8 de jun de 2010

KASSAB ESTERELIZA AS RUAS. OS GERMES SÃO HUMANOS

Kassab intensifica repressão contra moradores de rua

Kassab intensifica repressão contra moradores de rua

O prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), aprovou no início do mês a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, autorizando a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados, o que na prática significa aumentar a repressão contra os sem-teto


16 de abril de 2010

Os moradores de rua sempre foram alvos da política de repressão imposta pelos governos burgueses. Em São Paulo, por exemplo, o prefeito da cidade, o mini-ditador Gilberto Kassab (DEM), impôs uma série de medidas para reprimir e perseguir os moradores de ruas. Para se ter idéia do absurdo, Kassab chegou inclusive a editar uma lei na qual proibia os moradores de rua de dormir nos bancos públicos espalhados pela cidade.

As denúncias de maus tratos contra os sem-teto são constantes. A truculência nas operações realizadas pelos funcionários municipais e agentes de proteção social, pessoas que teoricamente eram os responsáveis por tratar dos desabrigados, são constantemente denunciada pelos moradores, que além de ser agredidos, chegam até mesmo a ser torturados. Isso sem falar da ação da polícia e da Guarda Municipal Metropolitana, que mesmo não podendo tratar diretamente do caso dos moradores de rua, realizam abordagem tão violenta quanto a dos funcionários e agentes.

A repressão contra os moradores de rua não só é sabido pelas autoridades, como a mesma ocorre com o total aval dos governos burgueses. Para se ter idéia do acordo criminoso, mesmo sabendo das inúmeras denúncias de agressão e maus tratos cometidos por policiais e pela guarda, Kassab aprovou a regulamentação do procedimento com os moradores de rua, na qual autoriza a Guarda Civil a atuar na abordagem dos desabrigados. “Pelo texto, cabe à GCM contribuir para evitar a presença de pessoas em situação de risco nas vias e áreas públicas da cidade e locais impróprios para a permanência saudável das pessoas. (...) isso deve ser feito por meio da abordagem e encaminhamento das pessoas, observando orientações da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads)" (Estadão, 14/4/2010).

Na prática a medida serve como uma autorização para que a guarda atue de forma ainda mais truculenta. De acordo com a denúncia feita por entidades ligadas aos moradores de rua, na última sexta-feira (9), guardas civis metropolitanos e policiais militares lançaram bombas de efeito moral contra um grupo de sem-teto que vivem em baixo do Viaduto do Glicério, no centro da cidade. Essa é a “abordagem” da prefeitura. Segundo a denúncia: “as bombas, que soltam fumaça e fazem barulho ensurdecedor, vinham sendo jogadas rotineiramente desde o início da construção da base da PM no local” (Idem). Num cinismo que é típico da burguesia e de seus órgãos, a corporação negou que tivesse atirado bombas contra os desabrigados, mesmo esses estando de posse de uma das bombas, a que acabou não estourando. Mesmo sendo absurdo, o caso é apenas mais uma dentre as milhares de denúncias de repressão, maus tratos e tortura cometidas por policiais contra os sem-tetos.

A tendência, no entanto, é que esses casos aumentem ainda mais. A medida certamente fará com que os guardas e a polícia reprimam ainda mais, e de forma mais intensa, os sem-teto.

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