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2 de set. de 2010

A Trama da Anorexia e Bulimia

Por Valéria Rocha* 

 

De maneira mais aprofundada tratamos sobre a Compulsão alimentar, em outros dois artigos. Agradeço as manifestações de carinho, críticas pontuais, especialmente, refletidas por quem sofre desta doença. A intenção não foi um tratado entre profissionais, nem inventar a roda, mas contracenar diretamente com você que convive com o vazio compreendido como ânsia de comer, sendo talvez, o único recurso viável para aplacar a dor existencial.

Estes sintomas não são diferentes na bulimia e na anorexia, ambos destoam à imagem corporal refletindo desejos e fantasias em torno do mandamento da beleza e ao culto do corpo perfeito, muitas vezes, inatingíveis. Pode-se dizer que a obesidade ou o medo de engordar contribui para o aumento dos transtornos alimentares e neste artigo trataremos da bulimia e anorexia.

A anorexia é definida como severa perturbação alimentar, pois há recusa em ingerir alimentos mantendo a massa corporal bem abaixo do valor do IMC, ocasionando desnutrição, adoecimento e até a morte, por isso, serão precisos intensas avaliações das condições atuais de saúde e monitoração do peso. É mais comum entre mulheres na idade de 10 e 25 anos. Alguns teóricos afirmam que está ligada a sexualidade, pois num estado avançado o corpo perde os contornos femininos até a cessação da menstruação. Faz sentido, pois seus corpos padecem de feminilidade, aparentam “eternas” crianças, desapropriadas de sensualidade e fechadas, na maioria das vezes, no seu mundo interior, onde a família e os profissionais precisam de muito cuidado e compreensão para interagir e iniciar o processo de ajuda.

Na bulimia, há ingestão exagerada de comida, o parâmetro não é a fome, mas a necessidade de ingerir quantidades excessivas de alimentos, na maioria das vezes às escondidas, para evitar críticas e manter a compulsão em segredo. Enquanto o problema vai sendo jogado para debaixo do tapete, a pessoa com bulimia sofre com a sensação de falta de controle e impotência aumentando a repulsa por si, depressão e culpa. Este comportamento inicia a partir dos 18 anos até a fase adulta, mas são dados controversos, pois na medida em que aumentam os apelos, a idade também diminui.

Uma característica muito peculiar na bulimia são os comportamentos compensatórios, como fazer uso de métodos de purgação como laxantes, diuréticos, vômitos e atividades físicas extenuantes para eliminar o peso ou até gramas que julgar acrescentadas. O risco de morte é raro na bulimia, porém, a médio e longo prazo a indução do vômito pode provocar dentes e ossos frágeis, dores abdominais – esôfago e estômago, vasos dilatados na pele do rosto, dores musculares e desequilíbrio no balanço dos eletrólitos no sangue gerando problemas no coração. Não é rara a pessoa com bulimia alternar com o comportamento anoréxico. Neste sentido, dizemos que há tipos específicos, algumas pessoas com anorexia se valem de comportamentos purgativos quando são “obrigados” a comer e pessoas com bulimia fazem jejum ou exercícios exageradamente.

A marca desses distúrbios é o exagero que vem de dentro e é fomentado com os ideais de fora, para as pessoas com anorexia há o medo real de engordar, porque sua visão interna e o espelho que enxergam não vê com profundidade o baixo peso, por isso, não percebem o corpo como é na realidade. Negam as evidências e o tratamento perdura pela insistência da família e cedem até alcançar algumas gramas extras.
Na bulimia, também cabe ressaltar, que não adianta mostrar o quanto o comportamento é prejudicial à saúde, pois a sua auto-avaliação é medida pelo medo de engordar, então, se houver ganho de peso tendem a burlar o tratamento. Porém, aderem com mais freqüência, especialmente, quando percebem a falta de controle e os mecanismos por detrás do ato de comer compulsivamente.

Até aqui foram expostos a problemática em si e quem sofre desses transtornos, provavelmente, convive com todos os dissabores, se identifica, quer ajuda, mas se pergunta por onde começar.

