26 de nov. de 2012
Android pode dominar 75% do mercado em países emergentes
10 de mai. de 2012
Conversando com São Paulo: Haddad quer usar inovação para enfrentar problemas de São Paulo
3 de mar. de 2011
Professor Nicolelis e o desafio inovador para a Ciência
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| Miguel Nicolelis* |
O Viomundo é testemunha: ao pensar o futuro da ciência no Brasil, boa parte dos pesquisadores brasileiros volta os olhos, automaticamente, sem pestanejar, para Estados Unidos, Europa e Ásia. Miguel Nicolelis, um dos mais respeitados neurocientistas do mundo, mira em outro alvo.
Professor e pesquisador na Universidade Duke, *Nicolelis é apaixonado pelo Brasil e nosso povo. Membro das academias Brasileira, Francesa e do Vaticano de Ciências e ganhador de 38 prêmios internacionais, entre os quais dois dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, ele vive na "ponte aérea" Durham, Carolina do Norte – Macaíba, Rio Grande do Norte, onde implantou o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra (IINN-ELS).
É uma infatigável usina de propostas inovadoras, que funciona a mil por hora.
Tanto que, em 23 de novembro de 2010, divulgou aqui, em primeira mão, o Manifesto da Ciência Tropical: Uso democrático da ciência para transformação social e econômica do Brasil.
Agora, três meses depois, se lança a mais este desafio: a Comissão do Futuro da Ciência Brasileira, anunciada nesta quinta-feira, 3 de março, em meio a uma porção de crianças do bairro Cidade Esperança, periferia de Natal, numa escola de educação científica para alunos do IINN-ELS. Escola que nasceu justamente com a proposta de descentralizar a produção da ciência brasileira.
"O objetivo é fazer um diagnóstico profundo estado atual da ciência brasileira, recomendar soluções para seus problemas e propor um plano estratégico para os próximos 10 anos", afirma Nicolelis, convidado pelo ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, para criar a comissão e presidi-la. "Esperamos que a ciência brasileira dê um salto qualitativo que lhe possibilite ser protagonista no cenário científico mundial e possa contribuir com a sociedade."
"A comissão será independente, e os seus membros trabalharão voluntariamente", frisa. "A escolha dos membros foi feita exclusivamente por mim."
A Comissão do Futuro da Ciência Brasileira será composta por:
- Presidente: Miguel A. L. Nicolelis, Duke University e ELS-IINN
- Membros efetivos:
- Alan Rudolph, Biólogo, International Neuroscience Foundation, EUA
- Alexander Triebnigg, Médico, Presidente da Novartis, Brasil
- Conceição Lemes*, Jornalista, Brasil
- Débora Calheiros, Pesquisadora, EMBRAPA, Brasil
- Jon H. Kaas, Neurocientista, Vanderbilt University, US National Academy of Science, EUA
- Luiz A. Baccalá, Engenheiro, Escola Politécnica, USP, Brasil
- Luiz Gonzaga Belluzzo, Economista, Professor Emérito UNICAMP, Brasil
- Mariano Sigman, Neurocientista, Universidade de Buenos Aires, Argentina
- Marilena Chauí, Filósofa e Professora, USP, Brasil
- Mariluce Moura, Jornalista, FAPESP, Brasil
- Mauro Copelli, Físico, UPFE, Brasil
- Patrick Aebischer, Neurocientista, Presidente da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Suíça
- Ricardo Abramovay, Cientista Político, FEA-USP, Brasil
- Robert Bishop, Cientista Computacional, ex-CEO da Silicon Graphics, EUA
- Ronald Cicurel, Matemático e Filósofo, Suíça
- Selma Jeronimo, Médica-pesquisadora, UFRN, Brasil
- Stevens Rehens, Biólogo, UFRJ, Brasil
- Thereza Brino, Educadora em Tecnologia da Informação, Brasil
- Victor Nussenzweig, Médico, New York University, Brasil/EUA
- William Feiereisen, Cientista Computacional, Intel, EUA
Por ser uma ação realmente fundamental, por isso pedimos ao professor Miguel Nicolelis mais detalhes.
Viomundo – De quem foi a ideia da comissão?
Miguel Nicolelis – Do próprio ministro. Comissões internacionais são um mecanismo muito usado fora do Brasil. Aqui, vamos utilizá-la pela primeira vez para avaliar o estado atual da ciência brasileira, seus processos, mecanismos de fomento, estrutura dos institutos e órgãos de produção científica. O objetivo é fazer um profundo diagnóstico da situação, recomendar soluções e propor um plano estratégico para os próximos dez anos.
Viomundo – Quais os resultados lá fora?
Miguel Nicolelis – A experiência é sempre muito boa, pois são comissões independentes. Comissões de cientistas já foram utilizadas avaliar o desastre da Challenger, outros grandes eventos, programas nacionais de ciência. Nesse sentido, é importante ressaltar que tive total liberdade de convidar tanto nomes nacionais quanto estrangeiros de uma grande gama de áreas.
Viomundo – De pronto, que problemas o senhor destacaria?
Miguel Nicolelis – De vários níveis. Desde as dificuldades dos processos para financiamento, os obstáculos para o jovem cientista entrar no sistema, importação de suprimentos e equipamentos até a forma como é feito o ranking dos cientistas no Brasil – uma situação esdrúxula, única no mundo.
No Brasil, há também dissociação do processo científico da sociedade. A ciência brasileira penetra muito pouco no dia a dia da população. São aspectos sociais que teremos de avaliar. Qual a missão da ciência no Brasil? Como incentivar o jovem pesquisador? Como estimular a educação cientifica na vida brasileira desde a infância? O que fazer para incentivar uma ciência que contribua para o desenvolvimento econômico e social do país?
Viomundo – O senhor diz que o ranking dos cientistas no Brasil é feito de uma forma esdrúxula. Por quê?
Miguel Nicolelis – Aqui, a ênfase é na produção numérica. Ou seja, na quantidade e não na qualidade. Em países desenvolvidos, por exemplo, nos Estados unidos, isso não existe.
Viomundo – Quais as consequências do nosso tipo de ranking?
Miguel Nicolelis – Esse ranking decide, por exemplo, quem vai participar dos comitês de decisão, dos órgãos de consultoria do CNPq.
Ele gera um círculo vicioso. De tal sorte que é muito difícil virar um pesquisador 1A. E, aí, o problema. Só pesquisadores 1A decidem para onde vai o dinheiro. Só os pesquisadores 1A podem ser diretores dos Institutos Nacionais de Ciência. Consequentemente, um jovem brilhante, que poderia contribuir muito para o desenvolvimento da ciência, fica alijado do processo.
Viomundo – Por favor, traduza para os leitores o que é o pesquisador 1A.
Miguel Nicolelis – Teoricamente eles seriam os pesquisadores mais experimentados, a elite da ciência brasileira. Só que, na realidade, isso não é necessariamente correto, porque os critérios para alguém chegar a pesquisador 1A são quantitativos – número de trabalhos, de alunos orientandos.
