8 de mai de 2012

QUAL DESENVOLVIMENTO? – Oportunidades e Dificuldades do Brasil Contemporâneo

(*) Marcio Pochmann

Em meio uma profunda revolução tecnológica, responsável pela reorganização do trabalho, por fantásticos ganhos de produtividade e que propiciou durante um longo período uma enorme liquidez na economia mundial, parece que algo pouco mudou nessa conjuntura: a situação do trabalhador.


O desemprego e a precariedade das relações de trabalho ainda são fantasmas que assolam o cotidiano das pessoas no Brasil e em outros países. Mas precisaria ser assim?

Neste início do século 21, a constituição da sociedade pós-industrial favorece a criação de melhores condições para todos e não seria absurda a diminuição do peso do trabalho para somente 5% do tempo total de vida de uma pessoa. Para isso, o ingresso na vida laboral deveria ser postergado para além dos 25 anos de idade e a jornada semanal ser fixada em 12 horas semanais. Embora isso seja tecnicamente possível, há uma enorme barreira atrelada à ignorância, à mesquinhez e à mediocridade histórica, que continua a impedir a proliferação de diversas modalidades emancipatórias da condição do trabalho humano.

Ao mesmo tempo em que 1,5 milhão de clãs de famílias centralizam quase 2/3 da riqueza de todo o mundo concentradas pela unificação do poder econômico de um grupo de pouco mais de mil corporações transnacionais, as classes trabalhadoras continuam a ser condenadas à exclusiva luta pela sobrevivência.
É sobre essa mudança, possível, de que trata o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, no em Qual Desenvolvimento? - Oportunidades e Dificuldades do Brasil Contemporâneo. Além de abordar a desnecessária intensificação do trabalho, analisa os temas prioritários do novo e complexo amanhecer do desenvolvimento nacional, recuperando a trajetória recente de decadência econômica e social que assolou o país durante décadas. Com um texto claro e repleto de dados, Pochmann consegue traçar as perspectivas atuais do Brasil, com propostas que podem sedimentar um país menos desigual.

(*) Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e professor livre-docente licenciado na área de economia social e do trabalho e também pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, é colunista da Revista Forum

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Veja também:

Pochmann: A batalha pelo primeiro emprego + Qual Desenvolvimento? + E-trabalho
Adquira três livros do economista Marcio Pochmann. A batalha pelo primeiro emprego o autor explora um dos temas mais desafiadores da sociedade brasileira: o ingresso dos jovens no mundo do trabalho. O Desafio da Inclusão Social no Brasil trata da experiência dos programas sociais da prefeitura de São Paulo, de 2001 a 2004. E-trabalho discute os impactos das novas tecnologias introduzidas na produção sobre o mundo do trabalho.

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