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31 de ago. de 2010

Alckmin seguirá a mesma linha que seu chefe.

Blogueiro salva photo opportunity do Serra 

Do Viomundo - 30.08.2010

O blogueiro Márcio Amêndola soube que José Serra ia produzir um evento hoje, em São Paulo, diante do chamado impostômetro da Associação Comercial. O impostômetro pretende medir os impostos pagos pelos brasileiros. Na hora agá, o impostômetro deu pau. Apagou. Teve um problema técnico. E José Serra ficou sem a imagem com a qual pretendia, acredito, aparecer no Jornal Nacional desta noite.
Amêndola, com a ajuda do photoshop, resolveu contribuir com a campanha de Serra. E “colocou” o candidato diante de um símbolo de seu governo, o “pedagiômetro”. A nota que o Amêndola reproduziu na mensagem é da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo:

         Pedágio de SP está entre os mais caros do mundo

Em São Paulo, pedágio de caminhões chega a ser quase três vezes mais caro do que na Europa
O pedágio cobrado nas rodovias paulistas é o mais caro do Brasil e, quando comparado com as tarifas pagas nas rodovias dos Estados Unidos ou da Itália, fica evidente que está entre os mais caros do mundo também.
Na rodovia Florida’s Turnpike, nos Estados Unidos, o preço por quilômetro rodado é de R$ 0,076, enquanto a média nas rodovias paulistas é de R$ 0,111, ou 46% superior ao da rodovia americana.
Além disso, na Florida’s Turnpike há o SunPass que é um dispositivo colocado no automóvel que garante a passagem direta pelo pedágio. É como o Sem Parar que existe em São Paulo. Diferentemente do Sem Parar, o SunPass garante desconto médio de 20% para o usuário. O pedágio fica bem mais barato para quem o utiliza.
No caso das rodovias italianas (R $0,134), elas são mais baratas do que as rodovias Anchieta (R$,0159), Imigrantes (R$ 0,152) e Castello Branco (R$ 0, 145), enquanto a Bandeirantes (R$ 0,135) e a Anhanguera (R$ 0,132) têm valores próximos aos da Itália.
Mas vale ressaltar que a concessionária italiana construiu com recursos próprios a sua rede de rodovias, diferentemente do que ocorre em São Paulo. No caso paulista, paga-se duas vezes: para construir e usar a rodovia.
E paga-se também ao consumir qualquer produto transportado por essas rodovias. Comparando novamente com as estradas italianas, o pedágio que incide sobre veículos de carga em São Paulo é até 149% mais caro do que na Itália.
Caminhão paga muito mais um caminhão com seis eixos que sai de Bari e vai até Milano, percorrendo 874,5 km, paga o equivalente a R$ 286,06. Um caminhão similar, partindo de São Paulo e fazendo o percurso de ida e volta até São José do Rio Preto, o que dá 880 km, deixa R$ 710,40 nos pedágios paulistas. Conclui-se que em São Paulo se paga duas vezes e meia a mais do que na Itália.
Esse alto custo do pedágio paulista é repassado para o frete e, consequentemente, para o produto. No final, quem paga essa conta é o consumidor, ou seja, toda a população. (Da liderança do PT na Assembleia Legislativa)

 Do Blog Brasil Nova Era - 31.08.2010

13 de ago. de 2010

45 pontos da má gestão Geraldo Alckmin no Estado de São Paulo (2003-2006)

1.Em 1995 quando o PSDB e Geraldo Alckmin assumiram o governo do estado de São Paulo a participação paulista no PIB nacional era de 37%, segundo a Fundação SEADE. Em 2004 esta participação caiu para 32,6%, demonstrando portanto, que graças a Alckmin o estado de São Paulo perdeu 12% de toda a riqueza nacional. Isto significa menos crescimento econômico, menos geração de renda, menos salários e menos empregos a população paulista.

2. Em virtude desta queda de desempenho da economia de São Paulo e a inexistência de políticas públicas de geração de trabalho e renda a taxa de desemprego chegou a 17,5% e ao longo do desgoverno tucano de Alckmin cresceu 33,6% (1995-2005), segundo o IBGE. A taxa de desemprego em São Paulo é ainda maior que a taxa média nacional, que é de10,9%.Vale ressaltar que durante 8 anos tivemos a dobradinha nefasta entre PSDB no Estado de SP e no Governo Federal para produzir tais taxas. Se não bastasse isso, para agravar ainda mais a taxa de desemprego, Alckmin reduziu em R$ 9 milhões o orçamento da frente de trabalho.

3. Governador Alckmin, à época presidente PED, foi o condutor de todo o processo de privatização, arrecadando entre 1995-2000 em valores correntes R$ 32,9 bilhões, destes, cerca de 72% (R$ 23,9 bilhões) obtidos pela venda do setor energético de São Paulo. Contudo, apesar desta enorme soma arrecadada, o Balanço Geral do Estado mostra que, a dívida consolidada do Estado cresceu de R$ 34 bilhões em 1994 para R$ 138 bilhões em 2004, um crescimento real de 33,5%, utilizando-se o indexador IGP-DI. Portanto, Alckmin vendeu 2/3 das empresas estatais do estado e mesmo assim a dívida consolidada cresceu ao longo de seu mandato. O absurdo: Geraldo ainda mente ao dizer que houve saneamento das finanças e se auto-intitula um “grande gerente”.

4. No exercício financeiro de 2003 o Estado de São Paulo, desgovernado pelo PSDB de Geraldo Alckmin, atingiu um déficit (receita menos despesa) em suas contas de mais de 572 milhões de Reais.

5. Com o desgoverno tucano São Paulo perdeu R$ 5 bilhões na venda do Banespa. Considerando o valor pago pelo Santander e o montante total da dívida do Banespa com a União e que foi paga às pressas por Alckmin para que o Santander comprasse um Banco sem dívida, houve um prejuízo de mais de R$ 5 bi que deveriam ser investidos na área social mas que Geraldo preferiu doar a uma empresa multinacional da Espanha.

6. O descontrole das finanças públicas paulista reflete a gerência desastrosa de Alckmin, que aplica uma Lei Orçamentária irreal. De 1998 a 2004 o Orçamento estadual apresentou uma estimativas falsas de “excesso de arrecadação” na magnitude de R$ 20 bilhões que são vinculados a rubricas sobretudo publicitárias e portanto financiando campanha eleitoral às custas do contribuinte paulista enquanto Alckmin veta orçamento maior para a Educação.

7. Geraldo não cobra devedores de São Paulo. De 1998 a 2004 houve queda na arrecadação junto aos devedores de tributos em cerca de 52%, representando uma perda de aproximadamente R$ 1 bilhão que poderiam ser investidos na área social.

8. Caem os investimentos no desgoverno de Geraldo Alckmin. A participação percentual dos investimentos nos gastos totais caiu em 2003 e 2004 de 3,75%, o que é bem inferior por exemplo ao de 1998, quando atingiu 5,39% do gasto total. É o Estado se afastando da sociedade e resultando em precarização de serviços públicos.

9. Geraldo Alckmin arrocha salários dos servidores públicos de São Paulo: Em 1998, o gasto com ativos e inativos representava 42,51% das despesas totais do Estado. Em 2004, este gasto caiu para 40,95%, resultado da política de arrocho salarial e redução das contratações via concurso público, porém com aumento dos cargos por nomeação do governador.

10. Alckmin não tem projeto de desenvolvimento para as regiões do Estado de São Paulo: Das 40 Agências de Desenvolvimento Regional previstas pelo governo tucano em 2003, nenhuma foi criada.

11. Alckmin corta brutalmente os gastos na área social: Apesar do excesso de arrecadação de R$ 12 bilhões, durante o período 2001-2004, o governo deixou de gastar os recursos previstos. No ano de 2004, a área de desenvolvimento social perdeu R$ 123 milhões, já com desenvolvimento regional não foram gastos R$ 5,8 bilhões.

12. Alckmin ofereceu regime tributário especial, por meio da Secretaria Estadual da Fazenda, que dá vazão a fragilidade fiscalizatória para a empresa Daslu, que recentemente teve sua proprietária presa pela Polícia Federal por crimes de sonegação fiscal e evasão
de divisas. Vale mencionar que Alckmin esteve presente na abertura desta loja e chegou até a cortar a fita inaugural.

13. Ao longo do desgoverno tucano de Geraldo Alckmin houve redução de 50% no orçamento de pesquisa do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). O instituto, que existe há 106 anos, financia pesquisas para o desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento da indústria paulista. Em julho deste ano já foram demitidos do IPT 10% de seus funcionários e até janeiro de 2006 serão mais 5%. Este foi mais um dos fatores da redução da participação do PIB de SP no total do Brasil.

14. Alckmin extinguiu cursinho pré-vestibular gratuito (Pró-Universitário), deixando de investir R$ 3 milhões e impediu a matrícula de 5.000 alunos que agora estão muito mais longe da formação superior graças ao PSDB.

15. Alckmin vetou dotação orçamentária de R$ 470 milhões para a Educação de SP. A “canetada” do des-governador anulou a votação dos parlamentares do Estado principalmente para o ensino superior e técnico. Geraldo mente deslavadamente ao afirmar que investe 33% em Educação quando na verdade só investe o mínimo determinado pela constituição Estadual, que é de 30% do orçamento.

16. Dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) demonstram que a qualidade do ensino paulista é pior que a média do Brasil. Segundo esta fonte oficial a porcentagem de alunos que se encontram nos estágios crítico e muito crítico representam 41,8% do total de alunos do estado. Ao passo que em nível nacional os alunos que se situam nestes mesmos estágios representam 5,6% do total. Portanto, levando-se em consideração este indicador relevante e oficial o desempenho da educação gerenciada por Alckmin é 86,6% pior que a do Brasil.

