13 de jun. de 2012
8 de abr. de 2012
Ernani José de Paula diz que vídeo do mensalão foi produzido por Cachoeira
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| Imagem: mobilização br |
1 de abr. de 2012
Medo do quê? O estranho sumiço de CartaCapital em Goiânia
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| Revista que desapareceu das bancas em Goiás |
6 de mar. de 2012
22 de fev. de 2012
17 de dez. de 2011
10 de dez. de 2011
Blogueiros e jornalistas ligam os fatos, de denuncias antigas e acontecimentos, com os relatos do jornalista Amaury Ribeiro Jr, no livro ‘A Privataria tucana’.
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| Divulgação |
Leia abaixo matérias publicadas por blogueiros e jornalistas, que ligaram as informações do Amaury com as versões dos fatos relatados em outros tempos.
31 de ago. de 2010
6 de ago. de 2009
Kassab da Prefeitura de São Paulo - Escândalo da Merenda Escolar
5 de ago. de 2009
Serra usa $$$$ da educação para ... Já que a Folha não dá...
Marotagem do tucano já torrou R$ 26 milhões do contribuinte
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- Esquema finório envolve Secretarias e autarquias estaduais
.
- Dados sigilosos de funcionários e usuários de seviços públicos estão sendo negociados com empresas privadas
.
Uma ardilosa trama, engendrada no gabinete de José Serra, já comprometeu mais de R$ 26 milhões do Erário paulista com o único e inconfessável propósito de subsidiar a campanha eleitoral do tucano em 2010.
Disfarçada com o impenetrável e eufemístico título de "prestação de serviços de suporte para implementação de solução de gestão de conhecimento e geoprocessamento, para implantação do Programa de Avaliação pelos Usuários" de qualquer coisa, a treta consiste em contratar algumas empresas "fanáticas" e confiar-lhes as tarefas de "consolidar os mailings" fornecidos pela Secretarias e autarquias estaduais, com milhões de registros, enviar milhões de cartas assinadas por José Serra a "endereços selecionados" no Estado, com perguntas fechadas, e agradecer pelas respostas com outra carta assinada pelo governador.
Embora esta maranha de Zé Chirico tenha começado há dois anos, logo que tomou posse no governo de São Paulo, apenas nos últimos 30 dias foi possível montar o quebra-cabeça e demonstrar, com provas cabais e inquestionáveis, a ladinice do tucano.
Por Márcio Lacerda - Brasília - 05.08.09
30 de jul. de 2009
Pré-sal: sucesso garantido
Em relação à matéria divulgada no Jornal Valor Econômico nesta terça-feira (28/7) sob o título “No pré-sal, 32% dos poços abertos são pouco viáveis”, a Petrobras esclarece que na região do pré-sal da Bacia de Santos, a taxa de sucesso é de 100%..O mapa (área azul) com a área do pré-sal, que se estende pelas Bacias de Santos e Campos, não corresponde a um único campo de petróleo. Além da existência da rocha reservatório, a descoberta de um campo petrolífero decorre da identificação e ocorrência simultânea de uma série de fatores geológicos, os quais definem o posicionamento dos poços exploratórios em determinada bacia sedimentar..
Leia o comunicado divulgado hoje ao mercado de capitais da Petrobrás
Por Jussara Seixas - 30.07.09
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Leia mais sobre: Poço seco?
23 de jul. de 2009
Financial Times diz que CPI ameaça economia do Brasil
O Financial Times não é propriamente um jornal de esquerda. Não está a serviço do "lulo-petismo", nem recebe o "Bolsa-Mídia" *.
O Financial Times faz aquilo que nossa imprensa não faz: mostra o que significa a CPI da Petrobrás.
Em reportagem de Don Philips, escrita de São Paulo, o velho jornal britânico conta a história toda. E mostra como a CPI põe em risco o "boom" da economia brasileira. Aliás, o titulo da reportagem é justamente esse: "Petrobras case threatens Brazil’s boom" (Caso Petrobrás ameaça boom do Brasil").
