27 de ago. de 2011
Repórter da revista Veja é flagrado em atividade criminosa contra mim
7 de fev. de 2011
O PIG faz escola. É nisso que queremos nos transformar?
Aviso aos navegantes: Estou de munhequeira, cotoveleira, caneleira, joelheira, colete, capacete e demais equipamentos de proteção individual, portanto, se baterem eu vou estar protegido. A evidente brincadeira tem a intenção de tentar desarmar o clima de guerra que algumas pessoas tentam passar para a arena de discussões. Discordem, mas não tentem me desqualificar porque isso sempre é tiro que sai pela culatra.
5 de nov. de 2010
Safernet denuncia 1037 perfis do Twitter e do Facebook por racismo
05/11/2010
4 de ago. de 2009
Você já twittou hoje?
Qual é mesmo a graça de ler o que os outros estão fazendo neste exato momento? Pois é,o que começou como um projeto alternativo da empresa de tecnologia Odeo, há pouco mais de três anos, se tornou uma febre que contagia cerca de oito milhões de pessoas, crescendo espantosos 1.500% a cada ano. A ideia era tornar esse serviço, na verdade um micro-blogging, tão simples que você nem sequer tivesse de pensar no que estava fazendo, bastaria digitar algo e enviar.
Os Tweets, como se denominam as mensagens, só podem conter textos com até 140 caracteres. Os participantes da rede não podem incluir fotos, vídeos ou outros arquivos em suas mensagens. O interessante é que, se você se inscrever no Twitter e perceber que está sendo bombardeado por Tweets de um integrante específico, poderá optar por parar de receber suas mensagens.
Um péssimo uso do Twitter, por exemplo, é ficar enviando tweets, digamos, “comerciais” da empresa em que você trabalha. Seria algo como ser funcionário de uma livraria e ficar enviando dicas de livros com preços promocionais para sua rede de contatos. Quem tem que fazer isso é a própria empresa, direcionando os tweets para as pessoas que se interessarem em segui-la. Várias empresas gigantes, como a Dell, sabem utilizar toda a potencialidade dessa nova mídia social. A empresa diz ter faturado US$ 1 milhão durante o período de vendas do final do ano passado enviando informações sobre promoções a seus seguidores no Twitter.
Outra ideia sensacional foi a de um inglês que criou um dispositivo chamado Baker Tweet, que é acoplado aos fornos das padarias e avisa pelo Twitter toda vez que uma fornada fica pronta.
Dias atrás, a página principal do Twitter incorporou um mecanismo de busca para se firmar como uma sólida ferramenta de pesquisa em tempo real. A partir de agora, a página principal do popular serviço de microblog traz uma grande caixa de buscas, com a frase "See what people are saying about..." ("Veja o que as pessoas estão dizendo sobre ..."). A partir daí, o usuário pode digitar a palavra ou frase que quiser para encontrar os últimos 'tweets' mais relevantes sobre o assunto desejado.
"O Twitter passou de uma simples rede social para um novo tipo de comunicação e uma fonte valiosa de informação na hora certa", escreveu o cofundador do Twitter, Biz Stone, em post publicado no blog oficial do serviço.
No site http://twitterholic.com/ você pode acompanhar os campeões da nova rede de relacionamento. Com cerca de três milhões de “followers”, desponta o chatinho ator Ashton Kutcher, acompanhado de perto pela comediante Ellen DeGeneres (esta sim vale a pena seguir). No Brasil, um dos mais engraçados, e que também vale acompanhar, é o Vitor Fasano “fake”, que já tem cerca de 30.000 seguidores e pode ser encontrado aqui: http://twitter.com/vitorfasano. Aliás, o que não falta na rede são perfis falsos como esse. Todo cuidado é pouco, já que as regras ainda não estão muito claras em um jogo que está apenas começando.
Aqui vai uma dica para você seguir seus amigos e publicar tweets a partir do seu desktop, em tempo real, sem precisar abrir o navegador: instale o ótimo cliente Spaz, que pode ser baixado em http://superdownloads.uol.com.br/download/69/spaz/
Semana passada, David Letterman recebeu no seu programa o ator Kevin Spacey, um adepto do Twitter, que fez uma verdadeira evangelização do serviço, atingindo milhões de telespectadores de uma só tacada. Confiram a entrevista:
Portanto, se você ainda não twittou, está mais do que na hora de entrar nessa onda...
2/8/2009
Fonte: Alberto Meneghetti - ViaPolítica
18 de jul. de 2009
Comércio: Internet já começa a substituir o boca-a-boca
Por Paulo Henrique Amorim - 17.06.09
Publicidade terá de se adaptar à nova realidade do mercado para sobreviver
O Conversa Afiada reproduz abaixo reportagem de Alberto Ramos, publicada no site ABC Comunicação:
Sites de boa qualidade e indicação de internautas ganham força na decisão de compra, revela pesquisa
Por Alberto Ramos
O estudo global Pesquisa de Consumidor, da Nielsen Online, que ouviu 25 mil usuários da internet em 50 países, mostra um dado surpreendente: 70% dos entrevistados afirmam que confiam em marca que tenha bom conceito entre internautas. Além disso, eles também vêem um site de boa qualidade como fator decisivo para que uma marca ganhe sua confiança.
A pesquisa indica que o boca-a-boca permanece como principal fonte de referência, com 90% das indicações. A opinião de outros internautas e a influência de um site bem estruturado, ambas com 70%, vêm empatadas em segundo lugar (veja gráfico).
