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13 de nov. de 2016

Fóruns regionais discutem a PEC 55 e o desmonte dos serviços públicos na cidade de São Paulo


Clique na imagem para ampliar o cartaz
Conselhos e Movimentos Sociais, contra a PEC 55, criam comitês em encontros para defender a saúde, educação, cultura, que acontecem entre 16 e 23 de novembro, nas regiões Centro, Oeste, Leste, Norte e Sul.

Fóruns regionais discutem a PEC 55 e o desmonte dos serviços públicos na cidade de São Paulo


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Conselhos e Movimentos Sociais, contra a PEC 55, criam comitês em encontros para defender a saúde, educação, cultura, que acontecem entre 16 e 23 de novembro, nas regiões Centro, Oeste, Leste, Norte e Sul.

12 de abr. de 2016

Milhares de militantes, artistas e intelectuais participaram de manifestação com ex-presidente Lula no Rio de Janeiro


Os Arcos da Lapa no Rio de Janeiro com a multidão no ato pela democracia. Foto: Ricardo Stuckert

Chico Buarque, Frei Beto e Lula
O palco da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, reuniu os principais intelectuais, artistas e representantes de movimentos sociais do Brasil nesta segunda-feira (11) no ato “Cultura pela Democracia”. Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos nomes mais esperados da noite foi de Chico Buarque. Após uma hora e meia de manifestação e muitos gritos de “Chico”, o cantor fez uma fala breve fala: “Eu fiquei todo besta quando cheguei e vocês começaram a gritar ‘Chico, eu te amo!’. Só depois que vi que vocês amam todo mundo”, brincou. “Estamos juntos em defesa da democracia: Não vai ter golpe”.

4 de jan. de 2013

Preconceito linguístico é debatido em documentário

O movimento literário nas periferias mobiliza e inclui diversas pessoas. O trabalho de conclusão de curso da universidade Metodista investiga este fenômeno no web documentário de cinco capítulos.

9 de abr. de 2012

Cultura: propriedade comum ou mercadoria

Emir: os tucanos retiraram recursos e jogaram a TV Cultura na lógica de buscar recursos privados e, assim, ter que se submeter aos critérios das agências de publicidade e das empresas privadas, tirando paulatinamente o caráter diferenciado, público, da TV Cultura.

Por Emir Sader - 03.04.12
No momento em que se avança no processo de privatização na que já foi um marco na TV pública brasileira – a TV Cultura de São Paulo – e ainda persiste um mandato no Minc que promoveu graves retrocessos na política de propriedade comum e convive de forma promíscua com o Ecad, vale a pena recordar que um dos mais importantes debates contemporâneos se deu justamente sobre a natureza da cultura: propriedade comum ou mercadoria.

13 de mar. de 2011

Comunicação e cultura em Paulo Freire


Por Altamiro Borges - Blog do Miro 

Reproduzo artigo de Venício Lima, publicado no sítio do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC):

Visitando a trabalho o sul da Índia, estado de Tamilnadu, no início de 2010, o professor de física da Universidade de Brasília, Amílcar Rabelo de Queiroz, deparou-se com uma situação reveladora. Em viagem para a região de Thanjavur conheceu um vilarejo pobre – Pattukkotta – que vive basicamente da pequena agricultura. Lá visitou uma escola de educação fundamental. Para facilitar sua apresentação e criar um clima amistoso, os colegas do Institute of Mathematical Sciences (IMSC), que com ele viajavam, informam aos professores da escola que Amílcar era brasileiro, da terra de Pelé. “Brasil? Pelé?”. Repetem várias vezes. De repente, um deles sorri e exclama: “ah, ah, Brasil, claro, terra de Freire, Paulo Freire!” E alcança na estante vários livros de um dos nossos maiores educadores, traduzido, estudado e reconhecido em todo o mundo.


Paulo Freire faleceu há quase 14 anos, em maio de 1997. Se estivesse vivo, completaria noventa anos em setembro. Sua obra, seu pensamento e sua ação deixaram marcas profundas em vários campos do conhecimento. Seu único ensaio especificamente sobre comunicação – Extensão ou Comunicação? – foi escrito no exílio chileno, em 1968, e publicado pela Editora Paz e Terra, no Brasil, em 1971.

Tenho afirmado recorrentemente que as reflexões de Freire sobre comunicação nunca estiveram tão atuais. [cf. nesta Carta Maior “Paulo Freire, direito à comunicação e PNDH3”].


Direito à comunicação


A necessidade de construção e positivação de um direito à comunicação foi identificada há mais de 40 anos pelo francês Jean D’Arcy, quando diretor de serviços audiovisuais e de rádio do Departamento de Informações Públicas das Nações Unidas, em 1969. Naquela época ele afirmava:


"Virá o tempo em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos terá de abarcar um direito mais amplo que o direito humano à informação, estabelecido pela primeira vez 21 anos atrás no Artigo 19. Trata-se do direito do homem de se comunicar".


A proposta de D’Arcy, na verdade, assumia e consagrava uma perspectiva “dialógica” da comunicação que já havia sido elaborada, do ponto de vista conceitual, por Paulo Freire no ensaio "Extensão ou comunicação"?


Freire recorre à raiz semântica da palavra comunicação e nela inclui a dimensão política da igualdade, a ausência de dominação. Para ele, comunicação implica um diálogo entre sujeitos mediados pelo objeto de conhecimento que por sua vez decorre da experiência e do trabalho cotidiano. Ao restringir a comunicação a uma relação entre sujeitos, necessariamente iguais, toda “relação de poder” fica excluída. O próprio conhecimento gerado pelo diálogo comunicativo só será verdadeiro e autêntico quando comprometido com a justiça e a transformação social. A comunicação passa a ser, portanto, por definição, dialógica, vale dizer, de “mão dupla”, contemplando, ao mesmo tempo, o direito de ser informado e o direito de acesso aos meios necessários à plena liberdade de expressão.