O mais divertido é ver o conservador Financial Times chamar o "Estadão" de conservador. Para os britânicos, conservador não é xingamento.
Aqui no Brasil, ninguém (fora a TFP) assume que é conservador.
A matéria do Financial Times, em inglês, está aqui: http://www.ft.com/cms/s/0/7bac7246-761e-11de-9e59-00144feabdc0.html?nclick_check=1.
A versão em português pode ser lida aqui: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2009/07/22/ult579u2860.jhtm.
O trecho que reproduzo abaixo dá a dimensão da irresponsabilidade da oposição - que , de olho em 2010, ameaça uma empresa que é estratégica para o país. Empresa que o condomínio PSDB/PFL planejava privatizar quando esteve no poder. O Ministro Sergio Motta dizia que a Petrobrás era um "paquiderme" que precisava ser desmontado - http://www.rodrigovianna.com.br/forca-da-grana/cloaca-tucanos-queriam-desmontar-a-petrobras.
Veja o que diz o Financial Times:
"Apenas nos próximos cinco anos, a Petrobras planeja investir US$ 28,9 bilhões nos campos "pré-sal" de águas profundas. A investigação [a CPI] chega em um momento ruim.
"A empresa está dando início ao desenvolvimento dos campos pré-sal tecnicamente complexos, mas o preparo de sua defesa já está desviando recursos administrativos desse esforço", diz Gareth Chetwynd da "Upstream", a revista especializada em petróleo e gás."
O jornal explica direitinho a seus leitores que a abertura da CPI está ligada às denúncias contra o Senado.
O "Estadão" - e os outros jornais do Partido da Imprensa - não admitem que são consevadores.
Nem explicam porque descobriram que o Sarney tem tantos defeitos - só agora, quando o velho oligarca maranhense resolveu apoiar Lula.
Sarney é articulista da "Folha", retransmite a Globo no Maranhão, tomava chá com Roberto Marinho na Academia Brasileira de Letras. Era tratado como um "ex-presidente" respeitável.
De repente, virou inimigo. De repente, todo mundo "descobriu" que ele tem defeitos. Isso é coincidência?
Vejam o que o Sarney declara ao Financial Times:
"É uma campanha do 'Estado de São Paulo', que tem uma posição política contra a minha, que é apoiar o presidente Lula, que está fazendo um grande governo", disse Sarney.
Precisa dizer mais alguma coisa?
A oposição - comandada por jornais que não assumem que são conservadores, que não assumem fazer parte do aparato oposicionista - quer detonar a Petrobrás para derrotar Lula. Nem que isso custe milhões de dólares para a companhia que está entre as dez maiores petroleiras do planeta, e que é estratégica para a economia brasileira.
O Financial Times contou a história completa a seus leitores. É um jornal conservador, que não precisa brigar com os fatos.
Já os tucanos e o Estadão estão onde sempre estiveram: ontem, queriam desmontar a Petrobrás, privatizar o "paquiderme"; hoje, querem acabar com ela.
* "Bolsa-Mídia" é como a "Folha de S. Paulo" se refere ao dinheiro que o governo Lula repassa a dezenas de pequenos jornais e rádios do interior; a "Folha" tem saudade de quando a grana ia só pros velhos barões da mídia.
Por Rodrigo Viana - O escrevinhador - 23.07.09
22 de jul. de 2009
Corrupção tucana: mau uso de R$ 257 milhões na educação neoliberal de FHC
A Folha de José Serra (jornal Folha de São Paulo) deu a notícia, mas "esqueceu" de explicar que o fracasso é consequência da política educacional tucana neoliberal, executada pelo atual secretário de educação do governo José Serra (PSDB/SP), Paulo Renato de Souza, que também era ministro da educação na gestão de FHC (Fernando Henrique Cardoso).
A programa tucano desandou em corrupção de metas e desvio do dinheiro público para funções lucrativas, como cobrança de mensalidades indevidas.
Em 1998, o tucano criou o programa PROEP (Programa de Expansão da Educação Profissional). Porém, em vez de investir em escolas públicas, seguiu a cartilha neoliberal.
