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7 de abr. de 2010

Globo no RJ ataca governo que apoia Lula, mas em SP protege Serra e Kassab das enchentes.


A tragédia no RJ: porque a Globo e o jn pegaram pesado


O jornal nacional de ontem – clique aqui para ir ao site – dedicou 99,99% de seu espaço à tragédia o Rio.
A manchete do Globo, do tamanho da cratera do metrô do Serra, é “Cadê o plano de emergência ?”
Todas as reportagens do jn eram iguais.
Todas as passagens de repórter eram iguais.
Transformaram um jornal “nacional” em flash local: esquina tal com rua tal; amanhã não tem aula…
As imagens de internautas do G1 não tinham uma única informação que acrescentasse à dos cinegrafistas.
O texto dos apresentadores e repórteres, de mediocridade abissal.
Nenhum personagem comovente, nenhuma história de emocionar.
A única emoção era a dos apresentadores, que exibiam o ricto de quem vai ao velório da vizinha.
Por que 99,99% do tempo foi para a tragédia ?
Primeiro, para desmoralizar o Rio, ainda mais que o Presidente Lula estava lá.
O governador do Rio é aliado de Lula e quanto mais o Rio apanhar, melhor.
Quanto mais bater no Rio, melhor, porque os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – só descansarão quando o Carlos Lacerda voltar a governar o Rio.
Segundo, para livrar a cara do Serra, o Zé Alagão.
Se a tragédia do Rio for a PIOR, o Alagão estará absolvido.
A Dilma não vai poder falar do Jardim Romano, a Katrina do Serra.
(Quem deixou construir o CEU e os prédios de apartamentos na área alagada do Jardim Romano ? Quem era o prefeito ?)
Tragédia por tragédia, viva a do Rio !
Se no alagão do Zé Alagão, o jn dedicasse metade do tempo que dedicou à tragédia do Rio, os filhos do Roberto Marinho demitiam o Ali Kamel.
O jn é assim.
Na hora da tragédia, ele não falha.
Pense, amigo navegante, quando o Brizola foi eleito governador e o golpe da Proconsult.
O jn estava lá.
Pense no debate Color vs Lula (clique aqui para ler “O que a Globo omitiu sobre o Armando Nogueira” ): o jn estava lá.
Pense no segundo turno em 2006, quando o jn do Ali Kamel omitiu o desastre da Gol para levar a eleição para o segundo turno.
A Globo deve ao Zé Inacabado a absorção, suave, quase secreta, daquele terreninho invadido há 11 anos, sob a ponte do “seu frias”.
Amigo navegante, o jn de ontem é uma prévia do que os filhos do Roberto Marinho vão mandar o Ali Kamel fazer nessa eleição.
Porque a Dilma não é de agasalhar terreno invadido.

Paulo Henrique Amorim

20 de out. de 2009

No "The Independent" jornal britânico fala sobre a violência no Rio e as Olimpíadas.

Por Helen William, Press Association - The Independent - Inglaterra - 19.10.09

Receios em relação à segurança olímpica entrou no centro das atenções hoje após a violência de gangues em Rio de Janeiro - sede dos Jogos de 2016 - deixou pelo menos 12 pessoas mortas.

Sir Craig Reedie, membro britânico do conselho executivo do Comitê Olímpico Internacional e membro do conselho de Londres de 2012, disse: "O COI não olhar para a segurança. Rio de Janeiro é uma cidade grande.

"Lamento profundamente o que aconteceu no Rio recentemente, mas eu tenho que dizer que é insignificante em comparação ao que aconteceu em Londres em 2005."

O dia depois de Londres ganhou o direito de sediar as Olimpíadas de 2012 quatro homens-bomba mataram 52 pessoas inocentes com as explosões no sistema de transportes de Londres em julho de 2005.

Tiroteios de várias horas, envolvendo gangues rivais em uma favela do Rio no fim de semana matou pelo menos 12 pessoas, feriu 16, e viu um helicóptero da polícia abatido e oito ônibus incendiados. Trata-se apenas duas semanas desde o Rio ganhou o direito de sediar os Jogos de 2016.


