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2 de set. de 2012

São Paulo - Ibope: Serra cai, Haddad sobe e empata com Serra. E agora José?

Haddad é adorado pelo povo (Flickr/Fernando Haddad)
"Fernando Haddad, que vai crescendo à medida em que passa a ser mais conhecido do eleitorado e reconhecido como o candidato do PT", diz Wagner Iglecias. 

As pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana para a prefeitura de São Paulo trouxeram boas novidades para Celso Russomanno (PRB), que parece ir se consolidando na liderança, e para Fernando Haddad, que vai crescendo à medida em que passa a ser mais conhecido do eleitorado e reconhecido como o candidato do PT. A José Serra, do PSDB, couberam péssimas notícias, de queda nas intenções de voto e de aumento vigoroso no índice de rejeição. Pergunta: como pode aquele que era considerado favorito na disputa, há algumas semanas, estar enfrentando este cenário, com chances de nem mesmo qualificar-se para o 2º turno?

2 de ago. de 2010

Emir Sader: os erros da direita brasileira

Com sua imensa autoconfiança, Lula chegou a dizer que esta seria a campanha mais fácil para o PT. Comparado com as anteriores, o PT dispõe da vantagem de poder apresentar os resultados do seu governo e não ter que estar confinado ao marco das críticas aos governos dos outros. Este fator já contou fortemente para decidir favoravelmente a eleição de 2006, mas agora, com os dois mandatos, parece contar de maneira ainda mais decisiva.

Por Emir Sader, em seu blog

Mas, para ganhar o favoritismo na campanha atual, contou-se também com os erros da direita, de que esta campanha é uma demonstração cabal. Antes de tudo, a direita – que conta, sobretudo com o monopólio dos meios de comun icação como sua maior força – seguiu acreditando em um poder que se revela cada vez mais declinante.

A campanha contra o governo em 2005 e a utilização pesada desse monopólio no primeiro turno das eleições de 2006 – em que tiveram pes o determinante, com suas manipulações, para a passagem ao segundo turno – lhes deram uma sensação de onipotência, de falar em nome do país da opinião pública. Ficaram com a impressão de um poder que já era declinante e que perdeu aceleradamente força conforme o apoio ao governo se consolidou.

Mas os maiores equívocos vieram da assunção dos valores neoliberais a fundo, acreditando que a população seria solidária com essas posições, confundindo seus interesses com os do país – como é típico da mídia conservadora. Passaram a acreditar que a população brasileira não gosta do Estado, que tudo o que vem do Estado lhe aparece como negativo e que, por conseqüência, o que vem do mercado aparece como positivo à população.

Criticam qualquer gasto governamental, sem nun ca discriminar sua destinação, como se à população qualquer ação estatal aparecesse como negativa. Não discriminam se se trata de contratar burocratas ineficientes – o clichê que tem do funcionário público – e não professores, enfermeiras, médicos, para atender a massa da população.

Críticas incompreensíveis


As críticas de FHC e do Serra sobre o “corporativismo” (?) do governo Lula não fazem nenhum sentido para a população, que nem entende o que significa, nem considera que seja um dos problemas essenciais do Brasil. A própria revista conservadora britânica The Economist considera que o povo brasileiro gosta do Estado, que lhe garante direitos. Como esta problemática não está incluída na ótica neoliberal – a dos direitos –, a direita brasileira é vitima dos seus próprios preconceitos e fica na contramão da opinião dos brasileiros.

Da mesma forma, consideram que a participação do movimento sindical e dos partidos seja considerada negativamente pelo povo, assim como julgam que qualquer critério ideológico seja desvirtuador dos objetivos do Estado. O povo prefere um governo que tenha afinidades com os sindicatos – que personificam reivindicações para grandes contingentes da população a um governo, como o de FHC, que criminaliza os sindicatos e nega suas reivindicações.

No plano internacional, a direita carrega a concepção tradicional de relações privilegiadas (de subordinação) com os EUA e com a Europa. Acreditava que o dinamismo econômico externo continuasse a vir desses eixos e propugna o privilégio de relações com eles. A crise atual demonstrou exatamente o contrário. Os países do centro do capitalismo não saem da crise, enquanto que os que optamos pela integração regional saímos, ao lado do conjunto dos países do sul do mundo.