Na realidade, não há uma correlação direta entre excelência científica e o fato de ser pesquisador 1A. Muito pelo contrário. Criou-se no Brasil uma indústria de publicar sem levar em consideração a qualidade do que está sendo publicado.
O número – de trabalhos, de orientandos, etc. –, decide a situação. Assim, pode-se ter um jovem pesquisador brilhante, com poucos orientandos, mas que publica um trabalho de grande peso na ciência mundial. Só que esse menino não pode ter os benefícios que o cientista 1A tem.
Viomundo – Essa é uma questão crucial?
Miguel Nicolelis – É uma questão-chave, porque é uma hierarquia que não traz beneficio algum. No Brasil, Albert Einstein nunca seria pesquisador 1A, porque escreveu um número muito pequeno de trabalhos. Só que os poucos trabalhos dele foram geniais e revolucionaram o mundo.
Assim como Einstein, outros grandes cientistas mundiais não chegariam a pesquisador 1A. E isso não existe nos Estados Unidos, na Alemanha.
Viomundo – É invenção brasileira?
Miguel Nicolelis – Acho que sim, mas não tenho certeza. A minha sensação é a de que foi uma forma de reinstituir o sistema de cátedras que foram abolidas. É uma hipótese. O fato é que criou uma elite, que determina coisas muito importantes, inclusive quem vai receber financiamento para pesquisas, que acaba prejudicando os jovens cientistas.
Ao mesmo tempo, existem gastos muito absurdos. A revisão de projetos científicos, por exemplo, custam uma fortuna no Brasil. Os pesquisadores vão para Brasília, ficam dez dias revisando um projeto! Enquanto nos EUA, onde eu participo desses comitês, gastamos um dia para revisar, no máximo, dois. E hoje em dia a maioria é feita pela internet.
Assim, você economiza dinheiro para financiar pesquisas.
Viomundo – E os mecanismos de incentivo ao jovem cientista?
Miguel Nicolelis – São muito poucos. O Brasil não investe nos jovens, privilegia os cientistas mais estabelecidos, aqueles que estão há décadas na carreira. Enquanto no restante do mundo o incentivo é para o cientista que está começando a carreira, pois o futuro está nos jovens.
No Brasil, existe uma renovação muito pequena das lideranças científicas. Existe uma casta. Esse é um debate muito interessante, que vai poder ser feito numa comissão como a nossa.
Viomundo – Como vai atuar a comissão?
Miguel Nicolelis – O grupo brasileiro vai se reunir quatro vezes por ano, para debater as grandes questões. E duas vezes por ano essas reuniões vão ter a participação dos estrangeiros. Teremos, portanto, seis reuniões no primeiro ano. Nós vamos produzir um documento com diagnósticos e sugestões que possam guiar o desenvolvimento de políticas públicas de ciência no Brasil pela primeira vez. O tempo de atuação da comissão ainda não está definido. Mas, inicialmente, será por um ano.
Viomundo – A comissão vai ouvir os cientistas brasileiros?
Miguel Nicolelis – A nossa intenção é ouvir todos os segmentos da sociedade brasileira ligados à ciência: entidades científicas, todas as entidades de classe, estudantes de graduação, pós-graduação, doutores e cientistas.
Vamos ouvir também a sociedade em geral. Para isso, vamos usar as redes sociais, para que as pessoas comuns participem dos trabalhos da comissão, mantendo sugestões, perguntas. Vamos ter um site, Twitter, Facebook, enfim todas as ferramentas da internet que permitem a interlocução mais ampla.
Nós estamos inovando também com a presença na comissão de duas jornalistas das áreas de ciência e medicina, que vão nos permitir uma interlocução com a sociedade.
Viomundo – Nas comissões científicas, aliás, normalmente só tem pesquisadores consagrados de ciências exatas e naturais. A Comissão do Futuro da Ciência Brasileira abriu bastante esse leque.
Miguel Nicolelis – Realmente, do lado brasileiro, a nossa comissão tentou aumentar dramaticamente a presença de cientistas jovens, alguns no início da carreira, mas que já têm claro potencial de que se transformarão em líderes no futuro. Além disso, um grande número de áreas está representado na comissão: ciências exatas, naturais, ambientais, filósofos, matemáticos, economistas, educadores. Ou seja, nós procuramos aumentar o máximo possível o leque para poder oferecer um diagnóstico e uma sugestão de uma visão cientifica mais ligada à sociedade civil.
Viomundo – No começo da entrevista, o senhor disse que a ciência brasileira não tem interlocução com a sociedade. O que quer dizer com isso?
Miguel Nicolelis – Várias coisas. A ciência brasileira ainda não é feita por todos os segmentos da nossa sociedade. Não são todos os segmentos da sociedade brasileira que têm acesso à universidade e à carreira acadêmica. A disseminação do conhecimento científico não é homogênea nem no território nem na população. Os meios de produção do conhecimento científico também não estão distribuídos democraticamente. Evidentemente, do ponto de vista social, isso leva a uma restrição dessa representatividade.
Ao mesmo tempo, as benesses da ciência brasileira não alcançam homogeneamente todos os lugares do Brasil. Há concentração muito grande de produção científica na região Sudeste. Logo, é patente que os benefícios de investimentos federais, geração de patentes e de produtos científicos também se concentrem nesses estados. Já o restante do Brasil não se beneficia dessa produção de conhecimento de ponta.
São aspectos novos no debate da ciência brasileira, que começaram a aparecer há menos de uma década. Aliás, há alguns anos, não tenho a menor dúvida de que o anúncio da Comissão do Futuro da Ciência Brasileira seria feito na cidade de São Paulo, provavelmente na USP. Nessa medida, é muito emblemático que tenhamos feito esse anúncio cercado por crianças que estão dando o primeiro passo na educação científica numa escola do bairro Cidade Esperança, nome quase poético, na periferia de Natal.
_____________________
*Foi com muita honra que eu, Conceição Lemes, recebi o convite do professor Miguel Nicolelis para integrar a Comissão do Futuro da Ciência Brasileira. O meu trabalho será voluntário e não receberei nenhum vencimento por ele.
Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/#ixzz1FisMqnXk
2 de mar. de 2011
Apple deve anunciar nova versão do iPad
Apesar de não haver confirmação da Apple, especialistas dizem que o lançamento do iPad 2 é crucial para a empresa. Isso porque diversos tablets já foram anunciados este ano, e a concorrência só deve aumentar. Os tablets Xoom, da Motorola, e PlayBook, da Resarch In Motion, são apenas dois exemplos.
A expectativa é de que o iPad 2 seja mais fino, mais leve e mais rápido que seu antecessor. Além disso, a nova versão deve contar com duas câmeras: uma para fotos e vídeos e outra para videoconferências. Há ainda a possibilidade de a tela ficar maior e com resolução melhorada.