Falando em uma conferência global dos esportes em Londres, Mike Lee, o britânico guru das relações públicas por trás de tanto sucesso de Londres e do Rio de campanhas de licitação Olímpicos, disse: "As grandes cidades são lugares perigosos com desafios enormes.

"Craig e eu me lembro do dia após a vitória de Londres e os terríveis acontecimentos que aconteceu aqui em Londres e no impacto que teve em todos nós.

"A natureza do que está acontecendo no Rio é um pouco diferente, mas mesmo assim se você vai para uma metrópole urbana - que vem com desafios."

Ele insistiu que o Rio não era apenas "uma escolha" emocional pelo COI para sediar os Jogos de 2016, pois será a primeira vez que o evento é realizado na América do Sul, mas também foi uma escolha consciente de segurança.

Sr. Lee disse: "Nas apresentações, pudemos mostrar o progresso que está sendo feito no Rio e que toda a gente está tomando-o (segurança) a sério.

"Nós abordadas as questões da segurança. Nós escondemos nada.

"Eu diria que a ninguém se envolver nesses processos de licitação -" Não pense que você pode esconder suas fraquezas. " Veja a matéria no site do jornal "The Independent"

Governo libera R$ 100 milhões para a segurança pública do Rio

18 de out. de 2009

Rio de Janeiro, PAC, Rio 2016 e os conflitos pós obras de Lula e Dilma, qual a intenção

A (semi) guerra civil no Rio

Do G1 "A resposta vai vir na mesma medida", diz cúpula da segurança do Rio

Pelo menos 12 pessoas morreram em confrontos neste sábado (17).

Dois mortos são policiais que estavam em helicóptero que explodiu.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse na tarde deste sábado (17) que a polícia irá atrás dos responsáveis pela onda de violência que deixou pelo menos 12 mortos nos bairros de Vila Isabel e Sampaio, na Zona Norte do Rio.

“Vamos atrás dos responsáveis, o trabalho de inteligência está muito forte. Vamos continuar nosso trabalho”, afirmou o secretário durante entrevista coletiva realizada no fim da tarde. O delegado Alan Turnowski, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, disse que “a resposta vai vir na mesma medida”.

A Polícia Militar anunciou que dez criminosos foram mortos no confronto entre traficantes rivais e policiais no Morro dos Macacos. As informações são do major Oderlei Santos, relações públicas da PM. Com estes, já somam 12 mortos nos tiroteios, entre eles dois PMs.

Por Luis Nassif - 17.10.09


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Por Anarquista Lúcida - Portal Luis Nassif - 18.10.09


Hoje no Blog-mãe um leitor colocou um vídeo sobre as obras do PAC no morro do alemão no Rio de Janeiro, e sugeriu que, como a grande mídia nao divulga, os leitores do Nassif passassem a fazer isso com as obras do seu estado. Achei que seria uma boa idéia fazer isso tb aqui na Comunidade, criar um espaço como o "Mapa da Mídia" dedicado às obras do PAC.

Convido todos a aderirem. O link pelo qual eu entrei foi: http://www.youtube.com/watch?v=TWQ_IA5fKso. Aí mandei abrir um link ao lado chamado mais do Palácio do Planalto. Vem uma lista de outros. Talvez seja preciso se inscrever antes no YouTube, e no site do Palácio do Planalto, mas eu já tinha feito ambas as coisas.

AnaLú, a Anarquista Lúcida

Do Ministério das Cidades:

http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/secretaria-de-habit...

Relação dos vídeos disponíveis: http://www.cidades.gov.br/cidades-na-tv


PAC - Pavão/Pavãozinho e Cantagalo — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 31/08/2009 13:24

