda de assinantes do serviço de internet banda larga (Speedy). A Telefonica anda em baixa porque a própria ANATEL foi obrigada a admitir que o serviço prestado era de qualidade tão ruim que teve sua comercialização proibida.

Seguindo as práticas cleptotucanas usuais de solidariedade com os amigos, o Presidente de Nascença lançou um programa cujo é-di-tal foi elaborado de tal forma que apenas a Telefonica poderia se habilitar.

Pelo programa, já batizado de Mensalão da Banda Larga a Telefonica continuará prestando serviço de qualidade inferior, uma pseudo-banda larga (250 Kb), e cobrando preços parecidos com o que já cobra. Mas deixará de pagar ICMS.

A população de São Paulo já organiza um grande ato de júbilo em homenagem ao Mais Preparado dos Políticos, como forma de agradecer a mais essa grande decisão de estadista.

Comentário da Tia Carmela: O Zezinho sempre gostou de ajudar seus amiguinhos espanhóis. Lá na rua dele, na Móoca, tinha o Pepe, que era filho do seu Salvador, um espanhol que vendia pão de bicicleta de manhã cedo. O Zezinho gostava muito do Pepe, porque ele sempre ajudava o Zezinho quando ele se metia em encrenca. Eles tinham um acordo: quando um estava precisando de dinheiro pra comprar doce, o outro pagava. Acontece que o Pepe era um menino muito guloso e sempre tirava vantagem. Pagava umas balinhas do Zezinho e na hora de tomar sorvete, que era mais caro, arrumava um jeito do Zezinho pagar…

Fonte Carmela - 16.10.09
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O novo capitalismo de família no Brasil

Por Luis Nassif - 11.10.09

Um dos fenômenos ainda não devidamente analisados nesta etapa do desenvolvimento brasileiro, é o do chamado capitalismo de família.

A privatização criou uma geração de novos financistas, beneficiados pelo modelo de FHC – que teve como principais mentores Gustavo Franco (no planejamento político), André Lara Rezende (no papel de conduto entre o mercado e a política cambial), Pérsio e Edmar Bacha (amoldando a política cambial e monetária ao novo modelo) e Luiz Carlos Mendonça de Barros e Ricardo Sérgio (como operadores).

Daniel Dantas, aliás, surge ainda no governo Sarney e Collor, em parceria com o Citigroup, adquirindo ações da Telebras a preço de banana. Depois, se consolida na era tucana.

Sob o guarda-chuva de FHC consolidam-se também Jorge Paulo Lehmann, Daniel Dantas, Luiz César Fernandes e outros bastante expressivos, mas com menor visibilidade. Outros grupos conseguem ganhar com a privatização, mas correndo por fora do sistema FHC – caso de Benjamin Steinbruch, Andrade Gutierrez e grupo La Fonte.

Finalmente, há outros tycoons que entraram para o clube do bilhão aproveitando o grande movimento especulativo mundial. Caso típico de Eike Baptista, que montou uma mineradora, vendeu com o preço do minério do ferro batendo recordes históricos e lançou sua petrolífera com o petróleo cotado a US$ 130,00.

Ou mesmo de André Esteves e seus sócios, ao vender o Pactual para o UBS, recomprar um banco várias vezes maior, mas pelo mesmo preço. Só nessa operação, devem ter ganhado US$ 2 bilhões.

Esses anos todos foram caracterizados por grande desnacionalização da economia mas, por outro lado, pela enorme valorização dos ativos nacionais. Alguns grupos permaneceram sob controle nacional, ganhando dimensão internacional mas sem perder o controlo familiar, como a Odebrecht, Gerdau, Sadia (até o desastre dos derivativos), Suzano, Klabin, Votorantim.

Mas grandes grupos nacionais foram vendidos. As famílias controladoras se tornaram investidores, ganhando com o longuíssimo processo de juros estratosféricos. Há enormes fortunas acumuladas no período.

Hoje, muitas dessas famílias entregaram seus recursos para gestores. Com a queda dos juros, passaram a se tornar investidores na economia real, em setores tradicionais e em novos empreendimentos.

Há uma diferença grande da geração dos gestores de recursos. Não entram em negócios visando ganhar na semana seguinte. Apostam a longo prazo, são conservadores, precisam conhecer os empreendedores antes de dar o passo seguinte.

Nessa nova etapa do capitalismo brasileiro – se o Banco Central conseguir ser domado pelo próximo presidente – serão agentes ativos da capitalização na nova economia.

2 de ago. de 2009

CONFECOM - Vídeo desafia boicote da mídia à CONFECOM - Conferência de Comunicação


Enquanto a grande mídia ignora a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) --marcada para 1, 2 e 3 de dezembro --, aumenta o apelo social pela realização do encontro. Um vídeo do Vermelho sobre a Pré-Conferência Paulista de Comunicação, realizada em São Paulo neste sábado, 1º de agosto, fala sobre os dilemas da conferência, desafia o boicote de empresários à Confecom e constata que a população apóia a iniciativa.




O impasse sobre a conferência esquentou na última semana, quando empresários de radiodifusão, telecomunicações, mídias impressas, internet e TV por assinatura entregaram um documento ao governo. Circula que as empresas se recusam a discutir a revisão do marco regulatório e política de concessões de canais, preferindo debater novas tecnologias e seus impactos no mercado de comunicação brasileiro.


