
18 de jun. de 2010
Um novo barão da mídia

14 de set. de 2009
Democratas querem a restrição na Internet, mas usa $$ de SP para propaganda (notícias neste blog). Mega Não pela liberdade eleitoral na web
Todo poder emana do povo para o povo.
O Senado federal que não entende absolutamente nada de Internet, quer impor restrições absurdas, comparando a internet com meios de difusão como o radio e a tv que são concessões públicas, muito diferente de um blog ou rede social. Nem mesmo o direito de resposta deveria ser obrigatório na Internet, afinal midias sociais são conversações. Chega a ser ridículo ver nossos
Senadores propalando uma bobagem atrás da outra, tentando legislar sobre o que desconhecem. Para isto tentam criar comparações estupidas como Youtube = TV, e outras bobagens do gênero.
Seria cômico se não fosse trágico, pois a Internet é a ultima janela de oportunidade aberta para a verdadeira democracia e liberdade de expressão, com campanhas livres pela Internet a sociedade poderá eleger novos e interessantes candidatos que antes não tinham condições de concorrer à uma campanha que custa milhões.
Para evitar este trágico retrocesso, vamos pedir LIBERDADE TOTAL ELEITORAL NA WEB, assine a petição e coloque o selo abaixo em seu site ou blog, mostre que você esta disposto(a) a
lutar pelo seu direito de liberdade, seu direito de apoiar quem desejar sem ser criminalizado por isto, coloque um link do selo para este post se desejar.
Aproveite e faça posts, videos, e tudo mais, junte-se a campanha pela Internet livre nas eleições use a tag #tse2010 para acompanharmos ou link este post.
Alguns textos interessantes sobre o assunto:
- AI5 Digital a “Reforma” eleitoral – Blog do Tsavkko
- Projeto de Lei Eleitoral bloqueia a crítica e a participação do cidadão comum nas eleições de 2010 – Trezentos
- Todos a postos! Senado prepara ataque à internet – Trezentos
- A Internet sob censura – Instituto Millenium
- Senado aprova base da reforma eleitoral, mas ainda falta definição sobre internet – Internet legal
Quem já aderiu:
- Ops! Sem Querer Saiu
- Xô Censura
- Blog Cidadão
- Entropia!
- Blog do Tsavkko – The Angry Brazilian
- Outro Espectro
- Blog do João Sérgio
- Consenso, só no paredão!
- Notícias de três linhas
- Software Livre
- CyberSociedade
- Dialógico
- Jornalismo Digital
8 de set. de 2009
31 de jul. de 2009
Governo pode importar notebooks para atender escolas da rede pública, diz Lula
Nielmar de Oliveira - Agência Brasil - 31.07.09 - RJ
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado aos fabricantes nacionais de computadores portáteis durante solenidade de entrega de 5,5 mil notebooks para alunos da rede municipal de ensino de Piraí, na região do Médio Paraíba, no Rio de Janeiro: se os preços dos equipamentos não caírem - e mesmo que ele seja favorável às industrias e equipamentos nacionais -, o governo terá que importá-los para atender as escolas públicas de todo o Brasil. A iniciativa fez de Piraí a primeira cidade do país a distribuir computadores para todos os alunos e professores da rede de ensino municipal.
Lula reclamou da burocracia para licitar a compra de computadores para as escolas e cumprir os planos do governo de colocar computadores conectados à internet banda larga em todas as 55 mil colégios públicas do país até o final de 2010.
“Nós tomamos a decisão de distribuir 350 mil computadores no Brasil. Isso em 2007. Já faz praticamente dois anos e a gente ainda não conseguiu resolver o problema da licitação, porque cada vez que fazemos uma licitação aparece alguém ou alguma coisa para atrapalhar. Nós, na verdade, esteamos querendo combinar uma redução de preços e, embora eu seja o maior defensor da indústria nacional, se ela não conseguir fazer um preço acessível, nós vamos ter que importar alguns para poder fazer com que a inserção digital chegue à população mais pobre desse país”, alertou o presidente.
O presidente Lula disse que tem o sonho de distribuir um computador para cada uma das 34 milhões de crianças da rede pública do país, mas que os preços vem dificultando esse objetivo.
As declarações do presidente da República foram feitas durante discurso para cerca de 400 a 500 pessoas que estavam presentes à cerimônia em Piraí, a maioria alunos e professores das 25 escolas municipais da cidade.
Antes do presidente Lula, também em discurso, o ministro da Educação, Fernando Hadad, criticou a burocracia que dificulta o cumprimento da meta do governo, citando em especial os órgãos de fiscalização que dificultam a implantação do programa. “É preciso que juntemos forças para mudar o quadro educacional do país”, defendeu.
O presidente lembrou que, no início, chegou-se a trabalhar com a perspectiva de produzir um computador mais barato para que o governo pudesse comprar em grande quantidade. “Chegaram a nos propor um computador a US$ 100, mas esses aqui custaram US$ 325 – cerca de R$ 700”, criticou.
O presidente também admitiu a possibilidade de usar a estrutura da Eletronet, empresa controlada pela Eletrobrás, mas que se encontra em processo de falência para atingir as metas de conectar todas as escolas do país à rede da internet através da banda larga.