É contraditório afirmar que os transtornos alimentares estão na ordem de epidemia mundial, particularmente fico de mãos atadas quando preciso encaminhar uma pessoa com bulimia, anorexia e obesidade. Há poucos centros especializados, os existentes são incompatíveis com horário e localidade e para quem pode pagar, os preços não são muito convidativos, sem contar com a questionável formação do profissional nesta área. Então, me pergunto o assunto somente é pertinente quando há mortes envolvendo modelos ou personalidades públicas?

Embora a auto-imagem seja irreal, o sofrimento é real, por isso, é inadmissível aceitar que o nosso dinheiro público não seja investido em saúde pública preventiva, mas em pesquisas que visam promover as indústrias farmacêuticas, da moda e dietéticas.

Enquanto as políticas públicas de saúde usam mal o nosso dinheiro ou ignoram esses dados alarmantes, a pessoa com bulimia e anorexia precisará assumir a responsabilidade, o autocuidado, uma boa dose de consciência e (re) descobrir novas estratégias aprendendo a modificar a percepção cognitiva da sua auto-imagem na perspectiva corporal do seu peso, sobrepeso e o medo de engordar.

Para esclarecer melhor, a cognição é um termo amplo que absorvermos ao longo da nossa existência. O cérebro capta informações pelos cinco sentidos, são conhecimentos, imagens, cheiros, paladar, linguagem processadas e traduzidas na maneira como enxergamos o mundo ao nosso redor. Esta percepção é fundamental para aprendermos a lidar com os mecanismos afetivos, emocionais e com nossos sentimentos. É o que nos faz sentirmos tristes, ansiosos, felizes, assustados, cansados, com fome, sede, sonolentos, motivados ou desanimados.

Neste caso, não haverá crescimento sem mexermos neste repertório, na bulimia podemos modificar os pensamentos disfuncionais em funcionais, como por exemplo, diferenciar a fome física do desejo de comer quando se percebe ansiedade, tristeza, vazio ou a comida como redutor de conflitos pessoais. Na anorexia, podemos mudar atitudes infantis com a vida, rompendo a necessidade de sermos alimentadas (mesmo que isso aconteça por meio de sonda hospitalar) ou enfrentando os receios de uma vida independente, mas nutridas com o próprio amor e valor como pessoa.

Também é importante mudar o repertório de comportamentos ambientais diminuindo, por exemplo, a exposição de situações que incentivem a compulsão. Mas, não é tão simples assim, se pode evitar festas e reuniões familiares, mas é só ligar a tevê que há inúmeras propagandas de alimentos calóricos, contradizendo com a venda de adoçantes, shakes emagrecedores e medicações milagrosas. Contudo, questionando os estereótipos vigentes e elaborando uma imagem condizente com o biótipo real, recria-se o que somos do que suplantaram em nós.

No campo emocional podemos explorar a capacidade de expressar os sentimentos. A bulimia é marcada pela ingestão excessiva de comida, geralmente às escondidas, então, nada melhor do que abrir as comportas verbais expressando todos os sentimentos reprimidos, colocando cada um no seu devido lugar e impondo limites nas relações interpessoais abusivas.

Em todos esses transtornos vejo o quão doloroso é perceber uma auto-imagem distorcida, pois nada que dizem aplaca o desejo de ser ou estar magra, mesmo que isso lhe custe à vida e uma autoestima fragmentada pela falta de autocontrole, culpa e vazio. Mas, em qualquer tipo de tratamento multiprofissional, não podemos correr o risco de discursar sobre esses males sem oferecer novas fontes de prazer.
Ora, alguém aqui padece desses transtornos porque gosta de sofrer? De jeito nenhum. Mas abrindo mão deste prazer haverá um lugar vago deixado, desapropriado pelo poder do controle – de comer ou jejuar, ludibriar a fome até os últimos extremos sem que nenhum profissional ou familiar tenha acesso.

