Mostrando postagens com marcador xenofobia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador xenofobia. Mostrar todas as postagens

27 de jan. de 2013

Dia 27 de janeiro é o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Monumento ao Holocausto (Holocaust-Denkmal) - Berlim
Rejeitando qualquer negação do Holocausto como um acontecimento histórico, na íntegra ou em parte, a Assembleia Geral adotou por consenso, em 2005, a resolução A/RES/60/7, na qual condena “sem reservas” todas as manifestações de intolerância religiosa, incitação, assédio ou violência contra pessoas e comunidades com base na origem étnica ou crença religiosa, onde quer que ocorram.

25 de fev. de 2012

A partir de abril, Brasil fará exigência para espanhóis que queiram entrar no país

Ministro Patriota ouviu reclamações sobre preconceito contra brasileiros na Espanha /
Eduardo Enomoto/ Futura Press

Baseado no princípio da reciprocidade, Itamaraty endurece regras em abril. Passaporte deverá ter pelo menos 6 meses de validade

7 de nov. de 2010

Presidente Lula: "Somos todos brasileiros"

 Presidente Lula fala a todos os brasileiros

Para mim, primeiro trabalhador eleito Presidente da República, será motivo de grande satisfação transmitir a faixa presidencial, no próximo dia 1º de janeiro, à primeira mulher eleita Presidente da República. Tenho perfeita consciência do imenso simbolismo desse ato.
Ele proclamará ao mundo inteiro – e a nós mesmos – que somos um País com instituições consolidadas, capazes de absorver mudanças e progressos. E que somos também um País que aprendeu a duras penas que não há preconceito, por mais forte que seja, que não possa ser vencido e superado pela tenacidade do povo.
Simbolicamente, estaremos proclamando ainda que ninguém é melhor do que ninguém. Não importam as diferenças de origem social, de sexo, de sotaque ou de fortuna. Somos todos brasileiros. E todos devem ter oportunidades iguais, o direito a sonhar com dias melhores e o apoio para melhorar sua vida e a de sua família.



Chico Buarque canta Para Todos


*Celso Jardim

Do Blog da Dilma - 06.11.2010

5 de nov. de 2010

Safernet denuncia 1037 perfis do Twitter e do Facebook por racismo


Do Vi o Mundo - 05.11.2010
Safernet denuncia mil contas por racismo 

Enviado por claudiacardozo, sex, 11/05/2010 – 17:51
05/11/2010 

do site da Safernet, dica do Stanley Burburinho

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/internet/safernet-denuncia-mil-contas-por-racismo-05112010-40.shl

Autor: Vinicius Aguiari, de INFO Online

SÃO PAULO – A ONG Safernet protolocou ontem no Ministério Público paulista uma notícia-crime relacionada às manifestações de racismo cometidas no Twitter e no Facebook no domingo, após a apuração das eleições.
O relatório da Safernet identifica 1 037 perfis acusados de cometer racismo contra nordestinos. Os perfis foram denunciados por outros usuários desde domingo até às 18h de ontem.
Segundo o presidente da Safernet, Tiago Tavarez, cabe agora ao MP decidir se aceita a denúncia e aprofunda as investigações sobre o caso ou se o arquiva. Além da notícia-crime da Safernet, o MP também recebeu uma outra denúncia da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco.
As mensagens racistas contra os nordestinos foram publicadas na web após a realização das eleições no domingo. As denúncias chegaram à ONG por meio da página www.denuncie.org.br.
Apagar contas não exclui provas, diz advogado
Segundo o professor de direito digital e sócio do escritório Opice Blum, Rony Vainzof, a exclusão das mensagens e das contas não excluem as provas. O que importa, nesse caso, é o ato doloso, a vontade consciente do ilícito de praticar, induzir ou incitar a discriminação”, explica ele.
Os usuários que publicaram mensagens racistas sofrem com um agravante, pois cometeram o crime de racismo através de um meio de comunicação. Dessa forma, a pena pode aumentar de um a três anos para de dois para até cinco anos. “É importante que os usuários se conscientizem que a internet não é um mundo sem lei”, alerta o advogado.


