2 de dez de 2012

O desequilíbrio ao Governo Dilma e à imagem do Lula, e os interesses internacionais.

Dilma e Lula ascenderam mais de 32 milhões de brasileiros da extrema pobreza para a classe média, a direita não está satisfeita. Imagem: Ag/Br


Sempre acreditei que a direita e a própria base aliada, dos governos Lula e Dilma, tentaram desgastar o governo Petista unindo forças aos interesses internacionais, para quê? Voltar aos tempos de FHC, continuar a exploração capital e trabalhista, continuidade da desigualdade social, voltar a ser um país endividado e enfraquecido. Contudo, a direita desequilibra o governo federal.  O Eduardo Guimarães cita muito bem no texto abaixo que a "base aliada ao governo Dilma atua ora como governista, ora como oposicionista".

Por essa razão, a coalizão com outros partidos no âmbito federal, estadual ou municipal, como na cidade de São Paulo - onde o futuro Prefeito Fernando Haddad fechou as alianças no comando das secretarias - é inevitável. Existe uma forte pressão da direita com chantagens, escândalos fictícios, negociações das multinacionais, exploração negativa da imagem do PT na grande mídia e liquidez do dinheiro brasileiro para estas empresas extrangeiras das privatizações das nossas estatais, muito bem revelado e pesquisado pelo Jornalista Amaury Ribeiro no livro a Privataria Tucana, e que o delegado Protógenes Queiroz não consegue levar adiante à CPI da Privataria Tucana.


Eles querem que os brasileiros continuem a ser explorados nos setores das telecomunicações, no sistema bancário, na área educacional etc. A sangria financeira brasileira que abastece outros países, como detalhou Altamiro Borges neste artigo Multis remetem bilhões ao exterior relacionei a esta publicação Espanha salda € 1,1 bi em dívidas regionais atrasadas. Alguem poderia dizer se estou enganada na minha análise? 



Conforme Celso Amorim diz que o "Brasil é refém dos interesses internacionais, do *PIG e/ou dos lesas pátrias". Amorim indicou um vídeo no facebook, da fala do Deputado Delegado Protógenes Queiroz onde ele cita "os interesses internacionais para desestruturar e atrasar o desenvolvimento do Brasil".



Márcia Brasil

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Leiam o texto de Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania



A fragilidade da base aliada

A entrevista que o vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), concedeu ao Blog na quinta-feira, exige reflexão. Aqui ou em qualquer outra página em que a entrevista foi reproduzida – como no Blog do Nassif ou no Brasil 247 – os comentários foram, esmagadoramente, críticos. Aliás, melhor seria dizer que foram comentários furiosos.


As reações foram da ampla satisfação dos comentaristas de viés tucano à mais ampla rejeição dos de viés petista. Ninguém aceita as justificativas para o recuo do relator da Comissão, Odair Cunha (PT-MG), no sentido de retirar de seu texto os pedidos de indiciamento do jornalista Policarpo Jr. e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Particularmente, fiquei dividido. Ao mesmo tempo em que, como todos sabem, apoio posições mais corajosas do PT e do próprio governo Dilma para enfrentar os ataques tucano-midiáticos, reflito sobre as condições efetivas de êxito que tanto um quanto outro possam ter tido…

Analisando o que o deputado Paulo Teixeira disse ao Blog, torna-se óbvio que a base aliada se esfacelou – ao menos no âmbito da CPI. Ora, a base aliada controla a presidência, a vice-presidência e a relatoria da Comissão, mas não conseguiu aprovar nada mais do que a oposição.

Se a base aliada convocou – ou convidou – um governador como Marconi Perillo – que, na verdade, é o foco da investigação por seu envolvimento escandaloso com o bicheiro Carlos Cachoeira –, a oposição conseguiu convocar o governador petista Agnelo Queiroz, contra quem não pesa nem um grama do que pesa contra seu homólogo tucano.

E se a base aliada convocou Paulo Preto, a oposição convocou Luiz Antonio Pagot…

O equilíbrio de forças oposicionistas e situacionistas na CPI mostra, portanto, que grande parte da base aliada ao governo Dilma atua ora como governista, ora como oposicionista. Não se sabe ao certo, portanto, qual é a verdadeira base aliada do governo Dilma, mas pode-se inferir que, à exceção do PC do B, não exista nenhum outro aliado confiável.

Em uma situação assim, fica mais fácil entender o temor do governo Dilma e do próprio PT. Com uma base de apoio tão volátil – e, frequentemente, tão desleal –, o governo se expõe, no limite, até a revoltas parlamentares como a que deu origem ao impeachment do ex-presidente Fernando “aquilo roxo” Collor de Mello.

Não é brincadeira…

Isso sem falar que Dilma tem como vice ninguém mais, ninguém menos do que Michel Temer (no centro da foto com Dilma e Lula), que já foi aliado “fiel” dos tucanos e que, dizem, está por trás da hesitação da presidente em relação à imprensa.  O governo deve temer Temer. E muito. Se Dilma sofrer queda de popularidade, ele salta do barco antes que você, leitor, possa proferir a palavra fisiologia.

Vejo-me obrigado, portanto, a refletir sobre a expressão “governo de coalizão”. Boa parte da militância petista não leva em conta algo que escrevi há alguns meses aqui, sobre que o PT chegou ao governo, sim, mas não chegou ao poder.

O fato é que a imprensa, apesar de não conseguir mais eleger quem quer por estrita falta de colaboração desse ente que trata sempre como detalhe nas escolhas que o país faz, ou seja, o povo, ainda  tem um poder político praticamente inacreditável. Isso porque se impõe em quase todos os partidos, para não dizer em todos.

A situação se torna estarrecedora quando se reflete que, mesmo no único partido em que a mídia não deveria ter influência, ela tem. Todos sabem muito bem quais são os petistas que vivem aos beijos e abraços com o Partido da Imprensa Golpista enquanto este faz tudo o que pode e que não pode para destruir o partido deles.

Como já expliquei em post anterior, isso se deve ao fato de que essa coisa de que a mídia não influi mais em eleições pode até ser verdade em eleições mais disputadas, nas quais o PT joga com a “bomba atômica” Lula e com o peso – e o dinheiro – que sua nova configuração ideológica lhe propiciou a partir de 2002. Mas não é verdade no varejo.

É óbvio que parlamentares, prefeitos de cidades menores e até governadores continuam sendo eleitos por influência da mídia – e são esses que até aderem, fisiologicamente, ao partido que está no poder, mas só para mamar, pois, na hora do vamos ver, os integrantes desses partidos “aliados” são liberados pelos dirigentes para agirem como quiserem.

Um bom exemplo é São Paulo. Enquanto Orestes Quércia estava vivo o PMDB era o maior aliado do PSDB por aqui, apesar de dividir o governo federal com o PT. É óbvio, portanto, que os interesses que um PMDB representa em São Paulo acabam interferindo na atuação da bancada federal do partido. E esse é só um exemplo.

Você, eleitor ou simpatizante do PT, pode ficar contrariado com o partido. Pode dizer que é covarde, pode xingá-lo quanto quiser. Mas uma coisa é certa: o PSDB só não está no poder porque o PT aceitou essas regras do jogo. O que há para decidir, portanto, é se queremos o PT no poder, mas sem poder falar grosso, ou falando grosso, mas na oposição.

Por Eduardo Guimarães

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Assistam ao vídeo sugerido pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim.


"Existem interesses internacionais para desestruturar e atrasar o desenvolvimento do Brasil"


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