Será que nós profissionais temos o que oferecer ou substituir? Sim e não. Os profissionais, especificamente o psicólogo, é capacitado a auxiliar e oferecer suporte no processo de autoconhecimento e autocuidado, como diz o ditado chinês “ dá-lhe uma vara e ensina-lhe a pescar”, porém, o compromisso com a cura e a busca de novas fontes de prazer dependerá da disposição individual.

Você, está disposta a descobrir novas formas de prazer?
Referências:
SADOCK & Kaplan, Compêndio de Psiquiatria - Ciência do Comportamento e Psiquiatria Clínica, 9 edição, pg. 788, Ed. Artmed, 2007.
Programa de Atendimento ao Obeso – PRATO http://www.hcnet.usp.br/ipp/prato
Revista Viver Psicologia, ano X, nº 105, pg 24, Ed. Segmento, 2002.

* Valéria Rocha (visite seu blog aqui )
Psicoterapeuta Existencial especialista em Psicoterapia Fenomenólogico-Existencial, pelo Centro de Psicoterapia Existencial

27 de jun. de 2010

Educação para combater as drogas entre universitários

A fórmula para prevenir o uso de drogas entre jovens universitários é a educação. A Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD), em parceria com o Ministério da Educação, está elaborando uma disciplina específica sobre drogas para os cursos de graduação, principalmente nas áreas de Saúde, Educação e Ciências Sociais. Os diretórios acadêmicos também serão chamados a ampliar o debate sobre o tema. Projetos de extensão universitária sobre o tema serão apoiados.

A ação focada no jovem universitário é uma resposta ao resultado do 1º levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras drogas, divulgado na última semana pela secretaria. Segundo a pesquisa, quase metade dos universitários brasileiros já experimentaram algum tipo de droga ilegal. O levantamento foi realizado entre 18 mil estudantes de todo o país.

Foram entrevistados alunos de cem instituições particulares e públicas de ensino superior nas 26 capitais do País, mais o Distrito Federal. A intenção agora é usar os resultados para criar políticas específicas contra o uso de drogas. “O governo vem realizando uma série de ações voltadas a populações mais vulneráveis, como é o caso dos universitários”, afirmou a secretaria da Senad, Paulina Duarte.

O jovem universitário que usa drogas tem até 35 anos, cursa alguma área de ciências humanas e estuda a noite. Para o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, da USP, um dos responsáveis pelo estudo, pesquisas semelhantes feitas em outros países também mostraram que uso maior de drogas acontecem entre os graduandos.

Andrade citou três motivos para grande uso de drogas entre os universitários. O primeiro motivo é que o jovem ao ingressar em uma universidade se sente adulto, podendo experimentar coisas que antes não fazia. “Muitas vezes ele pratica um esporte pela primeira vez, ou inicia sua vida sexual, e usa substâncias proibidas”.

Outro motivo é que nessa fase da vida o jovem acha que nada vai acontecer com ele. “Alguns falam até que tem o corpo fechado. O que isso significa? Que o jovem acha que vai usar drogas, mas não vai se tornar dependente. Mas, mesmo assim, ele usa porque está todo mundo usando.” Por fim, está a pressão de outros jovem é muito grande. Segundo Andrade, o jovem que se vê envolvido com outros usuários se vê praticamente obrigado a usar também.

Estudantes universitários de todo o país já estão sendo capacitados pelo Governo para trabalhar, por meio do Projeto Rondon, nas em comunidades urbanas com maior vulnerabilidade para consumo e tráfico de drogas, em especial o crack.