Como se vê, Freire teoriza a comunicação interativa antes da revolução digital, vale dizer, antes da internet e de suas redes sociais. No nosso tempo, quando as novas tecnologias [TICs] rompem com a unidirecionalidade da comunicação “de massa” tradicional, o conceito de comunicação relacional e transformadora oferece uma referencia normativa revitalizada e desafiadora.


História das idéias


Ao reafirmar a atualidade do pensamento de Paulo Freire, especificamente para o campo da comunicação, tomo a liberdade de registrar os trinta anos de "Comunicação e Cultura: as idéias de Paulo Freire", publicado pela Paz e Terra, em março de 1981 (2ª. edição 1984). O livro é uma adaptação de tese de doutorado defendida em agosto de 1979.


Na verdade, o argumento central sobre a importância de Freire para o estudo da comunicação já havia aparecido em artigo anterior que publiquei, com Clifford Christians, na revista inglesa Communication (vol. 4, n. 1, 1979) sob o título “Paulo Freire: the political dimension of dialogic communication”, traduzido e publicado em português pela revista Síntese (vol. VI, n. 16, maio/agosto de 1979).


A história das idéias nos diferentes campos do conhecimento – inclusive na Comunicação – muitas vezes contém omissões, deliberadas ou não, ao deixar de registrar contribuições feitas por autores que, por diferentes razões, não se situam no seu “mainstream” ou não se alinham aos grupos dominantes na academia. Daí, às vezes, a necessidade de auto-registros isolados como esse.


Hoje, a contribuição de Paulo Freire para o campo da comunicação é fonte de inspiração e referência. A situação, certamente, não era a mesma no final da década de 70 do século passado. Embora reconhecido internacionalmente e estudado em várias disciplinas – filosofia, sociologia, serviço social, religião, história – seu pensamento era quase que totalmente ignorado nos estudos de comunicação, inclusive na sua terra, o Brasil.


A incrível história do prof. Amílcar na Índia, de que só agora tomei conhecimento, serviu de mote para que fizesse, então, esse duplo registro: a permanente atualidade do pensamento do educador brasileiro e os trinta anos do Comunicação e Cultura: as idéias de Paulo Freire.

9 de jul. de 2010

Um Brasil sem analfabetos


Por Emir Sader - ContraPontoPIG - 09.07.2010

O Brasil teve uma expansão significativa dos direitos sociais da grande maioria da sua população nos últimos anos, extensão do sistema educacional, porém persistem entre 10 e 13 milhões de analfabetos – sobretudo de terceira idade – e grande quantidade de analfabetos funcionais – que aprenderam a ler mas que, sem prática posterior, são incapazes de ler e responder uma carta.

E, ao mesmo tempo, dispomos do melhor método de alfabetização – o método Paulo Freire - que, ao mesmo tempo que permite o aprendizado da leitura e da escrita, favorece a consciência social das pessoas.

Até mesmo países de nível de renda muito mais baixo do que o nosso, como a Bolívia, valendo-se de um método muito eficaz, mas menos elaborado, como o método cubano, terminaram com o analfabetismo, segundo constatação da Unesco. A Bolívia, que tem uma grande complexidade cultural e lingüística, porque a massa da população fala aymara, quéchua, guarani, castelhano e outros muitos dialetos.

Não podemos permitir que milhões de brasileiros não saibam ler e, não apenas, estejam impedidos de orientar-se minimamente como um cidadão deve fazê-lo para informações básicas, mas também impedidos de conhecer a cultura brasileira – aquilo que o Brasil produz de melhor. Impedidos de conhecer Jorge Amado, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais, Guimarães Rosa – apenas para citar alguns. Todos têm todo o direito de não gostar de autores, mas devem ter todo o direito de conhecer, de ter acesso ao que de melhor o Brasil produz.

Um mutirão, organizado pelo Ministério da Educação, de que participem ativamente as entidades estudantis, as centrais sindicais, os movimentos sociais e culturais, que comece pela elaboração de método adequado aos da terceira idade e que mobilize centenas de milhares de jovens e militantes de todos os setores da população, poderá elevar o Brasil nos próximos quatro a anos a “país livre do analfabetismo”. Seremos um pouco mais democráticos, menos injustos, mais cultos. Além de preparar-nos melhor para produzir uma cultura muito mais plural, diversificada, reflexo da sociedade brasileira realmente existente e não produto do país que as elites gostariam que o Brasil continuasse sendo. Um Brasil para todos significa um Brasil sem analfabetismo.

*Emir Sader . Sociólogo e cientista político

2 de ago. de 2009

Duas obras inéditas de Mozart são executadas pela primeira vez

Wolfgang Amadeus Mozart

Mozart começou a compor aos 5 anos de idade

Duas obras para piano compostas por Wolfgang Amadeus Mozart e recentemente descobertas foram apresentadas ao público pela primeira vez neste domingo, na Áustria.

O recital ocorreu na casa onde o compositor morou entre 1773 e 1780, em sua cidade-natal, Salzburgo, e que hoje é um museu.

As peças estavam no arquivo da Fundação Mozarteum Internacional, mas apenas em julho foram identificadas como composições de Mozart.

Ambas as obras - o primeiro movimento de um concerto e um prelúdio - foram executadas no próprio piano do músico.

Criança

Há informações de que as duas peças foram compostas antes de Mozart completar 10 anos de idade.

