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11 de out. de 2009

O que a mídia não revela! O que FHC/ Serra (PSDB) não conquistou e nem conquistará: A excelência na política mundial, como no Governo Lula.

Um momento histórico

Por Mauricio Caleiro* - 04.10.09

Muito mais do que uma importante conquista para o esporte brasileiro, a escolha do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016 representa, a um tempo, o reconhecimento do trabalho, da estratégia e da excelência da política externa do atual governo e, se dúvidas ainda restassem, do Brasil como potência emergente no cenário mundial.

Os despeitados, invejosos e os esquerdistas de meia tigela que, como ratos, saltaram do barco à primeira tempestade – perdendo a chance de integrar um governo que tirou mais de 30 milhões de pessoas da pobreza e obrigando-o a alianças com os setores mais fisiológicos da política nacional – insistem num exercício pessimista de futurologia, nas piadas preconceituosas sobre o Rio e os cariocas, no ato ignominioso de torcer para que dê errado.

Ato este compartilhado por uma mídia que abandonou qualquer pudor e age descaradamente como um partido político – aquele que tem uma ave como símbolo e que alimenta o mesmo sentimento anti-Brasil e o deslumbre colonizado com o que vem de fora tão característico de nossa imprensa, morrendo de vergonha do que somos: um país miscigenado, preto e mulato em sua maioria, com um povo de ordinário festivo e espontâneo, de uma alegria corpórea e sexualizada. Um país de contrastes, cosmopolita e provinciano, caipira e urbano, simples e sofisticado - mas com um dom natural para o convívio com o outro, com o diferente, para o exercício do multiculturalismo de fato.

Mas não vale mais a pena, neste momento de felicidade coletiva e de reconhecimento histórico do Brasil como nação, gastar tinta com um ente comunicacional em franca decadência, apartado dos anseios do povo, o qual não o respeita nem é por ele respeitado. Para um exame das questões essenciais a respeito do momento histórico da mídia brasileira basta ler este brilhante texto de Venício A. de Lima. O ostracismo da mídia é o ocaso da tendência política que representa, que ficou sem discurso.

De qualquer modo, o fato consumado é que o profissionalismo do Itamaraty e – como vários jornais europeus reconheceram – a atuação obstinada de Lula trouxeram para a América do Sul, para o Brasil e parao Rio de Janeiro o evento máximo do esporte mundial, que move fortunas, cria milhares de empregos e pode vir a estabelecer um novo patamar de turismo para a Cidade Maravilhosa – que, como diz a música de Gilberto Gil, continua linda –, com reflexos na atividade turística no país.

O Rio de Janeiro merece as Olimpíadas. O povo carioca, de maneira geral, andava com a auto-estima lá embaixo e, os mais pessimistas, cabisbaixos mesmo – o que vai contra sua essência solar e alegre. Como o próprio Lula citou, indo lá longe no tempo, a perda da aura de sede do Vice-Reino, a transferência da capital pra Brasília, o fim da Guanabara e a decorrente decadência econômica estão entre os fatores que ajudam a explicar tamanha tristeza.

Mas o presidente, diplomático como sempre, esqueceu de citar um outro fator primordial: a cruel campanha midiática que o oligopólio de comunicação que domina o estado, para manutenção de seu próprio poder, promove, desde a democratização do país, contra a cidade. Através dessa autêntica operação difamatória, quer fazer crer que o Rio é uma cidade sitiada pela violência. Trata-se, simplesmente, de uma mentira. Como todos os estudos acadêmicos e dos institutos de criminologia mostram, há menos probabilidade de morte violenta em Copacabana e em Ipanema do que em Paris ou em Nova Iorque. O que infla substancialmente os números da violência no Rio – que, ainda assim, não está entre as três cidades mais violentas do Brasil - é o combate ao tráfico nos morros e favelas cariocas, obediente à estratégia norteamericana de “guerra às drogas” – cujos resultados são a manutenção do lucro das fábricas de armamentos dos EUA e a criminalização dos pobres e dos traficantes pés-de-chinelo (pois os tubarões, preservados, estão no asfalto). Se uma forma mais inteligente e menos “enxuga-gelo” de enfrentar a questão fosse adotada, os índices de violência cairiam bruscamente. No momento, intereses políticos impedem a adoção de tal alternativa.

Pode-se acusar Lula de muitas coisas. Mas jamais de não lutar pelos interesses nacionais, como até alguns tucanos empedernidos reconhecem. Enquanto a mídia e a elite jeca brasileira acham uma graça enorme em ridicularizar o ex-operário por suas metáforas futebolísticas, por não falar inglês e por suas derrapadas gramaticais, internacionalmente ele é cada vez mais reconhecido pelas qualidades que realmente importam em um presidente da república: ser um líder carismático e um político hábil, com visão estratégica e comprometido com questões sociais. Enquanto seu antecessor, com aquela empáfia toda, viajou o mundo para se autopromover, com pouquíssimos resultados efetivos para o país, Lula o fez para redesenhar a política externa brasileira para além do eixo Sul-Norte (leia-se EUA), trazendo investimentos e levando-os aos países mais pobres.