Do blog Dilma na Web

12 de jun. de 2010

Estudantes reforçam invasão da reitoria da USP


Decisão aconteceu em assembleia tumultuada, da qual o DCE se retirou

Alguns alunos da USP já se somam a empregados desde início da invasão; cerca de 30 pessoas dormem no prédio
TALITA BEDINELLI - DE SÃO PAULO

LIVIA SCATENA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 11-06-2010
Em uma assembleia tumultuada, com bate-boca e xingamentos e sem a presença do DCE (Diretório Central dos Estudantes), alunos da USP decidiram aderir à invasão da reitoria, onde os servidores já estão acampados desde a última terça-feira.
Desde o início, alguns alunos passaram a dormir no prédio. Mas o movimento estudantil não havia decidido se participaria da ação.
A assembleia dos estudantes estava marcada para as 18h. Como havia só 50 alunos, o DCE disse que não havia quórum. Parte discordou.
O diretório acadêmico se retirou. E a assembleia prosseguiu. Às 21h30, quando ela acabou, havia apenas 180 dos 57 mil graduandos.
No final, os alunos decidiram adiar a decisão da entrada na greve para a próxima reunião, na quarta, quando esperam mais pessoas.
O ato de invasão da reitoria reitera o apoio de parte dos estudantes aos funcionários, que estão em greve desde 5 de maio. Os servidores entraram no prédio em protesto ao corte do pagamento de cerca de mil grevistas.
Desde terça, eles estão passando a noite em colchões e em sofás espalhados pelo prédio. Os manifestantes vetam a entrada da imprensa no local. Mas ontem, a Folha esteve lá.
O lugar estava bem organizado e limpo. Um cartaz pedia para que se colaborasse com a limpeza e um balde estava reservado para os fumantes jogarem bitucas. Não havia sinais de objetos danificados, além de uma porta de vidro quebrada e uma parede destruída a marretadas.
O Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) enviou ontem à tarde ofício ao reitor pedindo a reabertura da negociação salarial. A USP respondeu dizendo que as questões estão contempladas no acordo já proposto na última reunião.

Do blog Sindsep Forte - 11.06.2010

5 de mai. de 2010

Forum Estadual de Educação de Jovens e Adultos - SP

CONVITE

ENCONTRO TEMÁTICO DE EJA

Educação de Jovens e Adultos no Plano Municipal de Educação São Paulo

A cidade de São Paulo está preparando seu plano de Educação para os próximos 10 anos. Buscando garantir o caráter participativo da construção desse plano, o Fórum Paulista de EJA convida educadores, educandos, gestores e profissionais da educação de escolas e movimentos sociais, bem como pesquisadores e universidades envolvidos com a Educação de Jovens e Adultos a participarem do Encontro Temático de EJA.

Contamos com sua adesão e solicitamos que divulgue o evento e motive os grupos com quem trabalha a participarem deste momento privilegiado de debate e elaboração de propostas para a EJA!

Tema: Educação de Jovens e Adultos no Plano no Plano Municipal de Educação de São Paulo

Data: 08 de maio de 2010

Horário: das 8h às 12h

Local: Instituto Federal de São Paulo (IFSP)

Endereço: Rua Pedro Vicente, 625 - Canindé - São Paulo- SP – Tel. 11 - 2763-7500

Próximo à Estação Armênia do Metrô e ao Shopping D

Pauta:

08h00 – Acolhida (Prof. Laerte Moreira – IFSP)

08h15 – A EJA no Plano Municipal de Educação de São Paulo – processo de construção (Profa. Lourdes de F. P. Possani)

08h45 – Referências de EJA para o Plano Municipal de Educação de São Paulo (Profa. Dra. Maria Clara Di Pierro)

09h30 – Grupos de debate: elaboração de propostas e questões para o poder público em relação à EJA

10h30 – Socialização dos grupos e definição das propostas a serem enviadas à SME

11h20 – Eleição dos delegados (01 a cada 40 participantes)

12h00 – Encerramento

Envie ficha de inscrição (abaixo)

Atenção

P/ Coordenação do Fórum Estadual de EJA - SP

Alan Mazoni Alves

Tel.: (11) 3866-2753

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FICHA DE INSCRIÇÃO

Enviar para o e-mail cecir@sedes.org.br

Dúvidas entrar em contato (11) 3866-2753

Nome _____________________________________________

Endereço ___________________________________________

Bairro______________________________

Cidade _____________________________

CEP_______________

E-mail: ____________________________________

Tel. (fixo) _____________________

Tel. (celular) ___________________

Instituição à qual pertence

_____________________________________________________

Segmento: Educador de EJA ( ) Educando de EJA ( ) Gestor ( ) Universitário ( ) Pesquisador ( ) Outro ( ) Qual?