Para o presidente da área Online Internacional da Nielsen, Jonathan Carson, está em curso uma verdadeira “revolução”. Segundo ele, houve uma explosão no número de consumidores que geram conteúdo – por meio de blogs, wikis, twitter, etc – que ultrapassa 100 milhões de pessoas no mundo. “São pessoas que, na hora da decisão de compra, confiam na palavra de quem conhecem, ou mesmo de outros consumidores online que não conhecem. Isso cresceu significativamente”, avalia Carson.
Veja a íntegra da reportagem no site ABC Comunicação.
24 de jun. de 2009
Política - Irã: Celso Amorin (Roda Viva - 22.06) comenta sobre Lula; questões diplomáticas
Celso Amorim diz que o Brasil não é portador de uma superioridade moral sobre outros países - 23.06.09O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em sua participação no Roda Viva, ontem (22/6), foi questionado sobre a posição do Brasil diante das eleições no Irã, em que Mahmoud Ahmadinejad conseguiu se reeleger: “não cabe ao Brasil dizer o que o Irã tem que fazer. O Irã tem o sistema deles e cabe a eles decidirem o que deve ser feito”.
Sobre a influência do Brasil em casos internacionais, o ministro afirmou: “nós temos sim é que dar satisfação à opinião pública, mas não somos portadores de uma superioridade moral sobre outros países”.
Da Newsfree - 23.06
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Os Platinados e a eleição no Irã
Por Miguel do Rosário do Oleo do Diabo - 18.06 (Debate)
Daí que o Globo (e creio que seus primos paulistas enveredam pelo mesmo caminho) mergulhou de cabeça na campanha patrocinada pelo lobby armamentista para demonizar o Irã. Obama terá trabalho pra segurar o chifre desse touro brabo. Até aí eu entendo. Desde sua fundação, o Globo é cupincha servil dos interesses americanos, que os Marinho sempre colocaram muito acima dos interesses nacionais. O engraçado, e infantil, dessa história, é a tentativa de meter o Lula no imbróglio. Na terça ou quarta-feira (dia 16 ou 17 de junho), a primeira página da seção Mundo trazia um manchetão dizendo que o presidente brasileiro apóia Ahmadinejad, o mandatário iraniano reeleito com uma vitória esmagadora nas eleições realizadas semana passada. Manchete mentirosa, como sempre. Lula apenas dissera que as manifestações de rua no país eram choro de derrotados, e que não havia provas de fraude. Ora, é a pura verdade.
Não tenho nenhuma predileção por Ahmadinejad, embora eu confesse que estou quase chegando ao ponto em que tudo que o Globo diz que é bom, eu acho o contrário. Se o Globo é contra o Ahmadinejad, eu sou a favor. Do jeito que a coisa vai, em breve será muito fácil ter uma opinião política: ler o jornal de cabeça pra baixo. Bem, isso é ironia, desculpem-me.
Os platinados voltam à carga hoje. Só por ter feito observações lógicas sobre a necessidade de se respeitar um processo eleitoral, Lula virou o maior apoiador mundial de Ahmadinejad. É sempre assim. Todos os demônios (na opinião do Globo) do mundo são aliados de Lula. Em tudo de mal que acontece no planeta, lá está o dedinho do (ex)barbudo. Daqui a pouco vão dizer que Lula é culpado pela morte daquele jornalista da Folha, assassinado esta semana por Obama durante uma entrevista para a televisão. Vocês viram que espetáculo? Obama matou a mosca! Mas o PIG nacional irá dizer que foi o sapo (ex)barbudo que esticou sua língua, lá do outro lado do mundo, para apanhar o inseto.
Ahmadinejad foi eleito democraticamente em sufrágio universal. Alguém contestou a primeira eleição? Não, né? Ora, um presidente eleito uma vez com enorme vantagem sobre o adversário pode ser eleito uma segunda sobre outro concorrente. Se houve fraude, as instituições iranianas irão dizer. Não é grupinho de Twitter com alguns milhares de seguidores que decide eleição num país com 70 milhões de pessoas.
Continue lendo
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Veja, também, artigo sobre o Irã e a eleição, 16.06.09, pelo diplomata indiano M. K. Bhadrakumar traduzido (abaixo).
Diplomata de carreira do MRE indiano, Bhadrakumar, serviu na União
Soviética, na Coreia do Sul, no Sri Lanka, na Alemanha, no Paquistão,
Uzbequistão, Kuwait e Turquia.
A política iraniana nunca é fácil de decifrar. A agitação criada em
torno do resultado das eleições presidenciais da 6ª-feira passada
intrigou muitos dos sempre presentes jornalistas e analistas
autoproclamados decifradores bem informados dos códigos políticos
iranianos. Tanto se escreveu sobre tantas pistas falsas que, hoje, já
ninguém parece saber quem é quem na disputa política no Iran, e o que
mais interessa a cada um.
O grande vitorioso foi o Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei; esse,
sim, alcançou vitória retumbante. A 'eminência parda' da política
iraniana, Akbar Hashemi Rafsanjani, é o perdedor, obrigado agora a
lidar com os efeitos de uma acachapante derrota.
Resta saber se, afinal, estará caindo a cortina, depois de encerrado o
último ato da tumultuada carreira do "Tubarão" -, apelido que 'colou'
em Rafsanjani, desde o tempo em que nadava no poço sem fundo de
intrigas que é o Parlamento (Majlis) iraniano. Naquele poço,
Rafasanjani acostumou-se a nadar sem qualquer restrição, como predador
político e como deputado porta-voz da Revolução Iraniana, desde os
primeiros dias.