Desde o seu lançamento, em abril do ano passado, o iPad já vendeu aproximadamente 15 milhões de unidades em todo o mundo.
iPad já vendeu 15 milhões de unidades desde o lançamento
reprodução
3 de ago. de 2010
As propostas do Sergio Telles para o encontro de blogueiros | Viomundo - O que você não vê na mídia
Propostas que o blogueiro Sergio Telles apresentou, em seu espaço, para o Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas:
– Profissionalização, integração com a universidade e organização da mídia alternativa: as iniciativas amadoras e espontâneas são importantíssimas, mas temos que pensar em mecanismos que possam fazer a mídia alternativa ser viável economicamente sem perda de qualidade e sem passar a ter rabo preso com anunciantes ou com governos.
– Para isso, uma das propostas, que já falei anteriormente aqui no blog, é tentar conquistar junto ao Ministério da Cultura que a mídia alternativa seja considerada um patrimônio cultural imaterial do Brasil e da democracia brasileira, pois a atividade que exercemos, sem dúvida, tem total característica cultural, são milhares de internautas que diariamente executam hábitos similares e produzem conteúdo alternativo.
– Com esse reconhecimento, outros editais da área de cultura como um que já foi lançado ano passado serão mais frequentes, beneficiando a quem procurar se organizar em instituições privadas sem fins lucrativos, que podem ser premiadas por concursos com recursos públicos ou mesmo privados, com patrocínio de empresas que estarão apoiando a cultura e utilizando os benefícios das respectivas leis do setor. Essa é uma forma de injeção de recursos que organiza, por meio de instituições, a produção de mídia alternativa, sem prejudicar ou enviezar o conteúdo em benefício de quem patrocina ou apóia.
– Outro caminho é por meio da Ciência e Tecnologia, reconhecendo que produzimos inovação na comunicação. Recursos dos fundos setoriais de telecomunicações podem estabelecer parcerias entre as instituições privadas sem fins lucrativos que produzem mídia alternativa e as universidades, especialmente as faculdades de comunicação e outras faculdades de áreas sociais, visando a estruturação e programação inovadora, a produção de conteúdos alternativos em novas mídias, o enriquecimento da formação dos universitários e também a colaboração destes com a propagação do conteúdo alternativo.
– Que o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, ou outra instituição que tenha o reconhecimento e a credibilidade da mídia alternativa, crie mecanismos de agregação de valor e credibilidade de quem produz conteúdo alternativo. Isso é uma discussão extremamente complexa, parece a princípio tirar a liberdade, mas a questão da credibilidade é essencial em relação a informação, seria interessante que houvesse de alguma forma um reconhecimento de credibilidade de quem produz a mídia alternativa, através de um selo ou coisa parecida. Como disse, é polêmico, eu acho interessante existir, inclusive algum local comum em que existam comentários e recomendações sobre os conteúdos, certamente há diversas formas de se dar mais confiança ou se levar a sério quem publica uma notícia, ou ainda de se descobrir que o site que estamos lendo não é pra ser levado a sério, até porque às vezes é de humor escrachado mesmo. (os “estagiários” da grande mídia às vezes caem nessas pegadinhas, inclusive!)
– Numa mesma linha, seria interessante existir algo como uma Ouvidoria, ou algum lugar que fosse possível trocar idéias, tal como uma mediação de comunidades de Orkut, ou de fóruns. Ter um local em que algumas pessoas que possuem reconhecido respeito de toda a mídia alternativa pudessem receber colaborações, críticas, sugestões ou denúncias seria muito bom, além de ser mais um bom caminho para receber “material de qualidade” vindo da grande mídia, a maioria dos produtores de conteúdo sabem que o feedback dos leitores e comentaristas é tão importante quanto o próprio conteúdo que produzem, a dinâmica torna cada assunto abordado praticamente um tópico de discussão, um fórum, um debate aberto.
– Lutar para permitir que os blogs da mídia alternativa passem a ser permitidos em empresas, pois a maioria dos sistemas de bloqueio impedem esse acesso. Há como acessar via leitores de RSS, mas é precário. A mídia alternativa já é principal fonte de informação de considerável grupo de pessoas. O tema da certificação também ajuda nesse aspecto, até para definir quais seriam os blogs e outras ferramentas que poderiam ser agrupados dessa forma.
– Essa é pra galera do software livre, sugiro que se construa gadgets que possam com poucos cliques acessar o conteúdo da mídia alternativa, que seja algo facilmente multiplicável e instalável em qualquer computador, que uma pessoa leiga possa ter acesso a esse conteúdo sem grande dificuldade.
– Como já existem bons sites divulgando a mídia alternativa, ou a replicando, minha velha idéia da existência de um grande portal que fosse referência para todos, parece envelhecida mesmo, e esse gadget sugerido no tópico anterior parece atender suficientemente.
– No Twitter, que exista uma lista de usuários vinculados à produção de mídia alternativa, que esteja disponível para todos e que seja constantemente atualizada. E que claro, também realizemos uma rede social e uma lista de discussão, todos esses importantes mecanismos de pré-produção de conteúdos para a mídia alternativa.
– Que os futuros encontros de mídia alternativa sejam precedidos de encontros locais (quando o caso), estaduais, regionais e depois um nacional. A produção local e regional é um foco bastante importante da mídia alternativa e uma lacuna da mídia tradicional, que só preocupa-se com áreas nobres e esquece das periferias, do restante do país, que só é lembrado com notícias ruins. Valorizar e integrar a divulgação regional é importante para o próprio avanço e ganho de credibilidade da mídia alternativa.
As propostas do Sergio Telles para o encontro de blogueiros | Viomundo - O que você não vê na mídia
4 de ago. de 2009
Você já twittou hoje?
Qual é mesmo a graça de ler o que os outros estão fazendo neste exato momento? Pois é,o que começou como um projeto alternativo da empresa de tecnologia Odeo, há pouco mais de três anos, se tornou uma febre que contagia cerca de oito milhões de pessoas, crescendo espantosos 1.500% a cada ano. A ideia era tornar esse serviço, na verdade um micro-blogging, tão simples que você nem sequer tivesse de pensar no que estava fazendo, bastaria digitar algo e enviar.
Os Tweets, como se denominam as mensagens, só podem conter textos com até 140 caracteres. Os participantes da rede não podem incluir fotos, vídeos ou outros arquivos em suas mensagens. O interessante é que, se você se inscrever no Twitter e perceber que está sendo bombardeado por Tweets de um integrante específico, poderá optar por parar de receber suas mensagens.
Um péssimo uso do Twitter, por exemplo, é ficar enviando tweets, digamos, “comerciais” da empresa em que você trabalha. Seria algo como ser funcionário de uma livraria e ficar enviando dicas de livros com preços promocionais para sua rede de contatos. Quem tem que fazer isso é a própria empresa, direcionando os tweets para as pessoas que se interessarem em segui-la. Várias empresas gigantes, como a Dell, sabem utilizar toda a potencialidade dessa nova mídia social. A empresa diz ter faturado US$ 1 milhão durante o período de vendas do final do ano passado enviando informações sobre promoções a seus seguidores no Twitter.
Outra ideia sensacional foi a de um inglês que criou um dispositivo chamado Baker Tweet, que é acoplado aos fornos das padarias e avisa pelo Twitter toda vez que uma fornada fica pronta.