Ele começou a compor ao 5 anos de idade e sua obra contêm mais de 600 peças, entre óperas, música de câmara, peças para coral e concertos para piano. Ele morreu em 1791, aos 35 anos.

Esta não é a primeira vez que se descobre uma obra póstuma de Mozart.

Em janeiro, uma peça que ficou escondida durante anos em uma biblioteca na França foi executada pela primeira vez.

Fonte:BBC Brasil - 02.08.09

29 de jul. de 2009

Fórum da Cultura Digital será lançado sexta-feira

Por Rodrigo Savazoni - Os trezentos - 29.07.09

É com muito prazer que anunciamos, após um mês de intensos testes, o lançamento oficial do Fórum da Cultura Digital Brasileira e da plataforma www.culturadigital.br.

O evento de lançamento ocorre na próxima sexta-feira, em São Paulo, durante o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o FILE. Como sabemos, esse é um processo político que pretende produzir, de forma colaborativa, uma política pública para o Brasil contemporâneo.

O lançamento será uma roda de conversa do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, com blogueiros e produtores de mídias sociais. A partir das 15 horas, Juca, acompanhado do Secretário Executivo, Alfredo Manevy, do Secretário de Políticas Culturais, José Luis Herencia, e do Gerente de Cultura Digital, José Murilo Jr. debaterá a cultura digital e explicará o que o Ministério pretende com a realização desse processo.

A conversação será transmitida ao vivo no endereço http://www.culturadigital.br/aovivo.

O Fórum da Cultura Digital Brasileira é um chamamento que o Ministério da Cultura e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa estão fazendo à sociedade civil. Ele terá eventos presenciais e deve se encerrar em novembro, em um grande evento, com a participação aberta a cidadãos interessados em como as tecnologias podem contribuir para melhorar a nossa sociedade.

A partir desta quinta-feira, a plataforma será aberta a tod@s os usuários.

Ajudem-nos a divulgar essa ação. Quem estiver em São Paulo, pinte por lá. E quem não estiver, participe do debate pela rede.

27 de jul. de 2009

O Trabalho Social França Brasil tem inscrições a partir de 5/8



Em 5 de agosto estarão abertas as inscrições para o seminário internacional O Trabalho Social França Brasil, que acontece em setembro no SESC Vila Mariana. Após receber os trabalhos na categoria relatos de experiências sobre os temas Políticas Sociais Voltadas para Segmentos Específicos e Conflitos Globais, a unidade se prepara para abrir a discussão e traçar um panomara do trabalho social nos dois países.

Por ocasião da celebração do ano da França no Brasil, o Serviço Social do Comércio -SESC SP e o Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviços Sociais - CBCISS realizam, de 24 a 26 de setembro, o seminário O Trabalho Social França Brasil aberto a profissionais e estudantes de todas as áreas.

Entre os temas abordadaos estão as questões que devem ser enfrentadas hoje no campo social, as políticas públicas e os programas sociais na atualidade, a formação para o trabalho social, as perspectivas teórico-metodológicas contemporâneas no trabalho social e organizações da sociedade civil e sua ação no campo social.

O seminário, cujas inscrições poderão ser feitas online pelo Portal SESC a partir de 5 de agosto, pretende ser um intercâmbio de experiências e possibilidade de analisar o percurso na área do trabalho social entre a França e o Brasil, além de estabelecer um canal permanente de trocas e fomentar redes de trabalho social entre instituições, profissionais e estudantes.

Parceria SESC São Paulo, Governo Federal Brasileiro, República Francesa e Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviços Sociais - CBCISS




21 de jul. de 2009

Anima Mundi 2009 vem para São Paulo - De 22 a 26 de julho

Melhor Curta-Metragem:













1º Lugar - MON CHINOIS - Cédric Villain (França)

2º Lugar - THIS WAY UP - Smith & Foulkes (Reino Unido)

3º Lugar - WALLACE AND GROMIT: A MATTER OF LOAF AND DEATH - Nick Park (Reino Unido)

Melhor Curta Infantil:












1º Lugar - PAUL E O DRAGÃO (PAULTJE EN DE DRAAK) - Albert 't Hooft, Paco Vink (Holanda)

2º Lugar - ACHADOS E PERDIDOS (LOST AND FOUND) - Philip Hunt (Reino Unido)

3º Lugar - O REI DA ILHA (IL RE DELL'ISOLA) - Raimondo Della Calce (Itália)


Melhor Animação Brasileira:













1º Lugar - JOSUÉ E O PÉ DE MACAXEIRA - Diogo Viegas (Brasil)

2º Lugar - O DIVINO, DE REPENTE - Fábio Yamaji (Brasil)

3º Lugar - O ANÃO QUE VIROU GIGANTE – Marão (Brasil)


Melhor Filme de Estudante:












1º Lugar - OUR WONDERFUL NATURE - Tomer Eshed (Alemanha)

2º Lugar - FOR SOCK’S SAKE - Carlo Vogele - (França/Estados Unidos)

3º Lugar - SECONDE CLASSE - Boris Belghiti - (França)


Melhor Longa-Metragem:












1º Lugar - MIA ET LE MIGOU - Jacques Rémy Girerd (França)

2º Lugar - $9.99 - Tatia Rosenthal (Austrália)

3º Lugar - THE GOOD SOLDIER SHWEIK - Robert Crombie (Ucrânia, Reino Unido)


Júri Popular RJ: ps ganhadores - 19.07.09


E que venha a premiação do júri de São Paulo!