Com a enormíssima porcentagem de 64% dos votos, o presidente Mahmud
Ahmedinejad venceu as eleições em 2009. E é difícil resistir à
tentação de escrever que, como a grande baleia de Herman Melville em
Moby Dick - a força, a fúria, a premeditação e a maldade -, Rafsanjani
foi profundamente ferido pelo arpão eleitoral; e resta-lhe agora
afundar, o mais silenciosamente possível, rumo ao esquecimento, no
oceano da política iraniana. Isso, é claro, se a política iraniana
fosse facilmente previsível; mas não é.
O governo do presidente Barack Obama nos EUA parece ter conseguido
adivinhar o que viria, ou interpretou corretamente o significado
alegórico da eleição iraniana; seja como for, antecipou-se ao
terremoto que viria, desencadeado pelo vingancismo de
Rafsanjani-Mousavi; e fez o melhor que havia a ser feito: manteve-se à
distância, cuidadosamente afastado das eleições iranianas, resultados,
protestos. Começa agora a parte mais difícil, para Obama: seduzir o
Conselho dos Anciãos que Khamenei preside como monarca quase absoluto.
Primeiro, um 'abecedário' das eleições.
Quem é Mir Hossein Mousavi, principal adversário que Ahmedinejad
derrotou nas eleições? É um enigma, travestido em mistérios.
Impressionou a juventude e as classes médias urbanas como reformador e
progressista. Jamais foi nem uma coisa nem outra.
Como primeiro-ministro iraniano, de 1981 a 1989, Mousavi jamais passou
de político linha-dura, sem qualquer refinamento político.
Estranhamente, a campanha eleitoral caríssima e over high-tech pôs em
circulação outro Mousavi, que ninguém jamais vira antes, no Iran: como
se o personagem tivesse sido desmontado peça a peça e, depois, se
tivesse remontado, ele mesmo, para outras finalidades operacionais.
Para avaliar a mudança, basta ler as declarações de Mousavi, em 1981,
depois da 'crise dos reféns' (como ficou conhecido o cerco de 444 dias
à embaixada norte-americanan em Teeran, quando estudantes, da jovem
guarda revolucionária iraniana mantiveram presos, no prédio da
embaixada, os diplomatas norte-americanos): "Foi o começo do segundo
estágio da revolução islâmica. Depois da tomada da embaixada dos EUA
descobrimos nossa verdadeira identidade islâmica. Depois daquela ação,
sentimos que podíamos enfrentar cara à cara a política ocidental e
analisá-la com a frieza com que o ocidente sempre nos analisou e
avaliou ao longo de muitos anos."
Há quem diga que Mousavi também participou da organização e criação do
Hizbóllah no Líbano. Ali Akbar Mohtashami, mártir reverenciado pelo
Hizbóllah, foi ministro do Interior no governo de Mousavi nos anos 80.
Mousavi também teve participação no 'affair' conhecido como "Irangate"
em 1985. O caso conhecido como "Irangate" foi negócio costurado pelo
governo Ronald Reagan, no qual os EUA forneceriam armas ao Iran; em
troca, Teeran trabalharia para obter que o Hizbóllah liberasse os
reféns presos em Beirute.
Ironia é que, naqueles idos dos anos 80s, Mousavi aparecia como
perfeita antítese de Rafsanjani; aliás, o primeiro ato de Rafsanjani,
quando afinal assumiu a presidência em 1989, foi demitir Mousavi.
Rafsanjani não perderia nem um segundo de tempo, com os delírios
"anti-ocidentais" de Mousavi, ou com suas manifestações de rejeição
visceral ao 'mercado'. A plataforma eleitoral de Mousavi foi uma
estranhíssima mistura de políticas contraditórias e interesses
ocultados mas muito claramente dirigidos para uma única meta, como uma
espécie de obscessão maníaca: retirar poderes da presidência da
República, no Iran.
Por isso conseguiu reunir autoproclamados 'reformistas' que apoiavam o
ex-presidente Mohammad Khatami, e, também as alas mais
ultraconservadoras do regime. Rafsanjani é o único político iraniano
capaz de reunir grupos tão completamente diferentes; e sempre
trabalhou ao lado de Khatami para fazer diminuir os poderes da
presidência da República.
Se se deixa de lado a 'oposição' cenográfica feita pelos habitantes
dos bairros ricos de Teeran ("multidão Gucci", como se disse em
Teeran), que cumpriu o papel de acrescentar cor, maquiagem, óculos 'de
griffe' e hinos pró-mercado à campanha de Mousavi, o núcleo duro de
sua plataforma política foram poderosos interesses que, nessa eleição,
fizeram sua derradeira tentativa para derrubar o regime liderado pelo
Aiatolá Khamenei. Por outro lado, esses grupos de interesse sempre se
opuseram furiosamente às políticas econômicas implantadas durante a
presidência de Ahmadinejad, políticas que ameaçaram o controle que
aqueles grupos sempre tiveram sobre setores-chave da economia, como
comércio internacional, educação privada, propriedade da terra e
produção agrícola.
Para quem conheça melhor o Iran, basta dizer que a família (clânica)
Rafsanjani é proprietária de vários impérios financeiros no Iran,
empresas de exportação-importação, latifúndios e da maior rede de
universidades privadas do país. O grupo, conhecido como "Azad" tem
mais de 300 universidades espalhadas pelo Iran; não são unidades
produtoras apenas de pensamento 'privatista', tb chamado 'neoliberal';
também serviram como importante instrumento de propaganda da
candidatura Mousavi: no total, foram cerca de 3 milhões de estudantes
ativistas anti-Ahmadinejad, organizados nas universidades da família
Rafsanjani.