“Nós estamos brigando a cinco anos para tomarmos conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, faliu, e que nós estamos querendo pegar de volta. Está na Justiça há mais de cinco anos e a gente não consegue pegar uma coisa que é nossa, para a gente poder levar a internet banda larga para onde a gente quiser. Não é possível que agente tenha que comprar aquilo que já é do povo”, reclamou.
A distribuição dos 5,5 mil notebooks, somada a outros 700 laptops anteriormente adquiridos por meio do Projeto UCA (Um computador por Aluno), vai beneficiar 6,2 mil alunos das 21 escolas da rede municipal de ensino de Piraí. O investimento foi de R$ 5,3 milhões.
O município foi um dos quatro escolhidos, em 2007, pelo governo federal para implantar o piloto do programa Um Computador por Aluno, do Ministério da Educação. As demais cidades – todas capitais de estado – foram São Paulo, Palmas e Porto Alegre.Conferência "Juventude e Comunicação" discute monopólio das empresas de mídia
** Informações da Cobertura Especial Revista Viração
A Conferência Nacional Livre Juventude e Comunicação, realizada no dia 25 de julho, iniciou com uma mesa de debate, onde foi discutida a importância da participação jovem na sociedade e outros aspectos da comunicação. Paulo Lima, diretor-executivo da Revista Viração, fez a abertura do evento e passou a palavra a Danilo Fraga, da Escola Estadual Carlos Maximiliano, que contou um pouco da história do lugar.
Nilton Lopes, do Virajovem Salvador, foi quem mediou o debate, que contou com a participação de Ísis Soares, da Rede Cala Boca já Morreu; Bia Barbosa, do Intervozes e Eugênio Bucci, ex-diretor da Agência Brasil e professor da Universidade de São Paulo (USP). Eugênio começou falando das relações da comunicação com a política brasileira; "o Estado precisa organizar e promover a comunicação, mas sem deter o poder sobre a informação", disse.
Bia Barbosa, por sua vez, discursou sobre a democratização da informação e criticou os grandes veículos de comunicação: "A nossa cultura, de forma geral, não aparece nos meios de comunicação. A diversidade do Brasil é fundamental", e completou falando da importância da comunicação para a formação da sociedade. A conferência tem o objetivo de decidir propostas para serem enviadas à Conferência Nacional de Comunicação, a ser realizada do dia 1 e 3 de dezembro, em Brasília.
A maioria dos brasileiros não tem acesso à internet e se informa por meio de televisão ou rádio e a única alternativa para quem não possui TV a cabo é aceitar a programação da rede aberta. Para mudar esta situação, é necessário criar regras e Políticas Públicas a fim de incentivar que todos produzam informação, e não sejam só receptores de conteúdo.
Isis Soares, que falou por último antes das perguntas, contou sobre o movimento de Comunicação Comunitária: "Esse movimento quer ouvir e mostrar o que as pessoas têm a dizer, o que eles veem e sentem. A programação é diferenciada e garante espaço para que os pequenos comerciantes sejam divulgados, além de garantir lugar para a opinião de diferentes pessoas".
Confira toda a cobertura realizada pela Viração
Carta Aberta da I Conferência Nacional Livre “Juventude e Comunicação”
As/Os jovens e adolescentes do Brasil, participantes da I Conferência Nacional Livre “Juventude e Comunicação”, que aconteceu em São Paulo, no dia 25 de julho de 2009, vêm socializar suas recomendações, propostas e suas considerações para a I Conferência Nacional de Comunicação.
Integrantes de redes, grupos e movimentos sociais, que atuam pela participação de jovens na construção da cidadania e garantia dos direitos humanos à comunicação, acreditamos que a conferência é um passo importante para a revolução da comunicação, no sentido não apenas de consumir, mas também de produzir, interagindo e formando alianças e parcerias.
Queremos que as juventudes não sejam meras espectadoras, mas participantes em todo o processo de construção dessa Conferência Nacional de Comunicação, tanto no âmbito local quanto no âmbito nacional, considerando que a população jovem representa 48 milhões. É importante salientar que boa parte dos produtos de comunicação são dedicados à faixa etária 12 a 29 anos, seja na programação da TV, seja pelo repertório de rádio, cinema, internet. Isso caracteriza a(o) adolescente e a(o) jovem como o maior público dos meios de comunicação brasileiros. Vale ainda ressaltar que os veículos de comunicação têm papel importante na formação desse público, influenciando diretamente padrões de comportamento e atitudes.
Na crença de que é preciso promover o acesso aos meios de produção, propiciar estímulo e fortalecer o potencial criativo dos jovens brasileiros e o conceito da comunicação como um direito inalienável, apresentamos a seguintes propostas:
1. Imagem do jovem na mídia
1.1. Incremento da programação para crianças e adolescentes na grande mídia, com a intenção de trazer temas políticos, sociais e/ou culturais.
1.2. Usar os meios de comunicação como ferramenta de aprendizado para adolescentes e jovens.
1.2. Incentivar as(os) comunicadoras(es) adolescentes e jovens (juvenis) a propagar os meios de comunicação alternativos entre as(os) jovens que não têm contato com os mesmos como forma driblar os estereótipos exibidos na grande mídia.
1.3. Propor pautas à mídia tradicional que contemplem a realidade da juventude brasileira.
1.4. Articular parceria com o CONJUVE – Conselho Nacional da Juventude – de modo a pressionar o Governo Brasileiro para dar mais representatividade às(aos) jovens em eventos voltados para comunicação.
