14 de jun de 2009

Cinema - Filme sobre Arnaldo Baptista emplaca terceiro festival seguido em Miami

Mariana Vianna/Divulgação
Depois de ganhar o prêmio do júri no Festival do Rio e na Mostra de Cinema de São Paulo, no final do ano passado, o filme "Lóki Arnaldo Baptista" venceu na categoria longa-metragem documentário do Festival de Cinema Brasileiro de Miami, cuja premiação ocorreu na noite deste sábado. O filme começa a ser exibido nas salas de cinema no Brasil no próximo dia 18.

O filme faz um resgate dos altos e baixos do músico dos Mutantes e nasceu de um programa que o diretor Paulo Fontenelle fez para o Canal Brasil.

Na sessão no Colony Theatre, na última terça-feira, "Lóki" emocionou o público. "Fiquei muito feliz de ver que aquela história tocou o coração das pessoas. Tinha gente chorando", disse Fontenelle após a exibição.

Hoje, na entrega do troféu Lente de Cristal, o diretor agradeceu a equipe que ficou no Brasil e "àqueles que se dedicam a fazer cinema no país".

Como contou Fontenelle à Folha Online, o documentário tem o objetivo de fazer justiça ao mentor da banda e não se limita a contar aventuras do artista e sua trajetória nos Mutantes. O longa revisita Arnaldo Baptista, desde a criação dos Mutantes até seu empenho atual às artes plásticas, na casa em que vive em Juiz de Fora (MG).

O filme tem 55 músicas, que ajudam a conduzir a narrativa e contar a vida do músico, que trouxe a expressão Lóki para o linguajar popular no final da década de 70 e dá o nome ao seu primeiro trabalho solo, após o fim dos Mutantes.

Concorrentes

O filme "Lóki Arnaldo Baptista" concorreu na categoria longa-metragem documentário com "Contratempo", de Malu Mader e Mini Kerti, "Palavra (En)Cantada", de Helena Solberg, "Favela On Blast", de Leandro HBL e Wesley Pentz, e "O Mistério do Samba", Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda.

O documentário "Favela On Blast", filme sobre a cultura em torno do funk carioca, ganhou nas categorias de som direto e edição de som. Ainda que as categorias fossem para longa-metragem de ficção, o júri oficial do festival, presidido pelo cineasta Bruno Barreto, decidiu dar o prêmio ao documentário.

DEISE DE OLIVEIRA
Enviada especial da Folha Online a Miami Beach- 14.06

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