As universidades do grupo "Azad" e grupos associados foram a espinha
dorsal da campanha de Mousavi nas províncias. A ideia geral foi
mobilizar os estudantes das universidades do grupo "Azad" para levar a
campanha até os mais pobres nas provínciais e 'desmontar' as bases
consideradas chave para a reeleição do presidente Ahmadinejad.
Rafsanjani é político cujo estilo sempre o levou a construir redes
extensas em praticamente todos os escalões da estrutura do poder, com
especial atenção a corpos político-administrativos como o Conselho de
Guardiães, o "Expediency Council", os clérigos Qom, o Parlamento, os
tribunais, a burocracia, o bazaar e, até, com elementos infiltrados
nos grupos mais próximos de Khamenei. Construídas suas redes,
Rafsanjani põe-se a jogar com esses bolsões de influência.
O eixo Rafsanjani e Khatami foi a base da plataforma política de
Mousavi, que reuniu reformistas e conservadores. Tudo estava preparado
para levar a eleição para um segundo turno, dia 19/6, com o Iran, sim,
já completamente dividido ao meio. A candidatura do ex-comandante do
Corpo de Guardas Revolucionários Iranianos [ing. Iranian Revolutionary
Guards Corps, IRGC] foi incluída na disputa para arrancar uma fatia de
votos dos mais conservadores.
Esperava-se também que o programa "reformista" do quarto candidato,
Mehdi Karrubi, contribuísse para arrancar votos de Ahmedinejad,
mediante a propaganda de políticas econômicas de justiça social, como
o programa imensamente popular de distribuição da renda do petróleo
entre os cidadãos, em vez de esses lucros serem acrescentados
diretamente no orçamento do governo.
O plano de Rafsanjani visava, de certo modo, a levar a eleição para
fora da disputa eleitoral; esperava-se que Mousavi capitalizasse todos
os votos 'anti- Ahmedinejad' - estimando-se que Ahmedinejad teria, no
primeiro turno, 10-12 milhões dos 28-30 milhões de votos (de um total
de 46,2 milhões de eleitores). Por esses cálculos - mas só se houvesse
2º turno - Mousavi seria o grande beneficiário, se os votos para Rezai
e Karrubi fossem essencialmente votos 'anti-Ahmadinejad'.
O regime já estava bastante envolvido na campanha eleitoral, quando
afinal percebeu que, por trás do clamor por 'mudanças', Rafsanjani
trabalhava, de fato, contra, sobretudo, a liderança de Khamenei; a
batalha eleitoral não passava de simulacro e pretexto.
De fato, a luta entre Rafsanjani e Khamenei tem longa história, desde
o final dos anos 80s; e foi, então, vencida por Khamenei, que assumiu
a liderança em 1989.
Rafsanjani foi um dos indicados pelo Imam Khomeini para o primeiro
Conselho da Revolução Islâmica; Khamenei chegou bem depois, quando o
Conselho aumentou o número de membros. Por isso, Rafsanjani sempre
cultivou um ressentimento; sempre entendeu que Khamenei usurpou o
lugar que seria seu, como Líder Supremo. O establishment clerical mais
próximo de Rafsanjani difundiu a ideia de que Khamenei não teria as
credenciais religiosas necessárias; que seria indeciso; e que o
processo eleitoral seria questionável, o que gerou dúvidas sobre a
legalidade do poder de Khamenei.
Clérigos de prestígio, estimulados por Rafsanjani, insistiram na ideia
de que o Líder Supremo não seria apenas autoridade religiosa
(mujtahid), mas deveria ser também fonte de emulação e proselitismo
(marja ou um mujtahid com 'adeptos', seguidores religiosos) e que
Khamenei não satisfaria esse requisito; mas Rafsanjani, sim.
Os ataques contra Khamenei passaram a ser construídos a partir do
argumento, vil sob vários aspectos, de que sua educação religiosa não
seria satisfatória. O trabalho de desconstrução, pelos clérigos
ligados a Rafsanjani, continuaram até os primeiros anos da década dos
90s. Então, Khamenei escolheu recolher-se e permaneceu recolhido,
consciente de que estava sob cerco, durante os anos em que Rafsanjani
ocupou a presidência (1989-1997).
Resultado disso, Rafsanjani foi o presidente que mais poder teve, em
todos os tempos, em Tehran. Mas enquanto isso, Khamenei, recolhido,
também construía novos poderes. Se não tinha prestígio entre a elite
do establishment clerical iraniano, cuidou de atrair para seu lado o
establishment da segurança, sobretudo o ministro da Inteligência, os
Guardas Islâmicos Revolucionários e as milícias Basij.
Enquanto Rafsanjani mais e mais se envolvia com os clérigos e com o
'mercado', Khamenei procurou apoio num grupo de jovens políticos
brilhantes, com experiência de organização e de luta, e que estavam
voltando ao Iran depois da guerra Iran-Iraque; por exemplo, Ali
Larijani, atual líder do governo no Parlamento; Said Jalili, atual
secretário do Conselho de Segurança Nacional; Ezzatollah Zarghami,
presidente da Rádio e Televisão Estatais; e, sim, também o próprio
Ahmadinejad.
O poder político real começou a tender na direção de Khamenei, depois
de ele ter atraído para seu campo os Guardas Revolucionários e as
milícias Basij.
