20 de mai de 2012

Finalmente mídia reconhece caos nos transportes

 

Nas últimas décadas, a mídia tratou de forma tolerante os problemas do tucanato com os transportes. Diante da repetição dos acidentes, não dá mais para esconder o caos.

O caos vai tomando conta dos transportes em São Paulo e é prova inconteste do mais absoluto fracasso de 20 anos do tucanato no governo do Estado. Não bastasse o choque de dois trens da Linha 3-Vermelha do Metrô paulistano, um feito inédito e histórico nos 36 anos de existência do sistema, que apavorou quem estava no interior dos trens acidentados e traz preocupação a todos os usuários, ontem (18) outro trem da mesma linha apresentou defeito em pleno horário de pico na Estação da Sé. Uma das portas não fechava e o vagão teve que ser evacuado.


Pouco depois deste novo incidente, a mesma estação foi palco, também, de um ato público organizado pelos metroviários. O objetivo da manifestação era denunciar o total descaso do governo Geraldo Alckmin (PSDB) com a categoria e aproveitar para dar o alerta: poderão entrar em greve na próxima quarta-feira (23).

Do lado da Companhia paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), ontem cinco das seis linhas de trem existentes apresentaram problemas. Em entrevista a uma emissora de rádio, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, saiu-se com a justificativa de que os problemas estão ocorrendo porque a renovação dos equipamentos está sendo feita com as linhas em operação.

E assim, infelizmente, devido à falta de investimentos, à incapacidade administrativa e de gestão, à falta de planejamento, à ausência de medidas para casos de acidente ou emergências, entre outras coisas,
vamos nos encaminhando para algo que esperamos sinceramente que não aconteça: um colapso real no serviço de transporte publico sobre trilhos na região metropolitana de São Paulo.

Agora, mídia fala em caos

Durante as últimas duas décadas, a mídia tratou de forma tolerante os problemas do tucanato com os transportes, tanto na cidade de São Paulo como na região metropolitana. Mas, diante da repetição e da insistência com que os acidentes e problemas acontecem, simplesmente não dá mais para esconder. E fala-se algo que temos repetido e repetido, que as coisas na administração tucana e de seus aliados não estavam bem. Surge, finalmente, a ideia de que os transportes públicos em São Paulo estão em situação caótica.

O mais triste de tudo é que, em vez de se questionar a falta de planejamento, a incapacidade administativa dos tucanos – ah, se fossem governos do PT! – mantém-se a manipulação e a desinformação: o governo tucano de Geraldo Alkimin e do prefeito Gilberto Kassab estão buscando soluções, têm planos maravilhosos e soluções técnicas fantásticas … enfim, "tudo se resolverá".

Uma demonstração clara da manipulação política direta e permanente do noticiário, elaborado por parte desta grande mídia. E ai de quem não se alinhar. É só ver o caso do apresentador José Luiz Datena que também nesta semana denunciolu no ar, em seu programa na TV Bandeirantes, estar sofrendo pressões por tratar do escândalo no APROV em São Paulo (leia mais). Mas, em casos como este, ninguém vê qualquer ameaça à liberdade de imprensa, ao direito que os cidadãos têm de se informar e o dever que a mídia tem de informar bem.

Metroviários querem liberação das catracas

Frente à exigência do Governo do Estado para que 100% da frota esteja em funcionamento na próxima quarta-feira (23), quando farão seu protesto, os funcionários do Metrô de São Paulo pressionam pela liberação das catracas para que os usuários não sejam prejudicados.


"Para não deixar a população sem transporte, nós argumentamos com a liberação das catracas. A categoria pretende trabalhar, mas não queremos perder o nosso direito de protestar", afirmou o diretor executivo do Sindicato dos Metroviários, Alexandre Carvalho Leme.

Fiquem atentos nesta segunda-feira. O Sindicato dos Metroviários anunciou que irá divulgar uma carta aberta à população. "Caso a empresa não nos acompanhe na liberação das catracas, a alternativa da categoria é realizar a greve propriamente dita. Nós não deixaremos de protestar", afirmou Leme.

Foto: Renato Araújo/ABr

Fonte: Blog do Zé Dirceu

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