Inauguração da Expansão do Metrô de Recife - 23.04.2009 — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 17/04/2009 12:47
Fonte: NBR
Praça Revolução Farroupilha é entregue à população de Porto Alegre — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 23/12/2008 16:33
Fonte: BAND 18.12.2008
Selo Cidade Cidadã — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 20/11/2008 17:44
TV CA
Ministro no 2º encontro de prefeitos em Petrópolis — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 20/11/2008 17:46
12.11.2008
Lançamento do PAC na Baixada Santista - SP — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 28/08/2008 19:10
Fonte: NBR - 20.05.2008
Urbanização e visita a obras do PAC em Santo André - SP — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 06/10/2008 18:45
Fonte: NBR - 20.05.2008
Obras do PAC - Salvador/BA — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 26/05/2008 12:05
Fonte: NBR - 09.05.2008 Assinatura de Atos do PAC na Bahia
Obras do PAC - Salvador/BA — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 26/05/2008 12:42
Fonte: NBR - 09.05.2008 Lançamento de Projetos e o PAC na Bahia
Obras do PAC - Manaus/AM — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 08/05/2008 16:59
Fonte: NBR - 06.05.2008 Inicio das Obras do PAC e lançamento do Territórios da Cidadania
Obras do PAC - Teresina/PI — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 08/05/2008 17:04
Fonte: NBR - 05.05.2008 Projetos de valorização policial e habitacional
Obras do PAC - Osasco/SP — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 02/05/2008 18:10
Fonte: NBR - 28.04.2008
Obras do PAC - Guarulhos/SP — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 02/05/2008 17:57
Fonte: NBR - 28.04.2008
Obras do PAC - Campinas/SP — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 02/05/2008 17:30
Fonte: NBR - 25.04.2008
Obras do PAC - Belo Horizonte/MG — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 02/05/2008 17:05
Fonte: NBR - 17.04.2008
Inauguração do metrô em Ceilândia - DF — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 30/04/2008 18:31
Fonte: NBR - 16.04.2008
Obras do PAC - Porto Alegre/RS — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 29/04/2008 17:49
Fonte: NBR - 03.04.2008
Início das obras do PAC na Baixada Fluminense/RJ — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 29/04/2008 17:56
Fonte: NBR - 31.03.2008
PAC - Recife — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 23/12/2008 16:29
Obras do Pac e doação de Telecentros 26.03.2008
PAC - Recife — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 06/10/2008 18:26
Parte 2
Revitalização do Morro da Cruz e doação de telecentros - PAC Florianópolis/SC — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 25/03/2008 12:29
Fonte: NBR - 20.03.2008
Início das obras do PAC em Araraquara/SP — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 25/03/2008 11:39
Fonte: NBR - 14.03.2008
Inauguração da Barragem Manuel Alves - Dianópolis/TO — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 26/03/2008 11:18
Fonte: NBR - 11.03.2008
Início das obras do PAC em Fortaleza/CE — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 25/03/2008 11:53
Fonte: NBR - 28.02.2008
Início das obras do PAC em Aracajú/SE — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 23/05/2008 19:22
Fonte: NBR - 28.02.2008
Obras do PAC - Vitória/ES — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 25/03/2008 15:31
Fonte: NBR - 19.02.2008
Ampliação do Trensurb — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 19/03/2008 11:47
Fonte: TV COM - Jornal TV Com 1ª Edição
Verbas Liberadas para o Trensurb — por Alvaro Rocha Venino - — Última modificação 19/03/2008 11:46
Fonte: Pampa - Rede TV - Programa Clóvis Duarte

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17 de out. de 2009

Polícia sabia de ataque ao Morro dos Macacos, diz secretário de Segurança

Pelo menos 12 pessoas morreram em confrontos neste sábado (17).
Resposta a bandidos será 'na mesma medida', diz chefe da Polícia Civil.




O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou na tarde deste sábado (17) que a polícia sabia previamente que bandidos poderiam invadir o Morro dos Macacos para disputar o controle do tráfico de drogas. O confronto, que ocorreu na madrugada e na manhã deste sábado (17), deixou pelo menos 12 mortos e 8 feridos.

Dez dos mortos seriam criminosos, segundo a Polícia Militar. Os outros dois eram policiais. A PM informou a prisão de um homem e a apreensão de um adolescente. O delegado Alan Turnowski, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, afirmou que "a resposta [aos criminosos] vai vir na mesma medida". "A situação não vai ficar impune", afirmou.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, afirmou que o confronto no Morro dos Macacos não mudará a estratégia de segurança do estado. “Já tomamos as medidas necessárias para reagir a esse tipo de organização criminosa", ressaltou. "Queremos chegar a 2016 com o Rio de Janeiro em paz, durante e depois dos Jogos. Não é fácil, não é trivial."