Quando o mandato presidencial de Rafsanjani chegou ao fim, Khamenei já
comandava os três principais braços do poder governamental e toda a
mídia estatal; já era comandante-em-chefe das Forças Armadas e,
também, de várias instituições estatais, como a "Imam Reza Shrine" ou
a "Fundação pelos Oprimidos", máquinas praticamente ilimitadas para
gerar apoios políticos.
Hoje, toda a estrutura de poder assumiu a forma de um complexo
aparelho de liderança patriarcal. Analistas bem informados e sensíveis
anotaram, com precisão, que Ahmadinejad não teria qualquer interesse
pessoal ou eleitoral que justificasse atacar diretamente Rafsanjani,
durante o debate do dia 4/6, em Teeran, com Mousavi. O ataque a
Rafsanjani não foi ataque eleitoral: foi ataque em disputa política
mais profunda.
Ahmadinejad disse, naquele debate: "Hoje, nesse debate, não enfrento
apenas o Dr. Mousavi, nem ele está sozinho, aqui à minha frente. Aí
estão três governos passados: do Dr. Mousavi, do Dr. Khatami e do Dr.
Rafsanjani, todos reunidos contra a minha presidência e o desejo dos
eleitores iranianos." Mirou e atirou diretamente contra Rafsanjani,
acusando-o de organizar golpe contra as eleições. Disse que Rafsanjani
prometera à Arábia Saudita que não haveria segundo governo de
Ahmadinejad.
Rafsanjani respondeu fogo com fogo, dias depois, em carta a Khamenei,
em que exigia que Ahmadinejad se retratasse, "para evitar que
[Rafsanjani] fosse forçado a tomar medidas judiciais cabíveis".
"Espero que o senhor resolva esse impasse, e apague o fogo, cuja
fumaça já se vê de longe; e que evite desdobramentos perigosos. Mesmo
que eu estivesse disposto a relevar esse tipo de agressão, não duvide
de que há gente, partidos, grupos, facções, que não a relevariam" -
Rafsanjani ameaçou Khamenei sem meias-palavras.
Simultaneamente, Rafsanjani convocou toda a sua base clerical: uma
claque de 14 altos clérigos reuniram-se em Qom, à volta dele.
Já foi ato de desespero, acionado por interesses ocultos que já sabiam
do crescimento muito significativo dos movimentos dos Guardas
Revolucionários, nos últimos anos. Mas, se Rafsanjani supusera que
seria fácil criar um 'motim' entre os clérigos, e que isso
'desequilibraria' Khamenei... errou muito gravemente no cálculo do
poder político em Teeran.
Khamenei fez o que de melhor poderia ter feito para esvaziar o
'movimento' golpista de Rafsanjani: Khamenei simplesmente ignorou o
"Tubarão". Dezenas de milhões de voluntários da Guarda Revolucionária
e das milícias Basij foram rapidamente mobilizados para votar;
somaram-se aos milhões de pobres das áreas rurais que se veem
manifestos em Ahmadinejad. Daí em diante, foi só esperar que se
repetisse o que já acontecera nas eleições de 2005. O comparecimento
às urnas - 85% dos eleitores votaram - foi o maior da história do
Iran. Esse comparecimento às urnas, não qualquer tipo de 'fraude'
eleitoral, determinou a vitória de Ahmadinejad, sem 2º turno; horas
depois de anunciados os resultados, Khamenei aplaudiu o comparecimento
dos eleitores às urnas, que, segundo suas palavras, mereceria
"verdadeira celebração".
Disse Khamenei: "Congratulo-me (...) com o povo iraniano por esse
sucesso de todos. Todos temos muito o que agradecer, por tantas
bênçãos recebidas". Preveniu os jovens e "os que apoiam o candidato
eleito e demais candidatos e apoiadores", para que todos se
mantivessem bem alertas, "para evitar os discursos e as ações de
provocação."
A mensagem de Khamenei a Rafsanjani foi bem clara: aceite a derrota e
não voltei a me envolver em movimentos golpistas. Os resultados da
eleição de 6ª-feira asseguram que a casa do Aiatolá Khamenei, Líder
Supremo, continuará a ser o ponto focal do poder político no Iran. É o
quartel-general do Presidente, das forças armadas iranianas e,
sobretudo, dos Guardas Revolucionários. É fonte legítima do poder dos
três braços do governo e é ponto nodal de todas as políticas
econômicas, de segurança e de relações internacionais no Iran.
O presidente Barack Obama já deveria já estar pensando em construir
caminho para aproximar-se (amistosamente, não beligerantemente, nem
mediante sanções econômicas) e buscar vias de entendimento com o
Aiatolá Khamenei. Difícil imaginar desafio maior e mais complexo.
O Brasil é digital
Acabei de ler a 4a. edição da pesquisa F/Radar (ago/2008) elaborada pela agência de publicidade F/Nazca. Ela confirma que o Brasil é um fenômeno mundial em termos de acesso à internet, que as lan houses e afins são agentes de inclusão digital no país e que a internet brasileira é dos mais jovens.
Foram feitas 3003 entrevistas por telefone, em 173 municípios de todo o país. Somos hoje, segundo a pesquisa, quase 65 milhões de internautas. Desse total, 28 milhões têm internet de banda larga em casa (52% da classe A/B e 13% da classe C). Quase 30% (quase 20 milhões) acessa a internet em lan houses e afins. Outros 13 milhões, de casa.
As regiões sudeste e norte/centro oeste têm mais internautas (52%), mas nordeste (41%) e sul (48%) estão logo atrás.
51% dos internautas acessa a internet para se informar - em todas as faixas etárias.
