15 de dez de 2012

Niemeyer e o fascistóide do Millenium

Reinaldo Azevedo, o blogueiro da Veja “meio idiota e meio imbecil”, não está mais sozinho nas suas críticas ao genial Oscar Niemeyer, falecido na semana passada. Ele agora tem a companhia do seu amigo do Instituto Millenium, o economista Rodrigo Constantino. Na terça-feira (11), no jornal O Globo, o economista que anima os convescotes dos barões da mídia escreveu um artigo hidrófobo contra o renomado arquiteto. O teólogo Leonardo Boff até poderia incluí-lo no time dos “rola-bostas”, junto com o pitbull da Marginal.




Rodrigo Constantino, que obrou recentemente o livro “Privatize Já”, ficou indignado com tanta reverência, nacional e internacional, ao arquiteto. No texto “O humanista que amava Stalin”, ele provoca de forma abjeta: “Por que Niemeyer foi praticamente canonizado? Minha tese é que ele representava o ícone perfeito da CHEC (Comunistas Hipócritas da Esquerda Caviar). No Brasil, você pode ser podre de rico, viver no maior conforto de frente para o mar, mamar nas tetas do governo, desde que adote a retórica socialista”.



Na opinião do ideólogo do Instituto Millenium, que reúne os donos dos jornalões, revistonas e das concessões públicas de rádio e tevê, Oscar Niemeyer “sempre esteve do lado errado, alimentado por um antiamericanismo patológico. Defendeu os terroristas das Farc, os invasores do MST e o execrável regime comunista, mesmo depois de cem milhões de vidas inocentes sacrificadas no altar dessa ideologia. Ele admirava os tiranos assassinos Fidel Castro e Stalin, e chegou a justificar seus fuzilamentos”.



Após disparar estes e outros absurdos, totalmente descontextualizados, o adorador do “deus-mercado” capitalista conclui esbanjando valentia. “Aproveito para avisar que eu sou sensível ao sofrimento das vítimas do comunismo, mas sou imune à patrulha ideológica da CHEC. A afetação seletiva da turma ‘humanista’ não me sensibiliza. É até cômico ser rotulado de radical por stalinistas”. Mas Rodrigo Constantino não tem nada de radical. Ele é uma completa nulidade – ou, como seu amigo do Millenium – um “idiota 100%”.



Ele é insensível ao sofrimento das milhões de vitimas do capitalismo – que padecem de fome, desemprego, guerras e genocídios. É um defensor da barbárie rentista na Europa e EUA. Deve lamentar a ausência do genocida George Bush e de outros crápulas imperialistas. Seguidor de Milton Friedman, ele é partidário do “choque de terror” neoliberal. Daí o seu ódio visceral ao humanista Oscar Niemeyer. É este patético economista que faz a cabeça dos barões da mídia do Instituto Millenium, sabe-se lá a que preço!

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