Dias atrás, a página principal do Twitter incorporou um mecanismo de busca para se firmar como uma sólida ferramenta de pesquisa em tempo real. A partir de agora, a página principal do popular serviço de microblog traz uma grande caixa de buscas, com a frase "See what people are saying about..." ("Veja o que as pessoas estão dizendo sobre ..."). A partir daí, o usuário pode digitar a palavra ou frase que quiser para encontrar os últimos 'tweets' mais relevantes sobre o assunto desejado.
"O Twitter passou de uma simples rede social para um novo tipo de comunicação e uma fonte valiosa de informação na hora certa", escreveu o cofundador do Twitter, Biz Stone, em post publicado no blog oficial do serviço.
No site http://twitterholic.com/ você pode acompanhar os campeões da nova rede de relacionamento. Com cerca de três milhões de “followers”, desponta o chatinho ator Ashton Kutcher, acompanhado de perto pela comediante Ellen DeGeneres (esta sim vale a pena seguir). No Brasil, um dos mais engraçados, e que também vale acompanhar, é o Vitor Fasano “fake”, que já tem cerca de 30.000 seguidores e pode ser encontrado aqui: http://twitter.com/vitorfasano. Aliás, o que não falta na rede são perfis falsos como esse. Todo cuidado é pouco, já que as regras ainda não estão muito claras em um jogo que está apenas começando.
Aqui vai uma dica para você seguir seus amigos e publicar tweets a partir do seu desktop, em tempo real, sem precisar abrir o navegador: instale o ótimo cliente Spaz, que pode ser baixado em http://superdownloads.uol.com.br/download/69/spaz/
Semana passada, David Letterman recebeu no seu programa o ator Kevin Spacey, um adepto do Twitter, que fez uma verdadeira evangelização do serviço, atingindo milhões de telespectadores de uma só tacada. Confiram a entrevista:
Portanto, se você ainda não twittou, está mais do que na hora de entrar nessa onda...
2/8/2009
Fonte: Alberto Meneghetti - ViaPolítica
2 de ago. de 2009
CONFECOM - Vídeo desafia boicote da mídia à CONFECOM - Conferência de Comunicação
Leia mais:
São Paulo sofreu a sabotagem do Serra *, mas o Brasil ajuda os Paulistas
Estudantes e Professores - Diga não ao bloqueio de blogs - Divulguem
Talvez você não saiba, mas seu blog está sendo bloqueado na escola de minha filha, na faculdade onde estudo e na empresa em que minha esposa trabalha. Mas por quê esse bloqueio?
Ponto de vista dos profissionais de TI e empresários
A função dos blogs é disponibilizar downloads de programas e filmes piratas que geralmente trazem junto com eles algum vírus ou código malicioso que infecta a rede corporativa. Por segurança tudo é bloqueado.
Ponto de vista dos blogueiros sérios
Nossos blogs não podem ser bloqueados e discriminados pagando pelos erros de pessoas sem escrúpulos que mancham a reputação de blogs de qualidade e conteúdo relevante.
O bloqueio por url é uma realidade
Uma rápida busca no Google e você encontrará vários scripts ensinando como bloquear páginas da web pela url. Em alguns fóruns você verá perguntas formuladas por profissionais querendo descobrir como bloquear o blogger pela url. Mas não para por ai, wordpress, blogspot, blog, e isso é uma pena pois existem blogs de muita qualidade que são bloqueados por esses scripts de firewall.
Veja um link que comprova que há busca por esse tipo de script na web:
Campanha “Diga não ao bloqueio de blogs”
Por esse motivo o GF Soluções e o Informação Virtual se uniram para criar a campanha “Diga não ao bloqueio de blogs”, que tem dois objetivos principais:
- Conscientizar os blogueiros de que empresas, bibliotecas, faculdades e escolas bloqueiam blogs com palavras específicas na url como blogger, blogspot, blog, wordpress entre outros, sem levar em conta o conteúdo desses blogs.
- Conscientizar os administradores de rede de empresas, bibliotecas, faculdades e escolas que nossos blogs possuem conteúdo relevante para seus colaboradores e estudantes.
Como participar
Escreva um post divulgando a campanha, coloque os banners da campanha em seu blog, orkut, myspace, facebook e envie essa notícia para seus amigos que trabalham em empresas ou estudam e frequentam escolas, faculdades e bibliotecas que bloqueiam nosso conteúdo. Vamos conscientizar os administradores de rede de que possuímos conteúdo relevante para seus colaboradores e estudantes.
Por Hamilton - 2009
31 de jul. de 2009
Governo pode importar notebooks para atender escolas da rede pública, diz Lula
Nielmar de Oliveira - Agência Brasil - 31.07.09 - RJ
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado aos fabricantes nacionais de computadores portáteis durante solenidade de entrega de 5,5 mil notebooks para alunos da rede municipal de ensino de Piraí, na região do Médio Paraíba, no Rio de Janeiro: se os preços dos equipamentos não caírem - e mesmo que ele seja favorável às industrias e equipamentos nacionais -, o governo terá que importá-los para atender as escolas públicas de todo o Brasil. A iniciativa fez de Piraí a primeira cidade do país a distribuir computadores para todos os alunos e professores da rede de ensino municipal.
Lula reclamou da burocracia para licitar a compra de computadores para as escolas e cumprir os planos do governo de colocar computadores conectados à internet banda larga em todas as 55 mil colégios públicas do país até o final de 2010.
“Nós tomamos a decisão de distribuir 350 mil computadores no Brasil. Isso em 2007. Já faz praticamente dois anos e a gente ainda não conseguiu resolver o problema da licitação, porque cada vez que fazemos uma licitação aparece alguém ou alguma coisa para atrapalhar. Nós, na verdade, esteamos querendo combinar uma redução de preços e, embora eu seja o maior defensor da indústria nacional, se ela não conseguir fazer um preço acessível, nós vamos ter que importar alguns para poder fazer com que a inserção digital chegue à população mais pobre desse país”, alertou o presidente.
O presidente Lula disse que tem o sonho de distribuir um computador para cada uma das 34 milhões de crianças da rede pública do país, mas que os preços vem dificultando esse objetivo.
As declarações do presidente da República foram feitas durante discurso para cerca de 400 a 500 pessoas que estavam presentes à cerimônia em Piraí, a maioria alunos e professores das 25 escolas municipais da cidade.
Antes do presidente Lula, também em discurso, o ministro da Educação, Fernando Hadad, criticou a burocracia que dificulta o cumprimento da meta do governo, citando em especial os órgãos de fiscalização que dificultam a implantação do programa. “É preciso que juntemos forças para mudar o quadro educacional do país”, defendeu.
O presidente lembrou que, no início, chegou-se a trabalhar com a perspectiva de produzir um computador mais barato para que o governo pudesse comprar em grande quantidade. “Chegaram a nos propor um computador a US$ 100, mas esses aqui custaram US$ 325 – cerca de R$ 700”, criticou.