As ferramentas mais usadas: email, msn, orkut. Orkut pelos mais jovens, email pelos mais velhos. A pesquisa não detalha o uso das redes sociais no Brasil, mas Fernand Alphen, diretor de Branding, Planejamento e Pesquisa da F/Nazca, escreveu um interessante artigo no Webinsider em que afirma com todas as letras: no Brasil, rede social tem nome, Orkut. O resto ainda engatinha. Para se ter uma idéia, Alphen mostra que 33 milhões de brasileiros usam orkut, enquanto apenas (sic) 600 mil usam Facebook e pouco mais de 120 mil estão no Twitter.
Enfim, algumas conclusões da pesquisa:
1 - Brasil é um fenômeno mundial de acesso à internet
2 - Internet é democrática no Brasil
3 - Internet não reflete as desigualdades regionais do país
4 - A rede é dos mais jovens
5 - Lan house é o grande agente de inclusão digital do Brasil
6 - Internet, no Brasil, é fonte de informação
7 - Internautas brasileiros são assíduos
8 - Internet influencia as compras de metade dos brasileiros
9 - O consumidor sabe usar as ferramentas online disponíveis
10 - Internet é ferramenta de integração social no Brasil
23 de jun. de 2009
Educação e tecnoclogia - TWITTER NA EDUCAÇÃO

Enquanto alguns Prefeitos e Governadores proibem o uso de blogs e redes sociais nas escolas, já existem vários educadores que pensam e experimentam o uso do nanoblogging na Educação.
O twitter tem sido usado não somente para expressar sentimentos cotidianos, para dizer e comentar as pessoas estão fazendo, lendo, vendo e até comendo. O twitter tem servido também para marcar compromissos, agendar festas, reuniões e rodadas de cerveja.
No processo eleitoral mais importante do mundo atual, Barack Obama fez do twitter mais um nó de interação com seus apoiadores e, também, uma forma de informar a imprensa sobre o cotidiano de sua campanha. Vários twitteiros, tem usado as trilhas do twitter (#evento) para produzir microcontos e para cobrir eventos, palestras e desconferências.
O acesso ao twitter pelo celular (dificultado no Brasil pelo péssimo serviço da operadoras e pelas tarifas abusivas até do SMS) tem permitido um avanço enorme da convergência do nanoblogging com o cenário da mobilidade. O resultado é a presença do twitter na final de um campeonato de futebol às manifestações contra o G20.
Na rede, a prática dos usuários tem reconfigurado de modo marcante as aplicações e serviços que são lançados. Se isto for uma tendência, o twitter não será uma exceção. Mal começamos a descobrir o twitter e suas possibilidades. Percebo que a fronteira do twitter está na Educação. O nano blog pode ser usado no processo de ensino-aprendizado? Como reforçar o aprendizado com o twitter? Quais as melhores experiências? O que não deu certo? Podemos usar o twitter para discutirmos textos teóricos em grupo? Mas, qual seria a vantagem de sua interface?
Uma post interessante sobre este tema pode ser encontrado no blog my nonlinear. Lá podemos ler sobre uma experiência de uso educativo do twitter. Estou realizando um levantamento sobre as práticas educacionais e de aprendizagem com o twitter e outros microblogs. Quem quiser ajudar, me contate. Depois podemos analisar o material conjuntamente.
CONTATO no http://twitter.com/samadeu
EXCLUSIVO – Como funciona a imprensa brasileira, ilustrado!!! O grande fluxo: manipulação, dispersão, enganação ... isso tem um fim ...

Se não conseguir visualizar clique aqui
Luis Nassif em sua página complementa:
Do site da Veja, agora
22 de jun. de 2009
Lula aderiu ao blog e ao twitter. Causou pânico na mídia golpista e na oposição.
Do Blog Brasil, um país de todos - Por Jurandir Brito 22.06 A mídia e a oposição estão em polvorosa. O presidente Lula vai lançar um blog, vai escrever colunas em jornais, vai aderir ao Twitter, vai responder perguntas de leitores e de jornalista. O presidente Lula já remodelou o Brasil com novas políticas econômicas, novas políticas sociais, nova política de relações exteriores. Já provocou várias revoluções neste país ao reduzir a pobreza pela redistribuição de renda e geração de empregos, pelo combate implacável à corrupção, pelo PROUNI, pelo SAMU, pelas farmácias populares, pela construção de 1 milhão de casas populares, pelo barateamento e universalização do crédito para compra de bens de todo tipo, inclusive automóveis. Agora o Presidente vai revolucionar a internet. A internet é um importante e poderoso meio de comunicação: as informações podem ser fornecidas em tempo real, com visibilidade mundial. E o presidente Lula tem muito o que dizer, muito o que mostrar, muito o que ensinar, muito o que apresentar de bom que foi feito em seu governo. A iniciativa está deixando os abestalhados da mídia arrepiados, até com nevralgias nos dentes. Só a notícia sobre o lançamento, em julho, já está causando furor na oposição e na mídia, que criticam a iniciativa. Aliás, é curioso: o Serra, governador de SP e eterno candidato, está pessoalmente no Twitter e não vi nenhum ataque da mídia. Por que será? Se é candidato da mídia, ex-ministro de FHC, do PSDB, se é da oposição, então pode?
Texto de Jussara Seixas
13 de jun. de 2009
Eles ainda não entenderam... Pouca gente entendeu
Identifique acima a "porteirinha" guardada pelo Ali Kamel e pelos outros patrulheiros da mídia
por Luiz Carlos Azenha
Em alguns minutos o blog da Petrobras terá mil seguidores no Twitter.
Se metade deles "repercutir" as manchetes enviadas pela empresa para sua própria rede de seguidores, esse número se multiplica em segundos.