A direita acredita nas mentiras que propaga. Por exemplo, a de que há um empate técnico, de que os candidatos começam o horário eleitoral numa situação de equilíbrio. É vitima do seu próprio veneno.

O erro mais importante, no entanto, do qual paga um preço caro, é o governo FHC, que acreditou que com a simples estabilidade monetária poderia conquistar apoio popular para perpetuar o projeto do bloco tucano-demista no poder. Sacrificou as políticas sociais, o desenvolvimento econômico, a soberania nacional, o papel ativo do Estado, a regulação econômica, os direitos da massa da população – em função do ajuste fiscal e da hegemonia do capital financeiro.

FHC escolheu como tema central para atacar, a estabilidade monetária, os dados inflacionários aos salários, o ajuste fiscal como remédio para todos os males. Lula escolheu a injustiça social, com o crescimento e a distribuição de renda como antídotos. Fica claro que tem razão e quem triunfou. Com os méritos da esquerda e os erros da direita.

Do Blog Vermelho

16 de dez. de 2009

"Sierra" e o exterminador do futuro - Tenta derrubar Lula a qualquer custo com sua imagem e abandona o povo de São Paulo.

  Se os moradores da Zona Leste de São Paulo não tem muito o que comemorar com o alagão do esgoto da SABESP que dura mais de uma semana, José Serra (PSDB/SP) aproveita seu passeio em Copenhague para trazer para os netinhos uma foto ao lado do astro de filmes como o "Exterminador do Futuro" e "Predador". 

Arnold Schwarzenegger, ex-ator e atual governador da Califórnia pelo Partido Republicano (o mais conservador dos EUA, do ex-presidente Bush), participou, assim como José Serra, de um evento paralelo da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. Nos intervalos posaram para fotos. Schwarzenegger chamou Serra de "Sierra".









Neste evento paralelo, Serra fez sua apresentação antes de Schwarzenegger, e fez seu discurso em Inglês, renegando a língua portuguesa, oficial do Brasil.


Schwarzenegger falou depois, e arrancou risos da plateia ao dizer que não só ele falaria inglês com sotaque (ele é austríaco), numa referência a Serra.


Na contramão do G-77 Serra acha que Copenhague já é um sucesso


O G-77 é o grupo dos 77 países pobres e em desenvolvimento, que lutam para que os países ricos arquem com os custos de um fundo mundial para financiar o desenvolvimento sustentável dos países pobres, e da preservação de suas florestas nativas.


Ainda há muita resistência dos países ricos em entrarem com o dinheiro que ganharam poluindo o mundo. Criam dificuldades e impasse, ao empurrarem sua conta para os países em desenvolvimento. A estratégia é levar ao impasse e reduzir suas obrigações tanto financeiras como de conter emissões poluentes.


Nesse quadro de muita luta aguerrida pelo G-77, José Serra entra na contramão.


Primeiro defendeu a posição dos países ricos, querendo transferir dinheiro dos brasileiros para limpar o lixo dos países ricos.


Depois afirmou que Copenhague já deu certo pela mobilização feita. Serra está errado. Não deu certo ainda, e as conquistas serão palmo-a-palmo.


O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu hoje aos 192 países reunidos, que alcancem um acordo "ambicioso" que impeça o fracasso da conferência.


Copenhague é uma praça de guerra de interesses, idéias, obrigações e deveres em conflito. O Brasil precisa de negociadores duros, guerreiros como Dilma Rousseff para conquistar avanços que, por mais que o G-77 se esforce, estarão longe do ideal.


Serra e Marina Silva trabalham contra os interesses do Brasil para ouvir o aplauso fácil daqueles ricos que sacodem as jóias quando batem palmas.

28 de set. de 2009

Roberto Freire e Raul Jungmann do PPS fazem propaganda suja na TV, para enganar a população. Prejudicar o Presidente Lula e o Povo brasileiro, não!

Façamos uma retrospectiva.