____________________________________________


Acompanhe os próximo encontros:

Do Nossa São Paulo

Plano de Educação da Cidade de São Paulo

ENCONTROS TEMÁTICOS

8 de maio – Educação de Jovens e Adultos
8h às 12h, no Instituto Federal de São Paulo
Rua Pedro Vicente, 625 – Canindé, próximo à Estação Armênia do Metrô
Tel. 2763-7500
Organização: Fórum Paulista de EJA

11 de maio – Educação Inclusiva
9
h às 12h, na Faculdade de Educação da USP
Rua da Universidade, 307 -
Cidade Universitária/SP
Sala 107, do bloco B

Organização: Fórum Permanente de Educação Inclusiva

13 de maio – Direitos das Crianças e Adolescentes e Educação
9h às 14h, no Plenarinho da Câmara Municipal
Viaduto Jacareí, 100
Organização: Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

15 de maio – Financiamento da Educação
9h às 13h30, no Auditório da Ação Educativa
Rua General Jardim, 660, próximo ao metrô Santa Cecília
Organização: Ação Educativa e GT Educação do Movimento Nossa São Paulo

17 de maio – Educação Infantil
17h às 20h, no Auditório do Sinesp
Pça. Dom José Gaspar, 30 – 3o. andar, próximo ao metrô Anhangabaú
Organização: Fórum Paulista de Educação Infantil – Regional Grande São Paulo

18 de maio – Currículo nas séries finais do Ensino Fundamental
14h às 18h30, no Cenpec
Rua Dante Carraro, 68- Pinheiros
Organização: Cenpec e GT Educação do Movimento Nossa São Paulo


4 de mai. de 2010

Isso é PSDB: Incompetência na educação



Governo de SP não cumpre suas metas para a educação

Gestões Alckmin e Serra não atingiram os índices de redução de repetência e evasão

Em três dos quatro indicadores, a situação chegou a piorar; governo Serra culpa herança da gestão Alckmin, ambos do PSDB

FÁBIO TAKAHASHI – FOLHA DE SÃO PAULO

DA REPORTAGEM LOCAL

O governo paulista não conseguiu cumprir nenhuma das quatro metas a que se propôs para a melhoria na qualidade do ensino na rede estadual, para o período entre 2004 e 2007.
O objetivo era, no geral, reduzir a repetência e a evasão dos alunos, tanto no ensino fundamental (1ª a 8ª série) quanto no ensino médio (antigo colegial).
Em três dos quatro indicadores, a situação chegou a piorar. Foi o caso, por exemplo, da reprovação no ensino médio: a meta era diminuir de 9,3% para 7% a proporção de alunos que repetem de ano. A taxa, porém, subiu para 17,6%. O único que melhorou -evasão no ensino médio- ficou abaixo da meta (era 8,4%, esperava-se 6%, mas ficou em 6,5%).
Os objetivos foram determinados pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB) no Plano Plurianual 2004-2007.
O plano, uma obrigação legal, determina as prioridades do governo para o período e fixa indicadores para o acompanhamento da eficácia das políticas.
A vigência do plano se estendeu até o primeiro ano da gestão José Serra (PSDB).
Pesquisas nacionais e internacionais ligam a reprovação à piora na aprendizagem e ao aumento do abandono.
A situação dos países com bons rendimentos nos testes educacionais apontam para a mesma direção. Finlândia e Chile têm baixas taxas de reprovação, de 1% e 2%, respectivamente, no antigo primário.
Apesar de a rede estadual contar com a progressão continuada, os alunos podem ser retidos na 4ª e na 8ª séries da educação fundamental ou em qualquer ano do ensino médio.
Os indicadores finais do plano, referentes a 2007, foram encaminhados pelo governo ao Tribunal de Contas do Estado, dentro da prestação de contas de 2007 (de todas as áreas da administração) -que foram aprovadas, com recomendações, no dia 25 do mês passado.