2. Participação popular e controle social dos meios;
2.1. Construção de um marco legal (ex: estatuto) da comunicação elaborado pela sociedade civil com o poder público;
2.2. Financiamento público para mídias comunitárias e redirecionamento de parte da verba pública destinada a propaganda para veiculação em mídias comunitárias e alternativas.
2.3. Gestão compartilhada por meio de conselhos de comunicação que já existem e criação de conselhos estaduais e municipais.
2.4. Criar políticas públicas de disseminação do conceito da comunicação como um direito humano, em especial para adolescentes e jovens. Exemplos: Revista Viração, educom.radio, diálogos setoriais e outras iniciativas da área.
3. Internet e novas tecnologias
3.1. Transformar o acesso de alta velocidade à Internet em um direito, estabelecendo em todo o território nacional redes públicas de difusão do sinal de banda larga.
3.2. Estabelecer, no sistema público de ensino, um programa de formação em linguagens, técnicas, tecnologias, ética, princípios de compartilhamento da comunicação livre.
3.3. Maior clareza, transparência e debate popular em ações que visem à regulamentação e normatização do acesso e uso da Internet.
3. 4 Qualificar o uso das “lan houses”, oferecendo aos usuários e proprietários estímulos fiscais e tarifários e de crédito para que disponibilizem, em contrapartida, serviços de formação como os descritos no tópico anterior.
4. Comunicação e diversidade
4.1. Garantir a inclusão e o respeito à diversidade étnica/racial, de gênero e identidade de gênero, de orientação sexual religiosa e política.
4.2. Ampliar a circulação dos produtos culturais, em especial de produção independente, garantindo a consolidação de espaços de liberdade de expressão.
4.3. Que seja garantida participação (não apenas nas campanhas de saúde) nas campanhas publicitárias institucionais à representação dos grupos étnicos-raciais, de gênero e de identidade de gênero, religiosa e de orientação sexual.
4.4. Garantir políticas públicas de fomento à implementação dos pontos de mídia livre e independente.
4.5. Garantir, por meio de políticas públicas, concessões de veículos comunitários por plebiscito popular para rádios em todo Brasil.
4.6. Garantir, por meio de políticas públicas, a paridade de investimento por Estado.
4.7. Estabelecer que o Conselho Nacional de Comunicação fiscalize os veículos de comunicação quanto às terminologias usadas em suas publicações, principalmente àquelas relacionadas aos direitos da criança e da(o) adolescente e juventude.
Propostas Mídia e Educação:
4.8. Que seja garantido, por meio de políticas públicas, em todas as escolas públicas de ensino fundamental, médio e universidade, núcleos de comunicação gerenciados pelos estudantes.
4.9. Educação para mídia nas escolas estaduais por meio de educadores preparados para discutir e trabalhar o tema.
4.10. Produção e veiculação de conteúdos juvenis – concessão e concentração dos veículos de comunicação.
4.11. Criar centrais públicas de produção e formação em comunicação, com disponibilização de equipamentos para interessados em construir seus próprios produtos;
4.12. Ampliar fundos públicos permanentes e com volume significativo de recursos para produção e veiculação de conteúdo realizado pela juventude;
4.13. Criar um Conselho Nacional de Comunicação com ampla participação da sociedade civil, inclusive da juventude, para regulação dos meios de comunicação e das concessões, com mecanismos para evitar a predominância de interesses particulares no interior desse conselho;
4.14. Garantir que a comunicação seja pautada nos espaços de educação formal;
4.15. Democratizar a gestão das emissoras públicas e comunitárias com o fortalecimento da produção coletiva e compartilhada;
4.16. Estabelecer medidas anti-concentração horizontal, vertical e cruzada dos meios de comunicação, com a regulamentação do artigo 220 da Constituição Federal;
4.17. Garantir instrumentos de defesa contra violação dos Direitos Humanos nos meios de comunicação, especialmente dos direitos das crianças e dos adolescentes;
4.18. Regulamentar tempo mínimo de veiculação de produção comunitária e independente nas TVs abertas e na TV por assinatura;
4.19. Reservar espectro para emissoras públicas e comunitárias no rádio e na televisão.
Queremos convocar a todas e todos a unir esforços para que nossas recomendações sejam consideradas. Reiteramos que unir forças significa lutar junto à mídia para levarmos cultura, entretenimento e educação de boa qualidade para toda a população. E que nós jovens, sejamos construtores do presente, vislumbrando um futuro mais justo e igualitário para todos e todas.