17. O programa de transferência de renda de Alckmin atende a 60 mil pessoas com um benefício médio de R$ 60, ao passo que o mesmo programa que foi levado a cabo na capital paulista pela prefeita Marta Suplicy atende a 176 mil famílias com um complemento de renda de R$ 120. Portanto o que foi pago só pela cidade de SP, durante a gestão anterior, a cada família é o dobro do que é pago pelo PSDB e o mesmo modelo de programa atinge 14 vezes mais famílias. Desta forma o programa de Alckmin é em menor quantidade e menor qualidade.

18. Após mais de 10 anos de PSDB em São Paulo, escolas estaduais continuam sem distribuição gratuita de uniformes, material escolar e sem transporte, ao contrário do que ocorreu quando a prefeita Marta Suplicy governou a capital.

19. Geraldo Alckmin, que na mídia se diz contra aumento de impostos, aumentou a taxa de licenciamento veicular em mais de 200% (em valores reais) ao longo de seu desgoverno.

20. Comissão de fiscalização e controle da Assembléia legislativa paulista rejeitou as contas do governador de 2004. Entre outros, os principais motivos encontrados estão um saldo acumulado de R$ 209 mi dos recursos do FUNDEF que jamais foram investidos na educação e cujo destino se desconhece. Também foi verificado que o custo das internações aumentou ao mesmo tempo em houve diminuição do tempo das internações. Este é o modelo de gerência de Geraldo.

21. Governador Alckmin veta projeto de lei que institui normas para a garantia efetiva e democrática da participação popular em audiências públicas e elaboração do Orçamento do estado. Esta medida de Geraldo é, portanto totalitária, anti-democrática, anti-participativa e contrária à liberdade do contribuinte que é impedido de decidir quanto ao orçamento de seu próprio Estado.

22. O investimento em saúde no desgoverno de Geraldo não atinge sequer 12% da receita de impostos, desrespeitando assim o mínimo que foi determinado em lei a ser investido no setor. Este escândalo a tucanagem sorrateiramente maquia, retirando dessas receitas estaduais os R$ 1,8 bilhão que o governo estadual recebe pela lei Kandir. Desta forma a saúde paulista deixa de receber R$ 1,8 bilhão graças a péssima gerência de Geraldo Alckmin.

23. Mais grave ainda, desafiando a lei e o próprio Tribunal de Contas do Estado, Geraldo Alckmin contabilizou nas contas da saúde programas que não guardam nenhuma relação com este setor, tal como serviços públicos a detentos em penitenciárias e portanto, mais uma vez maquiando o orçamento para reduzir investimentos na saúde.

24. As grandes conseqüências da inexistência de políticas públicas na saúde e seu sub-financiamento é a flagrante precarização dos serviços. Basta verificar que há leitos desativados e desocupados (por falta de pessoal e material): só no Hospital Emílio Ribas, menos de 50% dos leitos estão ocupados e maioria deles estão desativados.

25. Devido à incompetência de Alckmin, o Hospital Sapopemba tem aproximadamente 90% de seus leitos desocupados e quase todos desativados.

26. A média salarial paga aos servidores estaduais da saúde chega a ser 47% mais baixo que o pago pela rede municipal durante a gestão da prefeita Marta Suplicy. Os salários aviltados e humilhantes pagos pelo desgoverno de Alckmin aos servidores motivaram uma longa greve do pessoal da saúde e os postos de atendimento abandonados (como na Várzea do Carmo), aumento de filas e dificuldades para marcar consultas.

27. Mais um descalabro do desgoverno de Geraldo é o esqueleto de alvenaria armado na Av. Dr. Arnaldo na capital paulista. O tão prometido Hospital da Mulher está há 10 anos apenas no papel e Alckmin ainda tem a desfaçatez de estender uma faixa no esqueleto do prédio propagandeando sua nunca alcançada inauguração. Mas o tucano promessinha está dando uma outra utilidade ao esqueleto que está sendo usado como reduto para usuários de drogas e ladrões para aumentar ainda mais a criminalidade.

28. A tucanagem alardeia em suas peças publicitárias eleitoreiras a construção de unidades do Acessa SP. Há mais de 10 anos no poder em São Paulo o saldo da tucanagem é de 1 Acessa SP para cada 158.102 habitantes. Em 4 anos de gestão na prefeitura da capital paulista esta proporção é de 1 Telecentro para cada 83.333 habitantes. Portanto, proporcionalmente a cidade de SP ao longo da gestão Marta Suplicy obteve um desempenho 90% melhor que Geraldo Alckmin. E isso sem contar que nos do município há em média 20 computadores em cada unidade e nos de Geraldo Alckmin há apenas 15.

29. Desgoverno de Geraldo Alckmin é o responsável pelo maior déficit habitacional do Brasil em comparação com todos os demais estados da federação, segundo a ONU. São mais de 1,2 milhão moradias que faltam ao povo paulista. Dados revelam um fato escandaloso: desde o ano de 2000 o governo de SP não cumpre lei do parlamento estadual que determina no mínimo 1% do orçamento em investimentos na área de habitação. Os recursos não aplicados por Geraldo já chega a R$ 548 milhões, o que explica este déficit e também o fato de que 82% das unidades prometidas por Alckmin não foram construídas.

30. Incompetência de Geraldo Alckmin fez com que o Estado de São Paulo caísse uma posição no Ranking do IDH estadual. A queda vertiginosa foi de segundo para terceiro maior IDH estadual do Brasil. Isso significa que a evolução da saúde, educação e renda do atual segundo colocado superou e muito a de São Paulo ao longo do desgoverno do PSDB. Enquanto o Estado de Santa Catarina saltou de quinto para segundo no período 1991 e 2000, o desempenho de SP foi medíocre. Seguindo o ranking de IDH mais alto do país, vem Santa Catarina em segundo lugar, com índice de 0,832; São Paulo em terceiro, com 0,82; Rio Grande do Sul em quarto, com 0,814; Rio de Janeiro em quinto, com 0,807. Este é o resultado da gerência tucana: Regressão social brutal.

31. Tucanos têm o pior desempenho na construção do Metrô: Desde a construção do primeiro trecho do Metrô, em 14 de setembro de 1974, São Paulo já passou pela administração de oito governadores. Nestes 30 anos de operação comercial o governo do PSDB foi o que apresentou pior desempenho na construção de quilômetros de linhas do Metropolitano. Desde que estão no poder público estadual, há quase 10 anos, tucanos fizeram 1,4 km de linhas/ano, abaixo da média de 1,9 km/ano da companhia. Logo, o PSDB construiu 36% menos quilômetros que a média de todas as demais gestões.

32. Reajustado por Alckmin, metrô de São Paulo é um dos mais caros do mundo: o reajuste das tarifas de metrô, trens metropolitanos e ônibus intermunicipais em São Paulo ficaram em até 55% superiores ao aumento da inflação registrado em igual período, ou seja, nos últimos 24 meses que antecederam a data do reajuste, segundo o indexador IPCA. Com o aumento, o metrô de São Paulo passa a ser o mais caro do Brasil, ultrapassando a rede subterrânea de transporte do Rio de Janeiro, que cobra R$ 2 por bilhete. Já em Belo Horizonte e Porto Alegre, viajar de metrô custa bem menos: respectivamente R$ 1,20 e R$ 1,10. Entre as principais metrópoles mundiais, São Paulo também possui o metrô proporcionalmente mais caro. Ao deixar o metrô paulistano entre os mais caros do planeta, através de sucessivos reajustes, o governo de São Paulo deixou claro seu total descompromisso com o acesso ao transporte público.

33. O governo de Geraldo Alckmin continua a aprovar seu pacote de ataques à educação. Após vetar o aumento em 1%, passando por cima do aprovado na Assembléia Legislativa de LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e de reduzir a verba da educação estadual por ao seu menor índice em quatro anos, Alckmin fez manobra orçamentária de contabilizar desconto de tarifa como sendo investimento na educação e dessa forma reduzindo o montante que de fato deveria estar sendo destinado a esta pasta. Este fraude contábil resulta em transferência de orçamento do setor de transportes para e educação, o que significa um corte brutal na magnitude de R$ 32 milhões. Para se ter um parâmetro da redução de gastos o montante é de cerca de 10% dos gastos do governo nas instalações de todas as escolas estaduais no ano de 2004. Este é, portanto mais um ataque de Alckmin a educação paulista.

34. Fita envolve governador Geraldo Alckmin em compra de voto: Diálogo telefônico entre os deputados estaduais Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP) e Paschoal Thomeu (PTB-SP) evidencia flagrante esquema de compra de votos na Assembléia Legislativa de São Paulo, envolvendo diretamente o governador Geraldo Alckmin (PSDB). O diálogo, gravado, ocorreu às vésperas da eleição do novo presidente da Assembléia Legislativa do Estado, vencida por Rodrigo Garcia (PFL) em 15 de março deste ano. A gravação foi divulgada em 06/07/05 em matéria da repórter Laura Capriglione no jornal Folha de S.Paulo.

35. Durante 12 anos de PSDB, foram demitidos 60 mil professores O valor da hora aula no Estado é uma vergonha, e não passa de R$ 5,30! Somando isso Alckmin tem inaugurado Fatecs de “fachada”, que não têm condições de “fachada”, que não têm condições mínimas de funcionamento.

36. No governo de Covas/Alckmin mais famílias foram expulsas do campo do que assentadas. Da promessa de assentar 8 mil famílias apenas 557 foram assentadas, sem convênio com o Incra. Outro descaso acontece na habitação: os tucanos prometeram construir 250 mil casas mas, desde 1999, só foram feitas 37.665 unidades.