Um ano antes o carrasco da escola pública, havia proibido a expansão da rede pública de escolas técnicas federais, por lei.
Em 1998, o atual secretário de José Serra, resolveu repassar o dinheiro público para construção de escolas técnicas privadas, em troca da cota de 50% das vagas serem gratuítas (porém só duas escolas cumprem esta meta).
Em 2007 o MEC encerrou o programa. Os R$ 257 milhões ao longo do tempo foi aplicado em 98 entidades (teoricamente para prover 50% das vagas gratuítas). Esse valor é suficiente para construir 50 escolas técnicas federais (com 100% das vagas gratuítas).
A revogação da lei de Paulo Renato, que proibia a expansão da rede pública, custou 18 meses de tramitação no Congresso Nacional, durante o governo Lula. Mas valeu a pena, pois o programa de expansão prevê 214 novas escolas, cobrindo todas as cidades pólo do Brasil.
Auditora do MEC nas 98 escolas privadas beneficiadas pelo programa neoliberal do governo tucano, constatou mau-uso do dinheito público em diversos casos:
- A Escola Catarinense de Gastronomia, em Florianópolis, em vez de curso técnico, instalou no prédio a Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), que cobrava mensalidades de R$ 900. O MEC conseguiu reaver o prédio na justiça, em 2007, e federalizou a escola.
- O Centro de Formação do Profissional do Paulista (Pernambuco), recebeu R$ 2,7 milhões para contruir a sede, terminada em janeiro de 2003. Os cursos gratuitos só duraram três meses, e depois sumiram.
- Em São Paulo, o Centro de Educação Profissional do Sindicato dos Metalúrgicos (ligado à Força Sindical), está fechado por atraso no Habite-se, segundo o sindicato. É a prefeitura de Kassab que responde por conceder o habite-se.
- Em Capivari (135 km de SP), um prédio que consumiu R$ 3,1 milhões em obras e equipamentos está abandonado.
Apenas uma entidade cumpriu todo o contrato: a Fundação Iochpe, que atua em SP e no RS.
Outras 20 entidades abriram vagas gratuitas, mas abixo dos 50%.
Nove escolas já existiam antes do Proep. "O programa praticamente só funcionou no Sul e Sudeste, e boa parte das escolas teria funcionado sem ele", diz Gleisson Rubin, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.
As demais entidades tiveram irregularidades como não oferecer os cursos, ou cobrança de mensalidade de 100% dos alunos.
Após a auditoria:
- 30 escolas foram federalizadas;
- 5 passarão para Estados;
- 11 estão sob a gestão do Sistema S (SENAI, SESC, etc);
- 1 escola decidiu devolver o dinheiro;
- outra foi aberto processo de tomada de contas;
- as 20 escolas que não cumprem a cota de gratuidade, estão negociando a adequação.
Por Zé Augusto - 20.07.09
Corrupção tucana: mau uso de R$ 257 milhões na educação neoliberal de FHC
A Folha de José Serra (jornal Folha de São Paulo) deu a notícia, mas "esqueceu" de explicar que o fracasso é consequência da política educacional tucana neoliberal, executada pelo atual secretário de educação do governo José Serra (PSDB/SP), Paulo Renato de Souza, que também era ministro da educação na gestão de FHC (Fernando Henrique Cardoso).
A programa tucano desandou em corrupção de metas e desvio do dinheiro público para funções lucrativas, como cobrança de mensalidades indevidas.
Em 1998, o tucano criou o programa PROEP (Programa de Expansão da Educação Profissional). Porém, em vez de investir em escolas públicas, seguiu a cartilha neoliberal.
Um ano antes o carrasco da escola pública, havia proibido a expansão da rede pública de escolas técnicas federais, por lei.
Em 1998, o atual secretário de José Serra, resolveu repassar o dinheiro público para construção de escolas técnicas privadas, em troca da cota de 50% das vagas serem gratuítas (porém só duas escolas cumprem esta meta).