Saudações
Adolescentes e jovens do Brasil
Assinam essas propostas:
Ação Educativa – São Paulo (SP)
Adolescentes Comunicadores da Plataforma dos Centros Urbanos – São Paulo
Alice – Agência de Notícias dos Direitos dos Adolescentes - Porto Alegre (RS)
Aracati
Arroz, Feijão Cinema e Vídeo
Artigo 19
Associação Cidade Escola Aprendiz – São Paulo (SP)
Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo
Associação dos Geógrafos Brasileiros
Associação Eremim
Associação Frida Kahlo
Associação Imagem Comunitária - Belo Horizonte (MG)
Associação Jovem do Monte Líbano
Associação Marly Cury
Bemfam – Recife (PE)
Cala-boca já morreu – São Paulo (SP)
Casa da Juventude Padre Burnier – Goiânia (GO)
Catavento Comunicação e Educação Ambiental – Fortaleza (CE)
Cenpec
Centro Acadêmico da Universidade Federal de Alagoas – Maceió (AL)
Centro Acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal (RN)
Centro Cultural Bájò Ayò – João Pessoa (PB)
Centro Cultural Escrava Anastácia – Florianópolis (SC)
Centro de Referência da Juventude – Vitória (ES)
Centro Paula Souza
Cidade Escola Aprendiz
Cine Anônimo
Cipó Comunicação Interativa – Salvador (BA)
Ciranda - Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência – Curitiba (PR)
CNSA – Comunidade Nosa Senhora dos Artistas
Coletivo de Jovens Feministas de Pernambuco
Coletivo de Vídeo Popular
Comissão Paulista ProConferência – São Paulo (SP)
Conselho Estadual da Juventude da Bahia
Conselho Municipal da Juventude
CPI – Comunidade Periférica Informada
Creca Tatuapé – Casa Dom Luciano
Cria - Centro de Referência Integral de adolescentes – Salvador (BA)
Cufa – Cuiabá (MT)
Federação das Mulheres Paulistas
FELCO – Festival Latinoamericano de La Clase Obrera
Formare
Fórum de Defesa da Criança e do Adolescente - São Mateus
Fundação Athos Bulcão – Brasília (DF)
Fundação Friedrich Ebert/ C3 e UNICEF
Fundação Iochpe
Funzine Catraca: Pede Passagem
Girassolidário - Agência em Defesa da Infância e Adolescência – Campo Grande (MS)
Grupo Cultural Interfaces - Belo Horizonte (MG)
Grupo Escoteiro Quarupe
Grupo Jovens Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas – Porto Velho (RO)
Grupo Jovens Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas – Teresina (PI)
Grupo Okun de Cultura Afro-Brasileira
Instituto Alana – Projeto Criança e Consumo
Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania – Anápolis (GO)
Instituto Paulista da Juventude – São Paulo (SP)
Instituto Paulo Freire – São Paulo (SP)
Intervozes – São Paulo (SP)
Instituto Pólis / Coletivo Griots
Jornal Brasil de Fato
Jornal Cidadão – Rio de Janeiro (RJ)
Kizomba
Matraca - Agência de Notícias dos Direitos da Criança e do Adolescente - São Luís (MA)
Movimento Sou + Jovem
Nossa Tela
Oficina de Imagem - Belo Horizonte (MG)
Oficina Escola de Lutheria da Amazônia – Manaus (AM)
Ohana – Peace Child Brasileira
ONG Plugados na Educação
Organização da Juventude – Coral Cades
Pastoral da Juventude
Patchol's Família
Plataforma dos Centros Urbanos
Programa Municipal de DST/Aids de Campinas
Projeto Meninos e Meninas de Rua
Quarto Mundo
Rádio Interna da Escola e Jornal da Comunidade Onde Moro
Rede de Jovens Comunicadores da Baixada Maranhense – São Luís (MA)
Rede Interferência
Rede MAB – Movimento das (os) Adolescentes do Brasil
Rede Nacional de Jovens e Adolescentes Vivendo com HIV/Aids
Rede Nacional de Jovens e Adolescentes Vivendo com HIV/Aids
Rede Sou de Atitude - São Luís (MA)
Revista Viração – São Paulo (SP)
Saúde e Prevenção nas Escolas
Sem Placas – Sem Fronteiras
SENAC – São Paulo
SIM – Comissão Permanente do Fórum Sobre a Violência
Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo – Regional Vale do Paraíba e Litoral Norte
Skate Solidário
Fonte: Ação Educativa - 31.07.09
29 de jul. de 2009
Fórum da Cultura Digital será lançado sexta-feira
Por Rodrigo Savazoni - Os trezentos - 29.07.09
É com muito prazer que anunciamos, após um mês de intensos testes, o lançamento oficial do Fórum da Cultura Digital Brasileira e da plataforma www.culturadigital.br.
O evento de lançamento ocorre na próxima sexta-feira, em São Paulo, durante o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o FILE. Como sabemos, esse é um processo político que pretende produzir, de forma colaborativa, uma política pública para o Brasil contemporâneo.
O lançamento será uma roda de conversa do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, com blogueiros e produtores de mídias sociais. A partir das 15 horas, Juca, acompanhado do Secretário Executivo, Alfredo Manevy, do Secretário de Políticas Culturais, José Luis Herencia, e do Gerente de Cultura Digital, José Murilo Jr. debaterá a cultura digital e explicará o que o Ministério pretende com a realização desse processo.
A conversação será transmitida ao vivo no endereço http://www.culturadigital.br/aovivo.
O Fórum da Cultura Digital Brasileira é um chamamento que o Ministério da Cultura e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa estão fazendo à sociedade civil. Ele terá eventos presenciais e deve se encerrar em novembro, em um grande evento, com a participação aberta a cidadãos interessados em como as tecnologias podem contribuir para melhorar a nossa sociedade.
A partir desta quinta-feira, a plataforma será aberta a tod@s os usuários.
Ajudem-nos a divulgar essa ação. Quem estiver em São Paulo, pinte por lá. E quem não estiver, participe do debate pela rede.