37. Alckmin promove a maior operação abafa de CPI`s deste país, em meio ao mar de lama da corrupção de seu governo: Já são 58 as Comissões Parlamentares de Inquérito paradas na Assembléia Legislativa de São Paulo. Investigações relevantes – como a denúncia de irregularidade na Febem, nas obras de rebaixamento da calha do rio Tietê, na CDHU e no trecho oeste do Rodoanel – estão engavetadas. Somente no caso da obra de rebaixamento da calha do rio Tietê, foram registrados aditivos contratuais que ultrapassam o limite legal de 25%. O valor do contrato para a obra era inicialmente de R$ 700 milhões e seu custo efetivo ultrapassou R$ 1 bilhão. Além disso, o valor inicial do contrato de gerenciamento da obra saltou de R$ 18,6 para R$ 59,3 milhões – mais de 200% de aumento. O conselheiro do TCE Eduardo Bittencourt, em documento divulgado à imprensa, declara que os autos ferem os princípios da administração pública.

38. Corrupção tucana na CDHU: O TCU (Tribunal de Contas da União) também detectou irregularidades em 120 contratos da CDHU, que recebe 1% do ICMS arrecadado pelo Estado, ou seja, cerca de R$ 400 milhões. Mais uma evidência de atos ilícitos cometidos pelo PSDB paulista de Geraldo Alckmin.

39. Desgoverno de Geraldo Alckmin comete mais um ilícito, desta vez na Eletropaulo: irregularidades no empréstimo conferido à Eletropaulo pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Privatizada em 1998, a empresa acumulou dívida superior a R$ 5,5 bilhões, incluindo mais de R$ 1 bilhão com o banco. Em 2001, a Eletropaulo lucrou US$ 273 milhões, enquanto em 2002 houve prejuízo de US$ 3,5 bilhões. E a empresa enviou US$ 318 milhões ao exterior, de 1998 a 2001.

40. Alckmin favorece Ecovias em R$ 2,6 mihões: A Ecovias, empresa que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, deverá ter uma arrecadação adicional de R$ 2,6 milhões por ano com o “arredondamento para cima” feito pelo governador Geraldo Alckmin no reajuste do pedágio. Como a tarifa anterior era de R$ 13,40, a aplicação de 9,075% do IGP-M elevaria o valor para R$ 14,61. Na hora de estabelecer o preço final, o governador arredondou em R$ 0,19 para cima, o que fere o Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Assim, em uma hora serão arrecadados mais R$ 309,70. Em um dia, R$ 7.432, que multiplicados por 30 resultarão em R$ 222.984 ao mês. Após 12 meses, serão mais R$ 2.675.808,00. Mas o dado irrefutável é que a empresa irá arrecadar uma quantia significativa. E o mais absurdo é que o governador, ao invés de defender os interesses da população, adota uma postura que beneficia um grupo empresarial em detrimento ao usuário da rodovia.

41. Alckmin veta estacionamento gratuito nos shoppings de SP: Os motoristas de São Paulo não terão estacionamento gratuito nos shoppings da cidade. O governador Geraldo Alckmin vetou o projeto de lei que garantia a liberação das vagas nos shoppings e hipermercados.

42. Tucano Alckmin usa Tropa de Choque e Cavalaria contra estudantes em São Paulo: As imediações da Assembléia Legislativa de São Paulo se transformaram numa praça de guerra depois que o governo do Estado resolveu usar a Tropa de Choque e a Cavalaria para reprimir uma manifestação de aproximadamente 500 estudantes, funcionários e professores de universidades paulistas. Os estudantes e representantes do movimento intitulado Fórum das Seis foram à Assembléia para acompanhar as discussões em torno da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Eles querem que os deputados derrubem o veto do governador Geraldo Alckmin ao item que aumenta os recursos para o ensino superior estadual.

43. Desgoverno de Alckmin gasta R$5,5 milhões com obra em aeroporto "fantasma": O governo Alckmin (PSDB) gastou R$ 5,5 milhões para concluir a reforma em dezembro do ano passado do aeroporto estadual Antônio Ribeiro Nogueira Júnior em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. A estrutura que tem capacidade para receber até um Boeing 737, com cem passageiros a bordo, recebeu apenas cinco pessoas, em média, a cada dia, entre janeiro e julho deste ano. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, há dias em que não há nenhum pouso ou decolagem em Itanhaém. Entediados, funcionários fazem palavras cruzadas e alguns até cochilam nas dependências do aeroporto no horário de serviço.

44. Alckmin faz redução generalizada de investimentos públicos: apesar do excedente de arrecadação de 2001 a 2004 ter chegado a aproximadamente R$ 13 bilhões, o Estado deixou de gastar cerca de R$ 1,5 bi na Saúde; R$ 4 bi na Educação; R$ 705 milhões na Habitação; R$ 1,8 bilhão na Segurança Pública; R$ 163 milhões na área de Emprego e Trabalho.

45. Agricultura deixou de investir R$ 51 milhões, em 2004: A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, do desgoverno de Geraldo Alckmin, deixou de aplicar em 2004 cerca de R$ 51 milhões disponibilizados em seu orçamento, correspondendo a 9,51 % de sua dotação inicial. Programas de grande expressão social como os da área de Alimentação e Nutrição, devolveram dinheiro no final do ano, não cumprindo suas metas físicas. Esses recursos não aplicados poderiam ter sido convertidos em mais 53.346 cestas básicas, 780.981 refeições e 670.730 litros de leite por mês.

11 de set. de 2009

"Serra ... $$$ do Estado de São Paulo sendo jogado no ralo". Para urbanistas, Nova Marginal amplia chance de alagamentos.

Almeida Rocha/Folha Imagem
O arquiteto José Fábio Calazans conta ter ficado surpreso com a tempestade de terça-feira (8), não com o alagamento da marginal Tietê. Estudioso do rio há 32 anos, ele diz: "Eu sabia que mais hora menos hora ia alagar. É como alguém que mora ao lado de um vulcão...". A pista alagou, segundo ele, porque a marginal não deveria existir. "A marginal é um erro. Ampliá-la é ampliar um erro."

Ele propõe a construção de um parque linear de 90 km ao lado do rio, de Mogi das Cruzes a Itapevi, com lagos para abrigar a água de dias excepcionais, como anteontem. A marginal atual seria substituída por pistas paralelas distantes 1,5 km das que existem hoje. O projeto, que deve consumir 15 anos, visa integrar o rio à cidade.

O diagnóstico de Calazans pode parecer radical, mas não é de uma voz isolada --três especialistas em urbanismo e drenagem ouvidos pela Folha concordam que a ampliação da marginal é um equívoco.

"É um erro histórico", diz o arquiteto Vasco de Mello, que integra um grupo que questiona a obra do governador José Serra, orçada em R$ 1,3 bilhão. "As pistas vão ficar congestionadas em seis meses. Estão jogando dinheiro no ralo."

O problema principal da obra não é tanto a impermeabilização do solo, na visão dos engenheiros Julio Cerqueira César Neto e Aluísio Canholi. A Nova Marginal deve aumentar em 19 hectares --ou cerca de 30 campos de futebol-- a impermeabilização do solo, de acordo com a Dersa.

Segundo Canholi, essa área é desprezível quando comparada à impermeabilização da Grande SP, de 150 mil hectares. "Do ponto de vista da hidrologia, a Nova Marginal é pouco significativa", diz.

A marginal alagou, segundo Canholi, porque a chuva foi excepcional. Medição feita pela equipe dele na ponte da Casa Verde constatou que a vazão do rio estava em 735 m3 por segundo às 16h de anteontem. Em setembro, o rio costuma correr à razão de 30 m3 por segundo, afirma.

O problema da Nova Marginal é acentuar uma divisão que já existe entre o rio Tietê e a cidade, na visão do arquiteto Fernando Mello Franco, premiado na Bienal de Arquitetura de Roterdã com um projeto sobre piscinões e urbanismo.

"A cidade precisa rever a sua relação com o rio. Pensar a partir do trânsito é uma forma antiga de pensar a cidade. Você isola o rio, isola os problemas, em vez de articulá-los. A Nova Marginal pegou a contramão da história." Segundo Mello Franco, o Tietê deveria ser um eixo metropolitano e para isso a cidade tem de chegar até o rio, como acontece com Londres, Paris, Viena e Lisboa. Para esse plano funcionar, segundo ele, é fundamental reduzir o fluxo de carros nas marginais.

"Sou radicalmente contra a Nova Marginal porque ela vai contra um projeto do próprio governo, o Rodoanel. Os investimentos no Rodoanel eram para tirar carros da marginal."

Outro problema da Nova Marginal, diz Mello Franco, é que não há um plano urbano que articule as novas pistas com o resto da cidade. "São Paulo sempre foi construída pensando na produção, não como valor de morada, como aconteceu com o Rio. A ampliação da marginal repete esse erro histórico", afirma.

O engenheiro Cerqueira César Neto, que presidiu a agência da bacia do Alto Tietê entre 2002 e 2006 e é professor aposentado da Politécnica da USP, diz que o principal equívoco é a falta de articulação entre os 39 municípios da Grande SP. "Falta um plano global para o Tietê. Cada município faz o que quer. Essa obra [a Nova Marginal] é uma gambiarra."

Outro lado

A Dersa diz que as novas pistas da marginal Tietê vão suportar a demanda de trânsito "por um longo período". Segundo nota da assessoria, "não podemos analisar a marginal isoladamente. É preciso levar em consideração que a conclusão das obras vai coincidir com o término do trecho sul do Rodoanel e da duplicação da avenida Jacu-Pêssego". A empresa cita ainda o término do trecho norte do Rodoanel, previsto para 2014.

Para a Dersa, não faz sentido a crítica segundo a qual a Nova Marginal seria uma obra sem articulação com o resto da cidade. "A Nova Marginal não é uma obra isolada. Faz parte de uma série de investimentos em transporte do governo estadual." Para a assessoria, ela foi submetida a audiências públicas, das quais participaram arquitetos e urbanistas.

MARIO CESAR CARVALHO - Folha de S.Paulo- 10.09.09

Veja abaixo vídeo que comprova esta análise do Urbanista

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Leia mais: um plano ideal para as marginais de São Paulo .