Fonte: Blog Anima Mundi - 19.07.09

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Anima Mundi 2009 vem para São Paulo - De 22 a 26 de julho

Após temporada carioca, o Anima Mundi 2009 vai desembarcar em São Paulo. Entre os dias 22 e 26 de julho, o 17º Festival Internacional de Animação do Brasil traz para a capital paulista mais de 400 filmes de 40 países, que serão exibidos na Fundação Memorial da América Latina e no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil). Os ingressos custam R$ 6, com possibilidades para meia-entrada. Há algumas atividades gratuitas. Além de conferir lançamentos nacionais, o público poderá conhecer destaques da animação mundial, com produções da Alemanha, Austrália, França, Reino Unido, Estados Unidos, República Checa, Letônia, Taiwan, Moçambique, Holanda, México, Portugal, Croácia e Rússia.

O Anima Mundi também traz ao Brasil profissionais de diversas partes do mundo. Nesta edição, o tradicional Papo Animado, contará com a participação do francês Michel Ocelot, diretor de "Kirikou e a Feiticeira" e "Azul e Asmar". A programação também inclui palestras com o estoniano Priit Pärn, que deverá revelar o porquê de a Estônia ser hoje considerada um dos maiores pólos de animação do mundo, e do pesquisador americano Amid Amidi, pioneiro na criação de sites e revistas na área. A produção brasileira será representada por Marcia Latini, que resgatará a história dos irmãos Latini - considerados pioneiros na animação brasileira.

Estão previstas também apresentações de representantes da empresa Laika, que contarão detalhes sobre a produção de "Coraline" - filme lançado este ano nos cinemas. A Walt Disney também estará representada, com a apresentação dos animadores Renato dos Anjos e Leo Sanchez, que prometem detalhar o processo de criação do personagem principal do longa "Bolt", indicado ao Oscar deste ano.

Para aqueles que têm interesse em ir além e experimentar as diferentes técnicas de animação, o festival oferece gratuitamente seis oficinas por meio do Estúdio Aberto. Enquanto alguns mini-cursos serão direcionados para a criação de personagens de massinha de modelar, há outros que apresentaram as técnicas em 2D, película, arreia, pixilation e Zootrópico. Em São Paulo, as atividades serão realizadas no Memorial da América Latina.

Serviço
Anima Mundi 2009 - São Paulo
Data: 22 e 26 de julho
Locais:
- Fundação Memorial da América Latina
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade 664, Barra Funda, São Paulo.
- CCBB
Endereço: R. Álvares Penteado 112, São Paulo, SP.
Ingresso: R$ 6,00 (meia entrada R$ 3,00)
Informações: www.animamundi.com.br

Fonte: Universia Brasil - 17.07.09

20 de jul. de 2009

Porque muitos astros morrem aos 27 anos?

A idade do Mito. Editado recentemente, o livro "The 27s: The Greatest Myth of Rock And Roll", escrito por Eric Segalstada e Josh Hunter, relata todos os grandes nomes do rock e do blues que morreram aos 27 anos de idade. O livro também deixa no ar a pergunta, "por que aos 27 anos?". Coloco aqui alguns nomes dessa lista sinistra.

BRIAN JONES - guitarrista dos Rolling Stones até 1969, o músico era tão talentoso que se dessem um tijolo na mão dele, o cara conseguia tirar um som. O mais bonitinho dos Stones morreu afogado na piscina de sua casa em julho de 1969.

ALAN WILSON - vocalista da banda de blues californiana Canned Heat, foi encontrado morto, vítima de uma overdose de heroína. O músico sofria de depressão e sua morte foi considerada como suicídio, em setembro de 1970.

JIM MORRISON - O vocalista dos Doors foi encontrado morto na banheira de seu apartamento, em Paris, por sua companheira Pamela Courson, no dia 3 de julho de 1971. Os rumores eram de uma overdose acidental.

JIMI HENDRIX - o maior guitarrista de todos os tempos morreu após ingerir nove comprimidos para dormir, asfixiado pelo vômito, durante o sono, em setembro de 1970. Curiosamente ele trabalhava numa nova letra chamada "The Story Of Life Is Quicker Than The Wink Of An Eye" (A história da vida é tão rápida quanto uma piscada de olho).

JANIS JOPLIN - A maravilhosa voz do blues morreu de uma overdose de heroína, possivelmente combinada com os efeitos do álcool, em Outubro de 1970. Dias antes de sua morte, ela gravou uma fita desejando feliz aniversário ao Beatle John Lennon. O tape chegou à casa de John no dia seguinte da morte da cantora.

KURT COBAIN - Ícone na geração grunge, o líder do Nirvana foi encontrado morto em sua casa, em Seattle, por um eletricista, em abril de 1994.

RON MCKERMAN - também conhecido como PigPen, o músico foi um dos fundadores do Grateful Dead, a mais cultuada das bandas californianas desde a década de 60. Alcoólatra assumido, Pigpen morreu de uma hemorragia gastrointestinal em 1973.

PETE HAM - guitarrista e vocalista da banda Badfinger, grupo britânico do país de Gales, que apareceram no final da década de 60, apadrinhados pelos Beatles. Devido a problemas pessoais e financeiros, o músico se enforcou na garagem de sua casa em abril de 1975.

CHRIS BELL - ao lado do músico Alex Chilton, ele liderou o Big Star, uma cultuada banda norte-americana, do início dos anos setenta. Sua morte veio em consequência de uma depressão por sua homossexualidade reprimida e também pelo uso de heroína. Em 27 de dezembro de 1978, seu carro colidiu contra um poste de iluminação e Chris Bell morreu instantaneamente.

D BOON - vocalista norte-americano e guitarrista do trio punk californiano Minutemen. Sua morte trágica aconteceu em 1985, quando foi acidentalmente jogado para fora da Van em que viajava pelo deserto do Arizona (EUA).