21 de jul. de 2009
Site lista caminhos para você baixar músicas legalmente
Baixar músicas de forma ilegal é uma pedra o sapato para muita gente. Pensando nisso, o site FriedBeef´s Tech fez uma lista de 40 caminhos para você fazer download de canções dentro da lei.
Entre os indicados estão a Last.fm, Amazon, iTunes, além de álbuns de artistas que são disponibilizados na web e músicas clássicas, japonesas, alemãs e natalinas.
Confira a lista completa e diga nos comentários se você conhece algum outro site que permita o download legal de músicas.
Texto: Bruno Roberti às 17h20
Fonte: Giga Uol - 20.07.09
16 de jul. de 2009
Lula garante verba para Conferência Nacional de Comunicação

Depois de um impasse que quase ameaçou a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou que o governo federal manterá todo o cronograma do encontro, marcado para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro. O anúncio — feito pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, após conversa com o presidente na terça-feira — é um ótimo estímulo à luta pela democratização da mídia.
De acordo com Hélio Costa, o governo repassará ao Ministério das Comunicações (Minicom) R$ 8,2 milhões — equivalente ao orçamento da Confecom, que fora alvo de contingenciamento. A pasta deverá receber essa verba nos próximos dias. Dessa forma, segundo o ministro, o problema de falta de recursos para a realização da conferência — depois do corte de mais de R$ 6 milhões no orçamento — está resolvido.
Para tratar dos encaminhamentos da Confecom, Costa se reuniu com os também ministros Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, e Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República. A conversa tratou sobretudo da elaboração do regimento interno da conferência.
“Acabamos de acertar o entendimento do regimento interno e podemos voltar com as atividades”, disse Costa. Segundo ele, o grupo responsável pela elaboração do documento retomará o trabalho a partir da próxima terça-feira (21), para que seja apresentado, analisado e aprovado o quanto antes.
O ministro afirmou ainda que a redação final para da proposta da telefonia rural para a faixa de 450 MHz já foi analisada e que a portaria pode sair a qualquer momento. “É prioridade do governo implementar a banda larga rural o mais rápido possível para que beneficie a quem realmente precisa”, afirmou.
Da Redação, com informações do Ministério das Comunicações .
AI- 5 Digital será discutido no 51º CONUNE, sexta, 17.07
Participantes do Congresso debaterão a liberdade de circulação de informação na internet
O projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que pretende restringir a troca de informações entre os internautas e o rastreamento de todos os usuários por três anos, foi muito discutido em todo o país neste último semestre. Militantes do software livre, estudantes, professores e parlamentares fizeram atos por todos os cantos do Brasil na intenção de reverter o projeto.
Na próxima sexta-feira (17), os participantes do 51º CONUNE poderão debater o tema com o professor da pós graduação da faculdade Cásper Líbero de São Paulo, Sérgio Amadeu, que está a frente da luta pela livre circulação de informação e pela democratização dos meios de comunicação e com o Doutor Túlio Vianna, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Eletrônico e professor da PUC-MG.
O protesto recebeu este nome pela semelhança do controle dos usuários com a ditadura brasileira. Naquela época, os novos moradores deveriam dar ao síndico uma ficha de inscrição com todos os dados pessoais, que seria encaminhada ao DOP´s. O deputado Estadual Rui Falcão (PT-SP), um dos responsáveis pelo ato em São Paulo, enfatizou que nunca houve tanta corrupção quanto após o AI-5 que censurava a imprensa e, logo, a livre informação. E neste ponto, a internet é uma grande ferramenta da liberdade de expressão.
Da Redação - 8 de julho de 2009
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Por Zé Augusto - Dos Amigos do Presidente Lula - 15.07.09
Nota de repúdio às índoles fascistas tucanas, ante-sala do AI-5 Digital
Nota de repúdio à nota da Executiva Nacional do PSDB e à nota do Senador Arthur Virgílio Neto (PSDB/AM), pelos motivos:
1) Por inverter valores e querer recorrer ao arbítrio de criminalizar o denunciante quando é flagrado (pelo ativismo social e político de internautas), dando explicações inverídicas à Nação em pronunciamento na Tribuna do Senado.
2) Por recorrer à ameaças de índole fascista e truculenta visando coagir e calar blogs de ativistas sociais e políticos, em vez de dar as respostas que um homem público, sobretudo eleito ao mandato popular delegado pelo povo, deve à sociedade.
3) Por ensaiar táticas e métodos fascistas contra internautas, em uma prévia do que poderia vir a acontecer caso se implante o AI-5 Digital do Senador Eduardo Azeredo (do próprio PSDB), na Internet.
4) Pela leviandade ao acusar terceiros por crime de quebra de sigilo fiscal, sem qualquer apuração, o que pode ser atestado pela simples leitura atenta das postagens do blog (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), onde o assunto foi abordado.
5) Pela incompetência e ignorância dos quadros tucanos ao não saber sequer identificar informações sob sigilo e informações de transparência para controle social.
6) Por recorrer à velha e condenável prática do "você sabe com quem está falando?", para se esquiar de responder à Nação às perguntas inquietantes que todo o Brasil quer saber: qual é o valor do dinheiro que será devolvido aos cofres públicos pelo senador Arthur Virgílio Neto (PSDB/AM)?
Esta nota é dedicada a todos os blogueiros e internautas ativistas, que exercem o cívico dever e o sagrado direito do controle social sobre o dinheiro público e agentes políticos do estado.