Em 2007 o MEC encerrou o programa. Os R$ 257 milhões ao longo do tempo foi aplicado em 98 entidades (teoricamente para prover 50% das vagas gratuítas). Esse valor é suficiente para construir 50 escolas técnicas federais (com 100% das vagas gratuítas).
A revogação da lei de Paulo Renato, que proibia a expansão da rede pública, custou 18 meses de tramitação no Congresso Nacional, durante o governo Lula. Mas valeu a pena, pois o programa de expansão prevê 214 novas escolas, cobrindo todas as cidades pólo do Brasil.
Auditora do MEC nas 98 escolas privadas beneficiadas pelo programa neoliberal do governo tucano, constatou mau-uso do dinheito público em diversos casos:
- A Escola Catarinense de Gastronomia, em Florianópolis, em vez de curso técnico, instalou no prédio a Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), que cobrava mensalidades de R$ 900. O MEC conseguiu reaver o prédio na justiça, em 2007, e federalizou a escola.
- O Centro de Formação do Profissional do Paulista (Pernambuco), recebeu R$ 2,7 milhões para contruir a sede, terminada em janeiro de 2003. Os cursos gratuitos só duraram três meses, e depois sumiram.
- Em São Paulo, o Centro de Educação Profissional do Sindicato dos Metalúrgicos (ligado à Força Sindical), está fechado por atraso no Habite-se, segundo o sindicato. É a prefeitura de Kassab que responde por conceder o habite-se.
- Em Capivari (135 km de SP), um prédio que consumiu R$ 3,1 milhões em obras e equipamentos está abandonado.
Apenas uma entidade cumpriu todo o contrato: a Fundação Iochpe, que atua em SP e no RS.
Outras 20 entidades abriram vagas gratuitas, mas abixo dos 50%.
Nove escolas já existiam antes do Proep. "O programa praticamente só funcionou no Sul e Sudeste, e boa parte das escolas teria funcionado sem ele", diz Gleisson Rubin, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.
As demais entidades tiveram irregularidades como não oferecer os cursos, ou cobrança de mensalidade de 100% dos alunos.
Após a auditoria:
- 30 escolas foram federalizadas;
- 5 passarão para Estados;
- 11 estão sob a gestão do Sistema S (SENAI, SESC, etc);
- 1 escola decidiu devolver o dinheiro;
- outra foi aberto processo de tomada de contas;
- as 20 escolas que não cumprem a cota de gratuidade, estão negociando a adequação.
20 de jul. de 2009
Escolas Técnicas e o desvio de verba
MEC pagou por escolas que ficaram no papel
Auditoria constatou prédios vazios ou nem construídos em entidades privadas que deveriam oferecer 50% de vagas gratuitas
Só 1 das 98 instituições que receberam, ao todo, R$ 257 milhões de programa federal de 1998 a 2007 cumpriu todo o contrato
ANGELA PINHO
SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Escolas técnicas financiadas com dinheiro público, que deveriam atender alunos gratuitamente, viraram prédios vazios e faculdades privadas ou até edifícios nunca construídos. A conclusão é de fiscalização do Ministério da Educação no Proep (Programa de Expansão da Educação Profissional), que funcionou de 1998 a 2007.
Em São Paulo, por exemplo, o imóvel que deveria, desde 2005, ter um centro educacional para metalúrgicos está fechado. Em Capivari (135 km de SP), um prédio que consumiu R$ 3,1 milhões em obras e equipamentos está abandonado.
Por Luís Nassif - 20.07.09
18 de jul. de 2009
Instituto de FHC embolsou R$ 5,7 milhões para digitalizar 9 fotos, valor cinco vezes maior do que usado pela Fundação de José Sarney
Segundo o projeto do iFHC, a digitalização do acervo tem prazo para ser concluída até dezembro desse ano. Mas, passados quatro anos e meio, a digitalização disponibilizou na internet apenas nove fotos e o site informa que o portal do acervo encontra-se em construção.
