Emir: os tucanos retiraram
recursos e jogaram a TV Cultura na lógica de buscar recursos privados e,
assim, ter que se submeter aos critérios das agências de publicidade e
das empresas privadas, tirando paulatinamente o caráter diferenciado,
público, da TV Cultura.
No momento em que se avança no processo de privatização na que já foi um
marco na TV pública brasileira – a TV Cultura de São Paulo – e ainda
persiste um mandato no Minc que promoveu graves retrocessos na política
de propriedade comum e convive de forma promíscua com o Ecad, vale a
pena recordar que um dos mais importantes debates contemporâneos se deu
justamente sobre a natureza da cultura: propriedade comum ou mercadoria.