Uma dedicação especial ao blog do Onipresente, o primeiro a publicar (conforme dissemos na primeira nota), demonstrando que não batia com a realidade, a explicação dada pelo senador Arthur Virgílio (PSDB/AM), de que teria pago com a restituição de IR de 2005, o empréstimo feito por Agaciel Maia, para pagar suas contas em Paris.
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12 de jul. de 2009
A conquista do mundo - Prêmio e elogios dão a Lula vantagem para vislumbrar carreira internacional
CARISMA Lula, sob aplausos: de olho no Nobel da Paz |
Vários presidentes sonham com uma carreira internacional ao final de seus mandatos. No Brasil, nenhum deles conseguiu realizar a façanha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nunca manifestou interesse em seguir este caminho e repete sempre que pretende voltar para São Bernardo do Campo, tem tudo para conquistar o mundo. Na terça-feira 7, ele recebeu da Unesco o prêmio Félix Houphouët-Boigny por sua gestão a favor da paz e da justiça social. Durante a cerimônia de premiação, em Paris, ganhava força nas rodas de conversas a indicação de Lula ao Nobel da Paz. Embora a candidatura já tenha sido cogitada em outras ocasiões, é a primeira vez que o nome do presidente surge acompanhado de uma estatística: cerca de um terço dos homenageados com o "Félix" levou para casa meses depois o Nobel, como ocorreu com Nelson Mandela, Yitzhak Rabin e Yasser Arafat. Mas esta não é a única indicação da possibilidade de uma carreira no Exterior para Lula. Junto com a medalha e os US$ 150 mil do prêmio, o presidente colheu também elogios dos homens que realmente decidem quem ocupa os cargos importantes nos organismos internacionais.
FUTEBOL No Exterior, Lula sabe explorar os trunfos do País |
"A crise econômica abriu uma agen da internacional que não estava nos planos do presidente", disse um ministro brasileiro à ISTOÉ. "Agora a decisão dele é aproveitar esse espaço porque ele projeta o Brasil lá fora e traz retorno político e econômico." Depois de ser chamado de "o cara" pelo presidente americano Barack Obama e do apoio explícito do francês Nicolas Sarkozy, vários outros líderes e chefes de Estado passaram a elogiar Lula. Presente à cerimônia da Unesco, o primeiroministro português, José Sócrates, al çou Lula ao rol dos estadistas. "Uma das personalidades mais admiradas e respeitadas do mundo", disse. Para Só crates, o brasileiro se destaca por uma "obra concreta", e citou os programas Fome Zero e Bolsa Família.
Antigos rivais também se transformaram em aliados. O americano Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, resolveu apoiar a ideia de Lula de fortalecer a instituição dando mais poder aos países emergentes. Logo Zoellick, que, numa reunião da OMC em 2003, pediu aos países pobres que não fizessem discursos longos. Lula aproveita o assédio para emplacar o debate sobre a reforma das organizações internacionais e do sistema financeiro. Um aliado de primeira hora nessa empreitada é Sarkozy. Os dois se reuniram na quartafeira 8, em Paris. Conversaram sobre a parceria estratégica na área de defesa e acertaram uma posição comum para o encontro do G-8, no dia seguinte, em L' Áquila, na Itália.
Na discussão entre os presidentes, Lula disse que o G-8 já não tem legitimidade e que é preciso ampliá-lo. Ao que Obama respondeu com um tom conservador, alegando ser difícil convencer os demais países desenvolvidos a ceder espaço aos emergentes. Sarkozy então pediu a palavra: "Caro Obama, entendo perfeitamente que tenhamos dificuldade para mudar, pois não sabemos ainda o melhor formato. Mas acredito que seja bom começar com a inclusão de 2,5 bilhões de pessoas." O presidente francês se referia ao total da população do G-5, formado por China, Índia, Brasil, México e África do Sul.
Recentemente, durante a reunião da OEA, que decidiu pela reintegração de Cuba, Obama ligou para Lula para se aconselhar. Na quinta-feira 9, Lula presenteou Obama com uma camisa da Seleção Brasileira e falou sobre a partida em que o Brasil venceu os EUA por 3x2. Disse que, diante do risco de derrota, repetiu várias vezes o slogan da campanha de Obama: "Sim, nós podemos." E o jogo acabou virando. "Vamos dar o troco", rebateu o americano.
Lula também mantém uma relação amistosa com o premiê britânico, Gordon Brown. Dentre os emergentes, tem grande simpatia pelo indiano Manmohan Singh e pelo chinês Hu Jintao. "Quando está com Hu, Lula o pega pelo braço e o trata como se fosse um velho amigo", diz um assessor. Para Alcidez Costa Vaz, professor do Instituto de Relações Internacionais da UnB, a popularidade de Lula é resultado de uma agenda ajustada à nova dinâmica internacional, além do carisma e de uma diplomacia presidencial ativa.
"Quando deixar a Presidência, Lula deve levar consigo boa parte desse crédito", afirma Vaz.
LOUSA DIGITAL APOSENTA GIZ E QUADRO-NEGRO EM ESCOLAS DE SP
Rose Mary de Souza
A partir deste segundo semestre, 150 professores de Hortolândia, interior de São Paulo, irão aposentar o giz e assumir a lousa digital como um novo equipamento de trabalho. Em vez do popular quadro negro, cerca de 6 mil alunos irão encontrar na sala de aula uma enorme tela sensivel ao toque.