Comentários:
Aos amigos que dizem que vão votar no Serra:
Visitem uma escola ESTADUAL de São Paulo e vejam como o Serra e o PSDB ABANDONARAM a educação no Estado.
Por outro lado, o governo Federal CONSTRUIU escolas técnicas federais, universidades federais, contratou professores e criou o PROUNI.
Quem é mais competente na educação? O governo do PT ou o do PSDB.


Do Jornalisticamente falando - 04.05.2010

2 de mai. de 2010

Dois professores na sala de aula, propaganda enganosa do governo paulista”

por Conceição Lemes

A rede de ensino pública do Estado de São Paulo tem mais 5 mil escolas, 240 mil professores e 5 milhões de alunos.

Veja este comercial. É de 2009, quando José Serra (PSDB) era governador. O tema dois professores na sala de aula é um dos principais “pontos de venda”.

O assunto é abordado rapidamente também neste recente anúncio do governo paulista.

Gostaria que o esquema dos dois professores fosse implantado na escola de seus filhos, sobrinhos ou netos? E que fosse disseminado por todo o Brasil?

“Pois a história dos dois professores na sala de aula é mentira ”, denuncia o professor Fábio Moraes. “É para iludir a população dos outros estados, pois os pais, os alunos e os professores de São Paulo já sabem que é um engodo. Eu desafio o ex-governador José Serra a mostrar uma única sala de aula na rede pública estadual onde existam dois professores. Nunca houve isso.”

Fábio Moraes é secretário do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Nessa condição, percorre continuamente toda a rede pública. O esquema propagandeado dos dois professores seria para crianças aprendendo a ler e a escrever, ou seja, nas classes do atual segundo ano do primeiro grau (antigo primeiro ano primário).

Fábio explica por que considera a propaganda enganosa:

1º) O que existe em algumas salas é a presença de um professor e de um estagiário, que não é professor formado.

2º) Os estagiários são remanescentes do Projeto Escola da Família, do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que José Serra reduziu drasticamente. Por esse projeto, as escolas eram abertas nos fins de semana para a comunidade, e os estagiários atuavam como monitores. Serra alocou então parte dos estagiários do Escola da Família no Projeto Dois professores na sala de aula.

3º) Desde 1998, há crescente municipalização do ensino das primeiras séries do primeiro grau, justamente quando as crianças aprendem a ler e a escrever. O governo do Estado foi transferindo pouco a pouco essa responsabilidade para as prefeituras. Assim, hoje são poucas escolas da rede pública estadual que atuam na alfabetização. A maior parte das classes dos primeiros anos está nas mãos das prefeituras e não do Estado, como a propaganda do governo estadual pode levar muitas pessoas a acreditar.

4º) Além disso, o governo estadual coloca até 40 alunos numa sala. Mesmo que fossem dois professores de verdade em classe, do ponto de vista pedagógico é inadequado. Já está comprovado que o ideal, para a aprendizagem, são salas de 20 alunos. Por que não organizar salas de 20 alunos com um professor em cada uma? Pedagogicamente traria mais ganhos aos alunos.

“Não somos contra os estagiários, que são vítimas também desse processo”, salienta Fábio . “A questão é a propaganda enganosa. É só marketing. Os maiores interessados – alunos, pais, professores e os próprios estagiários – não foram ouvidos, para mostrar aos governantes de plantão o que realmente é necessário para melhorar o sofrível padrão de ensino no Estado de São Paulo.”

O Viomundo consultou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sobre os dois professores na sala de aula. A assessoria de imprensa respondeu por e-mail:

O segundo professor será disponibilizado em classes do 2º ano do Ensino Fundamental (antiga 1ª série no ensino de 8 anos). Temos 97 instituições de ensino superior inscritas, porém até o momento foram firmados apenas 3 convênios, que totalizam 1.235 classes/alunos-pesquisadores. Os demais convênios estão em fase de finalização. Em todo Estado, são cerca de 6 mil classes, sendo em torno de 4 mil na capital e Grande São Paulo e 2 mil no interior.