Ou seja, a mensagem que a Petrobras manda para mil pessoas tem o potencial de chegar a 10 mil. Ou mais.
Se dessas 10 mil pessoas, 5 mil passarem a frequentar o blog da Petrobras diariamente, a empresa poderá vender anúncios no blog.
Ou seja: terá construído uma ferramenta de qualidade para se comunicar com o público, pode reduzir os custos com propaganda e ainda faz um dinheiro.
Uma excelente notícia para os acionistas da Petrobras.
Uma péssima notícia para os donos de jornais, de redes de TV e de emissoras de rádio.
Eles perdem dinheiro e autoridade.
Qual é a vantagem de você ter uma rede de TV se não pode extrair DINHEIRO E PODER dela?
Em tese, os empresários do ramo poderiam argumentar que "prestam um serviço público". Mas é preciso combinar com o público.
Isso me faz lembrar dos donos de jornais de antigamente, especialmente no interior. Que costumavam ameaçar com manchetes destruidoras quem não aceitasse pagar pedágio.
Quem diria que os Marinho, os Mesquita e os Frias chegariam a esse ponto?
Tenho 37 anos de Jornalismo, 29 de televisão. De todas as reclamações que li sobre o blog da Petrobras, só uma faz algum sentido: se a empresa tem ou não o direito de divulgar as perguntas e respostas feitas por jornalistas ANTES da publicação das reportagens pelos jornais que fizeram as perguntas.
A relação entre entrevistado-entrevistador é de confiança. Se o entrevistado não tem plena confiança de que será tratado de maneira correta pelo entrevistador, acho justíssimo que divulgue as respostas. Antes ou depois, já que considero que as respostas pertencem ao entrevistado.
Mas, sinceramente, acredito que isso é acessório. O essencial é a mudança de qualidade no relacionamento entre a mídia e as fontes, que vai pelo mesmo caminho da relação entre a mídia e os leitores/ouvintes/telespectadores.
Estou na internet desde o distante 2003. Aprendi muito com vocês, caros leitores. Aprendi que essa relação que travamos é, essencialmente, uma relação de respeito, mesmo quando há profunda diferença de opiniões.
Aprendi que o texto que publico às 6 da manhã será completamente distinto às 10 da noite, quando acrescido dos comentários dos leitores.
Serei corrigido. Contestado. Um leitor sugerirá novos links. Outro agregará argumentos. Um terceiro apontará para outro texto, dizendo algo muito distinto do que acabei de escrever. É da natureza da rede.
Que é exatamente o meu ponto: os Marinho, os Frias e os Mesquita ainda não entenderam a natureza da internet, nem do jornalismo colaborativo.
Eles acreditam que é possível preservar, no mundo digital, o mesmo tipo de relação de autoridade que existe na "mídia tradicional".
De um lado, as "otoridades": os donos da mídia e os jornalistas devidamente diplomados e com registro no Ministério do Trabalho.
Do outro lado, os pobres coitados: leitores, telespectadores e ouvintes cuja única tarefa no mundo é ouvir, acreditar e obedecer.
Sinceramente, não estranho que isso escape aos barões da mídia. Sou jornalista e convivo com jornalistas. E diria, sem medo de errar, que 90% dos jornalistas acreditam que farão Jornalismo amanhã da mesma forma que fizeram ontem. Eles não tem a mínima noção do que está mudando e do que virá.
Da importância do jornalismo colaborativo, do jornalismo feito para as redes de relacionamento, do poder propagador do twitter e das novas ferramentas que surgem todo dia.
Costumo contar duas histórias quando dou palestras sobre esse tema.
Numa, comparo preços. Quando fui para Nova York como correspondente da TV Manchete, em 1985, o preço de dez minutos de transmissão de satélite era de mil e quinhentos dólares. Hoje, essa mesma transmissão de imagens pode ser feita pela internet, de graça.
Na outra, pergunto a profissão de alguns dos presentes. Em geral há professores, médicos, engenheiros, pedreiros, marceneiros, bibliotecários e muitos outros profissionais na platéia. Depois de listar as profissões, interesses e aptidões de todos, faço uma pergunta simples: imaginem o blog do Azenha feito apenas pelo Azenha. Agora imaginem o blog do Azenha feito pelo Azenha e mais todos os presentes na platéia.
Qual será mais rico? Mais variado? Melhor informado? Qual vai errar menos?
Mas é mais do que isso. Se eu conseguir juntar todas essas pessoas em um blog E desenvolver uma relação de respeito mútuo e de parceria, temos um salto de qualidade, que vocês podem chamar de jornalismo colaborativo.
Que a Petrobras tenha aprendido a fazer isso ANTES que os jornalões é sintoma de que há algo de muito errado com nossos jornais. Ou de muito certo com a Petrobras. Ou ambos.
PS: O Jornalismo não acabou. Simplesmente ficou mais dificil enganar os incautos.
PS2: O blog da Petrobras só deu certo por penetrar no fosso que existe entre os jornais e os leitores. Quem cavou o fosso?
PS3: O blog obriga a Petrobras a assumir um compromisso de transparência não só com os jornais, mas diretamente com todos os leitores do blog. É um passo que poucas empresas são capazes de assumir. Vocês já imaginaram um blog da Folha em que a Folha responda sobre seu envolvimento com a ditadura militar? Ou o blog do Globo em que o jornal discuta seu apoio ao golpe de 64?
Do Azenha - Atualizado em 10 de junho de 2009 às 09:30 | Publicado em 09 de junho de 2009 às 21:18
11 de jun. de 2009
O Tweetpocalypse?