10 de set. de 2009

A EXPERIÊNCIA DAS MARGINAIS DE SEUL

RAUL JUSTE LORES - DE PEQUIM - 10.09.09

São Paulo está gastando R$ 1,3 bilhão para ampliar a marginal Tietê, ou seja, para sufocar ainda mais as margens do rio com asfalto. Como não esperar mais enchentes?

Como lembrou ontem na Folha o engenheiro Roberto Watanabe, da Unicamp, Seul está fazendo o oposto. Decidiu encolher as pistas que percorrem 40 km ao longo do rio Han pela capital sul-coreana. Em 20 anos de programa de despoluição, que localiza e multa quem lança dejetos no rio, o Han está mais limpo e agora chegou a vez de mudar o entorno.

O projeto foi lançado há dois anos, mas eles já conseguiram inaugurar três parques ao redor do rio em 2009. Planejam criar outros 30 espaços verdes até 2013, ligados por ciclovias, acessos para pedestres e terminais de ônibus.

Dezoito quilômetros de concreto ao longo do Han desaparecerão nos próximos três anos. De embarcações turísticas a restaurantes e ginásios, a prefeitura já pensa na nova vocação econômica da área recuperada.

"De uma cidade orientada para carros viramos um lugar pensado para humanos", diz Lee In-Keun, secretário de Infraestrutura. Um canal está em construção para evitar enchentes.

Em 2003, Seul ressuscitou um riacho que tinha sido canalizado e coberto por um elevado de 6 km, o dobro do Minhocão. O elevado foi demolido e o novo rio virou cartão-postal -o parque horizontal às suas margens recebe 90 mil pessoas por dia.

Seul quer ser um modelo de cidade do século 21. Com menos carros nas ruas e mais transporte público, com menos emissão de gases e ar mais limpo. Ao mesmo tempo, vira "marca" de cidade bacana, que atrai investimentos, turistas, moradores.

Kassab esteve lá em maio. Mas São Paulo não tem coragem de interromper o que não deu certo nas últimas sete décadas. Refém de empreiteiras, dinheiro não falta para viadutos e túneis que só mudam os congestionamentos de lugar, priorizando o uso do carro ao transporte público.

Cada túnel prometido como solução se revela ineficaz logo após ser inaugurado. Como o Minhocão, as marginais que asfixiam os rios são um legado do malufismo urbanístico.

A falta de uma política habitacional permitiu a ocupação e a favelização de áreas de mananciais e riachos da periferia. O escoamento natural da água das chuvas foi concretado pelo homem.

Se as marginais Tietê e Pinheiros encolherem, talvez milhares de paulistanos comecem a exigir mais transporte público em vez de novos túneis e viadutos. Para um caos que parece irreversível, será auspicioso.

4 de ago. de 2009

H1N1 - Gripe Suína/ Outros vírus - Influenza - PARA MINISTRO, É UM "DISPARATE" ADIAR AULAS

Temporão (Saúde) afirma que a recomendação para prevenir a gripe suína é manter em casa só crianças e funcionários com sintomas da doença

5 Estados prorrogaram férias escolares para tentar conter pandemia; próprio ministério havia transferido aos Estados decisão de adiar ou não aulas

Foto: Caio Guatelli

Guilherme Germano, que teve as aulas suspensas, usa o computador para atividades on-line

DA SUCURSAL DO RIO
DA REPORTAGEM LOCAL
DA AGÊNCIA FOLHA 04/08/09

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem considerar um "disparate" alunos sadios terem o início das aulas adiado por conta da gripe suína. Segundo ele, a recomendação do ministério é que devem ficar em casa apenas as crianças e funcionários com sintomas como febre e tosse.
"Quem não tem sintoma não tem que ficar em casa. Seria um disparate total", disse ontem em evento no Rio. Os governos de São Paulo, Rio, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas prorrogaram as férias escolares.
A decisão foi tomada após o próprio ministério divulgar nota, na semana passada, em que transferia aos Estados a decisão de adiar ou não o início das aulas como estratégia para conter a disseminação do vírus.
Em vários Estados, as aulas foram adiadas para o dia 17. O secretário da Saúde de SP, Luiz Roberto Barradas Barata, argumentou que, a partir desta data, a temperatura estará mais
amena e já terá passado o prazo que costuma durar uma epidemia de gripe (cerca de oito semanas). Ele não comentou a declaração do ministro.
O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirmou que as aulas foram adiadas com base na opinião de um comitê de especialistas. Já o governador Aécio Neves (Minas) diz que "foi uma medida preventiva" e que o Estado está "atento, mas não alarmado".

Exagero
Além da rede pública, várias escolas particulares e universidades também prorrogaram as férias. Eitan Berezin, presidente do departamento científico de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, acha que houve um certo exagero. "Até os adolescentes do ensino médio poderiam ter aulas", diz.
Berezin, porém, diz que a recomendação em relação às crianças é válida. "É uma medida importante para creches e escolas com crianças menores, porque elas se beijam e abraçam mais, têm mais contato."
O infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, participou da reunião em SP que definiu pelo adiamento das aulas. Segundo ele, a decisão foi acertada, já que dados recentes mostram que a transmissão do vírus por crianças é o dobro da por adultos.
Esper Kallas, infectologista da USP, diz que o efeito da medida será pequeno, já que existem outras formas de aglomeração, como cinema e shopping, que não são evitadas.
Mas, em São Paulo, algumas das escolas que decidiram não suspender as aulas enfrentaram a resistência de pais.
Na Agostiniano Mendel (zona leste de SP), pais foram à diretoria pedir a suspensão das atividades, que recomeçaram ontem. Os alunos foram informados que, nesta semana, haverá revisão de conteúdo, com presença obrigatória. Procurada, a escola não se manifestou.
No Liceu Pasteur (zona sul), os alunos afirmam que metade dos estudantes faltou, já que a presença não é obrigatória. "Liguei para a escola para saber se vão se responsabilizar se algum aluno ficar doente", diz a acupunturista Leila de Castro, 39, mãe de Giovanna, 15.
Temporão criticou previsões de expansão da doença. "Existem os futurólogos do caos que escrevem um monte de besteira. Saiu na imprensa que nós teríamos milhões de casos, [projeção] em cima do modelo matemático feito para um vírus diferente de uma doença que não existiu. Chega a ser patético."

O poder político das empresas de ônibus

Texto de Andre Araujo

Por Luis Nassif - 04.08.09

Os transportes coletivos urbanos no Brasil poderiam ser um ramo moderno, eficiente e lucrativo, administrado racionalmente por empresas de capital aberto, como as estradas paulistas. O setor é dos mais atrativos porque tem uma receita previsivel, à vista. Porque isso não acontece? Porque há uma parceria corrupta entre empresas mafiosas e o poder publico municipal de todo o Pais, aonde as concessionarias são as maiores financiadoras da politica municipal. Para operar dessa forma, os concessionários são empresas com contabilidade suspeita, alaranjadas, costumam não pagar impostos e previdencia, são campeões de infrações trabalhistas, os donos são empresários-bacalhau, individuos espertissimos, semi-analfabetos, ousados, o que faz do setor nacionalmente um ramo fronteiriço, faz mais parte da economia informal do que da formal.

O setor é dominado por cinco grandes grupos e uma dezena de grupos intermediarios. Um mesmo grupo tem concessões de Belem ao ABC, as práticas são iguais, a chave do negócio é a associação com a banda podre da politica municipal, que se beneficia do esquema e é porisso que não interessa mudar nada, o caos é lucrativo.

Grandes empresas bem estruturadas, sérias e modernas nem sonham em entrar nesse ramo que teria tudo para ser interessante para grupos que investem em concessões.; Porque? Porque é preciso operar no esquema da politica municipal e os grupos empresariais mais eficientes do Pais não querem entrar nesse lamaçal.

Enquanto isso, o cidadão passageiro é pèssimamente servido, não há realmente competição, o setor inteiro é um grande cartel, as linhas são acertadas em mesas de restaurantes entre bacalhoadas e vinhos verdes, não há nenhum interesse em melhorar. A mão de obra não é incentivada a evoluir, é explorada ao máximo, as pessoas juridicas no negocio são meras fachadas, os grupos ficaram tão poderosos que tambem tem as revendas que abastecem as frotas, a chave de tudo é a barganha com o poder municipal. É uma cosa nostra nacional e o Brasil das cidades grandes e médias paga um pesado preço por esse arreglo politico-empresarial, que vem de longe.

Em tempo, o transporte coletivo nas grandes cidades do mundo em geral é,estatal, como em Nova York , Paris e Londres.

Como resolver, se o Governo quiser? Montar um sistema nacional de regulação desse setor, com há no transporte interurbano de passageiros. Poderia ser no Ministério das Cidades. Montar um sistema nacional de autorização e licitação para as empresas concessionarias, exigindo capital minimo, direção profissional, identificação do controle, padrões de onibus e carrocerias. A habilitação nacional de empresas vedará o esquema de “alaranjamento”, que vai deixando pelo caminho mega dividas com a Previdencia, com os empregados e com o fisco.

Limitar a presença de grupos a um numero máximo de cidades.

Exigir a presença dos controladores nas diretorias e folha corrida desses diretores, vetando a presença de laranjas.

Não precisa diagnostico, todo mundo sabe o raio X do setor, basta a vontade politica de reforma-lo.
Um bom sistema de transportes coletivos é fundamental para a melhoria do transito e da qualidade de vida nas grandes e médias cidades brasileiras, aonde vive 80% da população do Pais.