Solicitamos mais detalhes, inclusive em quantas e quais escolas o projeto está implantado. A assessoria, também por e-mail, respondeu:

Temos cerca de 6 mil classes em todo Estado que contam com o segundo professor previsto no Programa Ler e Escrever. Porém o convênio com instituições de ensino superior dentro do Programa é firmado anualmente. Os convênios para 2010 se encontram em fase de conclusão.

O segundo professor são estudantes dos cursos de Pedagogia ou de Letras, como consta no histórico doProjeto Ler e Escrever.

Geralmente são chamados de estagiários. Mas oficialmente são denominados alunos pesquisadores.

Nada contra os estagiários, insistimos. É importante que eles tenham a oportunidade de aprender com os professores já formados. Mas por que o governo paulista não diz que são estagiários ou alunos pesquisadores em vez de apresentá-los como se fossem professores?

A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação adota o mesmo discurso . Tal qual o anúncio, usa sistematicamente a expressão dois professores na sala de aula.

Não à toa Fábio Moraes arremata: “É só mais um dos ‘reinos’ do faz de conta do ex-governador José Serra e seus tucanos”.

Azenha - Vi o mundo - 30.04.2010

A Ditadura de Serra contra os professores


A mídia caiu de pau na greve dos Professores Estaduais. Alegaram que a greve era política. A nossa imprensa é muito criativa, pois ao bolar essa acusação criou um outro tipo de greve, a "greve não política”. Alguém aí já participou ou ouviu falar de uma? Cuidado com a campanha pela despolitização! Querem que você creia que política é coisa do Demo. Me refiro ao coisa ruim. Não, não falo do partido! Demonizaram a política para que você não se interesse nada por ela. Para que você pense que não faz diferença votar, participar da reunião de condomínio, do conselho da escola, ou da assembleia do sindicato. Fato: quanto mais você se distancia, mas as cadeiras ficam livres, inclusive para os oportunistas. Aí, não adianta chorar!
Professores rebatem Ditador José Serra: Apeoesp "não é partido político"
Em nota oficial intitulada "Em defesa da democracia", a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) rebateu as acusações de que o movimento grevista deflagrado em março pela categoria seja "político" - informa oPortal Vermelho.
A nota é uma resposta ao procurador-geral da república Roberto Gurgel e ao ex-governador José Serra (PSDB-SP), que procuram desqualificar as motivações salariais da entidade.
Na quinta-feira (22), de forma surpreendente, Gurgel encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer em que acusa a Apeoesp e sua presidente, Maria Izabel Noronha, a Bebel, de voltar o foco "à depreciação do candidato ao cargo majoritário do governo federal pelo PSDB".
No dia seguinte, Serra entrou na onda: “Também creio isso — que foi propaganda eleitoral antecipada, foi ação político-eleitoral a pretexto de ato sindical”.
Na nota assinada em que desqualifica as acusações, Bebel registra que a Apeoesp “não é partido político e não tem candidatos. Eu tampouco sou candidata. Quem realizou a partidarização do movimento foi o governo estadual, ao não dar resposta às reivindicações salariais e profissionais formuladas pela categoria e inserir a questão eleitoral no episódio."
Bebel apresenta como principal justificativa para a greve as perdas salariais dos professores durante o governo Serra. São Paulo, o estado mais rico da Federação, aparece apenas em 14º lugar no ranking dos salários pagos aos professores pelos estados brasileiros.
A presidenta ainda reafirma que a gestão Serra não foi boa para a educação. Segundo ela, a declaração do pré-candidato tucano é inaceitável. “Trata-se de uma intolerável perseguição política contra a minha pessoa, por eu não pertencer ao mesmo partido político do candidato Serra. A democracia não comporta este tipo de ação política. Por que o José Serra pode ser filiado ao PSDB, e eu não posso ser filiada ao PT?"
Até o jornalista Jânio de Freitas considerou que
ação do PSDB contra a Apeoesp lembra a ditadura.
Os Amigos do Presidente Lula: Professores rebatem Ditador José Serra: Apeoesp "não é partido político"