A gravidade do caso levou a PM a montar um gabinete de gerenciamento de crise, que funciona no 6º Batalhão (Tijuca), do qual o comandante-geral da PM no Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, faz parte. Mais de 2 mil policiais civis e militares vão reforçar o policiamento da Zona Norte. Para isso, folgas de policiais foram canceladas e efetivos da Baixada Fluminense e da região metropolitana do Rio serão transferidos para a capital.

Entenda o que ocorreu

O secretário de Segurança Pública disse que a polícia sabia da possibilidade de bandidos invadirem o Morro dos Macacos para disputar o controle do tráfico de drogas no local. Por isso, PMs foram destacados para a principal entrada do morro ainda no fim da noite de ontem. Ele disse que, como a área é muito grande e tem diversas entradas, não foi possível impedir que bandidos entrassem no morro e iniciassem o tiroteio com uma facção rival ainda na madrugada.

“Se você pegar o mapa, você vai ver a infinidade de acessos que têm ali”, afirmou José Mariano Beltrame, acrescentando que a polícia tem conseguido antecipar "mais de 80%" dos confrontos que ocorrem em morros. Neste caso, porém, o secretário disse ser impossível destacar policiais em quantidade suficiente para cobrir todos os acessos ao Morro dos Macacos.

Conforme Beltrame, a polícia optou por não entrar no morro ainda na madrugada, para evitar que vidas de civis fossem postas em risco. Em entrevista coletiva, ele admitiu que a polícia “pode até ter demorado um pouco” para agir, mas “planejou” a ação. “A polícia não vai entrar de madrugada [no morro]. Agimos com responsabilidade, nós temos de preservar o cidadão.”


Já pela manhã, policiais entraram no morro e um helicóptero Águia, que fazia parte da operação e sobrevoava o local, explodiu após ser atingido por tiros de bandidos. Dos seis policiais que estavam a bordo, dois morreram e dois sofreram queimaduras, sendo que um está internado em estado grave.

Mas, segundo Beltrame, o problema poderia ter sido maior, já que, antes da explosão, o piloto conseguiu pousar o helicóptero em um campo de futebol. “Tivemos um incidente triste com um helicóptero, o capitão Marcelo num ato heroico conseguiu livrar que centenas de pessoas viessem a sofrer com a queda dessa aeronave."

Ônibus incendiados

Em uma ação atribuída aos criminosos que invadiram o Morro dos Macacos, pelo menos oito ônibus foram incendiados em acessos que levam à Favela do Jacarezinho, no Jacaré, outro bairro da região. O objetivo seria desviar a atenção dos policiais para o que acontecia no Morro dos Macacos.

De acordo com o motorista Fábio Nascimento, o ônibus que dirigia foi interceptado por cerca de 15 homens armados, que determinaram: "Desce, vamos botar fogo." A viação responsável pelos coletivos tirou os ônibus de circulação alegando falta de segurança.

Uma grande extensão da Zona Norte e dos subúrbios da Central do Brasil foram afetadas pela ação criminosa: Mangueira, Maracanã, São Francisco Xaiver, Riachuelo, Rocha, Sampaio, Vila Isabel, Engenho Novo, Jacaré e Méier.

O trânsito foi interditado na Avenida Marechal Rondon, na altura do Engenho Novo, e a circulação na área ficou restrita à Rua 24 de Maio, no sentido Méier. No sentido contrário, o trânsito seguia apenas Rua Barão do Bom Retiro, obrigando quem saía do Méier, com destino ao Centro da cidade, passar pelo Grajaú.

Apoio federal

O ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a Cabral o envio de homens da Força Nacional de Segurança para a contenção da violência na capital fluminense por conta do ocorrido neste sábado.

A assessoria de imprensa do ministério informou, porém, que o governador fluminense disse que não há a necessidade por enquanto da presença da Força Nacional e nem do envio de um helicóptero substituto ao que foi abatido pelos bandidos. Cabral teria dito que vai estudar as ofertas, mas descartou qualquer ajuda imediata.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou neste sábado que a Prefeitura dá total apoio às ações do governo do estado. Segundo ele, "têm combatido sem trégua as ações do crime organizado".

G1 - 17.10.09

11 de out. de 2009

O que a mídia não revela! O que FHC/ Serra (PSDB) não conquistou e nem conquistará: A excelência na política mundial, como no Governo Lula.