O presidente também admitiu a possibilidade de usar a estrutura da Eletronet, empresa controlada pela Eletrobrás, mas que se encontra em processo de falência para atingir as metas de conectar todas as escolas do país à rede da internet através da banda larga.
“Nós estamos brigando a cinco anos para tomarmos conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, faliu, e que nós estamos querendo pegar de volta. Está na Justiça há mais de cinco anos e a gente não consegue pegar uma coisa que é nossa, para a gente poder levar a internet banda larga para onde a gente quiser. Não é possível que agente tenha que comprar aquilo que já é do povo”, reclamou.
A distribuição dos 5,5 mil notebooks, somada a outros 700 laptops anteriormente adquiridos por meio do Projeto UCA (Um computador por Aluno), vai beneficiar 6,2 mil alunos das 21 escolas da rede municipal de ensino de Piraí. O investimento foi de R$ 5,3 milhões.
O município foi um dos quatro escolhidos, em 2007, pelo governo federal para implantar o piloto do programa Um Computador por Aluno, do Ministério da Educação. As demais cidades – todas capitais de estado – foram São Paulo, Palmas e Porto Alegre.Governo estuda reconhecer lanhouses como "equipamento cultural"
O Ministério da Cultura formou um grupo de trabalho que poderá sugerir ao governo federal que reconheça as lanhouses -- seriam 100 mil em todo o Brasil, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas -- como "equipamento cultural".
Isso abriria espaço para projetos culturais voltados para o público que frequenta as lanhouses. A informação foi dada durante o Forum da Cultura Digital Brasileira.
Isso, em minha modesta opinião, é um passo na direção certa. Há muitas questões espinhosas em torno do funcionamento das lanhouses.
Mas não há polêmica em torno dos seguintes pontos:
1) Elas são resultado genuíno do espírito empreendedor das periferias de todo o Brasil;
2) Elas estão se transformando em "casas do saber", independentemente de você, leitor, gostar ou não dos conteúdos que são frequentados.
3) Elas democratizam o acesso à informação dos brasileiros mais pobres.
A notícia, portanto, é boa.
29 de jul. de 2009
Fórum da Cultura Digital será lançado sexta-feira
Por Rodrigo Savazoni - Os trezentos - 29.07.09
É com muito prazer que anunciamos, após um mês de intensos testes, o lançamento oficial do Fórum da Cultura Digital Brasileira e da plataforma www.culturadigital.br.
O evento de lançamento ocorre na próxima sexta-feira, em São Paulo, durante o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o FILE. Como sabemos, esse é um processo político que pretende produzir, de forma colaborativa, uma política pública para o Brasil contemporâneo.
O lançamento será uma roda de conversa do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, com blogueiros e produtores de mídias sociais. A partir das 15 horas, Juca, acompanhado do Secretário Executivo, Alfredo Manevy, do Secretário de Políticas Culturais, José Luis Herencia, e do Gerente de Cultura Digital, José Murilo Jr. debaterá a cultura digital e explicará o que o Ministério pretende com a realização desse processo.
A conversação será transmitida ao vivo no endereço http://www.culturadigital.br/aovivo.
O Fórum da Cultura Digital Brasileira é um chamamento que o Ministério da Cultura e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa estão fazendo à sociedade civil. Ele terá eventos presenciais e deve se encerrar em novembro, em um grande evento, com a participação aberta a cidadãos interessados em como as tecnologias podem contribuir para melhorar a nossa sociedade.
A partir desta quinta-feira, a plataforma será aberta a tod@s os usuários.
Ajudem-nos a divulgar essa ação. Quem estiver em São Paulo, pinte por lá. E quem não estiver, participe do debate pela rede.
15 de jul. de 2009
A FAVOR DA TELEBRAS
Texto: Cristiano Santana Oliveira - Economista e Tecnólogo em telecomunicações.
Por Daniel Pearl - 15.07.09
Leia também: A disputa de 2010 e a juventude - Por Leopoldo Vieira
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Do Portal Luís Nassif - 15.07.09
O caso Speedy telefônicaSem regulação pública, Telefônica é um fracasso generalizado
Escrito por Rodrigo Mendes 09-Jul-2009
Apesar de a empresa não assumir, usuários do Speedy, o serviço de internet de banda larga da gigante Telefônica, já contam quatro panes que derrubaram o sistema somente este ano. A história é antiga: desde sua chegada ao Brasil, a empresa espanhola tem estado entre as primeiras posições - e não raro tem sido a grande campeã - de reclamações em diversos órgãos de defesa do consumidor, causando cada vez mais prejuízos aos seus usuários, especialmente na cidade de São Paulo.
Com a quarta falha, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu no dia 22 de julho a Telefônica de vender novas assinaturas de seu serviço de banda larga. A empresa, para voltar a operar normalmente, terá que apresentar à Anatel um plano de investimentos de reestruturação em suas atividades.
Leia também:
12 de jul. de 2009
A conquista do mundo - Prêmio e elogios dão a Lula vantagem para vislumbrar carreira internacional
CARISMA Lula, sob aplausos: de olho no Nobel da Paz |
Vários presidentes sonham com uma carreira internacional ao final de seus mandatos. No Brasil, nenhum deles conseguiu realizar a façanha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nunca manifestou interesse em seguir este caminho e repete sempre que pretende voltar para São Bernardo do Campo, tem tudo para conquistar o mundo. Na terça-feira 7, ele recebeu da Unesco o prêmio Félix Houphouët-Boigny por sua gestão a favor da paz e da justiça social. Durante a cerimônia de premiação, em Paris, ganhava força nas rodas de conversas a indicação de Lula ao Nobel da Paz. Embora a candidatura já tenha sido cogitada em outras ocasiões, é a primeira vez que o nome do presidente surge acompanhado de uma estatística: cerca de um terço dos homenageados com o "Félix" levou para casa meses depois o Nobel, como ocorreu com Nelson Mandela, Yitzhak Rabin e Yasser Arafat. Mas esta não é a única indicação da possibilidade de uma carreira no Exterior para Lula. Junto com a medalha e os US$ 150 mil do prêmio, o presidente colheu também elogios dos homens que realmente decidem quem ocupa os cargos importantes nos organismos internacionais.
FUTEBOL No Exterior, Lula sabe explorar os trunfos do País |
"A crise econômica abriu uma agen da internacional que não estava nos planos do presidente", disse um ministro brasileiro à ISTOÉ. "Agora a decisão dele é aproveitar esse espaço porque ele projeta o Brasil lá fora e traz retorno político e econômico." Depois de ser chamado de "o cara" pelo presidente americano Barack Obama e do apoio explícito do francês Nicolas Sarkozy, vários outros líderes e chefes de Estado passaram a elogiar Lula. Presente à cerimônia da Unesco, o primeiroministro português, José Sócrates, al çou Lula ao rol dos estadistas. "Uma das personalidades mais admiradas e respeitadas do mundo", disse. Para Só crates, o brasileiro se destaca por uma "obra concreta", e citou os programas Fome Zero e Bolsa Família.