30 de jul. de 2009

Prefeitura infla dado positivo sobre trânsito com restrição a fretado

A gestão Gilberto Kassab (DEM) divulgou dados errados que inflaram os ganhos no trânsito após a restrição aos ônibus fretados implantada nesta semana em São Paulo. No balanço oficial, a Secretaria Municipal dos Transportes divulgou ter havido uma redução de 70%
na média de congestionamentos das 7h às 8h30 de terça-feira (28), informa reportagem de Evandro Spinelli e Alencar Izidoro publicada na edição desta quinta da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Sérgio Malbergier: Eu quero o meu busão!
Técnicos admitem que Prefeitura não mapeou rota de fretados
Prefeitura de SP libera tráfego de fretados na av. Berrini

A versão oficial divulgada à imprensa dizia que a lentidão caiu de 40 km para 12 km, quando, na verdade, a queda foi de 30% --de 16,4 km para 11,5 km. A Folha identificou a comparação superdimensionada por ter acesso a alguns números oficiais mais completos das medições do trânsito pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). A pasta dos Transportes se nega a divulgar os dados oficialmente, mas admitiu ontem a falha após ser questionada pela reportagem.

Especialistas consideram que a avaliação do impacto da restrição dos fretados no trânsito só é possível de ser feita após semanas ou até meses de medição dos congestionamentos, devido às interferências que podem elevar ou reduzir a lentidão em dias isolados.

A prefeitura também inflou outros dados positivos da restrição aos fretados --neste caso, com estatísticas corretas, mas mudando a metodologia. O balanço oficial considerou, para efeito de cálculo do impacto das medidas no período da manhã, um intervalo de apenas uma hora e meia (das 7h às 8h30), enquanto a CET sempre usou a variação das 7h às 10h como a hora de pico da manhã. Os índices de lentidão começam a subir justamente a partir das 8h30.

Do Folha Online - 30.07.09

28 de jul. de 2009

Enquanto as aulas não começam ... depois das férias, HELP !! - Usuários de fretados em SP dizem que vão voltar a usar carro

Começou a valer nesta segunda-feira (27) a medida que restringe a circulação de ônibus fretados em uma área de 70 quilômetros quadrados dentro da cidade de São Paulo. O que foi adotado para tentar melhorar o trânsito da capital paulista pode mesmo é piorar. Após o primeiro dia, muitos usuários já pensam na possibilidade de tirar o carro da garagem. Reportagem de Daniela Paixão.

Fretados Vão a justiça contra restrições em SP; protestos fecham marginal

UOL notícias/fotos - 27.07.09
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo de São Paulo e região (Transfretur) informou nesta segunda-feira (27) que a categoria entrou na Justiça contra as restrições ao transporte fretado na capital paulista, que começaram a vigorar hoje.
O sindicato afirma não ter conseguido diálogo com a Prefeitura de São Paulo. De acordo com Regina Rocha, assessora jurídica do sindicato, "diante dos acontecimentos dos últimos dias e a publicação da Portaria 058/09, outro caminho não nos restou senão propor uma ação judicial para questionar a medida e assegurar aos nossos associados o direito de cumprir seus contratos".
Por volta das 18h, manifestantes bloquearam a marginal Pinheiros, no sentido Castello Branco, altura da estação Berrini (Leia mais na Folha Online). Há manifestantes também na avenida dos Bandeirantes e na Ricardo Jafet.

O Transfretur divulgou ainda que representa o pleito dos demais sindicatos da categoria -Sinfrecar, Sinfret, Setfret, Sinfresan, Sinfrepass, Sinfrevale. "Na ação, todos os sindicatos figuraram como autores, para provar que os reflexos da medida restritiva atingem as empresas e contratos de todo o Estado de São Paulo e não apenas da capital. Os resultados da demanda serão estendidos a todo Estado", diz em nota.

Ainda segundo o sindicato, a decisão deve ser da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que concedeu 72 horas para que a prefeitura se pronuncie sobre o pedido.

Veja no infográfico como utilizar o transporte com as novas regras:
Ainda segundo o sindicato, a decisão deve ser da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que concedeu 72 horas para que a prefeitura se pronuncie sobre o pedido.

27 de jul. de 2009

7 anos de Bicicletada - São Paulo

Arte: Haase

Arte: Haase

Julho chegou e nos trouxe mais uma Bicicletada.
Um Bicicletada especial comemorando 7 anos de aniversário !!
A Massa Crítica Paulistana convida as pessoas a ocuparem o espaço público de maneira inteligente.

Sempre com muita alegria, pessoas em seus veículos não-motorizados irão comemorar de uma maneira nada tradicional a “Mobilidade” todos cidadãos da cidade.
“Você aí parado, comemorar conosco, é o melhor lado!”
Aqui todo mundo é bem vindo, não importa o valor do seu carro ou a grife da sua cueca.

Venha como puder…..

A Bicicletada Paulistana (Critical Mass) acontece sempre na última sexta feira do mês há mais de 6 anos, e em mais de 400 cidades do mundo, simultaneamente. Para participar, a única obrigatoriedade é comparecer ao ponto de encontro com um meio de transporte não motorizado. Pode ser Bicicleta, Patins, Skate ou até mesmo com seus próprios pés.
Não tem bicicleta ou não sabe pedalar ?… sem problemas. Apareça o quanto antes na praça do ciclista e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada, ou faça uma horinha conosco por lá.

A concentração é a partir das 18:00 do dia 31/07.

As 20:00 começa o pedal lúdico-educativo, retornando à praça para a continuação da comemoração em plena Avenida Paulista.

Se preferir, venha de bonde: http://www.bicicletada.org/bondes (caravanas )

Em caso de chuva o evento está automaticamente CONFIRMADO, já que não existe nada que impeça nossa mobilidade pela cidade de São Paulo.

Contaremos com a presença especial da nossa amiga Fernanda Bucci, portadora de um paralisia cerebral, e de todos mais na Bicicletada.

memória da bicicletada sp

Por Pedalante - 27.06.09

24 de jul. de 2009

A ampliação da Marginal Tietê NÃO vai melhorar o trânsito

É incrível como ainda tem bastante gente que acredita, de verdade, que essa ampliação da Marginal Tietê vai mesmo melhorar o trânsito. Pode haver uma melhora imediata em pontos próximos à Marginal, por haver mais espaço para acomodar os carros parados ou a 20 km/h. Mas rapidamente esse espaço será retomado pelo aumento no número de veículos nessa via, seja pelo crescimento contínuo e acelerado da frota paulistana, seja pela opção que os motoristas farão pelo uso das novas pistas em vez de circular por vias adjacentes - como aconteceu com a Ponte Estaiada logo no primeiro dia útil após a inauguração.

carros demais circulando e a cada dia somam-se a eles cerca de mil novos veículos. Pra melhorar o trânsito, só com menos carros nas ruas. E para que isso seja possível, só investindo em formas alternativas de locomoção: trens, metrô, bicicletas, ônibus de linha e ônibus fretados.

Ampliar as avenidas, fazer novas pontes e túneis e aumentar o espaço destinado aos carros de forma geral só incentiva seu uso. O efeito é contrário ao esperado e os congestionamentos aumentam em progressão geométrica. Basta ver os jornais alardeando a cada pouco que houve novo recorde de congestionamento: há dois anos, 220 km era o “recorde do ano”; recentemente, chegamos quase aos 300.

Isso tem acontecido há décadas mas pouca gente percebe, por dois motivos principais. Primeiramente, por ser um crescimento exponencial, os congestionamentos foram aparecendo devagar e as obras para abrir mais espaço foram conseguindo manter um nível aceitável por muito tempo. Mas o crescimento agora é tão rápido e o espaço tão exíguo, que não há mais como adiar o problema criando mais vias.

O segundo e mais preocupante motivo é porque o uso carro está enraizado em nossa cultura. Nascemos em famílias que aspiravam ter um carro ou, se o tinham, sempre quiseram trocá-lo por outro melhor, algumas chegando ao absurdo de trocar de carro todo ano. O carro passou a fazer parte da vida e das aspirações das pessoas, que tiveram seus sonhos construídos por marketing e ambiente familiar ao longo da infância, de modo que o ritual de passagem para a vida adulta passou a ser a conquista da carteira de habilitação.

É por isso que, quando alguém diz precisamos quebrar a dependência do automóvel com formas de transporte alternativos, ocorrem tantas reações viscerais. À maioria das pessoas pode parecer realmente um absurdo, mas é preciso reflexão.

E nem é preciso estudar a fundo o assunto. Basta fazer um exercício de imaginação para pensar em como será a cidade daqui dez anos, se continuarmos no mesmo caminho, valorizando o direito de cada um de ter um carro e a circular com ele quando bem entender, todos saindo com eles nas ruas ao mesmo tempo e nos mesmos horários, com o limite de espaço físico que a cidade tem. E não precisa nem levar em conta o crescimento populacional, nem pensar na qualidade do ar, nos acidentes de trânsito, na perda de espaços públicos de convivência como os parques para avenidas e viadutos: pense apenas nos congestionamentos.

Sugestão de Pedalante

Por Willyam Cruz - Vá de Byke - 23.07.09

Meios de transportes são responsáveis por 90% da poluição em SP

Recém-nascidos menores e mais magros. Aceleração do processo de estreitamento das artérias - estágio inicial de muitas doenças cardíacas. Doenças respiratórias. Todos esses são problemas aos quais a população da região metropolitana de São Paulo está sujeita diante da poluição do ar que respira.

Mesmo com todas essas conseqüências, hoje, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a cidade de São Paulo (SP) ganha de presente 800 carros novos, segundo a média de emplacamentos verificada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). No último dia 21 de fevereiro, a capital paulista atingiu a marca de seis milhões de veículos nas ruas. Se a média foi mantida, hoje, a cidade alcança cerca de 6.084.000 automóveis.

A situação mostra-se mais grave ainda pois, segundo dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), os meios de transportes são responsáveis por 90% da poluição de São Paulo.

Segundo o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Nelson Gouveia, que há quinze anos estuda os efeitos dos gases poluentes nas populações que vivem em grandes cidades, a situação da saúde da população só piora diante dos seguidos índices recordes de congestionamento. Eles contribuem para aumentar as emissões, já que, quanto maior a lentidão dos veículos, mais gases poluentes os veículos lançam na atmosfera.