PETE DE FREITAS - baterista do Echo & The Bunnymen, banda da cidade de Liverpool, liderada pelo vocalista Ian McCulloch que teve seu auge na década de 80 . Antes de morrer, Pete tinha entrado com um processo contra o vocalista do Echo & The Bunnymen pedindo uma restituição de 15 mil libras pelas pontas de cigarro que Ian McCulloch atirou nele durante todos os anos que ele esteve na banda. O baterista morreu em 1989 em um acidente de moto viajando de Londres para Liverpool.

ROBERT JOHNSON - o enigmático e histórico bluesman, famoso pelo fato de ter vendido sua alma ao demônio numa encruzilhada, morreu em agosto de 1938. A causa de sua morte foi envenenamento, possivelmente pela mulher com a qual ele convivia.

A lista ainda continua com outros nomes menos famosos, porém, todos com uma história dentro da música pop, mas esse é um daqueles assuntos para se "pensar em casa". Qual é a razão dessa coincidência? Todos aos 27 anos de idade. Será que igual a Robert Johnson, todos não teriam feito algum pacto com o demônio? Cruz credo! Vá de retro Satanás!


Kid Vinil é músico, jornalista e radialista. Fez parte do grupo Magazine, apresentou e produziu programas de rádio na 89FM e Brasil 2000. Apresentou o programa "Lado B", na MTV. Foi Diretor Artístico Internacional das gravadoras Eldorado e Trama.

Kid Vinil é colunista do Yahoo! Brasil

12 de jul. de 2009

A conquista do mundo - Prêmio e elogios dão a Lula vantagem para vislumbrar carreira internacional

Claudio Dantas Sequeira - Isto é - 11.07.09
FOTOS: BERTRAND GUAY/AFP; MICHEL EULER/AP
CARISMA Lula, sob aplausos: de olho no Nobel da Paz

Vários presidentes sonham com uma carreira internacional ao final de seus mandatos. No Brasil, nenhum deles conseguiu realizar a façanha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nunca manifestou interesse em seguir este caminho e repete sempre que pretende voltar para São Bernardo do Campo, tem tudo para conquistar o mundo. Na terça-feira 7, ele recebeu da Unesco o prêmio Félix Houphouët-Boigny por sua gestão a favor da paz e da justiça social. Durante a cerimônia de premiação, em Paris, ganhava força nas rodas de conversas a indicação de Lula ao Nobel da Paz. Embora a candidatura já tenha sido cogitada em outras ocasiões, é a primeira vez que o nome do presidente surge acompanhado de uma estatística: cerca de um terço dos homenageados com o "Félix" levou para casa meses depois o Nobel, como ocorreu com Nelson Mandela, Yitzhak Rabin e Yasser Arafat. Mas esta não é a única indicação da possibilidade de uma carreira no Exterior para Lula. Junto com a medalha e os US$ 150 mil do prêmio, o presidente colheu também elogios dos homens que realmente decidem quem ocupa os cargos importantes nos organismos internacionais.

FOTOS: BERTRAND GUAY/AFP; MICHEL EULER/AP
FUTEBOL No Exterior, Lula sabe explorar os trunfos do País

"A crise econômica abriu uma agen da internacional que não estava nos planos do presidente", disse um ministro brasileiro à ISTOÉ. "Agora a decisão dele é aproveitar esse espaço porque ele projeta o Brasil lá fora e traz retorno político e econômico." Depois de ser chamado de "o cara" pelo presidente americano Barack Obama e do apoio explícito do francês Nicolas Sarkozy, vários outros líderes e chefes de Estado passaram a elogiar Lula. Presente à cerimônia da Unesco, o primeiroministro português, José Sócrates, al çou Lula ao rol dos estadistas. "Uma das personalidades mais admiradas e respeitadas do mundo", disse. Para Só crates, o brasileiro se destaca por uma "obra concreta", e citou os programas Fome Zero e Bolsa Família.

Antigos rivais também se transformaram em aliados. O americano Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, resolveu apoiar a ideia de Lula de fortalecer a instituição dando mais poder aos países emergentes. Logo Zoellick, que, numa reunião da OMC em 2003, pediu aos países pobres que não fizessem discursos longos. Lula aproveita o assédio para emplacar o debate sobre a reforma das organizações internacionais e do sistema financeiro. Um aliado de primeira hora nessa empreitada é Sarkozy. Os dois se reuniram na quartafeira 8, em Paris. Conversaram sobre a parceria estratégica na área de defesa e acertaram uma posição comum para o encontro do G-8, no dia seguinte, em L' Áquila, na Itália.

Na discussão entre os presidentes, Lula disse que o G-8 já não tem legitimidade e que é preciso ampliá-lo. Ao que Obama respondeu com um tom conservador, alegando ser difícil convencer os demais países desenvolvidos a ceder espaço aos emergentes. Sarkozy então pediu a palavra: "Caro Obama, entendo perfeitamente que tenhamos dificuldade para mudar, pois não sabemos ainda o melhor formato. Mas acredito que seja bom começar com a inclusão de 2,5 bilhões de pessoas." O presidente francês se referia ao total da população do G-5, formado por China, Índia, Brasil, México e África do Sul.

Recentemente, durante a reunião da OEA, que decidiu pela reintegração de Cuba, Obama ligou para Lula para se aconselhar. Na quinta-feira 9, Lula presenteou Obama com uma camisa da Seleção Brasileira e falou sobre a partida em que o Brasil venceu os EUA por 3x2. Disse que, diante do risco de derrota, repetiu várias vezes o slogan da campanha de Obama: "Sim, nós podemos." E o jogo acabou virando. "Vamos dar o troco", rebateu o americano.