Professores das disciplinas de português e matemática estão sendo treinados para usar a nova tecnologia, que será implementada em 26 escolas da cidade, em 150 turmas das 5ª séries do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio. Além das lousas digitais, as escolas receberão também um software com conteúdo educacional elaborado pela Universidade de São Paulo (USP).
Com a ponta dos dedos
Com o toque dos dedos, na lousa digital, é possível acessar a internet, abrir arquivos, fazer buscas, arrastar figuras, recortar, colar e até programar a gravação de conteúdos de programas.
"É possivel organizar reuniões e trabalhos de alunos, programar revisões, gravar apresentações de trabalhos individuais ou em grupo. Há uma infinidade de recursos que o professor pode aplicar", comenta a pedagoga Adriana Martins, da empresa Smart Board, responsável pela instalação do sistema.
Com uma 'caneta' - nas cores azul, preta, vermelha - o professor pode escrever, destacar, sublinhar, desenhar. Outro recurso permite gravar a voz do professor e e imagens, que poderão ser reproduzidas posteriormente.
Fascínio
"A novidade vai pegar os alunos", diz o professor Kazuji Yamamoto, que há 17 anos leciona matemática. Para ele, a informática já causa um certo fascínio nesta geração de jovens, por isso, aulas que utilizem esses recursos vão ajudar ainda mais a prender a atenção da classe, inclusive para disciplinas consideradas "chatas", como a matemática.
"Acho até que vamos poder recuperar aquele costume de antigamente em que o aluno estudava em casa, reunia a familia, os pais - uma coisa meio distante hoje", disse Yamamoto, um dos profissionais que estão sendo capacitados para usar a nova ferramenta.
A introdução da lousa digital nas escolas de Hortolândia é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação do Estado de São Paulo e a Dell.
1 de jul. de 2009
O Rio vai dizer um Mega Não ao AI5 digital!
Por João Carlos Caribé - 28.06.09 By: Category: Ativismo
O Xô Censura convida a todos. Acompanhe o ato no Mega Não, fique ligado
* Contra o Projeto de Lei do Senador Azeredo
* Em defesa da liberdade e privacidade na Internet
* Pelo livre compartilhamento e troca de arquivos
O Rio vai dizer um Mega Não!
Dia 01 de julho - 18 horas
Auditório da Associação Brasileira de Imprensa - ABI
R. Araújo Porto Alegre, 71 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Apoio:
Deputado Estadual Alessandro Molon
Deputado Federal Jorge Bittar (licenciado)
Deputado Federal Paulo Teixeira
Convocatória:
Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital - ABCID
Associação Brasileira de Imprensa - ABI
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Centro de Ação e Comunicação Comunitária - CENACOC
Coletivo Ciberativismo
Coletivo Digital
Coletivo Intervozes
Conselho Regional de Engenharia do RJ - CREA-RJ
MegaNão!
Projeto Software Livre - Brasil
Setorial de TI do PT do RJ
Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Sintufrj
Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do RJ - Sisejufe
União Estadual dos Estudantes - UEE - RJ
União Nacional dos Estudantes - UNE
25 de jun. de 2009
Rádio da escola: a palavra viva - Inclusão na comunicação
Programas de rádio feitos por alunos de escolas públicas em São Paulo mostram o alcance pedagógico da educomunicação
A matéria “Na onda da política”, da jornalista Phydia de Athayde (CartaCapital nº 405, republicada nas páginas anteriores), ao historiar o fechamento de emissoras comunitárias na região metropolitana de São Paulo, entre as quais a Rádio Heliópolis, em julho, levantou uma questão de fundo: o que impede, no Brasil, que o cidadão do século XXI exerça o direito de se expressar livremente segundo as garantias oferecidas pela Carta Magna, em vários de seus dispositivos? O artigo adianta algumas respostas, apontando para a complexidade do tema, envolvendo questões técnicas e jurídicas, sem negar, especialmente, a falta de vontade política para que sejam encontradas soluções que favoreçam o lado mais fraco da cadeia produtora e processadora de informações, o próprio povo.
Estamos falando de um contingente populacional que absolutamente desconhece os caminhos para o exercício da comunicação e da convivência com o sistema de meios de informação, como se o assunto não lhe dissesse respeito. Um enorme contingente humano desinformado, entre outros motivos, porque a escola que freqüentou jamais incluiu o direito ao exercício da comunicação entre seus tópicos curriculares. O cenário, contudo, começa a mudar.
Nas escolas públicas do município de São Paulo, entre 2001 e 2004, um total de 12 mil professores e alunos, além de membros das comunidades do entorno, tomou o direito à comunicação como tema de estudo e, mais ainda, como objeto de exercício coletivo. Os debates e as práticas laboratoriais davam-se ao redor da linguagem radiofônica. Foi o Educom.rádio (Educomunicação pelas ondas do rádio), implementado com a colaboração do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) da USP, mobilizando 455 escolas do ensino fundamental. Parte dessas escolas (250) recebeu os equipamentos e pôde instalar suas emissoras, na modalidade de “rádio restrita” (leia a seção “Em Sala”).