A pressão dos barões da mídia já adiou por duas vezes a reunião da Comissão Nacional de Organização sobre o regimento interno da Confecom, o que também impacta na liberação de verbas para a consulta. Três estados — Paraná, Alagoas e Piauí — já convocaram suas etapas estaduais e outros seis estão com decretos prontos para serem publicados pelo Executivo estadual. Todos aguardam, entretanto, a publicação do regimento interno.


Apesar da indefinição oficial, várias iniciativas pró-Confecom estão agendadas.




VEJA O VÍDEO AQUI do You tube :





Veja aqui no site do Vermelho

Os donos da mídia

As Redes (TV E RÁDIO)

No Brasil, o Sistema Central de Mídia é estruturado a partir das redes nacionais de televisão. Mais precisamente, os conglomerados que lideram as cinco maiores redes privadas (Globo, Band, SBT, Record e Rede TV!) controlam, direta e indiretamente, os principais veículos de comunicação no País. Este controle não se dá totalmente de forma explícita ou ilegal. Entretanto, se constituiu e se sustenta contrariando os princípios de qualquer sociedade democrática, que tem no pluralismo das fontes de informação um de seus pilares fundamentais.

Desde a década de 60, a configuração do sistema de redes nacionais foi sendo construída com duas características básicas: forte apoio dos recursos públicos e um modelo de negócios baseado na afiliação de grupos regionais privados a esses conglomerados nacionais. Até hoje, cerca de um terço das prefeituras municipais e outra parcela substancial de empresas públicas estaduais financiam a interiorização dos sinais das redes comerciais.

O gráfico ao lado mostra o número de veículos ligados às {num_redestv} redes nacionais de TV identificadas pelo projeto Donos da Mídia. E, por exclusão, aqueles que não possuem relação de dependência com elas. Considera-se veículos vinculados às redes nacionais todas as emissoras de TV geradoras ou retransmissoras do sinal da cabeça-de-rede. Além disso, estão incluídos todos os demais veículos controlados pelos grupos regionais afiliados. Neste último bloco, são contabilizadas as estações de rádio, jornais, revistas e operadoras de TV por assinatura.

é o número total de redes de TV no Brasil

é o total de veículos ligadas às redes de TV e a seus respectivos grupos afiliados no País.

das redes de TV

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Os grupos nacionais

O Projeto Donos da Mídia define grupos nacionais de mídia como o conjunto de empresas, fundações ou órgãos públicos que controlam mais de um veículo, independentemente de seu suporte, em mais de dois estados. Aqui se enquadram os conglomerados que atuam no núcleo do Sistema Central de Mídia do Brasil porque a maioria destes grupos controla cabeças-de-rede de televisão.

é o número de grupos de abrangência nacional no Brasil.

é o total de veículos controlados pelos grupos nacionais no Brasil.

Tabela acima indica os dez maiores grupos de mídia nacionais ligados às Redes de TV

Fonte: Donos da Mídia.com - Jul.2009

15 de jul. de 2009

A FAVOR DA TELEBRAS

Vivenciamos hoje um sonho de milhares de brasileiros carentes e pobres, de norte a sul do país que não possuem acesso a educação, acesso a bibliotecas ,a livros em suas pequenas e humilde escolas do interior deste imenso Brasil. Um interior lembrado apenas nos momentos de eleições. O Governo Federal tem uma grande oportunidade de demonstrar mais uma vez que esta faixa da população que não é a mas rica e neste momento a menos próspera, esquecida e marginaliza em todos os sentidos terá a oportunidade de virar a página que poderá mudar o seu futuro e o futuro do país com acesso a educação, a informações nunca imaginadas, a cultura de povos e ao conhecimento intelectual trocados em acesso compartilhados na internet. O governo melhorou a condição financeira da população pobre, com os programas de bolsa. Agora ensinará a trabalhar, a desenvolver aptidões e a mostrar que este povo com conhecimento e sabedoria poderá se desenvolver de forma independente. E isto que imagino com o surgimento da Telebrás onde um dos inúmeros papeis de sua importância, penso eu, se deve dar a inclusão digital.
Texto: Cristiano Santana Oliveira - Economista e Tecnólogo em telecomunicações.

Por Daniel Pearl - 15.07.09

Leia também:
A disputa de 2010 e a juventude - Por Leopoldo Vieira

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Do Portal Luís Nassif - 15.07.09

O caso Speedy telefônica

Sem regulação pública, Telefônica é um fracasso generalizado

Escrito por Rodrigo Mendes 09-Jul-2009

Apesar de a empresa não assumir, usuários do Speedy, o serviço de internet de banda larga da gigante Telefônica, já contam quatro panes que derrubaram o sistema somente este ano. A história é antiga: desde sua chegada ao Brasil, a empresa espanhola tem estado entre as primeiras posições - e não raro tem sido a grande campeã - de reclamações em diversos órgãos de defesa do consumidor, causando cada vez mais prejuízos aos seus usuários, especialmente na cidade de São Paulo.

Com a quarta falha, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu no dia 22 de julho a Telefônica de vender novas assinaturas de seu serviço de banda larga. A empresa, para voltar a operar normalmente, terá que apresentar à Anatel um plano de investimentos de reestruturação em suas atividades.

Continua

Leia também:

Gerência integrada de Redes e Serviços