Raul Jungmann (foto), Deputado Federal pelo PPS, fez um comentário irresponsável em Abril de 2009, que atrapalhou a economia brasileira. Disse que o Lula sacaria a caderneta de poupança, como fez Fernando Collor de Melo, em 1990. A propaganda desta crueldade para a população, menos informada, elevou os saques na poupança (veja a matéria abaixo na Folha).

Qual a intenção do PPS (unido ao PSDB e Democratas), na época:? Lançar informação distorcida e mentirosa (política destes partidos) para prejudicar a campanha do PT para a presidência. A irresponsabilidade do deputado repercutiu no mercado, entre analistas econômicos e investidores.
Sérgio Leo, no texto do Favre, comenta: "Mais difícil ainda é aceitar a exploração política irresponsável e de má fé que acabo de ver na propaganda do PPS.

Nesta semana o partido PPS lançou sua campanha e as parcerias com o PSDB e Democratas.

A bandeira de campanha do PPS, com a presença do Roberto Freire (foto) (presidente do partido) e do Raul Jungmamn, usou o mesmo argumento de que o Presidente Lula irá mexer com a poupança do Brasileiro.
A intenção é a mesma: desmoralizar o PT e, principalmente, atrapalhar a candidatura da Dilma.

Leia abaixo publicações de Favre e Nassif

Sergio Leo "põe os pingos" e confessa, sem rir, ter achado o PPS um partido sério.

Por Luis Favre - 24.04.09

A poupança e a canalhice de Raul Jungman, por Sergio Leo

Toda pessoa com alguma informação sabe que, com a queda dos juros, a caderneta de poupança tende a ficar mais atrativa, para ganhar dinheiro, do que os fundos de investimento. A poupança é isenta de imposto, os fundos, não; os fundos têm correção ligada aos juros da dívida Tesouro, que, para felicidade geral da nação, estão caindo; as cadernetas têm rendimento garantido de 0,5% acima da TR, que reflete as taxas de juros do mercado, maiores que os juros básicos do tesouro.Daí que o governo não quer esse inchaço da caderneta, com a migração especulativa (especulação legítima, aliás) do dinheiro hoje depositado nos fundos para a caderneta. Para os bancos também é um problema, porque os depósitos em cadernetas não podem ser usados livremente para qualquer tipo de crédito. Vai ter mudança, o governo estuda uma forma de baixar o rendimento da poupança, e o Lula pediu aos técnicos para darem um jeito de manter, pelo menos, o rendimento das poupanças menores. Troço difícil.

Mais difícil ainda é aceitar a exploração política irresponsável e de má fé que acabo de ver na propaganda do PPS. O Raul Jungman, que já namorou uma grande amiga minha, teve outra amicíssima como assessora e sempre teve meu respeito, apesar de todas as polêmicas em que se envolveu, aparece no vídeo explorando a ignorância dos pobres e das pessoas mal informadas, ao dizer que o governo vai “mexer na poupança como fez o governo Collor”.

Ora, o Collor, em 1990, CONFISCOU dinheiro da poupança. As pessoas não puderam sacar o que tinham lá. O) máximo que sairá agora será uma redução no rendimento, ou um imposto para maiores investidores.

Qual a intenção do Jungmann, usar a ignorância das pessoas para provocar confusão? Ele não se importa de provocar prejuízos nos velhinhos, nas pessoas com menores economias, que, com medo de terem seu dinheiro confiscado, vão correr para sacar das cadernetas num momento em que elas são a melhor alternativa de investimento para elas, só abaixo do Tesouro Direto?

Isso nem efeito contra o Lula pode ter, estamos longe das eleições, o que vier a ser feito será em breve, e ficará claro que será diferente do que fez o Collor (embora sempre se possa explorar legitimamente o fato de que, no governo Lula, a caderneta passou a render menos, dependendo do que façam).

Mas apavorar os poupadores espalhando um boato que sabem ser falso é baixaria. Política medíocre, pequena, atrasada. Nojenta mesmo. Coisa sem caráter.

E eu, que achava o PPS um partido sério.