A prestação de contas do instituto no Ministério da Cultura também está irregular, constando como pendentes informações sobre as metas a serem realizadas, as metas já realizadas e o tempo necessário para a conclusão do projeto. Apesar disso, há um novo projeto, pedindo R$ 7 milhões para a conclusão do trabalho. Se aprovado, o valor total chegará a R$ 12,7 milhões.
Entre as empresas que patrocinaram o projeto até agora está a Sabesp, na época do governo de Geraldo Alckmin, além de outras empresas beneficiadas pelas privatizações dos governos tucanos. Todas elas abateram as doações do imposto de renda, que deixou de ser arrecadado para engordar as contas do iFHC. Para piorar, a operação Satiagraha identificou aplicações financeiras do instituto no Opportunity Fund, de Daniel Dantas.
PSDB,O PARTIDO QUE NÃO GOSTA DE VOCÊ,CRIOU O DISQUE DENÚNCIA CONTRA A PETROBRAS




NÓS , O PSDB , QUEREMOS DESTRUIR LULA , O BRASIL E A PETROBRAS.
Identidade dos denunciantes será preservada, promete partido.
Blog é uma das armas da oposição para popularizar CPI da Petrobras.
O PSDB está pedindo denúncias contra a Petrobras por meio do blog criado pela sigla para popularizar os debates da investigação aberta contra a estatal no Senado.
“A partir de agora, e atendendo a pedidos, este blog está abrindo espaço para receber informações e denúncias de seus leitores e seguidores”, diz a mensagem publicada na tarde desta sexta-feira (17) no site.
Segundo o partido, as denúncias só serão publicadas mediante autorização e depois de confirmada a identidade do autor. Este também só será conhecido se autorizar a divulgação do seu nome.
“Podem ser testemunhos pessoais ou que sejam do seu conhecimento. Eles serão enviados à CPI para ajudar no trabalho de investigação”, diz a mensagem do blog.
O PSDB criou o blog para divulgar informações sobre a CPI da Petrobras, que foi instalada nesta terça-feira (14) no Senado. A estatal já mantém um blog onde publica questionamentos da imprensa e respostas a eles.
Por Aposentado Invocado - 17.06.09
17 de jul. de 2009
Congresso da UNE e manipulação da mídia
Após viajarem milhares de quilômetros em centenas de ônibus fretados, mais de 15 mil jovens de todos os recantos do país estarão reunidos em Brasília para participar do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Durante cinco dias, eles esbanjarão energia, criatividade e garra em várias passeatas, em acirradas polêmicas nos 25 grupos de debate sobre temas candentes e em plenárias infindáveis. Não haverá cansaço ou desanimo, mas uma baita disposição para lutar por melhorias na educação e por mudanças profundas no país. Caso a mídia tupiniquim respeitasse a nossa juventude, o congresso seria manchete em todos os jornais e nas emissoras de TV e rádio.
Mas a mídia hegemônica prefere evitar qualquer engajamento dos jovens. Ela aposta sempre na alienação e ceticismo. Rejeita qualquer ação coletiva. Prefere estimular o consumismo doentio e o individualismo exacerbado. Por isso, o evento da UNE surge, no máximo, no pé de página dos jornalões tradicionais ou em rápidos flashes na TV. Quando ela trata do evento, é para atacar a organização juvenil e criminalizar suas lutas. Ela omite ou emite opiniões raivosas. Como nos ensina Perseu Abramo, no livro “Padrões de manipulação na grande imprensa”, a ocultação e a inversão da opinião pela informação são duas técnicas muito utilizadas pelos barões da mídia.
Padrões de manipulação da imprensa
“O padrão da ocultação se refere à ausência e presença dos fatos reais na produção da imprensa. Não se trata, evidentemente, de fruto do desconhecimento e nem mesmo de mera omissão diante do real. É, ao contrário, um deliberado silêncio militante sobre determinados fatos da realidade. Esse é um padrão que opera nos antecedentes, nas preliminares da busca da informação, isto é, no ‘momento’ das decisões de planejamento da edição, naquilo que na imprensa geralmente se chama de pauta... O padrão da ocultação é decisivo e definitivo na manipulação da realidade: tomada a decisão de que um fato ‘não é jornalístico’, não há a menor chance de que o leitor tome conhecimento de sua existência por meio da imprensa. O fato real é eliminado da realidade, ele não existe”, ensina o mestre na obra reeditada pela Fundação Perseu Abramo.