Serra plantou ódio; Brasil colhe manifestações contra nordestinos

Imagem: blog Com Texto Livre

Do Blog Vermelho - 03.11.2010

O vídeo que reproduzo abaixo — e também na janela ao lado — é de revirar o estômago. Mas faz um bem danado: lança luz sobre um Brasil que muitas vezes não gostamos de ver. O Brasil do ódio.

Por Rodrigo Vianna, no blog
Escrevinhador


A campanha conservadora movida pelos tucanos, a misturar religião e política, trouxe à tona o lodo que estava guardado no fundo da represa. A lama surgiu na forma de ódio e preconceito. Muita gente gosta de afirmar: no Brasil não há ódio entre irmãos, há tolerância religiosa. Serra jogou isso fora. A turma que o apoiava infestou a internet com calúnias. E, agora, passada a eleição, o twitter e outras redes sociais são tomadas por manifestações odiosas.

Como se vê no vídeo acima, não foi só a tal Mayara (estudante de Direito!!!) que declarou ódio aos nordestinos. Há muitos outros. Com nome, assinatura. É fácil identificar um por um. E processar a todos! O Ministério Público deveria agir. A Polícia Federal deveria agir.

E nós devemos estar preparados, porque Serra fez dessas feras da direita a nova militância tucana. Jogou no lixo a história de Montoro e Covas. Serra cavou a trincheira na direita. E o Brasil agora colhe o resultado da campanha odiosa feita por Serra.

Desde domingo, muita gente já fez as contas e mostrou: Dilma ganharia de Serra com ou sem os votos do Nordeste. Não dei destaque a isso porque acho que é – de certa forma – uma rendição ao pensamento conservador. Em vez de dizer que Dilma ganhou “mesmo sem o Nordeste”, deveríamos dizer: ganhou – também – por causa dos nordestinos. E qual o problema?

E deveríamos lembrar: Dilma ganhou também com o voto de quase 60% dos mineiros e dos moradores do estado do Rio. E ganhou com quase metade dos votos de paulistas e gaúchos.

Parte da imprensa — que, como Serra, não aceita a derrota e tenta desqualificar a vitoriosa — insiste no mapinha “Estados vermelhos no Norte/Nordeste x Estados azuis no Sul/Sudeste”. O interessante é ver a votação por municípios, e não por estados: há imensas manchas vermelhas nesse Sul/Sudeste que alguns gostariam de ver todo azulzinho.

No Sul e no Sudeste há muita gente que diz: “não ao ódio”. Se essa turma de mauricinhos idiotas quiser brincar de separatismo, vai ter que enfrentar não apenas o bravo povo nordestino. Vai ter que enfrentar gente do Sul e Sudeste que não aceita dividir o Brasil.

Serra do bem tentou lançar o Brasil no abismo. Não conseguiu. Mas deu combustível para esses idiotas. Caberá a nós enfrentá-los. Com a lei e a força dos argumentos.

2 de nov. de 2010

“Não deixemos que a vitória nos faça esquecer que o inimigo é forte”

Por Rodrigo Vianna - Blog Escrevinhador - 01.11.2010

Bem-vinda, presidente Dilma Roussef

Por Izaías Almada

Bem que o Brasil do atraso tentou, o Brasil da calúnia, da infâmia, da subserviência, o Brasil que perdeu a noção da História e da realidade em que vive e da realidade que o cerca. Não adiantou o cidadão e candidato José Serra e a oposição que representa construírem uma estratégia eleitoral torpe, baseada no ódio, na intolerância e no preconceito, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou que parte de sua acertada estratégia política está cumprida ao eleger sua candidata e sucessora.
Vitória da perspicácia, da sensibilidade no trato das coisas políticas, da coragem pessoal em confrontar, à sua maneira, a oligarquia que deixou o governo em 2002. E o fez com paciência e tentativas de diálogo e – sobretudo – com o conhecimento do seu povo. É preciso reconhecer: haja sociologia para explicar 83% de aprovação popular a um governo no Brasil. Já disse alguém que a política é a arte do possível. Para muitos, infelizmente, ainda é difícil entender isso. À direita e à esquerda.
Ontem, 31 de outubro de 2010, venceu o Brasil que quer continuar mudando, que busca alternativas para se tornar um país mais soberano e menos injusto. Venceu o povo brasileiro mais sofrido e humilde. Venceu novamente a esperança. Ou, para os menos otimistas, a possibilidade de se continuar tendo esperança. E ouso dizer também que, mais do que o Brasil, venceu a nova América Latina de Chávez, Morales, Correa, Lugo, Cristina e Nestor, Castro, Funes, Mujica e Ortega.