FOTOS: BERTRAND GUAY/AFP; MICHEL EULER/AP

Lula também mantém uma relação amistosa com o premiê britânico, Gordon Brown. Dentre os emergentes, tem grande simpatia pelo indiano Manmohan Singh e pelo chinês Hu Jintao. "Quando está com Hu, Lula o pega pelo braço e o trata como se fosse um velho amigo", diz um assessor. Para Alcidez Costa Vaz, professor do Instituto de Relações Internacionais da UnB, a popularidade de Lula é resultado de uma agenda ajustada à nova dinâmica internacional, além do carisma e de uma diplomacia presidencial ativa.

"Quando deixar a Presidência, Lula deve levar consigo boa parte desse crédito", afirma Vaz.

4 de jul. de 2009

FLIP (Paraty - RJ) vive noite de Chico Buarque e Milton Hatoum

Na mesa mais concorrida da 7ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), dois escritores contemporâneos esmiuçaram as suas obras que têm em comum o resgate da história do Brasil a partir de memórias familiares. Chico Buarque e Milton Hatoum foram protagonistas de um encontro entre os que traduzem o Brasil por meio da literatura.

Em Leite Derramado, Chico Buarque usa a falha memória do narrador, um homem centenário, para voltar ao Brasil Colônia e caminhar, por meio das gerações, até o presente. “O filtro é a memória do velho. E é escrito de forma desordenada, porque a memória dele é desordenada”, disse.

Chico Buarque admitiu que a sua escrita depende da música. No caso de Leite Derramado, há uma forte influência de Velho Francisco, canção de sua autoria. “Se uma frase ou um parágrafo não estiver ‘cantável’ em algum lugar da minha cabeça, eu recuso. A literatura não precisa se alimentar só de literatura”, afirmou.

A memória familiar também é recorrente nas obras de Milton Hatoum. O amazonense voltou mais uma vez à terra natal para ambientar Órfãos do Eldorado. Hatoum, aliás, não rejeitou o rótulo de escritor regionalista. “Sou o mais regionalista dos escritores. E quanto mais regionalista, maior a divulgação”, brincou.

Em perfeita sintonia, os dois autores trocaram impressões bem humoradas sobre os fantasmas que acompanham a escrita, saciaram as curiosidades sobre a obra do outro e arrancaram risos da plateia ao revelar detalhes do processo criativo.

Chico descreveu, por exemplo, como chegou ao caso do parlamentar que conseguiu a concessão do Porto de Manaus por ser amigo do então presidente Campos Salles. Ao interlocutor que lhe relatava o fato, o escritor indagou: “Isso é mamata, não é?”. E arrematou: “Acontece até hoje”.

Hatoum, por sua vez, contou que, atendendo a um pedido seu, uma sobrinha foi aos arquivos públicos pesquisar duas ou três eventuais “falcatruas” que poderiam ilustrar a sua obra. “Ela encontrou 26”, disse, às gargalhadas, Hatoum.

Como não havia lugar para todos os que queriam ver e ouvir Chico Buarque e Milton Hatoum, os leitores e fãs aglomeraram-se nas grades que cercavam a tenda do telão, instalada na Praça da Matriz, centro histórico de Paraty, para reproduzir simultaneamente as mesas da tenda dos autores, palco principal da Flip.

Ao final, uma voz informou que Chico Buarque autografaria um número limitado de livros e não tiraria fotos. A última informação, o escritor prontamente tratou de corrigir. Seria impossível impedir que o público o fotografasse tão logo caminhasse pelas ruas de pedras de Paraty.

25 de jun. de 2009

Nada escapa da gestão atual do Estado, até na cultura

Irregularidades na cultura paulista Na Fórum de junho - 24.06.09

Não é fácil encontrar amizades sinceras e desinteressadas. Se a frase vale para as pessoas, a situação não é muito diferente para os museus paulistas. A promotoria do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo investiga uma série de irregularidades que teriam sido cometidas na administração de dois deles: o Museu da Imagem e do Som (MIS), na avenida Europa, e o Museu da Casa Brasileira (MCB), na avenida Brigadeiro Faria Lima, ambos na região dos Jardins, área valorizada da capital paulista.

Os problemas teriam começado quando a Secretaria de Cultura terceirizou a gestão dos museus para duas entidades, chamadas "Associação de Amigos" dos respectivos museus. Entre as pessoas que são investigadas pelos promotores Sílvio Marques, Sérgio Turra Sobrane e Saad Mazloum estão antigos integrantes do primeiro escalão da secretaria de Cultura e arquitetos e jornalistas que fazem parte da considerada elite cultural da cidade.

Recentemente, houve o pedido de quebra de sigilo bancário de 11 ex-diretores do MIS e do Museu da Casa Brasileira, acusados de desviar recursos do estado. A solicitação foi atendida pelo juiz Rômolo Russo Júnior, da 5ª Vara da Fazenda Pública. Eles são suspeitos de enriquecimento ilícito, improbidade, peculato, formação de quadrilha e caixa dois. Diante dos indícios de crimes, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, solicitou à polícia a instauração de um inquérito para investigar as supostas irregularidades.

A Vara da Fazenda Pública determinou às instituições financeiras de todo o país o envio à Justiça de documentos de abertura de contas, fundos, aplicações financeiras, extratos e cópias de cheques comuns e administrativos de todos os envolvidos a partir de 1992. Um levantamento preliminar indicou que os desvios podem somar 500 mil reais por ano.