Um momento histórico

Por Mauricio Caleiro* - 04.10.09

Muito mais do que uma importante conquista para o esporte brasileiro, a escolha do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016 representa, a um tempo, o reconhecimento do trabalho, da estratégia e da excelência da política externa do atual governo e, se dúvidas ainda restassem, do Brasil como potência emergente no cenário mundial.

Os despeitados, invejosos e os esquerdistas de meia tigela que, como ratos, saltaram do barco à primeira tempestade – perdendo a chance de integrar um governo que tirou mais de 30 milhões de pessoas da pobreza e obrigando-o a alianças com os setores mais fisiológicos da política nacional – insistem num exercício pessimista de futurologia, nas piadas preconceituosas sobre o Rio e os cariocas, no ato ignominioso de torcer para que dê errado.

Ato este compartilhado por uma mídia que abandonou qualquer pudor e age descaradamente como um partido político – aquele que tem uma ave como símbolo e que alimenta o mesmo sentimento anti-Brasil e o deslumbre colonizado com o que vem de fora tão característico de nossa imprensa, morrendo de vergonha do que somos: um país miscigenado, preto e mulato em sua maioria, com um povo de ordinário festivo e espontâneo, de uma alegria corpórea e sexualizada. Um país de contrastes, cosmopolita e provinciano, caipira e urbano, simples e sofisticado - mas com um dom natural para o convívio com o outro, com o diferente, para o exercício do multiculturalismo de fato.

Mas não vale mais a pena, neste momento de felicidade coletiva e de reconhecimento histórico do Brasil como nação, gastar tinta com um ente comunicacional em franca decadência, apartado dos anseios do povo, o qual não o respeita nem é por ele respeitado. Para um exame das questões essenciais a respeito do momento histórico da mídia brasileira basta ler este brilhante texto de Venício A. de Lima. O ostracismo da mídia é o ocaso da tendência política que representa, que ficou sem discurso.

De qualquer modo, o fato consumado é que o profissionalismo do Itamaraty e – como vários jornais europeus reconheceram – a atuação obstinada de Lula trouxeram para a América do Sul, para o Brasil e parao Rio de Janeiro o evento máximo do esporte mundial, que move fortunas, cria milhares de empregos e pode vir a estabelecer um novo patamar de turismo para a Cidade Maravilhosa – que, como diz a música de Gilberto Gil, continua linda –, com reflexos na atividade turística no país.

O Rio de Janeiro merece as Olimpíadas. O povo carioca, de maneira geral, andava com a auto-estima lá embaixo e, os mais pessimistas, cabisbaixos mesmo – o que vai contra sua essência solar e alegre. Como o próprio Lula citou, indo lá longe no tempo, a perda da aura de sede do Vice-Reino, a transferência da capital pra Brasília, o fim da Guanabara e a decorrente decadência econômica estão entre os fatores que ajudam a explicar tamanha tristeza.

Mas o presidente, diplomático como sempre, esqueceu de citar um outro fator primordial: a cruel campanha midiática que o oligopólio de comunicação que domina o estado, para manutenção de seu próprio poder, promove, desde a democratização do país, contra a cidade. Através dessa autêntica operação difamatória, quer fazer crer que o Rio é uma cidade sitiada pela violência. Trata-se, simplesmente, de uma mentira. Como todos os estudos acadêmicos e dos institutos de criminologia mostram, há menos probabilidade de morte violenta em Copacabana e em Ipanema do que em Paris ou em Nova Iorque. O que infla substancialmente os números da violência no Rio – que, ainda assim, não está entre as três cidades mais violentas do Brasil - é o combate ao tráfico nos morros e favelas cariocas, obediente à estratégia norteamericana de “guerra às drogas” – cujos resultados são a manutenção do lucro das fábricas de armamentos dos EUA e a criminalização dos pobres e dos traficantes pés-de-chinelo (pois os tubarões, preservados, estão no asfalto). Se uma forma mais inteligente e menos “enxuga-gelo” de enfrentar a questão fosse adotada, os índices de violência cairiam bruscamente. No momento, intereses políticos impedem a adoção de tal alternativa.