Os miasmas da intolerância e de um fascismo travestido de faniquitos democráticos não muito bem explicados em manifestos e editoriais jornalísticos, em telejornais e revistas de final de semana, em violência e profanação religiosa, em tentativa de manipulação da opinião do eleitor, nos últimos três meses, ou se quisermos, nos últimos oito anos, não foram suficientes para desviar milhões de eleitores brasileiros da rota de um desejo sincero de ver o Brasil mais justo, mais independente e de olhos postos no futuro e não no passado.
Retomando a História interrompida com a morte de Getúlio Vargas e traumatizada pelo golpe civil/militar de 1964, que derrubou um governo eleito democraticamente, a vitória de Dilma Roussef faz uma ponte com nosso passado ainda recente e relança as bases de um protagonismo popular para o futuro, fazendo o país voltar ao leito democrático de onde foi retirado pela força de tanques e baionetas apoiados pelo Departamento de Estado norte americano, esse mesmo Estado que continua a insistir com sua política de desestabilizar governos eleitos democraticamente, como a Venezuela de Chávez, a Bolívia de Evo Morales, a Honduras de Manuel Zelaya ou o Equador de Rafael Correa. E que, com certeza, não dará tréguas ao governo de Dilma Roussef. É bom que não nos esqueçamos disto no calor e na alegria da vitória.
No vácuo da repressão policial/militar da ditadura, com a sua falta de garantias democráticas plenas, instalou-se também no Brasil, em anos mais recentes, a ditadura do poder econômico, impondo-se entre nós o pensamento e a prática hegemônica neoliberal, assumida por uma social democracia encantada com a possibilidade de chegar ao poder político, como de fato chegou, com a chamada redemocratização do país na metade dos anos oitenta. E com o sonho de lá permanecer por pelo menos 20 anos, no dizer de alguns de seus caciques, começando com a imoral compra de votos para a reeleição do seu até então maior ideólogo, Fernando Henrique Cardoso, o presidente das privatarias e traidor do povo brasileiro. Essa prática política encantou àqueles que olharam o país e a História com o binóculo posto ao contrário.
Nesses últimos cinquenta anos de História, tanto uma, a ditadura, quanto o outro, o poder econômico imposto pelo Consenso de Washington, tiveram a seu lado aquele que pode ser considerado o mais forte aliado do mundo contemporâneo: a força do quarto poder, a mídia. Jornais, rádios, televisões, revistas, em grande parte subsidiados ideologicamente por pensadores e acadêmicos de dentro e de fora do país, fizeram de seus editoriais e matérias jornalísticas a apologia diária do paraíso para o capital transnacional, com seus deslumbrados e submissos defensores internos, ao mesmo tempo em que combatiam e dilapidavam as garantias e a defesa dos direitos dos trabalhadores através do arrocho salarial, da terceirização de serviços, do aumento do desemprego, do desestímulo às reivindicações de inúmeras categorias profissionais, da privatização de empresas nacionais estratégicas, agindo contra os interesses nacionais, da criminalização dos movimentos sociais, mantendo intacto – de certa maneira – o arcabouço repressivo ditatorial com um inquestionável conservadorismo na sua prática política.
Tudo isso sustentado por uma democracia e uma Constituição, aquela que melhor se pôde arranjar em 1988, a tal Constituição Cidadã, um imenso tratado com quase quinhentos artigos, tamanho o número de interesses a serem contemplados e acomodados, e que ainda assim, na prática, vem sendo solapada e substituída no dia a dia por um mecanismo anacrônico denominado Medida Provisória, que sempre poderá agradar ou desagradar a gregos e troianos, conforme os interesses de momento e o grupo que estiver no poder político.