Antigos rivais também se transformaram em aliados. O americano Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, resolveu apoiar a ideia de Lula de fortalecer a instituição dando mais poder aos países emergentes. Logo Zoellick, que, numa reunião da OMC em 2003, pediu aos países pobres que não fizessem discursos longos. Lula aproveita o assédio para emplacar o debate sobre a reforma das organizações internacionais e do sistema financeiro. Um aliado de primeira hora nessa empreitada é Sarkozy. Os dois se reuniram na quartafeira 8, em Paris. Conversaram sobre a parceria estratégica na área de defesa e acertaram uma posição comum para o encontro do G-8, no dia seguinte, em L' Áquila, na Itália.
Na discussão entre os presidentes, Lula disse que o G-8 já não tem legitimidade e que é preciso ampliá-lo. Ao que Obama respondeu com um tom conservador, alegando ser difícil convencer os demais países desenvolvidos a ceder espaço aos emergentes. Sarkozy então pediu a palavra: "Caro Obama, entendo perfeitamente que tenhamos dificuldade para mudar, pois não sabemos ainda o melhor formato. Mas acredito que seja bom começar com a inclusão de 2,5 bilhões de pessoas." O presidente francês se referia ao total da população do G-5, formado por China, Índia, Brasil, México e África do Sul.
Recentemente, durante a reunião da OEA, que decidiu pela reintegração de Cuba, Obama ligou para Lula para se aconselhar. Na quinta-feira 9, Lula presenteou Obama com uma camisa da Seleção Brasileira e falou sobre a partida em que o Brasil venceu os EUA por 3x2. Disse que, diante do risco de derrota, repetiu várias vezes o slogan da campanha de Obama: "Sim, nós podemos." E o jogo acabou virando. "Vamos dar o troco", rebateu o americano.
Lula também mantém uma relação amistosa com o premiê britânico, Gordon Brown. Dentre os emergentes, tem grande simpatia pelo indiano Manmohan Singh e pelo chinês Hu Jintao. "Quando está com Hu, Lula o pega pelo braço e o trata como se fosse um velho amigo", diz um assessor. Para Alcidez Costa Vaz, professor do Instituto de Relações Internacionais da UnB, a popularidade de Lula é resultado de uma agenda ajustada à nova dinâmica internacional, além do carisma e de uma diplomacia presidencial ativa.
"Quando deixar a Presidência, Lula deve levar consigo boa parte desse crédito", afirma Vaz.
10 de jul. de 2009
Educação e tecnologia - Recursos para ciência e tecnologia somaram R$ 2 bi em 2008
O Bom Dia Ministro desta quinta-feira (9) entrevistou o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. No programa, realizado com âncoras de diversas rádios, Rezende falou sobre o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para Desenvolvimento Nacional, conhecido como PAC da Ciência, e das ações do governo para ampliar a formação de mestres e doutores. O Bom Dia é produzido e coordenado pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido ao vivo, via satélite, para emissoras de todo o País. Leia abaixo os principais trechos.PAC da Ciência
"O Plano é muito abrangente. Costumo ressaltar que o importante é que pela primeira vez temos um plano de ação para quatro anos, uma vez que ciência e tecnologia são preocupações muito novas em nossa sociedade e não estão ainda difundidas nas empresas. A população não percebe bem como se beneficiar desse conhecimento acumulado e as próprias universidades começaram a montar grupos de pesquisa há 40, 50 anos, no máximo. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) também é jovem, criado há 24 anos. Nesse tempo, teve épocas muito atribuladas. Pela primeira vez, não tem apenas uma política genérica, mas um plano de ação, com quatro prioridades e recursos definidos. O objetivo do Plano é dar maior dimensão à ciência e fazer com que ela cumpra um papel abrangente, intensificando as ações no centro de pesquisas, nas universidades, chegando às empresas, que precisam ser competitivas, fazer inovação, além de alcançar pequenos produtores a jovens."
Recursos para pesquisa
"Eles têm aumentado consideravelmente. O principal fundo de apoio à pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, fora das universidades, é o Fundo Nacional de Desenvolvimento Cientifico Tecnológico (FNDCT). O fundo teve em 2002 R$ 350 milhões executados. Em 2008 esse número já alcançou R$ 2 bilhões. Os recursos estão aumentando. Tivemos esse ano, uma crise econômica mundial. Apesar da crise econômica mundial, os recursos para ciência e tecnologia não estão diminuindo esse ano em relação a 2008."
Fomento para novas empresas
"Temos avançado muito nesse setor. Empresas tradicionais não têm a cultura de fazer inovação, de investir num processo de investigação, porque isso demora tempo, mas estamos de qualquer maneira ampliando as ações para empresas tradicionais. O grande campo no Brasil é exatamente estimular novas empresas de tecnologia, aquelas que são criadas por pesquisadores das universidades, por técnicos e estudantes."
Primeira Empresa Inovadora
"O programa Primeira Empresa Inovadora (Prime) oferece recursos para empresas criadas até dois anos. São recursos não-reembolsáveis. Para recebê-los, as empresas entram numa competição muito grande. Para fazer essa competição em todo o País, a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) credenciou 17 incubadoras de empresa. Existem mais de três mil empresas inscritas no Programa. As empresas novas estão recebendo apoio para o financiamento."
Monitoramento da Amazônia
"O controle do Brasil sobre a Floresta Amazônica melhorou muito nos últimos dez anos em grande parte porque hoje temos um sistema de satélite, desenvolvido junto com a China, que é o CBERS. Ele passa a cada 1h40 pela mesma latitude em torno da Terra, dando 13 voltas por dia, fotografando, mandando eletronicamente as imagens para uma estação que tem em Cuiabá. Não é um monitoramento diário porque a cada hora o satélite passa por um local diferente. A cada 15 dias temos o retrato da Amazônia. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) fornece aos órgãos de fiscalização a imagem do que está ocorrendo. Pelo controle do Inpe houve um aumento do desmatamento há um ano e meio. Há dois anos, o governo tomou medidas não só de fiscalização, mas de restrição. Por exemplo: atualmente os bancos oficiais estão exigindo certificação da origem do gado para que os frigoríficos tenham financiamento."