Em 2006, a Justiça já havia autorizado a busca e a apreensão de documentos dentro dos dois museus depois de mais de uma década de atuação das entidades como suas gestoras e, ao que indica, a apuração dos promotores, sem que tivessem de prestar contas de suas ações e gastos ao governo paulista sobre a gestão do patrimônio público. Na época, o então secretário da Cultura, o cineasta João Batista de Andrade, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo por meio de nota que os casos já haviam sido “submetidos à apuração da própria secretaria e que nenhuma irregularidade foi comprovada".

Um antigo funcionário do MIS disse aos promotores que chegou a enviar uma carta a Andrade com denúncias de irregularidades na administração do museu, mas que nada foi feito. Um relatório feito dentro da própria secretaria propôs a instauração de procedimento administrativo contra Andrade, os ex-secretários Marcos Mendonça e Cláudia Costin, além de outros dirigentes dos dois museus e da secretaria por conta dos indícios de irregularidades administrativas. Integrante da comissão que elaborou o relatório, o servidor Francisco Amadeu Rodrigues informou aos promotores que os processos administrativos não haviam sido abertos.


Denúncias e represálias
Para os promotores, o MIS e o Museu da Casa Brasileira foram administrados irregularmente nos últimos anos e tiveram "valores desviados por dois grupos que se valeram de bens e espaços públicos para obter vantagens indevidas". Embora públicos, os dois museus passaram a ser administrados pela Associação dos Amigos do MIS e pela Associação dos Amigos do MCB, entidades privadas formadas por alguns de seus ex-dirigentes. As associações alteraram seus estatutos para serem transformadas em organizações sociais (OS) e, assim, assinarem contratos de gestão com a Secretaria de Cultura, em março de 2006. Na prática, já vinham administrando o MIS e o MCB irregularmente desde 1992, durante a gestão do governador Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB, hoje no PTB) e passou incólume pelas gestões dos tucanos Mário Covas e Geraldo Alckmin.

A investigação chegou ao Ministério Público por conta da insistência de uma servidora pública concursada, a monitora Eleonora Maria Fincato Fleury, que trabalhou nos dois museus. Ela já havia informado a secretaria de Cultura e o ex-governador Alckmin sobre as supostas irregularidades antes de procurar os promotores. Por conta desta atitude, Eleonora conta que passou a sofrer retaliações e teve de responder inclusive a um processo administrativo. No MCB, sofreu um pedido de afastamento em 1996, feito pelo diretor técnico da época, Carlos Bratke. Ela era acusada de passar “informações prejudiciais à imagem do Museu, da secretaria de Cultura e do estado”. Eleonora chegou a ser colocada em disponibilidade e só voltou a trabalhar como monitora depois de decisão da Corregedoria Geral da Administração do governo do estado que apontou a existência de uma irregularidade no afastamento da servidora de seu cargo de origem. Rodrigues admitiu aos promotores, no entanto, que as supostas irregularidades não teriam sido descobertas sem as representações da funcionária tida como insubordinada. "Não levaram em conta as denúncias, e começaram as represálias contra mim. Fui impedida até de entrar no meu local de trabalho", relata a monitora. Os recursos da secretaria de Cultura e a receita com o aluguel dos museus para festas, shows e encontros foram "desviados criminosamente" para as duas associações, na avaliação do MP, em vez de serem encaminhados a um fundo especial de despesa, conforme regulamentação de um decreto estadual. Os promotores constataram superfaturamento nos custos de eventos e a compra de notas fiscais frias, especificadas numa planilha. Em 2006, Eleonora foi transferida do MIS para o Museu Casa Guilherme de Almeida, onde trabalha hoje. A decisão de colocá-la em disponibilidade foi da diretora na época, Graça Seligman, que alegou que “suas atitudes e perfil profissional não se enquadravam nas exigências atuais do MIS”. Empresários interrogados pelo MP também atestam os desvios. Uma das responsáveis pela empresa Cosmmos do Brasil revelou ter pago 50 mil reais à Associação dos Amigos do MIS, valor definido como "doação", pelo aluguel de espaço para a 2ª. Mostra Internacional de Arte e Cultura. Desse total, somente cinco mil reais foram depositados na conta da AAMIS". Na hora da prestação de contas, eventos tiveram os custos triplicados. A partir de depoimentos, o Ministério Público afirma que a exposição Paisagens de São Paulo teria custado 50 mil reais e não os 150 mil reais cobrados da secretaria de cultura paulista, que liberou os recursos. "A diferença teria sido justificada com notas fiscais frias", diz o MP. Representantes da Associação dos Amigos do MIS também teriam sido beneficiados. Um deles, Amir Labaki, era sócio da EMEGE Produções Artísticas, prestadora de serviços ao museu. "Por meio dessas empresas pode ter havido desvio de dinheiro que represente uma parte do rombo. Como revelaram as testemunhas, muitos outros funcionários abriram empresas, sob sua titularidade ou de algum parente, para que pudessem fornecer notas superfaturadas aos museus", avalia a promotoria. Segundo declaração de Eleonora, em 2004, durante o projeto MIS Aniversário, o museu recebeu duplicata de uma empresa que não existia. A servidora informou que teve acesso a pelo menos outras oito duplicatas ou notas fiscais deste período que mereceriam ser investigadas. Procurado, Labaki - crítico de cinema que escreve para os jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico, diretor do Festival É Tudo Verdade e apresentador do programa de mesmo nome do Canal Brasil (emissora de TV a cabo da Globosat) – atendeu o repórter por escrito. Ex-diretor do MIS, ele afirmou que não poderia se manifestar sobre o caso em respeito “que decretou segredo de justiça ao procedimento civil”. O jornalista afirmou que acompanha “a investigação com tranqüilidade” e confia na Justiça. Um restaurante, uma livraria e serviços de delivery e de estacionamento funcionavam no MIS sem licitação e sem autorização de uso pelo estado. Outras irregularidades foram apontadas, como a tentativa de diretores de remover parte do acervo para fora do museu, o aluguel de filmes por um funcionário que se apropriava do dinheiro, o desaparecimento e o roubo de vídeos, projetores, DVDs e outros equipamentos, e ainda a realização de "noitadas" no MIS.