Em verdade, passamos a viver a partir da segunda metade dos anos 80 um arremedo de democracia. Dá para o gasto, é claro, pois sempre podemos encher a boca e dizer que vivemos num país democrático, e sob vários aspectos isso é verdade, muito embora os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com as honrosas exceções de sempre, se deixaram ou ainda se deixam escorregar tentadoramente por caminhos tortuosos, para dizer o menos, quando fica bastante evidente a verdadeira luta de classes no país.
A recente campanha eleitoral deixou à mostra como muitos brasileiros entendem a democracia: um regime de privilégios que é preciso manter a ferro e fogo, sempre e quando para isso se use tais “privilégios” para arrasar o adversário, assassinar sua reputação, atribuindo-lhe as piores qualidades morais e profissionais. São os democratas de fins de semana, dos almoços dominicais com a família. Hipocrisia que a campanha do candidato José Serra mostrou à perfeição.
Nesse quadro político e institucional, os homens que queriam governar “por 20 anos” descuidaram-se e o sentimento de mudanças que permeava partidos de esquerda e movimentos sociais desde o período ditatorial, soube se movimentar, mesmo com suas divergências, contradições e até defecções, criando condições para que o país buscasse alternativas para o sufoco neoliberal.
Incrédulos com a vitória do metalúrgico semi-analfabeto em 2002, os serviçais e bajuladores da “Casa Grande”, fiéis leitores da cartilha econômica do neoliberalismo, apostaram suas fichas no fracasso e na incompetência do operário, sem jamais esconder o seu preconceito de classe e seu espírito impatriótico. À medida que o tempo avançou e o fracasso esperado do governo Lula não vinha, os órgãos de comunicação social foram mais uma vez acionados com bastante virulência no ano de 2005, pois nova derrota eleitoral seria o início do desastre.
De nada adiantou a campanha moralista naquela altura, curiosamente liderada por alguns dos políticos mais imorais e corruptos do país, alguns deles felizmente defenestrados nas recentes eleições, ou as CPIs policialescas instaladas nas duas casas do Congresso Nacional, onde a pregação intolerante contra o Partido dos Trabalhadores e a esquerda de um modo geral chegou a ser defendida com o chamamento à eliminação “dessa gente” da política brasileira. Bravatas, arrogância e intolerância substituíam os discursos políticos daquilo que se poderia esperar de uma oposição minimamente civilizada, se é que se pode chamar de civilizados um grande número de dilapidadores do patrimônio nacional em beneficio próprio.
Acuado, o governo soube esperar a hora do contra ataque. E o fez no seu segundo mandato, aprofundando as suas políticas sociais e de infraestrutura econômica. Lula se reelegeu em 2006 e chega a 2010, no final do seu governo, com um índice de popularidade “nunca visto antes na história desse país”. E mais: sai o operário e entra uma mulher. Impensável no Brasil de dez anos atrás.
O desafio que tem pela frente a presidente Dilma Roussef é enorme, a começar pela guerra diária que lhe imporá a vetusta oligarquia brasileira e sua velha mídia incompetente, desonesta e oportunista.
Mas, guerra é guerra e o povo, atento e organizado, sempre que chamado, irá se manifestar através de sindicatos, dos movimentos sociais, das entidades estudantis e dos partidos políticos comprometidos com a soberania do país e das suas conquistas sociais, fazendo avançar essas conquistas. E também através de uma nova mídia que se forma pela internet ou – o que espera o país – ver alguns jornais, revistas e televisões tendo que se ajustar a um novo marco regulatório para a comunicação social, tornando-a verdadeiramente democrática.
De hoje em diante toda atenção é pouca, porque o conservadorismo, agora efetivamente de mãos dadas com o emergente fascismo tupiniquim não irá descansar. E essa é uma união mais do que perigosa. Alguém já disse que para onde pender o Brasil, deverá pender a América Latina. Não deixemos que a vitória nos faça esquecer que o inimigo é forte e continuará sua insidiosa luta no dia a dia das calúnias, das mentiras, dos factóides, tentando minar a confiança do povo no seu novo governo.
Felicidades, presidente Dilma Roussef! Seja bem-vinda.

Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).

11 de set. de 2010

O bélico mundo de Bush pós 11 de setembro





O mundo ficou extremamente perigoso a partir do dia 11 de setembro de 2001, a xenofobia explodiu nos EUA e na Europa, qualquer cidadão árabe ou qualquer pessoa com sobrenome árabe passou a ser olhado com desconfiança.  O ataque terrorista aos EUA, culminando com a queda das torres gêmeas e os sérios danos causados ao Pentágono, iniciou um período violento de combate ao terror por parte do governo de George W. Bush mundo afora.
Cerca de 3000 vidas inocentes pereceram naquele dia, em Nova Iorque e Washington, levarando o terror ao coração do Estado americano, pasmaram o mundo, pessoas sem saber o que havia de fato ocorrido.

Lembro-me estar na rua nesse dia e ouvir os comentários desencontrados das pessoas.  Um senhor de uma banca de jornal me respondeu dizendo que os EUA haviam sido atacados.  Não era crível, fui para casa acompanhar o desenrolar pela TV, a História acontecendo aos olhos do mundo inteiro, ao vivo.

O fato é que o terror atingiu em cheio o orgulho da nação mais poderosa do mundo.
George W. Bush, eleito cerca de um ano antes em eleições suspeitas de fraudes, um político visto com desconfiança pelos americanos e pelo mundo, soube usar o fato estapafúrdio para se consolidar como liderança política nacional.  O discurso do medo e da necessidade do uso da força, com "ataques preventivos cirúrgicos" contra nações suspeitas de abrigarem o terrorismo, tomaram conta da agenda política e social daquele país, logo exportada para a Europa, via Tony Blair, maior aliado de Bush no velho continente.

Com o mote da segurança nacional, o governo americano soube catalizar (e estimular) o desejo de vingança da maioria de seu povo.  Bush conseguiu aprovar, sustentado pela opinião pública, todas as ações belicistas que propôs sob o pretexto de caçar Bin Laden e a AL Qaeda.  Invadiu o Afeganistão em 2001, sem o aval da ONU, derrubando o governo daquele país, invadiu o Iraque, sob o falso pretexto de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, aprovou no congresso bilionários orçamentos de guerra, construiu sólida maioria parlamentar, se reelegeu em 2004.  Conseguiu todas essas vitórias explorando o fato tenebroso de 11 de setembro, amedrontando o povo de seu país, para justificar a necessidade de pôr em prática todas as políticas de combate ao terror que propôs, levando a reboque muitas outras questões bélicas, como o bizarro projeto da construção de um escudo antimísseis na "porta" da Rússia, que depois acabou não prosperando.

O discurso do medo sustentou seus dois governos, mas nunca lhe deu popularidade maciça, exceto em um próximo período no pós 11 de setembro.  O seu segundo mandato aprofundou os gastos militares, destruiu a economia americana e seu governo foi diluído pela maior crise econômica desde 1929, devido a inépcia de sua equipe e a incapacidade em lidar com questões reais da economia e sociedade americanas.

O 11 de setembro vai muito além da queda das torres gêmeas do World Trade Center, o enfrentamento proposto pelos Republicanos de Bush visavam o controle do mundo livre, via ações bélicas, justificadas como necessárias para manter o mundo em paz: nunca a indústria da guerra faturou tanto em tão curto espaço de tempo.

O cheque em branco e o saldo final
O "cheque em branco" que o povo americano deu ao presidente Bush, permitiu-lhe enfrentar a opinião pública mundial e provocar ações sangrentas no Afeganistão e Iraque.

Estima-se que que nestes países centenas de milhares de civis tenham sido vítimas fatais, além de cerca de 1 milhão de pessoas vivem hoje o drama da fome no Afeganistão devido ao esfacelamento do Estado e de sua economia provocados pela guerra de ocupação e pelas insurgências não controladas pelas tropas de paz.  No Iraque o cenário não é diferente e os dramas se repetem.  O custo de toda a política de "segurança nacional" e de relações exteriores dos EUA foram demasiadamente altos para os resultados hoje alcançados.

O 11 de setembro é um marco da história recente da humanidade, mas visto apenas pela imagem da queda dos prédios do WTC, não representa, em sua plenitude, o que representou para o mundo e suas instituições, além da dor de um povo que viu pessoas inocentes serem mortas pelos insanos ataques terroristas, também presenciou, por alguns momentos, Bush vislumbrar-se liderança maior de um planeta de uma única superpotência, os riscos foram grandes.


Do Blog Palavras Diversas