Base de Alcântara
"O programa brasileiro tem dois principais componentes: um é o de fabricar satélites, e no momento o Inpe já tem a competência para fabricar satélites de observação da Terra, e está fazendo isso. A outra linha é a de colocar um satélite em órbita. A base de Alcântara tem essa finalidade: soltar foguetes que coloquem o satélite em órbita. Ocorre que para lançá-lo precisa ter o domínio do combustível e o Brasil ainda não domina completamente essa tecnologia. A torre que havia em Alcântara era usada experimentalmente para lançar foguetes, que não conseguia colocar o objeto em órbita. Eram foguetes experimentais, que subiam um certo número de quilômetros e caíam no mar e eram estudados. Houve aquele acidente sério e tivemos muitas dificuldades desde 2004 porque foi realizada uma licitação para uma empresa reconstruir a torre. A empresa que perdeu entrou na justiça. Só agora a torre de Alcântara está sendo reconstruída e estará pronta antes do final do ano. Isso atrasou os testes. Fizemos um acordo com a Ucrânia e criamos uma empresa binacional que chama Alcântara Cyclone Space. Ano que vem, receberemos um foguete feito na Ucrânia, grande fornecedora do programa espacial da União Soviética. O primeiro foguete será inteiramente ucraniano, mas o segundo já terá componentes nacionais. "
Formação de Mestres e doutores
"O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) foi criado em 1951. Nas décadas de 50 e 60 e um pouquinho em 70 a maior parte dos bolsistas iam para o exterior. Atualmente, o CNPQ tem cerca de 70 mil bolsas de pós-graduação e, dessas, apenas duas mil para outros países. Passamos a ter no Brasil programas de mestrado e doutorado de qualidade internacional. Muitos bolsistas nem querem ir para o exterior. E, aqueles que querem, entram numa competição muito grande, porque o número de bolsas é pequeno. Há uma expansão do Sistema Universitário. Empresas estão contratando, principalmente mestres, mas também doutores e em muitas áreas faltam pessoas. Em 1987, o Brasil formou aproximadamente mil doutores e quatro mil mestres. No ano passado, formamos cerca de 40 mil mestres e doutores. Em 21 anos, aumentamos o número de mestres e doutores por um fator dez."
Ciência nas escolas
"O Ministério da Educação tem um programa de colocar laboratórios de informática em todas as escolas públicas de todos os níveis. São poucas federais, mas são muitas estaduais e municipais. Já há laboratório de informática em cerca de 70 mil escolas de ensino médio em operação. Elas estão sendo gradualmente interligadas à internet por um programa que o governo federal lançou no ano passado. Teremos até o final deste ano cerca de 50 mil escolas públicas ligadas e alguns governos estaduais estão tomando iniciativas para melhorar isso. Como a Educação ficou meio desassistida durante muito tempo, não se resolve o problema da educação de uma hora para outra. É preciso um conjunto de programas. Há uma melhora considerável no uso de tecnologias e no resultado do ensino público no Brasil."
Por Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 842 - Brasília, 9 de Julho de 2009
28 de jun. de 2009
Lula, Dilma e a inclusão digital - FISL10
27 de jun. de 2009
Lula diz que projeto Azeredo é censura na Internet
Do FISL 10 - Fórum Internacional do Software Livre - 26.06.09O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (com reitor da PUC-RS, Joaquim Clotet - centro, e Marcelo Branco - direita, coordenador geral da ASL) disse hoje em Porto Alegre, no 10° Fórum Internacional Software Livre - fisl10 - que no governo dele é proibido proibir. A frase de Lula foi uma referência ao projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, que propõe vigilância na Internet. O presidente foi ovacionado pelos milhares de participantes em sua primeira visita ao fisl, que mostraram uma faixa a ele, pedindo que vete a lei Azeredo. Sem afirmar que vai vetá-la, mas sinalizando que se trata de censura na Internet, Lula disse que antes o projeto precisa passar pelo Congresso.
O presidente chegou acompanhado da Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, do reitor da PUCRS, Joaquim Clotet, ministros e vários parlamentares, e foi recebido pelo coordenador-geral do fisl10, Marcelo Branco. Após passar pelo que considerou "um corredor polonês", quando visitou a exposição e a área destinada aos grupos de usuários, onde distribuiu autógrafos, abraços e pousou para fotos, Lula falou para um grupo de aproximadamente 300 pessoas, num dos auditórios do evento.
Antes do pronunciamento do presidente, falaram Marcelo Branco e a ministra Dilma. Branco afirmou que "a revolução que estamos vivenciamos não é apenas tecnológica. É uma verdadeira mudança de atitude nas pessoas. O conhecimento não está mais apenas concentrado dentro das grandes corporações, visto que pode ser acessado de qualquer lugar pela Internet".
Muito aplaudida pelo público, a ministra Dilma Rousseff ressaltou em seu discurso os investimentos do governo federal em tecnologias livres. Segundo ela, mais de R$ 370 milhões foram economizados com a implantação de softwares que não exigem o pagamento de licenças. Ressaltou, ainda, que este dinheiro gera investimentos em importantes ações sociais."As semelhanças que nos unem são muito maiores do que as diferenças. Estamos voltando a afirmar que um outro mundo é possível. E ele está sendo construído, aqui, por vocês", afirmou.
Sobre o Blog do Planalto, a ministra Dilma informou se tratar de uma moderna ferramenta que se adapta a uma nova realidade. "No Brasil, existem cerca de um mihão de blogs, produzidos por jovens com menos de 25 anos. É com este público que queremos dialogar", explicou.
Carismático, o presidente Lula divertiu o público, com suas habituais metáforas. "Agora que o prato está pronto, é fácil comer. Mas, elaborar este prato não foi brincadeira", disse, referindo-se à idealização da cultura do software livre. "Foi quando decidimos se iríamos para a cozinha preparar o nosso prato, com nossos próprios temperos, ou iríamos comer o prato que a Microsoft queria que a gente comesse, que decidimos pela liberdade", frisou, recebendo empolgados aplausos.
Para o presidente, o software livre proporciona aos brasileiros a oportunidade da inovação, respeitando a criatividade e a particularidade do povo. "Estamos descobrindo que ninguém é melhor do que nós. Apenas precisamos de oportunidades".
Controle da internet, capitalismo e esquerda
Por Antonio Martins - Do Trezentos - 25.06.09Para Marcelo Branco (foto), coordenador-geral do FISL-10, uma grande disputa pelo sentido do século 21 começou há pouco, com as tentativas de restringir e vigiar o uso da rede. Nesta nova batalha, as grandes empresas estão divididas; e os partidos e sindicatos, sem rumo
Corpo esguio, pele morena, cabelos longos, cacheados e grisalhos, o gaúcho Marcelo Branco é talvez a figura mais procurada para entrevistas nos corredores da PUC-RS, onde se desenvolve o Fórum Internacional do Software Livre (FISL10). Há alguns meses, este personagem carismático, que não tira do pescoço a kaffieh palestina, assumiu a coordenação geral da Associação do Software Livre (ASL), a ONG que organiza o evento. Mais um ponto na trilha de quem foi sindicalista e líder da luta contra a privatização da Telebrás (no início dos anos 1990); militou no PT gaúcho, integrou o governo do Estado e ajudou a conceber (há dez anos) o I FISL; mudou-se para a Espanha, colaborou com Manuel Castells e coordenou diversos projetos regionais de implantação de programas de computador abertos.