As Olimpíadas coroam esse trabalho, ao mesmo passo em que revelam ao mundo um político que põe, de fato, os interesses do país acima de suas vaidades pessoais, tendo, como aponta Leandro Fortes em mais um belo texto, a nobreza de abraçar a candidatura de uma cidade na qual foi duramente apupado pela vaia espessa e covarde do fascismo orquestrado. E, para além dessa espécime rara de político – o estadista - , revela um ser humano que não se furta a expressar em lágrimas abundantes o amor pelo país que governa. Afinal, homem que é homem não tem receio de chorar em público.

* Maurício Caleiro (cineasta e diretor) escreve no blog
Cinema e Outras Artes

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Veja alguns vídeos sobre o Rio 2016

Orgulho de Ser Brasileiro

Instalações Olímpicas no Rio de Janeiro

27 de set. de 2009

A direita quer sangue em Honduras


Por Altamiro Borges - 24.09.09

A decisão soberana e corajosa do governo Lula de conceder refúgio ao presidente Manuel Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa tirou, de vez, a máscara da direita nativa e de sua mídia fascista no tratamento do golpe em Honduras. Na prática, eles sempre torceram pelos golpistas, tratando o presidente eleito democraticamente de “chavista” e omitindo as notícias da repressão, prisões e mesmo da censura aos poucos veículos independentes deste país – as quatro oligarquias que controlam a mídia hondurenha apoiaram deste o início a truculenta quartelada militar.


Agora, tucanos, demos e o grosso da mídia direitista torcem para que haja um derramamento de sangue na embaixada brasileira. Seria a forma mais rápida de abortar os crescentes protestos pelo retorno da democracia ao país e, de quebra, de desgastar o governo Lula. O Globo desta quarta-feira (23) estampou na capa que “ação do Brasil acirra a crise e tensão cresce em Honduras”. O jornal insinua que Zelaya e Lula seriam os culpados por qualquer ato de violência; os golpistas, que transformaram o país num cemitério e já detiveram milhares de pessoas, são inocentados. O editorial da Folha, saudosa da “ditabranda”, acusa a diplomacia brasileira de “aventureira”.

Tucanos enciumados na TV Globo

A manipulação é das mais repugnantes. Nas redes de televisão, que são uma concessão pública, as mentiras ganham alcance de massas. No jornal matinal da TV Globo, Alexandre Garcia, que foi assessor do ditador João Figueiredo (exonerado porque pousou semi-nu numa revista), insiste em rotular Zelaya de “golpista”. Já na Globo News, o ancora André Trigueiro joga o seu passado no lixo e debocha da diplomacia brasileira. Tendencioso, entrevista apenas diplomatas tucanos, sem revelar suas origens. O ex-embaixador Rubens Barbosa, enciumado, torce: “É possível o confronto. O governo de Honduras já disse que responsabilizará o Brasil”. Já o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia, rancoroso, esbraveja: “Zelaya está fazendo da embaixada uma tribuna”.

Guiados pela mídia, senadores tucanos usam a tribuna para criticar os presidentes Zelaya e Lula. Afirmam que o presidente hondurenho é um populista e que Lula deu um palanque político para o seu retorno ao governo. Eduardo Azeredo, autor do AI-5 Digital, e o aloprado Artur Virgilio bem que poderiam oferecer seus serviços de consultoria golpista para os “gorilas” de Honduras. Temerosos com os avanços das forças progressistas e de esquerda na América Latina, a direita nativa e sua mídia venal não vacilam mais em defender os golpistas. A democracia que se dane!

23 de mai. de 2009

O BRASIL SEGUNDO LULA

Do Blog Olhos do sertão - 23.05

Bela entrevista do presidente Lula realizada pela Revista Época. Lula fala de um Brasil que agora reconhece o seu papel no mundo por ser protagonistas nas grandes discussões do século XXI.

O texto está disponiblizado no Blog Os Amigos do Presidente Lula.

Em entrevista a Revista Época, o Presidente Lula fala de seu governo, de sua mãe, de Barack Obama, do sindicalismo, do tamanho do Estado - e do futuro do Brasil. Leia a entrevista. E aqui você vê um vídeo do Presidente

Se o Brasil é um país mais perto do futuro, não há dúvida de que pelo menos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já chegou lá. Seu governo exibe os mais altos índices de aprovação popular de nossa história política. Nas aparições internacionais, Lula acumula sinais de prestígio crescente com os chefes de Estado e é personagem de reportagens elogiosas dos principais veículos da imprensa mundial. Graças a um sistema financeiro fortalecido por uma política de austeridade que contrariou os principais dogmas do PT, o Brasil de Lula enfrenta a crise global com um desemprego imenso e recessão em vários setores da economia - mas o ambiente é menos sofrido e menos pessimista que nos países centrais. De olho no futuro imediato de sua herança política, que defenderá nos palanques de 2010, Lula recebeu ÉPOCA para falar do Brasil de 2020. De bom humor, chegou à sala de reuniões de seu gabinete pessoal, montado no Centro Cultural Banco do Brasil - para onde foi transferido o governo enquanto o Palácio do Planalto está em reforma -, falando de futebol. Disse que seu sonho, ao deixar o governo, é virar cartola do Corinthians. Depois, Lula concedeu uma entrevista que durou uma hora e 18 minutos. Nas páginas seguintes, uma seleção dos principais trechos.

ÉPOCA - O senhor é presidente do Brasil desde 2003. Como é possível governar o país e pensar no futuro ao mesmo tempo?

Luiz Inácio Lula da Silva - Nós, brasileiros, nascemos pensando no futuro. Na minha vida inteira, pensei no dia seguinte e não no dia anterior.

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