Sergio Leo – Sitio do Leo

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O Terrorismo do PPS

Por Nassif - 07.05.09

Texto de Anarquista

Meu sogro é caseiro e roceiro de um sítio nas proximidades de Poços de Caldas.Uma pessoa sem alfabetização.É crente do Jornal Nacional e do ”zum zum zum” de quem faz coro.

Pro meu desgosto a Master me comunica: Meu pai tirou o dinheirinho dele da poupança( 1 200 reais) com medo de perde-lo.

Fiquei louco da vida e tentei explicar que aquele deputado que criou essa fantasia,não passava de um aproveitador. A Master é ”Malandra” e concordou,mas acrescentou: Agora está feito.

Pensava eu, que meu sogro era o único que acreditou na leviendade de um deputado e que ainda teve repercussão imensa na “”imprensa”” que forma opiniões de leigos.

Mas agora leio em letras garrafais no Uol:

“”Poupadores elevam saques da caderneta a quase R$ 1 bi em abril”” leia abaixo.

Então fico pensando: Pode um cara desses ficar impune? Pra ser contra o governo( como eu) precisa destruir credibilidades ou inventar coisas?

Raul Jungmann precisava ser tão irresponsável assim?

Folha Online

Poupadores elevam saques da caderneta a quase R$ 1 Bi em Abril

Por Eduardo Cucolo - Folha - Brasilia

A saída de recursos da caderneta de poupança aumentou em abril. Segundo dados do Banco Central, os saques superaram os depósitos em R$ 941,55 milhões no mês passado.

Esse foi o segundo mês consecutivo de retirada de recursos da poupança –em março, o resultado ficou negativo em R$ 846,8 milhões. Foi também o pior resultado desde abril de 2008, quando a poupança registrou uma saída de R$ 1,85 bilhão.

Nos últimos 12 meses, a poupança só havia registrado fuga de recursos em outubro (R$ 284 milhões), janeiro (R$ 486 milhões). Nos outros meses, o resultado estava positivo.

Nesse ano, a poupança já registra uma saída de R$ 1,523 bilhão. No mesmo período do ano passado, o resultado estava positivo em R$ 1,8 bilhão.

14 de set. de 2009

Kassab usa dinheiro dos precatórios e esporte, para fazer propaganda

Mais R$ 2,5 mi para publicidade

http://www.estadao.com.br/fotos/2607kassab.jpgJornal da Tarde

Em meio à crise nos serviços de varrição causada pelo corte de uma verba de R$ 53 milhões que seria repassada às cinco empresas que fazem o serviço, o prefeito Gilberto Kassab remanejou ontem mais R$ 2,5 milhões para publicidade. A verba foi transferida de eventos esportivos e do pagamentos de precatórios. Até dezembro, o governo tem a previsão de gastar R$ 80 milhões em publicações de interesse do Município.

O montante de publicidade em 2009 é 110,5% maior que o gasto de R$ 39 milhões do ano passado, quando Kassab foi reeleito, e 142% maior que a estimativa feita na peça orçamentária para 2009 enviada à Câmara.

Kassab defendeu as despesas. “Foi um erro prever só R$ 20 milhões (em publicidade), e não se pode confundir publicidade com campanhas educativas”, argumentou. A estimativa correta no Orçamento foi de R$ 32,2 milhões. Até o fim de agosto, porém, o prefeito havia empenhado R$ 69,2 milhões.

O prefeito disse que vai desenvolver novas campanhas educativas de combate às enchentes. “Precisamos fazer alertas para as pessoas colocarem o lixo na rua somente momentos antes de o caminhão passar.” Só no primeiro semestre, Kassab gastou R$ 4,43 milhões a mais do que o total de 2008. Em 2009, o gasto com publicidade será recorde, superando 2007 (R$ 66,9 milhões).