Do Blog Sindsep Forte - 28.04.2010

18 de mar. de 2010

José Serra leva ovo e ouve gritos dos estudantes: "Brasil urgente, Dilma presidente"


Definitivamente, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) não teve um bom dia hoje. Caiu três pontos na pesquisa divulgado hoje e ainda viu a ministra Dilma, disparar 13 pontos.

A tarde, o governador tucano foi fazer o que sabe de melhor; Campanha política pago com dinheiro público. Mas, se deu mal. José Serra (PSDB) enfrentou grande tumulto na saída da inauguração de uma Etec no município de Francisco Morato, na Grande SP.

Manifestantes, sendo que alguns deles professores, jogaram ovos no governador, chegando atingir o veículo onde ele estava. Muitos usavam as palavras de ordem "Serra a culpa é sua, professor está na rua" e xingavam a comitiva.

Pouco antes disso, ao terminar seu discurso dentro da Etec, Serra foi provocado por um grupo de estudantes, que gritou "Brasil urgente, Dilma presidente"O prefeito da cidade, José Aparecido Bressane, que é do PT, estava no local, ficou sem graça, sem saber o que fazer.
 
Por Helena - Blog os Amigos do Lula - 17.03.2010

10 de mar. de 2010

Os Barões do *PIG, jornalistas sem ética (e moral) se aliam a oportunistas na Educação

 

Millenium pauta a direita midiática 

Por Altamiro Borges - 10.03.10

O seminário do Instituto Millenium, realizado na semana passada num luxuoso hotel da capital paulista, foi muito positivo. Ele serviu para tirar qualquer dúvida sobre a postura que o grosso da mídia hegemônica adotará na eleição presidencial de 2010. Colunistas de aluguel, como Arnaldo Jabor, Reinaldo Azevedo e Demétrio Magnoli, entre outros mercenários, somente vocalizaram o que os barões da mídia já decidiram: eles unificarão suas pautas, reportagens e manchetes para atacar a ministra Dilma Rousseff, estimular o diversionismo e blindar o governador José Serra.

20 de set. de 2009

Criança de dois anos tem refeições apenas na escola

Bruno Ribeiro - Agora - 18.09.09

Com uma renda mensal de R$ 420, aluguel de R$ 200 e uma dívida no banco de R$ 300, decorrente do tempo em que o marido estava desempregado, a dona de casa Rosemeire Gomes dos Santos, 25 anos, passou os últimos três dias aflita com a ideia de que caberia a ela decidir qual refeição seu filho de dois anos deixaria de fazer. "Dói demais ter de escolher entre tirar o café da manhã ou o jantar da boca do meu filho", disse.

Ela havia sido informada, na última terça-feira, que teria de fazer essa opção. Sabia que, qualquer que fosse a escolha, abriria mão de uma refeição para o filho. "Me senti a pior das piores." Saiu da creche do filho sem preencher o papel com a pergunta.

Rosemeire vive com o marido, um faxineiro de 27 anos, o filho de dois anos e um outro bebê, de três meses. Ontem, disse que teria de pedir arroz na casa de alguns vizinhos para poder fazer o jantar. "Não tenho dinheiro para fazer compras. Comprar fralda e papinha [para o caçula]. Eu contava com a comida da escola [para o filho mais velho]", afirma.

"Durante a semana dividimos o pouco que a gente tem. Eu e meu marido já comemos menos para deixar para meu filho", disse Rosemeire, que vive no Parque Novo Mundo (zona norte de SP). No fim do dia, ao saber da decisão da prefeitura, ela estava indignada. "Qual foi o motivo para tudo isso?", questionou.

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Luis Favre - 18.09.09