“A situação é complicada. A cidade não tem um planejamento adequado. Tanto a população, quanto o poder público são responsáveis pela atual situação”, diz. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), nos últimos 10 anos, o número de veículos cresceu 25%, enquanto a infra-estrutura urbana aumentou apenas 6%.

Problema de saúde pública

Segundo o pesquisador, os mais atingidos pela baixa qualidade do ar em São Paulo são as crianças e os idosos. As pessoas nessas faixas etárias têm um sistema imunológico frágil e são mais vulneráveis a certas doenças cardíacas e respiratórias. “Porém, como os habitantes da cidade estão expostos diariamente aos altos índices de poluição, todos são afetados de uma forma ou de outra”, afirma Gouveia.

Uma das pesquisas realizadas por Gouveia verificou que as gestantes paulistanas que ficaram expostas a taxas maiores de poluição durante o primeiro trimestre de gravidez tiveram bebês com peso menor que as outras gestantes.

Para cada parte por milhão (ppm) de monóxido de carbono (CO) a que as mães ficaram expostas, houve redução de 23 gramas no peso do recém-nascido.

A pesquisa envolveu 179 mil recém-nascidos. Foram excluídos da análise os bebês prematuros - de gestação com menos de 37 semanas -, os gêmeos e as crianças com peso menor de 1 kg ou maior de 5 kg.

Outro estudo, do pneumologista Ubiratan de Paula Santos, acompanhou durante dois anos a saúde de 50 funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da capital paulista. Todos eles trabalhavam nas marginais Tietê e Pinheiros, duas das mais importantes vias da cidade. Eles não fumavam e nem eram asmáticos. Foi constatado que todos apresentavam elevação da pressão arterial e variação da freqüência cardíaca nos dias de maior poluição atmosférica. Deles, 33% apresentaram condições típicas de fumantes - redução da capacidade pulmonar e inflamação freqüente dos brônquios.

Outra pesquisa identificou que a poluição do ar pode ativar e acelerar o estreitamento das artérias do coração. Pesquisadores da University of Southern California, em Los Angeles (EUA), descobriram que a poluição atmosférica pode contribuir para os problemas cardiovasculares em um estágio inicial da doença, similar ao fumo.

Os grandes vilões

“Estamos em uma região muito grande e com uma frota veicular bastante densa”, comenta a gerente da divisão de tecnologia de avaliação da qualidade do ar da Cetesb, Maria Helena Martins.

Além da emissão dos carros, é preciso observar a questão meteriológica. “Nos dias de inverno cresce a concentração de poluentes, pois há pouco vento. Nos dias mais quentes, ensolarados e secos isso também é notável”, afirma.

Para Maria Helena, engana-se quem acredita que a ascensão do álcool contribuirá para a diminuição da emissão de gases poluentes. “Os veículos flex apresentam emissões de escapamento similares aos veículos comuns, independentemente do uso do álcool ou gasolina, já que o limite estabelecido é o mesmo, tanto para carros movidos a gasolina, quanto para os flex e os a gás (GNV). Os veículos movidos a álcool emitem praticamente os mesmo níveis de gás carbônico que os a gasolina”, explica.

Maria Helena diz que a grande vantagem do álcool é que ele é renovável. Diferentemente da extração do petróleo que retira o CO2 confinado no subsolo e o joga na atmosfera, o cultivo da cana de açúcar para extração de combustível líquido utiliza o ciclo natural do carbono. “A utilização do álcool é sempre benéfica pelo balanço positivo do CO2”, revela.

Mesmo diante de uma situação grave, o controle da poluição vem sendo fortalecido, o que contribuiu até para a sua diminuição. Na década de 1970, por exemplo, não havia o cuidado com as emissões na atmosfera paulistana. Já na década de 80, iniciou-se um controle desde a fábrica. “Hoje, existem catalisadores que diminuem a energia de ativação, facilitando a transformação de reagentes em produtos, conseqüentemente fazendo com que os escapamentos emitam menos gases pela queima de combustível. Os veículos, nacionais ou importados, não saem de fábrica se não forem inspecionados pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve)”, diz Maria Helena.

Como saídas, Maria Helena diz que o cidadão pode e deve contribuir para as reduções de emissões de gases nocivos à saúde. Para ela, além de colaborar com o rodízio de veículos, pode-se diminuir o uso dos carros, optar por programas de carona, evitar horários de pico, manter o veículo devidamente regulado, usar transporte público, abastecer com combustível de boa qualidade e desligar o motor quando parado.

Por Bruna Souza - 23.07.09

Poluição diminui a inteligência das crianças, diz estudo

Piora do desenvolvimento cognitivo acontece ainda no útero

A exposição à poluição reduz o coeficiente intelectual (QI) de crianças. Os prejuízos ao desenvolvimento cognitivo começam quando os bebês ainda estão no útero das mães, revela estudo da Universidade Columbia, dos EUA, publicado na revista Pediatrics.

A pesquisa acompanhou 249 crianças do Harlem e do Bronx, em Nova York, durante cinco anos. A conclusão é que os chamados carbono-hidratos aromáticos policíclicos (HAP, na sigla em inglês), expelidos pela combustão de carvão, diesel, gasolina e gás, provocam imediata ação nociva sobre crianças.

Aquelas que foram expostas a altos níveis de HAP - a partir de 2,26 nanogramas por metro cúbico - apresentaram QI 4,31 a 4,67 pontos inferior ao de crianças não expostas à substância.

"As conclusões do estudo preocupam, porque o coeficiente intelectual é um fator importante para o sucesso escolar dos alunos, e a emissão de HPA nos grandes centros urbanos é comum por causa da grande circulação de veículos", afirma Frederica Perera, diretora do Columbia Center for Children's Environmental Health, instituto responsável pela pesquisa. l

Da Redação - Destak - 23.07.09

21 de jul. de 2009

Presidente Lula abre feira de orgânicos nessa quinta, 23.07, em São Paulo

A quinta edição da Bio Brazil Fair começa dia 23 com a presença do presidente da República e do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes na cerimônia de abertura oficial, a partir das 11 horas, no auditório MAM no Parque do Ibirapuera. (Informações sobre credenciamento para a cobertura da visita do presidente no final da mensagem)

A partir dessa quinta (23), São Paulo vai se tornar a capital nacional da alimentação orgânica. Durante quatro dias (23 a 26 de julho), a cidade abriga a quinta edição da Bio Brazil Fair – Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia.

Vitrine nacional de tendências, lançamentos e termômetro do segmento, a feira acontece num momento de grande perspectiva em torno desse mercado, que no Brasil cresce de 20 a 30% ao ano.

Endossando as potencialidades do setor e a importância da popularização dos orgânicos, três ministérios participam desta edição com estandes coletivos: Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Ministério da Ciência e Tecnologia, além de SEBRAE, SUFRAMA e ITAIPU BINACIONAL.

Com um amplo mix de produtos in natura e processados, a feira ainda conta com a vasta programação de palestras do Fórum Brasileiro de Agricultura Orgânica e Sustentável e com oficinas de gastronomia orgânica e natural de hora em hora.

Paralelamente à Bio Brazil Fair acontece a Natural Tech – Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde, evento especialmente desenvolvido para lançar e promover lançamentos em alimentação natural, terapias e vida saudável.

(Meio Filtrante)

Fonte: E-Campo - 20.07.09

28 de jun. de 2009

EUA: O primeiro passo para revitalizar a economia

avozdoimigrante.wordpress.com
De Carlinhos de Medeiros - Do Bodega Cultural - 27.06.09

Em seu blog semanal, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou o presidente da Câmara dos Representantes pela aprovação da legislação que fomentará a utilização de Energia Limpa e Segura pelos norte-americanos, ontem à noite.


O presidente estadunidense disse que essa peça histórica da legislação irá diminuir a dependência do petróleo estrangeiro originando, além de energia limpa, a criação de milhões de novos empregos trazendo um alento para a economia do país – empregos que são críticos para a transformação de uma nova base econômica – enfatizou.


“Agora o meu apelo para cada senador, bem como para todos os americanos é este: Nós não podemos ter medo do futuro. E não devemos ser prisioneiros do passado. Não acredito que a desinformação por aí sugira que exista contradição em investimento em energias limpas e crescimento econômico” – disse o presidente.

Por Christopher Hass.

Meus comentários: Dentre as ações do presidente Obama poderia incluir a redução das verbas para a manutenção de suas guerras.

25 de jun. de 2009

Terra da garoa. Você vai a São Paulo, ou conhece a cidade, então veja !!

Do blog do Pedalante a Bicicletada - 25.06
arte: tcnbaggins

arte: tcnbaggins

da Gira Me,

” Nos últimos dias, diversas pessoas indignadas com as obras de ampliação da Marginal Tietê têm feito vistorias locais e documentado em fotos, vídeos e textos o massacre de árvores gigantescas localizadas nas poucas áreas verdes que ainda restam nas margens do rio Tietê e que serão destruídas pelo asfalto.