Por Luis Favre - 12.09.09

Chuva afogou candidatura de Kassab. Para Serra, o prefeito abandonar a prefeitura “pegaria mal perante o eleitorado”

Serra veta Kassab e decide que Alckmin é o candidato em SP

Governador intervém para evitar que disputa prejudique seu projeto nacional

Tucano quer reforçar parceria com a ala paulista do PMDB; articulação deve garantir para Quércia uma das vagas na eleição para o Senado

alckmin_kassab_tv.jpg
Reprodução da propaganda de Alckmin em que o locutor diz que o tucano está com Serra e Covas e Kassab com Quércia e Pitta

KENNEDY ALENCAR - FOLHA SP

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vetou a articulação do prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), para tentar se candidatar ao Palácio dos Bandeirantes. Ao mesmo tempo, fechou com o ex-governador Geraldo Alckmin que ele será o próximo candidato do PSDB ao governo paulista.
Serra interveio na sua própria sucessão porque avaliou que estava se desenhando um cenário de guerra que poderia prejudicar sua aspiração presidencial. O primeiro movimento foi dizer a Kassab, seu aliado político, que ele deveria permanecer na prefeitura, sob pena de criar um problema na aliança PSDB-DEM e ficar mal perante o eleitorado paulistano, que o reelegeu no ano passado.
Kassab desejava ser candidato a governador, pois a capacidade de investimento da prefeitura é muito pequena se comparada à do Estado de São Paulo. Ele avalia que terá dificuldade para cumprir promessas e que deverá realizar uma administração mediana, o que impediria voos mais altos na política após deixar a prefeitura.
Vetado por Serra, Kassab passou a alimentar a possibilidade de apoiar outro tucano para o governo, o secretário da Casa Civil de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira. Kassab, que derrotou Alckmin na campanha municipal de 2008, não deseja ver o antigo desafeto no governo com caixa para gastar. O governador, então, nomeou Alckmin como seu secretário.
Serra avisou a Kassab e Aloysio que precisa apoiar Alckmin, favorito nas pesquisas, para evitar uma crise na aliança PSDB-DEM no seu reduto eleitoral e para reforçar a parceria com o PMDB paulista, abrindo caminho para que o ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista, seja um dos candidatos a senador da aliança que deverá ocorrer no Estado entre os três partidos.
O apoio de Quércia é fundamental para Serra tentar minar ou esvaziar parcialmente o provável apoio oficial do PMDB nacional à eventual candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Rio e Bahia
O governador paulista tenta ainda se reaproximar de dois peemedebistas com quem tem relação antiga, mas que migraram para o campo lulista: o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.
Cabral está insatisfeito com Lula e Dilma por causa do embate político em torno do pré-sal, já que o governo quer reduzir os royalties dos Estados produtores, como Rio, São Paulo e Espírito Santo.
No Rio de Janeiro, Serra tem desempenho mais fraco do que em outros Estados, além da dificuldade para formar um palanque forte em 2010. Por isso o paulista fechou com Cabral na luta pelos royalties, que agora será travada no Congresso. Candidato à reeleição, Cabral já pensa nos ganhos do pré-sal.
Serra aproveita o rompimento de Geddel com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e estimula o lançamento da candidatura do ministro ao governo baiano. Dessa forma, o tucano paulista acredita que tem chance de evitar um apoio formal do PMDB a Dilma.
Lula já viu os movimentos de Serra e vai entrar em campo para tentar acalmar Cabral e Geddel, mantendo o apoio deles ao PT na sucessão de outubro do ano que vem.

Chuva expõe corte de verba e obriga prefeito a recuar

DA REPORTAGEM LOCAL

A chuva da semana passada colocou na defensiva o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que iniciou seu segundo mandato cortando o Orçamento e reduzindo gastos da administração, inclusive com serviços considerados essenciais, como o de varrição de ruas.
A forte chuva alagou a cidade e expôs a sujeira espalhada pelas vias, que ajudou a entupir bueiros e agravar a enchente. Enfrentando desgaste, Kassab foi obrigado a recuar da decisão de diminuir a verba para a limpeza.
Os cortes, porém, atingiram mais áreas. Da verba reservada para a construção de piscinões -reservatórios que ajudam a reter a água das chuvas- , gastou só 7,3%.
O prefeito alega que o congelamento de recursos se deve à queda na expectativa de receita, causada pela crise.
Quando tentava garantir a reeleição na campanha de 2008, Kassab enviou um Orçamento para a Câmara Municipal no valor R$ 29,4 bilhões. Após sucessivos cortes, ele e sua equipe esperam gastar agora R$ 21,2 bilhões.