14 de jun de 2010

O atraso tem nome: Marina Silva

Depois de sair do PT em uma jogada que mais parecia novela da Rede Globo, Marina Silva encontrou seu lugar no PV, partido nanico ligado a oligarquias regionais e massa de manobra do DemoTucanato em São Paulo e outros estados.

Marina, fazendo-se de vítima, conseguiu apoio em diversos setores - incluindo o setor das elites do baixo-Leblon, amigadas ao discurso de Gabeira e cia -, e por muito tempo conseguiu enganar muita gente com seu discurso EcoCapitalista travestido de progressista. Mas aos poucos a máscara cai.

Sua chegada ao PV fez cair a máscara do partido e a sua própria. Anunciando sair do partido que apoiava os Sarney, Marina foi para o partido do Sarney Filho. Junto com ela levou outros conservadores anti-aborto e anti-direito dos homossexuais como o Deputado Luis Bassuma. O PV enfim saiu do armário e assumiu-se como partido conservador, retrógrado e atrasado, assim como sua candidata que, por suas credenciais religiosas, não deixa espaço para dúvidas. O estatuto do PV diz "A", mas a prática - e a Marina" dizem e fazem "B". E ela quer ser presidente!

Este post, aliás, poderia ser facilmente um "Fobia Neopentecostal" parte 3.

Marina é contra Aborto, Casamento Gay, Legalização das Drogas, Pesquisa com Célula Tronco. Ela também é contra a idéia de que a Terra é redonda? Só falta.

Questionada pela revista Época sobre as questões alencadas no parágrafo acima, disse ser contra tudo, mas, boazinha que só ela, propõe plebiscito.

Dois pontos devem ser observados. Primeiro, questões básicas de Direitos Humanos, como o direito das mulheres sobre seus corpos, ou o direito das minorias e à diversidade, ou questões relacionadas à saúde pública (aborto, drogas, células tronco) não podem ou devem ser questionadas nem são "matérias plebiscitário".

Segundo, Marina SABE que o Brasil é um país conservador, com pensamento retrógrado muitas vezes parecido com o seu próprio e a idéia de plebiscito é perfeita para denunciar sua hipocrisia.

Ela é contra, mas, boazinha, deixará que o povo "decida" quando ela já sabe a resposta final. E ela sabe, também, que os meios de comunicação, ainda mais conservadores, irão fazer pesada campanha defendendo os mesmos pontos de vista medievais da candidata evangélica.

Colocar tais questões como simples "matérias plebiscitárias" é o cúmulo da hipocrisia e da má fé. E tem gente que cai. Cai esquecendo que, por mais boazinha que ela tente ser, ela é CONTRA.

Porque liberar o aborto? Só porque 1 em cada 7 mulheres já fizeram aborto no país - ILEGALMENTE - e que esta é a terceira causa de mortes de mulheres no país porque as pobres só tem como ir a clínicas (sic) sem qualquer tipo de higiene e controle para morrer? A classe média paga clínicas de primeiro mundo, as faveladas morrem como indigentes. Porque então liberar, não é?

Falemos das drogas então, já que o aborto é algo tão sensível. Porque legalizar? Será que é porque todos sabem mas fingem desconhecer que Fernandinho Beira Mar, Marcinho VP e cia da vida são só "faz-tudo" dos verdadeiros responsáveis e financiadores do tráfico, estes todos com assentos garantidos em câmaras federais, estaduais ou municipais?

Falar de células-tronco então, difícil! Porque permitir que milhões de vidas sejam salvas com pesquisas de simples células quando, sabemos, o importante é agradar ao fundamentalismo religioso de alguns retrógrados que acham que alí existe vida humana ou algo do tipo - difícil sequer entender qual a reclamação destes doentes mentais. Pra que curar doenças? Deixem que deus cure os doentes enquanto sentamos e esperamos!

E, finalmente, o casamento entre pessoas do mesmo sexo! Claro que a Marina é contra. Claro que os fundamentalistas são contra. Afinal, estamos em um Estado Laico em que religião não interessa. Respeitamos a diversidade e o direito dos seres humanos serem responsáveis pelas suas vidas e escolhas! Impensável proibir que alguém se case só porque está na bíblia que não podem!

Pois bem, esta é Marina Silva. E nem precisei entrar no mérito de seu EcoCapitalismo cuja concepção, por si só, é risível. Teremos plebiscito, com Marina presidente, sobre sobre a volta da palmatória nas escolas ou seremos forçados a ouvir o Silas Malafaia no lugar da Voz do Brasil? Façam suas escolhas.

Por Tsavkko - 13.06.10

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