Em sua edição de 29 de julho, o Jornal da Tarde, em matéria intitulada “Alunos tocam a rádio escolar” informa que encontrou uma unanimidade entre os alunos da Emef Carlos Pasquale, na zona leste da capital: o prazer em participar da rádio da escola, que surgiu em 2002 por meio do projeto Educom.rádio. Registra, nesse sentido, o testemunho da aluna Rafaela dos Santos, da 5ª série: “Eu amo essa escola, principalmente a rádio. Lá a gente aprende coisas novas, se diverte...”
Experiência idêntica está vivendo a aldeia Xavante de Sangradouro, no Mato Grosso, onde o projeto educomunicativo do NCE/USP chegou como parte de um programa do MEC para levar a linguagem radiofônica a 80 escolas do ensino médio dos três estados da Região Centro-Oeste. No caso de Sangradouro, uma tradição milenar foi quebrada: mulheres indígenas que não se expressam em público, especialmente na presença masculina, foram as primeiras a produzir rádio e a difundir suas notícias, comentários e propostas de mudanças para a aldeia. No momento, estão resgatando a memória da tribo, usando gravadores de mão e um equipamento de edição de som.
Democracia tecnológica
O uso do rádio em escolas privadas de classe média alta (como no Colégio São Luís, em São Paulo) ou junto a instituições que trabalham com crianças provenientes de famílias com renda familiar de um salário mínimo (como é o caso da população atendida pela Fundação Hélio Alonso de Sousa – Fundhas –, em São José dos Campos, SP), pode parecer até meio fora de moda, diante do avanço das tecnologias digitais que trouxeram o computador para dentro da sala de aula e, com ele, a internet. A paixão pelo rádio explica-se, porém, pela descoberta de que a linguagem radiofônica tem sido capaz de facilitar o ideal de educadores, como Paulo Freire, de construir um processo educativo a partir do lugar cultural, social e político, onde os alunos se encontram.
O entusiasmo pelo rádio está presente fundamentalmente no trabalho de organizações não-governamentais. As ONGs têm a seu favor o fato de cuidarem de grupos pequenos, o que lhes garante certo controle sobre o processo, o apoio financeiro de instituições e empresas e suficiente visibilidade sobre os resultados alcançados. O que caracteriza o trabalho dessas organizações é a liberdade e a criatividade com que seus promotores implementam atividades essencialmente participativas, garantindo aos favorecidos não só o acesso, mas, sobretudo, o uso democrático dos recursos tecnológicos.
Quanto às escolas, tudo parece estar sempre para começar. Uma das causas do pouco entusiasmo de muitos educadores é o receio de terem de suportar o barulho ensurdecedor das caixas de som nos recreios, transmitidas por equipamentos mal sintonizados, sem que se possa nem mesmo saber do que estão falando. Outros ainda se perguntam: por que entregar equipamentos de som a estudantes indisciplinados, amantes de ruídos estridentes que se deliciam em repetir aos quatro ventos as baixarias que costumam ver e ouvir, todos os dias, na rua, ou mesmo na televisão ou na rádio comercial?
Em razão dessa timidez ou mesmo resistência, a Secretaria de Educação a Distância do MEC mantém, em seu site, um programa especial denominado Rádio Escola, incentivando os gestores escolares a pensar no rádio sempre que buscam o apoio das tecnologias. Em seu mais recente projeto de formação de professores, o Programa Mídias na Educação, destinado a 10 mil professores de todo o País, o MEC incluiu o rádio entre os meios de comunicação a ser trabalhados, juntamente com a produção videográfica, a produção gráfica e o uso da internet.
Usos da rádio em educação
Existem muitas formas de aproximar rádio e educação. A mais tradicional estabeleceu-se no âmbito da radiodifusão aberta, tanto AM quanto FM, com as denominadas “rádios educativas”. Outra modalidade é a veiculação de conteúdos educativos em “emissoras abertas”. Nos municípios de Santarém e Belterra, ambos no Pará, ganhou relevância, por exemplo, a experiência da Rádio Rural, que abre espaço para que professores e alunos de 400 escolas dos dois municípios mobilizem 37 mil alunos da floresta amazônica. Uma terceira modalidade tem sido a “radiodifusão comunitária”, objeto da reportagem de CartaCapital. Uma prática que aglutina a experiência da rádio comunitária com a emissão aberta, via FM, é a da rádio “Voz da Liberdade”, dirigida por crianças e adolescentes no Sertão do Ceará, na pequena cidade de Nova Olinda, no espaço da Fundação Casa Grande.
A grande novidade, no momento, é a introdução nas escolas da radiodifusão restrita. É importante lembrar que as rádios restritas não necessitam de autorização prévia do governo federal para ser instaladas e entrar em funcionamento.
As diferentes modalidades da integração do rádio à educação vêm ganhando um diferencial que as une: a possibilidade de que se transformem em um “prática educomunicativa”. O fato ocorre quando o uso da linguagem radiofônica se integra a outras linguagens; quando se garante, em igualdade de condições, o protagonismo do educador e do estudante; quando, finalmente, o uso do rádio, de uma forma democrática e participativa, passa a significar a vontade política da escola em reconhecer a importância de se trazer a comunicação para o centro dos processos educativos. Experiências como a do Educom.rádio apontam para a novidade de que o velho rádio continua sendo uma excelente opção quando se quer pensar numa educação renovada e mais próxima da realidade dos próprios educandos. Essa é a lição a ser apreendida, refletida e convertida em novas experiências.