Ontem um grupo realizou a primeira de uma série de ações para denunciar essa insanidade:”

O governo tem VERGONHA da sua Freeway? (CicloBR)

Homenagem as árvores vítimas do Ecocídio (CicloBR)

Fotos de ontem no canteiro da Marginal Tietê (Luciano Ogura)

Sobre projetos semelhantes:
A revolta das freeways – Em qual cidade você quer viver? (Apocalipse Motorizado)

Assine:
Moção de Protesto e Repúdio elaborada pelo Grupo de Patrimônio Histórico do IAB-SP sobre o projeto de Ampliação das Pistas da Via Marginal do Rio Tietê

Arte: tcnbaggins

Arte: tcnbaggins

leia tb:

Freeway do serra ainda lhe resta alguma dúvida (igual a você)

Marginal Tietê: cemitério (gira-me)

15 de jun. de 2009

Brasil: São Paulo, palanque dos neoliberais


As eleições de 2006 confirmaram a hegemonia da direita neoliberal no principal estado da federação. Pela quarta vez consecutiva, o PSDB, partido das elites rentistas e privatistas, ganhou a eleição para o governo paulista e logo no primeiro turno. Os tucanos e seus aliados ainda elegeram o maior número de deputados federais e estaduais, com a redução das bancadas de esquerda mais vinculadas às lutas dos trabalhadores. Além disso, o direitista Geraldo Alckmin, escorraçado nas urnas em quase todo o país, venceu no estado na sucessão presidencial –com a larga vantagem de quatro milhões de votos no primeiro turno e de um milhão de votos no segundo turno, quando a disputa foi mais politizada e polarizada.

Esta hegemonia também se manifesta nas principais cidades do estado e, principalmente, na capital paulista, aonde do PSDB e seu eterno apêndice, o conservador Demo (ex-PFL), mantêm-se a frente da prefeitura. Gilberto Kassab atua como um fiel escudeiro de José Serra, seu antecessor que agora ocupa o Palácio dos Bandeirantes, mantendo os mesmos projetos e o mesmo staff. Isto para não falar da influência da direita neoliberal no Poder Judiciário e do seu total domínio da mídia privada –que sataniza os movimentos sociais e as forças de esquerda e protege os políticos do bloco liberal-conservador.

Paraíso dos rentistas

Há distintas explicações para este fenômeno, que destoa do restante do país no qual se verifica uma tendência mais progressista nas eleições. Por um lado, como registra o economista Marcio Pochmann, São Paulo se transformou no paraíso de rentistas e das camadas médias abastadas. O Estado, que já foi a locomotiva industrial do país e hoje mais se parece com um cemitério de fábricas, é o principal centro da oligarquia financeira. Das 20 mil famílias que especulam com os títulos da dívida pública, quase 80% reside em São Paulo e leva uma vida de opulência.

Esta elite preconceituosa mora em condomínios de luxo, desloca-se em helicópteros (a segunda maior frota do mundo) e carros blindados (a maior frota do planeta), e consome em butiques de luxo, como a Daslu. Ela não tem qualquer identidade ou compromisso com a nação, estando totalmente apartada da realidade de penúria do povo brasileiro. Ela ainda influência uma ampla camada média, que come mortadela e arrota caviar. Estas são as principais bases de apoio do bloco neoliberal e dos movimentos golpistas e racistas, como o “Cansei”.

Por outro lado, o violento processo de desindustrialização do Estado, que resultou em desemprego, informalidade e precarização do trabalho, golpeou a combativa classe operária e fragilizou os seus sindicatos, enfraquecendo a influência política das forças mais vinculadas às lutas dos trabalhadores. Estes dois fatores, entre outros, explicam a forte hegemonia dos neoliberais tucanos em São Paulo.

O candidato da direita

O Estado hoje é o principal laboratório e também o principal palanque dos neoliberais no país. Daqui operam as maiores referências da direita “moderna”, como FHC, Geraldo Alckmin e José Serra, e as mais poderosas entidades empresariais, como a federação das indústrias (Fiesp) e a dos banqueiros (Febraban). Daqui se irradiam as manipulações da mídia burguesa, com as redações da revista Veja, dos jornais Folha e Estadão e das maiores emissoras de TV. Toda a orquestração para barrar as mudanças no Brasil e para pavimentar o retorno da direita neoliberal ao governo federal parte atualmente de São Paulo.

É exatamente por isso que a candidatura do governador paulista se apresenta como a mais forte da reação para a disputa presidencial de 2010. Não é para menos que ele procura renegar o seu passado, no qual foi líder estudantil, exilado no Chile e militante da luta pela redemocratização. Atualmente, José Serra não engana mais ninguém. Está totalmente comprometido com o capital financeiro, os barões do agrobusiness e as megacorporações ávidas pela privatização das estatais. Ainda posa de desenvolvimentista para iludir os ingênuos, mas aplica com ardor o receituário neoliberal. Para atrair o apoio da direita desconfiada, José Serra é mais realista do que o rei. É o principal defensor no PSDB da aliança com os conservadores do Demo (ex-PFL) e adota posturas cada vez mais privatistas, autoritárias e reacionárias. Ele significa um enorme perigo para os que almejam avançar nos rumos das mudanças progressistas no Brasil.

A continuidade do desmonte

A chegada de José Serra ao Palácio dos Bandeirantes representou a continuidade da devastação do estado iniciada pelos tucanos em 1995. Mário Covas, com o seu “choque de capitalismo”, já havia destruído boa parte do patrimônio público, incumbindo seu vice, Geraldo Alckmin, de chefiar o plano de desestatização. Como governador, o seguidor da seita fascista Opus Dei radicalizou na aplicação do modelo neoliberal. Entre outras medidas nefastas, enviou à Assembléia Legislativa o projeto de lei 26/05, demitindo 120 mil professores contratados em regime temporário; dispensou funcionários e reduziu investimentos na Febem, o que explica a eclosão de 34 rebeliões somente em 2005; foi o primeiro a implantar o projeto de Parceira Público Privada (PPP) na privatização da Linha 4 do Metrô, na qual o estado entra com 75% dos recursos da obra e a iniciativa privada fica com os lucros da bilheteria e de outros serviços; e sabotou a instalação de 57 Comissões Parlamentares de Inquérito, o que evidencia o cinismo dos tucanos travestidos de éticos.

Com seu afastamento para a disputa presidencial, assumiu o vice Cláudio Lembo, do Demo, que teve sua curta gestão marcada pela explosão de violência do PCC, mostrando a falácia do discurso sobre o controle da segurança pública. Apesar desta desgraceira, mas contando com o apoio das elites, a cumplicidade das camadas médias e os holofotes da mídia, José Serra obteve mais de 60% dos votos válidos nas eleições de 2006, o que lhe dá força para aplicar, com maior radicalidade, o destrutivo receituário neoliberal.

Postura autoritária

Como prefeito da capital e agora como governador, Serra tem radicalizado as suas posturas autoritárias, o que deve causar inveja ao ex-governador Alckmin, que não teve qualquer passado democrático e sempre esteve ligado às forças de direita, inclusive à seita Opus Dei. Num curto espaço de tempo, são várias as manifestações de arrogância e autoritarismo do governador. Lembrando o sombrio período da ditadura, Serra ordenou a ocupação militar do legendário prédio da Faculdade de Direito da USP para desalojar estudantes que protestavam contra o projeto de sua autoria lesivo à autonomia universitária. A brutalidade da PM foi denunciada pelas entidades democráticas e manchou de vez a biografia do ex-líder estudantil. O episódio foi comparado à ocupação da PUC, comandada pelo coronel Erasmo Dias, durante a ditadura.

Ainda no primeiro semestre, num gesto de triste servilismo ao império, ele acionou a repressão contra um protesto pacífico contra a visita do presidente-terrorista George Bush ao Brasil. Serra tem dado tratamento duro, avesso à negociação, aos movimentos sociais. Já orientou várias desocupações violentas de terrenos e prédios ociosos ocupados pelos movimentos de sem-tetos e rejeita o diálogo com as lideranças rurais do MST, aparecendo como capataz dos latifundiários e cúmplice das suas milícias privadas. Uma foto que ficou famosa, do governador apontando uma arma de fogo, retrata bem a sua conduta violenta e ditatorial.

Aversão ao sindicalismo

O autoritarismo também fica explícito na sua relação com o movimento sindical. Segundo a Apeoesp, que representa os professores estaduais e é o maior sindicato da América Latina, o atual governador sequer negocia com a categoria e persegue as suas lideranças. “Ele se comporta pior ainda do que o Alckmin”, afirma Carlos Ramiro, presidente da entidade. Em maio, a PM sob o seu comando reprimiu violentamente uma manifestação pacífica de 11 mil professores na Avenida Paulista. No mesmo mês, o governo colocou auditores da Secretaria da Fazenda para vistoriar as contas do Sindsaúde, numa tentativa de intimidação da campanha salarial dos servidores da saúde e num arbitrário atentado à legislação sindical.

Essa postura avessa ao sindicalismo ficou ainda mais escancarada na repressão à organizada e combativa categoria dos metroviários. A exemplo de FHC, que acionou tropas do Exército para derrotar a greve dos petroleiros e para “quebrar a espinha dorsal” do sindicalismo, Serra desrespeitou a Constituição e demitiu cinco diretores do sindicato e 61 trabalhadores que participaram da greve favorável ao veto presidencial à nefasta Emenda-3. A entidade foi multada em um milhão de reais por liderar a paralisação e o governo usou o sistema de som do Metrô para fazer campanha terrorista contra a greve, visando jogar os usuários contra os metroviários. “A sua ação relembrou os piores momentos da ditadura, quando o nosso sindicato sofreu intervenção e várias lideranças foram demitidas”, critica Flávio Godoi, dirigente da entidade.

Rolo compressor tucano

A sua aversão ao diálogo manifesta-se ainda no mundo político. Com uma folgada maioria na Assembléia Legislativa, o governador paulista tem imposto a toque de caixa todos os seus projetos. O rolo compressor inviabiliza qualquer reflexão mais séria sobre os graves problemas do Estado e rebaixa o papel do Poder Legislativo, que fica com a imagem de balcão de negócios empestado de deputados fisiológicos. Além disso, essa conduta impede qualquer fiscalização mais rigorosa sobre as ações do Executivo. Neste caso fica evidente a hipocrisia de tucanos e pefelistas, que nacionalmente se travestem de arautos da ética, propondo a instalação de centenas de Comissões Parlamentares de Inquérito, mas que no estado sabotam qualquer apuração de denúncias e abortam todos os pedidos de CPIs.