Em 24 de junho, dia da abertura do Fórum, Marcelo reservou quase uma hora para uma conversa pouco convencional com a equipe da Agência FISL. Não tratou dos números do evento, mas do futuro do planeta. Expôs sua visão particular sobre a emergência das redes e da internet; a importância da batalha por mantê-la livre, neutra e sem vigilância; o desconforto que esta disputa entre os grupos sociais e forças políticas que dominaram o cenário no século passado. O áudio da entrevista (55m, em cinco partes), está aqui. Veja abaixo os pontos principais:
Os sentidos da internet
A possibilidade de desintermediar as relações sociais pode abrir uma nova etapa civilizatória – mas seu sentido ainda é incerto. Os espaços para a articulação direta entre os seres humanos, sem as condições impostas pelo capital, estão se multiplicando. Há muito tempo falávamos em associações produtivas diretas entre trabalhadores, mas não havia meios tecnológicos para fazê-lo com rapidez e em grande escala. Estes meios são oferecidos agora pela internet: o site da Rede Brasileira de Economia Solidária, por exemplo, permite localizar, comprar ou trocar, após alguns cliques, centenas de itens produzidos por cooperativas.
A desnecessidade do capital aparece de forma ainda mais nítida em setores como a antiga indústria cultural, ou do copyright. Há alguns anos, uma banda de músicos que quisesse tornar-se conhecida precisava dos serviços de uma gravadora para ter acesso a estúdios, prensar discos, levá-los às lojas, fazer publicidade. Hoje, todos estes papéis podem (e são, em muitos casos) realizados pelos próprios músicos – inclusive porque a digitalização afundou os preços dos equipamentos.
Porém, sozinhas, estas condições não asseguram o surgimento de uma sociedade melhor. A condição democrática não é algo explícito, ou necessário, na rede. A internet pode ser usada igualmente para controle social – assim como, no século passado, algumas experiências políticas libertadoras degeneraram em Estados policiais. É por isso que na disputa pelos rumos da rede tem enorme importância na própria definição do sentido do século 21. Não por acaso, o tema central do FISL deste ano é “Liberdade. Contra o controle e a vigilância na internet”
A disputa pelo controle da rede
Os últimos anos foram marcados por enormes avanços democratizadores. Desde que a internet passou da fase pontocom para a 2.0, tem sucesso as iniciativas que promovem o compartilhamento, a desmercantilização, a colaboração. Estamos vivendo o início da época das redes sociais, que multiplica a potência e autonomia dos grupos articulados e capazes de gerar inteligência coletiva.
Há cerca de um ano, no entanto, começou um contra-ataque. Alguns de seus símbolos são a lei de restrição à internet na França (aprovada por proposta e pressão do governo Sarkozy mas derrubada em seguida pelo tribunal constitucional), o processo contra o grupo sueco Pirate Bay, cujo site facilita a troca de arquivos digitalizados e, no Brasil, o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo.
É um ataque violento e combinado. Nele, estão envolvidos três agentes fundamentais: a) empresas dominantes em setores onde o capital está se tornando rapidamente obsoleto (como a indústria fonográfica e cinematográfica). Seu poder econômico está minguando, mas conservam enorme capacidade de articulação política e em especial de lobbyng. b) os segmentos dos Estados mais ligados à repressão, controle social e vigilância. São eles que procuram associar troca de arquivos digitais com “terrorismo”. Fato emblemático: a Convenção de Budapeste, onde se armou a ofensiva desencadeada agora contra a liberdade na rede, foi firmada dois meses após os atentados de 11 de setembro de 2001, num momento político marcado pelo medo. O Brasil não está entre os cerca de 40 países signatários; c) a velha mídia, que ideologicamente não consegue conceber relações sociais pós-capitalistas, e cujos interesses oligopolítisticos são diretamente afetados pela emergência da blogosfera.
Direita e esquerda desconcertadas, diante da desintermediação
Marcelo orgulha-se de seu passado como sindicalista e militante do PT. “Não espere nada de quem se diz esquerdista arrependido”, diz ele. Considera que, no século passado, os caminhos da transformação social estavam entrelaçados com os da representação política e sindical.
Contudo, destaca uma transição delicada. As novas tecnologias criam condições para desintermediar também as relações políticas. Marcelo não quer fazer projeções para o futuro; mas observa que, hoje, defender uma causa qualquer é uma opção que dispensa adesão a um partido político. Novas redes de mobilização social, em favor de objetivos específicos, vão se multiplicando a cada instante. Ao contrário do que sustenta a crítica conservadora, elas não são apenas virtuais. Produzem efeitos concretos, dos quais há exemplos abundantes: a campanha contra a lei Azeredo (agora, no Brasil); a derrubada do governo Aznar (em 2004, na Espanha); a denúncia da invasão do Líbano por Israel (em 2006); a avalanche em favor de Barack Obama; a persistente mobilização dos iranianos contra o fundamentalismo do governo Ahminejad.
No universo político e sindical da esquerda, muitos resistem a compreender esta transformação. Insistem em intermediar o que se pode fazer autonomamente. Esta resistência conservadora está na origem das críticas endereçadas a novidades políticas como o Fórum Social Mundial – taxado de “anárquico”, “sem rumo” ou “diverso demais” por setores da esquerda.
O curioso é que as redes provocam desorientação semelhante também no terreno do capital. Grandes empresas (como a Google) nascem e se agigantam num piscar de olhos, porque são sensíveis ao desejo de comunicação e des-hierarquização presente na sociedade. Outras vão se adaptando à mudança (Oracle, Sun, UOL e Itautec estão presentes e atuantes no FISL10). Mas setores como a indústria do copyleft atacam com virulência a nova lógica.
Democratização das Comunicações
Marcelo está particularmente preocupado com a luta pela democratização da mídia. Teme que oportunidades se percam. Refere-se, no Brasil, à Conferência Nacional de Comunicação (1 a 4 de dezembro).
Ele pensa que duas posturas são ineficazes ou insuficientes. A primeira é denunciar o conteúdo da mídia de massas (como se fosse possível esperar dela profundidade ou posturas democráticas). A segunda é supervalorizar as concessões públicas do espaço radioelétrico, hoje dominadas por alguns grandes grupos, em associação com famílias oligárquicas ou caciques políticos regionais. Estes pontos, de enorme importância no século passado, estão perdendo sentido aceleradamente. Se até os grupos de mídia mais contemporâneos (e em especial o público…) estão migrando para a internet, que efeito terá, em dez ou quinze anos, redistribuir os canais de rádio ou as estações de TV?
Marcelo vislumbra uma agenda alternativa. Nela, as batalhas que marcaram a luta pela democracia midiática nas décadas anteriores não desaparecem (“assim como não podemos nos esquecer das propostas anti-feudais, como a reforma agrária”). Mas o centro da disputa migra para a difusão da cultura digital. Livre circulação de conhecimento e bens imateriais na rede. Acesso público e gratuito à internet, em banda larga. Formação conceitual, técnica e tecnológica para uso das novas mídias. Políticas públicas novas, para realidades, demandas e desejos inéditos.
Importante em todo o mundo, incorporar esta pauta seria ainda mais decisivo no Brasil, julga o coordenador-geral da ASL. “Fomos colonizados e subalternos durante todo o período industrial. Mas alguns de nossos traços culturais – entre eles a criatividade, a diversidade e capacidade de comunicação – podem fazer de nós um ator destacado nas lutas pela democracia e igualdade no século 21”, arremata ele.
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