Sob encomenda
No Museu da Casa Brasileira foram recolhidas provas sobre a compra de notas frias e superfaturamento. Uma funcionária contou que as notas eram fornecidas "sob encomenda" por uma gráfica. A Associação da MCB, dirigida na época pela jornalista e curadora de design Adélia Borges, pagava 6% sobre o valor total de cada nota. De acordo com o MP, foram emitidas notas frias para justificar à secretaria de Cultura paulista o gasto de 45 mil reais com a realização do evento XVII Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira. A falcatrua, segundo o MP, foi comprovada em e-mails que detalhavam aos fornecedores como as notas fiscais deveriam ser preenchidas e com quais valores, definidos por diretores da associação.
Em uma mensagem eletrônica a uma funcionária do museu, que está em poder da promotoria, Adélia fala da necessidade de obter uma nota para apresentar ao “convênio com a Secretaria”, relativa à exposição São Paulo 450 anos – Novo/Velho Centro – (Re)Conhecer o Centro, de 2004. “É preciso agilizar pois não tenho como arrumar outra nota e como esse dinheiro voltará como caixinha para o Museu não devemos perder essa verba, certo? Temos de arrumar outra empresa compatível. Infelizmente não estou conseguindo e não tenho mais o que fazer”, dizia ela à funcionária.

Para montar o espaço para eventos no MCB, em 1996, a administração do museu chegou a derrubar árvores de sua parte interna para acomodar uma estrutura metálica no jardim. Apesar de estar em área tombada pelo Patrimônio Histórico e da legislação que restringe o corte de árvores, o corte foi feito sem as devidas autorizações. Dois anos depois, graças a uma representação de Eleonora, o promotor Tiago Cintra Zarif propôs um termo de compromisso em que a direção do museu se prontificava a plantar 87 árvores como forma de compensar a destruição irregular de parte do jardim.

A ex-diretora do MCB Adélia Borges não retornou aos telefonemas com pedido de entrevista. Jornalista especializada em design, ela dá aulas sobre História do Design Brasileiro na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e na Escola São Paulo e mantém coluna na revista Serafina, da Folha de S.Paulo, além de ter sido jurada em concursos internacionais sobre o assunto e já ter publicado artigos em jornais e revistas do Brasil e do exterior. A fotógrafa Graça Seligman, que foi diretora do MIS e já expôs nas Américas e na Europa, indicou seu advogado, Ricardo Tepedino, para falar sobre o assunto. Ele, no entanto, não quis se manifestar sobre as investigações. A pedido de suas secretárias, os arquitetos Carlos Bratke e Ricardo Ohtake receberam os pedidos de entrevista por correio eletrônico, com os assuntos a serem tratados. Nenhum dos dois respondeu à mensagem. Bratke, que dirigiu o MCB, é autor de dezenas de projetos na valorizada avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, além de ter sido presidente do Departamento de São Paulo do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) nos anos 90, assim como seu pai, Oswaldo Bratze, havia sido na década de 50. Ex-diretor do MIS e secretário de Cultura, Ohtake também foi diretor do Centro Cultural São Paulo e da Cinemateca Brasileira, além de secretário do Meio Ambiente. Hoje dirige o instituto que leva o nome de sua mãe, a artista plástica Tomie Ohtake.

Matéria da edição 75 de Fórum. Nas bancas.

18 de jun. de 2009

Ministério da Cultura no Brasil - Mais Cultura em João Pessoa

Do MinC - 18.06.09 Chico César, secretário de Cultura de João Pessoa, discute com coordenação executiva do Programa ações que serão implementadas naquela capital

chico-cesarO novo secretário de Cultura de João Pessoa, cantor e compositor paraibano Chico César, esteve reunido nesta quarta-feira, dia 17, com a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (MinC) e coordenadora executiva do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles, e com o diretor do Livro, Leitura e Literatura do MinC, Fabiano dos Santos Piúba.

Durante encontro, ocorrido no ministério, foram traçadas alternativas para adesão da capital da Paraíba ao Mais Cultura – programa que integra a Agenda Social do governo federal – e ao Sistema Nacional de Cultura, cujos seminários estaduais terão início no próximo mês de julho.

silvanaChico César, que retorna hoje a João Pessoa, levará como prioridade ao prefeito Ricardo Coutinho o pedido de formalização para adesão do município ao programa. “A união da capital da Paraíba ao Mais Cultura vai trazer um benefício enorme especialmente à periferia, que passará a ter acesso a políticas culturais que estimulam de forma saudável o convívio social”, comenta o secretário.

Para Silvana Meireles, “essa parceria reforça a articulação que temos traçado com os entes federados, no sentido de agilizar a execução de ações que promovam a cidadania, qualifiquem o ambiente social e impactem fortemente a economia e o crescimento de ocupação e de renda.”

fabiano-dos-santos1Entre as ações previstas para iniciar o convênio com a capital paraibana, foram destacadas a possibilidade de construção de um Espaço Mais Cultura em área de vulnerabilidade social, o qual agregará práticas de atividades culturais, de criação, de lazer ou de simples convívio social, que motivam a frequência de jovens e promovam a integração de diferentes grupos sociais. Ações na área de livro e leitura, como a construção de uma biblioteca na periferia e apoio a Pontos de Leitura, também foram tratadas no encontro.