Até hoje nada foi apurado sobre centenas de irregularidades no reinado tucano em São Paulo. A mídia hegemônica muito falou sobre o trágico acidente da TAM, que resultou na abertura de uma CPI sobre o caos aéreo, mas não fez qualquer pressão para a averiguação do grave acidente do Metrô, que causou uma cratera na cidade e resultou em sete vítimas fatais. José Serra, que já teve o seu nome envolvido em várias denúncias de corrupção, como no caso das sanguessugas, sempre fica incólume. O rolo compressor no Legislativo, sua forte influência no Judiciário e a cumplicidade da mídia impedem qualquer investigação. Aos poucos, tenta-se forjar a imagem de um presidenciável perfeito!

Alguns casos suspeitos

Apesar do esforço tucano para abortar várias CPIs – como as do CDHU, Febem e Rodoanel – novos casos sinistros vêem a tona. Cresce a suspeita de que o governo abafou a investigação sobre a cratera do Metrô devido aos “recursos não contabilizados” (o famoso caixa-2) doados por empreiteiras aos candidatos do PSDB. Políticos ligados a José Serra também são alvos de novas denúncias. O vice-governador Alberto Goldman, metido a paladino da ética, foi citado pelo Ministério Público na apuração sobre favorecimento irregular ao Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente. Esta organização não-governamental (ONG) foi criada por notórios tucanos – como o próprio vice-governador e o ex-secretário municipal de transportes Frederico Bussinger. A sua esposa dirige a entidade, que recebeu cerca de R$ 5 milhões dos cofres públicos nos últimos seis anos, e é acusado de superfaturamento e licitações fajutas.

Outra denúncia atinge o deputado Celino Cardoso, homem de confiança de José Serra. Há cerca de três anos o parlamentar tucano explora irregularmente áreas da Sabesp em Mairiporã para auferir lucros com o seu hotel Refúgio Cheiro de Mato, que cobra diárias de R$ 500. Os fiscais da empresa denunciaram que a cessão gratuita do terreno, que soma 40 mil metros quadrados em plena Mata Atlântica e numa área de preservação, causou danos ambientais, com a retirada de vegetação, a instalação de plataforma flutuante e rampas para barcos e a criação de uma praia artificial. O ex-governador Alckmin chegou a participar da inauguração do resort, no final de 2003. Diante das graves denúncias, Serra se finge de surdo e mudo, a mídia faz pouco alarde e os ricos empresários e “madames enfadonhas” do golpista “Cansei” não chiam.

Avanço nas privatizações

A postura autoritária do governador José Serra, sempre acobertada pela mídia venal, serve para deixá-lo de mãos livres para aplicação do receituário neoliberal. A obra destrutiva e regressiva dos tucanos, que já dura 12 anos, tem a sua continuidade sem maiores transtornos. Qualquer resistência é abafada. O papel do Estado é minimizado, com a entrega de inúmeros equipamentos públicos à iniciativa privada – agora sob o disfarce das mal chamadas Organizações Sociais (OS). Estas hoje administram vários hospitais, escolas e creches, transformando tudo em mercadoria de péssima qualidade e com altos lucros para uma minoria de empresários. Para piorar, o governador pretende agora retomar as privatizações das empresas estatais, concluindo o serviço criminoso e suspeito das gestões tucanas anteriores.

No final de setembro, José Serra anunciou a abertura do processo de licitação para averiguar o valor de mercado de 18 estatais – entre elas, Sabesp, Metrô, Cesp, Dersa, IPT, CDHU e o banco Nossa Caixa. Cálculos parciais indicam que estas empresas valem mais de R$ 30 bilhões. Todo este patrimônio público deve ser vendido – ou melhor, entregue – à iniciativa privada com a desculpa de saldar a dívida do estado. De 1996 a 2006, os tucanos venderam o equivalente a R$ 37 bilhões do patrimônio público, mas todo este dinheiro sumiu – não serviu para pagar as dívidas, que triplicaram no período, e nem foi aplicado na melhoria dos serviços públicos. Serra pretende agora concluir a obra privatista e entreguista.

O exemplo dos pedágios

Prova cabal de que estas privatizações foram criminosas surgiu com a recente concessão de sete rodovias federais. O leilão, que fere o discurso antiprivatista do governo Lula, serviu ao menos para desmascarar as negociatas tucanas. Como alfinetou o jornalista Elio Gaspari, ácido crítico do presidente Lula, ele colocou sob suspeição a privataria do PSDB e revelou a “incompetência” dos que alardeiam o choque de gestão. “Para se ter idéia do tamanho do êxito do leilão, o percurso que custaria R$ 10 de acordo com a planilha dos anos 90, saiu por R$ 2,70. No ano que vem, quando a firma espanhola OHL começar a cobrar pedágio na Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, cada cem quilômetros rodados custarão R$ 1,42. Se o cidadão viajar em direção ao passado, tomará a Dutra, pagando R$ 7,58 pelos mesmos cem quilômetros. Caso vá a Santos, serão R$ 13,10. Não haverá no mundo disparidade semelhante”, ironizou.

Na prática, a privatização tucana das estradas paulistas resultou num valor do pedágio nove vezes maior do que o das rodovias federais. Não é para menos que as concessionárias gostam tanto dos candidatos do PSDB. O balanço financeiro destas empresas, publicado no Diário Oficial, revela que seus lucros líquidos atingiram R$ 690 milhões em 2006, com um aumento de 150% em relação ao ano anterior. E o governo José Serra acaba de ampliar em mais oito anos e meio o prazo das concessões das rodovias paulistas, sem abolir as cláusulas prejudiciais à população.

Acelerada regressão social

Além da entrega do patrimônio público, o governo Serra não tem atacado os graves problemas sociais que afligem São Paulo. Recente estudo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação revela que os professores paulistas recebem 39% menos do que os docentes do Acre. No início da carreira, ganham R$ 8,05 por hora aula, enquanto os acreanos recebem R$ 13,16. A denúncia irritou o governador paulista, que afirmou cinicamente que o salário não interfere na qualidade de ensino. O Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb), porém, desmonta este sofisma. A avaliação positiva da educação básica no Acre aumentou 13,8 pontos entre 2003 e 2005, contra apenas 1,1% em São Paulo.

Mas não é somente na educação que o governo tucano mostra desprezo aos servidores e à população que paga imposto. Segundo denúncias do Sindicato dos Médicos de São Paulo, continua o desmonte da saúde no estado. Em novembro passado, o Hospital do Servidor Público Estadual anunciou a demissão de 212 funcionários, sendo 55 médicos, sem aviso prévio. “O descalabro e o autoritarismo de uma administração comprometida com as terceirizações e as privatizações do serviço público pune médicos e funcionários experientes”, denuncia Cid Carvalhaes, dirigente da entidade. “Os pacientes sentem o reflexo das decisões arbitrárias, que prenunciam o caos”, diz Otelo Junior, presidente da Associação dos Servidores do Iamspe.

Abandono no campo e na cidade

O desprezo pelos graves problemas sociais alcança as raias do absurdo na zona rural. Ao mesmo tempo em que criminaliza os movimentos sociais do campo, apartando o MST e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaesp), o governo Serra paralisa o processo de reforma agrária, asfixia acampamentos e assentamentos rurais e privilegia latifundiários e barões do agronegócio. Logo no início da sua gestão, ele enviou à Assembléia Legislativa o projeto de lei 578/07, que legitima a posse fraudulenta das terras devolutas na região do Pontal do Paranapanema. A legalização desta grilagem, questionada judicialmente há décadas, objetiva transformar a área em mais uma fronteira para expansão do agrobusiness.

O governo Serra é um biombo deste setor, que controla a Secretaria de Agricultura, com João Sampaio, dirigente da Sociedade Rural Brasileira, e a Secretaria do Meio Ambiente, com Xico Graziano, raivoso inimigo da reforma agrária e do MST. Se no campo o governo incentiva a concentração fundiária, já nas cidades ele serve à especulação imobiliária e agrava o caos urbano. Um exemplo é o projeto patrocinado pela dupla Serra-Kassab que prevê a demolição de dez quadras no tradicional bairro da Luz, no centro da capital. A área está sendo disputada por dois grupos imobiliários e resultará na expulsão de milhares de famílias. Elas serão deslocadas para bairros periféricos, sem qualquer equipamento público, e reforçarão o intenso processo de favelização dos centros urbanos. Nos últimos quatro anos, a população favelada da capital paulista cresceu 38%, de 290 mil famílias, em 2003, para 400 mil famílias (cerca de 2 milhões de pessoas), em 2006. As reformas agrária e urbana não constam do programa elitista de José Serra.

Desmascarar o tucano

Diante do desastre tucano em São Paulo e do real perigo que representa a candidatura presidencial de José Serra, o movimento popular e sindical precisa urgentemente reforçar as denúncias e a pressão social em defesa do patrimônio público e dos direitos dos trabalhadores e contra o autoritarismo. O novo projeto de privatização das estatais, que inclui empresas da “jóia da coroa” e atinge categorias com forte poder de mobilização, pode detonar uma maior rebeldia da sociedade e, inclusive, despertar os ingênuos que ainda acreditam na falácia do “choque de gestão” do PSDB e do Demo. Uma ampla e unitária campanha contra a privataria pode reverter a atual situação de apatia e isolamento de alguns setores que resistem.

Não dá para vacilar diante do governador José Serra – que age com total amparo de mídia patronal e dos outros poderes. Além da ativa luta social, é preciso infringir derrotas eleitorais aos tucanos para baixar a sua arrogância. As eleições municipais de 2008 serão importante teste neste sentido. Cabe ao movimento social uma intensa participação neste processo, elegendo prefeitos e vereadores comprometidos com as lutas e os anseios dos trabalhadores, como forma de acumular forças para as batalhas futuras.

Altamiro Borges - Avantar - 12.01.08