O Twitpocalypse é o “babado” do momento. Será que o Twitter sai do ar amanhã? Essa é a pergunta diante da hipótese de que a rede de microblogging possa estar, de fato, na iminência de enfrentar uma situação como o ‘bug do milênio’:
“O Twitter, que acabou de sair na capa da Time como um mecanismo que está ‘mudando a nossa maneira de viver’, pode sair do ar nesta sexta-feira, 12. Ao menos é o que diz a empresa WhereCloud, que afirma que a data marcará um acontecimento semelhante ao prometido – e não realizado – ‘Bug do Milênio’, de 1999 para 2000.
Assim como no caos previsto para o início dos anos 00, quando o calendário dos computadores não conseguiria reconhecer a mudança de datas, o Twitter sofreria uma pane. O dígito (cabalístico) que colocaria fim ao site seria 2.147.483.647, o maior número de identificação única de posts suportado pelo banco de dados do site.
O alarmismo é tamanho que “especialistas” no caso até criaram um site para alertar os usuários da rede social. Baseando em um cálculo matemático bastante duvidoso, o chamado Twitpocalypse foi amplamente divulgado nos últimos dias e alerta para um possível erro em aplicativos da rede social”. (…)
http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,sera-que-o-twitter-sai-do-ar-amanha,2777,0.shtm
De Luis Nassif
Por Paulo Maurício Machado - 11/06/2009
7 de jun. de 2009
O Twitter vai mudar a forma como vivemos
O sítio Blue Bus destaca que a revista Time da próxima semana dedica sua capa ao Twitter.
Segundo a revista, o serviço de microblogging “vai mudar a forma como vivemos”. A revista vê o impacto não apenas em nossas vidas pessoais e na comunicação com nossos amigos e seguidores, mas também nos negócios.
“À medida em que o Twitter crescer, vai se tornar cada vez mais um espaço onde as empresas construirão marcas, farão pesquisa, mandarão informações aos clientes, farão vendas e criarão comunidades para seus usuários. Alguns setores, como o varejo local, poderão ser transformados pelo Twitter”, afirma a matéria.
Para a Time, o que há de mais interessante a respeito dessa plataforma é que nós, usuários, estamos utilizando o sistema para fazer coisas com as quais os seus criadores nunca sonharam.
“Em poucas palavras, o mais fascinante a respeito do Twitter não é o que ele está fazendo conosco. É o que nós estamos fazendo com ele”.
(por Moisés Sbardelotto)
2 de jun. de 2009
Mercadante debate com pai da Internet projeto de inclusão nas escolas e uso da web nas eleições
Do site Senador Mercadante - 02.06O Vice-presidente mundial do Google, Vinton Cerf, apoiou nesta terça-feira o projeto do senador Aloizio Mercadante que garante o acesso à banda larga de todos os alunos de escolas públicas, inclusive na zona rural do País. Líder do PT e do bloco de apoio, Mercadante reafirmou sua decepção pelo fato de sua proposta - já aprovada por unanimidade no Senado - ainda não ter sido apreciada pela Câmara dos Deputados.
“A internet muda a forma de os estudantes aprenderem”, afirmou Cerf, durante audiência pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) para debater as oportunidades e desafios futuros da internet. Segundo Cerf, estudos sugerem a existência de algo em torno de 1 bilhão de pessoas conectadas à internet no mundo, e o sucesso da web só tem acontecido por causa da participação dos usuários.
O projeto de Mercadante propõe o uso de recursos já existentes no fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para prover a cada um dos 49 milhões de alunos de computador, endereço eletrônico e material produzido especialmente para o uso da internet como instrumento de aprendizado.
Ao contrário do programa governamental de banda larga nas escolas, lançado pelo presidente Lula, o projeto do senador se diferencia por incluir o acesso a alunos das escolas do meio rural. Mercadante reafirmou que o acesso à Internet por banda larga melhora significativamente o desempenho escolar dos alunos e estimula a participação em sala de aula. Além disso, é fundamental para a criação de uma sociedade do conhecimento, capaz de prover o País, no futuro, de maior poder de competitividade, em uma economia globalizada ágil.
“Venho novamente mostrar a importância de que a Câmara acelere a votação do projeto”, conclamou o senador, que recebeu apoio imediato do deputado Paulo Teixeira, também do PT de São Paulo. Durante a audiência, Mercadante salientou o crescimento do uso de computadores. Somente no ano passado, foram mais de 11 milhões de unidades vendidas no Brasil.
Eleições e web
Depois de lançar recentemente um novo portal, um canal mais ágil e interativo de diálogo com a sociedade, interligado às principais redes sociais, Mercadante também ressaltou a importância de o Congresso discutir o uso da Internet nas eleições. Citou o caso do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que teve na internet um dos mais importantes aliados para transmitir informações, angariar apoios e administrar a campanha.
“A rede mundial proporciona velocidade, pluralidade e interatividade”, afirma. E compara: a internet “um espaço que tem o potencial de contribuir para a formação de uma sociedade menos desigual e mais cidadã, porque representa hoje o que a Praça Pública era na Grécia antiga”, explicou o senador, ao falar sobre sua nova plataforma de comunicação.
São cada vez maiores os instrumentos - como twitter, orkut, facebook, flickr, ning, youtube - interagindo, trocando informações, comentando, à disposição da sociedade e também do parlamentar, que precisa ter um contato mais próximo com o eleitor.
Ficou combinado que uma comissão discutirá proposta de legislação específica, que também serão debatidas com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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