Já o segundo truque visa “substituir, inteira ou parcialmente, a informação pela opinião. O órgão de imprensa apresenta a opinião no lugar da informação, e com o agravante de fazer passar a opinião pela informação. O juízo de valor é inescrupulosamente usado como se fosse a própria mera exposição narrativa/descritiva da realidade. O leitor/espectador já não tem mais diante de si a coisa tal como existe ou acontece, mas sim uma determinada valorização que órgão quer que ele tenha de uma coisa que ele desconhece, porque o seu conhecimento lhe foi oculto, negado e escamoteado pelo órgão... Ao leitor/espectador não é dada qualquer oportunidade que não a de consumir, introjetar e adotar como critério de ação a opinião que lhe é autoritariamente imposta”.
O zumbido irritante da Folha
Estes e outros truques da manipulação estão presentes na cobertura do cativante evento da UNE. As emissoras de televisão, que falam para milhões de brasileiros, preferem ocultar o congresso; é como se ele não existisse. Já os jornalões tradicionais, que atingem pequenas faixas entorpecidas das camadas médias, optam por desqualificar os militantes estudantis e suas bandeiras. A opinião substitui a informação. Um caso emblemático é o da cobertura da Folha de S.Paulo, que ainda ilude os ingênuos com o seu falso ecletismo. Com o título “Patrocinada pela Petrobras, UNE faz manifestação contra a CPI”, um texto de pé de página investiu raivosamente contra o congresso.
Não há qualquer informação sobre a pauta do congresso, sobre os participantes ou sobre as lutas estudantis. O artigo hidrófobo destaca apenas que a Petrobras “direcionou R$ 100 mil ao evento” e que os universitários programaram uma manifestação contra a CPI do Senado. A exemplo dos ataques desferidos contra o MST e as centrais sindicais, que recebem verbas públicas para vários projetos culturais e educacionais, a Folha tenta caracterizar a UNE como “governista”. Também critica o fato dos líderes estudantis ocuparem postos no governo Lula. O cinismo é descarado.
Quem está de rabo preso?
Um simples anúncio publicitário da Petrobras na Folha custa muito mais do que o patrocínio ao congresso da UNE. Nem por isso, ela é governista. Pelo contrário. O jornal é um dos principais porta-vozes da oposição demo-tucana. Para ser coerente nas críticas ao uso das verbas oficiais, a Folha deveria rejeitar os milionários anúncios em suas páginas. O governo Lula também poderia ser mais ousado, evitando alimentar cobra. Quanto a tal CPI do Senado, o jornal não informa que ela foi instalada por imposição da própria mídia e serve aos propósitos da oposição demo-tucana. Já no que se refere aos líderes estudantis em postos do governo, a Folha confirma que tem nojo do povo. Para ela, trabalhador é para trabalhar; estudante é para estudar; e a elite é para governar.
No livro citado, Perseu Abramo desmascara a frase publicitária do jornal. “A Folha está de rabo preso com o leitor só tem seu verdadeiro significado desvendado quando recolocada de pé sobre o chão e lida com a re-inversão dos seus termos: o leitor é que está de rabo preso com a Folha, e por extensão com todos os grandes órgãos de comunicação. Recriando a realidade à sua maneira e de acordo com seus interesses político-partidários, os órgãos de comunicação aprisionam seus leitores nesse círculo de ferro da realidade irreal e sobre ele exercem todo o seu poder. O Jornal Nacional faz plim-plim e milhões de brasileiros salivam no ato. Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil e Veja dizem alguma coisa e centenas de milhares de brasileiros abanam o rabo em sinal de assentimento e obediência”.