Pode-se acusar Lula de muitas coisas. Mas jamais de não lutar pelos interesses nacionais, como até alguns tucanos empedernidos reconhecem. Enquanto a mídia e a elite jeca brasileira acham uma graça enorme em ridicularizar o ex-operário por suas metáforas futebolísticas, por não falar inglês e por suas derrapadas gramaticais, internacionalmente ele é cada vez mais reconhecido pelas qualidades que realmente importam em um presidente da república: ser um líder carismático e um político hábil, com visão estratégica e comprometido com questões sociais. Enquanto seu antecessor, com aquela empáfia toda, viajou o mundo para se autopromover, com pouquíssimos resultados efetivos para o país, Lula o fez para redesenhar a política externa brasileira para além do eixo Sul-Norte (leia-se EUA), trazendo investimentos e levando-os aos países mais pobres.

As Olimpíadas coroam esse trabalho, ao mesmo passo em que revelam ao mundo um político que põe, de fato, os interesses do país acima de suas vaidades pessoais, tendo, como aponta Leandro Fortes em mais um belo texto, a nobreza de abraçar a candidatura de uma cidade na qual foi duramente apupado pela vaia espessa e covarde do fascismo orquestrado. E, para além dessa espécime rara de político – o estadista - , revela um ser humano que não se furta a expressar em lágrimas abundantes o amor pelo país que governa. Afinal, homem que é homem não tem receio de chorar em público.

* Maurício Caleiro (cineasta e diretor) escreve no blog
Cinema e Outras Artes

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Veja alguns vídeos sobre o Rio 2016

Orgulho de Ser Brasileiro

Instalações Olímpicas no Rio de Janeiro

5 de out. de 2009

Um convite irrecusável aos belgas: o futuro é aqui e agora

Presidente Lula cumprimenta o primeiro-ministro da Bélgica, Hermann von Rompuy, durante visita à Bélgica. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula cumprimenta o primeiro-ministro da Bélgica, Hermann von Rompuy, durante visita à Bélgica. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Preparativos para a Copa do Mundo de 2014, grandes obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), exploração do petróleo do pré-sal e agora as Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016. Não são poucas as perspectivas de bons investimentos no Brasil nos próximos anos e o presidente Lula quer a Bélgica como parceira nesse bom momento. Em discurso realizado neste domingo (4/10) durante cerimônia de assinatura de atos em Bruxelas, que contou com a presença do primeiro-ministro belga, Hermann Von Rompuy, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Yves Leterme, entre outras autoridades locais, Lula lembrou que, ao assumir o governo em 2003, afirmou que o Brasil deixaria de ser um eterno País do futuro, mas que para isso, é preciso não apenas crescer e alcançar estabilidade macroeconômica, mas também distribuir renda, acabar com a exclusão social e a reforçar a democracia. As condições, afirmou, estão dadas:

Na contramão da tendência mundial, a economia brasileira encerrará o ano de 2009 com taxas positivas de crescimento. Em 2010, as estimativas indicam um aumento de 5% no PIB. (…) Os homens de negócio belgas terão oportunidade de conhecer o vasto leque de projetos de investimentos de médio e longo prazos que planejamos. São os preparativos para a Copa do Mundo de 2014, as grandes obras do Plano de Aceleração do Crescimento, a exploração do petróleo no pré-sal e agora as extraordinárias possibilidades que se abrem com as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

Ouça aqui a íntegra do discurso de Lula em Bruxelas:

Para ler o discurso, clique aqui.

Lula também espera contar com a Bélgica para construir um futuro “voltado para o desenvolvimento sustentável”, a começar pela “revolução dos biocombustíveis“:

O Brasil vem demonstrando a contribuição que o etanol pode dar para combater a escassez do petróleo e o efeito estufa, de acordo com critérios rigorosos de sustentabilidade.

O presidente brasileiro reafirmou que o Brasil vai apresentar, na reunião da ONU em Copenhague sobre mudança de clima (a COP 15), em dezembro, “números que confirmam nossa contribuição efetiva para a redução das emissões de gases de efeito estufa”. O Brasil, afirmou Lula, está preparado para assumir uma posição de liderança e, assim, poderá cobrar metas de redução de emissão de CO2 claras e ambiciosas de todos, “principalmente dos mais ricos”.

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